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Brasil passa a monitorar qualidade do ar em todas as regiões do país com novas estações na Região Norte

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Iniciativa integra um projeto do MMA e deve monitorar a qualidade do ar na Amazônia Legal. Foto: Reprodução/MMA

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) ampliou a rede de acompanhamento da qualidade do ar na Amazônia com a inauguração de duas estações de monitoramento de material particulado fino (MP2,5) em Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Com a iniciativa, o Brasil passa a contar com cobertura de monitoramento em todas as regiões do país. 

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As novas unidades marcam a expansão da rede para a região Norte e fortalecem a produção de dados ambientais, o monitoramento da poluição atmosférica e as ações voltadas à proteção da saúde da população e ao enfrentamento da mudança do clima no bioma. 

O material particulado fino é um dos poluentes que mais prejudicam a qualidade do ar, principalmente em regiões afetadas por queimadas. 

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Brasil passa a monitorar a qualidade do ar em todas as regiões do país com novas estações na região Norte. Foto: Envato

Formado por partículas extremamente pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros – cerca de 30 vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, esse poluente possui tamanho microscópico e pode penetrar facilmente nas vias respiratórias quando inalado. Por causa do tamanho reduzido dessas partículas, seu monitoramento exige equipamentos automáticos de alta precisão. 

As estações foram implantadas por meio de parceria entre o MMA, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Plataforma FioAres. A operação em Porto Velho contou com o apoio da Fiocruz Rondônia, por meio do Centro de Clima e Saúde (CCSRO), em parceria com o Instituto Federal de Rondônia (IFRO), a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Em Rio Branco, a operação é realizada em parceria com a Universidade Federal do Acre (UFAC). 

A iniciativa integra um projeto do MMA para ampliar o monitoramento da qualidade do ar na Amazônia Legal, onde a expansão da rede contribuirá para aprimorar o acompanhamento das condições atmosféricas, especialmente nos períodos de maior ocorrência de incêndios florestais. 

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, destacou que a expansão da rede de monitoramento da qualidade do ar na região fortalece a capacidade do país de produzir dados confiáveis para orientar políticas públicas e proteger a saúde da população.

“Ampliamos a vigilância ambiental em uma região estratégica para o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas e reforçamos o compromisso do Governo do Brasil com o aprimoramento da gestão da qualidade do ar”, afirmou.   

Brasil passa a monitorar a qualidade do ar em todas as regiões do país com novas estações na região Norte. Foto: Leandro Benites/AGECOM/UFMS

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Além de Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), nos próximos meses, serão inauguradas novas unidades em Manaus (AM), Santarém (PA) e Belém (PA), ampliando significativamente a capacidade de monitoramento da qualidade do ar na Amazônia. 

A pesquisadora da Fiocruz Piauí e coordenadora do projeto, Beatriz Oliveira, enfatizou que a iniciativa fortalecerá a produção de informações qualificadas sobre a qualidade do ar, ampliando o apoio à pesquisa científica, à gestão pública e à proteção da saúde da população. 

“Trata-se de um projeto ambicioso e estratégico, que amplia a geração de dados de alta qualidade para subsidiar pesquisas, apoiar a tomada de decisão pelos gestores e ampliar o acesso da população à informação. Outro diferencial é o fortalecimento da governança, o desenvolvimento de capacidades locais e o apoio à resposta em episódios críticos de poluição do ar”, pontuou.  

O investimento, viabilizado por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o MMA e a Fiocruz, prevê a implantação de cinco estações automáticas de referência para monitoramento contínuo de MP2,5, além do desenvolvimento da Plataforma FioAres, que integrará informações ambientais e de saúde para apoiar pesquisas, subsidiar políticas públicas e fortalecer a vigilância ambiental e em saúde. 

As novas estações devem monitorar e produzir dados confiáveis sobre a qualidade do ar em uma das regiões mais afetadas pelos impactos dos incêndios florestais. As informações permitirão compreender melhor os efeitos da poluição atmosférica sobre a saúde da população e apoiar a tomada de decisões por gestores públicos com base em evidências técnicas. 

MonitorAr 

Os dados das novas estações passarão a integrar o MonitorAr, sistema do MMA que disponibiliza informações sobre a qualidade do ar em diversas regiões do país. A plataforma tem como objetivo monitorar e apresentar o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), conforme os critérios estabelecidos pela Resolução Conama nº 506/2024. 

Aberto à população em geral, o MonitorAr permite acompanhar as condições da qualidade do ar nas localidades monitoradas, identificar a estação mais próxima, consultar o histórico do IQAr das últimas 24 horas, navegar por um mapa interativo e selecionar estações favoritas. 

Brasil passa a monitorar a qualidade do ar em todas as regiões do país com novas estações na região Norte
Brasil passa a monitorar a qualidade do ar em todas as regiões do país com novas estações na região Norte. Foto: Reprodução/MonitoAr

Além da versão web, o sistema conta com um aplicativo para dispositivos Android, que amplia o acesso às informações e facilita o acompanhamento dos dados diretamente pelo celular. 

*Com informações do MMA

Estufas incentivam aproveitamento do coco babaçu em São Domingos do Araguaia, no Pará

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Além de agregar valor à produção, a ação contribui para ampliar a geração de renda das famílias extrativistas. Foto: Divulgação/Semas PA

O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), realizou, no dia 2 de julho, a entrega de quatro estufas destinadas ao beneficiamento do coco babaçu para o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, em São Domingos do Araguaia, região de integração do Carajás, sudeste do estado.

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A iniciativa integra o atendimento de condicionante ambiental do processo de licenciamento da empresa Masterboi, executado por meio do Programa Regulariza Pará.

Estufas incentivam aproveitamento do babaçu em São Domingos do Araguaia. Foto: Divulgação/Semas PA

Os equipamentos vão fortalecer a cadeia produtiva do babaçu na região, proporcionando melhores condições para a secagem da amêndoa, etapa essencial para garantir a qualidade do produto destinado à alimentação e à comercialização.

Além de agregar valor à produção, a ação contribui para ampliar a geração de renda das famílias extrativistas e fortalecer o protagonismo das mulheres que atuam na atividade.

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Estufas incentivam aproveitamento do babaçu em São Domingos do Araguaia
Estufas incentivam aproveitamento do babaçu em São Domingos do Araguaia. Foto: Divulgação/Semas PA

O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou a importância do apoio à mulheres extrativistas que desempenham um papel fundamental na preservação dos babaçuais no sudeste paraense.

“A atividade das quebradeiras de coco babaçu é uma tradição que atravessa gerações associada ao modo de vida tradicional e práticas de uso e aproveitamento dos recursos naturais que garantem a conservação dos babaçuais. Esse apoio é fruto de uma demanda das mulheres extrativistas, que processam o coco babaçu na região de São Domingos do Araguaia com geração de renda e autonomia para as comunidades, fortalecendo o papel do protagonismo feminino na preservação dos babaçuais”.

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As estufas permitirão que as quebradeiras de coco realizem a secagem do mesocarpo em ambiente protegido, reduzindo perdas provocadas pelas condições climáticas e garantindo maior qualidade sanitária ao produto, ampliando as oportunidades de comercialização.

Estufas incentivam aproveitamento do babaçu em São Domingos do Araguaia. Foto: Divulgação/Semas PA

Para a coordenadora executiva do Movimento de Mulheres Quebradeiras de Coco do Sudeste do Pará, Cleide Neusa Maria Bezerra Oliveira, a entrega representa um reconhecimento histórico do trabalho desenvolvido pelas mulheres extrativistas.

“Receber esse apoio da Semas significa muito para todas nós. Essas estufas vão melhorar a qualidade dos nossos produtos e dar mais segurança ao nosso trabalho. Antes, enfrentávamos muitas dificuldades para secar o mesocarpo e produzir um alimento de qualidade. Hoje, temos a alegria de saber que o Estado reconhece a importância das quebradeiras de coco, valoriza nosso trabalho e contribui para melhorar nossa qualidade de vida. Esse investimento também renova nosso ânimo para continuar produzindo e fortalecendo a nossa organização”, afirmou.

*Com informações da Semas PA

Corpo de Dança do Amazonas apresenta espetáculo inspirado nos direitos fundamentais da Constituição Brasileira

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Foto: Michael Dantas

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA) subiu ao palco do Teatro Amazonas no dia 2 de julho para apresentar o espetáculo ‘Caput – Art. 5º’, uma obra que transforma em linguagem corporal um dos textos mais emblemáticos da Constituição Federal Brasileira. A apresentação tem classificação livre e duração aproximada de 45 minutos.

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Com direção e concepção de Jorge Garcia, o espetáculo parte da palavra latina caput, que significa ‘cabeça’ ou ‘parte superior’, termo utilizado para designar o texto principal de um artigo legal. A partir dessa referência, a obra mergulha no Artigo 5º da Constituição, que estabelece os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos brasileiros.

Corpo de Dança do Amazonas investe em espetáculos que geram reflexão

Por meio da dança contemporânea, a montagem propõe uma reflexão sobre valores como igualdade, liberdade, segurança e cidadania. Em cena, os bailarinos exploram as tensões entre os direitos assegurados pela lei e os desafios de sua efetiva aplicação na sociedade, construindo uma narrativa que dialoga com questões sociais e humanas presentes no cotidiano.

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A obra apresenta uma sociedade em constante transformação, marcada por avanços, contradições e pela busca permanente por justiça e equidade. A trilha sonora original é assinada pelo DJ Marcos Tubarão, contribuindo para a atmosfera contemporânea da montagem.

Reconhecido por produções que unem pesquisa artística e reflexão social, o Corpo de Dança do Amazonas reafirma, com ‘Caput – Art. 5º’, seu compromisso com uma arte que provoca o pensamento e estimula o diálogo entre cultura e cidadania.

*Com informações da Agência Amazonas.

‘Guardiãs da Floresta’ propõe colocar mulheres do Marajó no centro do debate climático

Projeto reconhece que a mulher ribeirinha sustenta o território e ajuda a manter a floresta em pé, buscando dar visibilidade à liderança feminina. Foto: Patrícia Brasil/Guardiãs da Floresta

O projeto Guardiãs da Floresta, lançado nesta sexta-feira (3), é uma iniciativa do Instituto Ajuri, ancorado pelo Instituto Sincronicidade para a Interação Social (Ispis), em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa, que integra a programação da Semana do Clima da Amazônia, propõe colocar no centro do debate climático mulheres amazônicas de 15 comunidades do arquipélago do Marajó, no Pará, um grupo que sempre esteve na linha de frente da manutenção da floresta, mas que nem sempre teve seu lugar reconhecido.

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Com o gênero no centro das estratégias, o projeto se baseia em três pilares: valorização das trabalhadoras da sociobioeconomia, promoção da saúde integral da mulher e direitos e cidadania. Assim, o projeto visa construir uma rede de mulheres ribeirinhas extrativistas, capacitadas para atuar como lideranças em suas comunidades.

'Guardiãs da Floresta' propõe colocar mulheres do Marajó no centro do debate climático
‘Guardiãs da Floresta’ propõe colocar mulheres do Marajó no centro do debate climático. Foto: Neth Vilhena / Sejudh

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Até 2029, serão  desenvolvidas ações que passam pelo diagnóstico territorial; pela criação de uma plataforma de conteúdos; pela capacitação técnica para sistemas agroflorestais, incluindo aquisição de equipamentos para beneficiamento de produtos (como açaí, palmito, castanha e farinha); além de educação financeira, formalização do trabalho, acesso a microcrédito e a mercados. O projeto também conta com iniciativas de enfrentamento à violência e atendimentos de saúde feminina, incluindo apoio psicossocial. 

Respeito às tradições e combate à invisibilidade

‘Guardiãs da Floresta’ propõe colocar mulheres do Marajó no centro do debate climático. Foto: Divulgação

A idealizadora e coordenadora técnica do Guardiãs, Marianna Protázio, do Instituto Ajuri, explica que o projeto terá duração de três anos, durante os quais deverá cumprir os objetivos de promover segurança e qualidade de vida a uma população feminina especialmente vulnerável e, ao mesmo tempo, essencial para a cadeia produtiva do território, por meio do acesso à infraestrutura e aos direitos básicos.

“Valorizando a história e respeitando as tradições, as integrantes do Guardiãs da Floresta atuarão como multiplicadoras de saberes para uma transição justa e sustentável. Elas serão referências, inspirando novas gerações, aliando formação comunitária com perspectiva de gênero à valorização da floresta em pé”, destacou Protázio.

A coordenadora de Pesquisa e Pós-Graduação, Marlúcia Martins, complementa a fala, lembrando que a invisibilidade é um processo recorrente quando se trata de comunidades tradicionais no manejo dos seus ecossistemas:

“As pessoas pensam muito na contribuição dos povos, da floresta, apenas no sentido da exploração dos produtos, e isso não é verdade. Essas comunidades manejam seus sistemas para garantir, inclusive, essas produções. E isso, às vezes, não é valorizado nem comercialmente, nem socialmente. E esse projeto pode ajudar a demonstrar esse valor do trabalho das mulheres, no sentido não só dos recursos manejados, mas da conservação da floresta como um todo. E, por isso, o termo ‘guardiãs’ é adequado, porque, historicamente, elas têm mantido a floresta. Essa tradição de vida na floresta deve ser valorizada e devidamente visibilizada”.

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Soma de esforços e de expertises 

A coordenadora de Comunicação e Extensão do Museu Goeldi (Cocex/MPEG), Sue Costa, explicou que a instituição acolheu com entusiasmo a parceria com o Guardiãs da Floresta, identificando total convergência entre a proposta e as estratégias institucionais de extensão, difusão científica e inclusão social na Amazônia.

“Entendemos que o projeto traz uma abordagem integrada fundamental para o enfrentamento dos desafios estruturais do Marajó, atuando em diferentes frentes, como por exemplo, a de governança e da sociobioeconomia. Portanto, o Museu Goeldi soma esforços, oferecendo infraestrutura e confiabilidade institucional para ampliar a qualidade metodológica e a legitimidade técnico-científica das ações”, destacou.

A pesquisadora também ressaltou que a parceria – além da soma de esforços e de expertises – representa uma oportunidade de exercer a extensão em sua forma mais plena, numa região carente de políticas públicas. O Museu Goeldi já tem projetos em comunidades da Floresta Nacional de Caxiuanã e, com essa nova cooperação, deve ampliar o contato da instituição com as comunidades dos dez municípios contemplados.

“Dessa forma, o Museu cumpre sua missão de salvaguardar o patrimônio e a identidade cultural regional, integrando a ciência diretamente ao fortalecimento comunitário e à adaptação climática no território marajoara”, completou Sue Costa.

Foto: Marcos Melo/ Angola Comunicação

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A coordenadora do projeto, Marianna Protázio, reforça que a cooperação técnica com o Museu Goeldi constitui o pilar científico do Guardiãs da Floresta:

“Minha expectativa é que essa parceria permita juntar toda a experiência científica e a história do Museu Goeldi na Amazônia com a força das mulheres ribeirinhas do Marajó — que são, de fato, as guardiãs desses saberes. O Museu entra com as tecnologias sociais e ambientais, com a formação, e constrói junto com a gente uma plataforma de saberes que protege os conhecimentos tradicionais, para que tudo isso continue nas mãos das comunidades, valorizado e protegido. No fundo, é a ciência e os saberes ancestrais caminhando lado a lado — e é isso que fortalece a floresta em pé e a autonomia dessas mulheres”. 

Outras parcerias e abrangência

O projeto Guardiãs da Floresta tem financiamento federal aprovado pelo Fundo Socioambiental Caixa (Edital FSA Autonomia Feminina 2025) e, além da cooperação técnica com o Museu Goeldi, será desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e com a Secretaria do Meio Ambiente do Pará. Foi concebido pelo Instituto Ajuri, idealizador do projeto, e está sendo viabilizado pelo Ispis, uma organização da sociedade civil de interesse público, que viabiliza, incuba e acelera redes, coletivos e projetos de transformação social.

A expectativa é de que a cooperação alcance pessoas que vivem em 15 comunidades de 10 municípios, onde cerca de 12 mil famílias estão assentadas: Soure (Resex Marinha de Soure), Ponta de Pedras (PAE Ilha Santana), Muaná (PAE Ilha Caijuubinha), São Sebastião da Boa Vista (PAE Ilha Deus Proverá e Comunidade Central), Curralinho (PAE Ilha São João I), Oeiras do Pará (Resex Arioca Pruanã), Breves (Resex Mapuá e PAE Ilha dos Macacos), Portel (Paex Deus é Fiel; Paex Joana Peres II – Dorothy Stang e Rio Pacajá), Gurupá (PAE Ilha Grande de Gurupá e PAE Ilha do Gurupaí) e Melgaço (Flona Caxiuanã: comunidades Caxiuanã e Santa Maria/S. Tomé).

Guardiãs da Floresta na Semana do Clima 

O lançamento oficial do projeto foi durante a 2ª Semana do Clima da Amazônia, que é uma iniciativa colaborativa entre os setores público e privado e organismos da sociedade civil, que reúne especialistas da área, dando continuidade aos debates relacionados à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que aconteceu no ano passado, em Belém.

Os organizadores definem como “uma coalizão multissetorial que transforma compromissos globais em ação no território”. Além da programação oficial, estão previstos eventos paralelos (autogestionados) que marcam a adesão de instituições e entidades diversas às discussões.

*Com informações do Museu Goeldi

Caroço de tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil

Biopellets produzidos a partir de caroços de frutos amazônicos substituem parte dos polímeros fósseis e impulsionam soluções baseadas na economia circular e na bioeconomia. Foto: Divulgação

Um bioplástico desenvolvido a partir da combinação de resina plástica e resíduos de caroços de tucumã é uma das inovações apoiadas pelo Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio). A solução apresenta-se como uma alternativa sustentável ao uso de polímeros sintéticos em diferentes aplicações industriais, incluindo a construção civil, com potencial para reduzir em até 40% a pegada de carbono. 

O material é utilizado na fabricação de espaçadores plásticos, conhecidos como “cadeirinhas”, nos modelos 20/25 mm e 25/30 mm. Essas peças são essenciais para garantir o correto posicionamento das armaduras em estruturas de concreto, assegurando a espessura ideal da camada de cobertura e evitando deslocamentos durante a concretagem. 

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A inovação nasceu da inquietação do sócio da Fipo Biopellet, Antonio Kieling. Ao observar a grande quantidade de caroços de tucumã descartados pelo setor de alimentação, o empreendedor percebeu que aquele material, até então tratado como resíduo, poderia se tornar uma importante matéria-prima para a geração de valor econômico e ambiental. A partir dessa ideia, a equipe iniciou estudos e pesquisas para desenvolver uma solução sustentável capaz de aproveitar esse potencial. 

O resultado foi a criação de um biopellet inovador, de alta resistência e durabilidade, produzido a partir da combinação de resíduos agroindustriais amazônicos, incluindo caroços de tucumã, açaí e cupuaçu. 

Foto: Divulgação

Foi nesse processo que o apoio do PPBio contribuiu para consolidar o desenvolvimento da tecnologia. “Para transformar essa invenção em uma solução com potencial de aplicação industrial, eram necessários investimentos em pesquisa, desenvolvimento, testes e prototipagem”, contou Genilson. 

Leia também: Saiba qual a diferença entre o tucumã-do-Amazonas e tucumã-do-Pará

O aporte financeiro e o suporte oferecidos pelo PPBio, por meio dos recursos da Lei de Informática, foram decisivos para o aprimoramento da tecnologia e permitiram a produção das primeiras biopeças voltadas para a indústria de duas rodas. “Um dos principais resultados desse processo foi o desenvolvimento de um pedal para bicicletas fabricado com o material biocomposto criado pela startup”, destacou. 

Além de viabilizar avanços tecnológicos, o apoio do programa contribuiu para comprovar a viabilidade técnica e comercial da solução, aproximando a inovação do mercado e reforçando o potencial da bioeconomia amazônica na geração de renda, na redução de resíduos e no desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis para diferentes setores produtivos. Para mais informações sobre o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), acesse: https://bioeconomia.org.br/.

Caroço de tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil
Foto: Divulgação

Ampliação do portfólio além do tucumã 

Os próximos passos da Fipo Biopellet estão voltados à ampliação do portfólio de produtos e ao fortalecimento da presença da tecnologia no mercado. Atualmente, a empresa já produz copos sustentáveis personalizados para eventos, também desenvolvidos a partir de resíduos agroindustriais amazônicos. 

Outra frente estratégica é a criação de filamentos para impressão 3D, um mercado em constante crescimento e que abre novas oportunidades para o uso de matérias-primas renováveis em processos de fabricação digital.

*Com informações da assessoria

Mostra de Artesanato e Economia Solidária movimenta R$ 2,85 milhões durante o Festival de Parintins

Foto: Jamille Silva/Setemp

A 21ª Mostra de Artesanato e Economia Solidária do 59º Festival Folclórico de Parintins encerrou sua edição de 2026 registrando um volume recorde de R$ 2.853.590,85 em vendas e a comercialização de 49.307 produtos confeccionados por artesãos cadastrados no Programa do Artesanato Amazonense e por empreendedores cadastrados no Programa Economia Popular e Solidária do Amazonas.

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Realizada de 24 a 28 de junho, no Turistódromo, na Praça da Catedral de Parintins, a mostra promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Executiva do Trabalho e Empreendedorismo (Setemp), reafirmou o papel do artesanato amazonense como importante instrumento de valorização cultural, empreendedorismo e geração de renda.

Mostra de Artesanato e Economia Solidária
Foto: Jamille Silva/Setemp

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Durante cinco dias de funcionamento, milhares de visitantes, turistas e moradores prestigiaram o espaço, que reuniu peças inspiradas na cultura amazônica e nos bois Caprichoso e Garantido, biojoias, acessórios, utensílios domésticos, artigos de decoração, vestuário e produtos alimentícios artesanais.

A mostra consolidou-se como uma das principais vitrines de negócios do Festival de Parintins, ampliando oportunidades de comercialização, geração de renda e fortalecimento da economia criativa no estado.

Para o secretário executivo do Trabalho e Empreendedorismo, Elvys Damasceno, o resultado alcançado representa o sucesso das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do artesanato amazonense e ao incentivo ao empreendedorismo.

“Cada peça vendida representa renda para centenas de famílias, valorização da nossa cultura e fortalecimento da economia local. Esse recorde é fruto do talento dos artesãos, da organização da Setemp e da confiança dos visitantes que prestigiaram a nossa mostra”, destacou o secretário.

Leia também: Comércio, economia e o impacto do artesanato do Festival Folclórico de Parintins na moda e estilo

A coordenadora do Programa do Artesanato Amazonense (PAA), Claudia Monteiro, ressaltou que o evento ultrapassa a comercialização de produtos e se consolida como um espaço de oportunidades para os artesãos ampliarem seus negócios e conquistarem novos mercados.

“Além das vendas realizadas durante o festival, muitos expositores saem de Parintins com encomendas, novos contatos comerciais e perspectivas de ampliar seus negócios ao longo do ano. É um trabalho construído com planejamento, qualificação e valorização dos profissionais que mantêm viva a identidade cultural do Amazonas”, afirmou.

Referência em artesanato

Os resultados alcançados pela Mostra de Artesanato e Economia Solidária comprovam uma trajetória contínua de expansão. Em 2023, o evento movimentou mais de R$ 969 mil em vendas. No ano seguinte, o faturamento alcançou cerca de R$ 1,44 milhão, crescimento aproximado de 49%. Em 2025, a Mostra bateu recorde ao registrar cerca de R$ 2,3 milhões em vendas e encomendas, resultado 59,3% superior ao faturamento médio diário da edição anterior.

Em 2026, a 21ª edição estabeleceu um novo marco histórico ao movimentar R$ 2,85 milhões com a comercialização de 49.307 produtos, superando em aproximadamente 24% o resultado financeiro de 2025.

Promovida pela Setemp, a Mostra de Artesanato e Economia Solidária integra a programação oficial do Festival Folclórico de Parintins e reafirma o compromisso do Governo do Amazonas em fomentar o empreendedorismo, preservar a cultura regional e ampliar oportunidades de geração de trabalho e renda para artesãos e empreendedores da economia solidária em todo o estado.

*Com informações da Agência Amazonas

Festival de Parintins 2026: ‘Recicla, Galera’ supera meta e destina mais de 14 toneladas de resíduos à reciclagem

Foto: Tiago Correa/Secom AM

A quinta edição do ‘Recicla, Galera‘ foi encerrada com um novo recorde durante o Festival Folclórico de Parintins. Ao longo de sete dias de mobilização, o projeto destinou corretamente 14.322,82 quilos de resíduos recicláveis, superando em 19,36% a meta de 12 toneladas estabelecida para 2026. O resultado representa, ainda, um crescimento de 42,77% em relação à edição anterior, consolidando o melhor desempenho desde a criação da iniciativa.

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Promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), do Sebrae Amazonas, da Coca-Cola Brasil, da Eneva e da Ambipar, o projeto incentiva o descarte correto de resíduos, fortalece a coleta seletiva durante o Festival e gera renda para os trabalhadores da reciclagem em Parintins.

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Crescimento da coleta

Entre os materiais já coletados pelo projeto, os maiores destaques foram o Plástico PET e o alumínio, que registraram crescimento expressivo em relação a 2025. A coleta de PET passou de 2.874,10 quilos para 4.278,32 quilos, um aumento de 48,86%.

E o alumínio (latinhas) mais que dobrou de volume, saltando de 1.438,50 quilos para 3.133,26 quilos, crescimento de 117,81%, o maior entre todos os materiais acompanhados pelo programa. Além do aumento nos materiais tradicionais, o projeto ampliou o escopo da coleta seletiva em 2026, aumentando as possibilidades de destinação ambientalmente adequada durante o Festival.

Ao todo, foram 4.815,84 quilos de papelão, 1.104,8 quilos de vidro, 132 quilos de plástico flexível, 268 quilos de resíduos eletrônicos, além de 524,8 quilos de copos plásticos da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama).

Leia também: Ecolar: casa de plástico reciclável é proposta pelo Governo como moradia popular no Amazonas

Engajamento das torcidas

A tradicional disputa sustentável entre Caprichoso e Garantido voltou a mobilizar milhares de torcedores. Somadas, as duas galeras encaminharam 3.366,60 quilos de materiais recicláveis durante as ações realizadas no Bumbódromo.

O Caprichoso conquistou o título de Campeão Sustentável da edição de 2026 ao reunir 1.757,40 quilos de resíduos recicláveis, enquanto o Garantido destinou 1.609,20 quilos.

As máquinas de coleta instaladas no Espaço Sustentável também tiveram papel importante na mobilização. Ao longo da programação, elas receberam 2.434,10 quilos de materiais recicláveis, sendo 1.493,60 quilos de PET e 940,48 quilos de alumínio, incentivando a melhoria da qualidade dos resíduos destinados à reciclagem.

Geração de renda

Todo o material coletado é destinado à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Parintins (Ascalpin), responsável pela triagem e comercialização dos resíduos. A iniciativa, desde 2022, amplia a geração de renda para os trabalhadores da reciclagem no município e fortalece a cadeia da economia circular.

Os resíduos eletrônicos arrecadados já têm destinação definida e serão comercializados com o Instituto Descarte Correto, que fará o encaminhamento ambientalmente adequado do material.

*Com informações da Agência Amazonas

Tecnologia da Amazônia visa devolver movimentos a pessoas amputadas via inteligência artificial

Finalidade do protótipo da prótese é democratizar o acesso à reabilitação motora no Norte do Brasil. Foto: Luiz Felype Santos/Rede Amazônica AP

O acesso a próteses de alta tecnologia no Brasil é um privilégio restrito a poucos, em virtude dos custos elevados que superam a realidade financeira da maior parte da população. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, em conjunto com o Ministério da Saúde (MS), o Brasil registra mais de 30 mil procedimentos de amputação a cada ano. Desse total, o gênero masculino representa mais de 70% das vítimas, com causas principais associadas a complicações de doenças crônicas e acidentes de trabalho ou de trânsito. 

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Para os indivíduos que sofrem a perda de um membro superior, a ausência de recursos financeiros impõe uma barreira de exclusão social e econômica, uma realidade que a ciência aplicada na Amazônia busca transformar. Com o propósito de romper os obstáculos, pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) desenvolveram um projeto inovador. 

A iniciativa resulta na criação de um protótipo de prótese de mão que utiliza Redes Neurais Artificiais para replicar as funções motoras. O projeto recebe o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e foca na criação de uma alternativa de menor custo. 

A união entre a engenharia biomédica e a computação avançada permite que a estrutura física da prótese biônica de mão ganhe movimentos precisos, com o uso de componentes eletrônicos de baixo custo que reduzem o valor final de produção do equipamento.

Tecnologia da Amazônia visa devolver movimentos a pessoas amputadas via inteligência artificial
Professor de coordenador da pesquisa, André Ferreira. Foto: Luiz Felype Santos/Rede Amazônica AP

De acordo com o professor e coordenador da pesquisa, André Ferreira, a equipe trabalha há um ano e cinco meses no aperfeiçoamento do modelo inicial, cuja estrutura foi construída por impressora 3D, enquanto os circuitos eletrônicos internos foram implementados por uma máquina de comando numérico computadorizada no próprio campus.

O funcionamento do dispositivo rompe com a dependência de computadores externos, uma limitação técnica comum em outros estudos acadêmicos pelo país. O diferencial da pesquisa amapaense reside na tecnologia dos sistemas embarcados, em que todo o processamento de dados ocorre em um microcontrolador instalado na própria prótese. 

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O mecanismo capta os Sinais Mioelétricos (SME) produzidos pela contração muscular do braço do usuário mediante eletrodos externos fixados na pele.

“O sinal elétrico biológico passa por um condicionamento analógico de amplificação e filtragem antes de ir ao microcontrolador, que o digitaliza, processa e o classifica via uma Rede Neural Artificial. A classificação consiste em identificar o padrão de sinal correspondente a cada movimento. Em seguida, o microcontrolador aciona pequenos motores que realizam a flexão dos dedos da prótese em tempo real”, esclarece André Ferreira.

Tecnologia segue em teste

O protótipo executa com sucesso três comandos básicos: mão aberta, mão fechada e o movimento de pinça ou flexão em garra, fundamentais para rotina diária. O atual estágio do projeto revela os desafios complexos que os pesquisadores enfrentam antes que o produto chegue ao mercado. Os testes em laboratório diferem da rotina real de um paciente amputado, pois o sinal mioelétrico de quem perdeu o membro possui características distintas de um indivíduo com o braço intacto. 

Por isso, a equipe planeja iniciar os testes com voluntários amputados. Existe, ainda, a necessidade de novos estudos sobre a compatibilidade dos materiais para evitar rejeições na pele, bem como o desenvolvimento de baterias internas recarregáveis que sejam leves, seguras, duráveis e de baixo custo. São tarefas que exigem investimentos complementares.

“O uso da inteligência artificial é crucial, pois, pensando futuramente, a prótese pode replicar 15 ou mais movimentos diferentes e com isso, a IA vai fazer o devido acionamento”, esclarece o estudante de Engenharia Elétrica e um dos integrantes da pesquisa, Ronald Pamplona.

Estudante de Engenharia Elétrica Ronald Pamplona. Foto: Luiz Felype Santos/Rede Amazônica AP

Os pesquisadores possuem dois artigos que aguardam submissão para revistas científicas de circulação internacional, um passo essencial para consolidar a autoridade técnica da universidade perante a comunidade científica global. O grupo busca equilibrar o tempo entre os testes práticos na bancada e a redação dos trabalhos para obter novas fontes de financiamento que garantam a continuidade das pesquisas.

A motivação da pesquisa nasceu na sala de aula em uma disciplina ministrada pelo coordenador, que propôs a apresentação de um trabalho prático como avaliação final da disciplina. O aluno Gabriel Gomes apresentou um pequeno sistema de aquisição do sinal mioelétrico e decidiu que esse assunto seria o tema do Trabalho de Conclusão de Curso. Ele convidou o André Ferreira para orientação. Gabriel concentra esforços no TCC sobre desenvolvimento e a otimização do software para garantir respostas quase instantâneas aos estímulos musculares. 

Para os pesquisadores envolvidos, a participação redefine as trajetórias acadêmicas e profissionais. Ronald Pamplona planeja continuar os estudos em um mestrado em engenharia biomédica para aprimorar as funções do dispositivo. 

A coordenação mantém os pés no chão quanto aos limites atuais da ciência nacional comparado aos ecossistemas internacionais de inovação.

“Comparado às próteses comerciais existentes, o nosso resultado ainda é pequeno. Mas se avançarmos, com um pequeno passo por vez, implementaremos um dispositivo similar que gostaríamos que chegasse às pessoas a fim de minimizar as dificuldades motoras. Se isso ocorrer, acredito que parte da nossa missão como engenheiros está cumprida, pois um dos objetivos da engenharia é desenvolver dispositivos para melhoria da qualidade de vida das pessoas”, conclui o professor.

O compromisso social de transformar a teoria de laboratório em benefício prático permanece como a principal meta da universidade. A união do grupo de pesquisadores demonstra que a Amazônia deixa de ser apenas uma consumidora de tecnologia externa para se transformar em um polo produtor de soluções de ponta, capazes de competir com grandes centros urbanos e responder a demandas humanitárias da região.

*Por Luiz Felype Santos, da Rede Amazônica AP

Grupo Charão: 19 anos de história, evolução e resultados

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Grupo Charão: 19 anos de história, evolução e resultados. Foto: Divulgação/Charão Tributário

Neste mês, comemoramos 19 anos do Grupo Charão. Um aniversário que representa muito mais do que a passagem do tempo: representa uma trajetória construída com trabalho sério, conhecimento técnico, proximidade com os clientes e compromisso constante com resultados.

Ao longo desses 19 anos, a empresa cresceu, se fortaleceu e evoluiu sem perder sua essência: estar ao lado dos empresários, entendendo suas operações, seus desafios e suas decisões mais importantes. O que começou como uma consultoria contábil se transformou em um grupo empresarial que hoje atua de forma estratégica nas áreas contábil, fiscal, tributária, educacional e de gestão.

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Especialista em empresas do Lucro Real na Zona Franca de Manaus e na Área de Livre Comércio de Boa Vista, o Grupo Charão consolidou uma forma de trabalhar que une técnica, visão estratégica e proximidade com a realidade de cada negócio.

Essa trajetória não foi construída por acaso. Ela é resultado de uma visão clara de futuro, de uma cultura forte e de uma forma de trabalhar que sempre colocou a excelência, a responsabilidade e a entrega real no centro de tudo.

Por trás dessa história está Eduardo Charão, gaúcho, que teve a coragem de sair de Porto Alegre em busca de algo muito maior. Ao chegar à Região Norte, encontrou um novo mercado, novos desafios e a oportunidade de construir uma empresa do zero, baseada em confiança, técnica e relacionamento.

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Com determinação, visão empresarial e muito trabalho, Eduardo construiu uma marca que se tornou referência para empresas que precisam de mais do que uma contabilidade operacional.

Ele entendeu, desde cedo, que os números não deveriam servir apenas para cumprir obrigações, mas para orientar decisões, proteger empresas e impulsionar crescimento.

Hoje, o Grupo Charão reúne três marcas que se complementam e fortalecem esse propósito.

A Charão Consultoria é a base da nossa história. Entregamos soluções contábeis, fiscais e de DP para empresas que buscam segurança, organização, controle e alto desempenho.

A Charão Tributário é especializada em inteligência fiscal e tributária, com foco em Reforma Tributária. Atuamos com análises, planejamento e soluções para reduzir riscos, identificar oportunidades e preparar empresas para as mudanças do sistema tributário brasileiro.

A Charão Educacional compartilha conhecimento para impulsionar o crescimento sustentável das empresas. Por meio de mentorias, ajudamos empresários, contadores e profissionais a desenvolverem uma gestão mais estratégica e preparada para o futuro.

Celebrar 19 anos é reconhecer uma história de coragem, construção e crescimento. Mas também é reafirmar o nosso compromisso com o futuro: seguir transformando conhecimento em estratégia, estratégia em decisões melhores e decisões melhores em crescimento para nossos clientes.

Parabéns, Grupo Charão, pelos 19 anos de uma história que inspira confiança e constrói legado.

De Manaus à Parintins: 5 curiosidades sobre a Romaria das Águas para Nossa Senhora do Carmo

Foto: Reprodução/Amazon Sat

A Romaria das Águas entre Manaus e Parintins, no Amazonas, é uma das manifestações religiosas da Amazônia realizada durante os festejos de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da ilha tupinambara, como é conhecido o município parintinense. A celebração reúne centenas de embarcações e milhares de fiéis em uma viagem pelo Rio Amazonas que mistura devoção, arte e cultura regional.

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Idealizada em 2009 pelo artista plástico parintinense Juarez Lima, a romaria cresceu ao longo dos anos e passou a integrar o calendário religioso e cultural do Amazonas. Confira cinco curiosidades que ajudam a explicar a importância desse evento:

1. A Romaria das Águas nasceu de uma promessa feita por Juarez Lima

Pouca gente sabe, mas a origem da Romaria das Águas está ligada a uma promessa. Devoto de Nossa Senhora do Carmo, Juarez Lima criou o cortejo em 2009 após atribuir à intercessão da santa a recuperação de um amigo que havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC). E esse amigo era Jair Mendes, artista plástico que teve passagem pelos dois bois de Parintins, mas que passou maior a parte da vida no Garantido e contribuiu para as apresentações do boi da Baixa do São José implementando movimentos às alegorias na década 70.

Jair Mendes ao lado de Juarez Lima durante uma das edições da Romaria das Águas. Foto: Juarez Lima Filho e Thyago Lima/Acervo pessoal

Ao contrário de Jair Mendes e embora tenha passado pelos dois bois, Juarez Lima é mais conhecido pelos trabalhos feitos pelo Caprichoso. Os dois competiram um contra o outro em vários festivais, mas nunca deixaram de ser amigos. Juarez também contribuiu com as melhorias dos bois, pois ele foi o primeiro a implementar ferros nas alegorias durante o Festival.

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Já o gesto de gratidão e fé dos dois amigos deu origem a uma procissão fluvial que, ano após ano, transformou-se em um dos maiores eventos religiosos da Amazônia e em um dos principais legados deixados pelo artista parintinense Juarez Lima.

2. A imagem da santa passou a viajar de Manaus até Parintins

Durante os primeiros anos, a Romaria das Águas era realizada apenas nas proximidades de Parintins. A partir de 2021, a celebração ganhou um novo formato e a imagem peregrina de Nossa Senhora do Carmo passou a sair de Manaus em direção à Ilha Tupinambarana.

A travessia percorre aproximadamente 369 quilômetros pelo Rio Amazonas e dura cerca de 18 horas, reunindo embarcações de romeiros que acompanham a imagem durante todo o percurso até a chegada em Parintins

3. A Romaria das Águas é considerada uma das maiores procissões fluviais da Amazônia

Ao longo de mais de uma década, a Romaria das Águas deixou de ser apenas uma promessa pessoal e passou a reunir milhares de fiéis, turistas e embarcações todos os anos.

O evento é apontado como uma das maiores procissões fluviais da Amazônia, sendo a maior em extensão, e tem ganhado reconhecimento institucional. Em 2026, inclusive, foi apresentado na Câmara Municipal de Parintins um projeto para reconhecer oficialmente a Romaria das Águas como patrimônio cultural imaterial do município, valorizando a tradição criada por Juarez Lima e sua importância para a história da cidade.

4. Artistas dos bois Caprichoso e Garantido trabalham juntos na romaria

Embora sejam rivais na arena do Festival Folclórico de Parintins, artistas dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido deixam a disputa de lado para participar da confecção das esculturas e alegorias da Romaria das Águas.

A união dos profissionais tornou-se uma das características mais simbólicas da celebração, mostrando que a devoção à padroeira supera a rivalidade folclórica e reforça a identidade cultural da ilha.

5. A Romaria das Águas integra oficialmente a programação da Festa de Nossa Senhora do Carmo

Em 2020, Juarez Lima e a esposa, Erliany Lima (ambos a esquerda), em missa na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins. Foto: Reprodução/ Facebook – Juarez Lima

O que começou como uma demonstração de fé idealizada por Juarez Lima passou a fazer parte da programação oficial da Festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Hoje, a procissão fluvial marca um dos momentos mais aguardados das celebrações religiosas, reunindo romeiros, embarcações e fiéis de diferentes municípios do Amazonas no mês de julho, sendo o dia 16 deste mês o dia da padroeira.

A chegada da imagem peregrina à cidade é acompanhada por uma grande recepção às margens do Rio Amazonas, seguida de uma programação religiosa organizada pela Diocese de Parintins, reforçando a importância da Romaria das Águas como uma tradição de fé incorporada às festividades da padroeira. Essa integração ajudou a consolidar o evento como um dos principais símbolos do turismo religioso na Amazônia.

Vamos Brincar de Boi

O “Vamos Brincar de Boi” é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e do Governo do Amazonas.

A ação busca fortalecer a valorização da cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o acesso às tradições do Festival Folclórico de Parintins por meio de conteúdos educativos, culturais e informativos exibidos em diferentes plataformas do Grupo Rede Amazônica.