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Terça, 28 Setembro 2021

Mais de 4,7 mil índios que vivem em aldeias no Acre receberam 1ª dose da vacina contra Covid-19 e mais de 1,8 mil a 2ª dose

Mais de 4,7 mil indígenas que vivem em aldeias no Acre receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e outros mais de 1,8 mil a 2ª dose. Os dados foram repassados pelos Distritos Sanitários Especiais do Alto Rio Purus e Alto Juruá. O número de imunizados representa pouco mais de 35% do esperado.

Segundo os dados divulgados pelo governo do estado, do total de 40.760 vacinas recebidas no primeiro lote no Acre, no dia 19 de janeiro, 24.834 unidades foram destinadas aos mais de 12,4 mil índios aldeados com idade acima de 18 anos, para primeira e segunda dose.

Mais de 4,4 mil índios que vivem em aldeias no AC receberam 1ª dose da vacina contra Covid-19 — Foto: Arquivo/Dsei Purus

A cidade que recebeu o maior número de doses para imunizar indígenas foi Feijó, com um total de 4.856 unidades, referente à primeira e segunda dose da vacina para mais de 2,4 mil indígenas. Em seguida, vem a cidade de Tarauacá que deve imunizar mais de 2,2 mil índios aldeados.

Já as cidades de Brasileia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Senador Guiomard, Xapuri e Porto Acre não receberam nenhuma dose destinada aos indígenas.

Dados Dsei Alto Juruá

Os dados do Dsei Alto Juruá apontam que do total de 12.281 indígenas aldeados que vivem na região, 3.314 foram imunizados com a primeira dose da vacina até o dia 25 de fevereiro, que representa somente 26,98% de cobertura. Além disso, 1.066 receberam a segunda dose do imunizante. 

Segundo a coordenadora, Iglê Monte, esse número é maior, uma vez que as equipes estão nas áreas, que são distantes, e as informações são inseridas no sistema assim que chegam na cidade.

No município de Jordão, do total de 1.739 indígenas que devem ser imunizados, 258 receberam a primeira dose, o que representa 14,84% e nenhum recebeu a segunda dose. Já com relação aos profissionais de saúde indígena da região, todos os 24 já foram imunizados.

Em Cruzeiro do Sul, dos 343 indígenas aldeados 55 receberam a primeira dose e nove a segunda dose e 84 dos 111 profissionais também receberam a primeira dose e 4 a segunda até o dia 25.

Na cidade de Feijó, do total de 2.425 índios que devem ser imunizados, 826 receberam a primeira dose e 225 receberam a segunda dose. Além deles, 25 dos 58 profissionais de saúde também foram imunizados com a primeira dose e 12 com a segunda.

Em Mâncio Lima, a cobertura está em pouco mais de 66% dos indígenas aldeados. Do total de 1.147 que devem receber a vacina, 762 foram imunizados com a primeira dose e 367 a segunda. Já os profissionais da saúde da região, 49 dos 68 também foram imunizados com a primeira dose e 38 com a segunda.

Na cidade de Marechal Thaumaturgo, 610 dos 1.352 indígenas foram vacinados com a primeira dose e 266 com a segunda dose. Com relação aos profissionais, 23 dos 29 foram imunizados com a primeira dose e 8 com a segunda.

O município de Porto Walter deve imunizar um total de 269 indígenas aldeados e até o dia 25, 159 foram imunizados com a primeira dose e apenas um com a segunda dose. Onze dos 18 profissionais receberam a vacina primeira dose da vacina.

Rodrigues Alves, do total de 115 indígenas que devem receber a vacina, 67 foram imunizados com a primeira dose e nenhum recebeu a segunda e dos seis profissionais, dois receberam a primeira dose. Por fim, em Tarauacá, dos 2.206 índios aldeados, 522 foram imunizados com a primeira dose e 198 com a segunda e dos 41 profissionais, 34 receberam a primeira dose da vacina e 12 a segunda.

No AC, mais de 4,7 mil índios que vivem em aldeias receberam 1ª dose da vacina contra Covid-19 e mais de 1,8 mil a 2ª dose — Foto: Arquivo/Dsei Purus

 Regional Alto Rio Purus

Conforme os dados do Dsei Alto Rio Purus, atualizados essa quinta-feira (4), a regional imunizou ao todo 1.469 indígenas aldeados no Acre com a primeira dose e outros 758 com a segunda dose.

Assis Brasil deve imunizar uma população de 808 índios e até esta quinta vacinou 508 com a primeira dose e 331 com a segunda dose. Na cidade, outros 22 profissionais que trabalham nas aldeias também devem ser imunizados e desses, 21 receberam a primeira dose e 9 a segunda dose.

A cidade de Manoel Urbano deve vacinar 387 indígenas aldeados e desses 281 receberam a primeira dose e 103 a segunda dose do imunizante. Além deles, dos 13 profissionais que atuam na localidade, 12 foram vacinados com a primeira dose e 6 com a segunda.

Em Santa Rosa do Purus a meta é imunizar 1.420 índios que vivem nas aldeias e que têm idade acima de 18 anos. Segundo os dados, desses 653 receberam a primeira dose e 324 a segunda dose até essa quinta. Com relação aos profissionais que trabalham na região, dos 25 que devem ser imunizados, 24 receberam a primeira dose da vacina e 17 a segunda.

Na cidade de Sena Madureira, dos 173 indígenas aldeados com mais de 18 anos, 27 receberam a primeira dose da vacina e nenhum recebeu a segunda. Dos 19 profissionais que trabalham na região, 15 receberam a primeira dose e nenhum a segunda.

Casos de Covid-19 entre indígenas

Os casos confirmados do novo coronavírus entre os indígenas do Acre chegaram a 2.564. O número corresponde a levantamento feito até o último dia 3 de março, pela Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-AC). Os dados são divulgados semanalmente.

Ao todo, no estado são 14 povos atingidos com casos de Covid-19. De acordo com os dados, 29 indígenas morreram vítimas da doença. Dos casos registados de contaminação, 1.310 são de índios que vivem em terras indígenas e outros 1.254 entre indígenas que vivem nos municípios.

O boletim que é divulgado pela CPI-AC e Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (Amaaiac), Organização dos Professores Indígenas do Acre, com informações das lideranças e organizações indígenas, Dseis Juruá e Purus e Sesacre.

O documento aponta que entre os povos atingidos estão: Puyanawa; Jaminawa; Jaminawa Arara; Manxineru; Huni Kui (Kaxinawa); Madijá (Kulina); Shawãdawa (Arara); Shanenawa; Yawanawa; Nikini; Nawa; Noke Ko í (Katukina); Apolima Arara e Ashaninka.


Por Iryá Rodrigues, G1 AC — Rio Branco

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