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Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru é criado em Rondônia

Foto: Divulgação/Acervo CNA

Em celebração ao Mês do Meio Ambiente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto que cria oficialmente o Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru, em Rondônia, no dia 10 de junho. A assinatura ocorreu durante a cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), acompanhou todo o processo para preservação da área.

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“Obrigado por nunca desistirem do meio ambiente. É uma luta contínua pela preservação. Tem muita gente que acha que terra indígena é demais, mas [os povos indígenas] eram donos de tudo antes do que foi tomado deles”, disse o presidente.

“Essas ações são importantes, e não podemos nos esquecer da importância deles para o desenvolvimento do país”, acrescentou Lula.

Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru é criado em Rondônia
Foto: Wagner Lopes/Casa Civil

A nova unidade de conservação está localizada nos municípios de Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste e possui uma área de aproximadamente 7.638 hectares. A criação do parque representa um importante avanço para a proteção da biodiversidade, dos recursos naturais e da memória dos povos indígenas da região.

A diretora do CNA, Alyne Mayra, destacou o trabalho realizado pela superintendência do Iphan em Rondônia, que mapeou os sítios arqueológicos do parque.

“É através da arqueologia que conseguimos provar a materialidade do espaço. É um passo importante para a arqueologia, mas sobretudo para a sociedade brasileira”, disse.

De acordo com os estudos que embasaram a proposta, a área abriga um remanescente florestal estratégico situado na transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, além de proteger espécies ameaçadas de extinção, como o macaco-aranha, o macaco-barrigudo e a onça-pintada. A região também desempenha papel fundamental na conservação de recursos hídricos e na manutenção de corredores ecológicos entre áreas protegidas.

O parque nasce com a missão de proteger um território marcado pela resistência indígena. A área possui sítios arqueológicos, históricos e simbólicos associados à memória do povo indígena Tanaru, cuja trajetória se tornou um símbolo da luta dos povos originários pela sobrevivência e pelo direito ao território.

Leia também: Relembre a história do “índio do buraco”, símbolo da resistência dos indígenas isolados

A criação do parque é resultado de um longo processo de proteção territorial conduzido pelo Estado brasileiro. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a iniciativa surgiu inicialmente da necessidade de garantir a sobrevivência de um indígena isolado que vivia em situação extrema de vulnerabilidade.

Com o passar dos anos, ficou evidente a relevância histórica, cultural e ambiental da região, fortalecendo a proposta de transformar a área em parque nacional.

Saberes tradicionais e culturas indígenas

A medida também destaca a importância da preservação dos saberes tradicionais e das culturas indígenas. Esses conhecimentos, transmitidos entre gerações, ajudam a conservar a biodiversidade, orientar o uso sustentável dos recursos naturais e fortalecer a identidade cultural dos povos originários. Proteger esses territórios significa preservar não apenas a floresta, mas também histórias, memórias e modos de vida que fazem parte da formação do Brasil.

Além da proteção ambiental e cultural, o novo parque poderá incentivar pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades de turismo ecológico voltadas para a valorização da natureza e da memória indígena.

*Com informações do Iphan

Com ruas coloridas e clima de mundial, primeira ação do Amapá em Campo acontece neste sábado

Amapá em Campo une esporte e educação ambiental. Foto: Divulgação

A emoção do esporte vai ganhar um significado ainda mais especial para moradores de Macapá (AP) neste sábado (13). A partir das 18h, a Ponte do Apertadinho, no bairro Fazendinha, será palco da primeira atividade do projeto ‘Amapá em Campo‘, iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que transforma espaços públicos em ambientes de convivência, pertencimento e cidadania.

Com ruas coloridas, intervenções artísticas inspiradas no universo esportivo e estrutura preparada para receber a comunidade, o projeto convida moradores a acompanharem gratuitamente a partida da Seleção Brasileira em um grande encontro comunitário, com telão, sonorização e programação voltada à integração social.

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Ao longo do mês de junho, o Amapá em Campo promoverá atividades em diferentes regiões da capital amapaense, utilizando a mobilização em torno do esporte como ferramenta para fortalecer vínculos comunitários, valorizar os territórios e estimular reflexões sobre questões ambientais que impactam o cotidiano da população.

Três pontes localizadas em áreas sujeitas a alagamentos serão transformadas em verdadeiros painéis artísticos a céu aberto. Ao todo, cerca de mil metros de pinturas inspiradas no esporte e na identidade amazônica serão produzidos por artistas locais, contribuindo para a valorização dos espaços públicos e para o fortalecimento da economia criativa.

Além da revitalização urbana, o projeto realizará o plantio de 100 mudas e uma campanha de conscientização ambiental sobre o descarte irregular de resíduos e sua relação com os alagamentos urbanos, um dos principais desafios enfrentados por diversas comunidades da capital.

“O Amapá em Campo utiliza a força mobilizadora do esporte para promover integração social, valorizar os territórios e incentivar o cuidado com as comunidades. É uma iniciativa que une esporte, cultura e sustentabilidade em benefício da população”, afirma Matheus Aquino, coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica.

ações amapá em campo 2026
Ações do projeto Amapá em Campo são realizadas durante todo o mês de junho. Foto: Juliana Oliveira

Leia também: Futebol inspira transformação de comunidades no Amapá com arte urbana, mobilização social e ações ambientais

A iniciativa também contará com a veiculação de conteúdos educativos em rádio, televisão e plataformas digitais, abordando temas relacionados à preservação ambiental, descarte adequado de resíduos e participação comunitária.

Ao reunir arte urbana, esporte e conscientização ambiental, o projeto busca estimular o protagonismo das comunidades e reforçar a importância da ocupação positiva dos espaços públicos, contribuindo para a construção de territórios mais acolhedores, sustentáveis e conectados com a realidade amazônica.

Programação

A programação do Amapá em Campo começa neste sábado (13), às 18h, na Ponte do Apertadinho, no bairro Fazendinha. O local será palco de um ponto de encontro comunitário para acompanhar a partida entre Brasil e Marrocos. A iniciativa busca reunir moradores em um ambiente de convivência, fortalecendo os laços comunitários por meio do futebol.

A segunda ação acontece no dia 19 de junho, às 20h30, na Ponte do Gonzaguinha, na região do Zerão. Assim como na primeira atividade, a comunidade será convidada a acompanhar o confronto entre Brasil e Haiti em um espaço preparado para promover integração e participação popular.

Além dos encontros para assistir aos jogos da Seleção Brasileira, o projeto também prevê uma atividade voltada à preservação ambiental. No dia 23 de junho será realizada uma mobilização comunitária para o plantio de mudas, incentivando a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da preservação dos espaços urbanos e naturais.

A programação será encerrada no dia 24 de junho, às 18h, na Ponte da 18ª do Congós. O local receberá mais um ponto de encontro comunitário para a transmissão da partida entre Brasil e Escócia, reunindo moradores em um momento de celebração, convivência e valorização dos espaços públicos.

Confira a programação de atividades do projeto:

13 de junho de 2026 (sábado)
Horário: 18h
Local: Ponte do Apertadinho (Fazendinha)
Atividade: Ponto de encontro comunitário para o jogo Brasil x Marrocos

19 de junho de 2026 (sexta-feira)
Horário: 20h30
Local: Ponte do Gonzaguinha (Zerão)
Atividade: Ponto de encontro comunitário para o jogo Brasil x Haiti

23 de junho de 2026 (terça-feira)
Atividade: Mobilização comunitária para o plantio de mudas — Ação de Educação Ambiental

24 de junho de 2026 (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Ponte da 18ª do Congós
Atividade: Ponto de encontro comunitário para o jogo Brasil x Escócia

Amapá em Campo

O Amapá em Campo é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), que utiliza o esporte como ferramenta de mobilização social para promover integração comunitária, valorização cultural e conscientização ambiental.

O projeto transforma espaços públicos por meio da arte urbana, da participação popular e de ações sustentáveis, contribuindo para o fortalecimento dos territórios e para a construção de comunidades mais acolhedoras e conectadas com a realidade amazônica.

O Amapá em Campo conta com apoio da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (SEDEL), do Governo do Estado do Amapá e da Tratalyx Serviços Ambientais.

Inovação alia eficiência e sustentabilidade à bananicultura familiar na Amazônia

Inovação alia eficiência e sustentabilidade à bananicultura familiar na Amazônia. Foto: Reprodução/Embrapa

Um removedor artesanal de folhas de bananeira atesta a relevância da união entre pesquisa e saber popular. Batizado de ‘Rabo de Jaraqui’ pela semelhança com a cauda de um peixe típico da Amazônia, a ferramenta validada pela Embrapa Amazônia Ocidental oferece baixo custo, segurança, eficiência e sustentabilidade no campo.

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A inovação para a desfolha de bananeiras foi confeccionada a partir de sucatas da propriedade do produtor rural Raimundo Miguel Barbosa de Lima, em Itacoatiara (AM), e ganhou escala e respaldo científico graças à parceria com o pesquisador Luadir Gasparotto, da Embrapa Amazônia Ocidental.

Ao identificar o potencial da ferramenta no manejo diário, Gasparotto elaborou o desenho técnico do equipamento e sistematizou o conhecimento, resultando na publicação do Comunicado Técnico 181. O documento detalha o seu funcionamento e garante os devidos créditos à criatividade de Barbosa de Lima.

Leia também: Sigatoka-negra: uma das principais ameaças à bananicultura na Amazônia

Pesquisador Luadir Gasparotto, deu escala e respaldo científico a ferramenta aliada da bananicultura familiar. Foto: Reprodução/Embrapa

O nome peculiar faz referência ao formato da ferramenta, que se assemelha à cauda do jaraqui. A alcunha se aplica às espécies Semaprochilodus taeniurus (escama fina) e Semaprochilodus insignis (escama grossa) – dois dos peixes mais populares da região amazônica e de grande relevância no estado do Amazonas. Mais do que um improviso, o “Rabo de Jaraqui” resolve um gargalo importante na bananicultura: a desfolha.

Segundo Gasparotto, uma bananeira produz entre 40 e 50 folhas ao longo de seu ciclo. “A eliminação das folhas velhas ou doentes facilita a entrada de luz solar, melhora a circulação de ar e reduz a umidade no pomar”, explica.

Esses fatores são cruciais para o controle fitossanitário, pois reduzem focos de pragas como o moleque-da-bananeira e doenças fúngicas.

Como produzir a ferramenta

No mercado há vários tipos de utensílios para desfolha das bananeiras, como facões (terçados), foices e podões. Em lojas de produtos agropecuários, existem diversos formatos, normalmente acoplados a um cabo leve e com comprimento adaptado à altura do operador e da bananeira. No entanto, é possível confeccionar uma ferramenta para essa finalidade na própria propriedade rural.

bananicultura
A foto ilustra um modelo esquemático com as dimensões para confecção da ferramenta de remoção das folhas da bananeira. A parte superior, confeccionada com sucatas, é constituída pelas lâminas cortantes, e a base é constituída por um cano de ferro com cerca de 3 cm de diâmetro, para inserção do cabo, cujo comprimento varia de acordo com a altura das plantas e do operador. Foto: Reprodução/Embrapa

Leia também: Embrapa apresenta cultivo de banana como alternativa para crise da mandioca no Amapá

A ideia é reaproveitar diversos materiais que estejam disponíveis, como retalhos de lâminas de ferro oriundos de trabalhos realizados em serralheria, sucatas de facas de roçadeira costal, lâmina de terçado (facão), boca de lobo, enxada, enxadão, foice, pás e discos de grade e arado com cerca de 2 a 3 mm de espessura.

“Todos esses materiais podem ser reaproveitados para a confecção da ferramenta para remover as folhas da bananeira”, observa o pesquisador. Basta usar o desenho técnico como molde para corte e solda do metal, que formará uma peça a se encaixar em um cabo.

Ferramenta sustentável

Para o agricultor Raimundo Miguel Barbosa de Lima, mais conhecido como Barbosa Batiferro, a necessidade é a mãe da invenção. Observando o desafio diário de lidar com a altura das bananeiras — onde o facão convencional se mostrava curto e ineficiente —, ele decidiu que era hora de criar sua própria solução.

O processo não foi obra do acaso. “Eu pensei, analisei, estudei e coloquei no papel”, relata o agricultor, que desenvolveu desde o protótipo até o modelo final. O resultado é uma ferramenta que une sustentabilidade e ergonomia: feita inteiramente de material reaproveitado, ela possui uma curvatura específica projetada para a limpeza das folhas sem ferir o caule da planta.

Para Barbosa, a eficácia da ferramenta depende de dois pilares: o corte e a proteção. Ele enfatiza que a lâmina deve estar sempre bem amolada para garantir um corte limpo que não machuque a bananeira.

Além disso, o inventor não abre mão da segurança do trabalhador, alertando que o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e óculos, é indispensável para proteção contra resíduos e insetos que podem cair durante o manejo.

Inovação alia eficiência e sustentabilidade à bananicultura familiar na Amazônia
Agricultor Raimundo Miguel Barbosa de Lima e ferramenta eficaz à bananicultura familiar na Amazônia. Foto: Reprodução/Embrapa

Leia também: Mudas de bananeiras são desenvolvidas com tecnologia in vitro para beneficiar pequenos produtores em Mato Grosso

Talvez o maior diferencial do método de Batiferro seja o seu rigor com a higiene agrícola. Ao cultivar quatro variedades diferentes — Banana-da-terra, Fia 18, Pratão e Nanico —, ele ensina que a ferramenta deve ser esterilizada a cada mudança de lote.

O processo é simples, mas vital: um balde com água e água sanitária. “Terminou de limpar a banana-da-terra? Você mergulha a ferramenta, chacoalha e só então vai para [a banana-] pratão”, explica. Esse cuidado evita a transmissão de doenças entre as plantas, garantindo a saúde de todo o pomar.

Benefícios diretos ao produtor

Na desfolha das plantas, o corte do pseudopecíolo (estrutura vegetal que se parece com o pecíolo, haste que conecta a folha ao caule) da folha a ser eliminada deve ser feito de baixo para cima; no sentido contrário, há dilaceração dos tecidos do pseudocaule. Além do corte do pseudopecíolo, a ferramenta também pode ser utilizada para remoção do coração ou mangará do cacho, principalmente em variedades de porte alto.

Além do ganho agronômico, a tecnologia foca no bem-estar do agricultor familiar. O uso do removedor aumenta a segurança porque reduz o abrigo para animais peçonhentos no bananal. Otimiza o manejo, pois facilita a aplicação de insumos e o crescimento de novos perfilhos (brotos). Também tem baixo custo por reciclar materiais da própria fazenda.

Inovação alia eficiência e sustentabilidade à bananicultura familiar na Amazônia. Foto: Reprodução/Embrapa

Vale notar ainda que o processo de decomposição das folhas eliminadas incorpora matéria orgânica ao solo, o que melhora sua estrutura, estabilidade e capacidade de retenção de água, além de estimular a biodiversidade e constituir fonte de nutrientes para as plantas.

Com a melhoria das condições físicas, biológicas e químicas do solo e o consequente aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas, favorece-se o desenvolvimento e a produção do bananal.

Com a divulgação oficial pela Embrapa, a expectativa é que o “Rabo de Jaraqui” se espalhe por outras propriedades da região, provando que a inovação no campo muitas vezes nasce da observação prática e do diálogo entre o saber popular e a pesquisa científica.

*Com informações da Embrapa

Amazon Sat transmite Boa Vista Junina 2026; confira a programação

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Canal exibirá o ‘maior arraial da Amazônia’ na tv aberta para cinco estados da região Norte e online para todo Brasil. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

A temporada das festas juninas já começou e o canal Amazon Sat chega nos festejos com a transmissão do Boa Vista Junina 2026. De 13 a 17 de junho, o canal que é a ‘cara e a voz da Amazônia’ exibirá as apresentações dos grupos que disputarão o Concurso das Quadrilhas Juninas, o principal momento do evento que acontece na Praça Fábio Marques Paracat, em Boa Vista (RR).

Serão cinco dias de transmissão do ‘maior arraial da Amazônia’, com todos os detalhes do tradicional concurso de quadrilhas da região Norte do Brasil. A cobertura do Amazon Sat inicia neste sábado (13), às 21h (hora Boa Vista), com a apresentação das quadrilhas do grupo de Acesso: Namoro Caipira, Arrasta Pé, Joaninha e Estrela Junina.

A transmissão terá o comando da jornalista e apresentadora do telejornal Amazônia News, Juliana Fontes, e reportagens de Rodrigo Hidalgo, além de flashes ao vivo durante a programação.

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No domingo (14), às 20h, o canal exibe as apresentações do primeiro dia de disputa das quadrilhas que integram o grupo Especial: Explosão Caipira, Furacão Caipira, Tradição Macuxi, Coração de Estudante e Escola Forrozão.

Já na segunda (15), no mesmo horário, os grupos Xamego na Roça, Filhos de Macunaíma, Evolução Junina, Matuta Encantá e Espantalho Junino completam o segundo dia de apresentações do grupo Especial.

Às 20h da terça (16), a transmissão abre as apresentações do primeiro dia do grupo Diamante, com as quadrilhas Garranxê, Amor Caipira e Agitação.

E na quarta-feira (17), Coração Caipira, Zé Monteirão e Eita Junino, o atual campeão do concurso, fecham a segunda noite de apresentações da categoria de elite.

Leia também: Sete noites de dança e tradição reúnem 28 quadrilhas na Praça Fábio Marques Paracat no Boa Vista Junina 2026

Quadrilhas juninas
Maior Arraial da Amazônia chega à 26ª edição com disputas em quatro categorias e atrações culturais. Foto: Divulgação/Semuc BV

Para Juliana Fontes a expectativa é alta: “O Boa Vista Junina é muito mais do que uma festa, é um momento em que a cultura ganha ainda mais força. Como apresentadora, estou muito feliz e ansiosa para viver tudo isso de perto e sentir a energia da arena”.

Leia também: Preparo da Maior Paçoca do Mundo aumenta expectativa por nova marca histórica em Boa Vista

Segundo Juliana, que chegou na cidade esta semana, é possível ver quanta dedicação existe “por trás de cada quadrilha, de cada figurino, de cada coreografia”.

“E isso torna o espetáculo ainda mais especial. O nosso trabalho está sendo intenso para que a transmissão possa passar toda a emoção do maior arraial da Amazônia para o público de todo o Brasil que vai nos assistir”, garante.

Onde assistir o Boa Vista Junina 2026

O Boa Vista Junina 2026 será transmitido na tv aberta para os cinco estados que o Amazon Sat abrange, nos seguintes canais:

  • Manaus/AM: 44.1
  • Porto Velho/RO: 22.1
  • Rio Branco/AC: 31.1
  • Macapá/AP: 29.1
  • Boa Vista/RR: 23.1
  • Parintins/AM: 46.1

A transmissão também acontece online no Amazon Sat e no portalamazonia.com.

Futebol inspira transformação de comunidades no Amapá com arte urbana, mobilização social e ações ambientais

Projeto da Fundação Rede Amazônica unirá arte urbana, mobilização comunitária e conscientização ambiental no Amapá. Foto: Raimundo Vilhena

A paixão dos brasileiros pelo futebol será o ponto de partida para transformar espaços públicos e fortalecer o sentimento de pertencimento em comunidades de Macapá. Com arte urbana, encontros coletivos e iniciativas de educação ambiental, o projeto ‘Amapá em Campo‘, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), levará atividades gratuitas a áreas impactadas por vulnerabilidades sociais e ambientais.

Três pontes localizadas em regiões sujeitas a alagamentos serão transformadas em verdadeiros painéis artísticos a céu aberto. Ao todo, cerca de mil metros de pinturas inspiradas no futebol e na identidade amazônica serão criados por artistas locais, gerando oportunidades para a economia criativa e valorizando espaços de convivência comunitária.

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Além da revitalização urbana, o projeto promoverá o plantio de 100 mudas e uma campanha de sensibilização sobre desafios ambientais das áreas urbanas de Macapá: o descarte irregular de resíduos e seus impactos no agravamento dos alagamentos.

Imagem colorida mostra logo do Amapá em Campo
Arte: Divulgação/Fundação Rede Amazônica

A iniciativa também veiculará pílulas de conteúdo educativo no rádio, na TV e em plataformas digitais. O objetivo das mensagens é conscientizar os moradores sobre os impactos ambientais urbanos no Amapá, destacando a relação entre o descarte inadequado de resíduos, a obstrução da drenagem e o aumento dos alagamentos.

A proposta é estimular mudanças de comportamento no cotidiano, contribuindo para a preservação e valorização dos espaços de vivência coletiva.

Durante o mês de junho, a população poderá se reunir gratuitamente em espaços de convivência comunitária decorados pelo projeto para vibrar e celebrar coletivamente os jogos da Seleção Brasileira, com estrutura completa de telão e som.

“Com o ‘Amapá em Campo’, aproveitamos a energia da torcida para ocupar os espaços públicos de forma positiva e gerar pertencimento. Mais do que lazer gratuito, estamos levando conscientização ambiental e arte para dentro das comunidades, mostrando que o esporte é uma ponte para a cidadania e para a valorização da identidade amazônica”, afirmou a diretora executiva da FRAM, Mariane Cavalcante.

Programação

Como parte das ações do projeto promovido pela FRAM, comunidades de diferentes regiões de Macapá receberão atividades que unem esporte, integração social, arte e conscientização ambiental durante o mês de junho.

A programação começa neste sábado (13), às 18h, na Ponte do Apertadinho, no bairro Fazendinha. O local será palco de um ponto de encontro comunitário para acompanhar a partida entre Brasil e Marrocos. A iniciativa busca reunir moradores em um ambiente de convivência, fortalecendo os laços comunitários por meio do futebol.

A segunda ação acontece no dia 19 de junho, às 20h30, na Ponte do Gonzaguinha, na região do Zerão. Assim como na primeira atividade, a comunidade será convidada a acompanhar o confronto entre Brasil e Haiti em um espaço preparado para promover integração e participação popular.

Além dos encontros, o projeto também prevê uma atividade voltada à preservação ambiental. No dia 23 de junho será realizada uma mobilização comunitária para o plantio de mudas, incentivando a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da preservação dos espaços urbanos e naturais.

A programação será encerrada no dia 24 de junho, às 18h, na Ponte da 18ª do Congós. O local receberá mais um ponto de encontro comunitário para a transmissão da partida entre Brasil e Escócia, reunindo moradores em um momento de celebração, convivência e valorização dos espaços públicos.

Confira a programação de atividades do projeto:

13 de junho de 2026 (sábado)
Horário: 18h
Local: Ponte do Apertadinho (Fazendinha)
Atividade: Ponto de encontro comunitário para o jogo Brasil x Marrocos

19 de junho de 2026 (sexta-feira)
Horário: 20h30
Local: Ponte do Gonzaguinha (Zerão)
Atividade: Ponto de encontro comunitário para o jogo Brasil x Haiti

23 de junho de 2026 (terça-feira)
Atividade: Mobilização comunitária para o plantio de mudas — Ação de Educação Ambiental

24 de junho de 2026 (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Ponte da 18ª do Congós
Atividade: Ponto de encontro comunitário para o jogo Brasil x Escócia

Amapá em Campo

O Amapá em Campo é uma iniciativa e realização da Fundação Rede Amazônica, com apoio da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (SEDEL), do Governo do Estado do Amapá e da Tratalyx Serviços Ambientais.

Preparo da Maior Paçoca do Mundo aumenta expectativa por nova marca histórica em Boa Vista

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Paçoca será servida na próxima terça-feira (16), a partir das 19h30, na Praça Fábio Marques Paracat. Foto: Fernando Teixeira/Acervo Prefeitura de Boa Vista

Maior Paçoca do Mundo já está sendo preparada em uma fábrica no Distrito Industrial. A expectativa é de mais um capítulo histórico para o Boa Vista Junina 2026. Neste ano, a missão da prefeitura é superar a marca de 1.547,5 quilos, alcançada em 2025, com cerca de 100 quilos a mais na produção.

Cerca de 30 cozinheiros e auxiliares participam do preparo de uma das atrações mais aguardadas do Maior Arraial da Amazônia. “É um dos maiores símbolos da cultura roraimense, com reconhecimento mundial pelo Guinness World Records. Aguardamos ansiosos por este momento”, destacou o prefeito Marcelo Zeitoune.

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A preparação segue os protocolos da Vigilância Sanitária para assegurar a qualidade do alimento que, após a pesagem, será distribuído gratuitamente ao público. Entre os ingredientes estão farinha, carne de sol, cebola, manteiga e óleo de soja, combinação responsável pelo sabor que conquistou moradores e visitantes.

Foto: Fernando Teixeira/Acervo Prefeitura de Boa Vista

Para a diretora de Turismo da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Alda Amorim, a iguaria ultrapassou a condição de prato típico e se tornou parte da identidade local. “A paçoca conquistou o coração dos boa-vistenses e virou um verdadeiro souvenir para quem visita nossa cidade. Ela carrega o sabor da nossa terra e a força das nossas tradições”, afirmou.

Leia também: Sete noites de dança e tradição reúnem 28 quadrilhas na Praça Fábio Marques Paracat no Boa Vista Junina 2026

A pesagem acontece na próxima terça-feira (16), às 19h30, na Praça Fábio Marques Paracat, quando a balança revelará se um novo recorde foi alcançado.

Peso da Maior Paçoca do Mundo em todas as edições:

  • 2015 – 500 kg
  • 2016 – 775 kg
  • 2017 – 856 kg
  • 2018 – 1.023 kg
  • 2019 – 1.050 kg
  • 2022 – 1.131 kg
  • 2023 – 1.264 kg
  • 2024 – 1.356 kg
  • 2025 – 1.547,5 kg
Foto: Divulgação/Prefeitura de Boa Vista

Reserva no Peru abriga novo gênero de besouro, confirmam pesquisadores

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Descobertas ampliam o conhecimento científico sobre a fauna peruana. Foto:

Uma equipe internacional de pesquisadores confirmou a descoberta de um novo gênero e nove novas espécies de besouros longicórnios na Reserva da Biosfera de Manu, no sudeste do Peru. Essa descoberta demonstra que uma das regiões com maior biodiversidade do planeta continua a abrigar espécies até então desconhecidas pela ciência.

Os resultados foram publicados na revista científica Annales de la Société entomologique de France e constituem o primeiro inventário especializado de besouros longicórnios (Coleoptera: Cerambycidae) para o departamento de Cusco.

Leia também: Equipe de cientistas descobre nove espécies de besouros na Amazônia peruana

Novas espécies de besouros

A pesquisa identificou um novo gênero chamado Ankistron e descreveu nove espécies novas para a ciência. Seis delas foram registradas em áreas ligadas ao Parque Nacional de Manu e sua zona de amortecimento, dentro da Reserva da Biosfera de Manu, reconhecida internacionalmente por sua biodiversidade.

As novas espécies descritas são Anisopodus forsythi, Sternacutus santiagoi, Hyperplatys gorkyi, Colobothea monnei, Estola carmonae e Eranina noei, entre outras registradas durante trabalhos de campo realizados principalmente na Estação Biológica Manu, localizada no setor de Kosñipata, em Cusco.

O estudo também relata 21 espécies registradas pela primeira vez no Peru e 78 novos registros departamentais em Amazonas, Apurímac, Cusco, Huánuco e Madre de Dios. Essas descobertas ampliam significativamente o conhecimento científico sobre a distribuição de besouros longicórnios no país.

A pesquisa foi desenvolvida por Angelo Ávila-Jiménez, do Museu de História Natural da Universidade Pedagógica Nacional da Colômbia; Juan Pablo Botero, da Universidade Nacional da Colômbia; Antonio Santos-Silva, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, Brasil; e Alejandro Lopera-Toro, da Estação Biológica de Manu, Peru.

novos besouros descobertos no peru
Foto: Ângelo Ávila-Jiménez

Leia também: Madre de Dios, a ‘Capital da Biodiversidade’ do Peru

Os besouros-de-chifre-longo são um dos grupos de insetos mais diversos do mundo e desempenham funções ecológicas relacionadas à decomposição da matéria vegetal e à reciclagem de nutrientes em florestas tropicais.

A este respeito, o presidente executivo da Sernanp, José Carlos Nieto Navarrete, afirmou que os resultados confirmam o papel do Parque Nacional Manu, zona central da Reserva da Biosfera de Manu, localizada entre as regiões de Cusco e Madre de Dios, como um dos principais cenários para pesquisa e descoberta biológica na região andino-amazônica. 

Ele acrescentou que essas descobertas ampliam o conhecimento científico sobre a fauna peruana e fornecem informações relevantes para fortalecer futuras pesquisas e estratégias de conservação da biodiversidade.

*Com informações da Agência Andina

Sustentabilidade na prática: debate reúne iniciativas que estão transformando realidades na Amazônia

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Foto: Divulgação

Como transformar sustentabilidade em resultados concretos para a população? A busca por respostas para esse desafio reuniu empresas, instituições e organizações da sociedade civil durante o Talks ODS, realizado nesta sexta-feira (12/06), no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus.

O encontro integrou a programação do Circuito Cultural ODS – 2ª Edição e promoveu um espaço de diálogo sobre os caminhos para transformar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em ações capazes de gerar impacto positivo nos territórios amazônicos.

Representando a Fundação Rede Amazônica (FRAM), a diretora executiva Mariane Cavalcante participou do painel “Do Discurso à Prática: Empresas que Vivem os ODS”, ao lado de representantes da Vibra, Pioneiro e Consulado da Mulher. Durante o debate, ela destacou o papel da comunicação como ferramenta de mobilização social, conexão entre diferentes atores e transformação de realidades.

Segundo Mariane, a Fundação foi criada com o propósito de contribuir para o desenvolvimento e a integração da Amazônia e, ao longo de mais de quatro décadas, consolidou sua atuação por meio de projetos voltados à educação, cidadania, sustentabilidade, empreendedorismo, cultura e desenvolvimento social.

“O Grupo existe há 53 anos e a Fundação há 42. Ela foi criada com um objetivo muito semelhante ao do Grupo Rede Amazônica, que é desenvolver e integrar a Amazônia. Ao longo dessas décadas, construímos um legado baseado na educação, na mobilização social e na valorização da nossa região. Nosso principal diferencial é utilizar a comunicação como uma ferramenta de geração de impacto”, afirmou.

Atualmente, a Fundação Rede Amazônica desenvolve cerca de 22 projetos por ano em toda a Amazônia, impactando diretamente mais de um milhão de pessoas por meio de iniciativas voltadas ao fortalecimento das comunidades e à promoção do desenvolvimento sustentável.

“A gente entende que a comunicação é uma ferramenta extremamente importante na mobilização social e na participação coletiva. E sempre digo que, se conseguirmos mudar a vida de uma pessoa, já estamos cumprindo o nosso propósito”, destacou.

Medir para transformar

Durante o painel, Mariane destacou que um dos maiores desafios das organizações que atuam com impacto social é transformar a sustentabilidade em uma prática permanente e mensurável.

Segundo ela, a implantação de processos, indicadores e mecanismos de monitoramento foi fundamental para ampliar a efetividade dos projetos desenvolvidos pela Fundação.

“Transformar essa sustentabilidade numa prática transversal foi o nosso maior desafio. Para fazer isso, precisávamos implantar processos, criar indicadores e fazer monitoramento contínuo. E monitorar exige investimento, disciplina e compromisso. Mas é somente através desse acompanhamento que conseguimos entender se os projetos realmente estão funcionando e qual impacto estão gerando para a região”, explicou.

A executiva também ressaltou que a cultura do monitoramento fortalece a transparência institucional e amplia a capacidade das organizações de demonstrar resultados para parceiros e para a sociedade.

Conexões que ampliam o impacto

Outro tema abordado durante o debate foi a importância das parcerias para enfrentar os desafios sociais, econômicos e ambientais da Amazônia.

Para Mariane, a diversidade de realidades presentes na região exige uma atuação colaborativa entre empresas, instituições e comunidades.

“O impacto que a gente gera é muito grande, mas ele se torna ainda maior quando construímos conexões. Quanto mais parceria conseguimos estabelecer, mais pessoas conseguimos alcançar. A Amazônia é enorme, diversa e cheia de desafios. Ninguém consegue fazer isso sozinho”, afirmou.

Ela também chamou atenção para a necessidade de fortalecer a cultura da filantropia e do investimento social privado na Região Norte, ampliando o apoio a iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

“Ainda precisamos percorrer muitos caminhos para que mais empresas abracem as causas da Amazônia. São desafios distintos e necessidades diferentes em cada território. Por isso, precisamos cada vez mais de colaboração e compromisso coletivo.”

Inovação e responsabilidade social

Além das discussões sobre impacto social e sustentabilidade, o Talks ODS também apresentou experiências que demonstram como a inovação pode contribuir para uma agenda de desenvolvimento mais sustentável.

Representando a Pioneiro, a gerente de Comunicação e ESG, Monika Tambke, destacou a operação do primeiro caminhão elétrico abastecedor de aeronaves das Américas, em atividade no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

“Temos aqui em Manaus o primeiro caminhão elétrico abastecedor de aeronaves das Américas. É uma iniciativa da Pioneiro junto com a Vibra. E não é só o caminhão que se tornou elétrico. Transformamos também toda a nossa operação no Amazonas para utilizar energia solar. Quando falamos desse projeto, estamos falando de sustentabilidade de ponta a ponta”, explicou.

Monika também apresentou ações desenvolvidas por meio do Movimento Violência Sexual Zero, iniciativa que leva informação e conscientização para comunidades do interior do Amazonas.

“Temos um caminhão adesivado com a campanha Violência Sexual Zero, que percorre municípios do estado levando informação sobre canais de denúncia e ajudando a ampliar a conscientização sobre o enfrentamento à violência sexual”, destacou.

Ao reunir experiências de diferentes setores, o Talks ODS reforçou que sustentabilidade, inovação e desenvolvimento social caminham juntos. Mais do que conceitos, as iniciativas apresentadas mostraram que gerar impacto positivo na Amazônia exige diálogo, colaboração e compromisso permanente com a transformação dos territórios e das pessoas.

O Talks ODS integrou a programação do Circuito Cultural ODS – 2ª Edição, iniciativa que promove educação, cultura e conscientização sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Após o encontro realizado na sexta-feira, a programação segue até domingo (14/06), na Praia da Ponta Negra, com atividades gratuitas, apresentações culturais, exposições, experiências interativas e ações voltadas à sustentabilidade, cidadania e inovação social.

Por João Paulo Oliveira, da FRAM

Ofício da quebradeira de babaçu vira Manifestação da Cultura Nacional

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Quebradeiras de babaçu no Tocantins melhoram produção, mas convivem com ameaças. Foto: Ingrid Barros

Uma tradição secular, o ofício das quebradeiras de coco babaçu nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará foi reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional.

Esse reconhecimento garante políticas públicas para manutenção da preservação dos saberes, das práticas e das formas de organização social dessas profissionais que, segundo o Movimento Interestadual, passam de 400 mil.

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A titulação também fortalece iniciativas para proteger os babaçuais, principalmente em relação ao manejo sustentável e às comunidades e povos tradicionais, das quais elas fazem parte.

trabalho envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu. A atividade também inclui o aproveitamento de subprodutos usados na alimentação, no artesanato e na produção de óleo, sabão, carvão, farinha e outros bens de uso cotidiano.

Leia também: Comissão do Senado aprova ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural

Quebradeiras representam cultura tradicional

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, fala do simbolismo do reconhecimento acontecer no mesmo dia do lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Ofício da quebradeira de babaçu vira Manifestação da Cultura Nacional
Foto: Ingrid Barros

“Um dia histórico para povos e comunidades tradicionais. Pelo reconhecimento do dia das Quebradeiras de Coco Babaçu. Mulheres da luta em defesa do território vivo, das palmeiras vivas, dos territórios vivos e a luta que começa, com as quebradeiras de coco, que vai para além das quebradeiras de coco. É a luta pela diversidade dos povos e comunidades tradicionais do Brasil”.

O Plano Nacional também reconhece outras 27 identidades étnicas brasileiras, como quilombolas, pescadores, geraizeiros, extrativistas, caiçaras e pantaneiros.

A nova lei destaca, ainda, a necessária atenção ao bioma onde estão as palmeiras do babaçu e, por consequência, às comunidades das quebradeiras, frente à pressão fundiária e a expansão de usos econômicos que ameaçam a continuidade desse modo de vida.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Rádio Agência Nacional, escrito por Madson Euler

Avanço das chuvas intensas gera alerta para prevenção de doenças no Amazonas

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Água contaminada, enchentes e deslocamento de animais peçonhentos para áreas urbanas exigem atenção da população durante o período de chuvas. Foto: Reprodução/Prefeitura de Manaus

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça as orientações para prevenção de doenças relacionadas à água contaminada e acidentes com animais peçonhentos durante o período de cheia dos rios no estado.

Com o aumento do volume das chuvas e a elevação do nível dos rios, áreas urbanas e rurais ficam mais suscetíveis a alagações. Esse cenário favorece a dispersão de lixo e esgoto, compromete a qualidade da água utilizada para consumo e amplia a circulação de animais peçonhentos em locais próximos às residências, aumentando os riscos à saúde da população.

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Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a atuação da instituição inclui monitoramento epidemiológico contínuo, apoio técnico aos municípios e fortalecimento das ações de prevenção diante dos impactos provocados pelas cheias.

“Além do acompanhamento epidemiológico, a Fundação atua no fortalecimento da resposta dos municípios, com orientações técnicas e distribuição de insumos, como hipoclorito de sódio a 2,5%, em localidades estratégicas”, destaca Tatyana.

Entre os principais agravos monitorados neste período de chuvas estão as doenças transmitidas pela água contaminada. O diretor da Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, ressalta a importância dos cuidados com a água destinada ao consumo humano.

Chuvas na Amazônia.
Período de chuvas na região acendem alerta. Foto: Divulgação

Leia também: Expedições científicas desvendam mecanismos das chuvas e tempestades na Amazônia

“Durante o período de cheia, é importante adotar medidas simples de prevenção, como filtrar, ferver ou clorar a água destinada ao consumo humano, reduzindo o risco de adoecimento. Também é importante evitar o contato direto com a água das enchentes e utilizar botas e luvas durante a limpeza de áreas alagadas”, afirma Alexsandro.

Outro ponto de atenção é o aumento da ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, explica que a elevação do nível dos rios altera o habitat desses animais.

“Com a subida das águas, serpentes, escorpiões e outros animais buscam áreas mais secas para abrigo e podem se aproximar de residências, comunidades e locais de circulação da população. Por isso, é importante manter os ambientes limpos e redobrar os cuidados em áreas alagadas”, orienta Elder.

Cenário epidemiológico no período de chuvas e cheia dos rios

Os dados do monitoramento epidemiológico da FVS-RCP apontam que a Doença Diarreica Aguda (DDA) permanece entre os principais agravos acompanhados nas unidades sentinelas da capital e do interior. 

Entre janeiro e maio de 2026, foram registrados cerca de 91 mil casos no Amazonas, sendo que aproximadamente 40% das notificações ocorreram em Manaus. No interior do estado, Tefé e Parintins estão entre os municípios com maior número de registros no período, reforçando a necessidade de intensificar as medidas de prevenção e os cuidados com a qualidade da água para consumo humano.

Em relação às doenças associadas ao contato com água contaminada em decorrência das chuvas, o estado registrou 11 casos de leptospirose entre janeiro e maio de 2026, frente a 13 casos no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de 15,4%.

Outro ponto de atenção durante a cheia dos rios é a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. Somente no primeiro trimestre de 2026, o Amazonas contabilizou 1.042 acidentes, reforçando a necessidade de adoção de medidas preventivas em áreas alagadas e locais sujeitos à presença desses animais.

Até o momento, a FVS-RCP distribuiu 2.163.400 frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% para todos os municípios do Amazonas. O insumo é uma importante medida de prevenção para o tratamento da água destinada ao consumo humano, especialmente em situações emergenciais e em áreas rurais mais vulneráveis aos impactos das cheias.

*Com informações da FVS-RCP