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Manaus 30º • Nublado
Quarta, 12 Mai 2021

Com estoque de sangue baixo, Hemoam chama doadores de sangue

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) convoca doadores voluntários, portadores de todos os tipos sanguíneos, para  doar  sangue, a fim assegurar o estoque de sangue do Hemocentro, que se encontra abaixo da média.
Foto:Divulgação/Hemoam

Atendimento para doação

Interessados em doar sangue podem se dirigir a sede do Hemoam, localizado na Avenida Constantino Nery, que funciona em expediente normal de segunda a sábado, das 7h às 18h.

Requisitos

Para doar sangue é necessário apresentar documento oficial de identidade com foto. A pessoa precisa ter entre 18 e 69 anos. Menores de idade também podem doar, mas, desde que tenham autorização dos pais ou responsáveis. As pessoas também precisam estar bem de saúde e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas anteriores à doação. Também não é preciso estar em jejum para doar sangue.

Mais informações: 3655-0140 / 0166

Mutirão de vacinação contra gripe visa ampliar taxa de cobertura

O Ministério da Saúde realiza neste sábado (13) o chamado Dia D de mobilização contra a gripe em postos de vacinação de todo o país. A expectativa é vacinar 54,2 milhões de pessoas até o dia 26 de maio. Foram adquiridas 60 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para este ano (A H1N1; A H3N2 e B).

A campanha terá 36 mil salas de vacinação e a participação de aproximadamente 240 mil pessoas. Além disso, serão utilizados mais de 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais, que possibilitarão a vacinação em populações que vivem em áreas de difícil acesso, como as ribeirinhas e os povos indígenas.
Foto:Reprodução
A mobilização é uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde e tem como objetivo reforçar a importância da vacinação do grupo prioritário pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O público-alvo da campanha de 2017 são crianças de 6 meses até 5 anos; idosos com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além de professores.A meta, neste ano, é vacinar 90% deste público até o fim da campanha. De acordo com Ministério da Saúde, a vacina demora ao menos 15 dias para fazer efeito, por isso a importância da vacinação o quanto antes para evitar o contato com o vírus.

Imunização

Até o momento, 18,4 milhões de brasileiros procuraram os postos de saúde em todo o país. O número representa 36% do público-alvo. Os estados com a maior cobertura vacinal, até o momento, são Paraná (57,6%), Rio Grande do Sul (56,1%), Santa Catarina (53,2%) e Amapá (48,7%). Já os que registraram menor cobertura foram Pará (16,4%), Roraima (17,6%), Piauí (20%), Mato Grosso (23,2%), Rio de Janeiro (24%) e Amazonas (24%).

Entre a população prioritária, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 9,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 43,8% deste público. Os grupos que menos se vacinaram foram os indígenas (18,7%), crianças (26,6%), professores (25,7%) e gestantes (32%).

Doenças crônicas

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos segue recomendação da OMS e são priorizados os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Balanço

O Brasil já registrou, até o dia 6 de maio, 605 casos de influenza em todo o país com 99 mortes. Do total, 30 foram por gripe A H1N1 e oito evoluíram para morte. Em relação ao vírus influenza A (H3N2), foram registrados 398 casos e 52 mortes. Houve ainda 111 casos e 30 óbitos por influenza B. Os outros 66 casos e 9 óbitos foram por influenza A não subtipada.

Em todo o ano passado, o Ministério da Saúde registrou 12.174 casos de influenza de todos os tipos no país. Deste total, 10.625 foram por influenza A (H1N1), sendo 1.987 óbitos. Em relação ao vírus influenza A (H3N2), foram notificados 49 casos e 10 mortes em 2016.

Primeiro caso de febre amarela no Amazonas em 2017 é confirmado pela FVS

Foto: Reprodução/Shutterstock
A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) confirmou nesta quinta-feira (11) o primeiro caso de febre amarela no Amazonas em 2017. Um estudante de 14 anos de Autazes, município a 113 Km de Manaus, foi internado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto com suspeita da doença.

O paciente foi liberado e segue em atendimento ambulatorial em Autazes. Em 2016, a FVS registrou dois casos da doença: um em Manacapuru e outro em Itapiranga. Todos os municípios do Amazonas estão com indicação permanente de vacinação contra a febre amarela. As informações são do G1 Amazonas. 

Governo declara fim de emergência nacional pelo vírus Zika

O Ministério da Saúde declarou nesta quinta-feira (11) o fim da emergência nacional decretada em novembro de 2015 devido ao vírus Zika e sua associação com microcefalia e consequências neurológicas. As informações são da Agência Brasil. Segundo a Pasta, o Brasil não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, os casos não são mais incomuns ou inesperados.

“Já há conhecimento científico suficiente”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro. “A própria mobilização do ponto de vista de pesquisa, de insumos e de recursos foi suficiente. Os estudos continuam, e vamos prosseguir na rotina de combate às arboviroses”, afirmou.
Foto:Reprodução/Fiocruz
A decisão ocorre 18 meses depois da decretação de emergência, segundo o ministério, em um momento de queda nos casos de Zika e microcefalia em todo o país. Até 15 de abril deste ano, foram registrados 7.911 casos de Zika, uma redução de 95,3% em relação à 2016, quando ocorreram 170.535 notificações.

Segundo o ministério, os dados de microcefalia têm apresentado redução importante no número de casos novos notificados a cada semana, desde maio de 2016. Os casos novos mensais têm se mantido em 2%, desde janeiro deste ano; no pico dos casos de microcefalia, em dezembro de 2015, foi registrado aumento de 135% nas notificações.

“Do ponto de vista prático, não tem nenhuma mudança na assistência, na vigilância ou no diagnóstico”, disse Loureiro, reforçando que a retirada da emergência não enfraquece as políticas públicas que foram implantadas no período.

Os critérios internacionais de avaliação de risco para decretar e manter o estado de emergência são: o impacto do evento sobre a saúde pública; se o evento é incomum ou inesperado; se há risco significativo de propagação internacional; e se há risco significativo de restrições ao comércio ou viagens internacionais.

Para o ministério, o conjunto de ações voltadas para a eliminação dos mosquito Aedes aegypti contribuiu para a diminuição dos casos. Além disso, há uma maior proteção pessoal da população, escassez de chuvas em determinadas regiões do país e a imunização natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores.

Números

O último boletim epidemiológico, de 1º de janeiro a 15 de abril deste ano, aponta redução de 90,3% dos casos de dengue; 95,3% de zika; e 68,1% de chikungunya em relação ao mesmo período de 2016.
Em 2017, foram confirmados 230 casos de microcefalia ligados a outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde e pelos estados, 2.837 casos suspeitos em todo o país. No total, 3.651 casos foram notificados neste ano.

Desde o início das investigações, em novembro de 2015, foram notificados ao Ministério da Saúde 13.490 casos, com 2.653 confirmações. Outros 5.712 casos foram descartados e 105 foram considerados prováveis. Há ainda 1.784 casos excluídos do sistema por não atenderem as definições de caso vigentes.

Ministério da Saúde não recomenda uso de polvos de crochê em incubadoras

O Ministério da Saúde enviou uma nota técnica a todas as secretarias estaduais do país, no último mês, para informar que não recomenda o uso de polvos de crochê em incubadoras de recém-nascidos. Segundo o governo, não há comprovação científica sobre os benefícios do bichinho como instrumento terapêutico. 
Em nota ao G1, o ministério informou que isso não significa que o polvo está proibido, ou que faça mal aos bebês. A nota indica que esse tipo de tratamento não é chancelado pelo ministério – ou seja, a adoção do método é de responsabilidade de cada médico ou gestor local. "O objeto trata-se, na verdade, de um brinquedo e não há qualquer tipo de comprovação científica na literatura médica nacional ou mundial apontando benefícios ou melhoras com esse tipo de instrumento", diz o texto enviado à reportagem.

A nota técnica é assinada pela Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do ministério. Segundo as coordenadoras do setor, a melhor forma de cuidar dos recém-nascidos é o chamado método canguru, adotado desde 2000 no país, e que prevê o contato direto, pele a pele, entre bebês e familiares.

Os bonecos de crochê são feitos em fios 100% algodão, com oito tentáculos de 22 centímetros – muitas vezes, os bichinhos são maiores que as próprias crianças. Antes de serem colocados nas incubadoras, os objetos precisam ser esterilizados para evitar infecções. Em geral, os bebês podem levar os bichos para casa quando recebem alta médica.

Virou febre

Os polvos de crochê surgiram em um hospital universitário da Dinamarca, em 2013, e ficaram conhecidos como 'projeto Octo'. No Brasil, uma das primeiras unidades a adotar o método foi o Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal. Lá, os bonecos começaram a ser usados no fim de março.
Foto: Matheus Oliveira/GDF/Divulgação
Segundo os defensores da iniciativa, os polvos envolvem os bebês e aumentam a sensação deacolhimento das incubadoras, evitando choques e acidentes nas paredes do leito. Além disso, os tentáculos remeteriam ao cordão umbilical da mãe, dando sensação de proteção ao bebê. "Os relatos são de melhora nos sinais vitais e ganho de peso mais rápido. Além disso, o polvo evita que eles puxem a sonda e tubos instalados", afirmou a gerente de enfermagem do Hospital de Santa Maria, Cíntia Pelegrino, em material divulgado pelo governo do DF em março.

O neonatologista Marc Ruberto, do mesmo hospital, diz que o polvo também gera alívio para as mães, conforme os sinais de melhora vão aparecendo nas crianças. "São bebês que ainda precisam de ventilação mecânica, uso de medicamentos e ainda estão em estado grave. Mesmo que ainda sejam muito pequenos, eles fazem a interação com o polvo", afirma.

O projeto virou febre em todo o país, e foi abraçado por grupos de voluntários que se reúnem para confeccionar os pequenos polvos. Nos últimos meses, a ação foi replicada em hospitais de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e Minas Gerais.

Polvo ou canguru?

O governo federal classifica os polvos do projeto Octo como um "brinquedo", e nega que a semelhança dos tentáculos com o cordão umbilical seja suficiente para despertar algum conforto extra ao bebê. Segundo a nota técnica, qualquer brinquedo do tipo – "girafas, sapos, ursos, bonecos, carros" – geraria o mesmo benefício, "desde que respeitadas as normas e protocolos de controle de infecção hospitalar de cada unidade".

Ainda de acordo com o documento, "as evidências mostram que o cordão umbilical, a placenta e as paredes uterinas oferecem outros estímulos e sensações (cheiros, sons, texturas, umidade e o pulsar)". Na prática, o texto diz que o recém-nascido não se engana, e consegue perceber que o polvo não tem relação com o cordão umbilical da mãe.

Em contrapartida, o Ministério da Saúde classifica o método canguru como um "modelo de assistência integral", que começa na gravidez de risco e segue até o recém-nascido alcançar 2,5 kg. "Dessa forma, o acompanhamento contempla todo o pré-natal, internação materna, parto e nascimento, internação do recém-nascido e retorno para casa. Envolve cuidado humanizado, valorizando, principalmente, o contato pele a pele entre bebê e seus pais, controle ambiental, redução da dor, cuidado com a família e todo suporte necessário com equipe multiprofissional na área de saúde", diz a pasta.

Entre as vantagens oferecidas pelo método canguru – e comprovadas cientificamente, de acordo com o Ministério da Saúde – estão o favorecimento do vínculo pai-mãe-bebê-família, estímulos sensoriais positivos, melhora no desenvolvimento do bebê, estímulo ao aleitamento materno e redução no risco de infecção hospitalar.

Segundo caso de meningite é confirmando em Manaus

Menino está internado na UTI da Fundação de Medicina Tropical com quadro clínico estável.

Amazonas investiga mortes de crianças por síndrome respiratória grave

Manaus vive um surto de gripe e as complicações da doença podem ser a causa da morte de dez crianças, em abril, no Hospital Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz. Os pacientes tinham até 5 anos de idade e apresentavam sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como falta de ar, febre, coriza e tosse.
Segundo o diretor-presidente da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, os casos estão sendo investigados e exames preliminares já identificaram dois tipos de vírus.
“Infelizmente, dessas crianças que foram a óbito não foi coletado material. Foi coletado de crianças que também estavam internadas em tratamento naquele momento e identificamos dois tipos de vírus, principalmente o Vírus Sincicial Respiratório e o Influenza B. O nosso monitoramento também identificou esses dois vírus como os de principal circulação nessa época do ano na capital”, afirmou Albuquerque.
Atualmente, de acordo com o diretor-presidente da Vigilância Sanitária, 15 pessoas, entre adultos e crianças, estão internadas em unidades de saúde da cidade com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No Hospital Delphina, cinco crianças permanecem em tratamento e o quadro de saúde delas ainda inspira cuidados.
“Nós tivemos um foco inicial de atuação dentro do Hospital Delphina no que diz respeito ao alerta aos profissionais, no manejo desse pacientes, no sentido de colocar esses pacientes em um ambiente mais restrito e isolado, a questão dos cuidados de lavar as mãos durante a manipulação. Por estar envolvido o vírus da influenza B, está sendo ofertada a medicação antiviral Tamiflu”, explicou Bernardino.
Além disso, toda a rede hospitalar pediátrica da capital amazonense foi orientada a dar atendimento prioritário a pacientes com os sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave e a colher material para que a circulação dos vírus seja monitorada.
Bernardino Albuquerque orienta a população a evitar lugares em que haja aglomeração de pessoas para prevenir a gripe.
“Nós temos uma arma bastante efetiva que é a vacina. Estamos estimulando que a população busque as unidades de saúde para que vacine seus filhos. E como medidas preventivas individuais, evitar a aglomeração de pessoas nesse momento, principalmente as crianças, a questão da higiene pessoal, de lavar as mãos que é extremamente importante”, ressaltou.
A capital amazonense iniciou, no último dia 25, a 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. As doses estão sendo ofertadas gratuitamente ao grupo prioritário, que inclui crianças a partir de seis meses de idade.

Casos de malária crescem 60% entre indígenas do Alto Rio Negro

Nos últimos dois anos, os casos de malária aumentaram 60% entre a população indígena da calha do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas.

Em 2015, foram cerca de 11 mil notificações na região. Em 2016, o número subiu para mais de 17,7 mil casos. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado, os dados não refletem a situação de todo o Amazonas, que registrou redução de 32% de casos da doença no mesmo período.
Foto:Reprodução/Fapeam
O chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da fundação, Cristiano Fernandes, informou que três municípios concentram a maioria dos registros: São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.
“Esses três municípios de fato chamam a atenção pelo aumento da ocorrência de malária e chamam ainda mais atenção pelo perfil de adoecimento da população indígena por esse agravo. Isso tem trazido algumas discussões em virtude do desafio do controle em áreas indígenas ser ainda maior”, afirmou o técnico da Vigilância Ambiental.Diante desse quadro, Cristiano Fernandes informou que medidas preventivas serão intensificadas na região para evitar avanço da doença nesse ano. “O que a gente tem apontado como medida mais eficiente e mais eficaz no controle da malária é o diagnóstico precoce, oportuno e o tratamento adequado.”O Ministério da Saúde também lançou, em 25 de abril, Dia Mundial da Malária, uma campanha de prevenção e incentivo ao tratamento da doença. Com o slogan “Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor”, a iniciativa será focada nos nove estados da Amazônia Legal, região que concentra 99% dos casos no país.O Amazonas aparece em primeiro lugar, seguido do Acre e depois o Pará. A campanha será veiculada na televisão, rádio, internet e outdoors, além de carros e barcos de som, para que as orientações cheguem às populações mais distantes e vulneráveis.
A malária é causada por um parasita transmitido por mosquitos fêmeas, do gênero Anopheles. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça e vômitos, que geralmente aparecem entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito.

Se não for tratada de forma adequada, a doença pode se agravar e até levar à morte. Não existe vacina contra a malária e a ela pode ser contraída mais de uma vez.

Ministério da Saúde lança campanha contra malária com foco na Região Amazônica

Foto: Reprodução/Fapeam
O Ministério da Saúde lançou no Dia Mundial da Malária, 25 de abril, campanha de prevenção e incentivo ao tratamento da doença. Com o slogan 'Faça o Tratamento até o fim. Sem a doença, você vive muito melhor', o foco é incentivar as pessoas a procurarem o diagnóstico de malária em uma unidade de saúde para fazer o exame e, caso positivo, realizar o tratamento completo. A Região Amazônica recebe atenção maior, porque concentra 99% dos casos.

"É fundamental que as pessoas diagnosticadas com malária sigam com o tratamento recomendado até o final. Quem não completa o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam, pode acabar tendo agravamento do quadro, e além disso mantém o ciclo de transmissão da doença”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O esforço do Ministério da Saúde, em conjunto com os Estados e municípios, para prevenir, controlar e reduzir a malária, tem demonstrado resultados positivos a cada ano. Em 2016, foram notificados 129.195 casos (dados preliminares) em todo o país, que representa uma redução de 9,7% em relação a 2015 (143.161 casos). Na comparação dos últimos dez anos, a redução foi de 76,5%, uma vez que em 2006 foram registrados 550.847 mil casos da doença. Em relação ao número de óbitos por malária, também houve uma queda expressiva de 67,6%, passando de 105 em 2006 para 34 em 2015.Ações

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde repassou R$ 11,9 milhões para intensificação das ações de combate e controle de malária na Região Amazônica. Cabe esclarecer que estados de outras regiões podem apresentar casos da doença, portanto, a vigilância não deve ser negligenciada, diante do risco de reintrodução, agravado pelo fluxo migratório em áreas suscetíveis. Dos 129.195 casos registrados no país, 501 foram notificados fora da Região.

O Ministério da Saúde realizou ainda este mês a 26ª Reunião de Monitoramento e Avaliação do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, que teve como objetivo analisar e discutir ações desenvolvidas, em 2016, pelos Estados e municípios, além de avaliar o plano de ações para 2017 das coordenações estaduais. A Região Amazônica apresentou uma redução de aproximadamente 10% do número de casos em 2016 (128.694), comparado com o ano de 2015 (142.644).

Metas

Em 2015, o Ministério da Saúde lançou o Plano de Eliminação da Malária no Brasil, com ênfase na doença causada pelo Plasmodium falciparum. A medida faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio.

O documento fornece orientação técnica para os municípios, define estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social. O Plano de Eliminação da Malária no Brasil é uma iniciativa para deter a doença com potencial de maior gravidade. Em 2000, a malária falciparum era responsável por 21% dos casos, caindo para 12% em 2016. Em 2016 foram registrados 13.828 (dados preliminares) casos autóctones de malária falciparum, uma redução de 10% em relação ao ano anterior, quando tinham sido registrados mais de 15 mil casos.

Manaus tem edição do evento mundial Disco Xepa contra desperdício alimentar

Foto: Robervaldo Rocha/CMM
Frutas e verduras do Mercado Municipal Adolpho Lisboa , em Manaus, que iriam parar no lixo serão transformadas em comida e servidas ao som de boa música. Assim será a Disco Xepa, uma mistura de gastronomia, arte e música, que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), por meio do Laboratório de Nutrição, participará a partir das 8h, deste sábado (29). Promovido pelo movimento Slow Food, o evento mundial tem o objetivo de chamar a atenção para o desperdício alimentar.

“Queremos dar ênfase e conscientizar as pessoas de que esses alimentos que são descartados podem ser úteis e consumidos, por oferecerem valor nutricional, qualidade e segurança”, diz a pesquisadora do Inpa, a nutricionista Dionísia Nagahama, adepta do Slow Food. O movimento internacional defende uma alimentação boa, limpa e justa, o que significa comida saborosa, sem substâncias que prejudiquem a saúde ou o meio ambiente, e que o produtor receba valor justo pelo seu trabalho.

A Disco Xepa é uma ação da rede jovem do movimento Slow Food no Brasil e reunirá, no Mercado Municipal Adopho Lisboa, jovens, estudantes, idosos, chefes de cozinha e simpatizantes pela causa do não desperdício de alimentos ou do aproveitamento daqueles alimentos que seriam jogados no lixo.

Mais de 100 Disco Xepa simultâneas em 39 países estão programadas até o momento. No Brasil, serão em torno de 20. Os organizadores querem fazer a diferença para dar visibilidade à necessidade de assumir o desperdício de alimentos como um grande problema mundial.

Um terço dos alimentos destinados ao consumo humano no mundo (1,3 bilhão de toneladas) é jogado fora ou desperdiçado todos os anos. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), menos de um quarto deste alimento jogado fora seria suficiente para acabar com a fome mundial, que afeta cerca de 800 milhões de seres humanos.

Nagahama explica que o Laboratório de Alimentos e Nutrição do Inpa também trabalha dentro da filosofia do aproveitamento integral dos alimentos, da conscientização do não desperdício, da educação alimentar e nutricional e do resgate da tradição culinária regional. “O evento é uma oportunidade de mostrar que é possível ter uma alimentação saborosa, segura e saudável, mesmo com aquelas folhas e frutos deformados, fora do padrão estético e que as pessoas rejeitam”, diz.

Além da equipe do Laboratório de Alimentos e Nutrição, participarão da Disco Xepa bolsistas e ex-alunos dos cursos de pós-graduação de Botânica, Ciências em Florestas Tropicais  e de Agricultura no Trópico Úmido do Inpa, professores e acadêmicos de gastronomia e nutrição de diversas faculdades de Manaus e parceiros como o Senac, o Sesc Mesa Brasil e As Clarissas. “Qualquer pessoa simpatizante e engajada com o não desperdício de alimentos pode participar, pois a ação não é a distribuição de refeição, mas sim a conscientização para o não desperdício e o despertar para a criatividade”, explica a pesquisadora.

O que é uma Disco Xepa?

Segundo uma das participantes do movimento Slow Food em Manaus, Helenkassia Araújo, a Disco Xepa é uma ação contra o desperdício alimentar em que voluntários são convidados a coletar, higienizar, cortar e cozinhar a xepa, ou seja, utilizar todo alimento que iria para o descarte por não se enquadrar no padrão de estética comercial. Segundo Araújo, todas as preparações serão distribuídas gratuitamente.

É também uma ferramenta de transformação que reúne diversos saberes para a educação e conscientização da sociedade. “Além dos cozinheiros voluntários, o evento promete agenda cultural com apresentações musicais e discotecagem”, conta Araújo.

As coletas são feitas desde quarta-feira (26), nas feiras itinerantes da Ferreira Pena e Apurinã, da Banana e no próprio Mercadão. Até o momento, os integrantes já conseguiram coletar uva, banana, mamão, laranja, cebola, macaxeira.

Desperdício

Em Manaus, segundo dados da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), mais de 90 toneladas de alimentos de 40 feiras da cidade são jogadas no lixo todos os dias. A campeã do desperdício é a Feira da Banana, no centro da cidade, onde são descartadas 8,6 toneladas por dia, aproximadamente 258 toneladas por mês, mais de 3 mil toneladas por ano de bananas, melancias, laranjas, que poderiam servir de alimento para outras pessoas.

Também constam no ranking das campeãs do desperdício a Feira da Panair (bairro do Educandos) seguida da Feira da Manaus Moderna, no centro da cidade. 

Maranhão conta com tecnologia avançada em primeira UTI Materna do Estado

Inaugurada há menos de um mês pelo Governo do Maranhão, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) materna da Maternidade Marly Sarney, a primeira do Estado voltada especificamente para o cuidado com as mães, é a única da rede pública a contar com um sistema de monitorização da situação clínica de cada paciente via celular. A nova tecnologia facilita o acompanhamento das pacientes na UTI materna pela equipe médica.

Desde a abertura, já foram registrados 30 atendimentos. A unidade atende pacientes obstétricas graves, tanto no período pré, como intra e pós-parto, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes, requerendo internação em regime de cuidados intensivos, com estrutura de ponta. A modernização da maternidade tem permitido melhor performance aos profissionais de saúde e ainda mais segurança às parturientes.
Foto: Julyane Galvão
“Nós temos aqui o melhor maquinário de UTI da rede pública estadual. Aqui, nós conseguimos fazer o acompanhamento do paciente, por exemplo, por um sistema de monitorização em rede que permite ao profissional saber os sinais vitais e toda a hemodinâmica daquele paciente. É um investimento altíssimo e que permite uma melhor fiscalização e manejo do paciente”, explicou o chefe da UTI Materna da Marly Sarney, André Rossano.

De acordo com médico intensivista Manoel Benício, a Unidade de Terapia Intensiva Materna marca uma nova era de cuidado e proteção às mães maranhenses: “Esse investimento é uma atitude para aplaudir de pé. Porque o que estamos acostumados a ver: toda atenção é dedicada ao feto, ao bebê. Mas a mãe precisa da mesma e, em alguns casos, de mais atenção até. E depois de dar a luz esse cuidado tem que continuar. Um lugar onde a mãe recebe todo o cuidado necessário”.

A enfermeira Ivonete Silva Nogueira ressalta que o fluxo do trabalho das equipes melhorou com o novo sistema. “Antes era uma correria quando tinha um caso grave, uma corrida contra o tempo para conseguir um leito, para realizar a transferência e manter aquela mãe viva. Hoje, é só encaminhar para a Unidade de Terapia materna, onde a gente já tem a tranquilidade de que ela tem todos os parâmetros necessários para aquela paciente”, afirmou.

O corpo clínico da UTI Materna é formado por plantonistas, especialistas em terapia intensiva, e ginecologistas obstetras. Uma equipe de enfermagem especializada em Tratamento Intensivo e médicos das especialidades de cardiologia, anestesiologia, neurologia, infectologia, fisioterapia respiratória, psicologia, entre outros, também atuam na unidade.

“Para nós, como profissionais, é muito bom trabalhar em uma estrutura como essa, porque a gente vai acumular uma experiência, um conhecimento muito grande, justamente por conta desse ineditismo: é uma das poucas estruturas do país voltada somente para mãe. Poucos profissionais no país trabalham nesta área”, afirmou o médico Manoel Benício.

“A Unidade funciona com equipamentos novos e, ainda, com novos serviços considerados essenciais para o fortalecimento da área materno-infantil. Com o investimento do governador Flávio Dino, os equipamentos vão facilitar o diagnóstico médico e o acompanhamento do paciente”, frisou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

A Unidade de Terapia Intensiva Materna da Marly atende pacientes integradas ao Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que assegura a transferência das gestações de alto risco para o Hospital e Maternidade Marly Sarney, unidade de referência.

Atenção integral

A técnica de enfermagem Maria do Nascimento Góes, que compõe a equipe de profissionais da UTI Materna, destaca o quão importante é a Maternidade Marly Sarney dispor desta estrutura: “Só a gente sabe o sofrimento que era – não só para elas, mas para nós, profissionais também, porque somos humanos e nos envolvemos – para transferir uma paciente em caso grave. Agora essa realidade mudou, elas têm essa assistência aqui. E mais que isso, elas têm o cuidado e o amor que cada um desses profissionais que atuam nessa seção de Terapia Intensiva tem pela profissão e por cuidar das vidas dessas pacientes”.

Durante o feriado da Semana Santa, Elielma Viana da Silva e a mãe Antônia Viana viveram um grande susto, quando a filha entrou em trabalho de parto na cidade de Zé Doca e apresentou complicações em decorrência da pressão alterada. “Na situação em que ela chegou, eu desesperada como estava, vendo minha filha convulsionando e preocupada com os dois, porque não sabia o que estava acontecendo com minha neta. Quando a gente chegou, apesar do susto, eu fiquei logo mais tranquila, porque vi que minha filha estava recebendo a atenção que precisava”, comentou a avó da pequena Sofia Vitória.

As duas encontraram na Maternidade o suporte para a recuperação de Elielma e da bebê, que nasceu pouco antes da mãe entrar no oitavo mês de gestação. “Eu, particularmente, achei que o atendimento foi muito bom. A atenção que deram pra ela. O cuidado que tiveram para manter tanto minha filha quanto minha neta bem. É tudo o que a gente precisa em um momento difícil como o que a gente teve quando chegou”, contou a mãe de Elielma, que ainda se recupera em um dos leitos da maternidade. “Agora estamos só esperando ela melhorar mais, a bebê também receber alta, porque ela ainda está em acompanhamento por ter nascido antes da hora. Se Deus quiser, vamos voltar pra casa, com as duas bem”, completou Antônia.

Após 17 anos, Tocantins tem primeira morte por febre amarela em humanos

O Tocantins teve o primeiro caso de morte por febre amarela silvestre confirmada em humanos, em 2017, esta semana. A vítima é um jovem de 22 anos que vivia em Xambioá, extremo norte do Estado, e o caso era investigado desde janeiro. Segundo a Secretaria de Saúde, o rapaz era natural do Rio de Janeiro, não era vacinado contra a doença e trabalhava em uma região de mata. O Estado não tinha uma morte pela doença há 17 anos. As informações são do G1 Tocantins.

Outros 21 casos suspeitos da doença foram notificados no Tocantins entre dezembro de 2016 e abril deste ano. Até o momento 13 foram descartados e outros sete continuam sob investigação. Entre os casos investigados está a uma morte em Taguatinga, sudeste do Tocantins. "A Secretaria reforça que não há motivo para alarde, que continuam sendo realizadas ações de orientação a população e que neste mês os municípios já receberam as doses de vacina contra a febre amarela", disse a Sesau em nota.

Os casos notificados que ainda estão sob investigação ficam em:

2 casos em Palmas - região central;
1 caso em Araguaína - região norte;
1 caso em Pau D’Arco - região noroeste;
1 caso em Aparecida do Rio Negro - região central;
1 caso em Sucupira - região sul;
1 caso Taguatinga - região sudeste.

Morte em macacos

Também em 2017, segundo dados da Sesau, foram registrados 57 casos de epizootias, morte de macacos em áreas de mata. Apenas um dos casos deu positivo para a doença. Dez ainda estão sendo investigados em Ponte Alta do Bom Jesus, Tocantínia, Palmas, Porto Nacional e Araguaína.

Vacinação

O Brasil vive o maior surto de febre amarela observado nas últimas décadas. A maioria dos casos confirmados foi registrada nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Atualmente, o Tocantins e mais 18 estados são considerados área de risco para febre amarela.
Foto: Divulgação/Sesau
A vacinação é recomendada para todos que viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata de qualquer um dos 3.530 municípios que estão na área de recomendação de vacinação do Ministério da Saúde. Estas cidades ficam em todos os estados do Norte e Centro-Oeste, e em partes de Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Quem ainda não é vacinado e pretende viajar para essas áreas deve procurar um posto de vacinação pelo menos dez dias antes da viagem.

Aplicativo para pesquisar doenças e monitorar animais silvestres é criado pela Fiocruz

Em tempo de uso crescente da tecnologia para soluções de problemas da sociedade, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conta com a população para ajudar no combate de doenças no Brasil e na coleta de informações por meio do uso de um aplicativo gratuito e disponível no Google Play.

A bióloga Márcia Chame, que está à frente de um projeto de biodiversidade da Fiocruz, informou que, para ampliar a base de dados utilizados nas pesquisas, é preciso aumentar os meios de monitoramento das informações. Com o aplicativo, os especialistas recebem os dados regionais diretamente das populações.
Foto: Divulgação/Fiocruz
“Acreditamos que a sociedade é parte do processo. Por isso, desde 2005 começamos a desenvolver um aplicativo em que qualquer pessoa no país pode nos ajudar no monitoramento de animais silvestres. Não só macacos, mas carnívoros, roedores e todo tipo de animais”, disse.

O aplicativo Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo) permite receber uma série de registros, inclusive fotos. “Ele funciona off line, de modo que no meio do campo há um georreferenciamento. As pessoas podem checar seus dados no mapa disponível e atrás dessas informações temos esses modelos”, explica.

A professora acrescentou que, embora exista a sensação de que a febre amarela é uma doença nova no Brasil, ela veio da África há muito tempo e hoje alarma a população. Assim como a febre amarela veio de fora, a movimentação atual de pessoas no mundo pode levar o vírus para diversos lugares.

Vetores

“Em 24 horas, uma pessoa pode sair da China, pousar em Paris e depois seguir para o Brasil”, comentou a bióloga sobre o que classificou de compartilhamento de doenças e de agentes infecciosos com outros animais. “Isso faz parte da biodiversidade”, completou.

A pesquisadora destacou ainda que existem alterações genéticas de vetores e parasitas e, com isso, todos os organismos vão se adaptando. A dinâmica, conhecida há 20 anos, hoje pode ser completamente diferente. Márcia descartou que o Brasil esteja atravessando uma epidemia de febre amarela.

Conforme a especialista, o que ocorre são surtos distribuídos. Ela afirmou que os macacos são hospedeiros extremamente favoráveis à doença. Com 118 espécies do animal, o Brasil é o país que mais tem espécies de primatas no mundo. "Todas as nossas espécies são suscetíveis à febre amarela. Isso mão significa que não exista febre amarela vírus em outras espécies. Precisamos estudar mais isso”, informou.

De acordo com Márcia Chame, o que se vê hoje no Brasil é um ciclo silvestre. Ela analisou o cenário do local onde morava o homem que morreu da doença em Casimiro de Abreu, município do Rio de Janeiro, e constatou que a paisagem é uma clareira no meio da floresta. “É uma área quase circular, onde foi feita uma plantação. Para o mosquito é uma área natural. Com uma diferença, havia uma oferta de sangue humano da família que morava ali”, disse.

Estudos

Para a pesquisadora, as áreas de declives determinam andares diferenciados de florestas e as espécies se distribuem nos andares. Há macacos que ficam mais no alto das árvores e outros em níveis mais baixos. Os mosquitos acompanham esses níveis. Com isso, as pessoas acabam sendo alvo dos mosquitos infectados e levam os vírus para outros locais. “As pessoas entram nas florestas e cada vez mais as populações avançam nessas áreas”, disse.

Segundo Márcia Chame, são muitos os fatores para o surgimento da febre amarela, porque os ciclos são complexos, especialmente pela variedade nas espécies de macacos e mosquitos. Os estudos mostram que, desde 1980, a cada sete anos surge um ciclo novo de febre amarela.

“O que se tem de dados é que os ciclos coincidem com o restabelecimento das populações de bugios [macacos]. A febre amarela entra em determinado lugar e mata os bugios suscetíveis. Os que conseguem resistir ficam imunes, como as pessoas. Para que tenha uma nova população com indivíduos suscetíveis, essa população tem de se repopular. Isso vai demorar uns sete anos”, avaliou.

Márcia Chame informou que a Fiocruz trabalha com uma base de dados relativa ao período entre 2000 e 2016, com análise de 620 casos, utilizando um cruzamento de informações de diversos órgãos. Os estudos também mostraram que um período importante de seca, antes do início das chuvas, favorece um número maior de mosquitos. “É como se todos os ovos dos mosquitos estivessem esperando uma chuva favorável [para eclodir]”. Depois dessa etapa, eles se dispersam e acabam atacando macacos, que, por causa da seca, fugiram para outras regiões a procura de alimentos.

Ação do mosquitos

Para o professor Ricardo Lourenço, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), os principais transmissores de febre amarela são os mosquitos Haemagogus leucocelaenus, que têm o corpo preto e patas em listras, e o Haemagogus janthinomys, com corpo brilhoso e colorido e patas sem listras. Lourenço revelou ainda que eles não atuam à noite.

“Febre amarela é uma doença do dia. Mosquitos não picam à noite. São brilhosos e se orientam pelo reflexo da luz nas escamas brilhosas. São mosquitos diurnos e transmitem [a doença] durante o dia. Podem picar humanos dentro da floresta ou fora dela”.

O professor esclareceu que normalmente somente as fêmeas transmitem a doença, mas pode ocorrer a transmissão por machos nascidos de fêmeas infectadas.

Lourenço afirmou que equipes da Fiocruz estão fazendo controle de mosquitos com a instalação de armadilhas nas árvores de Casimiro de Abreu. O material é coletado e analisado no laboratório do IOC por uma equipe de 42 pessoas. Com as análises, é possível identificar os tipos de mosquito da região e checar ainda a quantidade de mosquitos com a distinção entre machos e fêmeas.

Infecção

O professor André Siqueira, infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, informou que, no caso da febre amarela, pode haver o registro de pessoas infectadas com quadro bem leve. Segundo Siqueira, a partir da infecção há o período de incubação de três a seis dias em que o vírus está no organismo, mas ainda não se manifestou. Depois tem o período de infecção em igual período quando o vírus está se replicando no organismo em grande quantidade.

É nesse momento que surge a febre acima de 40 graus, associada às dore de cabeça, costas e tonturas. Em seguida, o paciente pode passar por um tempo de melhora entre duas a 24 horas. Após essa etapa, podem surgir complicações com as infecções no fígado, a dor no estômago que podem evoluir até a morte em algumas situações.

Obesidade atinge 20,3% da população em Manaus

Em Manaus, a prevalência da obesidade está a cima da média nacional, com 20,3% da população obesa. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17) e fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais do país.

No Brasil, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase um em cada cinco brasileiros.

Conheça aqui os dados da pesquisa apresentados pelo ministro de Saúde, Ricardo Barros.
Foto:Reprodução/Shutterstock
Problemas

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade é um dos fatores que pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis que piora a condição de vida do brasileiro e podem até matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres. Na capital do Amazonas, 19,2% disseram ter diagnóstico médico de hipertensão, e 5,6%, de diabetes.

“O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como Guia Alimentar para População Brasileira. A alimentação saudável aliada a prática de atividade física nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou o ministro Ricardo Barros.

Excesso de peso e obesidade

A obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. O Excesso de peso também cresceu entre a população. O percentual de quem possui Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 kg/m² e 30 kg/m², passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país. Em Manaus, mais da metade da população (56,3%), está com excesso de peso.

A pesquisa também mostra a mudança no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Vacinação contra gripe começa nesta segunda-feira em todo o Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A mobilização nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (17), com uma campanha que inclui, pela primeira vez, os profissionais de educação no grupo prioritário. Cerca de 2,3 milhões de professores de escolas das redes pública e privada devem ser imunizados nos postos de saúde de todo o Brasil.

Nos dias 2 e 3 de maio, os docentes serão vacinados nas escolas. Idosos, trabalhadores do setor de saúde, crianças de seis meses até cinco anos, gestantes, mulheres no pós-parto, indígenas, população privada de liberdade, inclusive os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, e pessoas com doenças crônicas continuam como público-alvo da vacinação.

A vacina permite a proteção contra os vírus A (H1N1), H3N2 e influenza B. Como os vírus são mutantes, a composição da vacina é feita somente depois da indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as cepas (variações dos vírus) que circularam com mais frequência nos últimos meses na região. Segundo a OMS, em 2016 a cepa do vírus A (H1N1) foi alterada, o que levou à produção de uma nova composição para a campanha deste ano.

Cerca de 60 milhões de doses serão distribuídas aos postos da rede pública. O Ministério da Saúde espera que pelo menos 54 milhões de pessoas sejam imunizadas até o dia 26 de maio, prazo final da campanha. O dia D da mobilização será em 13 de maio.

O principal objetivo da campanha é reduzir as hospitalizações e a ocorrência de mortes relacionadas à influenza. Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de internações por pneumonia e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da gripe. Em 2016, o país registrou a maior incidência dos casos de gripe desde a pandemia iniciada em 2009. Mais de 2.200 pessoas morreram no ano passado por problemas relacionados à gripe. De janeiro a abril deste ano ocorreram 48 mortes.

Apesar de a incidência de casos estar num ritmo bem menor do que o registrado no ano passado, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade de se vacinar o quanto antes e garantir que a proteção seja efetiva no período de maior vulnerabilidade, o inverno. Além de buscar a imunização, o Ministério recomenda que a população lave as mãos várias vezes ao dia, cubra o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evite tocar o rosto, não compartilhe objetos de uso pessoal, mantenha os ambientes bem ventilados e evite a permanência em locais com aglomeração.

Amapá começa campanha de vacinação contra gripe

A partir desta segunda-feira (17) as pessoas que fazem parte do grupo prioritário devem procurar as Unidades Básicas de Saúde nos municípios para vacinarem contra a influenza. No Amapá mais de 176 mil pessoas podem receber a dose da vacina que este ano protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no país: Influenza A - H1N1, Influenza A - H3N2 e influenza B.

Cada um dos 16 municípios do estado têm a responsabilidade de traçar estratégias para alcançar a meta do Ministério da Saúde, que subiu para 90% do público alvo. A Central de Abastecimento e Distribuição de Imunobiológicos (CADI), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), já fez a distribuição do quantitativo de doses e todos os municípios estão abastecidos.

Foto: Marcio Pinheiro/Governo do Amapá

Professores das redes pública e privada passam a fazer parte do público-alvo da campanha nacional de vacinação contra a gripe este ano. Além deles, devem receber a vacina pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, pessoas privadas de liberdade, adolescentes e jovens em medidas socioeducativas, os funcionários do sistema prisional, e portadores de doenças crônicas não transmissíveis, incluindo pessoas com deficiências.

A coordenadora da CADI, Andréa Marvão, faz um alerta. "Só devem procurar as salas de vacina, as pessoas que realmente fazem parte do grupo determinado, por estarem mais suscetíveis a desenvolver complicações em decorrência do vírus, como determina o Ministério da Saúde".

A escolha do público prioritário é determinado pelo Ministério da Saúde por meio de uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). São levados em conta estudos epidemiológicos que observam o comportamento das infecções causadas pelo vírus da gripe nas pessoas.

De acordo com os dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Informações (SI-PNI), do DATA-SUS, no ano passado foram vacinadas mais de 140 mil pessoas e registrados 28 casos da influenza H1N1 no Amapá.

Prevenção

A vacina é segura e com ela se diminui a mortalidade, as internações e complicações decorrentes da gripe. Porém, medidas de higiene também devem ser adotadas pela população como mecanismo de proteção. Evite levar a mão aos olhos, ao nariz e à boca, lave sempre as mãos com sabão ou álcool e cubra a boca quando for tossir ou espirrar.

Para quem vai se vacinar

Todas as pessoas do grupo prioritário devem apresentar o Cartão de Vacinação e a Carteira de Identidade. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas devem levar também uma prescrição médica que aponte o motivo da indicação da vacina. Os professores que estão em sala de aula precisam levar documento que comprove a atividade.

Contraindicações

Atenção! Pessoas com histórico de reação alérgica grave às proteínas do ovo, crianças menores de seis meses e quem está com doenças febris não devem receber a vacina.


Amazônia perdeu mais de mil leitos de internação pediátrica em sete anos

Foto: Divulgação/Shutterstock
Em sete anos, estados da Amazônia perdem mais de mil leitos de internação pediátrica pelo SUS. Os dados são de levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Entre 2010 e 2016, mais de 10 mil leitos de internação em pediatria clínica foram desativados na rede blica de saúde no Brasil. Os leitos são destinados a crianças que precisam permanecer num hospital por mais de 24 horas. Quase 12% dessas vagas foram perdidas em hospitais da Amazônia Legal. A maioria delas no Maranhão: 604. Os estados da região Norte desativaram 428 leitos. Mato Grosso, 144.

Luciana Rodrigues, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para os riscos da falta de leitos no país. Segundo a pediatra, muitas vezes os médicos precisam internar as crianças para ampliar o diagnóstico, começar um tratamento imediato e não têm pra onde mandar os pacientes. “Essas crianças ficam esperando haver uma vaga para serem transferidas e serem tratadas de maneira adequada. E isso atrasa o diagnóstico, atrasa o tratamento devido", afirma a presidente.

Outro dado alarmante: 40% dos municípios brasileiros não possuem nenhum leito de internação na pediatria. Sobre a perda de leitos no Maranhão, a Secretaria de Saúde do Estado afirmou que a redução ocorreu nas unidades de gestão municipal. E que os leitos pediátricos gerenciados pelo Governo maranhense aumentaram de 150 para 243, o que significa um crescimento de 62%, entre 2010 e 2016. Segundo o Mistério da Saúde, a análise da oferta de leitos para crianças deve considerar a tendência mundial de desospitalização. E que tratamentos que antes exigiam internação passaram a ser feitos no âmbito ambulatorial e domiciliar.

A pasta informou que nos últimos anos investiu na expansão de leitos pediátricos e neonatais para atendimento de maior complexidade, como as UTIs. De acordo com o Ministério da Saúde, nestes casos houve crescimento de 15% na oferta, entre 2010 e 2016. A boa notícia vem do Amapá. O Estado apresentou aumento na disponibilidade de leitos. A oferta passou 180 vagas para 230. O Amazonas também registrou um pequeno aumento: 2%. São únicos estados do país com crescimento de oferta de leitos pela rede pública. De acordo com o último dado disponível no levantamento, o país dispõe de 38 mil e 200 vagas em leitos de internação em pediatria clínica para uso exclusivo do SUS.

Hemoacre faz campanha para doação de sangue em Acrelândia

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) está com um ônibus de captação na cidade de Acrelândia, a 105 quilômetros de Rio Branco, para uma campanha de doação de sangue. O objetivo é captar cerca de 50 bolsas em dois dias para abastecer o estoque. Os profissionais iniciaram a campanha nesta terça-feira (11) e ficam na cidade até quarta (12), quando retornam para a capital acreana.
"Estamos precisando de todos os tipos. Desde dezembro não conseguimos normalizar nosso estoque. Não sei se é por causa das chuvas, férias, viagens, mas não normalizou. Até semana passada estava muito baixo, só duas bolsas", disse a gerente de Captação do Hemoacre, Quésia Nogueira.
Apesar da campanha, a gerente diz que a equipe não deve alcançar o objetivo das 50 bolsas. A média de doações na cidade é de 100 bolsas de sangue por ano. "Hoje já verificamos que não vai ser possível devido a chuva. A coleta começou tarde porque choveu bastante no município", lamentou.
Foto: Divulgação/Captação Hemoacre
Ainda de acordo com Quésia, o ônibus do Hemoacre viaja de três em três meses para o interior do Estado para abastecer os estoques. Antes de Acrelândia, a equipe fez uma campanha também em Senador Guiomard, cidade distante 24 quilômetros da capital acreana. "Temos um cronograma com os municípios, principalmente Acrelândia, Plácido de Castro e Senador Guiomard. Entramos em acordo com o secretário de saúde da cidade para saber se é viável receber naquele dia. Verificamos todas as possibilidade para saber se o ônibus está ok, se tem transporte, alimentação para os profissionais", informou.

Doadores

Para doar sangue é preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, no caso de menores de 18 anos precisam estar acompanhados por responsável, pesar no mínimo 50kg, estar descansado e bem alimentado no dia da doação e levar documento oficial com foto.

Médica explica as mudanças na vacina contra gripe

A ação resulta do estudo de amostras e coletas realizadas em unidades de saúde distribuídas em diversos países

OMS alerta sobre depressão no Dia Mundial da Saúde

A depressão tem tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto. Essa é a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta sexta-feira (7). A doença, segundo a entidade, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.
Foto: Reprodução/Shutterstock
“No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, destacou a OMS. “Ainda assim, a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, completou a entidade.

Números em ascensão

O número de pessoas que vivem com depressão, segundo a OMS, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015. A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença em todo o mundo. O órgão alertou ainda que a depressão figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta.

“A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, ela pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização. Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem anualmente em razão de suicídio.

Depressão no Brasil

De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofrem de depressão – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.

O levantamento mostra que, além do Brasil e dos Estados Unidos, países como a Ucrânia, Austrália e Estônia também registram altos índices de depressão em sua população – 6,3%, 5,9% e 5,9%, respectivamente. Entre as nações com os menores índices do transtorno estão as Ilhas Salomão (2,9%) e a Guatemala (3,7%). A prevalência na população mundial, segundo a OMS, é 4,4%.

Falhas no acesso ao tratamento

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.