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Terça, 27 Outubro 2020

Com alta de internações, Amazonas descarta flexibilizar medidas restritivas contra covid-19

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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas vem observando uma tendência de aumento de internações e atendimentos hospitalares por Covid-19, especialmente em pessoas com mais de 40 anos. Diante disso, o governo do Amazonas descartou, por enquanto, flexibilizar as medidas restritivas adotadas em setembro, quando houve um aumento de casos da doença no estado.

Parada de ônibus na Zona Norte de Manaus. (Foto: Eliana Nascimento/Rede Amazônica)
Bares, casas de shows e balneários, por exemplo, estão proibidos de funcionar. Restaurantes e lojas de conveniência só podem ficar abertos até as dez da noite.


O governador Wilson Lima informou que vai avaliar os dados nos próximos dias para tomar uma decisão.

Também preocupa o governo amazonense o registro de aglomerações, principalmente no interior, por causa do período eleitoral. A realização de convenções, comícios e passeatas pode ter contribuído para o aumento de casos de Covid-19 em 48% dos municípios, entre os dias 27 de setembro e 10 de outubro. O destaque ficou para Parintins, Carauari e Tefé, conforme levantamento da Fundação de Vigilância em Saúde do estado.

Segundo Wilson Lima, um decreto está sendo elaborado junto com o Tribunal Regional Eleitoral para estabelecer medidas preventivas e reforçar recomendações durante as eleições municipais.

O Amazonas registrou 654 novos casos de Covid-19 e 14 mortes conforme o boletim divulgado, nessa quarta-feira, pela Fundação de Vigilância em Saúde do estado. A capital Manaus concentra 37% dos casos.

O governador Wilson Lima disse ainda que solicitou formalmente à Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz, um posicionamento oficial sobre uma suposta segunda onda de casos da Covid-19 em Manaus. Um pesquisador da instituição declarou à imprensa que a capital amazonense estaria nesta situação. Porém, a Fundação de Vigilância em Saúde contesta essa afirmação.

Procuramos a Fiocruz e a instituição informou que se manifesta por meio de notas técnicas. Na última, divulgada nessa quarta-feira, a Fundação ressalta que os dados levantados apontam para a necessidade de monitoramento das medidas de contenção no processo de evolução da epidemia no Amazonas e recomenda uma maior adesão da população. O documento não faz menção a uma possível segunda onda do novo coronavírus em Manaus.

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