Home Blog Page 13

Fumaça das queimadas custa R$ 17,6 milhões por ano à saúde pública na Amazônia e Cerrado, aponta estudo

Foto: Divulgação

A poluição atmosférica provocada por queimadas e incêndios florestais na Amazônia Legal e no Cerrado setentrional gera um impacto financeiro médio anual de aproximadamente R$ 17,6 milhões aos cofres do Sistema Único de Saúde (SUS). A revelação consta em um estudo epidemiológico ecológico retrospectivo desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que analisou os custos das internações hospitalares associadas a doenças cardiorrespiratórias entre os anos de 2010 e 2021.

O diagnóstico ganha contornos de urgência diante dos alertas meteorológicos para o segundo semestre de 2026, que preveem o retorno do fenômeno climático El Niño.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

A investigação científica foi liderada por Maria Gabrielle Cerqueira Correa, como parte de sua dissertação no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), no câmpus de Cáceres, sob orientação da professora doutora em Saúde Pública, Eliane Ignotti, da Faculdade de Ciências da Saúde da Unemat.

O trabalho contou ainda com a colaboração de Beatriz Fátima Alves de Oliveira, enfermeira egressa da Unemat, doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da doutora em Saúde Coletiva, Ludmilla da Silva Viana Jacobson, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e do doutor em Economia, Carlos Eduardo Frickmann Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A metodologia empregada baseou-se nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o cálculo de frações atribuíveis (FA). Cruzando microdados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/DataSUS) com dados de exposição ao Material Particulado fino (PM2,5) obtidos pelo Copernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS), os cientistas conseguiram isolar e quantificar a parcela de internações causadas especificamente pela inalação da fumaça oriunda da queima de vegetação.

Custo das queimadas

Imagem colorida mostra prejuízos causados por fumaças de queimadas em gráfico
Arte: Rosivaldo Silva/ Unemat

Os resultados demonstram que os maiores custos financeiros estão concentrados nos municípios situados no chamado Arco do Desmatamento, faixa territorial onde a fronteira agrícola avança sobre a floresta e as queimadas humanas são mais intensas. Na análise histórica da série temporal, o ano de 2010 registrou os índices mais severos: 18,5% dos 1.134 municípios avaliados apresentaram frações atribuíveis acima de 10%.

Entre as cidades com maior impacto proporcional na saúde pública destacam-se as mato-grossenses Vila Rica (35% das internações atribuídas à poluição), Confresa (33,5%), Porto Alegre do Norte (32,9%) e Canabrava do Norte (32%), além de Santana do Araguaia, no Pará, com 34,9%.

Externalidades e a conta oculta do desmatamento

Sob a perspectiva econômica defendida no estudo, os gastos do SUS representam uma “externalidade negativa”. Trata-se de um modelo de exploração de capital natural no qual os agentes promotores do desmatamento e das queimadas ilegais se beneficiam economicamente, enquanto os custos sociais e de saúde são transferidos para o Estado e para as populações marginalizadas.

Leia também: A chuva preta da fumaça está chegando

A poluição por PM2,5 (partículas ultrafinas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório e atingir a corrente sanguínea), está diretamente associada ao agravamento de asma, pneumonia, bronquite e acidentes vasculares. Dados científicos consolidados apontam que um incremento de apenas um desvio-padrão na concentração desse poluente provoca um aumento imediato de 1,5% nas hospitalizações mensais por doenças respiratórias na Amazônia.

Alerta climático: o fator El Niño em 2026

Imagem colorida mostra representação do El Niño vinda do Oceano Pacífico em direção ao continente sul-americano
Foto: Rosivaldo Silva/ Unemat via ChatGPT

A publicação da pesquisa da Unemat coincide com um momento de forte preocupação climática. Uma nota técnica conjunta emitida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) confirma que há uma probabilidade superior a 80% de estabelecimento da fase positiva do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) a partir do segundo semestre de 2026.

O El Niño promove o aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, alterando drasticamente o transporte de umidade e reduzindo as chuvas nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Historicamente, esse bloqueio atmosférico acentua os períodos de estiagem, seca prolongada e favorece a propagação de incêndios florestais de grandes proporções.

Mato Grosso tem um histórico recente dramático sob o efeito de extremos climáticos. Se a última década (2016–2026) teve em 2020 o seu pior ano em volume de fogo (quando o Pantanal teve 30% de sua área consumida), o ano de 2024 registrou a maior seca da história recente do Estado, liderando o ranking nacional com mais de 13,6 mil focos de incêndio em apenas 30 dias durante o mês de agosto.

Embora o ano de 2025 tenha apresentado uma recuperação histórica, com redução drástica de até 77% nos focos devido a condições de chuva favoráveis e ao reforço na fiscalização ambiental, a chegada do El Niño no final de 2026 coloca as autoridades de saúde e de meio ambiente em regime de atenção.

A valoração econômica ambiental apresentada pela Unemat serve, fundamentalmente, como subsídio técnico para a formulação de políticas públicas urgentes. Os pesquisadores concluem que, ao demonstrar em valores monetários o custo da fumaça na saúde, o estudo fornece dados para que gestores planejem ações preventivas integradas, combatendo as causas da degradação ambiental para evitar o colapso financeiro e assistencial das unidades de saúde nos municípios da Amazônia e do Cerrado.

O artigo científico “Custos das hospitalizações como impacto da poluição atmosférica por queimadas e incêndios florestais na Amazônia Legal e Cerrado setentrional no Brasil (2010-2021)” está disponível na íntegra no portal oficial da revista Saúde em Debate.

*Com informações da Unemat

Gato-mourisco: filhotes de felino raro são resgatados e devolvidos à mãe em Roraima

0

Filhotes de gatos-mouriscos foram devolvidos à mãe em área de mata por brigadistas em Santa Maria do Boiaçu, Sul de Roraima. Foto: Divulgação/Brigada Boiaçu

Dois filhotes de gato-mourisco, espécie rara e ameaçada de extinção, foram resgatados e devolvidos à mãe na região do Baixo Rio Branco, em Caracaraí, no Sul de Roraima. O resgate aconteceu em uma área de mata próxima à vila de Santa Maria do Boiaçu e ao rio Jauaperi.

O resgate ocorreu no dia 5 de junho e a devolução no 7. A história começou quando um morador encontrou os filhotes sozinhos à beira de uma lagoa. Ele chegou a ver a fêmea, que fugiu assustada. O homem achou que se tratava de uma “onça-pintada muito magra” 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Sem saber o que fazer, o homem levou os filhotes para casa e pediu ajuda ao brigadista Maciel Moraes, líder da Brigada Boiaçu, que atua na região. A equipe orientou que os animais fossem devolvidos à natureza imediatamente. Antes do retorno à mata, os filhotes foram alimentados com leite em uma mamadeira.

Leia também: Gato-mourisco, felino raro de encontrar na Amazônia

Devolução dos filhotes à mãe

Filhotes de gato-mourisco foram confundidos com onças-pintadas durante resgate. Foto: Divulgação/Brigada Boiaçu

No dia seguinte, a equipe caminhou com o morador até o local exato onde os felinos foram encontrados. Na floresta, os brigadistas montaram uma estrutura de galhos e fizeram uma cama de folhas. O objetivo era proteger os filhotes de possíveis ataques de outros predadores.

Moraes e os brigadistas Elioenai Nascimento e Maria Marciele de Souza montaram um acampamento a uma distância segura. A equipe ficou de vigília no local durante todo o dia.

“Por volta das 21h ou 22h, escutamos os passos mansos no chão molhado. Ela deu um esturro [rugido] e nós ficamos quietos. Logo depois, escutamos os bichinhos, que estavam rosnando, pararem, e tudo calou”, descreveu Moraes.

Leia também: Pesquisa mapeia 14,3 mil observações de felinos para entender suas interações com humanos

Após o silêncio na mata, os profissionais foram até a cama de folhas com lanternas e confirmaram que os filhotes não estavam mais lá, sinal de que a mãe os havia recuperado.

“Eu fiquei até arrepiado, pois uma missão dessa é especial demais. Nós fazemos treinamento para cuidar da fauna e da natureza, mas uma ação inédita como essa traz um sentimento inexplicável. Faltam palavras”, afirmou o líder da equipe.

“Isso foi um troféu para a gente: pegar duas vidas, devolver para a selva amazônica, para a sua mãe e para o seu habitat. É um troféu que vamos carregar para o resto da vida”, finalizou.

Gato-mourisco ou onça-pintada?

A dúvida inicial do morador, que confundiu a mãe dos filhotes com uma onça-pintada, foi esclarecida após análise de imagens pelo biólogo e pesquisador da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Artur Alves.

O especialista avaliou fotos e vídeos do resgate e confirmou que os animais são de fato gatos-mouriscos. Ele as características físicas que diferenciam os filhotes das duas espécies.

“No gato-mourisco, o focinho é menor e mais compacto, com uma leve projeção, e a cauda é mais alongada e robusta. Já a onça-pintada tem o focinho mais largo e a cauda com um tamanho reduzido em proporção ao corpo”, explicou o biólogo.

Alves acrescentou que o relato do morador sobre a fêmea também condiz com o gato-mourisco, que na fase adulta tem um porte físico bem menor que o de uma onça.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Kwati Club contará com programação voltada à saúde e ao bem-estar durante o Festival de Parintins

0

Foto: Divulgação

Buscando uma proposta diferenciada para o período do Festival Folclórico de Parintins 2026, o Kwati Club, que funcionará entre os dias 25 e 28 de junho, este ano terá, além da parte tradicional que mistura música, gastronomia e diversão, uma programação voltada ao universo wellness – estilo de vida destinado à saúde e bem-estar. As atividades incluem aulas de yoga, bike, tênis, beach tênis, futevôlei e academia funcional.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Segundo Egreen Baranda, uma das organizadoras de evento, a inclusão dessa programação se dá ao novo momento pelo qual o mundo está passando.

“O universo wellness está cada vez mais presente na vida das pessoas, e nós, que pensamos o Kwati para as pessoas, não poderíamos ficar de fora dessa tendência. Então, além da nossa programação mais festiva, também contaremos com essa programação de saúde e bem-estar”, explica ela.

As aulas de beach tênis, tênis, futevôlei e academia funcional, serão realizadas entre 8h e 18h. Já as aulas de bike ocorrerão em dois horários: 9h e 11h.

E a aula de yoga será realizada às 10h. O acesso às aulas é possível de diversas formas: adquirindo o ingresso Day Use Premium, ou adquirindo os espaços Lounge (Lago, Deck e Piscina) e Bangalô Privativo, no site oficial do evento: kwaticlub.com.

Leia também: Kwati Club combina descanso com diversão sob medida às margens do Lago Macurany, em Parintins

kwati club em parintins
amazonas
Foto: Divulgação

Programação musical no Kwati Club

E para quem busca o momento mais festivo do Kwati Club, as atrações de 2026 já foram anunciadas, e entre elas estão: Cateto da Toada (dia 25), Normandinho e Kboclos (dia 26), Pontifexx e Uendel Pinheiro (dia 27), e Cat Dealers e Aya da Amazônia (dia 28).

“E para quem chegar antes na Ilha da Magia, o Kwati também terá uma área especial para conferir os jogos da Copa do Mundo que irão acontecer nos dias 13, 19 e 26 de junho”, finaliza Egreen Baranda. Mais informações podem ser obtidas via Instagram (@kwaticlub) ou no WhatsApp (92) 99331-6007.

Mais de 100 mudas de açaí são plantadas em Rio Branco em ação de recuperação ambiental do Consciência Limpa

0

Foto: Divulgação

Mais de 100 mudas de açaí foram plantadas na terça-feira (9) no canteiro central do Residencial Bonsucesso, em Rio Branco (AC), durante uma ação do Projeto Consciência Limpa. A iniciativa reuniu estudantes, representantes de instituições parceiras e equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) em uma atividade voltada à recuperação ambiental e ao incentivo de práticas sustentáveis.

A ação contempla uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados, distribuída em um espaço de cerca de 400 metros de comprimento por cinco metros de largura. O objetivo é ampliar a arborização urbana, contribuir para a melhoria da paisagem da cidade e estimular o envolvimento da população em ações de preservação ambiental.

Desenvolvido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com a Sema, o Projeto Consciência Limpa atua há mais de duas décadas promovendo educação ambiental em diferentes estados da Amazônia Legal.

Segundo o coordenador do projeto, Matheus Aquino, a iniciativa busca conscientizar a população sobre temas ambientais por meio de ações práticas e educativas.

“Trabalhamos questões como o descarte correto de resíduos, queimadas e recuperação de áreas por meio do plantio de mudas. São ações que ajudam a aproximar a população da pauta ambiental e a fortalecer a consciência sobre a importância da preservação”, afirmou.

Além do plantio, estudantes do 9º ano da Escola Dr. Mário de Oliveira receberam exemplares do livro Guerreiros da Amazônia, de autoria de Ronald Barcelos, reforçando a proposta educativa da atividade.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho, iniciativas voltadas à arborização urbana geram benefícios diretos para a qualidade de vida da população.

“Melhorar a arborização das cidades contribui para reduzir a temperatura, ampliar áreas verdes e tornar os espaços urbanos mais agradáveis. São ações que geram impactos positivos para toda a comunidade”, destacou.

Educação ambiental na prática

A participação dos estudantes foi um dos destaques da ação. Durante o plantio, os alunos tiveram a oportunidade de acompanhar de perto o processo de recuperação ambiental e refletir sobre a importância da conservação da Amazônia.

A estudante Ester Maria, de 14 anos, participou do plantio de uma das mudas e destacou a importância de iniciativas voltadas à preservação ambiental.

“Nossa Amazônia precisa desse cuidado. Participar de uma ação como essa mostra que cada pessoa pode contribuir para o futuro da floresta”, disse.

Projeto promove ações ao longo do ano

O Consciência Limpa desenvolve atividades de educação ambiental, cidadania e mobilização social em diferentes municípios da Amazônia. A iniciativa busca incentivar mudanças de hábitos por meio de informação, ações comunitárias e atividades práticas relacionadas à sustentabilidade.

Em sua segunda edição no Acre, o projeto já realizou mutirões ambientais, ações educativas, painéis de debate sobre recursos hídricos e eventos voltados à conscientização sobre mudanças climáticas e preservação dos ecossistemas amazônicos.

*Por João Paulo Oliveira, da FRAM

Projeto que regulamenta profissão de manipulador de açaí vai à Câmara

0

Colheita de açaí. Foto: Wenderson Nunes

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a cadeia produtiva do açaí emprega diretamente 25 mil pessoas no Brasil e está concentrada principalmente no estado do Pará. Em 2024, segundo o (IBGE), o valor da produção ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão, o que equivale a 50,9% do dinheiro movimentado por atividades extrativistas vegetais no país.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, relator do projeto que regulamenta a profissão de manipulador de açaí, citou esses números para chamar a atenção do Congresso para os trabalhadores envolvidos nessa atividade que é tradicional e sustentável.

“A magnitude desses dados já seria suficiente para justificar a atenção legislativa dispensada aos manipuladores de açaí, mas para além de sua representatividade econômica, devemos atentar sobretudo para o fato de que a exploração do açaí é uma atividade fundamentalmente artesanal e familiar. Essencial para o sustento de muitas famílias da Amazônia, para a fixação da população no campo e para a preservação da cobertura florestal na região Amazônia”, defendeu.

separação do açaí
Foto: Dirce Quintino

O que envolve a manipulação do açaí?

O texto aprovado no Senado diz que a manipulação do fruto amazônico é o processo que envolve colheita, seleção, lavagem, despolpa e preparo do fruto com uso prioritário de técnicas tradicionais.

O exercício da profissão será livre para quem tem pelo menos um ano de experiência ou fez curso de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos.

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

A atividade é reconhecida como essencial, com valor econômico, social e cultural, e deve ser exercida preferencialmente em comunidades tradicionais, cooperativas, associações locais ou no contexto da agricultura familiar.

O projeto que reconhece e regulamenta a profissão de manipulador de açaí é de iniciativa do senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, e segue para a análise da Câmara dos Deputados.

*Com informações da Agência Senado

‘O Mar Perdido de Pirabas’: mostra fortalece divulgação da história paleontológica do Pará

0

Exposição ‘O Mar Perdido de Pirabas’. Foto: Monique Hadad

Contribuir para a valorização e a preservação do patrimônio natural da região, por meio de uma exposição que conduz os visitantes pela história paleontológica do Pará. Esse é um dos objetivos da mostra ‘O Mar Perdido de Pirabas‘, cuja primeira etapa foi inaugurada em maio no Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA) e permanece aberta ao público às quartas-feiras, das 14h30 às 17h30, com entrada gratuita, e aos sábados, das 8h30 às 11h30, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A mostra também pode ser conferida durante as visitas escolares, realizadas de terça a sexta-feira.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A mostra é resultado de uma parceria entre a Universidade do Estado do Pará (Uepa), por meio do CCPPA, e a Universidade Federal do Pará (UFPA). A exposição foi desenvolvida pelos integrantes do projeto de extensão Paleoexploradores, dedicado ao estudo, à divulgação e à preservação do patrimônio paleontológico, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a paleontologia, por meio de ações acadêmicas, científicas e educativas.

Exposição 'O Mar Perdido de Pirabas'
Foto: Monique Hadad

Leia também: Vestígio do maior dinossauro já encontrado no Maranhão conta com mais de 250 peças

Alunos do 1º ano do Ensino Médio da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Juscelino Kubitschek de Oliveira, localizada em Marituba, visitaram o CCPPA e conheceram a mostra. Para a estudante Natacha Cristina Oliveira, de 15 anos, a experiência foi marcante. Ela contou que ainda não conhecia a história do Mar de Pirabas e destacou a importância da mostra.

“Achei muito legal a exposição e, na minha opinião, é muito importante termos iniciativas como essa. Todo mundo está gostando bastante”, afirmou.

O Mar Perdido de Pirabas é baseada no acervo fossilífero da Formação Pirabas, um importante sítio geológico formado há mais de 20 milhões de anos, muito antes do surgimento da espécie humana. Nesse antigo mar, que cobria áreas que hoje correspondem a importantes destinos turísticos do Pará, como Algodoal, São João de Pirabas e Salinópolis, viviam animais como megalodontes, tartarugas marinhas, arraias, peixes-boi, crocodilos e uma grande diversidade de invertebrados gigantes.

Experiência Imersiva

Conforme o professor da UFPA e um dos organizadores da exposição, Joelson Soares, a mostra busca proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva, capaz de transmitir a sensação de um mergulho no oceano. 

“Os visitantes terão contato com a rica biodiversidade que habitava os antigos mares que inundavam as atuais porções continentais do nordeste do Pará, durante o período geológico conhecido como Mioceno. Esse cenário está registrado nos abundantes fósseis de crustáceos, moluscos, mamíferos, peixes e tubarões que viveram em mares quentes, límpidos e rasos”, detalhou.

Foto: Monique Hadad

Leia também: Superjacarés habitaram pântano gigante da Amazônia há milhões de anos, diz estudo

A pesquisadora Laura Rojas integra o projeto de extensão Paleoexploradores e afirma que transformar o conhecimento paleontológico em uma experiência imersiva é fundamental para aproximar a sociedade da ciência de forma sensível, visual e interativa.

“Muitas vezes, a paleontologia é percebida como algo distante ou restrito ao meio acadêmico, e a exposição busca justamente romper essa barreira, permitindo que o público ‘entre’ nos ambientes antigos e compreenda como era a vida no Pará há milhões de anos”, explicou.

Segundo Laura, o diferencial de O Mar Perdido de Pirabas é unir ciência, acessibilidade e imersão. “A exposição utiliza fósseis, paleoarte, cenografia e recursos interativos para tornar a paleontologia mais próxima e acessível, valorizando o patrimônio fossilífero amazônico e a ciência produzida na região”.

Foto: Monique Hadad

Para o diretor do Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA), José Roberto Silva, a exposição reforça o compromisso da instituição com a difusão do conhecimento científico e demonstra a importância de parcerias para expandir o acesso da população à ciência.

“O CCPPA vem buscando parcerias para ampliar a sua missão de divulgação do conhecimento científico. Nesse sentido, a parceria com a UFPA para a exposição O Mar Perdido de Pirabas foi recebida com muita satisfação, pois oportuniza ao nosso público uma excelente oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a história paleontológica do Pará. Inaugurada na 24ª Semana Nacional de Museus, ela é mais um atrativo disponível no nosso espaço e que tem encantado o público com seus recursos visuais imersivos”. 

*Com informações da CCPPA/Uepa

Estudantes promovem exposição que valoriza o ofício dos abridores de letras no Pará

0

Foto: Lorenzo Beek

A exposição Abridores de Letras: o ofício que impulsiona tradições’ está de portas abertas para visitação no Instituto de Ciências da Arte (ICA), em Belém (PA). Organizada por alunos do curso de Museologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), a iniciativa busca apresentar ao público a importância desse conhecimento para a cultura local e abordar os diferentes aspectos da produção tipográfica amazônica e das histórias associadas a esse ofício. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A iniciativa, desenvolvida na disciplina de Exposição Curricular, ministrada pela professora Bianca Veloso, busca se consolidar como um espaço de reflexão e valorização dos mestres abridores de letras, propondo aos participantes experienciar e reconhecer esse saber como um patrimônio cultural vivo. 

O acervo apresentado na exposição é composto por obras de mestres que cederam o  material para a apresentação.

“O público pode esperar um olhar sensível sobre esse ofício, suas técnicas e tradições. A exposição convida os visitantes a perceberem que, por trás de cada letra, existe uma pessoa, uma trajetória e uma forma de viver as amazônias”, afirma Eloise Borges, uma das organizadoras da iniciativa.

Leia também: Abridores de letras inserem sotaque próprio no espaço público

Estudantes promovem exposição que valoriza o ofício dos abridores de letras no Pará
Foto: Lorenzo Beek

Exposição revela cultura única

O termo “abridores de letras” refere-se a artistas de comunidades ribeirinhas que praticam ilustrações e pinturas de tipografias em embarcações da região amazônica. Esse conhecimento, inicialmente passado  de pai para filho, é praticado há mais de 100 anos. 

Além da oportunidade de apreciar as obras expostas, os visitantes poderão participar das rodas de conversas e oficinas que estão programadas ao longo da exposição, desde que realizem previamente a inscrição para participar das atividades.

A exposição é gratuita e segue aberta de 9h às 17h até o dia 2 de julho no Instituto de Ciências das Artes (ICA/UFPA), localizado na Avenida Presidente Vargas, em Campina. Acompanhe a programação no @expoabridoresdeletras

A iniciativa conta com o apoio da Coordenadoria de Acessibilidade (CoAcess) e da Diretoria de Acessibilidade (DAcess), além do Instituto Letras que Flutuam, organização sem fins lucrativos que tem parceria com abridores de letras.

*Com informações da UFPA

Pesquisa aponta baixa toxicidade da oleorresina de copaíba da Amazônia

0

Extração de óleo de copaíba na Flona Tapajós. Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e instituições parceiras demonstrou que a oleorresina de copaíba (Copaifera epunctata) apresenta baixo risco de toxicidade em testes pré-clínicos e atividade antimicrobiana contra bactérias Gram-positivas associadas a infecções cutâneas. Os resultados foram publicados na revista internacional Natural Product Research, da editora Taylor & Francis.

Bálsamo natural extraído da árvore Copaifera, a oleorresina de copaíba é amplamente utilizada por populações tradicionais da Amazônia como anti-inflamatório, analgésico e cicatrizante natural.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

É considerada um “antibiótico natural” usado no tratamento de feridas, inflamações e infecções. Apesar do uso histórico, ainda são limitados os estudos que avaliam de forma sistemática sua segurança toxicológica segundo critérios exigidos por agências reguladoras.

O estudo avaliou a segurança e o potencial antimicrobiano da oleorresina extraída de espécimes da região amazônica, mais especificamente da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, situada na região do Baixo Amazonas, com o objetivo de verificar possíveis efeitos tóxicos e gerar dados que subsidiem o uso seguro do produto na medicina tradicional e no desenvolvimento de fitoterápicos.

Leia também: Conheça as propriedades da Copaíba, o antibiótico da mata

Pesquisa aponta baixa toxicidade da oleorresina de copaíba da Amazônia
Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa

De acordo com os pesquisadores, os resultados contribuem para preencher essa lacuna ao demonstrar que a oleorresina de Copaifera epunctata apresenta baixo risco toxicológico em testes pré-clínicos e potencial antimicrobiano contra bactérias Gram-positivas, o que pode explicar seu uso tradicional no tratamento de infecções cutâneas.

“Após análises, o nosso estudo demonstrou que a copaíba é um produto de alta segurança biológica e com efeito antimicrobiano”, explica José Sousa de Almeida Júnior, farmacêutico-bioquímico do Instituto de Saúde Coletiva (Isco), que conduziu o estudo. A análise integra sua pesquisa de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Natureza e Desenvolvimento (PPGSND) da Ufopa.

Também assinam o artigo pesquisadores da Ufopa vinculados ao PPGSND; ao Programa de Pós-Graduação em Biociências (PPGBIO), vinculado ao Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef); ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCSA), vinculado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco); e do departamento de Engenharia Química do Instituto Militar de Engenharia (IME). O estudo contou com financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

Baixo risco toxicológico em testes pré-clínicos

De acordo com o artigo, nos ensaios de toxicidade oral aguda realizados em ratos Wistar, não foram observadas alterações comportamentais nem sinais clínicos de intoxicação, como tremores, convulsões, salivação, diarreia ou letargia. Também não houve perda de peso corporal. “De acordo com o protocolo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD 423), a oleorresina foi classificada na categoria 5, indicando baixa toxicidade e dose letal estimada superior a 2.000 mg/kg”, explica José Sousa de Almeida Júnior.

Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa

Nos testes de toxicidade dérmica aguda, conduzidos por 14 dias, os animais não apresentaram alterações na pele, mucosas, sistema respiratório ou sistema nervoso central. A análise macroscópica de órgãos internos, após eutanásia, não identificou sinais de reações tóxicas, e não foram registradas mudanças no consumo de ração e água ou no ganho de peso.

“No teste de irritação ocular (HET-CAM), a oleorresina não provocou sinais de decomposição celular (lise), hemorragia ou coagulação, reforçando o perfil de baixa toxicidade do produto nas condições avaliadas”, afirma o pesquisador.

Composição química da copaíba e atividade antimicrobiana

A caracterização química revelou predominância de sesquiterpenos (73,28%) e diterpenos (26,72%). Entre os principais constituintes identificados estão o β-cariofileno (cerca de 40%), β-bisaboleno, α-humuleno, β-selineno e ácido caurenoico.

Segundo os autores, a presença de compostos como β-cariofileno e ácido caurenoico pode estar relacionada ao efeito antimicrobiano observado, uma vez que esses metabólitos já foram associados a alterações na membrana bacteriana e a atividades anti-inflamatórias e antibacterianas em estudos anteriores.

Nos ensaios microbiológicos, a oleorresina apresentou concentração inibitória mínima (MIC) promissora contra bactérias Gram-positivas frequentemente associadas a infecções de pele, como Staphylococcus aureusStaphylococcus epidermidis e Streptococcus pyogenes. Também foi observada ação bactericida contra S. epidermidis e S. pyogenes. Não houve atividade contra bactérias Gram-negativas, como Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli, nas concentrações testadas.

Artigo disponível AQUI (em inglês).

*Com informações da Ufopa

El Niño: Emergência climática e ambiental é decretada no Amazonas por risco de seca, queimadas e ondas de calor

Cidades do Amazonas enfrentam seca fora de época. Porto de Tabatinga em janeiro de 2026. Foto: Roney Elias/Rede Amazônica AM

O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o estado, em caráter preventivo, diante das projeções meteorológicas associadas ao fenômeno El Niño 2026/2027 e dos riscos de agravamento da seca, das queimadas e das ondas de calor. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e terá validade de 180 dias, podendo ser prorrogada.

Leia também: Portal Amazônia responde: como El Niño e La Niña afetam a região amazônica?

Segundo o Decreto nº 54.274, assinado pelo governador Roberto Cidade, em 1º de junho, a decisão leva em consideração estudos e alertas de órgãos nacionais e internacionais que apontam para a possibilidade de redução dos volumes de chuva, aumento das temperaturas, diminuição dos níveis dos rios, prolongamento da seca e intensificação dos incêndios florestais na região Norte.

Ações de prevenção aos efeitos do El Niño

O documento destaca que a declaração de emergência busca fortalecer a atuação integrada dos órgãos estaduais e ampliar as ações de monitoramento, prevenção, mitigação e preparação para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos no Amazonas.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

De acordo com o decreto, além dos efeitos ambientais, a medida considera possíveis consequências sociais e econômicas decorrentes da seca, como dificuldades no abastecimento de água, impactos na produção rural, prejuízos à navegação e aumento dos riscos à saúde da população.

Entre os fatores analisados pelo governo estão informações técnicas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e outros centros de monitoramento climático com relação ao El Niño.

El Niño. Em 2023, seca severa associada a onda de calor levou a temperaturas inéditas em rios e lagos da Amazônia: em alguns locais, as águas ultrapassaram 37 °C e um dos lagos monitorados chegou a atingir 41 °C . imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Seca no Amazonas em 2023 foi uma das consequências do El Niño na região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os estudos indicam que o período entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 poderá ser marcado pela atuação do El Niño, fenômeno que costuma provocar redução das chuvas na Amazônia.

O governo cita ainda que análises climáticas recentes apontam para um cenário de El Niño com temperaturas acima da média, redução dos níveis dos rios e maior pressão sobre os recursos hídricos. Segundo o decreto, a combinação desses fatores aumenta o risco de queimadas, incêndios florestais, escassez de água e outros impactos ambientais e socioeconômicos no estado.

Comitê coordenará ações

O decreto estabelece que o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais será responsável por coordenar a articulação entre os órgãos estaduais para o planejamento, acompanhamento e execução das medidas previstas.

A Defesa Civil do Amazonas ficará encarregada da coordenação técnica das ações relacionadas ao monitoramento hidrológico e meteorológico, gestão de riscos e desastres e produção de informações estratégicas sobre os cenários climáticos.

Já a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) deverão intensificar as atividades de monitoramento, orientação técnica, fiscalização e mitigação dos impactos ambientais ligados à estiagem, à seca e aos incêndios florestais.

Leia também: Cooperação diplomática e científica internacional busca proteger a Amazônia contra o El Niño

Atribuições de órgãos estaduais

O decreto também distribui responsabilidades a diferentes áreas do governo estadual. A Secretaria de Produção Rural (Sepror) deverá reforçar ações voltadas aos setores agropecuário, pesqueiro e aquícola, com foco no monitoramento, planejamento e orientação técnica para enfrentar possíveis impactos da redução da disponibilidade hídrica.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) ficará responsável por ampliar as ações de prevenção e preparação para o combate a incêndios florestais e queimadas.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) deverá coordenar a integração operacional dos órgãos envolvidos nas medidas preventivas e de resposta, enquanto a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) terão a missão de monitorar os impactos das condições climáticas na saúde pública.

Entre os principais pontos de atenção na área da saúde estão os efeitos das ondas de calor, a escassez hídrica, a piora da qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas e o aumento de doenças sensíveis às variações climáticas.

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) também deverá promover ações de conscientização e orientação junto à comunidade escolar, além de adotar medidas voltadas à proteção da saúde e da continuidade das atividades educacionais.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Sete noites de dança e tradição reúnem 28 quadrilhas na Praça Fábio Marques Paracat no Boa Vista Junina 2026

0

Maior Arraial da Amazônia chega à 26ª edição com disputas em quatro categorias e atrações culturais. Foto: Divulgação/Semuc BV

O som da sanfona, o colorido dos figurinos e a energia dos passos sincronizados vão tomar conta da Praça Fábio Marques Paracat entre os dias 13 e 19 de junho. Em sua 26ª edição, o Boa Vista Junina transformará mais uma vez a Arena Junina no grande palco do Maior Arraial da Amazônia.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Serão sete noites de celebração da cultura popular, reunindo 28 grupos juninos distribuídos nas categorias Diamante, Especial, Acesso e Infantil. A programação também contará com as apresentações das quadrilhas Cabelos de Prata e Crescer e Conviver.

Além das disputas que prometem emocionar o público, o evento reforça a valorização das tradições juninas, levando à arena espetáculos marcados por criatividade, música, dança e identidade cultural.

A programação se estende até a grande apuração dos resultados e a consagrada Noite dos Campeões.

Leia também: ‘Boa Vista Junina’ – Conheça as curiosidades do maior arraial da Região Norte

Confira a programação de cada noite do Boa Vista Junina 2026:

Sábado, 13 de junho

  • 20h30 – Quadrilha Coraçãozinho (Infantil)
  • 21h – Namoro Caipira (Acesso), Arrasta Pé (Acesso), Joaninha (Acesso), Estrela Junina (Acesso)

Domingo, 14 de junho

  • 19h – Quadrilha Castelo Junino (Infantil)
  • 19h25 – Quadrilha Cabelos de Prata
  • 20h – Explosão Caipira (Especial), Furacão Caipira (Especial), Tradição Macuxi (Especial), Coração de Estudante (Especial), Escola Forrozão (Especial)

Segunda-feira, 15 de junho

  • 19h – Quadrilha Forrozinho (Infantil)
  • 19h25 – Quadrilha Criança Caipira (Infantil)
  • 20h – Xamego na Roça (Especial), Filhos de Macunaima (Especial), Evolução Junina (Especial), Matuta Encantá (Especial), Espantalho Junino (Especial)

Terça-feira, 16 de junho

  • 19h – Quadrilha Xameguinho (Infantil)
  • 19h25 – Quadrilha Conviver
  • 20h – Garranxê (Diamante), Amor Caipira (Diamante), Agitação (Diamante)

Quarta-feira, 17 de junho

  • 18h – Quadrilha Juventude na Roça (Projeto Crescer)
  • 19h – Coração Caipira (Diamante), Zé Monteirão (Diamante), Eita Junino (Diamante)

Quinta-feira, 18 de junho

  • 19h – Apuração e premiação
  • 21h – Apresentação do Cangaço

Sexta-feira, 19 de junho

  • 18h – Apresentação da quadrilha vencedora do Grupo Especial
  • 19h – Apresentação da quadrilha vencedora do Grupo Diamante

*Com informações da Semuc BV