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Terça, 11 Mai 2021

Ministério da Saúde lança campanha com orientações sobre febre amarela

O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (10) campanha informativa sobre a febre amarela.  Com o slogan 'Informação para todos e vacina para quem precisa', a pasta esclarece quem precisa se vacinar em virtude do risco de contágio da doença.


A campanha explica ainda que, em geral, não há necessidade de vacinação de todos. A recomendação é para aqueles que vivem ou irão viajar para áreas afetadas pela febre amarela. Nesse caso, as peças orientam a pessoa a procurar a unidade de saúde mais próxima para tomar a vacina.


As peças da campanha serão veiculada em carros de som, spot de rádios, filmes para TV e mobiliário urbano, como outdoor e cartazes nas paradas de ônibus. Haverá também mensagens para redes sociais e para sites específicos de viagem, além de encaminhamento de informações em aplicativos de mensagens como WhatsApp para moradores das regiões de risco. Os cartazes e folhetos também estarão disponíveis para os estados ou municípios que queiram reproduzir este material.


Foto: Divulgação

Até o momento, a pasta registrou 70 mortes em decorrência da doença nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo. Essas localidades já confirmaram 215 casos da doença. No último boletim divulgado pelo ministério, foram apontados 1.060 casos de pessoas suspeitas de terem contraído a doença. Bahia e Tocantins também têm casos em investigação.

Vacinação

Atualmente, o esquema de vacinação da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Dos seis aos nove meses de idade incompletos – a vacina está indicada somente em situação de emergência epidemiológica ou viagem para área de risco.
Para adultos, que não tomaram as doses na infância, a orientação é uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira. As recomendações são apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas, não precisa buscar a vacinação neste momento.

Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar o histórico. Caso isso não seja possível, a recomendação é iniciar o esquema normalmente. Portanto, pessoas a partir de cinco anos de idade que nunca foram vacinadas, ou sem comprovante de vacinação devem receber a primeira dose da vacina e um reforço, dez anos depois. Vale destacar que a situação de saúde deve ser informada ao profissional de saúde, para que seja possível avaliar se há contraindicação.

Contraindicação

A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

Outra recomendação é que a vacina para febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo que a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (que inclui proteção contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso, ela pode tomar junto com a febre amarela, com exceção da tríplice viral ou tetra viral. A criança que não recebeu a vacina para febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral e for atualizar a situação vacinal, a orientação é receber a dose de febre amarela e agendar a proteção com a tríplice viral ou tetra viral para 30 dias depois.

Viajantes

Segundo o Ministério da Saúde, os viajantes que forem para áreas com recomendação de vacina - tanto estrangeiros quanto brasileiros – e que não completaram o esquema de duas doses, a recomendação é que seja vacinado pelo menos dez dias antes da viagem, tempo que a pessoa leva para criar anticorpos e ficar devidamente protegida. Quem tomou a primeira dose há menos de dez anos não precisa adiantar o reforço.

Casos de dengue, chikungunya e zika diminuem em Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Saúde informa que Mato grosso registrou baixa incidência de dengue, febre chikungunya e zika vírus em janeiro de 2017. Os dados, coletados de 01 a 28 de janeiro, mostram 696 casos de dengue, uma redução de 92% em relação ao mesmo período de 2016. A incidência acumulada é de 21 casos por 100 mil habitantes.

Até o momento não houve confirmação de óbitos pela doença neste ano, mas três casos estão em investigação nos municípios de Colíder, Sinop e em Campo Grande-MS, por uma pessoa que teria contraído a doença em Mato Grosso. 
Casos das doenças foram menores em Mato Grosso. Foto: Divulgação/Fiocruz
Em janeiro foram 42 casos notificados de febre chikungunya, nas cidades de Cuiabá, Jauru e Várzea Grande. As notificações tiveram redução de 86% em relação ao mesmo período de 2016.
 
A Vigilância Epidemiológica registrou ainda 12 notificações referentes ao Zika vírus em seis municípios de Mato Grosso: Água Boa, Alta Floresta, Feliz Natal, Poconé, Primavera do Leste e Várzea Grande.

Mobilização

O início do período chuvoso aumenta o número de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Por isso, é necessário aumentar a atenção e os cuidados para evitar os focos do mosquito. “As ações de mobilização, comunicação e educação em saúde são fundamentais para a mudança de comportamento e adoção de práticas saudáveis para a manutenção do ambiente preservando da infestação por Aedes aegypti”, destaca a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Flávia Guimarães. 

Três municípios do Acre fecham janeiro com mais de 2,1 mil casos de malária

Mais de 2,1 mil casos foram registrados. Foto: Reprodução/Shutterstock
A região do Juruá, no Acre, que abrange os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, fechou o mês de janeiro com mais de 2.100 casos de malária. Este número representa mais que o dobro dos 3.700 casos registrados em todo o ano passado.

Historicamente, a região é endêmica, ou seja, as notificações da doença são comuns durante todo o ano. Segundo a gerente da Vigilância Epidemiológica do Estado, Eliane Alves, as chuvas rigorosas, no ano passado, contribuíram com o alastramento das infecções. "Nós tivemos um verão muito intenso na região, no ano de 2016, e isso dá condições para que o mosquito se prolifere", informou.

A gerente também destaca o atraso na entrega de medicamentos e inseticidas, o que atingiu diretamente o tratamento e o combate ao mosquito. O fornecimento foi interrompido em outubro do ano passado e teve reinício em janeiro deste ano.

A malária tem cura, mas pode evoluir para suas formas mais graves em poucos dias, chegando à morte se não for tratada a tempo. É aí que mora mais um problema. Eliane Alves revela que muitos pacientes acabam desistindo do tratamento. "Não se trata qualquer doença com a interrupção do tratamento. Então a gente orienta que iniciando o tratamento, se tenha um repouso, uma alimentação adequada e tomar o medicamento no horário certo", disse.

O Ministério da Saúde ainda não esclareceu à nossa reportagem sobre o atraso na entrega dos medicamentos contra a malária, mas a própria chefe da vigilância epidemiológica garantiu que o fornecimento deve ser regularizado até o final deste mês.

Casos de dengue no Pará apresentam redução de 73%

Dados do novo informe epidemiológico de 2017, divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Vigilância em Saúde, apontam que houve uma redução de 73% na quantidade de casos de dengue no Pará. No mesmo período em 2016, o Estado registrou 796 confirmações. O segundo informe do ano apresenta 212 casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Por outro lado, o número de casos de febre chikungunya subiu em relação ao primeiro informe, divulgado no final do mês de janeiro. De lá pra cá o número de doentes aumentou de dois para 64 casos. O informe também mostra que foram contabilizados quatro casos de zika vírus. A febre amarela continua sem nenhum caso registrado.

O município de Xinguara registrou dois casos seguidos de morte por febre chikungunya já confirmados por critério laboratorial. A título de colaboração, a Sespa, por meio de retaguarda técnica das equipes de Vigilância em Saúde e do 12º Centro Regional da Saúde (12º CRS), tem apoiado as secretarias municipais de Xinguara na força-tarefa instalada no município a fim de controlar os focos de Aedes aegypti.
Larvas do mosquito Aedes Aegypti. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ABr
Outra medida da Sespa é a Sala de Situação, que tem articulado parcerias com o Exército Brasileiro nas ações de combate ao mosquito. Os soldados já estão em campo nos municípios de Tucuruí, Marituba, Ananindeua, Belém, Marabá, Sapucaia, Rio Maria, além do reforço ao município de Xinguara ainda nesta semana. Todos foram treinados e capacitados para lidar com diversas situações junto à educação da população.

O informe técnico detalha os 10 municípios que tiveram casos confirmados de dengue: Anapu (89), Marabá (26), Tucumã (25), Ourilândia do Norte (21), Rio Maria (21), Marituba (10), Alenquer (04), Bannach (04), Pacajá (04) e Belém (03). Por outro lado, os dez municípios com mais registros confirmados de febre chikungunya foram Curionópolis (14), Rio Maria (13), Anapu (08), Eldorado dos Carajás (07), Xinguara (05), Belém (04), Marabá e Novo Repartimento, com três cada; e Canaã dos Carajás e Tucumã, com dois cada. Casos confirmados de zika vírus foram registrados em Rio Maria (03) e em Ananindeua (01).

O texto também confirma que, em todo o Estado, não houve registro de mortes por dengue e Zika este ano e nem em 2016, mas a Sespa orienta que as Secretarias Municipais de Saúde informem num período de 24 horas a ocorrência de casos graves e mortes suspeitas.

Para a confirmação de óbitos é necessária a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central (Lacen) e Instituto Evandro Chagas (IEC) – que são preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue – para o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A execução de ações contra as doenças transmitidas pelo mosquito é de competência dos municípios, que devem cumprir metas, entre as quais se recomenda a estabilidade de agentes de controle de endemias capacitados para fazer visitas domiciliares. Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento dos 144 municípios que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e distribui às prefeituras inseticidas (larvicidas e adulticidas) para o controle. Equipes da secretaria estadual também fazem visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa da dengue, além de apoiar capacitação sobre as doenças causadas pelo Aedes aegypti.

Quando há necessidade, a Sespa também faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também fazem parte das ações atividades de educação e mobilização, visando a participação da população no controle da dengue.

Os vírus da dengue, chikungunya e zika provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes e de notificação obrigatória por parte das equipes de Vigilância Epidemiológica das Secretarias Municipais de Saúde. No caso da febre amarela, os pacientes normalmente não apresentam sintomas e, quando apresentam, os mais comuns são febre, dores musculares em todo o corpo, dor de cabeça, perda de apetite, vômitos, faces e línguas avermelhadas, além de fotofobia e fraqueza.

Segundo o informe epidemiológico emitido pelo Programa de Controle de Endemias da Sespa, não existe tratamento específico para dengue, chikungunya e zika vírus. O tratamento é sintomático e baseia-se em hidratação adequada, levando em consideração o estadiamento da doença, segundo os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, para decidir condutas, bem como o reconhecimento precoce dos sinais de alarme. É importante que os profissionais de saúde, sobretudo os médicos, reconheçam precocemente os sinais de hemorragia para a correção rápida com infusão de fluídos, bem como a lista de medicamentos contraindicada em casos de suspeitos de dengue.

Febre Amarela

No caso da febre amarela, o tratamento também é sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente, que deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de morte. O médico deve estar em alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

No Pará, a Sespa descarta qualquer situação alarmante, como vem ocorrendo em Minas Gerais (MG). Logo, não há mortes a serem apuradas e tampouco pessoas internadas com sintomas da doença. Só no ano passado, 71.195 pessoas foram vacinadas no Pará contra a doença. Em 2015, o quantitativo foi de 80.230 imunizados. Dos 144 municípios paraenses, 129 estão indicados pelo Ministério da Saúde (MS) para vacinação contra a febre amarela.

Segundo levantamento técnico do Grupo de Trabalho de Zoonoses, da Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa, entre 2010 e 2015 foram confirmados cinco casos de febre amarela no Pará, sendo que três evoluíram para óbito e nenhum dos cinco pacientes, todos homens e com média de 18 anos, estava com o calendário de vacina em dia. Os registros foram dos municípios de Breves e Tailândia, ambos com óbito ocorrido em 2010; Acará em 2013, Monte Alegre em 2014, Afuá em 2015 e Gurupá, no ano passado, também com evolução para morte.

A título de recomendação, a Sespa orienta o mesmo que o Ministério da Saúde (MS) a todos os estados: que toda pessoa que reside ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são áreas com recomendação da vacina contra febre amarela, deve se imunizar. Isso ocorre porque a transmissão da febre amarela é tida como possível na maioria das regiões do Brasil entre os meses de dezembro e maio.

Sendo assim, a vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e, no Pará, pode ser encontrada em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS), que é mantida pelas prefeituras. As doses podem ser aplicadas a partir dos nove meses de idade, em residentes e pessoas que viajarem para áreas consideradas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

OMS alerta para risco de febre amarela chegar a países vizinhos do Brasil

Mosquito pode ser encontrado em áreas de fronteira. Foto: Reprodução/Shutterstock
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para o risco de países vizinhos ao Brasil apresentarem casos de febre amarela. A ocorrência da doença em animais em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela; em Mato Grosso do Sul, vizinho da Argentina; e Paraná, próximo a Argentina e Paraguai, "representam um risco de circulação do vírus até esses países, sobretudo nas áreas com o mesmo ecossistema", diz boletim divulgado na sexta-feira (3).

Segundo a organização, nesses locais foram notificados casos em primatas não humanos. De um total de 1.202 primatas falecidos, 259 foram confirmados com febre amarela. Além das regiões fronteiriças, foram notificados casos em animais em Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Espirito Santo, São Paulo, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

A OMS diz, no entanto, que até dia 2 de fevereiro, somente foram confirmados casos em humanos no Brasil. Colômbia e Peru registraram possíveis casos. No Brasil, de acordo com o órgão, entre 1º de dezembro de 2016 e 2 de fevereiro, foram notificados 901 casos de febre amarela, dos quais 151 foram confirmados e 42 descartados. Os demais 708 casos suspeitos seguem em investigação.

A OMS recomenda que continuem os esforços para detectar, confirmar e tratar adequada e oportunamente os casos de febre amarela. Recomenda ainda que os países mantenham os profissionais de saúde atualizados e capacitados para detectar e tratar os casos. "A medida mais importante de prevenção da febre amarela é a vacinação", diz o boletim.

Hospital de Santarém se destaca no combate ao câncer

"A minha família se sentiu impactada. A gente acha que nunca vai acontecer com a gente”.  O diagnóstico de um tumor na bexiga fez a família de Abelardo Júnior reviver toda a aflição e o medo de ter um familiar acometido por um câncer. Atualmente, ele está em tratamento no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, que é considerado referência no tratamento oncológico para aquela região. Anos antes, ele viu o pai morrer vítima da doença. 


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de mortes por câncer no Brasil aumentou 31% desde 2000 e chegou a 223,4 mil pessoas por ano, no final de 2015. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), mostram a importância da mobilização social em torno do tema.


Hospital é referência no serviço de Oncologia. Foto: Ascom/HRBA

O caso de Abelardo, que tem 45 anos, foi detectado no estágio inicial da doença durante uma cirurgia para eliminação de cálculos renais. O diagnóstico precoce é uma das principais orientações reforçadas pela OMS para conter o avanço do câncer. “No HRBA fazemos uma medicina preventiva, levando os serviços e programas do hospital diretamente à comunidade por meio de palestras e acompanhamentos. A prevenção diminui a entrada de pacientes com neoplasias avançadas. Com ela, conseguimos tratar o nosso usuário e garantir um atendimento eficaz, sem que ele precise se afastar do convívio familiar”, explicou o coordenador de Oncologia da instituição, Marcos Fortes.


O serviço de Oncologia no HRBA, que é referência para uma população estimada em 1,1 milhão de pessoas, residentes em 20 municípios do oeste paraense, mudou a realidade na região. Funcionando desde 2010, o parque radioterápico da unidade reduziu distâncias e facilitou o acesso ao tratamento. “Verifiquei que o mesmo tratamento que seria ofertado em Belém, eu poderia ter aqui em Santarém, e sem os custos de estar longe de casa”, avaliou Abelardo.


“Hoje, nós somos o segundo maior polo de atendimento oncológico no Pará. Aqui, o serviço de oncologia cresce a cada dia, com o envolvimento de excelentes profissionais e com uma estrutura de ponta. Quem ganha com isso é a população”, destaca o diretor geral do HRBA, Hebert Moreschi.


Atualmente, 1.308 pessoas fazem tratamento oncológico no HRBA. No mesmo período do ano passado foram atendidos 1.060 pacientes e realizadas 17.772 consultas, 10.366 sessões de quimioterapia, além de quase 24 mil sessões de radioterapia.

 


Os tipos mais comuns de câncer, entre as mulheres em tratamento no HRBA, são os de colo de útero (34%), mama (26%) e pele (14%). A faixa etária com maior incidência é entre 40 e 59 anos, com 41% dos casos. Já os casos registrados em mulheres com mais de 60 anos representam 39% dessa estatística. A amazonense Sirley Bezerra faz parte dela. Aos 46 anos, durante um autoexame de mama, sentiu um nódulo. “O câncer é uma doença silenciosa. Eu tento superar ele todo dia e estou muito melhor com o tratamento no hospital”, disse.

Nos homens, os tipos de câncer mais comuns em tratamento na unidade são: próstata (27%), pele (23%) e estômago (17%). Quase 60% dos atendidos têm mais de 60 anos. Homens de 40 a 59 anos somam 27% dos pacientes.


Reconhecido nacionalmente como um dos dez melhores hospitais públicos do Brasil, o HRBA oferece tratamento gratuito. Gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), oferece na área de oncologia a os seguintes serviços: oncologia cirúrgica, oncologia clínica, hematologia, mastologia, ginecologia oncológica, oncopediatria, cirurgia plástica reparadora, cabeça e pescoço, consultas e sessões de radioterapia, sessões de quimioterapia e atendimentos para reabilitação em especialidades como Fonoaudiologia, Fisioterapia, Ortopedia e Terapia Ocupacional.

Saúde em Ação leva serviços gratuitos para público de Manaus

Com o objetivo de oferecer serviços relevantes e gratuitos de saúde para o público de Manaus, com foco na melhoria de qualidade de vida, o Manaus Plaza Shopping recebe o 'Saúde em Ação'. O evento realizado em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) acontece até sexta-feira (3), das 16h às 18h, no 1º piso do shopping. 
Medição da pressão arterial é um dos serviços disponíveis. Foto: Reprodução/Shutterstock
A iniciativa oferece serviços básicos como aferição de pressão, exame de glicemia, levantamento do índice de massa corporal, orientações sobre saúde bucal e escovação. O sistema de atendimento para cada serviço será realizado por sequência de chegada.

Para a gerente de marketing, Luciana Carvalho, esta é a oportunidade para esclarecer sobre a saúde em geral e fazer exames de prevenção. “O nosso centro de compras quer valorizar o que é de mais importante, a saúde e o bem estar da sociedade, visando isso, nossa parceria com a UEA agrega a chance de alertar todos sobre o cuidado com a saúde durante esses três dias de evento”, concluiu.

A programação segue com palestras sobre a prevenção da hipertensão, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), e diabetes. Tudo isto, com supervisão dos profissionais da instituição acadêmica.

Para professora do UEA Cidadã e coordenadora Márcia Costa os profissionais da área estarão preparados para orientar e realizar testes rápidos. “Muitas pessoas ainda carecem de informações sobre doenças relacionadas às consequências de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Nosso intuito é levar orientação e incentiva-los a cuidar da saúde”, finaliza a coordenadora.

Tocantins investiga três casos suspeitos de febre amarela

A febre amarela preocupa as autoridades em saúde do Brasil em 2017. Mais de 800 casos da doença são investigados em todo país. O Tocantins é o primeiro Estado da Amazônia Legal a notificar casos suspeitos neste ano. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau-TO), três casos de febre amarela foram notificados como suspeitos e estão sob investigação. Além disso, quatro municípios registraram mortes de macacos, que é um evento sentinela e pode indicar a presença da doença. Ainda segundo a secretaria, o Estado não tem casos em humanos desde 2000.
Foto: Reprodução/Shutterstock
Segundo a médica veterinária da Gerência de Vigilância das Arboviroses do Estado, Lariane Azevedo, a morte de primatas, como os macacos, também chamada de epizootia, é um evento sentinela que pode indicar uma possível circulação viral da doença em áreas silvestres. Em 2017, somente os municípios de Aparecida do Rio Negro, Porto Nacional, Tocantínia e Taguatinga notificaram episódios de epizootia que estão em investigação.

"Não há nenhum caso recente de epizootia notificado em Xambioá ou municípios próximos. Claro que por estarmos em região endêmica é importante que toda população garanta a imunidade através da vacina e informe imediatamente ao agente de saúde ou à Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) o aparecimento de macacos mortos”, acrescenta Lariane Azevedo.

A ocorrência de casos de febre amarela em humanos geralmente é precedida da transmissão entre macacos e vetores silvestres, sendo assim, a informação sobre a morte desses animais é considerada um evento sentinela e constitui um sinal de alerta precoce para medidas de prevenção e controle. Por isso, todo rumor de morte de primatas não humanos deve ser comunicado imediatamente ao agente de saúde mais próximo.

Por causa da semelhança entre os sintomas entre a febre amarela e outras doenças vetoriais, especialmente as transmitidas pelo Aedes aegypti, a Sesau-TO orienta os 139 municípios a reforçar a vigilância da doença. O Estado está localizado entre dois biomas, o Cerrado e a Amazônia, que é área endêmica da doença. Por isso, conforme os protocolos de vigilância recomendados pelo Ministério da Saúde, qualquer caso suspeito deve ser notificado imediatamente.

A enfermeira da Gerência da Vigilância das Arborvirores, Gisele Luz, explica que a dengue e a febre amarela, por exemplo, são doenças muito parecidas na fase inicial. “A dengue e a febre amarela são doenças da mesma família e, muitas vezes, por essa peculiaridade, os sinais e sintomas são muito semelhantes. A dengue apresenta febre, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço, dor atrás dos olhos. Na febre amarela, o paciente apresenta febre, dor de cabeça, cansaço, pele e olhos amarelados e as manifestações hemorrágicas podem acontecer, assim como ocorrem na dengue.
A febre amarela é uma doença imunoprevenível, segundo o Ministério da Saúde, a vacina possui 95% de eficácia. A preocupação da Secretaria e Saúde, é que o Estado faz parte da área de recomendação vacinal, e não apresenta atualmente, 100% de cobertura vacinal para a doença, fator que deixa a população mais suscetível a adoecer.

Nesse sentido, as secretarias municipais devem informar sobre pacientes que apresentarem sinais da doença e possuir histórico vacinal incompleto ou ignorado.

809 casos suspeitos em todo o país

O Ministério da Saúde registrou em janeiro 809 pacientes com suspeita de febre amarela, sendo 737 em Minas Gerais. Em 128 casos, o paciente morreu. Do total, 651 casos permanecem em investigação, 127 foram confirmados e 31 descartados. Das 128 mortes notificadas, 47 foram confirmadas, 78 ainda são investigadas e três foram descartadas.

Minas confirmou 113 casos, dos quais em 42 os pacientes morreram,  e investiga 605, com 75 mortes. O Espírito Santo confirmou 11 casos de febre amarela, sendo duas mortes, e está investigando mais 32. Em São Paulo, foram confirmadas três mortes por febre amarela e cinco casos suspeitos estão sendo investigados. Na Bahia, sete casos estão em investigação. Goiás e Distrito Federal, antes na lista, descartaram as notificações. Já o caso atribuído inicialmente, como local provável de infecção ao Mato Grosso do Sul, está sendo reavaliado.

A vacinação contra a febre amarela está no calendário vacinal de 19 estados do país. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia.

O Espírito Santo, o Rio de Janeiro e parte da Bahia não são áreas de recomendação para vacinação contra a febre amarela, por isso, devem ser vacinadas as pessoas que moram perto da divisa com o leste de Minas Gerais. Segundo o Ministério da Saúde, não há necessidade de corrida aos postos de saúde, pois as doses são suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.

*Com informações da Sesau-TO e da Agência Brasil

Presidente da Fiocruz diz que é praticamente impossível erradicar o Aedes

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse nesta terça-feira (31) que atualmente é praticamente impossível erradicar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e também da febre amarela.

“O combate ao Aedes talvez seja o maior desafio da saúde pública, afinal, existe uma série de fatores que deveriam ser realizados para que esse combate fosse de fato eficiente e acabasse com o vetor dessas doenças. Hoje é praticamente impossível acabar com ele”, disse Nísia durante seminário sobre a febre amarela e o monitoramento de primatas em território fluminense, realizada na própria fundação, em Manguinhos, zona norte da cidade.

“Por isso estamos aqui falando de controle de endemias, políticas sistemáticas de monitoramento, etc. O verão é a ocasião perfeita para a reprodução desse inseto, mas o combate tem que ser o ano inteiro, monitorando a saúde como uma só, tanto de seres humanos como de animais, já que os macacos fazem parte do ciclo silvestre da febre amarela”, completou. Com relação à febre amarela, Nísia buscou tranquilizar a população. “É importante salientar que o cenário não é de desespero. Temos vacina suficiente para aplicarmos naqueles que necessitam, e os que não precisam, peço que, por favor, não façam uso da medicação, pois estarão retirando do público-alvo”, destacou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, reforçou o pedido da presidente da Fiocruz para o uso consciente da vacina e fez questão de ressaltar ao povo fluminense que, hoje, o Rio de Janeiro é um estado sem quaisquer indícios da febre amarela.“O povo do estado do Rio pode ficar tranquilo quanto a isso. Claro que estamos alertas, afinal, um dos nossos estados vizinhos está passando por um surto da doença, mas no nosso não existe nenhum indício da febre amarela”, destacou.

“O que estamos realizando são ações de prevenção, como um cinturão de vacinas em cidades que ficam na divisa com Minas Gerais, e oferecendo a medicação para aqueles que viajarão, com um prazo de dez dias de antecedência, para Minas. Temos vacinas o suficiente para dar conta de toda essa demanda, contanto que a sociedade colabore e não vá ao posto de saúde procurando se vacinar sem necessidade”.

Amazonas lidera incidência do câncer de colo de útero no país

No mês da Conscientização do Câncer de Colo Uterino, especialistas alertam que o Amazonas é hoje o Estado com a maior incidência da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são 37 casos a cada 100 mil mulheres, estando Manaus à frente, com 53 diagnósticos positivos para cada 100 mulheres.

“Infecção pelo vírus Papilomavírus Humano (HPV), geralmente relacionada a comportamento sexual de risco – inúmeros parceiros, contato sexual sem preservativo e de ínicio em idade precoce são alguns dos principais fatores que contribuem para esses números alarmantes”, alerta o cirurgião oncológico Jeancarllo Silva.


Foto: Reprodução/Shutterstock

O médico destaca que o câncer de colo útero é totalmente prevenível, mas o Amazonas necessita de medidas mais agressivas para o rastreamento da doença, já que as diretrizes nacionais e internacionais recomendam que o exame de Papanicolaou, uma arma poderosa na descoberta das lesões cancerosas e pré-cancerosas do colo uterino, seja feito apenas a partir dos 21 anos de idade, com intervalo de 01 ano, aumentando esse intervalo para 03 anos no caso de dois exames normais consecutivos.

Na opinião do oncologista, essa realidade não se aplica ao Amazonas, quando frequentemente os médicos encontram mulheres de 35 anos com câncer de colo uterino e que nunca fizeram um exame de prevenção. Por isso, Jeancarllo afirma que defende que a coleta seja feita precocemente, logo após o início da vida sexual.


“As campanhas de prevenção e ação sobre o câncer de colo uterino precisam ser contínuas e não pontuadas em uma época ou mês específico, pois devem agir constantemente, uma vez que são baseadas na sexualidade de meninas que frequentemente iniciam sua vida sexual aos 12 ou 13 anos. Como conversar em uma consulta médica com uma menina de 12 anos sem os pais? Como realizar o preventivo dessas meninas aos 15 anos, se a maioria dos pais não sabe que elas já possuem vida sexual? Esses são algumas das dificuldades encontradas para a abordagem desse tema tão controverso”, apontou o especialista.

Os sintomas são silenciosos e, por isso, a doença costuma ser diagnosticada em fases mais avançadas, quando começam a surgir sangramentos vaginais e dores pélvicas. “Por isso, com a realização de exames preventivos do colo uterino anualmente, após o início da vida sexual, é mais fácil conseguirmos diagnosticar o câncer em fase inicial e com grande chance de cura”, apontou o cirurgião.

Além do exame de Papanicolaou, é possível evitar a doença através do uso de preservativos durante a relação sexual e a vacinação contra o HPV, que desde 2014 faz parte do Calendário Nacional de Imunização em adolescentes do sexo feminino com 9 a 13 anos, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde. E, neste ano, foi ampliada para o sexo masculino com idade de 12 a 13 anos. A vacina consiste em duas doses, sendo necessária a aplicação da segunda no sexto mês após a primeira. A imunização é gratuita e está disponível no SUS.
A oncologista clínica Gilmara Resende explica que a faixa etária escolhida para a vacina visa garantir maior proteção, já que nessa idade as adolescentes ainda não iniciaram a vida sexual, e, por isso, não estiveram expostas ao vírus. “A vacina tem eficácia comprovada na prevenção de 70% dos cânceres de colo de útero, 87% dos tumores de ânus e 90% das verrugas genitais”, informou a médica.

Ela revela que há mais de 100 subtipos de HPV, sendo que 12 tipos do vírus podem ser considerados cancerígenos. Entre eles, os mais perigosos são os de tipo 16 e 18, que costumam aparecer em cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. 

“E a conscientização a respeito do HPV tem que ir além, já que esse vírus também é responsável pelo surgimento de tumores em outros órgãos, como no pênis, ânus e na orofaringe”, disse a dra. Gilmara, que assim como o médico Jeancarllo, faz parte de equipe multidisciplinar de especialistas em cancerologia, voltada ao atendimento individualizado desses pacientes em Manaus.

Municípios são obrigados a fazer levantamento de infestação por Aedes aegypti

Resolução do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União torna obrigatória a realização de levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti em todos os municípios do país. O texto também estabelece que as informações sejam enviadas às secretarias estaduais de saúde e, posteriormente, ao órgão federal.
Mosquito Aedes aegypti é uma das maiores preocupações das autoridades em saúde pública no Brasil. Foto: Reprodução/Portal do Brasil
De acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração os diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito, a cocirculação de quatro sorotipos da dengue no país e a existência de grande contingente populacional exposto previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco para ocorrência de epidemias com formas graves da doença e elevado número de óbitos.
A pasta também considerou a identificação de casos de febre chikungunya, com transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e risco iminente de expansão, além do surto do vírus Zika e sua rápida dispersão para todas as regiões do país, provocando epidemias importantes acompanhadas de graves manifestações neurológicas em adultos e recém-nascidos.
Ainda segundo o ministério, levantamentos de índices de infestação devem ser utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito. A proposta é que municípios infestados com mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), enquanto as cidades infestadas com menos de 2 mil imóveis terão de fazer o Levantamento de Índice Amostral.
Já localidades onde não há infestação deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região) ou outra metodologia validada. As informações geradas após cada levantamento realizado deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e enviadas ao ministério. A resolução entra em vigor hoje.
Em 2016, das 3.704 cidades aptas a participar do LIRAa, 2.284 integraram a edição – o equivalente a 62,6% do total. Os dados mostram que, até novembro do ano passado, pelo menos 885 municípios brasileiros estavam em situação de alerta ou de risco de surto para dengue, Zika e chikungunya. O número representa 37,4% das cidades pesquisadas.

Distribuição de vacina contra a febre amarela será reforçada

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Diante do surto de febre amarela, o Ministério da Saúde decidiu reforçar a distribuição da vacina contra a doença em 11,5 milhões de doses. Este ano, 5,5 milhões de vacinas já foram repassadas aos estados. Em anos em que não houve surto, foram distribuídas entre 800 mil e 1 milhão de doses do imunizante em todo o país, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues.

Com 70 casos confirmados da doença, o número de infectados pela febre amarela no Brasil em 2017 já ultrapassou em menos de um mês os casos registrados na última grande ocorrência da doença no país, entre 2007 e 2008, quando 48 pessoas foram contaminadas pelo vírus.

Em 2007, a doença se alastrou por nove estados, incluindo os da Região Sul. Este ano, até agora, o surto está concentrado em Minas Gerais, com casos registrados também na Bahia, São Paulo e Espírito Santo.

Das 11,5 milhões de doses adicionais da vacina, 6 milhões serão entregues nos próximos dias e 5,5 milhões serão distribuídos conforme a necessidade dos estados. Minas Gerais, que concentra o maior número de casos e de mortes pela doença até agora, recebeu pelo menos 2,9 milhões de doses. A estratégia do governo federal é bloquear o avanço da doença vacinando a população das regiões vizinhas a Minas.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25) no Ministério da Saúde, representantes das secretarias de Saúde de estados onde há casos suspeitos ou houve mortes de macacos pela doença pediram que a população seja criteriosa antes de procurar a vacina. Segundo eles, está havendo uma busca pela vacina em regiões onde não é necessária a imunização.

A procura aumentou, por exemplo, em grandes cidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, apesar de os casos estarem concentrados nas zonas rurais.

“Embora a vacina seja segura, e eficaz, que protege contra o vírus, não é toda isenta de riscos, como todo medicamento. Esta é uma vacina de vírus vivo atenuado e portanto em situações muito raras pode vir a causar eventos adversos”, alertou o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.

O Espírito Santo, que não estava incluído na área de recomendação da vacina, passou a ter 37 municípios com indicação para a imunização depois de registrar 22 casos suspeitos de febre amarela. O Rio de Janeiro não registrou casos de febre amarela em 2017, mas, por fazer divisa com Minas Gerais, passou a ter 14 municípios na área de recomendação da vacina.

Minas, ao lado de mais 18 estados brasileiros, está rotineiramente na lista de áreas onde a população deve se imunizar, independentemente de surtos. No estado foram registrados 404 casos de febre amarela em 2017, entre eles 66 mortes.

“O estado está auxiliando os municípios na programação da vacinação e enfatizando a necessidade de vacinação de casa em casa, principalmente nas zonas rurais”, disse a subsecretária de Gestão Regional da Secretaria de Saúde de Minas, Márcia Faria. Segundo ela, a cobertura vacinal do estado é historicamente baixa, o que pode explicar o surto na região. 
O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis, Eduardo Hage. Foto: Reprodução/Agência Brasil
Imunização
O esquema vacinal da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é tomar uma dose e um reforço, dez anos depois da primeira. As orientações são apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. 

Município de Xinguara registra casos graves de chikungunya

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já está dando todo o suporte necessário para o controle da febre chikungunya no município de Xinguara, no Sul do Pará. Somente nas três primeiras semanas deste ano já foram registrados 174 casos suspeitos da doença.

O município está em estado de alerta por conta do aumento de casos da doença. Alguns bairros apresentam índices de infestação predial de 17%, estando muito acima do percentual máximo de 1% recomendado pelo Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Xinguara, até o momento foram confirmados dois óbitos. Outros três casos estão sob investigação.  
Foto: Reprodução/Agência Pará

Diante da complexidade do evento, a Sespa, por meio do 12º Centro Regional de Saúde (CRS), e as secretarias de Xinguara, realizaram reuniões para o planejamento de uma força-tarefa, voltada para o combate e controle do Aedes aegypti no município. Entre as atividades desempenhadas estão: orientação preventiva e eliminação dos depósitos e focos do Aedes aegypti por meio dos Agentes de Controle de Endemias e Agentes de Comunitários de Saúde em todos os bairros do município. As ações também incluem a utilização do carro fumacê, limpeza dos bairros, atendimento de denúncias recebidas por meio do Disque Dengue e avaliação no local por agentes de fiscalização. As equipes também estão orientando a população sobre a limpeza de entulhos ou depósitos irregulares.

A Sespa também já pediu o apoio do Ministério da Saúde e atua com a investigação e reforço de medicação, entomológica e clínica dos casos graves suspeitos, com o apoio de uma equipe do Instituto Evandro Chagas. Diante deste quadro, as recomendações são para que todos colaborem com as atividades em andamento, usem frequentemente repelentes durante o dia e prefiram roupas de manga longa e de cores claras. Quando possível, evitar a aglomeração de pessoas em locais com indivíduos suspeitos de terem contraído o vírus.

Os pacientes estão sendo atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, que passou a realizar um número maior de atendimentos por dia, passando de 80 para 300. Os casos mais graves estão sendo encaminhados para o Hospital Regional de Redenção. Foram colhidos exames a serem encaminhados ao Instituto Evandro Chagas e ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para análise da sorologia e diagnóstico preciso da doença, que evolui de forma rápida, o que aumenta a suspeita de uma nova forma da doença.



A Sespa informa ainda que vai instalar um comitê de crise na capital para atuar na intensificação do controle e combate ao Aedes aegypti, além de um Plano Emergencial para as regiões Sul e Sudeste, locais com maior risco de proliferação da doença.

Sintomas

O vírus da febre chikungunya é transmitido pelo mesmo vetor da dengue e da zika, o Aedes aegypti, e provoca febre e dores musculares. A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos.

Município do Tocantins enfrenta surto de malária

A cidade de Araguatins, no extremo norte de Tocantins, está passando por um surto de malária. A Secretaria de Saúde do Estado investiga os casos, e chegou a conclusão de que todos os casos são autóctones, isto é, os doentes adquiriram a malária no próprio município e não em outros Estados, como inicialmente se cogitava. Ao todo, 11 casos da doença foram confirmados de 1º a 19 de janeiro deste ano. As pessoas diagnosticadas com a doença já iniciaram tratamento
Foto: Divulgação/Fapeam
Segundo o biólogo, Marco Aurélio Oliveira Martins, a investigação epidemiológica identificou que todos os casos confirmados estiveram, no provável período de infecção, em um mesmo bairro da cidade. “Conseguimos identificar que todos os pacientes estiveram em uma mesma área de Araguatins no mesmo período, que é provavelmente o local de infecção. Essa área fica próxima ao Rio Araguaia", explica o biólogo.
Apesar das condições climáticas não favoráveis foi identificada a presença do vetor a partir da captura de mosquitos in loco. "Realizamos algumas coletas entomológicas e capturamos o principal vetor da malária no Brasil, o Anopheles darlingi, mesmo as condições climáticas não sendo as melhores condições para a captura de mosquitos nos dias que as coletas foram realizadas", diz a bióloga do Laboratório Estadual de Entomologia Médica, Vanessa Durante. 
Serviços municipais orientados
Descartada a ideia inicial de que parte das pessoas teria contraído a doença fora do Estado, os serviços municipais de Saúde foram orientados pelo Estado a manter a busca ativa por casos de febre tardia ou recente. “Todos os agentes de saúde da cidade foram orientados a acionar, quando identificado algum caso suspeito, uma equipe volante para ir até a residência realizar o teste rápido e o exame de gota espessa”, ressalta o biólogo Marco Aurélio. Os dois exames são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) gratuitamente.
“Sabemos que é possível surgirem novos casos porque estas pessoas que adoeceram podem ter sido picadas antes de iniciarem o tratamento e, possivelmente, infectado outros mosquitos”, explica Marco Aurélio, acrescentando que a ação de iniciar rapidamente o trabalho de investigação e controle do surto, garantindo início do tratamento imediato dos casos confirmados contribui para a quebra do ciclo de transmissão da doença.
Sintomas e diagnóstico
Os sintomas mais comuns da malária são febre alta, dores de cabeça e nos músculos e calafrios. Todos os casos suspeitos de malária devem passar por exames de diagnóstico rápido disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde, que são o teste rápido ou o teste da gota espessa. 
O primeiro pode ser realizado em qualquer unidade de saúde e emite resultado em menos de meia hora. Já o teste da gota espessa pode ser prescrito por médico ou enfermeiro da rede pública de saúde, cujo resultado sai em até um dia. Ambos os testes usam apenas poucas gotas de sangue retiradas do dedo do doente.
Como evitar o mosquito
Entre as orientações que podem prevenir o contato com o mosquito estão: evitar locais ribeirinhos, que são habitats naturais do mosquito, em horários próximos do amanhecer e do entardecer, usar repelente e roupas que mantenham a maior parte do corpo protegida.

FMT convoca voluntários para testes da vacina contra Dengue, em Manaus

A Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), está convocando voluntários de 7 a 17 anos para participar dos testes da vacina contra a Dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. A FMT-HVD é um dos 14 centros de pesquisa escolhidos para executar esta que é a terceira e última fase dos estudos sobre a vacina, antes que ela possa ser submetida à Agência Nacional de Vigilância em Sanitária (Anvisa) para registro.

De acordo com a diretora presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, a fase de teste da vacina da Dengue iniciou em junho de 2016, em Manaus e estavam sendo vacinados apenas adultos. Agora, serão apenas crianças a partir de 7 anos e adolescentes até 17 anos.

Foto: Reprodução/Shutterstock

Segundo Joabi Nascimento, pesquisador da FMT que  coordena a equipe que está acompanhando o estudo, no início da fase testes os voluntários estavam sendo escolhidos através de sorteio, no cadastro de pacientes acompanhados pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Arthur Virgílio, localizada no bairro Amazonino Mendes, zona Norte da cidade. Porém, desde setembro do ano passado, o estudo passou a abranger voluntários de qualquer área da cidade. 

Joabi Nascimento ressalta que os  agentes comunitários contratados pelo projeto estão fazendo visitas nas casas dos bairros próximos à UBS, para explicar detalhes sobre o estudo. Ele informa que  esses agentes estão todos identificados, usando  uniformes na cor verde com logomarca da FMT-HVD e do Instituto Butatan, bem como crachás de identificação.

Os voluntários que se propuserem a participar do estudo assinarão termo de livre consentimento, com todas as informações sobre o processo de acompanhamento. No caso das crianças e adolescentes é preciso a autorização do pai e da mãe.





Onde?

A vacinação está ocorrendo na UBS Arthur Virgilio Filho, localizada na travessa 10, 3015, bairro Amazonino Mendes. Às segundas-feiras o atendimento é de 13h às 17h. De terça a sexta-feira, é de 7h30 às 11h e de 13h às 17h. Aos sábados é de 8h30 às 12h30. Quem quiser tirar dúvidas sobre o estudo ou agendar uma visita pode ligar para os números 99342-8407 e 99383-3407.

Em todo o País, os testes deverão abranger a vacinação e o acompanhamento de 17 mil voluntários, distribuídos em 13 cidades, de 12 estados, nas cinco regiões brasileiras. Em Manaus, o estudo prevê a vacinação de 1,2 mil voluntários, que serão acompanhados por um período de 5 anos, para verificar a eficácia e a duração da proteção da vacina.  A previsão é que os 1,2 mil voluntários estejam todos vacinados em até um ano.

Fundação de Medicina Tropical registra aumento no número de atendimentos

Foto: Divulgação/Fundação de Medicina Tropical
A Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), unidade que é referência na área de doenças infecciosas e tropicais no estado, registrou o aumento de 9% no número de atendimentos em 2016, comparado ao ano anterior. Um dos fatores que impulsionou esse crescimento, na avaliação da diretora presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, foi a preocupação da população com o aumento dos registros de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e os casos de microcefalia associados ao Zika vírus, que ocorreram principalmente no Nordeste, mas que serviram de alerta para todo o país.

Em 2016, a FMT-HVD, que é vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), realizou 326.590 atendimentos. Em 2015, foram atendidos 299.340 pacientes. O número de exames também aumentou, de 1.083.825 milhão de procedimentos laboratoriais, para 1.030.289 milhão, um crescimento de 5%.

Graça Alecrim considera que vários fatores influenciaram no aumento do número de atendimentos em 2016, mas sem dúvida alguma, segundo ela, o grande impacto foi a preocupação da população pelo crescimento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika vírus, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “Isso e mais o registro dos casos de microcefalia associados ao Zika vírus trouxeram grande preocupação, motivando as pessoas a procurar mais os serviços de saúde”, ressaltou.

Crise econômica

Outro fator que pode ter influenciado no aumento do número de atendimentos na FMT-HVD, na opinião da diretora, foi a migração dos usuários de planos de saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), em função da crise econômica enfrentada pelo país. “Muita gente perdeu o emprego. A solução foi buscar assistência no SUS”, afirmou.

Dos 326.590 atendimentos realizados em 2016, 101.251 foram referentes a consultas no ambulatório da FMT-HVD, em especialidades como infectologia, pediatria e dermatologia, dentre outras. Também estão incluídos nessa conta 65.491 atendimentos na área de coleta e dispensação de medicamentos contra malária, assim como 5.011 consultas realizadas no Hospital Dia da FMT. O serviço de Pronto Atendimento (PA), que atende urgência e emergência, recebeu 62.220 pacientes. Também foram realizadas 56.434 consultas de Enfermagem, 11.233 de Psicologia, 1.404 de Odontologia e 13.698 no setor de Serviço Social.

Foram expedidos pela FMT, em 2016, 1.083.825 milhão de exames, realizados nos laboratórios de Análises Clínicas, Bacteriologia, Malária, Micologia, Patologia, Virologia e Leishmaniose.

Governo alerta sobre necessidade da vacina contra febre amarela

Foto: Reprodução/Shutterstock
Viajantes com destino às unidades de conservação em áreas de ocorrência da febre amarela, como a Amazônia Legal, precisam estar atentos à vacinação contra a doença. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) reforça informações do Ministério da Saúde sobre as recomendações neste período do ano, quando é registrado maior número de casos em grande parte do Brasil.

Unidades de conservação e locais com matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros ocorrem naturalmente, são identificadas como áreas de risco. A doença é transmitida somente pela picada de mosquitos infectados. Na febre amarela silvestre (transmitia em ambiente silvestre) os mosquitos transmissores são o Haemagogus e o Sabethes; na febre amarela urbana, o Aedes aegypti é o transmissor. Porém, este tipo não é registrado no Brasil desde 1942.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas em viagem para áreas com recomendação de vacina devem receber a primeira dose pelo menos 10 dias antes da viagem. A vacinação é recomendada a partir dos nove meses de idade, conforme orientações descritas aqui.

Sintomas

Os sintomas iniciais da doença incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20 a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. Se não for tratada rapidamente, a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana.

O período em que o vírus irá se manifestar no homem varia de 3 a 6 dias, após a picada do mosquito infectado, podendo se estender até 15 dias. A maioria das pessoas apresenta melhora após os sintomas iniciais, no entanto cerca de 15% apresentam apenas um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Esse homem doente pode servir como fonte de infecção para outros mosquitos transmissores durante no máximo sete dias.Casos

O Ministério da Saúde informa, ainda, que dez municípios de Minas Gerais registraram 23 casos, sendo 16 prováveis e sete em investigação. Dentre os 23 casos, foram registradas 14 mortes. A investigação está sendo conduzida, em conjunto, pelo Ministério da Saúde, estado de Minas Gerais e municípios envolvidos (Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema e Inhapim).

Meninos recebem vacina contra HPV na Amazônia Legal

Começou nesta quarta-feira (4), em todo o Pará, a campanha de vacinação contra o vírus HPV para meninos em toda rede pública de saúde. No Estado, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) estima que 170 mil jovens entre 12 e 13 anos sejam vacinados. Além do Pará, os Estados de Mato Grosso, Roraima, Tocantins, Maranhão e Rondônia, também iniciaram as aplicações da vacina.
A vacinação para o público masculino faz parte da estratégia das autoridades de saúde para aumentar a rede de proteção às mulheres. A imunização para esta faixa etária é uma garantia para que adolescentes não sofram com a doença na fase adulta. 
O papiloma vírus ou HPV é responsável, principalmente, pelo câncer de colo de útero. A estimativa no Instituto Nacional do Câncer é que ocorram 260 casos da doença em Belém, 820 no Pará e 1.970 na Região Norte, entre os anos de 2016 e 2017. A vacina também fará prevenção de outros tipos da doença como os cânceres de pênis, de ânus e garganta.“A vacinação contra vírus do HPV para o público masculino quer reduzir o câncer de colo de útero em mulheres", diz Jaíra Ataíde, coordenadora estadual de imunizações da Sespa.
Foto: Renan Viana/UEPA
A estratégia de vacinação foi iniciada no Brasil ainda em 2014, com as meninas de 9 aos 14 anos de idade. "Para fortalecer esta imunização e com uma proteção maior para as meninas, chega a vez de vacinar os meninos de 12 e 13 anos. Projetamos para daqui a 10 anos termos uma população de homens e mulheres muito mais protegida contra o papiloma vírus humano”.
O Brasil é o sétimo país do mundo - e primeiro da América do Sul - a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A meta do Ministério da Saúde é ampliar a faixa etária a ser imunizada gradativamente. Até 2020, deverão ser incluídos nas campanhas todos os meninos entre os 9 e 13 anos. A previsão para 2017 é de que mais de 3,6 milhões de meninos sejam imunizados - além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos soropositivos para o vírus HIV e Aids, que também passarão a receber as doses. Para essa campanha, o Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões. 
Meningite
Paralelamente à campanha de vacinação de imunização do HPV, o governo também inicia a vacinação de reforço em crianças contra a meningite. A vacina meningocócica C, voltada a meninos e meninas de 12 a 13 anos, tem como objetivo fortalecer a imunização contra a meningite tipo C. Ambas as vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia.
Até então, a vacina contra meningite meningocócica C era administrada apenas aos 3 meses, aos 5 meses e com 1 ano de idade - quando as crianças estão mais suscetíveis a desenvolverem as formas mais graves da doença. A inclusão no calendário integra as mudanças do MS no esquema de vacinação nacional para 2017.
O ser humano pode portar a bactéria que causa a doença meningocócica sem desenvolver os sintomas, mas ainda assim transmiti-la. O reforço na adolescência vem com o objetivo de manter a proteção desse grupo por mais tempo, reduzindo também o número de portadores assintomáticos da bactéria. 
A meningite C continua sendo o tipo de meningite que mais afeta a população (cerca de 60% a 70% dos casos). A doença apresenta rápida evolução, gravidade e letalidade e tem caráter epidêmico. 

Mato Grosso encerra 2016 com 347 casos notificados de microcefalia

Foto: Divulgação/Gcom-MT
Mato Grosso encerrou 2016 com 347 casos notificados de microcefalia, sendo que 133 estão em investigação. As informações são da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/MT). Os dados correspondem ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016.

O Ministério de Saúde considera um caso confirmado após análise clínica, de imagens ou laboratorial. Ainda de acordo com o Protocolo do Ministério, a investigação da causa da microcefalia é realizada somente nos casos notificados que apresentem características sugestivas de infecção congênita, para a identificação da infecção pelo vírus Zika, entre outros agentes infecciosos.

As notificações aconteceram em 56 municípios em todas regiões do Estado, sendo Rondonópolis, com 109 casos, Cáceres, com 58, e Cuiabá, com 47, as cidades com mais registros.

Ainda segundo o Informe epidemiológico, já foram descartados 158 casos para microcefalia e/ou alteração do Sistema Nervoso Central (SNC), após a reavaliação clínica, de exames de imagens e do perímetro cefálico (baseado na curva de desenvolvimento infantil da Organização Mundial da Saúde – OMS).
Alteração

O Ministério da Saúde realizou alterações no protocolo e já está disponível no site: “Orientações Integradas de Vigilância e Atenção à Saúde no âmbito da Emergência de Saúde Pública”.

Publicado em 12 de dezembro de 2016, o objetivo é integrar e ampliar as ações e serviços relacionados ao monitoramento das alterações no crescimento e desenvolvimento, identificadas da gestação até a primeira infância, podendo estar relacionadas às infecções pelos vírus Zika, sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus, herpes simples, além de outras etiologias infecciosas.

Infectologista alerta para aumento de casos de Chikungunya na Amazônia

Foto: Reprodução/Agência Brasil
O ano começou e a guerra contra o mosquito Aedes aegypti continua. Diferente do que aconteceu em 2016, quando houve um surto de casos de Zika vírus, este ano a preocupação das autoridades de saúde é com o Chikungunya. As duas doenças, assim como a Dengue, são transmitidas pela picada do mosquito.

De acordo infectologista Antônio Magela, chefe do Departamento Clínico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD), unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), a previsão do aumento de casos de Chikungunya é preocupante, porque a doença apresenta sequelas que podem perdurar por até um ano após o período infeccioso.

Os casos confirmados de Chikungunya aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910. O Ministério da Saúde (MS) prevê um aumento significativo da doença em 2017, em todo o país. O Amazonas registrou no ano passado 1.075 casos de Chikungunya.
Antonio Magela explica que o Chikungunya se diferencia das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, pelas dores em decorrência da inflamação das articulações. O paciente apresenta problemas que vão desde o simples movimento para segurar objetos e fechar as mãos, até casos extremos de dificuldade para se locomover. “Há relatos de pessoas que ficaram sem andar e com dores muito fortes, enquanto perduraram os efeitos da doença”, frisou.

Segundo Antonio Magela, para orientar os profissionais de saúde sobre a conduta clínica que deve ser adotada no atendimento ao paciente com Chikungunya, o MS lançou recentemente um guia com 77 páginas, com informações sobre os cuidados com as gestantes, crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, medicamentos recomendados e exames necessários. “Esse material servirá para que o profissional avalie cada caso da doença e faça a abordagem correta ao paciente”, disse.

O médico ressalta que o Chikunguyna, assim como o Zika vírus, é uma doença relativamente nova no Brasil e que necessita de mais pesquisas para que se conheça melhor o vírus. Ele diz que, enquanto os estudos avançam, a única forma de prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é o combate ao mosquito. “A população precisa continuar em alerta e tomando todos os cuidados para eliminar os locais com água parada, tanto em casa como no trabalho, principalmente porque estamos no período chuvoso no Amazonas, o que redobra a preocupação. Somente em conjunto, é possível manter-se protegido dessas doenças”, enfatizou.

As medidas que devem ser adotadas para eliminar os possíveis criadouros do mosquito são simples. O recomendado é: tampar os camburões e caixas d´agua; manter as calhas sempre limpas; deixar as garrafas sempre viradas; e manter as lixeiras fechadas.

Os sintomas de Chikungunya são semelhantes aos de Dengue. O paciente apresenta febre alta, dor de cabeça e manchas no corpo. A única diferença são as dores articulares intensas. Já no caso do Zika vírus, a febre é baixa e surgem manchas nos corpos. O tratamento do Chikungunya, assim como da Dengue e Zika vírus, se dá pelos sintomas. Para os casos em que as dores nas articulações persistem, mesmo com o fim do quadro infeccioso – que dura em média de sete a doze dias –, os pacientes precisam de acompanhamento com médico reumatologista e fisioterapeuta.