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RDS do Piranha: famílias enfrentam seca, falta de peixes e desafios de viver com os rios mais baixos no Amazonas

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Seca dos rios gera desafios para comunidades amazonenses. Foto: Bruna Martins

Na comunidade Braga, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Piranha, em Manacapuru (AM), a dificuldade de acesso à água afeta atividades básicas das famílias. Segundo o morador Noé Marques, a mortandade de peixes durante a seca deixa a água do rio com cheiro e dificulta seu uso para tomar banho e lavar utensílios. Para conseguir água, moradores recorrem à compra de baldes de 20 litros, vendidos por R$ 8.

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A situação foi acompanhada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) durante visita técnica à comunidade na última semana. Os relatos mostram como a seca interfere no cotidiano de quem depende do rio e enfrenta limitações na infraestrutura de abastecimento.

“Vão morrendo muitos peixes e aí essa água fica ruim para tomar banho, para lavar vasilha, fica com cheiro e a pessoa não tem de onde tirar a água. E a única solução é o poço”, relata Noé.

A compra de água representa uma alternativa, mas a quantidade disponível não atende às necessidades por muito tempo. “Vendem a R$ 8 o balde de 20 litros de água. Mas não atura. A pessoa aqui já está sem água de novo”, conta o morador.

Leia também: Alerta de vazante do SGB aponta nível crítico dos rios durante cenário de estiagem severa no Amazonas

RDS do Piranha: famílias enfrentam seca, falta de peixes e desafios de viver com os rios mais baixos no Amazonas
Foto: Reprodução/SGB

Seca prejudica abastecimento, locomoção e saúde

Seca em Envira, no Amazonas. Foto: Reprodução/Defesa Civil Envira

Mesmo cercadas pela água em parte do ano, as famílias enfrentam dificuldades de abastecimento no período de seca. Segundo Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS, um poço perfurado há mais de 20 anos, já não atende adequadamente às condições atuais da localidade.

“Por mais que a gente esteja numa área de várzea, hoje o maior problema da comunidade é a água”, destacou.

Durante a visita, Valcléia também relatou temperatura elevada na água do rio e presença de peixes mortos. No deslocamento entre Manaus e Manacapuru, a equipe observou fumaça intensa, somando outro problema às condições encontradas no território.

Os relatos da seca reforçam a necessidade de soluções de abastecimento adequadas à realidade das famílias e às mudanças nas condições ambientais. Para a FAS, a construção dessas respostas exige a participação das comunidades e a articulação entre diferentes setores.

“É importante juntar a organização do terceiro setor, a universidade e as empresas para desenvolver tecnologias que possam atender essas demandas”, afirmou Valcléia.

Aliança para fortalecer a adaptação

A articulação de respostas aos eventos climáticos extremos é a proposta da Aliança Adaptação El Niño 2026–27, iniciativa em elaboração pela FAS que busca conectar comunidades, organizações, instituições de pesquisa, empresas e poder público.

O objetivo é antecipar riscos e construir soluções que contribuam para proteger pessoas, modos de vida e territórios amazônicos, considerando o conhecimento e as necessidades de quem vive nessas regiões.

Na comunidade Braga, os relatos sobre a água mostram que essa preparação precisa caminhar junto ao enfrentamento de dificuldades já presentes. Garantir condições para beber água, preparar alimentos e realizar tarefas domésticas é uma demanda imediata das famílias.

Mais informações sobre a Aliança Adaptação El Niño 2026–27 e como apoiar estão disponíveis em: https://fas-amazonia.org/super-el-nino/

*O conteúdo foi originalmente publicado pela FAS, escrito por Rebeca Vilhena

O que existe por trás de um chocolate? Entenda como funciona a cadeia produtiva do cacau brasileiro

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Produção de cacau é uma das maiores atividades da economia brasileira. Foto: ANDINA/Editora Perú

Quem abre uma barra de chocolate para se deliciar, raramente pensa nela como um produto agrícola. No entanto, existe toda uma cadeia produtiva que começa desde o cultivo da amêndoa de cacau, a matéria-prima do doce, até a fabricação do produto final para chegar nas prateleiras.

No Brasil, a cultura do cacau é uma das que mais produz no país e também preserva a floresta. Por isso, é fundamental enxergar o chocolate não apenas como um produto de consumo, e sim como um processo sustentável que envolve vários atores da cadeia produtiva e uma das poucas culturas que revelam com tanta nitidez as escolhas que estão em jogo no campo brasileiro.

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A cacauicultura brasileira está em expansão. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instuto Brasileiro de Geografia e Estatística, a produção de cacau está estimada em aproximadamente 322 mil toneladas em 2026, um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior.

O Plano Inova Cacau 2030, lançado em parceria com o Ministério da Agricultura, mira 400 mil toneladas até o fim da década, volume que permitiria ao país deixar de ser importador líquido e se tornar exportador. Mas o potencial da cacauicultura brasileira não está apenas no volume produzido.

Produção brasileira de cacau está estimada em aproximadamente 322 mil toneladas em 2026
Produção brasileira de cacau está estimada em aproximadamente 322 mil toneladas em 2026. Foto: Divulgação/Imaflora

Cacau tem sistemas de cultivo variados

O Brasil reúne diferentes sistemas de cultivo, desde os tradicionais sistemas cabruca, no sul da Bahia, em que o cacau é cultivado sob a sombra de árvores nativas, até sistemas agroflorestais e plantios a pleno sol. Cada modelo apresenta características e desafios próprios, reforçando a importância da adoção de boas práticas agrícolas e de uma gestão socioambiental responsável.

Nos sistemas sombreados, o manejo adequado pode favorecer a conservação da biodiversidade e a recuperação de áreas degradadas, enquanto, nos diferentes modelos produtivos, práticas de conservação do solo, proteção dos recursos hídricos e uso responsável de insumos são fundamentais para reduzir os impactos ambientais.

No Pará, por exemplo, sistemas agroflorestais com cacau contribuíram para a recuperação de 229 mil hectares de áreas degradadas em 17 anos. Essa diversidade mostra que é possível conciliar produtividade e conservação ambiental, desde que acompanhadas de boas práticas agrícolas e manejo responsável.

Leia também: Estudo analisa viabilidade econômica e impactos da irrigação e da agricultura do cacau amazônico

Produção de cacau. Foto: Claudio Bezerra Embrapa
Brasil reúne diferentes sistemas de cultivo, desde os tradicionais sistemas cabruca, em que o cacau é cultivado sob a sombra de árvores nativas, até sistemas agroflorestais e plantios a pleno sol. Foto: Claudio Bezerra/Embrapa

O momento torna a produção responsável ainda mais importante. Nos últimos anos, o mercado internacional do cacau registrou fortes oscilações de preços, influenciadas por alterações na oferta, condições climáticas adversas e problemas fitossanitários, especialmente na África Ocidental, responsável por mais de 60% da produção mundial.

Para o Brasil, esse cenário representa oportunidades de crescimento, mas também reforça a importância de uma produção capaz de conciliar produtividade, gestão de riscos e responsabilidade socioambiental. Expandir a cacauicultura sem critérios socioambientais claros significaria repetir erros que já custaram caro a outras regiões produtoras do mundo, onde a expansão do cacau esteve associada à perda de florestas e a violações de direitos.

Por isso, não basta afirmar que um produto é sustentável: é preciso demonstrar. Compradores, investidores e consumidores exigem cada vez mais evidências, e essa demanda também se reflete nas regulamentações internacionais. O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que passa a ser aplicado em 30 de dezembro de 2026 para operadores de médio e grande porte, inclui o cacau entre as commodities abrangidas e estabelece exigências de rastreabilidade, conformidade legal e ausência de desmatamento.

Importância da certificação socioambiental

Nesse ambiente, mecanismos de verificação independente como a certificação socioambiental ganham relevância ao contribuir para a confiabilidade das informações apresentadas pelas empresas e produtores.  É aqui o mecanismo de reconhecimento cumpre um papel difícil de substituir. Por meio de critérios técnicos, auditorias independentes e mecanismos de rastreabilidade, ela verifica, na propriedade, se os compromissos assumidos pelas empresas estão de fato sendo cumpridos.

Na dimensão ambiental, isso significa avaliar riscos como desmatamento, perda de biodiversidade, degradação do solo, uso inadequado de agroquímicos e impactos sobre os recursos hídricos. Já na dimensão social, significa enfrentar temas que não admitem relativização, como o trabalho infantil e o trabalho forçado, além de assegurar direitos trabalhistas e condições adequadas de saúde e segurança.

Mais do que apontar problemas, a certificação estabelece o caminho para corrigi-los e acompanha a implementação das melhorias. As mudanças climáticas reforçam esse argumento. Alterações no regime de chuvas, secas prolongadas e temperaturas mais altas já afetam a produtividade do cacau, favorecem desequilíbrios fitossanitários e aumentam a vulnerabilidade dos produtores.

Leia também: Mapeamento revela geografia da produção de cacau na Amazônia: Pará e Rondônia ganham destaque

As práticas que a certificação incentiva e monitora, como conservação do solo, manutenção da cobertura vegetal, proteção das águas e diversificação dos sistemas produtivos, são as mesmas que preparam as propriedades para esse cenário. Não por acaso, estudos indicam que sistemas agroflorestais tradicionais, como a cabruca, tendem a ser mais resilientes do que os cultivos intensivos a pleno sol. 

Para a cacauicultura brasileira, portanto, tratar produtividade e conservação como escolhas opostas é um falso dilema. A combinação de boas práticas com mecanismos confiáveis de verificação é o que pode sustentar a competitividade do cacau nacional, garantir a continuidade da produção e abrir portas em mercados cada vez mais exigentes.

Portanto, além de consumir chocolate, é essencial reconhecer tanto a forma como se produz quanto o volume produzido. Cada etapa de produção do chocolate precisa também receber o crivo do consumidor das informações sobre sua origem. A certificação ajuda a construir essa confiança ao conectar a responsabilidade de quem produz, a transparência de quem comercializa e a escolha consciente de quem consome, aumentando a visibilidade de quem já produz com responsabilidade.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imaflora.

Manaus registra melhora na qualidade do ar após queda de 65,8% nos focos de incêndio no Amazonas

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Qualidade do ar melhora em Manaus após queda de 65,8% nos focos de incêndio no Amazonas. Foto: Willian Duarte/Rede Amazônica AM

A qualidade do ar em Manaus melhorou nesta quarta-feira (21), após dias de intensa fumaça na capital amazonense. A mudança ocorre no mesmo período em que o Amazonas registrou queda de 65,8% no número de focos de incêndio nos últimos dez dias, segundo dados do Painel do Fogo.

Por volta das 5h30, os sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registravam índices entre 27,4 e 33,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em diferentes pontos da capital. A maioria classificava a qualidade do ar como moderada. Apenas o sensor localizado no Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul, indicava qualidade “boa”.

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A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo sistema. Na Região Metropolitana de Manaus, os índices eram diferentes. Em Iranduba, a concentração chegou a 96 µg/m³, classificada como “ruim” pela plataforma. Em Itapiranga, a qualidade do ar era considerada “péssima”.

Na terça-feira (20), Manaus já havia registrado melhora nos índices. No Morro da Liberdade, a concentração era de 116,3 µg/m³, considerada “muito ruim”. Na Cidade Nova, o índice chegou a 77,6 µg/m³, também classificado como “muito ruim”.

No Parque 10 de Novembro, a concentração era de 42,7 µg/m³. Já no Distrito Industrial, o índice chegou a 38,7 µg/m³. Nos dois locais, a qualidade do ar era considerada moderada.

Leia também: Fumaça de incêndio coloca Manaus novamente no topo da cidade com pior qualidade do ar no mundo

Fumaça de incêndios florestais piorou qualidade do ar em Manaus e afetou rotina e a saúde da população da região metropolitana da capital
Qualidade do ar melhora em Manaus após queda de 65,8% nos focos de incêndio no Amazonas. Foto: Willian Duarte/Rede Amazônica AM

Aulas presenciais retornaram após melhora na qualidade do ar

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) retomou as atividades presenciais nesta quarta-feira (21). As aulas da rede estadual de ensino em Manaus e Autazes, no entanto, continuam suspensas até sexta-feira (23), segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Na rede municipal, as atividades presenciais também permanecem suspensas nesta quarta-feira, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Número de focos de incêndio cai 65,8%

O Amazonas registrou 461 focos de incêndio entre os dias 11 e 21 de outubro. Nos 11 dias anteriores, entre 1º e 11 de outubro, foram contabilizados 1.348 focos. Os dados são do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), consultados pelo g1 na manhã desta quarta-feira.

A redução foi de 65,8% no número de focos registrados nos dois períodos, que têm a mesma duração. A queda ocorre em meio à melhora da qualidade do ar na capital.

Incêndios florestais no Amazonas

Uma série de incêndios foi registrada na Região Metropolitana de Manaus e em municípios do interior do Amazonas desde o fim de agosto. Um dos principais focos ocorreu na região do Rio Urubu, em Itacoatiara, onde um incêndio permaneceu ativo por mais de 40 dias. O município também registrou um incêndio de grandes proporções na região do Lago do Canaçari, que destruiu mais de 1,3 mil hectares.

Em Manaus, um incêndio em um terreno no bairro Distrito Industrial II durou mais de 48 horas e contribuiu para a piora da qualidade do ar na região. A fumaça encobriu a capital e municípios como Itacoatiara, Manacapuru e Autazes. Entre os dias 1º e 18 de outubro, Manaus registrou 607 atendimentos de saúde relacionados à exposição à fumaça.

Fumaça de incêndios florestais afeta a rotina e a saúde da população da região metropolitana de Manaus
Fumaça de incêndios florestais encobriu a cidade de Manaus. Foto: Reprodução/TV Globo

Leia também: Saiba como monitorar a qualidade do ar na Amazônia em plataformas online

Governo federal reforça combate às queimadas

O governo federal anunciou, no último domingo (18), o reforço das operações de combate às queimadas no Amazonas. A medida prevê o aumento para 16 aeronaves, a mobilização de quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas.

O plano também inclui a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos órgãos envolvidos no combate aos incêndios florestais.

O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na capital, após uma reunião entre representantes dos governos federal e estadual.

Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a nova estrutura de comando começou a atuar no domingo. O objetivo é agilizar a tomada de decisões e a mobilização de recursos para combater os incêndios no estado.

*Com informações de Jadson Lima, do G1 Amazonas.

Seis produtores rondonienses estão entre os 20 finalistas do Concurso Nacional de Cacau

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Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau acontece em Rondônia. Foto: Frank Néry/Governo de Rondônia

Seis produtores de Rondônia estão entre os 20 finalistas do VIII Concurso Nacional de Cacau Especial. Os nomes foram divulgados na última terça-feira (20), pela site do certame. A competição reúne produtores de diferentes regiões do país que cultivam cacau de alta qualidade.

Os produtores concorrem nas categorias Varietal e Mistura, ao lado de representantes da Bahia, do Pará e do Espírito Santo. Os representantes de Rondônia são:

  • Cleiton Sousa da Silva, de Buritis (RO);
  • Elivaldo Fermino Ferreira, de Buritis (RO);
  • Gilmar Lucio da Silva, de Jaru (RO);
  • João de Oliveira, de Buritis (RO);
  • Arnaldo dos Santos Vieira, de Ouro Preto do Oeste (RO);
  • Ronivon Soares Santana, de Presidente Médici (RO).

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A seleção dos finalistas passou por testes que avaliaram características físicas e sensoriais das amêndoas de cacau. Na etapa final, os jurados vão degustar o líquor de cacau, uma pasta obtida após a moagem das amêndoas, e chocolates com 70% de cacau produzidos com os lotes inscritos.

Para garantir a imparcialidade da avaliação, as amostras recebem códigos que impedem a identificação dos produtores pelos jurados. O concurso também considera práticas sustentáveis adotadas nas propriedades, como o manejo responsável do solo e os cuidados com o meio ambiente.

A premiação distribuirá R$ 60 mil entre os três primeiros colocados de cada categoria. Os vencedores serão anunciados em 5 de dezembro, em Ilhéus (BA).

Leia também: Estudo analisa viabilidade econômica e impactos da irrigação e da agricultura de do cacau amazônico

Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau acontece em Rondônia — Foto: Frank Néry/ Governo de Rondônia
Produção brasileira de cacau está estimada em aproximadamente 322 mil toneladas em 2026. Foto: Divulgação/Imaflora

Concurso Nacional de Cacau Especial

O Concurso Nacional de Cacau Especial é uma competição que reconhece os produtores de cacau com as melhores amêndoas do Brasil. Ele avalia desde o sabor e aroma até as boas práticas de cultivo e sustentabilidade nas fazendas.

O objetivo é valorizar o cacau brasileiro, incentivar a produção de chocolates finos (bean-to-bar, ou “do grão à barra”) e fortalecer o nome do Brasil como referência mundial em qualidade e origem sustentável.

O evento é promovido pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC), em parceria com a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) e conta com apoio do Governo de Rondônia e empresas do setor.

*Com informações da Rede Amazônica Rondônia.

Gente do Norte Empresas: conheça a Construnorte 2026, maior feira da construção civil do Norte do Brasil

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Considerada a maior feira da construção civil da região Norte do Brasil, a CONSTRUNORTE 2026 foi um dos temas do programa Gente do Norte – Empresas, exibido pelo canal Amazon Sat. De 12 a 14 de novembro, o Studio 5 Shopping e Convenções, na zona Sul de Manaus, será palco do evento e reunirá, pelo terceiro ano consecutivo, toda a cadeia produtiva da construção civil para três dias de evento, com foco na geração de negócios, networking e fortalecimento do mercado.

Realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), com organização da Mode On Eventos, a CONSTRUNORTE 2026 é considerada o principal ponto de encontro de empresários, gestores de obras, construtoras, arquitetos, engenheiros, projetistas, designers de interiores, incorporadoras, indústrias, lojistas, varejistas, atacadistas, profissionais do setor imobiliário e demais agentes da cadeia produtiva da construção civil.

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Para o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, a feira visa impulsionar o desenvolvimento da construção civil e do mercado imobiliário na Amazônia, além de fortalecer as conexões entre a cadeia produtiva do setor, contribuindo para o crescimento econômico da Região Norte.

“A proposta do evento é sempre levar todos esses atores, cada um na sua função, para mostrar justamente tudo que a construção civil faz, como que ela trabalha e quem é quem, além da promover a troca de experiências entre os participantes”, explicou Frank.

Carlos Jr, CEO da Mode On Eventos, organizadora da CONSTRUNORTE 2026. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Já o CEO da Mode On Eventos, Carlos Jr, frisa que o evento é uma oportunidade de reunir desde empresários e profissionais que atuam no setor até estudantes que desejam conhecer um pouco mais sobre a área.

“Eu enxergo a CONSTRUNORTE como uma possibilidade de reunir todas as pessoas que têm interesse na construção civil. Quem está reformando, construindo, as grandes construtores e imobiliárias, materiais de construção, empresas de decoração, temos as máquinas pesadas também. É realmente um ponto de encontro riquíssimo para todo mundo que está reformando, construindo, quem trabalha no setor, enfim, toda uma cadeia produtiva da construção civil”, frisou Carlos.

Novidades para 2026

Para a terceira edição da CONSTRUNORTE, as principais novidades do evento é a ampliação de três novos setores temáticos:

  • Casa & Lar, voltado para móveis, decoração, iluminação, eletrodomésticos e soluções para ambientes internos;
  • Construtoras, para lançamentos imobiliários, oportunidades de investimentos e financiamentos habitacionais;
  • e Lojas de Materiais de Construção, espaço exclusivo para redes varejistas apresentarem produtos, ofertas e soluções para profissionais e consumidores.

Além da feira de negócios, a programação contará com mais de 30 palestrantes e a realização de apresentações técnicas, conteúdos especializados e espaços dedicados à inovação, tendências e desenvolvimento da construção civil, além de promover a troca de experiências entre especialistas e participantes.

“Uma das novidades de 2026 que vamos estar apresentando na feira é uma casa feita de parede de isopor. Nós vivemos numa cidade que tem um calor maior em relação às outras regiões, então essa estrutura é possível, você pode construir até dez andares, é uma construção seca, sustentável porque não agride a natureza, rápido de construir e tem esse conforto térmico. Existe toda uma tecnologia, essa é uma das tendências que serão apresentadas na feira”, revelou o presidente da Sinduscon.

Leia também: Gente do Norte Empresas: saiba quem é Iraçu Colares

Frank do Carmo Souza, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

A expectativa, segundo a organização, é superar os números da edição de 2025, que reuniu mais de 15 mil visitantes, contou com mais de 100 expositores e movimentou aproximadamente R$ 80 milhões em negócios.

Fortalecimento de mercado e maior visibilidade

Reconhecida o maior encontro da construção civil da região Norte do país, a CONSTRUNORTE chega na sua terceira edição consolidada como o evento que mais fortalece o mercado do setor, além de reafirmar a força da Amazônia como polo de desenvolvimento e inovação.

“Temos vivido uma evolução desse mercado da construção civil no estado do Amazonas. Nos últimos cinco anos, é uma crescente a nível de 15% de aumento por ano em termos de volume de negócios fechados, tanto no mercado imobiliário quanto de infraestrutura. Mas, sem dúvidas, o ramo imobiliário é grande mola propulsora”, destaca Frank.

Além do crescimento de mercado, a visibilidade também é um dos pontos fortes da feira de negócios. Apoiador da iniciativa, o Grupo Rede Amazônica também é uma das parceiras do evento, com ações que visam a ampliação do alcance da CONSTRUNORTE tanto para toda a região Norte do Brasil quanto para demais estados do país.

Para o diretor-executivo do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Jr., a parceria reforça o compromisso da empresa em contribuir com o desenvolvimento econômico e social da Amazônia.

“O propósito maior da Rede Amazônica é servir a Amazônia, e quando se fala em servir à região, é servir ao amazônida que vive aqui e a Construnorte é mais uma dessas grandes iniciativas. É uma prestação de serviço à sociedade e é um prazer estar envolvido num grandioso evento como esse”, afirmou o CEO.

Phelippe Daou Jr, CEO da Rede Amazônica, durante lançamento da CONSTRUNORTE 2026. Foto: Rede Amazônica
Phelippe Daou Jr, CEO da Rede Amazônica, durante lançamento da CONSTRUNORTE 2026. Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Carlos Jr reitera a importância do veículo de comunicação na divulgação da feira de negócios. “A parceria com a Rede Amazônica na cobertura do evento gera uma visibilidade muito grande, principalmente nesses três dias de feira do que você teria no resto do ano. Acaba que, além de gerar negócios e construir networking, as empresas também conseguem ganhar uma visibilidade fora do comum por conta do evento”, ressalta o CEO da organizadora da CONSTRUNORTE.

Ampliação da clientela

Proprietário da empresa de tintas DMelo Templo das Tintas, o empresário Daniel Freire pondera que a CONSTRUNORTE possibilita ampliar a clientela e de gerir novos negócios durante os três dias do evento.

“Para nós, a feira é um grande potencial de tempo e oportunidade, porque para você ir em cinco empresas diferentes numa semana é preciso quebrar a sua agenda inteira e ainda depender se a pessoa tem o horário vago para lhe receber. Na CONSTRUNORTE, os seus clientes estão lá e a oportunidade também, então esse envolvimento, esse networking de três dias de feira é possivel resoler muita coisa que você demoraria um mês para resolver”, explicou Freire.

Empresário Daniel Freire, proprietário da DMelo Templo das Tintas, participará da CONSTRUNORTE 2026. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Empresário Daniel Freire, proprietário da DMelo Templo das Tintas, participará da CONSTRUNORTE 2026. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Por fim, Daniel afirma que a empresa oferecerá uma experiência única para o público presente no maior encontro da construção civil do Norte do país.

“Eu sempre procuro mostrar a melhor experiência para os clientes para entender o que ele quer na casa dele. Desde como abrir a lata corretamente, como aplicar a mistura, como pintar, ensinando tanto pintores em busca de conhecimento quanto clientes com curiosidades de aprender sobre o produto na teoria e na prática”, finalizou.

Assim como Daniel, Frank Souza, Carlos Jr e Phelippe Daou Jr participaram do programa Gente do Norte – Empresas, transmitido pelo canal Amazon Sat, discutindo o potencial da CONSTRUNORTE 2026. Assista:

Como participar da CONSTRUNORTE 2026

A edição 2026 da CONSTRUNORTE acontece nos dias 12,13 e 14 de novembro, das 14h às 21h, no Studio 5 Shopping e Convenções, na zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita, mas é necessário realizar a inscrição por meio da plataforma Sympla, através deste link. Já as empresas interessadas em expor ou firmar parcerias, podem entrar em contato através do número 92 98590-0016.

Feira é considerada o maior ponto de encontro da construção civil da região Norte do Brasil. Foto: Divulgação

Prefeitura de Atalaia do Norte fará transporte de eleitores indígenas do Vale do Javari para votação no 2º turno das eleições

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Indígenas no interior do Amazonas. Foto: Reprodução/DPE-AM

A Prefeitura de Atalaia do Norte, município localizado no interior do Amazonas, informou que fará o transporte de eleitores indígenas de comunidades do Vale do Javari até os locais de votação no segundo turno das Eleições 2026, que ocorre neste domingo (25). A ação é necessária após o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) negar um pedido de apoio logístico feito pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e alegar que o pedido foi feito fora do prazo.

Em conversa com o Grupo Rede Amazônica, o prefeito do município, Denis Paiva, afirmou que a prefeitura já atua no transporte de combustível usado pelas comunidades para viabilizar o deslocamento até as seções eleitorais e que pretende manter esse apoio no segundo turno, em parceria com a Univaja.

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Apesar da mobilização, o prefeito reconheceu que a seca dos rios pode dificultar o acesso de algumas comunidades. Segundo ele, a estiagem tem tornado as viagens mais lentas e complexas.

“Eu acredito que todas elas [as comunidades sejam atendidas], talvez alguma tenha dificuldade. A questão do transporte é a estiagem mesmo”, afirmou.

O Vale do Javari, localizado no extremo oeste do Amazonas, reúne comunidades indígenas que dependem principalmente dos rios para se deslocar entre as aldeias e os locais de votação. Com a vazante dos rios, a navegação fica mais difícil, o que aumenta o tempo de viagem e os desafios logísticos.

TRE-AM negou pedido para 44 aldeias indígenas

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas negou o pedido da Univaja para fornecer transporte fluvial, água potável e alimentação a eleitores de 44 aldeias indígenas durante o segundo turno.

A decisão foi tomada pela juíza da 42ª Zona Eleitoral, Dálethe Borges Messias. Segundo o tribunal, o pedido foi apresentado fora dos prazos necessários para o planejamento da operação. O TRE-AM também alegou falta de previsão orçamentária específica e inviabilidade logística para executar o serviço.

Com a negativa, a prefeitura e a Univaja passaram a buscar alternativas para tentar garantir o acesso dos indígenas às urnas antes da votação de domingo.

Defensoria pede medidas para garantir acesso às urnas

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) informou, na última terça-feira (20), que encaminhou ofícios aos órgãos competentes, incluindo o TRE-AM, após receber relatos de dificuldades de acesso aos locais de votação no segundo turno.

As demandas envolvem comunidades indígenas, ribeirinhas e extrativistas de diferentes regiões do estado. Entre elas estão moradores do Vale do Javari, ribeirinhos do rio Purus, em Lábrea, o povo Madiha Deni, em Tapauá, e comunidades de Carauari e Maués.

Também há registros de dificuldades enfrentadas por comunidades Kokama e Ticuna em municípios como Tabatinga, Tonantins, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá e Benjamin Constant. O levantamento inclui ainda moradores da Floresta Nacional de Tefé, da Reserva Extrativista Baixo Rio Juruá e indígenas Yanomami do rio Aracá, em Barcelos.

Leia também: Eleições 2026: como os povos indígenas e comunidades de difícil acesso da Amazônia Legal participam do processo eleitoral?

Indígenas votando no Amazonas. Foto: Divulgação/TRE/AM
Indígenas votando no Amazonas. Foto: Divulgação/TRE-AM

A Defensoria solicitou articulação com as zonas eleitorais para avaliar as demandas e viabilizar o transporte. Entre as medidas propostas estão a disponibilização de embarcações, veículos e combustível, além da definição de rotas e horários seguros para a ida e a volta dos eleitores.

O órgão também pediu informações sobre as providências adotadas e sobre alternativas para os casos em que não for possível atender às solicitações.

Coiab critica decisão da Justiça Eleitoral

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) criticou a decisão do TRE-AM. Segundo a entidade, a medida prejudica a participação eleitoral de indígenas de 43 aldeias, distribuídas em sete polos-base do Vale do Javari.

“Não é aceitável que os povos indígenas precisem reivindicar, a cada processo eleitoral, condições básicas para exercer direitos que deveriam estar previamente assegurados pelo Estado”, afirma trecho da nota.

A Coiab também afirmou que o voto é uma ferramenta de luta e resistência para os povos indígenas, além de ser uma forma de defender seus territórios, direitos, culturas e modos de vida. A entidade defendeu que dificuldades logísticas ou institucionais não impeçam o exercício do direito ao voto.

*Por Jadson Lima, da Rede Amazônica AM

Embrapa reforça importância da gestão de água como essencial para enfrentar chuvas abaixo da média na região Norte

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Gestão da água será essencial durante a previsão da seca e chuvas abaixo da média na região Norte. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre os riscos do El Niño 2026/2027 para o setor produtivo indicam que o manejo da água é essencial para as produções agropecuárias da Região Norte. A recomendação considera a previsão de irregularidade nas chuvas e nos níveis dos rios. A análise aponta que a seca e chuvas abaixo da média podem se estender até março de 2027.

Segundo a Embrapa, os efeitos do fenômeno já estão impactando os produtores nortistas e podem ser intensificados entre o fim de 2026 e o início de 2027. Os impactos podem atingir a produção agropecuária, a navegação, o transporte e o abastecimento.

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As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.

Gestão da água e nível de impacto variam conforme a localidade

Na Região Norte, os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima tendem a concentrar os déficits hídricos mais severos e os efeitos sobre os rios.  No Pará, Amapá e nas áreas de transição do Maranhão e de Mato Grosso, a previsão indica atraso das chuvas, o que pode preocupar os produtores com relação ao prolongamento da estação seca, na implantação das lavouras e no risco de incêndios.

Gestão da água será essencial para o enfrentamento da seca e chuvas abaixo da média na região Norte. Foto: Divulgação/Armac
Gestão da água será essencial para o enfrentamento da seca e chuvas abaixo da média na região Norte. Foto: Divulgação/Armac

Já em relação à redução dos níveis dos rios, o Amazonas, por exemplo, pode ter impactos na navegação, bem como no transporte de insumos e alimentos, no abastecimento de água, na agricultura de várzea, pesca e aquicultura.

Nas áreas costeiras e estuarinas do Pará e do Amapá, a Embrapa informou que há risco de intrusão salina nos canais de captação de água doce.

No caso de Roraima, há uma situação mais antecipada. Conforme a Embrapa, o déficit de chuva coincidiu com o período de enchimento dos grãos.Houve uma supressão das chuvas já no mês de julho de 2026, com quebras históricas na safra agrícola antes mesmo das demais áreas do Norte. A estimativa é de perdas de 30% a 50% na safra de 2026. 

Confira os principais riscos para a Região Norte:

  • Escassez de água;
  • Perda de pastagens;
  • Perda de produtividade nas lavouras;
  • Incêndios rurais;
  • Mortalidade aquática;
  • Desorganização do calendário.

Mitigação e gestão de riscos

Para mitigar os impactos do El Niño e contornar os riscos à produção nortista, a Embrapa indica três áreas principais de atuação dos produtores rurais para reduzir as perdas.  

A Embrapa informou que o manejo do solo e a proteção florestal podem ser utilizados com vistas a reduzir a temperatura da raiz e conter a evaporação. A indicação também é suspender totalmente o uso de queimadas e adotar a tecnologia de corte-e-trituração da capoeira. 
 
A economia de água também é essencial para garantir a proteção das fontes; A sugestão é cercar e isolar as Áreas de Preservação Permanente (APPs) de nascentes e igarapés.  

Os produtores também podem fazer a limpeza e o desassoreamento preventivo de açudes, cisternas e microbarragens. A Embrapa destacou, ainda, que é importante seguir obrigatoriamente as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As orientações para alguns cultivos na Região Norte são:

Açaí

  • Em terra firme: aplicar gotejamento ou microaspersão na base da touceira durante a noite e realizar o desbaste deixando de 3 a 4 estipes por touceira;
  • Na várzea: acompanhar a maré e evitar desbastes drásticos que exponham o solo ao sol direto.

Cacau

  • Manter sombreamento provisório (feijão-guandu ou banana) em lavouras novas e preservar a serrapilheira no solo;  
  • Suspender podas severas durante o período de estiagem mais crítico.

Mandioca

  • Utilizar cultivares recomendadas para a região com tolerância à seca e à podridão radicular;   
  • Plantar em solos profundos e descompactados, mantendo cobertura morta nas entrelinhas.

Arroz de várzea e terras baixas

  • Adequar o plantio ao ritmo de vazante dos rios e manter a lâmina mínima de água sem drenagens em excesso;
  • Antecipar o preparo do solo durante a vazante para aproveitar a umidade residual.

Para a piscicultura, a Embrapa recomenda instalar sombreamento artificial ou macrófitas controladas nos tanques escavados.  O monitoramento do oxigênio e da temperatura da água no início da manhã também é relevante para o período de impactos do El Nño. 

No caso da pesca artesanal, o ideal é que sejam firmados acordos comunitários de pesca e proteger os poços profundos dos rios e lagos como zonas de refúgio dos peixes. 

Leia também: Embrapa destaca que El Niño exige estratégias diferentes para a agropecuária; veja as destinadas ao Norte

Plataforma El Niño

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.

O intuito é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo. A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima. 

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Brasil 61, escrito por Bianca Mingote

Observação de libélulas promove ecoturismo comunitário em reserva extrativista do Pará

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Observação de libélulas está entre atividades na Resex Tapajós-Arapiuns. Foto: Reprodução/Acervo da pesquisa

Eclosão do ovo, ninfa, libélula ou donzelinha. Simbolicamente, o processo de transformação de insetos da ordem Odonata associa-se à capacidade de mutação e ajuste do ser humano. Na esfera ambiental, a importância recai sobre a manutenção do equilíbrio ecossistêmico ao reciclar matéria orgânica e transferir energia.

Em ambientes de água doce, os odonatos servem como bioindicadores de qualidade. Não obstante o relevo ecológico, a literatura científica tem apontado para o declínio global de insetos em decorrência da alteração do uso da terra (consequência da agricultura e pecuária intensiva), de poluentes químicos, de espécies invasoras e das alterações climáticas.

Alternativas no âmbito do ecoturismo comunitário (CBET, tradução de community-based ecotourism) são discutidas no artigo “‘Libélulas neotropicais (Insecta: Odonata) como organismos-chave para a promoção do ecoturismo comunitário em uma área de conservação da Amazônia brasileira’”, liderado pela bióloga Mayerly Alexandra Guerrero-Moreno e pelo professor José Max Oliveira-Júnior, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), e coassinado pelo professor Leandro Juen, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO/ICB), da Universidade Federal do Pará (UFPA).

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De acordo com o estudo, “o CBET concentra-se na conservação da biodiversidade, envolvendo comunidades locais na gestão e operação de atividades turísticas a fim de promover a cultura local e fomentar o desenvolvimento socioeconômico. A participação e o conhecimento das comunidades anfitriãs são vitais para o planejamento e desenvolvimento desse tipo de turismo”.

De maneira geral, identificaram-se as percepções de lideranças e moradores indígenas e não indígenas acerca do potencial de libélulas e donzelinhas como organismos-chave para promover o ecoturismo comunitário na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Resex Tapajós-Arapiuns), localizada entre os municípios de Santarém e Aveiro, no estado do Pará.

Neste local, vivem aproximadamente 23 mil pessoas (distribuídas em mais de 4.800 famílias) que sobrevivem do uso dos recursos naturais, da agricultura familiar e da criação de pequenos animais.

Libélulas
Observação das libélulas é considerado uma atividade ecoturística, segundo pesquisadores autores do artigo. Foto: Reprodução/Acervo da pesquisa

Algumas atividades emergentes incluem a produção de artesanato, a apicultura, a carpintaria e o turismo. O trabalho inova ao discutir o entomoturismo – vertente voltada para observação, estudo e fotografia de insetos – com odonatos em unidades de conservação, considerando a sabedoria da população tradicional.

Na Resex Tapajós-Arapiuns, há riqueza e abundância das seguintes espécies: Argia sp., Epipleoneura capilliformis, Heteragrion bariai e Oxystigma williamsoni.

“Em associação ao Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora) do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que utiliza conhecimentos básicos de Biologia, Ecologia e distribuição dos odonatos para inferir a qualidade ambiental dos riachos da Amazônia brasileira, é possível incluir libélulas e donzelinhas como bioindicadores, bem como desenvolver o ecoturismo comunitário para melhorar a gestão sustentável das áreas de preservação. A participação da população, além de promover o desenvolvimento local, contribui para a proteção abrangente do ambiente e da biodiversidade”, destaca o estudo.

Mais velhos preservam saberes e mulheres lideram atividades

As(Os) investigadoras(es) testaram a hipótese de que a Resex Tapajós-Arapiuns perceberia, de maneira positiva, a integração de odonatos nas atividades de ecoturismo. Utilizando um nível de confiança de 95%, calculou-se a amostra ideal de entrevistadas(os) com base na população total.

No entanto, em decorrência do aumento do número de aldeias dentro da reserva extrativista e com o objetivo de obter uma percepção abrangente da população que a habita, incluíram-se mais pessoas. No total, foram realizadas 415 entrevistas com indígenas (44,34%) e não indígenas (56,66%). Essa composição evidencia a diversidade cultural dentro da Resex Tapajós-Arapiuns.

A faixa etária predominante dos entrevistados foi menor que 55 anos (27,71%). Compreendeu-se que, principalmente nas aldeias indígenas, foram indicados os indivíduos mais velhos para a entrevista, por serem considerados conhecedores dos costumes, das tradições e dinâmicas da reserva. Outro ponto observado é que a maior parte das pessoas entrevistadas (53,49%) era do gênero feminino.

“Isso demonstra que, cada vez mais, as mulheres assumem o protagonismo em questões associadas à liderança, ao desenvolvimento e ao progresso das comunidades amazônicas”, afirma o estudo.

Leia também: Pesquisa destaca potencial das libélulas para impulsionar ecoturismo de base comunitária na Amazônia

Pesquisadores entrevistaram moradores indígenas e não-indígenas da Resex Tapajós-Arapiuns. Fotos: Reprodução/Acervo da pesquisa

No entanto o nível de escolaridade predominante foi o ensino fundamental (33,73%). Isso porque a maioria das escolas municipais (indígenas e não indígenas) dentro da Resex Tapajós-Arapiuns oferece, de maneira regular, somente do 5° ao 9° ano.

“Além de precário, o ensino secundário é oferecido de forma modular em algumas comunidades, exigindo que as(os) alunas(os) que desejam cursá-lo viajem de uma comunidade para outra, às vezes, percorrendo longos e complexos trajetos fluviais. Como não existem Instituições de Ensino Superior na reserva extrativista, a maioria das(os) estudantes, ao concluir a escolaridade, deve migrar para Santarém ou outras cidades, caso desejem se qualificar. Esse cenário não favorece a população local, dada a carência de recursos econômicos”, explicam os pesquisadores.

Moradores consideram as libélulas bonitas e inofensivas

Quase todas(os) as(os) moradoras(es) indígenas e não indígenas da Resex Tapajós-Arapiuns (98,55%) reconhecem as libélulas ou donzelinhas, porém pelo nome popular: jacinas ou jacintas. Segundo as(os) estudiosas(os), o termo “jacina” significa “borboleta marrom com asas azuis-claras”, na língua indígena Tupi.

“O nome popular parece coincidir com a descrição de algumas espécies do gênero Zenithoptera, que possuem corpos marrons com asas azuis metálicas e estão distribuídas da Nicarágua à Argentina, incluindo a região amazônica”, informa o estudo. “Confirma-se a percepção de que as libélulas fazem parte do grupo das borboletas, provavelmente em decorrência da semelhança na capacidade de voo, aos habitats que frequentam e à coloração marcante”.

A sensação (98,07%) e a experiência (63,83%) com libélulas foram avaliadas positivamente por muitos moradores da reserva. Os atributos mais associados aos insetos foram beleza (32,26%), inofensividade (27,74%), aparência marcante e colorida (23,23%) e capacidade de voar (16,77%). Os melhores lugares para se observar libélulas são às margens dos rios (38,65%) e do igarapé (25,04%), e na floresta (26,6%).

O estudo concluiu que o ecoturismo comunitário, centrado em Odonata, tem o potencial não só de atrair turistas, mas também de promover a participação e o empoderamento de populações indígenas e não indígenas que habitam a reserva extrativista. Contudo é necessário projetar e implementar programas educacionais e de treinamento.

“Isso inclui aprofundar-se na biologia, importância ecológica, técnicas de manejo e identificação de espécies potenciais. O financiamento e o desenvolvimento de políticas públicas que apoiem essas iniciativas são cruciais para garantir o sucesso e a sustentabilidade do ecoturismo comunitário”, destacam as(os) investigadoras(es).

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 177, escrito por Rosyane Rodrigues.

Safra de macaxeira em Roraima sofre com seca e afeta produção de farinha

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Seca compromete safra de macaxeira e afeta produção de farinha em Roraima. Foto: Nalu Cardoso/Rede Amazônica RR

A estiagem e a falta de chuvas têm afetado o cultivo da macaxeira e a produção de farinha, um dos principais alimentos da região Norte. No município de Iracema, ao sul de Roraima, a seca interrompeu temporariamente a produção de farinha do produtor rural Jair Mota, de 63 anos.

Em Boa Vista, o preço da mandioca subiu 5,7% em setembro, chegando a R$ 35 por 6 kg. Já a farinha teve aumento de 3,06%, com o preço de R$ 22,23 por 3 kg, conforme dados da Secretaria de Planejamento e Orçamento de Roraima (Seplan).

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A seca prejudicou o desenvolvimento das plantas e reduziu a produtividade da lavoura de Jair, que trabalha com o cultivo de mandioca há cerca de três anos.

“Estamos no período de entressafra, por causa da seca. Fizemos um replantio no final do período chuvoso. Agora, está tudo plantado para colher no ano que vem e produzir farinha. A produtividade cai porque não tem umidade, e a raiz da mandioca necessita de água para crescer e se desenvolver. A quantidade de amido diminui porque tem pouco líquido no solo”, afirmou.

A previsão do produtor é retomar a colheita entre março e maio de 2027, com a chegada das chuvas. Até lá, a produção permanece parada. Jair afirma que a situação também afeta outros produtores rurais que vivem em lotes no interior do estado.

Segundo ele, a falta de chuva dificulta o plantio, a colheita e até a criação de animais. A irrigação ajuda a reduzir os prejuízos em algumas propriedades, mas não resolve o problema de todos.

Para manter a renda durante o período sem produção, o produtor recorre a outras atividades comerciais. “Tem que buscar outra alternativa de negócio para sobreviver. Eu tenho outras empresas e outros negócios, que não estão necessariamente ligados à plantação”, disse.

Leia também: Portal Amazônia: qual a validade da farinha?

Preço da mandioca em Boa Vista subiu 5,7% em setembro, chegando a R$ 35 por 6 kg. Já a farinha teve aumento de 3,06%, com o preço de R$ 22,23 por 3 kg. Foto: Divulgação/Seplan

Alta no preço da farinha afeta produção em Boa Vista

A empresa de farofa Sabor do Norte, de João Botelho, de 35 anos, compra farinha amarela de mandioca do Amazonas. Na fábrica, em Boa Vista, o produto é torrado com ingredientes naturais e embalado.

A marca trabalha com as linhas tradicional e ovinha, nos sabores manteiga, pimenta Uarini e bacon. As farofas são distribuídas em 14 dos 15 municípios de Roraima, com exceção de Uiramutã. Além disso, os produtos são comercializados em São Paulo e Santa Catarina e também exportados para os Estados Unidos.

A farinha ovinha, também conhecida como farinha de Uarini, é um alimento tradicional da Amazônia, originário do município de Uarini, no Amazonas. O produto é declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do estado.

A produção diária da empresa varia de 400 a 500 unidades, com o uso de aproximadamente 300 quilos de farinha. A fábrica funciona de segunda a sexta-feira e produz cerca de 2,5 mil unidades de farofa por semana.

O empresário mantém um estoque elevado para se preparar para o período de estiagem no fim do ano, mas não esperava uma seca tão intensa. Segundo ele, deve manter o preço atual até fevereiro de 2027, enquanto o clima não estabiliza.

Leia também: Farinha d’água ou Farinha ovinha? Conheça as diferenças das farinhas de mandioca

A empresa de farofa Sabor do Norte, de João Botelho, de 35 anos, compra farinha amarela de mandioca do Amazonas.
A empresa de farofa Sabor do Norte, de João Botelho, de 35 anos, compra farinha amarela de mandioca do Amazonas. Foto: Nalu Cardoso/G1 RR

O empresário afirma que, além da redução da produção de farinha, a baixa dos rios no Amazonas encarece o transporte da matéria-prima.

“Comprávamos a tonelada por cerca de R$ 6,7 mil. Agora, o valor varia entre R$ 9 mil e R$ 10 mil, mas chegou a R$ 12 mil”, disse. Roraima ainda tem uma participação muito pequena na produção de farinha. Lá [no Amazonas], o que mais impacta é o frete, porque, quando o rio seca, o transporte fica mais caro”, explicou.

De acordo com o Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier), o frete em Roraima pode ficar até 50% mais caro no fim de 2026 e no início de 2027 por causa do El Niño.

“Toda vez que chega o período de final de ano, entre outubro e dezembro, os rios começam a baixar na região do Amazonas e a farinha sofre uma elevação de preço. Esse fenômeno acontece todos os anos, mas, desta vez, tivemos o El Niño e, além da seca dos rios, houve uma diminuição da produção por falta de chuva”, afirmou João.

Leia também: Seca provocada pelo El Niño reduz safra agrícola de Roraima em até 50%, diz Embrapa

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno deve ganhar força no segundo semestre de 2026 e pode persistir até o início de 2027. Em Roraima, pode contribuir para períodos mais quentes e secos, alterar o regime de chuvas e aumentar o risco de incêndios florestais.

A combinação de calor intenso, falta de chuvas e baixa umidade do ar elevou o perigo de incêndios florestais em Roraima. Uma previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que as precipitações continuarão escassas e mal distribuídas até pelo menos o fim de outubro.

*Por Nalu Cardoso, da Rede Amazônica Roraima

Obras transformam infraestrutura do bairro Bela Vista, na zona Oeste

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Entre 2025 e 2026, o bairro Bela Vista recebeu cerca de 2 km de asfalto e 1 km de sistema de drenagem. Foto: Francisco Sena/PMBV

Com investimentos em pavimentação, drenagem e urbanização, a Prefeitura de Boa Vista tem promovido melhorias na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população. Um exemplo é o bairro Bela Vista, na zona Oeste da capital. Entre 2025 e 2026, a região recebeu cerca de 2 km de asfalto e 1 km de sistema de drenagem. Atualmente, estão em execução os serviços de implantação de 1,8 km de calçadas e 1,7 km de meio-fio e sarjetas.

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Os trabalhos são executados pela Secretaria Municipal de Obras (SMO) e contemplam importantes vias do bairro, entre elas a avenida Rio São Francisco, que passou por uma transformação completa, com drenagem, terraplenagem, pavimentação e urbanização, contribuindo para melhorar as condições de mobilidade e infraestrutura para os moradores.

Obras transformam infraestrutura do bairro Bela Vista, na zona Oeste
A avenida Rio São Francisco passou por uma transformação de infraestrutura completa. Foto: Francisco Sena/PMBV

“Na avenida Rio São Francisco implantamos drenagem, em seguida terraplenagem, depois a via recebeu pavimentação e, na sequência, executamos a urbanização da avenida, com canteiro central, calçadas, meio-fio e sarjetas. Nosso objetivo é dar continuidade à ampliação da infraestrutura urbana e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou a secretária municipal de Obras, Kaynara Carvalho.

Moradores destacam melhorias na mobilidade e na qualidade de vida

As obras também são reconhecidas por quem vive ou circula diariamente pelo bairro. A dona de casa Luzinete Morena da Cruz, de 63 anos, utiliza a bicicleta como meio de transporte e comemora as melhorias, especialmente a transformação da avenida Rio São Francisco.

Leia também: Prefeitura cria Frente Municipal de Enfrentamento Climático em Boa Vista

A dona de casa Luzinete Morena, utiliza a bicicleta como meio de transporte e comemora as melhorias. Foto: Divulgação/PMBV

“O bairro está melhorando, a UBS e escolas ficam perto. Essa avenida era ruim para andar e agora está perfeita e muito bonita. Mas é preciso que o povo também tenha consciência para não jogar lixo nas ruas. A Prefeitura está de parabéns”, disse a moradora.

Odeilson Pereira acompanha as mudanças na infraestrutura do Bela Vista desde o início das obras. Foto: Diane Sampaio/PMBV

O servidor público Odeilson Pereira, de 47 anos, mora no bairro Professora Araceli Souto Maior e utiliza a motocicleta para se deslocar pela região. Ele acompanha as mudanças na infraestrutura do Bela Vista desde o início das obras e ressalta os benefícios da pavimentação, principalmente no período chuvoso. “Antes essa rua não tinha asfalto e no inverno piorava. Agora, asfaltada, melhorou 100%”, afirmou.