A cidade de Parintins (AM) é o lar dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, que disputam o título de campeão no Festival Folclórico, em junho. Mas a temporada bovina começa muito antes, logo após o Carnaval e é composta por diversos eventos que mostram a força de uma das maiores manifestações culturais e simbólicas da Amazônia. Um exemplo é a Alvorada do Boi Garantido.
Realizada entre o dia 30 de abril e 1º de maio, a tradicional festa avermelhada reúne milhares de torcedores que acompanham o cortejo do boi e uma programação de shows dos itens oficiais num trajeto de 2,5 quilômetros pelas ruas parintinenses.
O evento inicia no Curral Lindolfo Monteverde, na Cidade Garantido, e se encerra ao amanhecer na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, numa grande passeata que transforma a Ilha da Magia num verdadeiro mar vermelho e branco. A concentração dos torcedores acontece no dia 30, com a marcha iniciando na madrugada do dia 1º e indo até o amanhecer, dando jus ao nome devido a festa ir até ao ‘alvorecer’ do dia.
Foto: Aguilar Abecassis/Cedida
Com base em registros históricos, o Portal Amazônia conversou com historiador parintinense Mencius Melo, que explicou as origens da Alvorada do Boi Garantido e a evolução dessa grande festa avermelhada que se tornou, em 2018, Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Amazonas.
A origem da Alvorada do Boi Garantido
A Alvorada do Garantido foi uma criação de Lindolfo Monteverde, cuja ideia surgiu devido à falta de comunicação na época e Lindolfo, com sua família, saía nas ruas anunciando os primeiros ensaios do boi da baixa.
“O boi de Parintins é uma brincadeira de rua e de quintais. A Alvorada é uma herança das saídas de rua, quando nos anos 1930, 1940, 1950, 1960, 1970, eram comandadas por Lindolfo Monteverde que levava o Garantido da então distante Baixa da Xanda, para as casas dos abastados de Parintins. Essas saídas eram geralmente nas noites de santos: São Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Lindolfo era devoto de São João Batista. As saídas eram à noite e Lindolfo Monteverde voltava com seu cordão de brincantes para a Baixa antes do sol raiar. Em 1975, por ideia de Paulinho Faria, Zezinho Faria e Jair Mendes, o boi fez o inverso! Saiu de madrugada para amanhecer nas ruas de Parintins, anunciando que os ensaios iam começar no antigo Curral do Garantido, hoje Curralzinho da Baixa de São José”, conta Melo.
Dona Maria Monteverde, filha de Lindolfo, conta que sua avó Alexandrina, conhecida como “Xanda”, era quem produzia a roupa dos brincantes: as meninas com uma saia branca e blusa vermelha e os rapazes com calça branca e camisa vermelha. Todos saiam para anunciar a grande festa cantando toadas, sendo a mais popular ‘Urrou Meu Novilho’.
Foto: Aguilar Abecassis/Cedida
Os caminhos até o alvorecer junto à Nossa Senhora do Carmo
A Alvorada une vários pontos que fazem com que a tradição se mantenha durante o decorrer dos anos, como o dos itens oficiais, a passeata nas ruas e a visita do boi às casas.
“A ideia era festejar o boi e garantir a continuidade da farra dos brincantes. Em 1975 saiu do antigo clube de festas, o Recanto Tropical (popular Retropi) que hoje não existe mais, na atual Av. Nações Unidas. A partir da inauguração do Show Clube Ilha Verde, em 1987, na Av. Amazonas, o Baile Vermelho & Branco passou a ser realizado nas dependências do clube que era e é da Família Faria, a segunda mais importante família na história do Garantido. A partir de então a Alvorada passou a sair do Ilha Verde”, lembra Melo.
Ainda segundo o historiador, “a cultura é algo em movimento”. E foi nesse movimento que, em 1991, o compositor Chico da Silva entregou ao Garantido a toada ‘Boi do Carmo’, que motivou uma mudança na rota.
“Paulinho Faria, então apresentador do Boi do Povão e um gênio acidental do marketing, decidiu guiar a Alvorada até a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Lá, diante de uma multidão ele entoou: ‘Minha santa, paz e amor… Nossa Senhora, proteção de Parintins… Boi Garantido numa forma de oração, pela fé e gratidão, lhe traz rosas e jasmins’. A multidão veio às lágrimas. Estava ali sacramentada uma tradição que unia o profano da festa, com a homenagem à Flor do Carmelo, Nossa Senhora do Carmo. Com a construção da Cidade Garantido em meados dos anos 1990, a Alvorada passou a sair daquele espaço, sempre em direção da Catedral de Parintins”, explica.
Foto: Aguilar Abecassis/Cedida
Como citado, entre os momentos que marcam o trajeto é a passagem do boi pelas casas dos moradores mais antigos da Baixa do São José, para saudá-los como forma de respeito.
O boi segue até a rotatória da igreja de São Benedito, na qual, vai para frente da igreja e tradicionalmente faz sua evolução, logo após segue pela Avenida Amazonas até chegar a catedral de Nossa Senhora do Carmo. Após a chegada, vai em direção à igreja fazendo reverência a pedido de proteção à padroeira.
“A ideia de festejar na madrugada até o sol raiar é o cerne da manifestação e como o amanhecer do dia é um alvorecer, vem daí o nome ‘Alvorada do Garantido'”, completa Mencius Melo.
Fotos: Élcio Farias/Boi Garantido
Com o passar dos anos, a celebração ganhou proporções grandiosas, sem perder o caráter comunitário. Casas são decoradas, moradores recebem o boi, e o percurso se transforma em um espetáculo coletivo, marcado por toadas, fogos, bandeiras e, claro, muita emoção.
“A Alvorada está se tornando e ainda pode se tornar mais ainda, em um produto “extra-arena” do Festival de Parintins. É uma manifestação que leva turistas à Parintins antes mesmo da semana do festival e sua relevância está em mostrar ou apresentar uma Parintins para além da indústria cultural que hoje marca a arena de disputa entre o Garantido e o Contrário. É uma manifestação humanizante, que resgata o boi de rua, o boi romântico dos tempos da lamparina. Um bem imaterial necessário que ajuda a explicar o fenômeno cultural que é Parintins”, conclui o historiador.
BR-319, AM-010, RR-205… Quem “pega a estrada” seja para curtir as férias ou até mesmo em dias de trabalho, normalmente se depara com essas nomenclaturas estampadas em placas de trânsito. Elas fazem parte da identificação das rodovias do Brasil.
Composto de duas letras e três números, as nomenclaturas respeitam os critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Viação (PNV), órgão responsável pela infraestrutura e organização de todo o sistema viário do país: rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
Mas o que significa a união dessas letras e números? O Portal Amazônia procurou informações sobre como funciona a lógica por trás desses termos que, além de dar nomes às estradas, representam uma orientação importante sobre a localização dentro do território nacional.
Entenda a nomenclatura
De acordo com o PNV, a nomenclatura das rodovias é definida por duas letras que representam o prefixo da Unidade de Federação (estado) de origem responsável por aquela via. As “BRs”, no caso, são as rodovias federais.
Em seguida, vem uma numeração composta por três algarismos: o primeiro indica o tipo de rodovia, enquanto que o segundo e terceiro dígitos representam a posição geográfica em relação ao território brasileiro, tendo como referência os limites Norte, Sul, Leste e Oeste e a capital de origem de determinada estrada.
Geralmente, as rodovias estaduais e municipais reproduzem o mesmo padrão da nomenclatura federal, no entanto, cada Estado ou Município pode adotar o seu próprio sistema de identificação das estradas.
Nomenclatura é composta de duas letras e três números, padrão adotado pelo Plano Nacional de Viação. Foto: Caíque Rodrigues/G1-RR
Tipos de rodovias
Existem cinco tipos de rodovias:
Radiais,
Longitudinais,
Transversais,
Diagonais
e Ligação.
Elas são representadas no primeiro algarismo da nomenclatura padrão da PNV. Por exemplo, BR-0xx, BR-1xx…
Rodovias Radiais: São as que partem da capital de origem da rodovia em direção aos extremos do país. O primeiro algarismo é o 0, enquanto que os demais podem variar de 05 a 95, de acordo com a posição geográfica da rodovia no sentido horário.
Exemplo: BR-020, BR-020, BR-040…
Radiais partem da capital Brasília. Foto: Divulgação/Governo Federal
Rodovias Longitudinais: São as que cortam o país na direção Norte a Sul. O primeiro algarismo é 1 e os outro dois podem variar de 00, no extremo leste do país, a 50 na Capital, e entre 50 a 99 no extremo oeste.
Exemplo: BR-174, BR-153, BR-101…
Longitudinais cortam o país na direção Norte-Sul. Foto: Divulgação/Governo Federal
Rodovias Transversais: São as que cortam o país na direção Leste-Oeste. O primeiro algarismo é o 2. Os outros dois números podem variar de 00, no extremo norte, a 50 na Capital Federal, e entre 50 a 99 se estiver no sul.
Transversais atravessam o país na direção Leste-Oeste. Foto: Divulgação/Governo Federal
Rodovias Diagonais: Cortam o Brasil em dois sentidos transversais: Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste. O primeiro algarismo dessas rodovias é o 3, e outros dois podem variar de 0 a 99 da seguinte forma:
Nas diagonais orientadas na direção geral NO-SE, a numeração varia, em números pares, de 00, no extremo Nordeste do país, a 50, em Brasília, e de 50 a 98, no extremo Sudoeste. Exemplo: BR-304, BR-324, BR-364.
Já nas Diagonais orientadas na direção geral NE-SO: A numeração varia, segundo números ímpares, de 01, no extremo Noroeste do país, a 51, em Brasília, e de 51 a 99, no extremo Sudeste. Exemplo: BR-319, BR-365, BR-381.
Diagonais cortam o país em duas direções: Noroeste-Sudeste e Nordeste-Sudoeste. Foto: Divulgação/Governo Federal
Rodovias de Ligação: São as que vão em qualquer direção e geralmente ligam rodovias federais ou outras “BRs” com demais cidades, pontos e fronteiras importantes. Seu algarismo é o 4.
Exemplos: BR-401 (Boa Vista/RR – Fronteira BRA/GUI), BR-470 (Navegantes/SC – Camaquã/RS) e BR-488 (BR-116/SP – Santuário Nacional de Aparecida/SP).
BR-401, que liga Roraima à fronteira com a Guiana, é um exemplo de rodovia de ligação. Foto: Alan Chaves/G1 RR
Como se conta a quilometragem?
A quilometragem das rodovias não é cumulativa de uma Unidade da Federação para a outra. Logo, toda vez que uma rodovia inicia dentro de uma nova Unidade da Federação, sua quilometragem começa novamente a ser contada a partir de zero.
Nas rodovias radiais, o sentido da quilometragem vai do Anel Rodoviário de Brasília em direção aos extremos do país, tendo o quilometro zero de cada estado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal.
Já nas longitudinais, o sentido vai do norte ao sul, com as únicas exceções da BR-163 e BR-174 que são do sul para o norte.
Nas transversais, o sentido vai do leste para o oeste, e nas diagonais, o ponto se inicia mais ao norte da rodovia indo em direção ao ponto maiis ao sul, com exceções das BR-307, BR-364 e BR-392.
Por fim, as rodovias de ligação geralmente iniciam a contagem da quilometragem do ponto mais ao norte da rodovia para o ponto mais ao sul. No caso de ligação entre duas BRs, a contagem começa na rodovia de maior importância.
Rodovias na Amazônia Legal
Na Amazônia Legal, área que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, seis rodovias federais cortam a região e fazem parte do planejamento de ligação para o restante do país.
São elas:
BR-010 – Belém-Brasília
BR-364 – Cuiabá-Porto Velho
BR-163 – Cuiabá-Santarém
BR-230 – Pará-Amazonas
BR-319 – Porto Velho-Manaus
BR-174 – Manaus-Boa Vista
Veja um infográfico sobre a história dessas estradas AQUI.
A maioria dos pratos participantes em Manaus e Belém leva ingredientes amazônicos. Foto: Maike Reis Lima/Divulgação Comida di Buteco
Considerado o maior concurso de butecos do Brasil, o Comida di Buteco chega à sua 26ª edição neste ano com a mesma missão desde sua criação, nos anos 2000: resgatar botecos autênticos, valorizar milhares de estabelecimentos espalhados pelo país e fortalecer a diversidade da culinária brasileira. O tema desta edição é “Verduras”.
As cidades de Manaus, Belém e Ananindeua representam a região Norte na competição, reunindo 38 estabelecimentos participantes, sendo 17 no Amazonas e 21 no Pará. Os dois estados apresentaram no concurso uma diversidade de pratos que utilizam ingredientes nativos da região amazônica. A maioria das receitas traz iguarias como jambu, cupuaçu e molhos de pimenta, combinadas com peixes da Amazônia e outras proteínas.
Com base nas informações divulgadas pelo concurso, o Portal Amazônia preparou uma lista das entradas que utilizam insumos locais e que concorrem ao título de petisco mais saboroso do Brasil. Dos 17 participantes do Amazonas, dez estabelecimentos apostam em ingredientes regionais. São eles:
Fofoquinha (Alice’s Happy Rock)
Ingredientes: Almôndegas de acelga, cenoura, manjericão e linguiça de frango, envolvidas na massa de harumaki e macarrão cabelo de anjo. Acompanha molho de cupuaçu apimentado e molho de alho da casa.
Rua Abel Botelho, 277 | Flores, Manaus – AM
Empanada à cabocla com molho floresta (Aretê Delícias Regionais)
Ingredientes: Empanada recheada com pirarucu desfiado, banana-pacovã e verduras (salsão, alho-poró).
Rua Síria, 521 | Cidade Nova, Manaus – AM
Camarões ao creme com verduras(Bambu Bar)
Ingredientes: Iscas de camarão ao creme de macaxeira com tucupi, acompanhadas de cheiro-verde, folhas de jambu e couve refogada.
Rua Carlos Lecor, 1015 | Parque 10 de Novembro, Manaus – AM
Banzeiro Amazônico(Bar Calçada Alta)
Ingredientes: Petisco amazônico de pirarucu seco frito com tucupi, camarão, jambu e farinha Uarini crocante.
Putã [significa petisco na língua Sateré](BIATÜWI)
Ingredientes: Dadinho de cará com tapioca, assado, redução de buriti, folhas de cariru com tucupi preto e vinagrete de manga, finalizado com melaço de cana, pimenta em pó e chicória.
R. Bernardo Ramos, 97 | Centro, Manaus – AM
Pirarucu caboclo (Espetto Grill & Burguers)
Ingredientes: Espeto de pirarucu à milanesa crocante, acompanha um molho de jambu.
Av. Penetração, 21 | Nova Cidade, Manaus – AM
Não saí da 5ª série, me controlar pra não fazer piada foi difícil (Farrapo Cozinha)
Ingredientes: Grits fritos de salsão e milho, tahine de gergelim preto, kimchi com jambu produzido na casa. Finalizado com pó de camarão, mel de alho fermentado e flores comestíveis da temporada. Acompanha: coalhada seca com funcho produzido na casa.
Rua Costa Azevedo, 147 | Centro, Manaus – AM
Falafel Amazônico (Gringo’s Bar)
Ingredientes: Bolinho de grão-de-bico com jambu, crocante por fora e macio por dentro. Servido com molho taratur (molho clássico de tahine, limão e alho), geleia de abacaxi com hortelã e pão árabe.
Av. Eduardo Ribeiro, 926 – A | Centro, Manaus – AM
Na onda da pororoca (O Porreta Amazônico)
Ingredientes: Rolinho de pirarucu fresco com camarão, recheado com molho cremoso de chicória e empanado na farinha panko. Acompanha creme de chicória e molho de tucupi com pimenta-dedo-de-moça.
Av. Margarita, 1984 | Nova Cidade, Manaus – AM
Petisco quase fitness (Varanda’s Rio Negro)
Ingredientes: Mini-hambúrguer preparado com pão de hambúrguer com couve-flor, queijo coalho, cebola, carne artesanal e maionese de jambu. Acompanha bananinha chips.
Av. Pe. Agostinho Caballero Martin, 955 | São Raimundo, Manaus – AM
Já na cidade paraense, 15 butecos terão ingredientes amazônicos em seus petiscos. São eles:
Bolinho de cupim com tuile de jambu (Armazém Du Chefe)
Ingredientes: Bolinho de cupim com tuile de jambu, acompanha maionese de chicória e mostarda.
Rua Rodolfo Chermont, 1493 – Marambaia, Belém – PA
Farofa Amazônica (Barão Bistro)
Ingredientes: Farofa de pirarucu com cheiro-verde e banana-da-terra frita, acompanhada de molho lambão à paraense, homus de feijão-branco e cebola caramelizada com missô.
Av. Marquês de Herval, 1405 | Pedreira, Belém – PA
Bolinho da Tia Jô (Boteco do Bacú)
Ingredientes: Bolinhos de pirarucu recheados de queijo muçarela, acompanhados de molho de redução de tucupi à moda da casa.
Rua Triunvirato, 303 | Cidade Velha, Belém – PA
Bao-to no tucupi (Cervejaria Uriboca)
Ingredientes: Pão de jambu cozido no vapor com recheio de pato desfiado e maionese de tucupi e chicória do Pará.
R. Bernal do Couto, 579 | Umarizal, Belém – PA
Bendito cupim (Clube do Espeto Grill)
Ingredientes: Bolinhos de cupim com requeijão e alho-poró, servidos com geleia de cupuaçu e pimenta-rosa.
Av. Duque de Caxias, 987 | Marco, Belém – PA
Carimbó, sirimbó, siriá no tucupi do tacacá (Confraria do Fraga)
Ingredientes: Bolinhos de maniçoba de pato e pernil de porco, refogados na cachaça de jambu e tucupi, com recheio de camarão regional, muçarela, cheiro-verde, jambu, alho, cebola, chicória e empanados na farinha bragantina com alfavaca e panko.
R. Veiga Cabral, 439 | Cidade Velha, Belém – PA
Boca de Jambu (Kassahara Boteco)
Ingredientes: Rolinhos de filé-mignon, recheados com queijos condimentados e especiarias regionais, semicobertos com creme de queijo e farofa de castanha-do-pará. Servidos com geleia de bacon, maionese de jambu, molho de pimenta do Kassahara e palitos de macaxeira frita.
WE 9B, 231 | Coqueiro, Ananindeua – PA
O Encontro dos titãs (Manga Pub)
Ingredientes: Três pares de bolinhos com massa original de batata e cenoura, que envolvem recheios de camarão, filhote e charque. Acompanhados de duas opções de geleias: açaí agridoce e manga picante. Além disso, crocantes folhas de jambu crispy e porção de manga à moda do chefe.
Av. Cmte. Brás de Aguiar, 492 | Nazaré, Belém – PA
Croque do Portuga (O Portuga Gastro Bar)
Ingredientes: Croquete de costela bovina bem temperadinha, massa com pimenta-biquinho e uma porção de queijo muçarela, acompanhado da maionese de jambu campeã.
Travessa WE 16, 172 -Cidade Nova, Ananindeua – PA
Empanadas Brasileiras (Paladar Gi)
Ingredientes: Empanadas de chouriço e carne-seca, com um toque de brócolis e a cremosidade do queijo de búfala. Acompanha crocantes chips de banana-da-terra, servidos com nossa exclusiva maionese de tucupi e um suave e tropical cremoso de pupunha.
Travessa WE-51, 221 | Coqueiro, Ananindeua – PA
Rolinho Paidegua de Pirarucu(Pimenta na Cuia)
Ingredientes: Rolinho de repolho recheado com pirarucu ao molho de tucupi reduzido com jambu e banana-da-terra.
Av. Almirante Tamandaré, 123 | Cidade Velha, Belém – PA
Cupim de Miriti (Potoca Breja e Broca)
Ingredientes: Charutos de cupim desfiado, recheados com queijo muçarela, cobertos com crispy de cebola-roxa e sobrepostos em emulsão de alho-poró, finalizados com couve desidratada. Acompanhado de geleia de bacuri picante.
Avenida Marquês de Herval, 954 | Pedreira, Belém – PA
Viagem Amazônica (Skina Queen)
Ingredientes: Bolinhos feitos com massa de macaxeira e jambu, empanados na farinha panko e fritos até dourar. Acompanhados por creme de pirarucu: lascas do pirarucu dessalgado, salteadas no azeite e finalizadas com creme de ervas regionais. Molho Arubé: redução intensa de tucupi e pesto paraense – mistura de jambu, castanha-do-pará, azeitonas verdes e azeite de oliva.
Rua do Arsenal, 289 | Cidade Velha, Belém – PA
Marujada (Terramar Restô)
Ingredientes: Pastel de massa artesanal com recheio de pirarucu com jambu e queijo de búfala do Marajó, acompanhado de maionese de chicória e geleia de açaí.
Tv. WE Vinte e Cinco, 161 | Coqueiro, Ananindeua – PA
E tem mais…
Além dos petiscos com ingredientes amazônicos, outros pratos também estão concorrendo ao concurso gastronômico:
Escarolinho Primavera (Bar Rigudos)
Ingredientes: Porção com harumakis recheados com escarola, ricota, anchovas e queijo meia cura.
R. Abdon Made , 6 – Manaus
Rolete roxo do Aranha (Confraria do Aranha)
Ingredientes: Rolinho de repolho roxo recheado com linguiça toscana e cream cheese, acompanhado de um molho mostarda com tempero do chef.
Av. Visc. de Porto Alegre, 385 | Centro, Manaus – AM
Jardineira de charque (Dom Chiquito Bar e Petiscaria)
Ingredientes: Charque cozida no tempero da casa com macaxeira, repolho, acelga, batata, cenoura, abobrinha, maxixe, couve-flor e um toque de coentro. Servida com farofa.
Rua Professor Ernani Simão, 1242 | Cachoeirinha, Manaus – AM
Canjiquinha com costelinha suína à mineira (Flutuante Bar e Restaurante Solar de Tupã)
Ingredientes: Milho triturado cozido com costelinha suína e couve refogada.
Acesso pela Marina do Davi, Manaus – AM
Trinca de ouro (Goiaba Bar)
Ingredientes: Trio de croquetes: croquete de rabada defumada com gremolata de agrião; croquete de toscana (a de churrasco) com queijo e crispy de couve; e bolinho de feijoada com couve. Servidos com gomos de limão e molho de pimenta feito na casa.
R. René de Nápolis, 488 | Adrianópolis, Manaus – AM
Pernil à Luiz Geraldo (O Irlandês)
Ingredientes: Minissanduíches de pernil com 2 montagens diferentes. O clássico, servido no pão francês, pernil, alface, tomate e maionese caseira; e o outro, servido na ciabatta com rúcula, pernil, queijo prato, tomate confit e maionese de alho confit e especiarias.
R. Barão de Jaceguai, 695, Flores | Manaus-AM
Cestinha de camarão – Point do Acarajé
Ingredientes: camarão com alho-poró.
Égua do Sertão (Caldos & Cia Bar e Restaurante)
Ingredientes: Carne de sol mergulhada num creme de nata temperado com alho, cebola e alho-poró e temperos da casa, acompanhada de uma torrada com manteiga e ervas.
Avenida Marquês de Herval, 1364, Pedreira | Belém – PA
Bolinho de costela bovina no bafo (Espetinho do Fabrício)
Ingredientes: Bolinho com massa de pão recheada com purê de batata e costela bovina, ao molho de vinagrete picante.
Trav. Cristóvão Colombo, 1439, Cruzeiro (Icoaraci) | Belém – PA
Cestinho de marinada (Flor do Grão Pará)
Ingredientes: Marinada de legumes e verduras.
Travessa Nove de Janeiro, 2233, Cremação | Belém – PA
Ragu de poro com purê de mandioquinha (Pileque Boteco)
Ingredientes: Purê de mandioquinha cremoso com um ragu de porco bem temperado.
R. Diogo Móia, 947, Umarizal | Belém – PA
Mar e Terra: Filhote, maracujá e alho-poró (Quintal Meraki)
Ingredientes: Filhote assado na brasa, com chutney de maracujá e farofa crocante de alho-poró.
Tv. Bom Jardim, 67, Cidade Velha | Belém – PA
Um porco frito pra nós (Só Porco Torresmo e Cia)
Ingredientes: Pedaços pequenos de porco bem fritinho com detalhes de molho agridoce e um chucrute bem brasileiro e um picles agridoce para acompanhar.
Avenida Marquês de Herval, 1201, Pedreira | Belém – PA
Comida di Buteco 2026
Diferente de um festival, o Comida di Buteco é uma competição onde bares são avaliados por clientes e jurados, que dão notas de 1 a 10 em quatro critérios: petisco, higiene, atendimento e temperatura da bebida. O peso das notas é dividido igualmente, com 50% para o público e 50% para o júri.
Além disso, os bares com pior desempenho, sendo os 20% últimos colocados, deixam de participar da edição seguinte. A proposta segue um modelo de competição semelhante ao de campeonatos esportivos.
Neste ano, mais de 1.100 bares de todo o país participam do concurso. A competição acontece sempre em abril, conhecido como o “mês dos butecos”, e convida o público a explorar a culinária local enquanto ajuda a eleger os destaques da cidade e do país.
Em maio, serão conhecidos os vencedores de cada cidade. Já em junho, jurados visitam os campeões locais para escolher o melhor do Brasil. O resultado final será divulgado em julho, em uma premiação em São Paulo.
Para participar, basta ir a um dos bares concorrentes, pedir o petisco da competição e preencher a cédula de votação. Os votos são recolhidos e auditados por um instituto de pesquisa independente.
Formadores culturais, educadores, coletivos indígenas e gestores públicos têm agora novas ações integradas do Ministério da Cultura voltadas à valorização dos saberes originários e à formação artística no Brasil. As iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura, a Sefli, e incluem apoio à produção de conteúdos indígenas, formação em cultura digital e articulação com universidades federais.
A proposta é reconhecer e fortalecer os modos próprios de ensinar e aprender existentes nos territórios. Segundo o secretário Fabiano Piúba, a diversidade é a base dessas políticas.
“Uma das diretrizes, premissa das políticas culturais é justamente o da diversidade, né? A diversidade em sua mais vasta plenitude. A partir disso, o Ministério da Cultura desenvolve as suas políticas e não foi diferente no campo da formação artística e cultural”, pontuou o secretário.
Ações incluem apoio à produção de conteúdos indígenas, formação em cultura digital e articulação com universidades federais. Foto: Ministério da Cultura
Entre as iniciativas está o fortalecimento da revista PIHHY. O nome, em língua originária, significa semente. A publicação reúne conhecimentos, saberes e artes indígenas produzidos pelos próprios povos indígenas. A revista também passa a integrar um acervo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás.
“Ela compreende a criação, a produção, difusão e circulação dos conhecimentos, das ciências, dos saberes e das artes indígenas, realizada pelos próprios povos indígenas do nosso país. E é uma revista que tem sido uma referência importante para produção de conteúdos, mas também da criação de um acervo.”
As ações fazem parte de uma política mais ampla do Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação. A iniciativa dialoga com a Lei 11.645, que trata do ensino das histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras nas escolas. Além disso, o MinC apoia o Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, realizado no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade Federal Fluminense.
Ministério da Cultura tem fortalecido protagonismo da diversidade cultural dos povos indígenas. Foto: Minc
Formação artística e cultural
As iniciativas reforçam a formação artística e cultural como política de Estado. Segundo o Ministério, as ações conectam diversidade, educação e território.
“A comunicação digital também é fundamental para afirmação das ancestralidades, da memória, da identidade, mas também como uma ferramenta de comunicação, e também como um componente ético, estético e político”, reforça o secretário Piúba.
Mais informações sobre as ações integradas podem ser conferidas aqui.
Coleções de plantas desidratadas são fundamentais para catalogação da diversidade biológica das espécies de plantas. Foto: UFSC
País com maior biodiversidade do mundo, o Brasil possui atualmente cerca de 46 mil espécies de plantas espalhadas pelos seus diversos biomas. Muitas delas foram identificadas através dos herbários, que são locais onde são preservados exemplares de plantas para estudos das espécies.
A coleção, além de fundamental para o meio acadêmico especialmente na área da botânica, visa o estudo e preservação das plantas existentes no planeta. O Portal Amazônia conversou com Vilany Matilla Colares, bióloga e mestre em Botânica, para explicar sobre a importância dos herbários.
O que é herbário?
Herbários são coleções de plantas desidratadas (secas) colhidas na natureza para conhecimento, estudo e registro das espécies. De acordo com Vilany, as amostras são fundamentais para a catalogação da diversidade biológica das plantas e essenciais para fins de pesquisa e estudos acadêmicos.
Armário aberto mostrando as divisórias com exsicatas. Foto: USP
“O herbário é um local de referência sobre a flora de uma região. Uma coleção de plantas ou parte delas desidratadas, o que chamamos de exsicatas, com o objetivo de estudar, identificar e classificar espécies de plantas. Vale ressaltar que o registro das coletas de plantas estudadas são obrigatórias em dissertações de mestrado e teses de doutorado para validação dos resultados de pesquisa e publicações científicas”, explicou Vilany, que possui doutorado e mestrado em botânica pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Além do conhecimento e identificação das espécies de plantas, uma das principais funções dos locais é a conscientização da população acerca da flora presente no planeta, para o uso racional da vegetação por parte do homem.
“Por meio dos herbários, é possível trabalhar na identificação de novas espécies ou até mesmo desconhecidas, na conservação das espécies ameaçadas ou extintas, além da busca de informações valiosas através de pesquisas científicas. Com isso, os herbários contribuem para o avanço da ciência e conscientização pela preservação da biodiversidade”, pontua Colares.
A formação de um herbário passa por algumas etapas, que vão desde o objetivo inicial da coleção até o início do processo de coleta das plantas na natureza, dando início a uma nova fase da amostra.
“Primeiramente, é necessário definir o propósito, o objetivo do herbário, se é para ensino, pesquisa, conservação, entre outros. Logo depois, se define o local onde vai se instalar o herbário, que podem ser universidades, museus, escolas, entre outros, e a captação de recursos financeiros para criação e manutenção. A partir daí é que avançamos para a próxima etapa, que é a coleta de plantas”, explicou Vilany.
A segunda etapa consiste na coleta de plantas, onde são retiradas as amostras do ambiente natural. Nesta fase, a cientista reforça que o planejamento é crucial durante a seleção das espécies.
Etapa de coleta de plantas para formação de um herbário. Foto: Divulgação/IMA
“É fundamental o planejamento para a coleta de plantas, incluindo a escolha das espécies e locais de coleta. As anotações sobre a coleta são necessárias como localização, data, hora, tamanho da planta, cores, cheiros, entre outras características”, explica a bióloga.
Registro de uma planta no herbário da Embrapa. Foto: Divulgação/Embrapa
A próxima etapa consiste na preparação e secagem das plantas, num método chamado de herborização, que é o processo de prensagem e desidratação de amostras das espécies, para estudos posteriores.
“Nesta fase, existe a limpeza e identificação das plantas coletadas, e a secagem das plantas em estufa ou ar livre, para evitar a decomposição. Depois acontece a montagem das exsicatas, que é a catalogação para criação de um banco de dados e armazenamento em local fresco, seco e protegido da luz, com controle de temperatura e umidade”, ressaltou Vilany, que já atuou no inventário florístico da Amazônia.
Importância dos herbários
A partir das amostras preservadas nas coleções, é possível pesquisar a vegetação de diferentes regiões e entender quantas espécies temos e como elas se distribuem nos diferentes ambientes. É a partir destes dados que podemos estimar a diversidade de plantas em diferentes biomas, nos municípios, estados, países, em ecorregiões ou nas Unidades de Conservação.
Exemplo de herbário. Foto: Museu Virtual da Universidade de Brasília
Herbário é uma coleção científica, composta por amostras de plantas secas, provenientes de diferentes ecossistemas, servindo como registro e referência sobre a vegetação e flora de uma determinada região. Os herbários são essenciais tanto para o meio acadêmico quanto para a conservação e preservação de espécies.
O Portal Amazônia listou os principais herbários localizados nos estados da Amazônia Legal, que abrigam maior parte da flora existente na região amazônica.
Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Amazonas)
Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). Foto: Camila Barbosa/Ascom Inpa
Com o maior acervo de coletas de plantas da Amazônia brasileira, é um dos mais importantes centros científicos sobre a biodiversidade da floresta amazônica. Criado pelo criado pelo Decreto 31.672 de 29 de outubro de 1952 e instalado em 27 de julho de 1954, armazena 300 mil exemplares de plantas da flora amazônica, incluindo também espécies de outras regiões do Brasil e de 70 países.
Desse montante, 91,6% dos exemplares (274.998) são da flora brasileira, enquanto que 50,6% dos espécimes coletados (151.998) são do Amazonas. É considerado o quinto maior do Brasil.
Herbário IAN – Instituto Agronômico do Norte (Pará)
Sede da Embrapa Amazônia Oriental, no Pará. Foto: Divulgação/Embrapa
Fundado em 1945, fica localizado em Belém é uma das principais referências botânicas da Amazônia. Sob responsabilidade da Embrapa Amazônia Oriental, possui um acervo de 194 mil exemplares de plantas desidratadas e a elas estão associadas amostras de madeiras, frutos, flores, sementes e plântulas.
Com o propósito de otimizar os trabalhos desenvolvidos nas coleções existentes, foi criado o Herbário Virtual IAN, com aproximadamente 10% de sua coleção principal já disponibilizada na Internet, com os dados e imagens das exsicatas rigorosamente verificados.
Herbário da Amazônia Meridional (Mato Grosso)
Herbário da Amazônia Meridiona, vinculado à Universidade do Estado de Mato Grosso. Foto: Reprodução/Instagram-herman.unemat
Localizado no campus da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT), engloba o maior acervo da Amazônia matogrossense. Possui cerca de 13 mil registros de plantas da flora regional, especialmente das regiões norte do estado e sul do Pará.
Herbário do Museu Goeldi (Pará)
Com mais de 130 anos de história, Herbário João Murça Pires é referência nacional e internacional da preservação da diversidade vegetal da Amazônia. Divulgação Museu Goeldi
Mais antigo da região Norte do Brasil e o terceiro do país, é referência nacional e internacional no registro e preservação da diversidade vegetal da Amazônia. O acervo da unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reúne cerca de 255 mil amostras, sobretudo amazônicas.
Localizado em Belém, contempla cerca de 3 mil tipos nomenclaturais da Amazônia, bem como milhares de coletas históricas de renomados botânicos como Jacques Huber, Ernst Ule, Richard Spruce e Adolpho Ducke.
Com uma história marcada por profundas transformações históricas e sociais, a cidade de Cuiabá comemora nesta quarta-feira (8) seu aniversário de 307 anos. Fundada em 1719 às margens do rio que leva o seu nome, a capital de Mato Grosso carrega até hoje uma identidade ligada ao descobrimento do ouro, fato ligado à sua origem e que foi essencial para a formação urbana, social e econômica da cidade referência do Centro-Oeste brasileiro.
Ao longo dos séculos, Cuiabá se transformou num grande polo urbano, numa evolução que uniu o desenvolvimento e avanços em infraestrutura com a preservação da identidade cultural da cidade. Esse cenário de valorização da capital mato-grossense é visível em diversos pontos da cidade, através de elementos históricos, culturais e humanos: monumentos, museus e demais espaços que traduzem a história de Cuiabá.
Prova disso é a galeria de fotos produzida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) reunindo fotografias da cidade. A iniciativa reforça o papel da imagem como instrumento de preservação da história e valorização da identidade cuiabana, por meio de registros que revelam o crescimento e as transformações da capital mato-grossense ao longo dos anos.
“Buscamos ir além da paisagem urbana, mostrando um pouco da história, da cultura e das pessoas. Cuiabá é essa mistura, essa diversidade que a nossa equipe procurou retratar nas imagens, unindo passado e presente”, explica o gerente de fotografia da Secretaria de Comunicação da ALMT, Marcos Lopes.
Os registros fazem parte do Instituto Memória da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, responsável por guardar e organizar documentos e acervos fotográficos da Casa desde 1835. O Instituto reúne registros de parlamentares, eventos históricos e contribuições para a formação do estado, sendo considerado uma fonte única de pesquisa.
Confira alguma das fotografias que oferecem ao público uma viagem ao tempo através de registros que revelam o crescimento e as transformações de Cuiabá durante esses 307 anos.
Foto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: Assembleia Legislativa de Mato GrossoFoto: GILBERTO LEITE/ALMT
Você pode conferir a galeria de fotos completa produzid por fotógrafos da Casa Legislativa aqui.
História de Cuiabá
A cidade de Cuiabá foi fundada oficialmente no dia 08 de Abril de 1719. A história registra que os primeiros indícios de Bandeirantes paulistas na região, onde hoje fica a cidade, datam de 1673 e 1682, quando da passagem do bandeirante Manoel de Campos Bicudo pela região.
Ele fundou o primeiro povoado da região, no ponto onde o rio Coxipó deságua no rio Cuiabá, localidade batizada de São Gonçalo. Em 1718, chega ao local, já abandonado, a bandeira do paulista de Sorocaba, Pascoal Moreira Cabral, que depois de uma batalha perdida para os índios coxiponés, viu-se compensado pela descoberta de ouro, passando a se dedicar ao garimpo.
Em 08 de Abril de 1719, Pascoal Moreira Cabral assina a ata da fundação de Cuiabá, no local conhecido como Forquilha, às margens do rio Coxipó. Foi a forma encontrada para garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. Em 1726, chega à região o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal.
No dia 1º de janeiro de 1727, Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Rapidamente, contudo, as lavras de ouro se mostraram menores que o esperado, o que acarretou o abandono do local por parte da população. Mas, um século depois de sua fundação, Cuiabá foi alçada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, e tornou-se a capital da então província de Mato Grosso no dia 28 de agosto de 1835 (antes a capital da província era Vila Bela da Santíssima Trindade).
Há várias versões para a origem do nome Cuiabá. Uma delas é de que o nome tem origem na palavra bororo Ikuiapá que significa “lugar da Ikuia” (ikuia: flecha-arpão, flecha para pescar, feita de uma espécie de cana brava; pá: lugar), o nome designa uma localidade onde os índios bororos costumavam caçar e pescar, no córrego da Prainha (que corta a área central de Cuiabá).
Outra explicação possível é a de que Cuiabá seria uma aglutinação de Kyyaverá (que em guarani significa ‘rio de lontra brilhante’). Uma terceira hipótese conta que a origem da palavra está no fato de existirem árvores produtoras de cuia à beira do rio e que Cuiabá significaria “rio criador de vasilha”.
Há ainda outras versões menos embasadas historicamente, que mais se aproximam de lenda do que de fatos.
No Projeto Crescer, Maria Vitória transformou linhas em oportunidades e sonhos em futuro. Foto: Prefeitura Municipal de Boa Vista
A linha que passava pelo tecido, aos poucos, foi tecendo uma nova história. Quando Maria Vitória entrou no Projeto Crescer e, pela primeira vez, segurou uma agulha, não imaginava que também estava costurando os próprios sonhos. Aos 17 anos, ela olha para trás e vê um tear de oportunidades: o que começou como uma curiosidade na oficina de Corte e Costura se transformou em um estágio na área administrativa, mudando completamente a forma como enxerga o próprio futuro.
Antes de chegar ao Crescer, ela deu os primeiros passos em outro projeto da Prefeitura de Boa Vista. Em 2017, participou do Conviver, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro União. Depois, recebeu convites para integrar o Dedo Verde e o Artcanto, mas optou pelo Crescer em 2024, por meio da irmã. “Ela participava na época que o Crescer era no Calungá. Foi assim que eu descobri esse universo. Eu nem imaginava que existiam projetos sociais”.
Foi na oficina de Corte e Costura que Maria encontrou um novo mundo. Ela destacou a paciência e o cuidado dos ensinamentos por parte dos servidores. “Eles me guiaram desde o começo, passo a passo. Eu não sabia costurar, não sabia fazer nada. E olha só: já fiz bolsa, tapete, pochete, lacinho, turbante. Até vendi os produtos na AgroBV”.
Do zero à renda própria: Maria Vitória aprendeu a produzir e vender suas criações. Foto: Prefeitura Municipal de Boa Vista
Essa base foi apenas o início. Em 2025, uma nova porta se abriu: ela conquistou uma bolsa no Programa Rumo Certo, também da prefeitura, e ingressou no setor administrativo do próprio Crescer. “Eu deixei de enxergar como integrante e passei a me ver como estagiária mesmo. Foi uma ‘virada de chave’. Eu não sabia ligar um computador. Uma servidora antiga, com toda a paciência, ensinou os primeiros passos e hoje eu mesma faço declarações e ofícios para outros departamentos”.
Maria destacou o quanto a visão sobre o projeto mudou. “Quando somos integrantes, vemos de um jeito. Mas, pelo lado da gerência, é totalmente diferente. Eles dedicam muito tempo para preparar cada palestra, cada evento. É difícil. Exige esforço, mas eu passei a enxergar todo o trabalho que há por trás”.
De integrante a estagiária: hoje, Maria Vitória produz declarações e ofícios para outros departamentos do município. Foto: Prefeitura Municipal de Boa Vista
A chegada ao Rumo Certo foi motivo de pura emoção. “O programa coloca a gente para estagiar em vários lugares, mas nunca imaginei que um projeto pudesse estagiar dentro do outro projeto. Quando soube que seria aqui mesmo, pulei de alegria e abracei a ‘Rosinha’ [Roseneide Rodrigues, gerente do Crescer]. Foi uma felicidade genuína”.
Maria Vitória ainda ressalta que as lições foram além das tarefas técnicas. “Mudou muita coisa na minha vida. Aprendi a lidar com as pessoas, a escutar os pais que vêm até aqui resolver alguma situação. Isso me proporcionou maturidade, totalmente diferente da visão que eu tinha quando era apenas integrante”.
Conselho para as futuras gerações
Ao olhar para trás e ver o quanto cresceu, Maria deixa um recado especial para os jovens que estão chegando ao Crescer, talvez cheios de dúvidas ou receios. “Aproveitem cada oportunidade, pois ela pode não aparecer duas vezes. Todos os dias chegam solicitações de inclusão do CREAS e dos CRAS para trazer novos integrantes para cá e muita gente deixa passar, seja por medo, por vergonha ou por achar que não é para si”.
Considerado um dos maiores parques industriais do Brasil, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento econômico e sustentável com regime especial que garante incentivos fiscais e abriga quase 600 empresas no meio da região amazônica.
Criada em 1967, a ZFM tinha o objetivo de integrar a Amazônia com o restante do país através dos incentivos fiscais às empresas, mas acabou se tornando um exemplo de preservação do ambiente capaz de proteger 97% da cobertura vegetal da floresta amazônica.
Mas como funciona esse modelo? O Portal Amazônia conversou com o ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Econõmico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, que explicou de forma objetiva o parque industrial, que hoje que é o pilar da economia local e um dos responsáveis por grande parte do Produto Interno Bruno (PIB) do Amazonas.
A Zona Franca de Manaus é um regime especial de incentivos fiscais criado em 1967 com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento econômico da região Norte do país. A ideia era compensar a desvantagem logística e promover a industrialização da Amazônia por meio de benefícios tributários federais, estaduais e municipais.
Para fazer parte do modelo, as indústrias interessadas precisam apresentar incialmente o Processo Produtivo Básico (PPB), que consiste num conjunto de regras que determinam as etapas para a fabricação de um determinado produto.
“As empresas que se instalam aqui têm redução de impostos federais e estaduais. Em troca, elas devem produzir com agregação local de valor, com regras rígidas de produção local, chamadas de Processo Produtivo Básico”, explicou Serafim.
O PPB é o conjunto mínimo de operações fabris que as empresas instaladas na Zona Franca de Manaus precisam cumprir para caracterizar a industrialização de um produto. Formalizado em 30 de dezembro de 1991 pela Lei nº 8.387, o conceito tem como principal objetivo assegurar que determinados produtos sejam efetivamente industrializados no Brasil, em vez de apenas montados com componentes importados.
PPB de uma empresa precisa detalhar as etapas fabris de um determinado produto. Foto: Emballage Cartier
O PPB surgiu na década de 1990, em substituição à antiga política de reserva de mercado da informática. Enquanto o modelo anterior restringia a entrada de produtos estrangeiros, o novo sistema buscou integrar o Brasil ao comércio global, mas preservando incentivos para a produção nacional.
Com o passar dos anos, esse mecanismo foi sendo atualizado para acompanhar as transformações tecnológicas. Hoje, ele é aplicado a diversos segmentos e continua sendo uma das principais ferramentas de estímulo à indústria de alta tecnologia no país.
Todo processo é instituído através de portarias interministeriais, emitidas pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), que detalham as exigências para cada tipo de produto, para que haja um nível mínimo de valor agregado local.
Suframa é uma artarquia federal que administra a Zona Franca de Manaus. Foto: Divulgação/Suframa
O PPB de uma empresa é avaliado durante reuniões do Conselho de Administração da Suframa – CAS, que analisa e aprova pedidos de implantação de indústrias na Zona Franca de Manaus. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é quem fiscaliza o cumprimento das exigências.
Em suma, o PPB incentiva a produção local, gera empregos, promove o desenvolvimento tecnológico com a adoção de tecnologias e fortalece a economia regional de forma sustentável.
Incentivos fiscais
No entanto, o PPB também funciona como uma espécie de contrato entre a indústria fixada na Zona Franca de Manaus e o Poder Público. A empresa é obrigada a produzir o que determina seu PPB, enquanto que, em contrapartida, o Governo oferece uma série de incentivos fiscais.
Na Zona Franca de Manaus, os produtos fabricados de acordo com o Processo Produtivo Básico recebem os seguintes incentivos:
Redução de 88% do Imposto de Importação (II) dos insumos importados;
Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do bem final;
Isenção da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS nas operações internas na Zona Franca de Manaus;
Alíquota e crédito diferenciados de PIS/PASEP e COFINS para venda em outras regiões do País.
“Isso garante que o Polo Industrial de Manaus não seja um centro de montagem superficial, onde a maior parte das empresas faz etapas industriais completas, gera tecnologia, capacitação e milhares de empregos”, frisou o ex-secretário.
Investimentos
Em 1993, a Lei de Informática (nº 8.248/91) incluiu a obrigatoriedade de aplicação de 5% do faturamento bruto obtido da venda dos bens incentivados em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Com a publicação da Lei nº 10.176, de 11 de janeiro de 2001, o PPB e a aplicação de recursos em P&D passaram a ser estabelecidos como contrapartidas aos benefícios fiscais.
A utilização dos incentivos fiscais vinculados ao PPB é responsável pela permanência ou instalação, no Brasil, de muitos empreendimentos industriais, tanto no Polo Industrial de Manaus, como em outras localidades do País, por meio da Lei de Informática.
Lei da Informática determina que empresas instaladas na ZFM invistam 5% do seu faturamento em atividades de pesquisa. Foto: Divulgação/Suframa
“O resultado é um parque industrial moderno, que hoje produz desde eletroeletrônicos, motocicletas e bens de informática até insumos químicos, termoplásticos e concentrados de bebidas. Gera mais de meio milhão de empregos diretos e indiretos e garante uma arrecadação substancial que financia políticas públicas no Amazonas”, reforça Corrêa.
Preservação da floresta amazônica
Um dos maiores benefícios da Zona Franca de Manaus é a sua atuação na harmonia e conservação ambiental da Amazônia. Criada originalmente para ser um centro industrial, comercial e agropecuário e um vetor de integração nacional, o modelo acabou exercendo uma influência decisiva na preservação da floresta amazônica desde sua implementação, em 1967.
Isso porque, segundo estudos de impacto realizado ao longo das últimas décadas, ficou comprovado que a existência do Polo Industrial de Manaus ajudou a diminuir a pressão sobre os recursos ambientais e evitar o desmatamento da floresta amazônica.
Zona Franca de Manaus contribui para a preservação de 97% da cobertura vegetal nativa da Floresta Amazônica. Foto: Acervo/MMA
Com isso, o modelo ZFM se tornou um exemplo bem sucedido de desenvolvimento e conservação ambiental nos estados da Amazônia Ocidental. Por exemplo, no Amazonas, o parque industrial mantém preservada 97% da cobertura vegetal, mesmo com quatro décadas de intensas atividades industriais.
Principal agente da preservação do patrimônio natural da humanidade, a Zona Franca de Manaus também garante uma contrapartida ambiental mundial em garantir a biodiversidade amazônica.
“A Zona Franca funciona, gera resultados e cumpre seu papel estratégico. O que precisamos é que o Brasil a reconheça como um instrumento de desenvolvimento e conservação, e não como problema”, finalizou.
O Grupo Rede Amazônica foi homenageada nesta quarta (1º) durante evento de comemoração ao aniversário de 31 anos do Bosque da Ciência.O reconhecimento homenageou profissionais da imprensa e gestores que contribuíram na trajetória da instituição vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).
Durante a cerimônia, o diretor do Inpa, Henrique Pereira, entregou certificados aos profissionais da comunicação amazonense. Na ocasião, receberam as homenagens pelas contribuições da emissora na consolidação na trajetória das mais de três décadas do Bosque da Ciência:
o diretor da programação do Grupo Rede Amazônica, Silvério Machado, representando o CEO do Grupo Phelippe Daou Júnior;
o diretor de jornalismo Paulo Fernandes;
a supervisora de jornalismo do Portal Amazônia, Clarissa Bacellar;
a coordenadora do G1 Amazonas, Jacqueline Nascimento;
e Luciane Marques e Ruthiene Bindá, da TV Globo na afiliada.
“Ter a Rede Amazônica homenageada é o reconhecimento do nosso propósito de integrar e desenvolver a nossa região, através de um jornalismo responsável, de credibilidade e conteúdos de qualidade. E o Bosque da Ciência é um dos principais atores dessa democratização da ciência, uma instituição que desenvolve e garante acesso a população de forma aberta à população. Feliz pela homenagem”, afirmou Silvério Machado.
Representando o Portal Amazônia, a supervisora de jornalismo multimídia Clarissa Bacellar destacou a atuação do Bosque da Ciência no papel de fortalecimento da região amazônica.
“O Portal Amazônia e o Amazon Sat têm como missão falar sobre a Amazônia. Nós queremos mostrar o que é a nossa realidade, o que o povo amazônida vive, então, se a nossa missão é essa, nada melhor do que estar com pessoas que também buscam isso. O Bosque da Ciência aplica isso na prática, em conjunto com as pesquisas do Inpa. Então é muito satisfatório ter esse reconhecimento, de quem trabalha diretamente para transformar a vida das pessoas, assim como o Grupo Rede Amazônica também trabalha”, declarou Clarissa.
Portal Amazônia foi homenageado durante cerimônia de aniversário dos 31 anos do Bosque da Ciência. Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia
Segundo o diretor do Inpa, Henrique Pereira, as homenagens visam reconhecer a contribuição de várias personalidades que ajudaram a consolidar a história do Bosque da Ciência.
“Nós nos encontramos neste dia para celebrar o sucesso da sua iniciativa e sua longevidade. Reunir aqueles que chamamos de amigos e amigas do Bosque da Ciência. São comunicadores, empresários, políticos da nossa região, que ao longo desses 31 anos prestaram apoio e incentivaram a continuidade dessa iniciativa do Inpa. O Bosque da Ciência é um pedaço do Inpa aberto à visitação pública, com mais de 140 mil visitantes, e é a nossa maior aposta na educação ambiental, na educação científica e na popularização da ciência na Amazônia”, enfatizou.
Bosque da Ciência
Primeiro parque verde urbano de Manaus, o Bosque da Ciência completa 31 anos de funcionamento neste 1º de abril. Para celebrar a data, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) preparou uma programação especial com exposições, oficinas e jogos, além da cerimônia de homenagens a personalidades que contribuem para a trajetória do Bosque.
Criado para estreitar os laços com a comunidade, oferecendo contato direto com a natureza e a ciência produzida pelo Inpa, o Bosque é referência no Amazonas como espaço de lazer, educação ambiental, popularização da ciência e de turismo de natureza.
Em três décadas de funcionamento, o parque recebeu mais de 2 milhões de visitantes. Em 2025, bateu o recorde de público dos últimos anos, com 140.554 visitantes, a maioria deles moradores locais, grupos escolares e turistas nacionais e estrangeiros.
Bosque da Ciência fica localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, bairro Petrópolis, em Manaus. Foto: Reprodução/Acervo Inpa
Neste ano, as atividades comemorativas no parque foram concentradas no próprio dia 1º de abril (quarta-feira). Vários grupos de pesquisa, laboratórios, projetos e setores do Inpa estiveram envolvidos na programação.
“O Bosque da Ciência, como educador por natureza, tem cumprido o seu papel de oferecer à população uma opção de lazer, de caráter científico e cultural, despertando nos visitantes a curiosidade e o interesse pela ciência e pelo meio ambiente”, destaca o chefe do Bosque, Jorge Lobato.
O Bosque funciona das 9h às 17h, com entrada gratuita, basta agendar pelo site AQUI.