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Eleições 2026: confira a lista de deputados estaduais eleitos na Amazônia Legal

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Votação no Arquipélago do Bailique, no Amapá. Foto: Divulgação/TRE-AP

A cada quatro anos, a população brasileira vai às urnas para eleger os próximos representantes nos cargos de deputado federal, deputado estadual (ou distrital), senador, governador e presidente da República. Milhões de eleitores exercem o direito do voto para definir os que ocuparão os cargos no poder federal e estadual pelos próximos quatro anos.

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Nas Eleições 2026, no total, 1.019 deputados estaduais/distritais representam as 27 federações do país, de acordo com a população de cada um. 

Confira a lista dos deputados estaduais eleitos nos 9 estados da Amazônia Legal

No Acre, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Nicolau Júnior (PP), com 18.149 votos
  2. Fagner Calegario (União), com 13.640 votos
  3. Clodoaldo Rodrigues (PP), com 13.575 votos
  4. André da Droga Vale (PP), com 13.173 votos
  5. Marcus Alexandre (MDB), com 12.872 votos
  6. Manoel Moraes (PP), com 12.837 votos
  7. Tanizio Sá (MDB), com 12.023 votos
  8. Chiquinho do Duda (PL), com 11.514 votos
  9. Adailton Cruz (União), com 11.476 votos
  10. Samir Bestene (PP), com 11.335 votos
  11. Eduardo Ribeiro (Republicanos), com 11.282 votos
  12. Arlenilson Cunha (PL), com 10.144 votos
  13. Tchê (PDT), com 10.003 votos
  14. Tio Pablo Bregense (União), com 9.981 votos
  15. Gene Diniz (Republicanos), com 9.835 votos
  16. Afonso Fernandes (União), com 9.593 votos
  17. Emerson Jarude (NOVO), com 9.434 votos
  18. Edvaldo Magalhães (PCdoB), com 9.273 votos
  19. Tadeu Hassem (Republicanos), com 8.598 votos
  20. Raimundo Neném (PL), com 8.069 votos
  21. Gláucio Pedrosa (PL), com 8.029 votos
  22. Jailson Amorim (PSD), com 5.158 votos
  23. Antonio Pedro (PSD), com 5.118 votos
  24. Leôncio Castro (PSDB), com 4.933 votos

No Amapá, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. João Pedro (PDT), com 17.559 votos
  2. Rodolfo Vale (União), com 15.863 votos
  3. Jack JK (PDT), com 13.278 votos
  4. Hildegard Gurgel (Republicanos), com 12.357 votos
  5. R Nelson (Podemos), com 10.286 votos
  6. Diogo Senior (MDB), com 10.050 votos
  7. Kinovak (Republicanos), com 9.978 votos
  8. Bia Pombo (União), com 9.771 votos
  9. Dr. Victor Amoras (Rede), com 9.383 votos
  10. Socorro Nogueira (PT), com 9.253 votos
  11. João Mendonça (Podemos), com 8.736 votos
  12. Telma Nery (Republicanos), com 8.545 votos
  13. Jaime Perez (Republicanos), com 8.222 votos
  14. Coronel Flexa (Republicanos), com 8.098 votos
  15. Jorge Amanajas (União), com 8.078 votos
  16. Junior Favacho (MDB), com 8.005 votos
  17. Roberto Góes (União), com 7.990 votos
  18. Joselyo Mais Saúde (PP), com 7.301 votos
  19. Fabricio Furlan (Rede), com 6.999 votos
  20. Aldilene Souza (PDT), com 6.896 votos
  21. Aparecida Salomão (União), com 6.202 votos
  22. Franco (PSD), com 5.566 votos
  23. Lorran Barreto (PSD), com 5.460 votos
  24. Alex (PL), com 4.805 votos

No Amazonas, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Zé Ricardo (PT), com 72.518 votos
  2. Débora Menezes (PL), com 68.438 votos
  3. Mário César Filho (União), 67.800 votos
  4. Rozenha (PSD), com 62.201 votos
  5. Delegado Péricles (PL), com 58.737 votos
  6. Wilker Barreto (PSD), com 55.590 votos
  7. Thiago Abrahim (MDB), com 51.624 votos
  8. Dr. George Lins (União), com 49.999 votos
  9. Eurico Tavares (PSD), com 49.530 votos
  10. Rodrigo Guedes (Republicanos), com 42.295 votos
  11. Mayra Dias (PSD), com 40.135 votos
  12. Cabo Maciel (PL), com 39.417 votos
  13. Carlinhos Bessa (União), com 39.083 votos
  14. Felipe Souza (Podemos), com 39.081 votos
  15. Wanderley Monteiro (União), com 38.490 votos
  16. Adjuto Afonso (União), com 37.983 votos
  17. Abdala Fraxe (Avante), com 37.567 votos
  18. Clóvis Curubão (PT), com 34.869 votos
  19. Cristiano D’ângelo (MDB), com 34.615 votos
  20. David Reis (Avante), com 33.012 votos
  21. David Bemerguy (MDB), com 28.415 votos
  22. Marcelo Palhano (AGIR), com 27.753 votos
  23. Eduardo Alfaia (Avante), com 22.087 votos
  24. Eraldo CB (Podemos), com 21.896 votos

No Maranhão, 42 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Maedja Campos (PDT), com 102.694 votos
  2. Gleydson (MDB), com 95.645 votos
  3. Paulo Casé Fernandes (UNIÃO), com 95.608 votos
  4. Cricielle (PT), com 85.630 votos
  5. Detinha (PL), com 83.546 votos
  6. Josimar(PL), com 83.112 votos
  7. Douglas Pinto(PSD), com 82.338 votos
  8. Vanessa Marreca (MDB), com 81.322 votos
  9. Aluízio Santos (PL), com 77.591 votos
  10. Marcos Miranda Junior (PSB), com 76.687 votos
  11. Bruna Pessoa (MDB), com 73.125 votos
  12. João Igor Carvalho (PDT), com 69.440 votos
  13. Tiago Fernandes (MDB), com 66.500 votos
  14. Ulisses Gonçalves (PL), com 66.214 votos
  15. Daniella (MDB), com 66.040 votos
  16. Abigail Cunha (MDB), com 65.720 votos
  17. Antonio Pereira (MDB), com 64.204 votos
  18. Segundo (PL), com 63 mil votos
  19. Davi Brandão (MDB), com 61.692 votos
  20. Ivo Rezende (MDB), com 59.982 votos
  21. Florencio Neto (MDB), com 59.353 votos
  22. Solange Almeida (PL), com 58.649 votos
  23. Rui Jorge (MDB), com 54.786 votos
  24. Paula Prata (PSD), com 52.300 votos
  25. Luanna (PT), com 51.260 votos
  26. Tulio Rezende (MDB), com 50.716 votos
  27. Cláudio Cunha (PL), com 49.394 votos
  28. Neto Evangelista (MDB), com 48.329 votos
  29. Nagib (MDB), com 47.348 votos
  30. Ariston (MDB), com 46.511 votos
  31. André Campos (REPUBLICANOS), com 45.740 votos
  32. Claudia Coutinho (MDB), com 44.914 votos
  33. Junior Viana (MDB), com 44.762 votos
  34. Eric Costa (REPUBLICANOS), com 43.502 votos
  35. Cid Costa (PDT), com 35.469 votos
  36. Catulé Junior (REPUBLICANOS), com 34.670 votos
  37. Dino do Aldenora Belo (PSD), com 33.664 votos
  38. Natália do Júnior Garimpeiro (UNIÃO), com 32.486 votos
  39. Junior Cascaria (REPUBLICANOS), com 32.338 votos
  40. Dr. Leonardo Sá (PRD), com 30.876 votos
  41. Junior Vieira (PSD), com 28.914 votos
  42. Leandro Bello (PSB), com 27.328 votos

Em Mato Grosso, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Max Russi (Podemos), com 86.934 votos
  2. Lúdio Cabral (PT), com 86.107 votos
  3. Gilberto Cattani (PL), com 69.672 votos
  4. Samantha do Abilio (PL), com 57.900 votos
  5. Dilmar Dal Bosco (União), com 56.294 votos
  6. Ulysses Moraes (Podemos), com 56.207 votos
  7. Beto Dois a Um (Podemos), com 56.148 votos
  8. Dr. João (MDB), com 55.955 votos
  9. Leo Bortolin (MDB), com 51.040 votos
  10. Alessandra Ferreira (Podemos), com 50.802 votos
  11. Faissal (PL), com 41.039 votos
  12. Thiago Silva (MDB), com 40.856 votos
  13. Diego Guimarães (Republicanos), com 40.482 votos
  14. Valmir Moretto (Republicanos), com 37.653 votos
  15. Dr. Eugênio (Republicanos), com 36.700 votos
  16. Fabinho Tardin (Podemos), com 36.122 votos
  17. Nininho (Republicanos), com 33.438 votos
  18. Valdir Barranco (PT), com 32.137 votos
  19. Engº Sebastião Machado Rezende (União), com 32.108 votos
  20. Carlos Avallone (PSDB), com 31.035 votos
  21. Alcino Barcelos (PL), com 22.624 votos
  22. Adelcino Lopo (Podemos), com 21.146 votos
  23. Wilson Santos (PSD), com 19.911 votos
  24. Chico Guarnieri (PSDB), com 18.842 votos

No Pará, 41 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Chamonzinho (MDB), com 115.434 votos
  2. Dr. Sipriano Ferraz (MDB), com 103.401 votos
  3. Gustavo Sefer (PSD), com 100.026 votos
  4. Cilene Couto (MDB), com 92.730 votos
  5. Lanuzia Cunha (PL), com 87.182 votos
  6. Thiago Araújo (União), com 85.233 votos
  7. Mariza Almeida (PL), com 84.354 votos
  8. Victor Dias (União), com 82.770 votos
  9. Tati Barra (PL), com 78.986 votos
  10. Angelo Ferrari (União), com 77.454 votos
  11. Renata Fonseca (PL), com 75.841 votos
  12. Iran Lima (MDB), com 74.675 votos
  13. Renato Oliveira (Avante), com 73.186 votos
  14. Andreia Xarão (MDB), 70.098 votos
  15. JK do Povão (PL), com 69.719 votos
  16. Ana Cunha(MDB), com 67.637 votos
  17. Watanabe (MDB), com 66.524 votos
  18. Erick Monteiro (MDB), com 66.386 votos
  19. Ronie Silva (MDB), com 60.117 votos
  20. Luth Rebelo (PP), com 58.017 votos
  21. Neném Albuquerque (MDB), com 57.823 votos
  22. Paula Titan (PP), com 57.258 votos
  23. Lívia Duarte (PSOL), com 57.069 votos
  24. Paulo Henrique Gomes (Avante), com 54.365 votos
  25. Mayky Vilaça (PL), com 53.979 votos
  26. Leonardo Vale (PSD), com 53.195 votos
  27. Carlos Vinicius (MDB), com 53.090 votos
  28. Miro Sanova (PT), com 53.040 votos
  29. Eugenio Gadelha (MDB), com 52.726 votos
  30. Coronel Neil (PL), com 51.832 votos
  31. Maria (PT), com 50.558 votos
  32. Fábio Figueiras (PV), com 50.531 votos
  33. Andrea Dantas (MDB), 50.289 votos
  34. Elias Santiago (PT), com 50.281 votos
  35. Juá Pará (Republicanos), com 48.294 votos
  36. Torrinho Torres (Republicanos), com 46.238 votos
  37. Delegado Nilton Neves (PSD), com 44.949 votos
  38. Alexandre Gomes (Podemos), com 44.224 votos
  39. Fabricio Miranda (Podemos), com 43.931 votos
  40. João Coelho (PDT), com 41.657 votos
  41. Rui Begot (Podemos), com 32.467 votos

Em Rondônia, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Laerte Gomes (PSD), com 32.241 votos
  2. Nim Barroso (PL), com 29.662 votos
  3. Cássio Gois (PSD), com 28.988 votos
  4. Delegado Lucas Torres (PL), com 28.231 votos
  5. Jean Mendonça (PL), com 26.107 votos
  6. Luizinho Goebel (PL), com 25.915 votos
  7. Ismael Crispin (PP), com 24.846 votos
  8. Cláudia de Jesus (PT), com 24.383 votos
  9. Paulo Moraes Jr (Podemos), com 23.377 votos
  10. Dra. Taíssa Sousa (PL), com 22.249 votos
  11. Edevaldo Neves (PRD), com 21.753 votos
  12. Alan Queiroz (PL), com 20.836 votos
  13. Dr. Luís do Hospital (NOVO), com 20.718 votos
  14. Pedro Fernandes (PRD), com 20.080 votos
  15. Wiveslando Neiva (PL), com 18.610 votos
  16. Jean Oliveira (PRD), com 18.489 votos
  17. Alex Redano (Republicanos), com 15.709 votos
  18. Jurandir Oliveira (PSD), com 15.062 votos
  19. Delegado Araújo (PP), com 14.796 votos
  20. Laércio Torres (Avante), com 14.043 votos
  21. Fátima Cleide (PT), com 13.868 votos
  22. Marcelo Cruz (Avante), com 12.048 votos
  23. Fernando Silva (Republicanos), com 10.276 votos
  24. Dr. Gilber (NOVO), com 9.553 votos

Em Roraima, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Marcinho Belota (PL), com 11.441 votos
  2. Darbi de Jesus (Republicanos), com 10.963 votos
  3. Jorge Everton (União), com 10.866 votos
  4. Neto Loureiro (PL), com 9.973 votos
  5. Renato Silva (Podemos), com 9.507 votos
  6. Victor Spies (PDT), com 8.902 votos
  7. Eder Lourinho (PL), com 8.387 votos
  8. Tayla Peres (Republicanos), com 8.349 votos
  9. Catarina Guerra (União), com 8.316 votos
  10. Aurelina Medeiros (União), com 8.272 votos
  11. Joilma Teodora (União), com 8.129 votos
  12. Marcelo Cabral (União), com 8.056 votos
  13. Rarison Barbosa (PL), com 7.719 votos
  14. Genilson Costa (Republicanos), com 7.707 votos
  15. Idazio da Perfil (União), com 7.343 votos
  16. Angela Águida Portella (PP), com 7.281 votos
  17. Lucas Souza (União), com 6.937 votos
  18. Odilon (União), com 6.759 votos
  19. Armando Neto (PL), com 6.542 votos
  20. Dr. Meton (MDB), com 6.061 votos
  21. Jeferson Alves (Podemos), com 5.857 votos
  22. Dr. Célio Wanderley Jr. (Podemos), com 5.834 votos
  23. Jean Frank (PDT), com 4.595 votos
  24. Tenente Roney (Agir), com 4.469 votos

Em Tocantins, 24 deputados estaduais foram eleitos:

  1. Eduardo Fortes (Republicanos), com 35.258 votos
  2. Leo Barbosa (Republicanos), com 35.212 votos
  3. Moisemar Marinho (PL), com 26.158 votos
  4. Vilmar (PL), com 26.006 votos
  5. Luciano Oliveira (PSD), com 24.472 votos
  6. Cleiton Cardoso (Republicanos), com 23.960 votos
  7. Dr. Danilo Alencar (MDB), com 22.997 votos
  8. Vanda Monteiro (União), com 22.169 votos
  9. Claudia Lelis (PV), com 21.907 votos
  10. Raul Cayres (MDB), com 21.838 votos
  11. Wiston Gomes (PL), com 21.797 votos
  12. Gipão (PL), com 21.469 votos
  13. Valdemar Júnior (MDB), com 20.957 votos
  14. Eduardo do Dertins (União), com 20.596 votos
  15. Nilton Franco (União), com 20.465 votos
  16. Marcus Marcelo (PL), com 20.354 votos
  17. Jorge Frederico (PSDB), com 19.752 votos
  18. Marcos Junior (Podemos), com 18.668 votos
  19. Toinho Andrade (PSDB), com 17.947 votos
  20. Ivory de Lira (PCDOB), com 15.404 votos
  21. Paulinho do Bonifácio (Podemos), com 13.809 votos
  22. Katia Chaves (Republicanos), com 13.159 votos
  23. Eduardo Madruga (Republicanos), com 10.329 votos
  24. Marcos Duarte (PRD), com 9.733 votos

Leia também: Eleições 2026: cinco curiosidades sobre o processo eleitoral na Amazônia Legal

*Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Eleições 2026: confira a lista de deputados federais eleitos na Amazônia Legal

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Cabine eleitoral no Amapá. Foto: João Pantoja/Rede Amazônica AP

A cada quatro anos, a população brasileira vai às urnas para eleger os próximos representantes nos cargos de deputado federal, deputado estadual (ou distrital), senador, governador e presidente da República. Milhões de eleitores exercem o direito do voto para definir os que ocuparão os cargos no poder federal e estadual pelos próximos quatro anos, nas Eleições 2026.

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Conforme explica a Câmara do Deputados, o total é composto de 513 deputados eleitos, sendo eles divididos entre os estados e o Distrito Federal de acordo com a população de cada um.

Leia também: Eleições 2026: cinco curiosidades sobre o processo eleitoral na Amazônia Legal

Confira a lista dos deputados federais eleitos nos 9 estados da Amazônia Legal

No Acre, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Socorro Neri (PP), com 39.587 votos
  2. Dr. Fábio Rueda (União), com 33.203 votos
  3. Coronel Ulysses (União), com 33.155 votos
  4. Pedro Longo (MDB), com 26.263 votos
  5. Roberto Duarte (Republicanos), com 24.854 votos
  6. Zé Adriano (PP), com 23.810 votos
  7. Perpétua Almeida (PCdoB), com 15.800 votos
  8. Júnior Betão (PL), 13.732 votos

No Amapá, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Felipe Show (União), com 34.587 votos
  2. Josenildo (PDT), com 26.453 votos
  3. Aline Gurgel (União), com 25.501 votos
  4. Márcio Serrão (União), com 20.796 votos
  5. Vinicius Gurgel (PL), com 19.625 votos
  6. Dorinaldo Malafaia (PDT), com 19.382 votos
  7. Professora Marcivânia (PCdoB), com 17.913 votos
  8. Dra. Erica (Podemos), com 15.358 votos

No Amazonas, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Sargento Salazar (PL), com 212.948 votos
  2. Sidney Leite (PSD), com 138.498 votos
  3. Adail Filho (MDB), com 137.148 votos
  4. Fausto Jr (União), com 122.197 votos
  5. Amom Mandel (Republicanos), com 119.480 votos
  6. Saullo Vianna (MDB), com 91.726 votos
  7. Joana Darc (União), com 85.461 votos
  8. Alfredo Nascimento (PL), com 59.271 votos

No Maranhão, 18 deputados federais foram eleitos:

  1. Pedro Lucas Fernandes (União), com 188.853 votos
  2. Iracema Vale (MDB), com 179.351 votos
  3. Vinicius Ferro (MDB), 166.880 votos
  4. Fabiana Vilar (PL), com 160.361 votos
  5. Aldir Junior (PL), com 141.764 votos
  6. Amanda Gentil (PP), com 137.642 votos
  7. Larissa DP (MDB), com 137.136 votos
  8. Erlanio Xavier (PDT), com 127.715 votos
  9. Juscelino Filho (PSDB), com 124.794 votos
  10. Hildo Rocha (MDB), com 115.172 votos
  11. Mariana Carvalho (PL), com 113.228 votos
  12. Junior Lourenço (MDB), com 107.410 votos
  13. Marreca Filho (PRD), com 99.698 votos
  14. Rubens Pereira Jr (PT), com 92.916 votos
  15. Josivaldo JP(UNIÃO), com 87.663 votos
  16. Aluisio Mendes (Republicanos), com 83.152 votos
  17. Dr. Orlando (PL), com 82.827 votos
  18. Márcio Jerry (PCdoB), com 54.953 votos.

Em Mato Grosso, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Coronel Fernanda (PL), com 205.064 votos
  2. Professora Rosa Neide (PT), com 140.351 votos
  3. Fábio Garcia (União), com 139.777 votos
  4. Coronel Assis (PL), com 128.697 votos
  5. Virginia Mendes (União), com 102.120 votos
  6. Juarez Costa (Republicanos), com 83.728 votos
  7. Thiago Boava Hey Roy (PL), com 72.375 votos
  8. Coronel Roveri (Pode), com 47.195 votos

No Pará, 17 deputados federais foram eleitos:

  1. Delegado Caveira (PL), com 414.927 votos
  2. Jader Filho (MDB), com 326.617 votos
  3. Dra. Alessandra Haber (Podemos), com 272.856 votos
  4. Júnior Ferrari (PSD), com 213.645 votos
  5. Renilce Nicodemos (MDB), com 201.601 votos
  6. Dilvanda Faro (PT), com 192.372 votos
  7. Priante (MDB), com 170.557 votos
  8. Andréia Siqueira (PSB), com 155.473 votos
  9. Joaquim Passarinho (PL), com 146.307 votos
  10. Lu Ogawa (PP), com 136.774 votos
  11. Adriano Coelho (MDB), com 114.699 votos
  12. Antonio Doido (MDB), com 109.670 votos
  13. Cassio Andrade (MDB), com 107.124 votos
  14. Airton Faleiro (PT), com 90.181 votos
  15. Rogerio Barra (PL), com 89.973 votos
  16. Raimundo Santos (PSD), com 65.059 votos
  17. Bob Fllay (Podemos), com 63.285 votos

Em Rondônia, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Lucio Mosquini (PL), com 158.421 votos
  2. Coronel Chrisóstomo (PL), com 51.487 votos
  3. Thiago Flores (União), com 43.143 votos
  4. Joliane Furia (PSD), com 42.528 votos
  5. Sofia Andrade (PL), com 37.984 votos
  6. Cristiane Lopes (Podemos), com 37.005 votos
  7. Maurício Carvalho (União), com 36.242 votos
  8. Dr. Jaime Gazola (Podemos), com 35.398 votos

Em Roraima, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Marcos Jorge (Republicanos), com 22.027 votos
  2. Ítalo Otávio (Republicanos), com 20.184 votos
  3. Rodrigo Mesquita (Podemos), com 19.962 votos
  4. Daniel Trindade (PL), com 16.673 votos
  5. Duda Ramos (Podemos), com 16.111 votos
  6. Zé Haroldo Cathedral (União), com 15.796 votos
  7. Joner Chagas (Republicanos), com 15.713 votos
  8. Defensor Stélio Dener (União), com 14.972 votos

Em Tocantins, 8 deputados federais foram eleitos:

  1. Professora Janad Valcari (PP), com 99.026 votos
  2. Jair Farias (União), com 93.869 votos
  3. Lucas Campelo (Republicanos), com 85.376 votos
  4. Ricardo Ayres (Republicanos), com 67.837 votos
  5. Fabio Vaz (Republicanos), com 64.601 votos
  6. Filipe Martins (PL), com 64.068 votos
  7. Sandoval Cardoso (Podemos), com 61.747 votos
  8. Iratã Abreu (PSDB), com 25.302 votos

*Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Eleições 2026: saiba quais estados da Amazônia Legal elegeram governadores e quais seguem para o 2° turno

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Urna eletrônica para votação nas eleições brasileiras Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cada quatro anos, a população brasileira vai às urnas para eleger os próximos representantes nos cargos de deputado federal, deputado estadual (ou distrital), senador, governador e presidente da República. Milhões de eleitores exercem o direito do voto para definir os que ocuparão os cargos no poder federal e estadual pelos próximos quatro anos, nas Eleições 2026.

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A eleição para governador no Brasil segue o sistema majoritário absoluto, ou seja, o candidato, para ser eleito, precisa ter mais de 50% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos). Vence o primeiro turno se o candidato tiver 50% + 1 dos votos válidos. No caso de um candidato não alcançar o número, os dois mais votados seguem para o segundo turno, quando o que obtiver a maioria dos votos válidos assume o cargo.

Leia também: Eleições 2026: cinco curiosidades sobre o processo eleitoral na Amazônia Legal

Confira a lista dos governadores eleitos na Amazônia Legal

No Amapá, o governador eleito é:

Dr. Furlan (PSD), com 62,75 votos válidos. Luciana Gurgel (PL) é a vice.

No Maranhão, o governador eleito é:

Eduardo Braide (PSD), com 54,02% dos votos. Elaine Carneiro (PSD) é a vice.

Em Mato Grosso, o governador eleito é:

Otaviano Pivetta (Republicanos), com 60,77% dos votos válidos. Gisela Simona (União) é a vice.

No Pará, o governador eleito é:

Dr. Daniel (Podemos), com 51,36% dos votos válidos. Ellayne D’Almeida (PL) é a vice.

Em Rondônia, o governador eleito é:

Marcos Rogério (PL), com 56,86% dos votos válidos. Delegado Camargo (Podemos) é o vice.

Em Roraima, o governador eleito é:

Arthur Henrique (PL), com 69,13% dos votos válidos. Haroldo Cathedral (PSD) é o vice.

Disputas pelo governo na Amazônia Legal que seguem para o segundo turno

No Acre, seguem na disputa os candidatos:

  • Mailza Assis (Progressistas), com 49,76% dos votos
  • Alan Rick (Republicanos), com 32,27% dos votos

No Amazonas, seguem na disputa os candidatos:

  • Omar Aziz (PSD), com 40,63% dos votos
  • Professora Maria do Carmo (PL), com 24,49% dos votos

Em Tocantins, seguem na disputa os candidatos:

  • Professora Dorinha (União), com 45,52% dos votos
  • Vicentinho Júnior (PSDB), com 43,94% dos votos

*Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Eleições 2026: como os povos indígenas e comunidades de difícil acesso da Amazônia Legal participam do processo eleitoral?

Foto: Nara Assis/TRE-MT

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar no primeiro turno das Eleições 2026, neste 4 de outubro. Cerca de 287 mil pessoas desse montante se autodeclararam indígenas no próprio TSE, com destaque para os estados da Amazônia Legal que concentram a maior parte desses eleitores.

Tal eleitorado indígena se divide em diversas etnias espalhadas em áreas urbanas e rurais da Amazônia, algumas delas situadas em regiões remotas e de difícil acesso. Nessas localidades, o deslocamento desses eleitores para participar do processo eleitoral depende de uma série de fatores climáticos e logísticos que vão desde a redução do nível dos rios até o meio de transporte disponível para chegada nos locais.

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Em alguns locais, nem mesmo a navegação permite o alcance dessas áreas, o que obriga a utilização de aviões ou helicópteros para completar o acesso à essas comunidades. A combinação dos dois modais se torna a única solução para garantir a operação eleitoral, seja no deslocamento de eleitores para votar ou no envio dos equipamentos para seções eleitorais de acesso limitado.

Diante dessa realidade, o Portal Amazônia buscou entender como que os eleitores de regiões longínquas driblam as dificuldades logísticas para exercer o direito ao voto.

Como funciona a votação nas comunidades indígenas da Amazônia?

Para garantir o direito ao voto às comunidades tradicionais, os Tribunais Regionais Eleitorais de cada estado têm a obrigação de garantir transporte gratuito para deslocamentos de indígenas, ribeirinhos e quilombolas durante o processo eleitoral. Para isso, é necessário a criação de comitês estaduais para fazer o levantamento desses eleitores que precisam de apoio logístico no dia de votação.

Após esse relatório, cada TRE dos estados encaminha o documento para o Ministério Público Eleitoral (MPE), que determina as providências a serem tomadas. Definidas as medidas, cabe ao Ministério Público a fiscalização pelo cumprimento por parte da Justiça Eleitoral.

Indígena do Amazonas segurando o documento de título de eleitor
Indígena do Amazonas com seu título de eleitor. Foto: Reprodução/TRE-AM

A garantia obrigatória do transporte faz parte do programa Seu Voto Importa, uma iniciativa nacional voltada para ampliar as condições de acesso ao voto e reduzir barreiras de deslocamento nos processos eleitorais. Regulamentada pela Resolução nº 23.753/2026 do TSE, o benefício atende, além de eleitores de locais distante ou de difícil acesso, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A solicitação do transporte individual gratuito deve ser feita até 20 dias antes da data da primeira eleição. No caso do segundo turno das eleições 2026, os interessados devem procurar o benefício a partir do dia 5 de outubro.

Segundo o programa, o pedido poderá ser apresentado pela própria eleitora ou pelo próprio eleitor, ou por curadora, curador, apoiadora, apoiador, procuradora ou procurador, no cartório eleitoral ou em outro canal de atendimento definido pelo respectivo tribunal regional eleitoral (TRE).

Leia também: Eleições 2026: novas regras incentivam participação dos povos indígenas no pleito

Mais de 200 territórios indígenas são seções eleitorais

De acordo com o Ministério Público Federal e o TSE, o Brasil possui 1.181 seções de votação instaladas diretamente em 243 territórios indígenas. Os mesários desses locais são convocados diretamente desses povos, no intuito de facilitar a comunicação e a inclusão no dia da eleição.

Foto: Reprodução/TRE-AM

Os povos Tikuna lideram o ranking de eleitores no recorte por etnia: 19.062 eleitoras e eleitores. Na sequência, Makuxí, com 14.935; Kokama, com 12.551; Xucuru, com 10.295; e Kaingang, com 9.152, completam os cinco povos indígenas com maiores contingentes do eleitorado indígena.

Já em relação à distribuição na Amazônia Legal, o destaque fica por conta dos povos Tikuna e Kokama, com forte concentração no Amazonas, Makuxí e Wapixana em Roraima, Munduruku, Baré e Sateré-Mawé no Pará, Tenetehara no Maranhão e Xavante no Mato Grosso.

O voto e a Amazônia

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Por Olímpio Guarany

Hoje é 4 de outubro.

Dia de São Francisco de Assis, que há oito séculos ensinava uma maneira diferente de enxergar a relação entre o homem e a natureza. Chamava o sol de irmão, a lua de irmã e via em toda a criação algo que deveria ser respeitado.

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Séculos depois, tornou-se patrono da ecologia.

E quis a história que, neste ano, o dia de São Francisco coincidisse com outro momento de enorme responsabilidade: o dia das eleições.

Para nós, amazônidas, existe uma pergunta que também deveria acompanhar o voto:

qual é o compromisso de quem recebe o nosso voto com a Amazônia?

A Amazônia é maior que partidos.

Por isso, é preciso observar propostas, compromissos e também a trajetória daqueles que pretendem governar.

O que pensam sobre o desmatamento?

Sobre o garimpo ilegal?

Sobre a proteção dos rios, das florestas e dos povos tradicionais?

Sempre defendi que a Amazônia precisa se desenvolver. Precisamos gerar emprego, renda, conhecimento, tecnologia e oportunidades.

Nossas riquezas naturais podem e devem contribuir para melhorar a vida das pessoas.

Mas existe uma fronteira que não podemos ultrapassar:

explorar não pode significar destruir.

Não podemos permitir que a ganância derrube a floresta sem critérios, contamine os rios ou transforme o garimpo ilegal em atividade tolerada.

Não podemos simplesmente “deixar a boiada passar”.

amazônia
Foto: Olimpio Guarany

Proteger o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. O desafio é justamente produzir riqueza preservando o patrimônio natural que torna a Amazônia única.

E existe outra dimensão dessa discussão que considero fundamental:

a justiça.

Se a Amazônia produz riqueza, essa riqueza precisa chegar também à sua gente.

Ao ribeirinho.

Ao extrativista.

Ao quilombola.

Ao indígena.

Ao agricultor familiar.

Às populações tradicionais que vivem da floresta e ajudam a mantê-la em pé.

Não é justo que produtos e riquezas amazônicas atravessem fronteiras e gerem prosperidade enquanto muitos daqueles que estão na origem dessas cadeias ainda enfrentam dificuldades de saneamento, saúde, educação e oportunidades.

O mundo já descobriu quanto vale a Amazônia.

Precisamos agora discutir como esse valor pode melhorar a vida dos amazônidas.

Hoje, ao celebrar São Francisco de Assis e exercer o direito do voto, vale perguntar a quem pretende nos representar:

Qual é seu compromisso com o combate ao desmatamento e ao garimpo ilegal?

Defende a exploração responsável dos nossos recursos naturais?

Que Amazônia pretende deixar para as próximas gerações?

Não proponho aqui nomes, partidos ou números.

Cada eleitor fará sua escolha.

Proponho apenas que a Amazônia também esteja presente diante da urna.

Conheci esta região navegando seus rios, caminhando por sua floresta e convivendo com sua gente.

Quanto mais a conheci, mais compreendi que protegê-la não é impedir seu desenvolvimento.

É garantir que ela produza riqueza e oportunidades sem destruir aquilo que nenhuma geração terá capacidade de reconstruir.

São Francisco chamava a natureza de irmã.

Talvez, neste 4 de outubro, possamos transformar essa antiga lição em uma pergunta muito simples diante da urna:

quem estamos escolhendo para cuidar da nossa casa?

Porque o futuro da Amazônia também passa pelo nosso voto.

Leia também: Antes que a seca chegue

Sobre o autor

Olímpio Guarany é jornalista, documentarista, economista e professor universitário. Durante dois anos navegou o rio Amazonas e diversos afluentes, desde sua foz até o rio Napo, no Equador. De barco, seguiu pelo rio Napo até o sopé da Cordilheira dos Andes. A partir dali, subiu a cordilheira até chegar a Quito, refazendo os caminhos de Pedro Teixeira, o conquistador da Amazônia.

*O conteúdo é responsabilidade do colunista

Rondônia tem 13 das 20 finalistas no concurso nacional de café Florada Premiada

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Rondônia tem marcado presença nos pódios da competição. Foto: Irene Mendes

Rondônia tem 13 das 20 mulheres finalistas da 9ª edição do Concurso Florada Premiada, na categoria Canéforas. O resultado foi divulgado pelo Centro Rituais de Cafés Especiais no dia 1º de outubro. A premiação será realizada durante a Semana Internacional do Café (SIC), que acontece de 11 a 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG).

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O Florada Premiada é um concurso que reconhece e valoriza mulheres produtoras de café de diferentes regiões do Brasil, destacando a qualidade dos grãos produzidos por elas.

A categoria Coffea canephora reúne os cafés dos grupos robusta amazônicos e conilon, cultivados em Rondônia e em outros estados brasileiros.

Das 20 finalistas da 5ª edição da categoria, 13 são de Rondônia, o equivalente a mais da metade das vagas na disputa.

Leia também: Conheça a diferença dos cafés Arábica e Robusta e entenda sua distribuição na Amazônia

Veja quem está disputando a categoria e de qual cidade de Rondônia são as candidatas:

  • Ediana Capich, de Novo Horizonte d’Oeste;
  • Erly Mapibnãg Suruí, de Cacoal;
  • Goemanhamã Rifate Suruí, de Cacoal;
  • Ivonete Terezinha Nedel, de Nova Brasilândia d’Oeste;
  • Josiele Rodrigues da Silva Werneck, de Cacoal;
  • Kailane dos Anjos Goldner, de Espigão d’Oeste;
  • Lucia Helena de Oliveira, de Novo Horizonte d’Oeste;
  • Lucilene de Jesus Maia Santos, de Cacoal;
  • Lucimar de Oliveira Gambarte Vieira, de Novo Horizonte d’Oeste;
  • Maria Kawangawa Cinta Larga Suruí, de Cacoal;
  • Maria Sofia Aragão, de Espigão d’Oeste;
  • Nilzete Panó Tupari, de Alta Floresta d’Oeste;
  • Priscila Palogon Suruí, de Cacoal.

Rondônia tem marcado presença nos pódios da competição nos últimos dois anos.

Em 2025 ficou em primeiro lugar com Angela Maria Coutinho Pessoa, de Seringueiras (RO) da Fazenda Café Sauá e em segunda lugar com Fabiana Souza Leal Sanabria, de Espigão Do Oeste (RO), da Fazenda Sítio Boa Sorte.

Já em 2024 ficou com o pódio completo. Suely da Graça Rezende Santos Berdes da Chácara Santo Antônio em Cacoal (RO) em primeiro, em segundo Josiely Rodrigues Da Silva Werneck,do Sitio Bella Vista em Cacoal (RO) e em terceiro Angelica Alexandrino Nicola do Sitio São Sebastião em Seringueiras (RO).

Café Robusta Amazônico de rondônia
Café Robusta Amazônico. Foto: Reprodução/LaCoop Amazônia

Leia também: Você sabe quais tipos de café a Amazônia mais produz?

Premiação

As vencedoras da categoria também recebem premiação em dinheiro. A campeã ganha R$ 25 mil, uma viagem em missão técnica para um país produtor de café, com direito a acompanhante.

Além da premiação em dinheiro, as vencedoras terão os lotes de café comprados pelo dobro do preço de referência do mercado, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

A segunda colocada recebe R$ 15 mil e a terceira, R$ 10 mil, além da garantia de compra dos respectivos lotes pelo dobro da cotação de mercado.

*Por Quetlen Caetano, da Rede Amazônica RO

Proposta da FAS apresenta 11 prioridades para a Amazônia em programas de governo

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Foto: Reprodução/FAS

Ter água potável durante a seca, energia para conservar alimentos e acesso a mercados para vender a produção são necessidades que conectam a qualidade de vida à conservação da floresta na Amazônia. Para colocar essas prioridades no centro do planejamento público para os próximos anos, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) apresenta a publicação “Amazônia que prospera: propostas de políticas públicas para a Amazônia Profunda”, com 11 recomendações para o ciclo 2027–2030.

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A agenda propõe investimentos que podem transformar o cotidiano de comunidades e aldeias: sistemas de abastecimento de água adaptados à realidade desses territórios, energia limpa para atividades produtivas, conectividade para ampliar serviços de saúde e educação e compras públicas que abram mercado para alimentos produzidos nos territórios.

De caráter técnico e apartidário, o documento é voltado a candidaturas aos Poderes Executivo e Legislativo, nas esferas estadual e federal, equipes responsáveis por programas de governo e futuros gestores públicos. As propostas combinam aprendizados da atuação territorial da FAS, experiências de implementação e referências de políticas públicas aplicáveis à realidade amazônica.

“Muitos desses temas já fazem parte do debate público, mas aparecem de forma fragmentada. A Agenda busca reuni-los a partir da realidade da Amazônia Profunda e traduzi-los em propostas concretas para o próximo ciclo de políticas públicas”, explica Gabriela Sampaio, gerente do Programa de Políticas Públicas (Clima e Conservação) da FAS.

Da produção local à alimentação escolar Amazônia

Uma das recomendações é ampliar as compras de produtos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade para abastecer escolas, hospitais e outras instituições públicas. A proposta combina a abertura de mercados com apoio à organização da produção, regularização, transporte e comercialização.

O projeto Pirão no Prato aparece na publicação como exemplo dessa abordagem. A iniciativa conecta produção sustentável e alimentação escolar em municípios do Amazonas, apoiando produtores e fortalecendo a capacidade do poder público de adquirir os alimentos.

A agenda também recomenda investimentos em processamento, armazenamento e refrigeração para que mais valor da produção permaneça nas comunidades. Crédito, formação e acesso a mercados para negócios liderados por mulheres e jovens completam as propostas de geração de renda.

Leia também: Eleições 2026: qual o papel da Amazônia nos planos de governo dos candidatos à presidência?

PROPOSTAS AMAZÔNIA políticas públicas FAS
Foto: Lucas BonnY/FAS

Energia e internet para produzir, estudar e cuidar da saúde

O documento defende que a expansão da energia limpa e da conectividade considere as necessidades de empreendimentos, escolas e serviços de saúde, além do consumo doméstico. Isso inclui dimensionar a infraestrutura para atividades produtivas e garantir condições de operação e manutenção nos próprios territórios.

Na saúde, a publicação apresenta a experiência do SUS na Floresta, que combina atendimento presencial, telessaúde, infraestrutura e formação. O exemplo mostra como o acesso à internet pode ampliar o atendimento quando está associado a profissionais, equipamentos, energia e integração com o serviço público.

Para o abastecimento de água, a recomendação é financiar sistemas descentralizados de captação, tratamento, armazenamento e distribuição, com atenção às comunidades mais vulneráveis às secas e à contaminação.

Preparação para eventos extremos e valorização de quem conserva

A agenda propõe incorporar a adaptação climática ao planejamento e aos orçamentos públicos, com investimentos contínuos em segurança hídrica e alimentar, prevenção de incêndios e proteção da produção.

Também recomenda ampliar os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e assegurar que recursos do mercado de carbono e do financiamento climático gerem benefícios para as populações locais, com participação nas decisões e regras transparentes de distribuição.

As 11 propostas estão distribuídas em quatro eixos que integram conservação, sociobioeconomia, serviços essenciais e governança. O documento inclui medidas para fortalecer organizações comunitárias e ampliar a capacidade técnica de estados e municípios para executar políticas públicas.

Conservar a floresta, ampliar oportunidades de renda e garantir direitos básicos precisam avançar juntos, com soluções adequadas às realidades da Amazônia Profunda.

A publicação completa pode ser acessada em: https://fas-amazonia.org/proposta-amazonia-que-prospera/.

*Com informações da FAS

Cultivo de cacau: instituto peruano promove técnicas orgânicas para melhorar fertilidade

Mais de 30 famílias de agricultores da comunidade de Villa Munichis receberam treinamento em análise de solo. Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

Famílias produtoras da comunidade de Villa Munichis, no distrito de Yurimaguas, departamento de Loreto, no Peru, receberam treinamento em técnicas e boas práticas agrícolas com o objetivo de melhorar a fertilidade do solo e a qualidade da safra de cacau, durante um curso de capacitação organizado pelo Instituto Nacional de Inovação Agrícola (INIA) do Ministério do Desenvolvimento Agrícola e Irrigação (Midagri).

Durante a oficina técnica, conduzida pela Estação Experimental Agrícola de San Ramón do INIA (EEA San Ramón), os agricultores aprenderam métodos para desenvolver uma boa conservação do solo, fertilização baseada em análises laboratoriais, controle de ervas daninhas, manejo de pragas e doenças na lavoura, produção de mudas de qualidade e preparação de fertilizantes orgânicos sólidos e líquidos.

cacau peruano
Foto: Reprodução/ Agência Andina – Editora Perú

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Com a aplicação correta dessas técnicas, os agricultores melhorarão as condições físicas, químicas e biológicas do solo, o que se refletirá em um aumento do nível de fertilidade; eles conservarão a umidade das terras agrícolas e reduzirão o impacto de pragas ou doenças nas plantações.

Além disso, a equipe técnica do INIA enfatizou a importância da coleta correta de amostras de solo, procedimento que permitirá diagnósticos confiáveis ​​da fertilidade do solo, bem como o estabelecimento de um plano de fertilização adequado às características de cada parcela e às necessidades nutricionais da cultura.

Leia também: Origem amazônica do cacau é comprovada por meio de DNA e revela forte rede de comércio pré-colombiana

Além do cultivo do cacau

Durante a atividade, o INIA também informou os produtores sobre os serviços especializados de análise de solo, água e tecido foliar que a entidade oferece, os quais são ferramentas essenciais para melhorar a tomada de decisões no cuidado com as culturas.

Por meio do EEA San Ramón, o INIA desenvolve atividades de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia com o objetivo de fortalecer as capacidades dos produtores em relação à qualidade das colheitas, à conservação do solo agrícola e à produtividade sustentável e rentável do cacau.

*Com informações da Agência Andina – Editora Perú

Dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, artista plástico e gestor cultural: Sérgio Cardoso morre em Manaus aos 72 anos

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Sérgio Cardoso tinha 72 anos e se consolidou como um dos principais nomes da cultura do Amazonas. Foto: Reprodução/Associação ArtBrasil

Morreu neste sábado (3), em Manaus (AM), aos 72 anos, o multiartista Sérgio Vieira Cardoso, ocupante da cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras (AAL). A causa da morte não foi divulgada.

Com mais de 50 anos dedicados à cultura, Sérgio construiu uma trajetória em diferentes áreas. Atuou como dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, artista plástico e gestor cultural.

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Nascido em Manaus, em 10 de março de 1954, Sérgio também era formado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ele construiu carreira no serviço público, primeiro na Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) e, depois, na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, onde comandava o departamento de Difusão Cultural.

Pós-graduado em administração de projetos culturais, foi nas artes que consolidou sua principal atuação. Sua produção abordava temas como a vida urbana, as desigualdades sociais, a preservação da memória e as transformações da Amazônia.

No teatro, o multiartista ganhou destaque com trabalhos premiados no Festival de Teatro da Amazônia, entre eles “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” e “Carmen de La Zone”.

A produção do artista também passou pelo cinema e pelas artes visuais. Ao longo da carreira, Sérgio realizou filmes e documentários, além de produzir fotografias, pinturas, instalações e outras experiências visuais.

Leia também: 4 cineteatros para prestigiar a união das artes em Manaus

Última exposição de Sérgio Cardoso

A obra de Sérgio ainda pode ser vista em Manaus. Sua última exposição, “Papers & True Graphics”, está em cartaz no Centro Cultural Palácio da Justiça, no Centro da capital.

A mostra reúne pinturas, instalações fotográficas e narrativas visuais produzidas pelo artista. O espaço também conta com uma área dedicada ao cinema, onde são exibidas produções realizadas por Sérgio.

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, exceto às terças-feiras, das 9h às 15h.

Dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, artista plástico e gestor cultural: Sérgio Cardoso morre em Manaus aos 72 anos
Sérgio Cardoso ocupava a cadeira de nº 2 da Academia Amazonense de Letras. Foto: Reprodução/Academia Amazonense de Letras

Repercussão

A morte de Sérgio repercutiu entre integrantes da cena cultural amazonense. Amigos, artistas e escritores usaram as redes sociais para lamentar a perda e homenagear a trajetória do multiartista.

“Com sensibilidade, talento e uma entrega apaixonada à arte, Sérgio dedicou sua vida à criação, à formação de novas gerações e à valorização da cultura amazônica. Foi voz ativa e presença marcante nos palcos, nas telas e nas ruas, deixando um legado de beleza, reflexão e identidade para Manaus e para todo o Amazonas”, diz trecho de nota publicada nas redes sociais.

Com a morte de Sérgio Vieira Cardoso, a cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras fica vaga. Ele deixa uma produção construída ao longo de mais de cinco décadas e marcada por diferentes formas de expressão artística, tendo Manaus e a Amazônia como elementos centrais de sua obra.

Projeto transforma carimbó em recurso de aprendizagem e preservação ambiental no Pará

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Foto: Reprodução/Festas Populares Brasileiras

O carimbó é um dos ritmos musicais mais tradicionais da Amazônia e Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Bem diferente de como era conhecido no século 19, quando chegou a ser criminalizado pelo governo e chamado por determinadas classes sociais de “bárbaro” e “selvagem”.

Desde 2022 é justamente o carimbó um dos principais instrumentos de aprendizado usados por alunos e professores no projeto ‘Conhecendo e reconhecendo a Amazônia: o uso da música paraense como valorização da diversidade regional’, projeto coordenado pelo professor Luiz Augusto Mendes, do curso de Pedagogia da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), campus Belém, no Pará.

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Com diferentes estilos, o carimbó expressa características do modo de vida das populações tradicionais ribeirinhas e rurais dentro das músicas. A proposta do projeto é analisar como as manifestações musicais locais podem ser incorporadas à prática educativa de escolas no Pará, para desconstruir visões fragmentadas sobre a Amazônia. O  objetivo do projeto é promover o processo de ensino-aprendizagem sobre identidade, meio ambiente e preservação por meio do uso de músicas paraenses. Tudo isso para além dos livros didáticos e dentro das salas de aula. 

As pesquisas foram inseridas no cotidiano de alunos do quarto e quinto ano do ensino fundamental, a partir da disciplina de educação ambiental na Escola Estadual Santo Afonso (EEEF Santo Afonso), no bairro do Telégrafo, em Belém. 

“Era um momento pré-COP em que o Governo do Estado havia inserido a educação ambiental como uma disciplina regular no currículo da educação básica do Pará. Nós utilizamos algumas músicas de carimbó e com isso se ensinava o Português, um pouco de Geografia e também a História,a partir do legado do carimbó”, explica o professor Luiz Augusto Mendes. 

A partir de atividades interativas, como a produção de artes com materiais recicláveis e jogos de tabuleiro, os alunos foram estimulados a pensarem sobre os temas abordados.

Uma das atividades trabalhadas com as turmas, consistia em uma “caça ao tesouro” no qual os alunos jogam em grupos usando um tabuleiro com dados e peões e avançam as casas ao cumprir desafios como responder a perguntas sobre desmatamento e fauna, sugerir ações de proteção aos rios e completar letras das músicas de carimbó para alcançar o “tesouro”. Assim, a iniciativa foca na criação de ferramentas voltadas ao processo de ensino-aprendizagem que evidenciem a diversidade regional e o fortalecimento de identidades locais. 

Mas como o carimbó pode ser incorporado dentro de sala? Integrante do projeto, a aluna Erika Pereira pensou em uma metodologia que pudesse utilizar as músicas para fazer análises críticas e criar recursos para o ensino-aprendizagem do tema da educação ambiental.

dançarinas de carimbó
Foto: Divulgação

A pesquisa virou o trabalho de conclusão de curso de Erika, que também analisou várias canções, como “Preservando o meio ambiente”, de Ray do  Carimbó, para falar sobre a manutenção da natureza; a canção “Caçador”, do cantor Pinduca; bem como o Carimbó “Queimadas”, do mestre Lourival Igarapé e “Banzeira – rainha do lago verde”, do Grupo Tucuxí.

Leia também: Carimbó e siriá: as principais diferenças entre dois ritmos paraenses

As músicas foram utilizadas para debater a temática dentro da escola, por meio de recursos educacionais para o ensino dos alunos. Para a discente, a possibilidade de trabalhar essas metodologias foi essencial para a formação dos alunos ao tornar as disciplinas mais interessantes e trazer a realidade do estudante.

“A importância da produção de diferentes recursos didáticos é fazer com que a sala de aula seja cada vez mais atrativa, fugindo do tradicionalismo e fazendo com que os alunos se enxerguem na prática educativa. Trazer o conhecimento para a realidade desses alunos e estimular a participação deles, é uma forma de facilitar a compreensão dos conteúdos”, conta a estudante, que já apresentou o trabalho e agora é egressa do curso.

Segundo o Coordenador do projeto, com a incorporação desses recursos didáticos, a escola se transforma, permitindo os alunos a desenvolverem pensamento crítico e conservar a cultura amazônica, fundamental para conectar os jovens a suas raízes e realidades. Ele explica que a utilização da música dentro da sala de aula é importante porque traz as vivências, a linguagem e o cotidiano do aluno, que, muitas vezes, está fora dos muros da escola. 

Ele explica que isso também se torna uma forma de resistência, pois ao levar música às escolas, é possível romper com o modelo tradicional e permitir que esse ambiente se torne um espaço de trocas onde alunos e professores aprendam e ensinem uns aos outros.

“Nós temos hoje um movimento de descredibilização da educação. A escola muitas vezes parece que é um lugar punitivo na visão dos alunos. E por quê? Porque, muitas das vezes, esse aluno estuda um conteúdo e tem um currículo que não fala com a realidade dele. Isso nos dá uma percepção de que para ele a escola é um lugar de repulsa e sabemos que a escola não é e não pode ser esse lugar. Ela tem que ser, além do lugar de formação científica, filosófica, cultural, linguística, de letramento geográfico, cartográfico, letramento histórico de temporalidades, mas também de vivências do cotidiano”, afirma.

Sobre o carimbó

O carimbó é um gênero musical típico da região Norte. A palavra, originada a partir do tupi “curimbó”, faz referência ao instrumento utilizado na composição dos batuques das canções. O ritmo incorporou elementos indígenas, africanos e ibéricos, tornando-se uma manifestação multicultural única. Isso porque, da melodia à dança, o ritmo amazônico representa a relação dos povos tradicionais com a natureza e a ancestralidade.

Apesar da riqueza artística, a manifestação cultural por anos foi criminalizada pelas elites e pelo governo. De acordo com o antigo Código de Posturas de Belém (Lei n. 1.028, de 5 de maio de 1880), era proibida a manifestação do ritmo “sob pena de 30.000 réis”. Além do impedimento legal, a imprensa local e intelectuais da época referiam-se ao carimbó como “balbúrdia”, associando a festa popular à desordem e tentando apagar a presença das culturas ribeirinhas na capital. 

Após décadas de resistência, em 2014 o carimbó foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em Belém, o Dia Municipal do Carimbó é celebrado em 26 de agosto, data escolhida para homenagear o aniversário de Mestre Verequete, um dos mais conhecidos cantores e compositores paraenses de carimbó. A data busca não apenas relembrar ícones que marcaram a trajetória desse gênero musical, mas também incentivar a valorização da cultura popular no estado.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Ufra