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“Há uma relação direta entre o clima e o desmatamento”, alerta geógrafo

Floresta Amazônica. Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo, passa por um processo de transformação devido ao avanço do desmatamento, e dos efeitos das mudanças climáticas globais. Esse processo ameaça levar o bioma a um ponto onde o retorno se torna inviável, e a floresta pode colapsar, perdendo sua capacidade de regular o clima, armazenar carbono e manter a biodiversidade.

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Segundo o doutor em geografia Deivison Molinari, professor na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), é fundamental compreender que as mudanças climáticas não são um fenômeno recente, mas assumiram características distintas a partir da ação humana.

“Na Terra já acontecem mudanças climáticas antes do ser humano surgir, como as atividades vulcânicas, a separação dos continentes e as glaciações, vistas nos filmes da Era do Gelo. No entanto, as mudanças climáticas que estão sendo discutidas hoje referem-se ao que o ser humano tem interferência, sobretudo por duas variáveis: a demanda de recursos naturais e o processo de industrialização”, explicou o professor. 

De acordo com Molinari, a demanda de recursos naturais como a água, energia e combustíveis fósseis para a mobilidade de carros, além do processo de industrialização com o uso de combustíveis fósseis, carvão e petróleo, vão determinar muitos impactos negativos ao clima.  

Leia também: Mudanças climáticas ameaçam biomas brasileiros e destacam papel do ecoturismo na COP 30

O papel da floresta 

A Amazônia, apesar de ser uma floresta do Brasil, cumpre funções vitais para todo o planeta. Os chamados ‘rios voadores’, massas de vapor d’água transportadas pela atmosfera, garantem chuvas que irrigam desde o Centro-Sul do Brasil até outras partes da América do Sul, mantendo um equilíbrio climático. 

Floresta Amazônica vista de cima
Foto: Reprodução/Mapbiomas

Com o desmatamento esse ciclo é interrompido, já que menos árvores significam menos evapotranspiração, resultando na redução de chuvas e no aumento da temperatura.

“A Amazônia tem um papel muito importante, pois boa parte das chuvas que ocorrem no sul e no sudeste brasileiro vem da região. Se desmatar a Amazônia, menos umidade será levada para outras regiões do mundo, o que afeta o globo”, afirmou Molinari. 

Os impactos locais e imediatos

Além das mudanças globais, o desmatamento também traz efeitos negativos para as pessoas, já que cidades como Manaus (AM) já enfrentam ondas de calor mais intensas, ilhas de calor urbano e a diminuição das áreas verdes. 

Além disso, a redução da floresta modifica o regime de chuvas, prolonga o período seco e aumenta a ocorrência de queimadas. 

“Há poucas áreas verdes, poucos fragmentos e o calor é muito grande. Há uma relação direta entre o clima e o desmatamento em grande e em pequena escala”, afirmou o professor. 

Leia também: Riscos das mudanças climáticas e da poluição por microplásticos para a saúde dos igarapés da Amazônia são analisados em pesquisa

Área desmatada da Floresta Amazônica
Área desmatada da Floresta Amazônica. Foto: Mayke Toscano/ Gcom-MT

Um estudo publicado na Nature Communications analisou dados de 35 anos (1985–2020) para medir os impactos combinados das mudanças globais e do desmatamento sobre a Amazônia. 

Os resultados mostram que a cobertura florestal caiu de 89,1% para 78,7% no período, as pastagens aumentaram de 4,2% para 14,8%, a temperatura máxima do ar subiu em média 2 °C, sendo 83,5% desse aumento atribuídos ao aquecimento global e 16,5% ao desmatamento, a precipitação na estação seca caiu 21 mm e em regiões onde mais de 28% da floresta foi derrubada, a estação seca já dura cinco semanas a mais do que em 1979. 

Se esse limite for ultrapassado, a floresta úmida pode se converter em um ecossistema mais seco, semelhante ao Cerrado ou à Caatinga, e atingir uma perda irreversível de biodiversidade. 

Efeito dominó 

O cientista Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em seu estudo sobre ‘As mudanças climáticas globais e a floresta Amazônica’ também alerta para os riscos das interações entre o clima e o desmatamento, destacando que a redução da densidade da madeira, a morte de árvores por estresse hídrico e a liberação de carbono do solo aumentam a vulnerabilidade da floresta. 

Caso atinja uma situação extrema, existe um risco de um ‘efeito estufa fugitivo’, em que o processo de aquecimento global escaparia do controle humano.

Leia também: Editais são lançados pelo governo federal para restaurar áreas no Arco do Desmatamento: R$ 79 milhões

Floresta Amazônica
Fragmento de floresta Amazônica. Foto: Vinicius Braga

De acordo com o estudo, se a trajetória atual não mudar, até 2035 a Amazônia pode registrar:

  • Aumento de 0,62 °C na temperatura máxima;
  • Redução de 7,3 mm nas chuvas da estação seca;
  • Liberação crescente de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄).

Isso compromete não só a floresta, mas também setores da economia, como a agricultura, que depende das chuvas mantidas pela floresta, e a produção de energia hidrelétrica, ameaçada pela redução da vazão dos rios.

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Meios de preservação 

O climatologista e catedrático do Instituto de Estudos Avançados da USP, Carlos Nobre, durante sua apresentação na SciBiz Conference 2025, destacou no painel ‘Amazônia e a busca de soluções para evitar o ponto de não retorno’ as possíveis soluções para se evitar atingir o limite. 

O primeiro passo é zerar o desmatamento, especialmente em áreas de floresta intacta, ao mesmo tempo que é preciso investir na restauração de áreas degradadas, para recuperar o ciclo hidrológico e aumentar a resiliência do bioma.

Além disso, também é necessário fortalecer o papel dos povos indígenas e comunidades tradicionais, reconhecidos como os principais guardiões da floresta.

Mascote do Duolingo visita estados da Amazônia em preparação para a COP 30 

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Foto: Reprodução/Instagram-duolingobrasil

O mascote do Duolingo, aplicativo de idiomas conhecido mundialmente pelos vídeos na internet incentivando as pessoas a aprenderem novos idiomas, embarcou em uma viagem especial pela Amazônia, passando por estados da região Norte do Brasil. Até o dia 16 de setembro, o mascote já registrou sua passagem pelo Pará e pelo Acre.

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As viagens, que tiveram como plano de fundo a divulgação da plataforma com o intuito de incentivar a população a aprender novos idiomas para a COP 30 – que acontece em Belém (PA) no mês de novembro -, transformaram-se em uma imersão cultural, gastronômica e turística.

Primeira parada: Belém do Pará

A jornada começou em Belém, capital do Pará, onde o mascote, chamado de ‘Duo’, teve a oportunidade de conhecer algumas das principais expressões culturais e pontos turísticos do estado.

Em seguida, o mascote seguiu até a Ilha do Marajó, reconhecida por sua pecuária, onde viveu a experiência de nadar ao lado dos famosos búfalos marajoaras, animais que fazem parte do cotidiano local.

Outro destaque da viagem foi a visita ao tradicional Mercado do Ver-o-peso, em Belém, considerado um dos maiores mercados a céu aberto da América Latina.

Além disso, o mascote também conheceu a diversidade de produtos amazônicos, como o açaí fresco, que diferente do consumido em outras partes do país, é servido de forma salgada e acompanhado de farinha e peixe frito.

Leia também: Projeto universitário cria roteiro geo-turístico voltado à COP 30 em Belém

‘Duo’ também mergulhou no ritmo do carimbó, dança tradicional que mistura influências indígenas, africanas e europeias. Em vídeos publicados em sua conta do Instagram, o mascote compartilhou os passos animados da dança regional: 

O mascote também teve uma experiência completa com passeios de barco pelos rios amazônicos. Ele aproveitou para conhecer as festas de cultura local e, em um momento inusitado, foi “engolido” por uma aparelhagem, grandes estruturas sonoras que animam as festas de tecnobrega e outros gêneros musicais da região.

Segunda parada: Rio Branco, no Acre

Do Pará, o ‘Duo’ seguiu viagem para o Acre e logo nos primeiros passeios, o mascote teve contato com as capivaras, animais que circulam livremente em espaços urbanos e áreas verdes do estado.

Mascote do Duolingo no Acre
Foto: Reprodução/ Instagram-Duolingo

A culinária do estado também foi destaque, já que o mascote se aventurou em experimentar os pratos típicos acreanos, preparados com ingredientes amazônicos. Entre os sabores, destacam-se preparações com peixe, mandioca e frutas nativas.

No Acre, o ‘Duo’ também aproveitou para criar diversos conteúdos para suas redes sociais, como vídeos divertidos que reúnem músicas e piadas com a região (como os dinossauros). 

Preguiça-de-três-dedos é um mamífero lento, porém fundamental para a natureza

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Preguiça-de-três-dedos. Foto: Reprodução/123 ecos


As espécies de preguiças-de-três-dedos pertencem à família Bradypodidae, sendo mamíferos de pelo denso, primariamente arborícolas e de comportamento singular. Atualmente, existem cinco espécies, todas pertencentes ao gênero Bradypus, distribuídas na América Central e América do Sul, com distribuição ampla no Brasil, especialmente na Mata Atlântica e na região amazônica.

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Uma das espécies mais raras é a Bradypus pygmaeus, ou preguiça-pigmeu. Considerada a menor das espécies, ela ocorre exclusivamente em uma pequena ilha marinha no Panamá, sendo considerada criticamente ameaçada de extinção.

No Brasil, quatro espécies diferentes habitam diferentes biomas. A mais amplamente distribuída é a Bradypus variegatus, conhecida como preguiça-de-garganta-marrom ou preguiça-marmota, que ocorre em grande parte do território brasileiro, estendendo-se até a América Central.

A espécie encontrada nos arredores de Manaus é a Bradypus tridactylus, conhecida popularmente como preguiça-de-garganta-amarela ou preguiça-de-bentinho. Sendo que o próprio nome científico dessa espécie indica que ela possui três dedos.

“Essa espécie ainda vive relativamente bem na capital amazonense, em fragmentos florestais urbanos, inclusive dentro do campus da UFAM. Mas é muito sensível a alterações ambientais e climáticas”, explica o biólogo coordenador do Laboratório de Manejo de Faunas do ICB/UFAM, Ronis Da Silveira, ao Portal Amazônia.

Foto: Eduardo Gomes/Acervo INPA

Leia também: Preguiça-de-bentinho: a vida calma e solitária de um habitante da Amazônia

Alimentação e comportamento da espécie 

As preguiças têm hábitos bastante peculiares, já que são mamíferos de metabolismo extremamente lento e que passam mais de 90% do tempo imóveis na vegetação. Além disso, elas inclusive precisam se aquecer sol, o que não é comum entre os mamíferos.

“Todas essas espécies são mamíferos exclusivamente arborícolas, mas não quer dizer que elas não se desloquem no chão. Sim, quando querem ir de uma árvore para outra, e as copas não se comunicam, elas descem, se “arrastam” e sobem novamente mas, ela é adaptada para viver nas alturas”, afirma Ronis Da Silveira.

preguiças
Foto: Reprodução/MUSA

A espécie é folívora, ou seja, possui o hábito alimentar de comer folhas. Nasce apenas um filhote por gravidez, e a mãe o ensina quais folhas são seguras para consumo. Essa transmissão de conhecimento é crucial para a sobrevivência do filhote nos primeiros meses de vida.

Sua dieta é composta principalmente por folhas, como da embaúba e várias outras espécies de árvores.

De acordo com Da Silveira, a espécie desce até a base do tronco das árvores semanalmente para defecar no solo da floresta, um comportamento típico das preguiças-de-três-dedos que resulta em relações ecológicas singulares com várias espécies de mariposas adaptadas para viver na sua pelagem e, utilizam as suas fezes para a deposição de seus ovos.

Leia também: Preguiças morrem com o calor na Amazônia, revela artigo

Ameaças à sobrevivência

O principal risco enfrentado por essas espécies é o deflorestamento, que elimina árvores essenciais tanto para abrigo quanto para alimentação. Além disso, atropelamentos, choques elétricos e o uso indevido para selfies no turismo ilegal agravam a situação.

“Essa espécie ainda é bem comum em Manaus, vivendo nos fragmentos florestais urbanos. Na UFAM ocorrem dezenas, talvez mais, e como eu disse, quando necessário elas descem de uma árvore na busca de outra para subir. No entanto, muitas vezes tem uma via pública no meio do caminho, resultando em atropelamentos frequentes, às vezes até com filhote”, conta o biólogo.

Os indivíduos feridos são levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do IBAMA/AM, onde recebem cuidado especializado.

Importância para a natureza

A espécie possui papel relevante na manutenção do equilíbrio ecológico, funcionando como presas para diversas espécies de carnívoros e a sua pelagem como abrigo de algas e insetos que colaboram na ciclagem de nutrientes no solo.

Além disso, a espécie ajuda na indicação da qualidade ambiental, já que sua presença sugere a presença da vegetação ainda relativamente intacta.

bicho preguiça
Foto: NTCO/Getty Images

Preservação da espécie

Mesmo vivendo em meio urbano, como nos fragmentos de floresta em Manaus, as preguiças ainda encontram dificuldades para sobreviver, por isso a manutenção desses ambientes e o combate ao turismo ilegal de interação com a fauna silvestre são fundamentais.

“Elas são extremamente adaptadas ao ambiente arbóreo e qualquer alteração, como a queda de árvores ou incêndio, pode ter consequências fatais”, alerta Da Silveira.

Ao encontrar uma preguiça em risco iminente ou machucada, o ideal é não pegar o o indivíduo. Geralmente a atitude correta é acionar os órgãos responsáveis.

Em Manaus, o Resgate de Fauna Silvestre é realizado pela equipe da Gerência de Fauna do IPAAM, pelo WhatsApp/telefone (92) 98438-7964, ou ainda a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros. Mas, não contate essas instituições simultaneamente.

“Dessa forma, todos podem contribuir com a manutenção da preguiça-de-bentinho, essa graciosa espécie da fauna nativa amazônica”, destaca o especialista.

*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar

As velas do Divino: tradição, fé e sustentabilidade nas águas do município de Alvarães no Amazonas

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Velas do Divino no lago de Alvarães. Foto: Reprodução/Instagram-miguelmonteirowild

O município de Alvarães, localizado no Amazonas, todos os anos no dia 31 de maio se transforma em um espetáculo de fé, cultura e natureza. Neste dia acontece a celebração da Festa do Divino Espírito Santo, uma das manifestações religiosas mais antigas do Brasil, marcada por rituais únicos que emocionam quem presencia. 

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Entre os diversos símbolos do festejo, as velas do Divino, luzes flutuantes que iluminam o lago de Alvarães, posta sobre ‘barquinhas’ rodeadas de papel colorido, destacam-se entre os fiéis. Além dos efeitos visuais causados pelas velas, elas contam uma história de tradição centenária, espiritualidade e consciência ambiental.

Lucas Ramos, do perfil do instagram Eulucasramos, fez uma curadoria e reuniu informações acerca do festejo e das Velas do Divino. Para ele as velas “são o símbolo final de uma promessa, de uma oração, de uma esperança que flutua no coração de Alvarães”.

Tradição centenária 

Conhecido em todo o estado, a festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas tradições do catolicismo no Brasil. A festa teve origem em Portugal, no século XIV, e foi trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses, após uma promessa feita pela Rainha Isabel de Aragão ao Espírito Santo. 

Velas do Divino
Reprodução/Instagram-miguelmonteirowild

Leia também: Tradição religiosa: conheça o Festejo do Divino Espírito Santo de São Geraldo do Araguaia, no Pará

Como as velas do Divino são feitas ? 

A produção das velas do Divino Espírito Santo começa no Aningal, terreno onde são encontradas as aningas, vegetação aquática dos rios e igarapés da Amazônia. A extração das madeiras é cercada de rituais, como um pedido e uma promessa ao Divino Espírito Santo ao retirar a primeira tora. 

Velas do Divino. Foto: Reprodução/Instagram-miguelmonteirowild

Após a retirada, as toras são levadas para Alvarães, onde são cortadas em pequenos pedaços que servirão como base para as ‘barquinhas’. Professores, alunos e funcionários das escolas do município se mobilizam para a construção artesanal das velas.  

Diferente do que muitos podem pensar, as velinhas e barcas não poluem o lago, já que são feitas com papel biodegradável e cera natural. A decomposição ocorre em poucos minutos ou horas após o ritual, e o que resta é recolhido pelas comunidades ribeirinhas.

Leia também: Conheça o ritual de retirada de mastros do Curiaú, que homenageia Divino Espírito Santo e Santíssima Trindade

Significado religioso das Velas

As velas para o cristianismo representam Jesus Cristo como a luz do mundo. Desde os primórdios da igreja, acender uma vela é um gesto de oração e conexão com o divino já que em missas, batismos e funerais, as velas iluminam tanto o espaço físico quanto o espiritual.  

Segundo a tradição católica, o batismo é conhecido como ‘iluminação’, já que é nele que recebe-se a luz de Cristo, onde a vela acesa representa a fé viva e ativa daquele que crê. Na Festa do Divino, essa simbologia se materializa com a luz que flutua sobre as águas e leva as intenções dos fiéis diretamente ao céu.

Leia também: Festa do Divino é reconhecida como Patrimônio Cultural de Rondônia

O festa do Divino Espírito Santo

A programação começa com a tradicional elevação do mastro, quando os fiéis carregam o mastro em procissão até o local onde será levantado e fixado durante os 10 dias de festa. A festa segue com novenas, cortejos, celebrações e culmina com uma missa campal, ao ar livre, onde fogos de artifício anunciam o encerramento da festa.

Velas do Divino
Velas do Divino no lago de Alvarães. Foto: Reprodução/Instagram-miguelmonteirowild

É nesse momento que o Lago de Alvarães e milhares de velinhas coloridas e flamejantes formam uma cidade iluminada, que mistura fé, arte e natureza.

*Com informações de Assembleia Legislativa do Amazonas e Canção Nova

Parque Nacional Mapinguari: guardião da biodiversidade e da cultura entre Amazonas e Rondônia

Foto: Reprodução/Global National Parks

Localizado entre os estados do Amazonas e de Rondônia, o Parque Nacional do Mapinguari é uma das maiores unidades de conservação da Amazônia. Criado no dia 5 de junho de 2008, o parque possui uma área de 1.572.422 de hectares e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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“Dentro das unidades de conservação, de acordo com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação, ele é de proteção integral. Significa que há restrição de ter pessoas morando nessa área”, explicou o doutor em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Deivison Molinari, em entrevista ao Portal Amazônia.

O parque nasceu como resposta às crescentes ameaças ambientais da região, especialmente o avanço do desmatamento e da exploração ilegal de recursos naturais, no início dos anos 2000.

De acordo com Molinari, o parque possui uma singularidade que justifica a sua criação, já que está na região de Cerrados Amazônicos. Na Amazônia, o cerrado está concentrado no Centro-oeste brasileiro, permitindo que o sul do Amazonas possua algumas manchas de Cerrado chamadas de enclaves, considerado um dos motivos para criação do Parque Nacional em 2008. 

Leia também: Conheça 5 Parques Nacionais encontrados na região Norte

De onde vem o nome do parque?

O nome do Parque Nacional remete ao Mapinguari, criatura lendária das mitologias indígenas amazônicas. Descrito como uma besta de um olho só, o Mapinguari seria a forma amaldiçoada de um pajé que, ao descobrir os segredos da imortalidade, foi punido por abusar desse conhecimento.

O mito simboliza o respeito à força da natureza e aos saberes tradicionais. Além disso, o Mapinguari destaca-se na Amazônia como o terror dos seringueiros e o predador dos caçadores.

Mapinguari
Imagem: Reprodução

Existem diversas lendas que contam a origem do protetor, já que há pessoas que afirmam que a criatura seria o destino finado indígenas dos anciãos que ao atingirem uma idade mais avançada evoluiriam e se transformariam no Mapinguari, quando passariam a habitar o interior das florestas.

Leia também: Mistério: o caso do filhote de ‘Mapinguari’ que intrigou Manaus em 2006

Outros acreditam que o Mapinguari era o rei de uma tribo e um guerreiro muito forte, que durante uma batalha, morreu, mas sua valentia era tanta que a mãe natureza o fez renascer e se tornar em um guardião da floresta. Ele, então, começa a impedir os caçadores e madereiros na floresta, os afugentando com seu urro e avisando à Mãe Natureza para que ela repare a floresta.

Biodiversidade preservada

O objetivo principal do parque é preservar os ecossistemas e possibilitar o desenvolvimento de pesquisas científicas, além de estimular a educação ambiental e atividades de lazer em contato com a natureza.

Mapinguari
Foto: Reprodução/ Entre Parques

Com ecossistemas variados, que incluem florestas de terra firme, várzeas, rios e cachoeiras, o parque é lar de uma fauna diversificada composta por onças-pintadas, antas, jaguatiricas, araras, tucanos, gaviões-reais e mais.

Na flora, destacam-se espécies de uso medicinal e árvores como o jatobá, fundamentais tanto para o ecossistema quanto para o conhecimento tradicional das comunidades locais.

Ecoturismo no Parque Nacional Mapinguari

O parque possui três grandes atrativos como destino de ecoturismo e que chamam a atenção dos visitantes da região:

  • Trilhas ecológicas guiadas, que aproximam turistas da fauna e da flora;
  • Rios e cachoeiras, ideais para banho e contemplação;
  • Observação de aves, com mais de 300 espécies registradas.

Leia também: 5 impactos positivos do ecoturismo que mostram como viajar pode preservar o planeta

As visitas são acompanhadas por guias capacitados, muitos deles oriundos das comunidades locais, que compartilham saberes sobre o ecossistema, a cultura tradicional e práticas de sustentabilidade.

*Com informações do 123ecos

Grupo brasileiro faz nova apresentação com elementos da Amazônia no America’s Got Talent e avança para semifinais

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Grupo Lightwire no America’s Got Talent. Foto: Reprodução/Instagram-Lightwire

O grupo brasileiro Lightwire representou a Amazônia mais uma vez na competição de talentos norte-americana America’s Got Talent. Depois de vencerem o Botão Dourado em sua primeira apresentação, os artistas avançaram nas quartas de final encantando o público e os jurados, seguindo para as semifinais da competição.

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A apresentação contou com novos elementos da fauna e da flora amazônica, como as árvores da floresta, o jacaré e o grande destaque da noite, a arara vermelha.

O grupo, formado por brasileiros, combina dança e tecnologia com figurinos de LED que criam uma experiência imersiva e transportam os espectadores para a floresta amazônica durante as apresentações. 

Leia também: Grupo brasileiro apresenta ‘Amazônia’ em audição do America’s Got Talent e ganha “botão de ouro”

O encanto com a Amazônia nas apresentações 

Em maio de 2025, o grupo participou das audições e ganhou destaque com uma apresentação também sobre a Amazônia, com elementos como a onça-pintada, detalhes da floresta, macacos, cobras e os povos originários, o que garantiu ao grupo o ‘botão de ouro’ e uma passagem direto para a fase ao vivo da competição. 

O recurso do ‘botão de ouro’ é usado quando um dos jurados acredita que aquele número vale ‘passar na frente’ e ir direto para as apresentações ao vivo com foco nas finais. Eles foram os primeiros a receber o ‘golden buzzer’ nesta temporada, do jurado Simon Cowell. 

No dia 20 de agosto de 2025, o grupo participou das quartas de finais da competição ao vivo no palco do programa. A apresentação ganhou novamente reconhecimento com elementos da fauna amazônica e garantiu ao grupo uma vaga nas semifinais da competição. 

Amazônia
Araras vermelhas na apresentação do grupo. Foto: Reprodução/ Youtube-America’s Got Talent

Em suas avaliações, Sofía Vergara, uma das juradas do programa, comentou que apesar de já ter visto o espetáculo com luzes antes, a apresentação tinha sido espetacular.

“Já vimos esse show antes, mas isso é algo especial, é hipnotizante. Tudo! A trilha sonora deveria ser de um filme. É espetacular, alucinante”, afirmou Sofía. 

Simon Cowell, jurado e criador do programa, comentou que “honestamente foi uma das melhores apresentações ao vivo” que ele presenciou, e agradeceu o grupo por isso. 

“Sabe o que eu estava pensando? Eu estava pensando que seja na Copa do Mundo, seja nas Olimpíadas, sabe, quando você vê algo realmente incrível na cerimônia de abertura, isso é algo comparável. Então acho que vamos ver vocês abrindo o que vier a seguir, as Olimpíadas por exemplo. Foi muito bom, na verdade foi melhor do que a audição, estou muito orgulhoso”, comentou Cowell.

Em suas redes sociais o grupo agradeceu o apoio da torcida e do time que se dedica para que as apresentações sejam de um nível cada vez mais encantador.

“De todo coração, agradecemos ao nosso time, que se dedica com amor e profissionalismo em cada detalhe. À família, parceiros e a cada pessoa que está na torcida e nos enche de carinho nessa jornada, nossa eterna gratidão”, publicou o perfil oficial do grupo.

Assista a apresentação:

America’s Got Talent 

A competição de talentos norte-americana America ‘s Got Talent (AGT) está na sua 20ª temporada em 2025. No programa, cantores, dançarinos, mágicos, comediantes e outros diversos talentos amadores disputam o título de melhor atração do programa e um prêmio milionário. 

A franquia global foi criada por Simon Cowell, um dos jurados, e que realizou o sonho de muitos artistas que participam do programa. Além de Cowell, Sofía Vergara, Howie Mandel e Melanie Janine Brown (Mel B) também julgam os candidatos a melhor talento da América, e Terry Crews é o responsável por conduzir as apresentações dos participantes.

Seca e estiagem: entenda as diferenças entre os fenômenos que ocorrem na Amazônia

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Foto: Reprodução/Defesa Civil do Amazonas

Seca e estiagem, fenômenos que envolvem a redução de chuvas e escassez de água, distinguem-se pelos seus níveis de intensidade, duração e impactos ambientais, sociais e econômicos.

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A estiagem é caracterizada por um período de redução temporária e moderada da quantidade de chuvas, sem necessariamente causar impactos hidrológicos severos.

Já a seca é um fenômeno mais prolongado e intenso, afetando não só os índices pluviométricos, mas também os níveis dos rios, a umidade do solo e a disponibilidade de água para consumo humano, agricultura e geração de energia.

“Basicamente, seca e estiagem têm componentes pluviométricos e hidrológicos. Mas a estiagem é o período em que se observa uma redução nas chuvas, como acontece entre julho e outubro em Manaus. Já a seca é o ápice dessa escassez, com impactos mais amplos, como a dificuldade de acesso a comunidades e aumento dos preços devido à logística comprometida”, declarou o doutor em geografia, Deivison Molinari, ao Portal Amazônia.

Leia também: Sema Amazonas apresenta diagnóstico climático em preparação para estiagem 

Estiagem e a pausa nas chuvas

A estiagem costuma ocorrer em certos períodos do ano, especialmente nas regiões que possuem um regime de chuvas bem definido. Em Manaus (AM), por exemplo, a estiagem acontece entre os meses de julho e outubro, quando a chuva diminui e o clima fica mais seco. 

Foto: Reprodução/Defesa Civil do Amazonas

Essa época do ano deve ser aproveitada para a execução de obras públicas como o recapeamento do asfalto e a recuperação de estradas, devido à menor interferência das chuvas. No entanto, mesmo sendo passageira, a estiagem pode afetar a qualidade da água, aumentar o risco de queimadas e pressionar o consumo doméstico, exigindo consciência no uso da água tratada.

Leia também: Como secas extremas podem redefinir o futuro dos peixes na Amazônia

Seca: o extremo da escassez

Segundo Molinari, a seca é um fenômeno mais grave e persistente, já que representa o nível crítico da escassez hídrica, afetando rios, solos, vegetação e a sobrevivência das populações. Na Amazônia, os impactos da seca são visíveis na formação de bancos de areia, encalhe de embarcações e aumento no custo de vida, já que produtos demoram mais a chegar às comunidades ribeirinhas.

seca
Foto: Ana Cláudia Leocádio.

“Na seca amazônica, alguns rios se tornam intransitáveis, o que prejudica a logística de transporte e encarece os produtos”, afirma o geógrafo.

Consequências dos fenômenos 

Tanto a seca quanto a estiagem refletem de forma severa na vida das pessoas e no funcionamento da economia, já que a falta de água prejudica a produção agrícola, provoca perdas financeiras para produtores rurais e compromete a segurança alimentar.

Além de aumentar o risco de doenças de veiculação hídrica, como diarreias e infecções, sobretudo em áreas mais vulneráveis.

Veja as principais diferenças entre os fenômenos:

#Série l A cara da Amazônia: 5 animais que são a cara do Mato Grosso

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O estado de Mato Grosso abrange três importantes biomas brasileiros: Pantanal, Cerrado e Amazônia. Dentre eles, o Pantanal se destaca por apresentar poucos registros de endemismo, ou seja, poucas espécies exclusivas da região, mas uma variedade de biodiversidade de espécies encontradas também em outros biomas.

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Essa biodiversidade está relacionada, principalmente, à transição entre diferentes formações vegetais e da alternância entre períodos de escassez e abundância de água. Essas condições favorecem a alta densidade populacional de diversas espécies e tornam o bioma um dos mais ricos em biodiversidade.

“Essa transição entre paisagens oferece uma enorme diversidade florística e faunística, mas também uma grande fragilidade frente à expansão da fronteira agrícola, que ameaça todos esses ambientes”, declarou o biólogo, João Pedro Costa Gomes, ao Portal Amazônia. 

O Portal Amazônia pediu ao biólogo para destacar alguns animais que são a cara do Mato Grosso e representem essa complexa diversidade característica da Amazônia para a #Série ‘A cara da Amazônia’:

Ariranha

A Ariranha é uma lontra gigante e altamente social que vive em grupos familiares. Com cerca de dois metros de comprimento, a ariranha é uma excelente nadadora que se alimenta de peixes e pequenos vertebrados aquáticos. 

Mato Grosso
Ariranha. Foto: Markus Lilje

Suas vocalizações complexas e comportamento cooperativo a tornam fascinante. No entanto, a espécie foi quase extinta em 1970 devido à caça para utilização da pele. Atualmente, as principais ameaças à espécie são a degradação dos rios e matas ciliares, expansão agropecuária e a mineração.

“Por depender de rios limpos e margens preservadas, a ariranha é considerada espécie indicadora da saúde dos ecossistemas aquáticos”, afirmou o biólogo. 

Leia também: Reflorestamento com mudas cobre solo acima da meta em Mato Grosso, mas diversidade ainda é baixa

Papagaio-galego

O Papagaio-galego é uma ave de plumagem verde vibrante com tons amarelados no abdômen e no rosto. A espécie, endêmica do Brasil, se alimenta de sementes, frutos, flores e cocos silvestres, e costuma ser avistada em pares ou bandos ruidosos. 

Mato Grosso
Papagaio-galego. Foto: Abelardo Mendes Jr

De acordo com Costa Gomes, o tráfico de animais silvestres e a destruição do cerrado são as principais causas do declínio populacional da espécie.

Jaburu

O Jaburu, maior ave voadora do Brasil, possui o pescoço preto com uma faixa vermelha viva na frente, corpo branco e pernas longas, podendo ultrapassar 1,30 m de altura. Além disso, a ave constrói seus ninhos imensos em árvores altas próximas à água, e alimenta-se de peixes, anfíbios e pequenos invertebrados aquáticos. 

Mato Grosso
Jaburu. Foto: Alastair Rae

De acordo com Costa Gomes, a presença do animal é considerada um dos grandes ícones do Pantanal. 

Leia também: Áreas de soltura são fundamentais para reabilitação e devolução de animais silvestres à natureza no Mato Grosso

Macaco-aranha-da-testa-branca

Foto: Instituto Evandro Chagas

Além das indicações do professor, de acordo com dados do ICMBio, também se pode destacar o macaco-aranha-da-testa-branca, animal endêmico do Brasil e residente nativo dos estados de Pará e Mato Grosso

A espécie ocorre em florestas tropicais primárias de terra firme e sazonalmente inundadas. Além disso, o animal prefere ambientes primários e não tolera perturbações e modificações em seus ambientes.

As maiores ameaças à espécie são os assentamentos rurais, a agricultura, a pecuária, a expansão urbana, o desmatamento, a redução de hábitat e a caça.  

Tachã-cinzenta

Além das indicações do professor, de acordo com dados do Portal Amazônia, também se pode destacar a tachã-cinzenta, ave símbolo do Mato Grosso. O pássaro é conhecido como sentinela, devido ao seu comportamento de ficar pousado no alto das árvores. 

Tachã Cinzenta. Foto: Josué Ribeiro.

A ave possui coloração pardo acinzentada, mas o seu colarinho preto foi o que se tornou sua principal marca. Além do seu canto que chama atenção, outra característica que difere o animal é o seu tamanho, pois pode atingir em média 80 centímetros e pesar em torno de 4 quilos.

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*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar

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#Série l A cara da Amazônia: 5 animais que são a cara do Maranhão

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O estado do Maranhão, ponto de encontro de três biomas brasileiros, abriga uma das maiores diversidades ecológicas do Brasil. O encontro entre os biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga, torna o estado um dos mais ricos em fauna e flora do país, com espécies endêmicas, ameaçadas de extinção e de grande importância ecológica. 

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“A floresta amazônica propriamente dita ainda ocupa parte do oeste do estado, especialmente na divisa com o Pará, mas sofre forte pressão de desmatamento. Essa diversidade vegetal faz do Maranhão um mosaico ecológico com alto potencial biológico e desafios significativos de conservação”, declarou o biólogo, João Pedro Costa Gomes, ao Portal Amazônia. 

Essa diversidade de ecossistemas maranhenses reflete não apenas a beleza natural da região, mas também seu papel essencial na conservação ambiental.

O Portal Amazônia pediu ao biólogo João Pedro Costa Gomes para destacar cinco animais que são a cara do Maranhão e que representem essa complexa diversidade característica da Amazônia para a #Série ‘A cara da Amazônia’:

Preguiça-de-três-dedos 

A Preguiça-de-três-dedos é um mamífero arborícola de movimentos lentos, que se alimenta de folhas e vive em florestas de terra firme e várzea. No Maranhão, essa espécie ocupa áreas de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado. 

Maranhão
Preguiça-de-três-dedos. Foto: Siegfried Baesler

“É sensível à derrubada de árvores, mas tem grande importância no ciclo de nutrientes pela dispersão de sementes nas fezes”, afirmou o biólogo.

Apesar de não sofrer grandes ameaças, a espécie  ainda é caçada por comunidades indígenas. O animal, quando capturado, pode ser comercializado em feiras públicas para a venda de sua carne, fins medicinais e como animal de estimação.  

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Gato-maracajá

O Gato-maracajá é um felino de pequeno porte e hábitos noturnos, que possui grande habilidade para subir em árvores. Além disso, o animal possui a pelagem com coloração amarelo-dourada e rosetas escuras dispostas principalmente nas laterais do corpo, que o torna muito parecido com a jaguatirica e do gato-do-mato-pequeno.

Gato-maracajá. Foto: Adrian Antunez.

De acordo com o biólogo, no Maranhão o animal habita florestas amazônicas preservadas e alimenta-se de aves, pequenos mamíferos e répteis. Além de sofrer ameaças por caça e perda de habitat.

Arara-vermelha

A Arara-vermelha é uma ave de grande porte e plumagem vibrante, que ocorre em áreas de floresta e beira de rios no Maranhão. A espécie alimenta-se de frutos e sementes, como o buriti e coquinhos, auxiliando na dispersão de plantas. 

Arara-vermelha. Foto: Dick Daniels.

A ave, que mede cerca de 90 cm de comprimento e pesa 1,5kg, vive em pares ou bandos e ocupa a copa de florestas altas, de galeria e campos com árvores isoladas, buritizais e coqueirais. 

As maiores ameaças à espécie são a pressão pela perda de habitat, especialmente na porção leste de sua distribuição e o tráfico de animais silvestres. 

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Tucunaré 

O Tucunaré é um peixe predador popular na pesca esportiva e na alimentação humana. No Maranhão, a espécie ocorre em rios e lagos da bacia amazônica e alimenta-se de outros peixes e ajuda a manter o equilíbrio das populações aquáticas.

Maranhão
Tucunaré. Foto: Joshua Rains.

A espécie possui hábitos diurnos, já que dormem rente ao chão apenas quando está escuro. Além disso, os tucunarés são peixes muito territorialistas, e que independente da espécie ou tamanho, eles enfrentam qualquer peixe para garantir seu território.

Uacari-branco

O Uacari-branco é um primata de pelagem clara e rosto avermelhado, típico de áreas de igapó e várzea. O animal alimenta-se de frutos, sementes e flores, sendo um importante papel ecológico na dinâmica das florestas de várzea onde habita.

Maranhão
Uacari-branco. Foto: Cláudio Dias Timm.

“No Maranhão, o animal é encontrado em fragmentos florestais próximos a rios, e vive em bandos grandes. Além disso, a espécie é muito sensível à fragmentação de habitat”, afirmou o biólogo.

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*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar

Confira outros animais da série:

Arquivo Público lança exposição virtual sobre Adesão do Pará à Independência

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Documento disponível na exposição virtual. Foto: Reprodução/ Agência Pará.

O Arquivo Público do Estado abre a exposição ‘A Adesão do Pará à Independência do Brasil: Registros do Arquivo Público’. A mostra, que acontece de forma virtual, apresenta documentos produzidos antes e depois da adesão, permitindo ao público conhecer os bastidores de um dos momentos mais marcantes da história regional. 

Foto: Divulgação

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Essa é a segunda vez que o Arquivo realiza uma exposição virtual. A primeira aconteceu em junho deste ano. A ideia de promover uma exposição virtual surgiu com o objetivo de incentivar o acesso aos documentos presentes no Arquivo, que no momento se encontra fechado devido a obras no espaço.

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exposição
Foto: Reprodução/ Agência Pará.

No site da Secult, o público poderá conferir os documentos digitalizados e as suas respectivas transcrições para facilitar a leitura dos mesmos. A mostra ficará disponível até dia 31 de agosto. 

Segundo o diretor do Arquivo, Leonardo Torii, a proposta é “contextualizar esse evento tão importante para a história da nossa região para um público muito variado”. Ele explica que, por meio dos registros, presentes no Arquivo, será possível “visualizar todas as tramas, as negociações, os dramas de diversas autoridades, com outras autoridades do reino de Portugal e autoridades do reino do Brasil”.

A iniciativa também busca ampliar o acesso à informação, já que a exposição ocorre de forma online. “A ideia é democratizar a informação através dessa exposição virtual, já que o arquivo encontra-se fechado”, acrescenta Torii.

Em 2025, o Arquivo Público do Pará completou 124 anos de história, com um acervo de 4 milhões de documentos datados de diferentes períodos históricos do estado e do Brasil. Entre iconografias, dados estáticos, inquéritos policiais, entre outros, o equipamento, administrado pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), representa a história e o legado de uma civilização.

*O conteúdo foi originalmente publicado na Agência Pará e escrito por Painah Silva.