Sidebar Menu

Manaus 30º • Nublado
Terça, 11 Mai 2021

Pará é estado da Região Norte com maior quantidade de inscritos no Enem, diz Inep

Foto: Alexandre Yuri/G1 Pará
Um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta terça-feira (16), aponta que, dentre os Estados da Região Norte, o Pará é o que tem a maior quantidade de estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017: até esta segunda (15) foram 169.359 inscritos, que representam 4,6% dos 3.8 milhões estudantes de todo o Brasil habilitados para o exame.

O prazo para inscrição no Enem encerra na próxima sexta-feira (19), às 23h59. A taxa de inscrição é de R$ 82 e o boleto precisa ser pago até 24 de maio. As inscrições ocorrem somente no site do Inep.

O estudante Wander Rodrigues de Sousa, de 20 anos, é um dos paraenses que resolveram garantir sua inscrição antecipada. O jovem sonha em cursar Engenharia Civil na Universidade Federal do Pará. "Resolvi me inscrever com antecedência por precaução mesmo. As vezes o site está muito congestionado e as pessoas sempre gostam de deixar as coisas para cima da hora, então para evitar maiores problemas, já fiz minha inscrição e agora é só continuar os estudos", destaca.

Com seus quase 170 mil inscritos, o Pará tem quase duas vezes mais candidatos que o Amazonas, segundo Estado da regirão em quantidade de inscritos no Enem, com 88.918. Em terceiro está Rondônia, com 42.651; seguido pelo Tocantins (33.361); Acre (27.588); Amapá (24.796) e Roraima (10.968).

Provas e resultados

O Enem 2017 será realizado em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. No ano passado, a prova foi aplicada em um único fim de semana, nos dias 5 e 6 de novembro. No primeiro dia de provas de 2017, as questões serão de linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova; no segundo, de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de duração.

Os resultados do Enem 2017 serão divulgados em 19 de janeiro de 2018. Os candidatos podem acessar o resultado por área de conhecimento e o desempenho individual. As informações são do G1 Pará.  

Caua da Ufam oferece oficinas de artes visuais gratuitas em Manaus

MANAUS - O Centro de Artes da Ufam (Caua) está com inscrições abertas para oficinas de artes visuais em mosaico e aquarela. As oficinas terão início na segunda-feira (15) e se estendem até dia 19 deste mês. Podem participar pessoas a partir dos 15 anos de idade. Os interessados em devem efetuar inscrição na unidade I do Caua, na Rua Monsenho Coutinho, no Centro de Manaus.

Parlamento Jovem Brasileiro 2017 tem inscrições abertas até junho

Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
As inscrições para os interessados em participar da 14ª edição do Parlamento Jovem Brasileiro (PJB) seguem abertas até dia 9 de junho. O PJB simula uma jornada parlamentar, na qual os jovens estudantes vivenciam o trabalho de um deputado federal, por meio de debates e votações. A experiência possibilita a formação de conceito positivo acerca do Poder Legislativo, informa sobre o processo legislativo e educa para a participação e a cidadania.

Para participar é necessário ser aluno do ensino médio ou técnico de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, com idade entre 16 e 22 anos. O candidato tem que estar matriculado no 2º ou no 3º ano do ensino médio ou no 2º, 3º ou 4º ano do ensino técnico, na modalidade integrada ao ensino médio.

Os interessados devem elaborar um projeto de lei que proponha mudanças para melhorar a realidade do país. O tema é livre, mas deve ter impacto nacional. A proposta deve ser enviada juntamente com a ficha de inscrição e com toda a documentação necessária à Secretaria de Educação do estado do estudante, na forma prevista no Manual de Procedimentos do PJB 2017.

O evento será realizado de 25 a 29 de setembro de 2017, na Câmara dos Deputados. Serão selecionados 78 projetos. O número de representantes jovens por Estado e no Distrito Federal é distribuído de maneira proporcional, como nas eleições oficiais. São Paulo, por exemplo, que tem o maior número de deputados na Casa, recebe 11 parlamentares jovens, enquanto o Distrito Federal e o Acre, que têm oito representantes, recebem um representante jovem.

Saiba o que muda no Enem em 2017

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam nesta segunda-feira (8), a partir das 10h (horário de Brasília). As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Enem, até às 23h59 do dia 19 de maio. As principais mudanças estão na taxa do exame, que este ano é R$ 82, e na data das provas, que serão aplicadas em dois domingos consecutivos: dias 5 e 12 de novembro.

Na hora da inscrição, os candidatos devem informar telefones fixo ou celular, além de e-mails, para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) possa entrar em contato com o participante. Os dados devem estar atualizados.

O estudante também terá que criar uma senha de, no mínimo, seis e, no máximo, dez caracteres. Essa senha deve ser guardada, pois o candidato precisará dela até o ano que vem, seja para conferir o resultado do exame ou para participar de processos seletivos que utilizam as notas das provas, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

"O processo de recuperação de senha foi alterado este ano, para garantir maior segurança aos participantes. É importante que os candidatos anotem a senha, pois vão usá-la em vários momentos", diz a diretora de Gestão e Planejamento do Inep, Eunice Santos.

Inscrições

A inscrição começa com o fornecimento do CPF e da data de nascimento. O Inep cruzará as informações com o banco de dados da Receita Federal. O nome do participante, o nome da mãe e a data de nascimento serão preenchidos automaticamente e não podem ser alterados.

Segundo o Inep, caso as informações estejam incorretas no processo de inscrição, embora corretas na base da Receita Federal, o participante deve sinalizar o fato em um campo próprio e prosseguir com a inscrição. Se o participante souber que seus dados estão errados, inclusive na Receita Federal, deve procurar a Receita, solicitar a correção e também sinalizar o fato no campo próprio.

É também na inscrição que os candidatos escolhem a opção de língua estrangeira, inglês ou espanhol. Eles devem indicar a cidade onde querem fazer o exame, que não precisa ser o local onde o participante reside.

Os participantes transexuais e travestis devem fazer a inscrição com o nome civil. Só depois, entre 29 de maio e 4 de junho, poderão solicitar, pela Página do Participante, o uso do nome social.

Quando for finalizado o processo de preenchimento dos dados, será gerado um número de inscrição em uma página, com o resumo das informações fornecidas. Nessa seção também é indicada a situação da inscrição. Os candidatos devem conferir os dados. Até o término das inscrições, é possível atualizar dados de contato, mudar o município escolhido para a realização das provas e a opção de língua estrangeira, além de solicitar atendimento especializado e/ou específico. Terminado o prazo de inscrição não é possível fazer qualquer alteração.

Isenções

Três grupos terão direito à isenção do pagamento da taxa de R$ 82. Para os concluintes do ensino médio no ano letivo de 2017, matriculados na rede pública de ensino, a isenção é automática. Os membros de família de baixa renda que declarem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, de acordo com o Decreto 6.135/2007, e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), têm direito à isenção.

Outro grupo beneficiado é o de membros de família com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio (R$ 1.405,50) e que cursaram todo o ensino médio na rede pública de ensino ou como bolsista integral em escola da rede privada, seguindo a Lei 12.799/2013.

A isenção deve ser solicitada na inscrição, por meio de Declaração de Carência Socioeconômica. Nesse momento, o próprio sistema vai cruzar os dados inseridos pelo participante, de renda e de escolaridade, entre outros. Se a solicitação não for aceita, o sistema vai gerar, automaticamente, a Guia de Recolhimento da União (GRU). "Os participantes que tentarem burlar os critérios de isenção, que oferecerem informações falsas, poderão ser eliminados a qualquer momento do Enem, inclusive quando estiverem participando de processos seletivos para o ensino superior", diz Eunice.

O prazo para o pagamento da taxa de inscrição vai até 24 de maio, respeitando os horários de compensação bancária. O participante isento da taxa no Enem 2016 e que não compareceu à prova só terá direito à isenção no Enem 2017 se justificar o motivo da ausência no sistema de inscrição.

Laudo médico

Os candidatos que solicitarem algum atendimento especializado ou específico, além da isenção da taxa do exame, deverão estar atentos aos documentos comprobatórios. Este ano, serão exigidos laudos médicos, além de outras informações, como o Número de Identificação Social (NIS), que comprove que o participante integra o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Na seção Recursos, o candidato informa se necessita de atendimento especializado ou específico para fazer a prova. O atendimento especializado é concedido àqueles que comprovarem, por informação do código de Classificação Internacional de Doenças (CID) e inserção de laudo médico, condições de autismo, baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual/mental, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez, deficiência auditiva, surdocegueira e visão monocular.

Já o Atendimento Específico é garantido a gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e, a partir de 2017, a outras condições específicas, para as quais deverá ser informado o CID. Entram nessa nova categoria algumas doenças que demandam algum tipo de atendimento específico. Um exemplo são os participantes diabéticos que usem bomba de insulina.

Para se beneficiar das opções de classe hospitalar, o participante deve anexar uma autorização do hospital para aplicação da prova em suas dependências. Aqueles que solicitarem atendimento por outra situação específica deverão informar o CID. Os laudos devem estar em formato .pdf, .png e .jpg.

Atualmente, o Inep disponibiliza guia-intérprete, tradutor-intérprete de Libras, leitura labial, prova ampliada, prova em braile, prova super ampliada, auxílio para leitura, auxílio para transcrição, entre outros mecanismos para promover a acessibilidade.

Nesta edição, um novo recurso vai auxiliar participantes com surdez e deficiência auditiva: a prova em vídeo Libras, oferecida em caráter experimental. Participantes com surdez e deficiência auditiva poderão selecionar apenas um tipo de recurso.

Calendário

Para acompanhar o calendário do exame e receber informações das provas, os candidatos podem verificar tanto o site do Enem quanto o aplicativo do exame. Neste ano, o aplicativo, disponibilizado pela primeira vez no ano passado, terá uma seção de notícias e acesso liberado ao público geral, que permitirá que pais, professores e jornalistas acompanhem as áreas que não exigem login do participante. Outra novidade é a liberação dos espelhos de redação no app.

"Foi uma reivindicação de professores e pais, que queriam acompanhar o Enem. No app foi criada uma opção de notícias, cronograma e outras funcionalidades, que permitirão que professores divulguem as informações em sala de aula e que pais acompanhem a área aberta do aplicativo", explica o diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Camilo Mussi.

Segundo o Inep, para garantir a segurança na utilização da ferramenta, a recomendação é baixar o app direto da loja de aplicativos do seu celular - Google Play e App Store – e confirmar se o nome do desenvolvedor é o Inep.

Após a instalação, é necessário que o participante insira o CPF e a senha cadastrada no Sistema de Inscrição do Enem. O aplicativo é gratuito. A ferramenta pode ser acessada de celulares e tablets, e está disponível nas plataformas Android e iOS.

Enem

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

No primeiro domingo, dia 5 de novembro, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, no dia 12, as provas serão de matemática e ciências da natureza.

Caso haja algum problema na hora de inscrição, os candidatos podem acionar o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.

Conheça as profissões que vão desaparecer no futuro

Universidade Virtual de Roraima abre seleção para cadastro de reserva de professor

Vagas são para 11 áreas. Foto: Reprodução/Shutterstock
As inscrições gratuitas para a formação de cadastro de reserva de professores da Universidade Virtual de Roraima (Univirr) iniciam nesta segunda-feira (24) e seguem até sexta-feira (28). São ofertadas vagas para contratação futura em 11 áreas de atuação. A seleção será por análise curricular. Confira o edital.  

Para se inscrever, o interessado deverá entrar no site da Univirr, preencher formulários, declarações e anexar a documentação no endereço eletrônico disponível. Há oportunidades para professor de espanhol, libras, inglês, química, física, história, biologia, geografia, português, matemática e informática para Boa Vista e áreas indígenas.

A remuneração dos aprovados será por meio de hora/aula, sendo R$ 50 para doutor, R$ 45 para mestre, R$ 40 para especialista e R$ 35 para graduado. O resultado final do processo seletivo, conforme consta no edital, deve ser publicado dia 12 de maio. A convocação para a entrega de documentos ocorre nos dias 15 e 16 do mesmo mês.

Professor amazonense lança Dicionário de Educação Física em Libras

Auxiliar os alunos surdos nas aulas de Educação Física. Esse era o objetivo do projeto de pesquisa do professor de Educação Física, Keegan Bezerra Ponce. O professor então criou um dicionário de Educação Física em Libras, para que os alunos possam praticar as atividades e ter o conhecimento da disciplina dentro da Língua de Sinais e, também, da Língua Portuguesa na modalidade escrita.

O projeto, que teve início em 2016, surgiu da necessidade de ensinar os alunos com dificuldade de aprender os conteúdos curriculares em Libras, com o desafio de passar o conteúdo da Língua Portuguesa. Recebeu aporte do Governo do Estado por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), para ser realizado.

De acordo com Keegan, essas necessidades eram discutidas há anos e a busca pela melhoria na qualidade do ensino em Libras é constante. “A primeira etapa do projeto já foi concluída e agora submeti a segunda etapa nesse novo edital do PCE que está aberto, pois a Libras é uma língua que está sempre em movimento, por isso cada vez mais surge a necessidade de se acrescentar novas palavras de Educação Física ao dicionário, fazendo da nossa pesquisa um estudo constante”, afirmou o professor.

O projeto de pesquisa foi divido em quatro etapas e todas elas tiveram a participação intensiva dos alunos surdos. Na primeira etapa foram selecionados os bolsistas que iriam auxiliar na elaboração do dicionário, juntamente com as palavras de Educação Física utilizadas nas aulas. Também foram selecionados os materiais e espaços para as atividades físicas.
Foto: Divulgação
“Nós realizamos as atividades em vários lugares de Manaus, como por exemplo, a Vila Olímpica, a Arena Amadeu Teixeira, a Arena da Amazônia, dentre outros, e também escolhemos os esportes que fariam parte do dicionário, dentre eles, o futsal, o atletismo e a natação, além das habilidades, técnicas e regras desses esportes, para que tudo fosse inserido no dicionário”, explicou Keegan.

O professor comentou, ainda, que o próprio surdo detentor de Libras pode criar Sinais em sua Língua e, por isso, os próprios alunos criaram e escolheram os sinais em comum acordo entre si. Após escolhidas as palavras e aprendido os sinais, foram realizadas filmagens, pois o dicionário é disponibilizado em DVD.

Benefícios 

Para Bezerra, o projeto já trouxe vários resultados positivos para a comunidade surda e para a educação, pois o material didático serve de auxílio para professores e alunos, para aprender os sinais de Educação Física dentro da regionalidade. Além disso, o vídeo dicionário pode ajudar professores de outras disciplinas que queiram trabalhar conteúdos referentes à Língua de Sinais. 
Foto: Divulgação
“Percebemos, também, que o vídeo didático serve como apoio na formação inicial de professores de Educação Física que irão trabalhar em escolas especiais ou escolas regulares que tenham alunos surdos incluídos nelas. Desta forma, os estudantes surdos das séries iniciais poderão aprender com mais facilidade a Libras”, afirmou.

Parcerias

Além da Fapeam, o projeto contou com a parceria da Escola Estadual Augusto Carneiro dos Santos, onde foi realizada a maior parte das atividades com os alunos, e com o apoio da gestora da escola, Haydée dos Santos Carneiro, e da professora Maria das Graças Abrahim, que contribuíram para a execução do projeto.

“O fomento que recebemos para a realização desses projetos nos ajudam a trazer inovações e melhorias na qualidade de ensino no nosso Estado e, principalmente, na comunidade onde o projeto é aplicado. Isso nos incentiva a realizar mais pesquisas científicas e a submeter mais projetos nos programas oferecidos pela Fapeam, pois percebemos um retorno bem grande por parte de quem recebe um projeto como este”, finalizou o professor.

A segunda etapa do projeto que foi submetida no edital do PCE objetiva confeccionar um Glossário de Educação Física em Libras. A divulgação do resultado com os selecionados no novo edital do PCE está prevista para Junho de 2017.

Adaptação: Escolas municipais de Boa Vista mudam rotina para atender alunos venezuelanos

Professores, diretores, coordenadores e alunos de 53 escolas municipais de Boa Vista tiveram que mudar a rotina com o início do ano letivo de 2017 para receber 408 alunos venezuelanos matriculados na rede pública. Na escola municipal Jânio da Silva Quadros, no bairro Tancredo Neves, zona Oeste da capital, a recepção e o cardápio foram traduzidos para o espanhol.

A diretora, Maria de Jesus, diz que é uma forma de mostrar aos 20 alunos estrangeiros que eles são bem vindos. “Na escola eles vão ser alfabetizados e terão todo o ensino em português. Essas mudanças nas placas, com palavras em espanhol, é uma forma de acolhê-los, de dizer que eles são bem vindos e que nos preocupamos com o bem estar deles", explicou a diretora. 
Foto: Inaê Brandão/G1 Roraima
A maior mudança, entretanto, ocorreu dentro das salas de aula. Professores que não falam espanhol, língua usada na Venezuela, se viram obrigados a buscar métodos de compreender e serem compreendidos pelos alunos.

Salomé Carvalho é professora há 22 anos e atualmente dá aula a seis venezuelanos em sua turma do 1º ano na escola municipal Professor Carlos Raimundo Rodrigues, também no bairro Tancredo Neves. Na escola estudam 22 crianças venezuelanas. Ao G1 a professora contou que não fala espanhol e que teve que mudar a dinâmica na sala de aula.

Salomé admitiu que ela e os alunos ainda estão se adaptando a nova realidade. "Não falo espanhol e existe uma dificuldade para eles entenderem o que explico. Quando falo para a turma toda eles não conseguem assimilar o que estou falando. Preciso fazer um trabalho individualmente", contou.

Relatos similares foram dados por outras professoras. Júlia Medrada ensina na mesma escola para alunos do 3º ano e tem um aluno venezuelano em sua sala, o Carlos Licontes, de 10 anos. "É engraçado porque não falo espanhol e quando ele não me entende sempre vai na minha mesa. Ele diz que não está compreendendo e eu digo que também não estou, porque ele fala muito rápido", disse a professora.

Júlia explicou que observa o empenho do aluno ao tentar falar em português, mas considera que é difícil se adaptar a nova língua. "Também vou a mesa dele e tento explicar bem devagar as atividades. As vezes ele escreve em espanhol no livro de português", disse.

Para as professoras, o maior problema é a língua. "Sei que ele sabe o conteúdo. Dou algumas aulas de português que ele fala: 'já estudei isso na minha escola' e explica o que é, só que ele aprendeu voltado para o espanhol e nosso currículo exige que ele use o português", considerou Júlia.

A mãe de Carlos, Yaliscar Salazar, de 32 anos, conta que chegou no Brasil com os dois filhos e o marido há três meses. Eles saíram da cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela, e viajaram 830 km em busca de emprego, saúde e educação para os filhos. Yalisca afirmou que sabia que a adaptação do filho na escola seria difícil. "Ele não fala português. Foi alfabetizado em espanhol, então é mais difícil para ele. Minha filha de seis anos também estuda aqui, mas para ela é mais fácil porque está aprendendo agora a escrever", disse.

Estudante da escola municipal Professora Maria Francisca Lemos, no bairro Buritis, zona Oeste de Boa Vista, Maria Vitória Vila Nova, de 11 anos, é de Caracas, capital da Venezuela. Ela está no Brasil há um ano e estuda na 5ª série da escola onde 24 alunos são estrangeiros.

A menina, que hoje fala bem português, disse que chegou ao Brasil sem falar a língua. "Aprendi aqui na escola. Era meio chato conversar com os colegas na sala porque era muito difícil de entender, mas depois fui me acostumando", comentou.
Foto: Valéria Oliveira/G1 Roraima
Segundo Maria, a escola em Boa Vista é muito diferente da que estudava em Caracas. "A escola não tinha ar condicionado, não dava comida [merenda] e a gente tinha que comprar a roupa [uniforme]. Na parte do ensino, lá era diferente, mas os dois são bons", disse.

Sandra Maria Borges Mota é professora de dois alunos venezuelanos. Para ela, uma das maiores dificuldades é o acompanhamento dos pais. "Para eles [alunos venezuelanos] é mais difícil. Eles falam português na escola, mas em casa os pais falam em espanhol e encontram dificuldade de acompanhar as atividades dos filhos", explicou.

Sobre a relação com brasileiros, as professoras dizem que eles são recebidos com naturalidade. "Os demais alunos acham curioso e ficam pedindo para ensinarem palavras em espanhol para eles", disse a professora Júlia.

Alunas do 3º ano, as gêmeas Sara e Sofia Vasconcelos da Silva, de 8 anos, contaram que é divertido o convívio com um menino venezuelano da mesma sala que elas. "As vezes é difícil entender o que ele fala, mas a gente tenta conversar com ele. Ele é legal", defenderam.

Mistura enriquece ensino

A comerciante Andréia Melo, de 32 anos, tem um filho de 6 anos que está no 1º ano. O menino estuda na sala da professora Salomé, com outras seis crianças venezuelanas. Para ela os alunos estrangeiros somam a educação do filho. "Acho bacana porque são novas experiências para ele. Como ele é pequeno, ele diz que eles [alunos venezuelanos] falam diferente e acha engraçado". Segundo Andréia, ela não teve dificuldades para conseguir a vaga do filho na escola.

Júnior Carvalho, de 39 anos, têm dois filhos na escola municipal Carlos Raimundo Rodrigues. Ele contou que dois alunos venezuelanos estudam com a filha. "Acredito que a presença deles não prejudica o ensino dela. Ela comenta que eles estão na sala e que falam diferente", afirmou.

O funcionário público Kelsen Rivera, de 26 anos, também afirmou que não vê problema na integração. "Não acredito que possa prejudicar e sim que deve somar. Eles têm contato e interação com uma outra língua".

'Estamos nos adaptando'

O secretário-adjunto de Educação de Boa Vista, Hefrayn Costa Lopes, explicou que as escolas ainda estão se adaptando aos novos alunos. Segundo ele, em 2015 e 2016, o número de alunos estrangeiros era pouco maior que 100, mas atualmente são 460, sendo 408 venezuelanos.

Embora tenha ocorrido aumento significativo de venezuelanos matriculados, ele garante que não há problemas com número de vagas ofertadas nas escolas e que não há lista de espera. Segundo Lopes, os alunos estrangeiros participam do mesmo programa de ensino que os brasileiros e recebem os mesmos materiais como farda, cadernos, livros e lápis.

O secretário-adjunto reforçou ainda que a integração não causa qualquer problema. "Para as crianças não teve mudança. A criança tem uma pureza tão grande que para elas é mais um coleguinha. A única curiosidade vai ser que ela vai ver o coleguinha falar e vai ser uma novidade, vai ser interessante. Mas assim, não temos percebido nenhum prejuízo em nenhum dos lados", pontuou.

Cátia Habert, diretora da escola Professora Maria Francisca Lemos, disse que a maior dificuldade dos pais para matricular os alunos é a documentação. Muitas vezes os alunos não possuem o histórico escolar ou a documentação não está traduzida. Segundo Cátia, os professores são orientados a se comunicar com as crianças em língua portuguesa. "É complicado, mas os professores estão se dedicando". Para ela não existe prejuízo nem para as crianças brasileiras nem para as venezuelanas. "Nós buscamos alternativas como o projeto de leitura no horário oposto para ajudar os alunos que estejam com dificuldade", disse.

Diretora da escola Professor Carlos Raimundo Rodrigues, Marina Madureira, disse que toda a escola se mobilizou para atender os alunos. "Ano passado tínhamos dois estudantes. Este ano são 22", contou. De acordo com Marina, professores, coordenadores e a direção fazem um acompanhamento individual com os alunos venezuelanos, especialmente aqueles com mais dificuldade com a língua portuguesa. "Fizemos um mapeamento e estamos acompanhando o ritmo da aprendizagem, a frequência, fazendo reunião com os pais. É um trabalho voltado para esse público. Antes acompanhávamos as turmas, no caso deles é personalizado", disse.

A prefeitura de Boa Vista também têm dois técnicos com licenciatura em espanhol que dão assessoria nas escolas com alunos venezuelanos. O trabalho, que é de monitoramento, ocorre semanalmente, segundo o secretário-adjunto. No mês de maio, a coordenação municipal de ensino infantil e fundamental deve elaborar um plano para que ocorra capacitações em espanhol aos professores da rede pública a partir do segundo semestre. A ideia é formar parcerias com outras instituições.

Línguas indígenas devem ter espaço em todos os níveis de ensino, diz professora

A necessidade do ensino das línguas indígenas em todos os níveis da formação educacional é um dos alertas feitos pela linguista Bruna Franchetto, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo a autora do artigo Línguas Silenciadas, Novas Línguas, publicado no livro Povos Indígenas no Brasil 2011-2016, devem existir, no Brasil, em graus variados de vitalidade, em torno de 160 línguas indígenas, distribuídas em 40 famílias, duas macrofamílias (troncos) e uma dezena de línguas isoladas. “As línguas indígenas, todas ameaçadas, enfraquecidas, devem ter seu lugar, sua voz, em todos os níveis de ensino.” 
Foto:Reprodução
Os dados sobre o número de línguas indígenas existentes hoje no Brasil não são exatos. Linguistas ligados ao Museu Paraense Emílio Goeldi apontam a existência de 150. Uma pesquisa elaborada pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), divulgada em março do ano passado, diz que restam hoje 181 línguas, das quais 115 faladas por menos de mil pessoas. Esse número também é o considerado pelo Laboratório de Línguas Indígenas da Universidade de Brasília (UnB), com base nas projeções do linguista Aryon Dall’lagna Rodrigues (1925-2014).
A estimativa mais generosa aparece no Censo de 2010, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta a existência de 274 línguas faladas por 305 povos indígenas.
Há ainda comunidades que se apropriam de uma língua, seja com vizinhos falantes de variedade ou língua aparentada (geneticamente e/ou historicamente), seja por meio da recriação de uma engenharia sociolinguística, por exemplo, o Patxohã, a língua dos guerreiros Pataxós.
Para a professora Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, responsável pelo Laboratório de Línguas da UnB, uma língua morta é irrecuperável, mesmo quando há um trabalho de registro e documentação. Ela afirma, no entanto, que é possível criar uma língua a partir dos dados. “Mesmo que você tenha filmes, situações cotidianas de fala, que tenha muitos textos escritos, vocabulário, como é que vai ressuscitar uma língua? Você pode criar uma nova língua a partir desses dados se a comunidade assim desejar.”
No caso de uma língua em desaparecimento, mesmo na impossibilidade de revitalizar essa língua em sua totalidade, Ana Cabral destaca a necessidade de o conhecimento ser trabalhado pela comunidade. É possível trazer esse conhecimento para dentro de uma comunidade, mesmo que esta não consiga reconstituir uma língua, diz a professora. "Mas é importante que a comunidade reconheça aquelas palavras. Isso é forte para a identidade desses povos.”

Projeto Morrinho chega a Manaus com oficinas artísticas e de vídeos

'Microrresidências Morrinho', um desdobramento das atividades do Projeto Morrinho, contemplado pelo Rumos Itaú Cultural, realiza residência no bairro Cidade de Deus, em Manaus, desde esta segunda-feira (17). A residência propõe atividades com crianças e adolescentes do local para a confecção de uma maquete e um curta-metragem sobre a realidade do lugar. O projeto surgiu de uma brincadeira de garotos na favela Pereirão, no Rio de Janeiro, virou obra exposta na Bienal de Veneza, na Itália, e no MoMa, em Nova York.

A proposta é trocar experiências com crianças e jovens de periferias brasileiras, abordando o modo de viver nas comunidades, suas diferenças e semelhanças. Essa vivência resulta na construção de uma maquete e de curtas-metragens, como um retrato do local. O projeto já passou pela comunidade Paraisópolis (SP) e Cidade Estrutural (DF). Manaus é a última cidade a ser visitada. Os lugares escolhidos possuem características semelhantes: bairros de baixa renda com pouca penetração da produção cultural.
Foto: Divulgação/Projeto Morrinho
A primeira etapa consiste no levantamento conjunto de características arquitetônicas da comunidade, para que ela seja reproduzida em maquete. Depois é realizado um bate-papo com os adolescentes sobre suas realidades e vivências, para, em seguida, criarem o roteiro do filme e gravarem a encenação com bonecos. Para que isso aconteça são realizadas oficinas de roteiro, filmagem e montagem durante o processo. Tudo é produzido com recursos como tijolos, tintas, materiais reaproveitados e uma câmera de vídeo.

O projeto permanece na Cidade de Deus até o dia 27, data de exibição do curta-metragem e da exposição da maquete, ambos criados pelos participantes. A equipe está trabalhando em parceria com o Impact Hub Manaus e com a Escola Aristophanes Bezerra de Castro, onde será realizada a residência. As atividades são coordenadas pelos artistas Cirlan de Oliveira e Raniere Dias. A direção audiovisual é de Chico Serragrande.

De acordo com o coordenador das microrresidências, Lucas Silveira, os jovens costumam se identificar com os artistas do Morrinho, que cresceram e foram criados em situação bastante semelhante à deles, em um bairro periférico do Rio de Janeiro, dominado pelo tráfico. “A história de superação dos artistas do Morrinho, sem dúvida, é o maior potencial do projeto. São meninos que encontraram na arte um modo próprio e bastante singular de sublimar toda dificuldade da vida”, comenta. 

Coletivo Jovem oferece 480 vagas para capacitação gratuita em Manaus

Foto: Divulgação/Coletivo Jovem
Com o objetivo de promover a capacitação de jovens de 16 a 25 anos que estão cursando ou já concluíram o Ensino Médio e conectá-los a novas oportunidades de desenvolvimento profissional, o Coletivo Jovem oferece, em Manaus, cerca de 480 vagas para cursos gratuitos. As vagas abrem a partir desta terça-feira (17) para desenvolvimento profissional e capacitação nas áreas de Comunicação e Tecnologia, Marketing e Vendas e Produção de Eventos.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 5 de maio e é necessário apresentar duas fotos 3x4, cópias de RG, CPF, comprovante de escolaridade e residência. Menores de idade deve estar acompanhados de um responsável.

Com aulas duas vezes por semana, cada uma com duração de duas horas, a capacitação tem início no dia 8 de maio e acontece até o dia 29 de junho. Ao final desse período, os jovens poderão ser encaminhados para participação em processos seletivos de grandes empresas parceiras do projeto, além das fábricas do Sistema Coca-Cola Brasil.

Presente em mais de 100 comunidades brasileiras, a iniciativa nasceu em 2009 e é realizada pelo Instituto Coca-Cola Brasil em parceria com o Grupo Simões. Mais informações podem ser obtidas pelo site do Instituto Coca-Cola Brasil ou no telefone 0800-021-2121.

As matrículas poderão ser feitas em uma das quatro unidades do Coletivo de Manaus: 

Coletivo Vila da Prata
Centro de Formação Vida Alegre
Endereço: Rua Paraguaçu, 68 - Vila da Prata
Contato: (92) 3625-2192 / 99104-9557

Coletivo Redenção
Lar Fabiano de Cristo
Endereço: Rua Jasmim Imperador (antiga Projetada), 2 - Conjunto Hileia II – Redenção
Contato: (92) 99302-2361

Coletivo Zumbi
Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela)
Endereço: Rua 22, nº 8 - Conj. São Cristóvão - Zumbi II
Contato: (92) 3017-6761 / 99269-7159

Coletivo Japiim
Clube de Mães da Japiinlândia
Endereço: Rua Maria Mansour, 533 - Japiim
Contato: (92) 3663-4470

App de celular é nova ferramenta para monitorar escolas no Amapá

Diretores de mais de 100 escolas da rede estadual de ensino do Amapá vão monitorar o que acontece dentro e nos arredores das unidades de ensino por meio de um aplicativo no celular. A partir desta segunda-feira (17), essa tecnologia permite que imagens de câmeras de segurança instaladas nas escolas estejam nas mãos dos educadores, que auxiliarão a Central de Monitoramento e o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) em caso de ocorrências.
Foto: Reprodução/Shutterstock
O aplicativo foi apresentado durante encontro da Secretaria de Estado da Educação (Seed) com gestores de Macapá e Santana, na tarde desta segunda. Os diretores terão como suporte uma central de monitoramento que transmitirá 24 horas as imagens pelo aplicativo Safety Security, disponibilizado pela empresa Ativa System Brasil, prestadora do serviço de vigilância monitorada. Uma das funções da tecnologia é o botão de pânico para emergências.

“Estamos disponibilizando esta ferramenta a custo zero para o Governo do Amapá. A partir de agora, os diretores vão acompanhar tudo que estará acontecendo no ambiente escolar e acionar a central de monitoramento em caso de intrusões”, reforçou o presidente da Ativa System, Antônio Ferreira de Souza.

O sistema será interligado ao Ciodes e ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, que poderão ser acionados via app em caso de emergências. A secretária de Educação, Goreth Sousa, avalia a nova ferramenta como mais um apoio na conservação do patrimônio público e segurança à comunidade escolar. “Com a ferramenta instalada no celular, o diretor terá o compromisso de acessar as imagens, principalmente aos fins de semana, para saber se está tudo ocorrendo dentro da normalidade”, pontuou a secretária.

Sistema de monitoramento

Mais de 100 escolas já estão em processo de implantação do sistema de monitoramento e cerca de 80 com as imagens já monitoradas em tempo real. Houve atraso na entrega em função da falta de material no mercado local, haja vista que uma cláusula do contrato prevê a compra de equipamentos e materiais no Amapá, bem como a contratação de mão de obra, além de problemas tecnológicos com a internet. “Nossa expectativa é estar com 100% das escolas conectadas ao sistema de vídeo monitoramento até o dia 30 de maio, um mês antes do prazo estipulado em contrato”, garantiu Ferreira.

No total, seis mil câmeras serão instaladas em todas as escolas. Em caso de furto, cada unidade escolar terá o ressarcimento de até R$ 22 mil pela empresa de vigilância, a partir do momento que estiver conectada à central. O valor é correspondente ao ressarcimento de um seguro contratado pela empresa de vigilância.

O contrato de vigilância monitorada tem duração de um ano, podendo ser prorrogado por até 60 meses. Além das 134 escolas iniciais que receberão o monitoramento de câmeras, a expectativa é que até outras 100 unidades sejam beneficiadas com a tecnologia.

Segunda turma de Bombeiros Mirins inicia em Iranduba, no Amazonas

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), deu início a segunda turma de 'Bombeiros Mirins' em Iranduba nesta quarta-feira (5). A primeira equipe formada no município amazonense no ano passado teve 100% de aprovação escolar e o resultado positivo incentivou pais e alunos este ano.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas
“O projeto educacional Bombeiro Mirim é voltado para crianças e adolescentes e tem como pré-requisito boas notas na escola. Quando isso não acontece, nós buscamos dar um suporte técnico para que eles melhorem o desempenho escolar”, ressaltou o comandante do Comando de Bombeiros do Interior, major Francisco Máximo.

A aula inaugural da segunda turma foi realizada na Câmara Municipal de Iranduba. Ao todo 41 crianças e adolescentes se inscreveram no projeto e durante um ano, irão receber treinamento para atuar nas mais diversas situações que envolvem a sociedade. Entre as atividades estão: noções de salvamento (aquático, pré-hospitalar, rapel), teoria de combate a incêndio, educação ambiental, de trânsito e informática.

No projeto, os alunos são avaliados com frequência e atingindo as metas propostas, são promovidos a alunos-soldados, alunos-cabos, podendo chegar a patente de oficial.

Aprovação

Em 2016, 50 crianças e adolescentes participaram da iniciativa com 100% de aprovação escolar. O rendimento é um pré-requisito para se tornar um Bombeiro Mirim. No total, 494 crianças participam do projeto que está presente em cinco municípios do Estado (Itacoatiara, Parintins, Iranduba, Rio Preto da Eva e Tefé). Todo o trabalho é executado por Bombeiros Militares,  com o apoio de voluntários nas áreas de pedagogia, psicologia entre outras especialidades.

O projeto é anual e voltado aos jovens de 7 a 16 anos que tem baixo rendimento escolar e risco social. Os interessados podem procurar as unidades da Corporação dos municípios, para informações sobre o curso e data de inscrição.

Especialização em Genética Humana abre inscrições para preenchimento de vagas na UEA

Curso de Especialização em Genética Humana está com inscrições abertas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O Edital oferece um total de 19 vagas remanescentes e o início das aulas está previsto para o dia 25 de maio. 

As inscrições devem ser realizadas até 28 de abril no site Muraki. Os documentos deverão ser entregues das 8h às 11h e das 13h30 às 17h na Secretaria de Pós-Graduação da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), localizada na Avenida Carvalho Leal, n°.1777, no bairro Cachoeirinha. 
Foto: Reprodução/Shutterstock
O curso possui em sua grade: Genética das Heranças; Genética Molecular; Metodologia da Pesquisa: Citogenética; Técnicas Moleculares; Diagnóstico Molecular; DNA Forense; Genética de Populações; Genética e Câncer; Farmacogenética; Aconselhamento Genético; Genética do Comportamento Humano; Imunogenética; e Genômica Aplicada à Saúde. Confira o Edital. Mais informações: (92) 3878-4364.

Inscrições para Olimpíada de Língua Portuguesa do Amazonas estão abertas

Com o tema 'Registrando discursos midiáticos e narrativas do cotidiano amazonense', a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) abre nesta quarta-feira (5) as inscrições para a primeira edição da Olimpíada de Língua Portuguesa do Amazonas (OLPAM). O projeto é coordenado pelo Departamento de Políticas e Programas Educacionais e tem o objetivo de fortalecer, nos estudantes, uma cultura de valorização dos registros locais, utilizando-se de discursos midiáticos e narrativas do cotidiano amazonense.
Foto: Reprodução/Shutterstock

As inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa do Amazonas são gratuitas e deverão ser efetivadas pelo gestor da escola na qual o estudante está matriculado ou pelo profissional por ele designado, até 2 de maio. O regulamento da Olimpíada está no endereço eletrônico. A ficha de inscrição deve ser encaminhada ao Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe), localizado na avenida Waldomiro Lustoza, nº 250, bairro Japiim II, na sede da SEDUC, atendendo aos requisitos estabelecidos no regulamento.

Etapas

Conforme regulamento proposto, a olimpíada será realizada em três etapas: escolar; distrital/regional; e estadual, contemplando os ensinos Fundamental I e II (3º ao 9º ano), Médio, Projeto Avançar (Fase I e II), EJA (ensino fundamental e médio), Educação Indígena e Educação do Campo.

Atendendo às necessidades de produção de variados gêneros textuais, a I OLPAM propõe alguns gêneros que abordem a temática “Registrando discursos midiáticos e narrativas do cotidiano amazonense”.

O professor regente deverá orientar os estudantes na produção de textos de autoria exclusiva de cada estudante, conforme o ano escolar, observando os seguintes gêneros:

Desenho - 3º e 4º anos do Ensino Fundamental (Ensino Regular; Projeto Avançar – Fase 2; EJA  1º Segmento: Fase 1 e 2; Educação do Campo e Educação Escolar Indígena).

Poema - 5º e 6º anos do Ensino Fundamental (Ensino Regular; Projeto Avançar – Fase 3; EJA  1º Segmento: Fase 2 e 2º Segmento: Fase 1; Educação do Campo e Educação Escolar Indígena).

Conto - 7º e 8º anos do Ensino Fundamental (Ensino Regular, Projeto Avançar – Fase 4; EJA – 2º Segmento: Fase 1 e 2; EJA (Presencial com Mediação Tecnológica – 2º Segmento: Fase 1 e 2; Educação do Campo e Educação Indígena).

Crônica - 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio (Ensino Regular; EJA Regular/Presencial com Mediação Tecnológica – 2º Segmento: Fase 2 e Fase 1 do EM; Educação do Campo e Educação Indígena).

Documentário - 2ª e 3ª série do Ensino Médio (Ensino Regular; EJA Regular/Presencial com Mediação Tecnológica: Fase 1 e 2; Educação do Campo e Educação Indígena).

Nheengatu é ofertado por Centro de Idiomas do IFAM em município do Amazonas

Foto: Divulgação/Assessoria Ifam
Localizado na tríplice fronteira entre Colômbia e Venezuela, o município de São Gabriel da Cachoeira (distante 853 km de Manaus, no Amazonas) foi o primeiro município no Brasil a cooficializar as línguas indígenas NheengatuTukano Baniwa. A cooficialização aconteceu por meio da Câmara de Vereadores local com a aprovação da Lei nº 145, de novembro de 2002. E o Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) por meio do campus São Gabriel da Cachoeira (CSGC) iniciou em março a primeira turma de Nheengatu, ou língua geral, para servidores do campus.

O curso tem carga horária de 180 horas e é ofertado duas vezes por semana. As aulas são ministradas pelo professor indígena Edilson Martins Melgueiro - ou Kadakawali, seu nome indígena na língua baniwa. Inicialmente, o curso atenderá a comunidade acadêmica do campus e, posteriormente, ofertada ao público de São Gabriel da Cachoeira. A ação faz parte das atividades desenvolvidas pelo Centro de Idiomas e, pretende em 2017, ofertar o ensino das línguas baniwa e tukano no município.

Segundo Melgueiro, no Amazonas vivem atualmente 69 povos indígenas e aproximadamente 30 línguas indígenas são faladas. “O Censo 2010 contabilizou mais de 200 línguas, entretanto nem todas são estudadas. Temos em nosso campus estudantes de 23 etnias e somos pioneiros na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) e na adaptação da matriz curricular que mais se aproxime da realidade indígena”, disse o doutorando em linguística formado pela Universidade de Brasília (UNB).

“A parceria do Campus de São Gabriel da Cachoeira com a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é de suma importância para o resgate e a valorização da cultura e da língua indígena em nosso país. A grande diversidade e representatividade de todas as etnias de São Gabriel dentro do campus, demonstra a relevância da interculturalidade na missão do Ifam. Nosso objetivo é garantir a adaptação de processos de aprendizado que respeitem às tradições e valores culturais indígenas”, destacou o reitor do Ifam, professor Antonio Venâncio Castelo Branco.

A proposta é que ao final do curso, materiais didáticos direcionados à área de agricultura, pesca entre outros sejam produzidos com tradução para as línguas nheengatu, baniwa e tukano para que sirvam de subsídio no ensino técnico e tecnológico ofertado no Ifam Campus São Gabriel da Cachoeira.

Segundo o diretor-geral do campus, Elias Brasilino, futuramente será ofertado o curso Licenciatura em Linguística - Língua Portuguesa com ênfase em Língua Indígena. "A finalidade do curso é habilitar professores para implementar oficialmente o ensino da língua indígena na rede pública e no âmbito da região do Alto Rio Negro, surgindo assim, o primeiro magistério em língua indígena no país", ressaltou.

Colégio Martha Falcão, em Manaus, recebe Prêmio Nacional de Gestão Educacional

O Colégio Martha Falcão, em Manaus (AM), acaba de receber o Prêmio Nacional de Gestão Educacional (PNGE). A instituição concorreu na categoria Gestão Administrativa e de Comunicação, com o projeto 'Identidade Visual como Elemento Poético e Pedagógico', que utilizou, na nova sede, artes e design representando a ideologia e o legado da patrona, a professora Martha Falcão. Ela marcou a história do Amazonas por sua paixão pela educação, pesquisas científicas e, especialmente, pelo pioneirismo na luta pela preservação ambiental.
Foto:  Divulgação/Colégio Martha Falcão
O professor e artista plástico Nelson Falcão, idealizador do projeto, esteve no evento na noite de quarta-feira (29), no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, para receber o prêmio, considerado o mais importante para a gestão educacional brasileira. A premiação tem como objetivo o reconhecimento de cases de sucesso de instituições e gestores que realizaram ações inovadoras na área de educação.

O PNGE acontece há nove anos e faz parte de parceria firmada entre a Humus Consultoria Educacional, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), a Associação Nacional dos Centros Universitários (ANACEU), a Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (ABRAFI) e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN). 
Foto: Divulgação/Colégio Martha Falcão
De acordo com Nelson Falcão, a ideia do projeto surgiu com a mudança para a nova sede da instituição, localizada na rua Salvador, no Adrianópolis, e inaugurada no dia 26 de novembro do ano passado. Através da trajetória da professora Martha Falcão, a equipe de Marketing do Colégio Martha Falcão transformou a defensora do meio ambiente em um ícone da Árvore Da Vida e do Conhecimento. “E essa foi a nossa inspiração para toda a programação visual da instituição, proporcionando a relação estética dos nossos alunos, pais e professores com a mensagem poética contida nas imagens presentes, de diferentes formas, em todos os ambientes da escola”, explica Falcão.

Das cores das paredes ao diretório em forma de galhos no térreo do prédio, a identidade visual relembra a toda comunidade escolar da necessidade de galgar os degraus do conhecimento. Da visão panorâmica da escada, os alunos contemplam de cima a pirâmide, que abriga a cápsula do tempo, lembrando-os da importância de expandir sua percepção de mundo. No hall principal da escola, foi criado o Memorial Profª Martha Falcão, uma homenagem à patrona, com objetos pessoais e profissionais, adornado por uma grande árvore, da Vida, que reconta sua história através de fotos de diferentes missões e lições de vida. 
Foto: Divulgação/Colégio Martha Falcão
A partir dos ícones que compunham a identidade visual, a imagem da professora metamorfoseada na Grande Árvore semeando seu legado de amor à educação e a Natureza, foram criadas agendas e calendários. À frente do Memorial está o Auditório Nelson Falcão, para onde foi criado o mural O Guardião, uma abstração que apresenta ícones da cultura, natureza e relíquias materiais e imateriais da Amazônia (Teatro Amazonas, a canoa, o encontro das águas, a vitória régia, o mito da cobra-grande), e foi a matriz para as placas de identificação das salas de aulas, auditório, biblioteca, ludoteca e secretaria.

Nelson Falcão destaca que o resultado desse projeto passa pela experiência estética, identificação, encantamento e pelo sentimento de pertencimento por parte de alunos, pais, professores e demais funcionários. “Desde a inauguração da sede sempre temos recebido um feedback bastante positivo até mesmo de representantes de outras instituições que visitam a escola”, comenta o professor.​ 

CBA estuda o uso de fibra amazônica na indústria automobilística

Após processos industriais, o 'fruto do curauá' pode ter a mesma resistência que a a fibra de vidro

Especial 'Dia da Água'

Em clima de conscientização, 'CBN Amazônia Educação e Cultura'  discute a importância desse recurso natural

'Dia da Escola' é tema do CBN Amazônia Educação e Cultura