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Serviços gratuitos em Manaus: 7 instituições de ensino que realizam ações sociais abertas ao público

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Oferta de serviços gratuitos fazem parte das atividades extracurriculares das unidades acadêmicas. Foto: Divulgação/UEA Cidadã

Atendimentos em saúde, orientação jurídica e psicológica, emissão de documentos… Você sabia que esses e outros serviços são oferecidos de forma gratuita à população nas instituições de ensino públicas e privadas em Manaus (AM)?

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Tais ações sociais fazem parte das atividades extracurriculares, que são componentes exigidos das unidades acadêmicas para a formação dos estudantes. Além de prepará-los para o mercado de trabalho, elas contribuem na promoção da cidadania e na garantia de acesso à serviços básicos à comunidade.

O Portal Amazônia buscou por esses serviços gratuitos realizados pelas principais instituições de ensino e abertos à população amazonense:

Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

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UFAM oferece vários serviços gratuitos através dos programas de extensão. Foto: William Costa/Acervo Portal Amazônia

A Ufam, instituição de ensino superior mais antiga do Brasil, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, n° 6200, bairro Coroado, oferece diversos serviços gratuitos à população por meio de programas de extensão universitários. A gama das atividades abertas ao público é realizada pelos estudantes de cursos como Direito, Educação Física, Fisioterapia, Psicologia, entre outros.

Configura alguns serviços:

  • Assistência jurídica, para pessoas com hipossuficiência financeira;
  • Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Futebol Amazonense, para crianças e adolescentes;
  • Reabilitação multiprofissional de pacientes com déficit neurofuncional;
  • Realização de atividades motoras, para crianças a partir de 02 anos, adolescentes e adultos com algum tipo de deficiência;
  • Aulas de musculação, para idosos a partir de 60 anos;
  • Atividades de dança, ginástica e atividades circenses, para crianças, adolescentes e adultos com deficiência;
  • Atendimentos psicológicos e odontológicos;
  • Orientações para declaração de Imposto de Renda;
  • Cursos e oficinas gratuitas de Música, Dança e Artes Visuais

Para acessar os serviços, os interessados devem entrar em contato pelos telefones (92) 99318-3195 ou (92) 3305-1758.

Leia também: Você sabe por que as estradas da Universidade Federal do Amazonas possuem tantas curvas?

Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Núcleo de Práticas Jurídicas da UEA fica localizada na avenida Major Gabriel, no Centro de Manaus. Foto: Daniel Brito/UEA

O Núcleo de Prática Jurídica da UEA oferece serviços jurídicos gratuitos como orientações e acompanhamentos de processos à população, através de atividades práticas supervisionadas desenvolvidas por estudantes do curso de Direito. Os atendimentos acontecem às quintas-feiras, em três horários: 8h30 às 11h40 (manhã), 14h às 17h40 (tarde) e 18h30 às 20h (noite).

Os interessados podem entrar em contato e solicitar atendimento pelo e-mail allima@uea.edu.br, ou comparecer na Escola de Direito da UEA, localizada na rua Major Gabriel, n° 767, Bairro Centro, zona Sul de Manaus.

Leia também: UEA está presente no ranking das universidades mais sustentáveis do mundo

Outro serviço público feito pela instituição é a reabilitação de pacientes mutilados, por meio de próteses bucomaxilofaciais. A especialidade da odontologia, realizada pelo Centro de Especialidades Odontológicas (CEO/UEA), atende pacientes de casos complexos encaminhados principalmente por hospitais da capital, como Adriano Jorge, Getúlio Vargas, Fundação Alfredo da Matta e a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon).

Para solicitar avaliação ou obter informações sobre atendimentos, os pacientes podem entrar em contato pelo telefone (92) 99279-3512.

CEO/UEA é o único serviço público gratuito de próteses bucomaxilofaciais no Amazonas e referência nacional. Foto: Divulgação/UEA

Através do projeto UEA Cidadã, programa de extensão universitária, a instituição também oferece outros serviços gratuitos à população nas áreas da saúde e odontologia. São eles:

  • Aferição de pressão arterial
  • Teste rápido de glicemia
  • Avaliação de risco para diabetes
  • Avaliação antropométrica (peso, altura e cálculo de IMC)
  • Orientações de saúde
  • Atendimentos em ações de saúde comunitária
  • Encaminhamentos, quando necessário
  • Aplicação de flúor
  • Orientações de saúde bucal

A programação das ações sociais pode ser acompanhada através do perfil da UEA Cidadã no Instagram, ou através da coordenadora do programa, Dra. Márcia Costa, pelo telefone (92) 99128-1899.

Centro Universitário Martha Falcão Wyden

Instituição disponibiliza, de forma gratuita, orientações jurídicas, psicológicas e contábeis para a população. Foto: Divulgação/Martha Falcão

Localizada na Rua Natal, nº 300, no bairro Adrianópolis, zona Centro-sul de Manaus, a instituição oferece três serviços gratuitos à população, através do Serviço de Psicologia (SAP) e dos Núcleos de Práticas Jurídicas (NPJ) e de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). São eles:

  • Orientações jurídicas e acompanhamento em demandas de baixa complexidade;
  • Atendimento psicológicos, com sessões individuais e triagens;
  • Orientações para a declaração do Imposto de Renda

Os serviços são divulgados previamente nos canais oficiais da instituição e nas redes sociais. Em geral, é necessário realizar agendamento prévio, conforme a disponibilidade de cada projeto. Todos os atendimentos seguem ordem de demanda e capacidade das equipes. Para informações e dúvidas, o atendimento pode ser feito diretamente na sede da instituição.

Centro Universitário ESBAM

Ações gratuitas são realizadas por meio de alunos do curso de Serviço Social da instituição. Foto: Divulgação/Esbam

Por meio do Núcleo de Desenvolvimento Social e Cidadania (NUDESC), a instituição realiza diversas ações gratuitas voltadas à saúde e bem-estar da população. São elas:

  • Aferição de pressão arterial
  • Testes rápidos (conforme parcerias)
  • Glicemia capilar
  • Avaliações de Índice de Massa Corporal (IMC) e risco cardiovascular
  • Dentista
  • Dermatologista
  • Vacinação
  • Oftalmologista
  • Ginecologista
  • Orientações sobre saúde da mulher, do homem, cuidados preventivos e saúde mental.

Os serviços são divulgados por meio de campanhas abertas e mutirões sociais e os agendamentos devem ser formalizados pelo e-mail coord.servicosocial@esbam.edu.br com antecedência de, no mínimo, 15 dias. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (92) 99984-1975 e (92) 98177-0358.

Centro Universitário Fametro

Unidade de ensino oferece orientações jurídicas, serviços odontológicos e atendimentos nas áreas de Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia. Foto: Divulgação/Fametro

Com unidades nas zonas Sul, Leste e Norte, a Fametro oferece serviços gratuitos à população, por meio de suas clínicas e núcleos acadêmicos. Na sede, disponibiliza atendimento nas áreas de Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia. Informações e agendamentos podem ser feitos pelos telefones (92) 3090-3019 / (92) 98646-1141 ou pelo e-mail clinica.agendamento@fametro.edu.br.

O Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) oferece atendimento gratuito à comunidade, com foco em orientação jurídica para quem não possui condições de contratar advogado. O serviço é realizado mediante agendamento na sede, que fica na Avenida Constantino Nery, bairro Chapada. Para mais informações, ligar para (92) 2101-1078.

Já o Núcleo de Apoio Fiscal e Contábil (NAF) do Centro Universitário Fametro mantém atendimento gratuito com serviços voltados à área fiscal. Entre os serviços disponíveis estão:

  • abertura de MEI,
  • cálculo de DARF,
  • emissão de DAS-MEI,
  • consulta de restituição do IRPF,
  • certidão negativa,
  • regularização de CPF,
  • criação de código de acesso para o e-CAC,
  • além de outros atendimentos essenciais ao contribuinte.

Os serviços ocorrem na sala do NAF, localizada no térreo da unidade 1, nos seguintes dias e horários: Segundas (14h às 18h, quartas (8h às 12h) e sextas (14h às 18h).

Clínica-Escola de Odontologia realiza serviços em restauração, endodontia, raspagem, extração e odontopediatra. Foto: Divulgação/Fametro

Na unidade 5, localizada em frente ao Amazonas Shopping, a Clínica-Escola de Odontologia realiza serviços em restauração, endodontia, raspagem, extração e odontopediatria. O funcionamento ocorre por ordem de chegada, mediante documento com foto, nos horários de: 8h30 às 12h; 13h30 às 17h; 18h30 às 21h. Mais informações pelo telefone (92) 98646-0124.

Foto: Divulgação/Fametro

A Unidade Cachoeirinha, através do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), oferece atendimentos gratuitos para pessoas de baixa renda, com orientações, consultas e ajuizamento de ações.

O serviço contempla demandas nas áreas de Família, Trabalho, Previdenciário e Direito do Consumidor, proporcionando acesso à justiça de forma gratuita. Os atendimentos ocorrem nas terças e quartas-feiras, das 14h às 18h. Mais informações pelo telefone (92) 99136-2519.

Também há atendimento psicológico gratuito à população, com psicoterapia e orientação profissional para pessoas de todas as idades. O serviço acontece de segunda a sexta, de 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h. Dúvidas e informações, ligar para (92) 3090-3038.

Unidade Fametro Leste. Foto: Divulgação/Fametro

Já na zona leste, a unidade da Avenida Autaz Mirim, n° 8565, bairro Tancredo Neves, os acadêmicos de Psicologia realizam atendimentos clínicos supervisionados para crianças, jovens, adultos e idosos da comunidade. As ações acontecem nas terças e quintas, das 8h à 17h, e sábado às 12h. Agendamentos são feitos no próprio local.

Na Fametro Zona Norte, localizada na Avenida Margarita, n° 5, bairro Nova Cidade, também são disponibilizados atendimentos psicológicos gratuitos, com agendamento presencial e funcionamento por ordem de espera, nos dias de terça e quinta, das 8h às 12h e 18h às 22h, e no sábado, das 8h às 12h.

Faculdade Santa Teresa

Faculdade Santa Teresa está com atendimentos gratuitos nas áreas de psicologia e orientação jurídica. Foto: Divulgação/Faculdade Santa Teresa

Situada na Rua Acre, nº 200, bairro Nossa Senhora das Graças, a unidade está com atendimentos gratuitos nas áreas de psicologia e orientação jurídica.

A Clínica-Escola de Psicologia oferece suporte psicológico a partir de 8 anos, mediante agendamento. Para menores de 18 anos, o atendimento deve ser acompanhado por um responsável.

Os serviços oferecidos são:

  • Atendimento psicológico individual para crianças, adolescentes, adultos e idosos
  • Orientação profissional e de carreira para estudantes do ensino médio
  • Grupo de apoio para mediadores e profissionais da educação
  • Grupos psicoeducativos para crianças (8 a 10 anos) e adolescentes

As inscrições são feitas via Whatsapp, através do número (92) 3030-3032. O usuário receberá um link para preencher o formulário de inscrição. No entanto, o cadastro não garante atendimento imediato, pois as vagas são preenchidas por ordem de inscrição. Os dias de funcionamento acontecem às segundas (8h às 12h e 14h às 18h), terças (8h às 12h e 14h às 18h) e quintas (14h às 18h).

Já o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) disponibiliza atendimento jurídico real e gratuito à comunidade, com orientação em diversas áreas do direito. São eles:  

  • Modificação de guarda
  • Pensão de alimentos e execução de alimentos
  • Divórcio
  • Reconhecimento ou dissolução de união estável
  • Exoneração de alimentos
  • Adoção
  • Curatela
  • Alvará judicial
  • Demandas de direito do consumidor
  • Ações cíveis
  • Ações trabalhistas
  • Retificação de documentos

Os atendimentos ocorrem em dois horários: terça-feira, das 9h às 11h, e das 19h às 21, nas terças, quartas e quintas. Agendamentos e informações podem ser obtidas pelo telefone  (92) 3090-3038

Leia também: O voluntariado ajuda a salvar vidas na Amazônia

Afya Educação Médica

Instituição de pós-graduação médica oferece consultas gratuitas em diversas especialidades. Foto: Divulgação/Afya Educação Médica

A instituição de Pós-Graduação médica, localizada na Avenida André Araújo, n° 2767, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, oferece consultas gratuitas nas especialidades ofertadas nos cursos da unidade. Os atendimentos ocorrem apenas nos dias de aulas, mediante agendamento feito através do Whatsapp pelo número (92) 99379-9297.

Para o agendamento é necessário que o paciente tenha o encaminhamento médico do clínico geral e o paciente precisa ter disponibilidade na data escolhida. Os atendimentos duram em torno de 50 minutos, dependendo da especialidade, e são realizados por uma equipe composta de dois médicos. As especialidades são:

  • Dermatologia
  • Endocrinologia
  • Nutrologia
  • Geriatria
  • Gastroenterologia
  • Psiquiatria
  • Pediatria
  • Ultrassonografia

Amazonas tem papel estratégico para o futuro do agronegócio brasileiro, afirma o senador Eduardo Braga

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Parlamentar é um dos principais defensores da Zona Franca no Senado Federal. Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

“O Amazonas pode ingressar no agronegócio, a maior indústria da economia brasileira, sem derrubar uma árvore”.

Foi desta forma que o senador Eduardo Braga (MDB), afirmou, em entrevista ao Portal Amazônia, que o estado tem grande potencial de se tornar protagonista no agronegócio brasileiro.

De acordo com Braga, o Amazonas possui grandes reservas de potássio, fósforo e nitrogênio, fertilizantes essenciais para o agronegócio, o que coloca o estado como uma das novas fronteiras econômicas. Segundo o senador, o Brasil gasta cerca de US$ 14 bilhões por ano com importação desses recursos minerais.

Agronegócio brasileiro
Agronegócio é considerada o principal mercado da economia brasileira. Foto: Reprodução/Portal do Agronegócio

“Nós temos muito gás, como o composto de nitrogênio, que permitiria produzir ureia, temos potássio na silvinita e reservas minerais de fósforo no sul do Amazonas. Nós podemos produzir as três letrinhas mágicas que formam os fertilizantes de um país do agronegócio brasileiro: N, P e K, ou seja, podemos entrar na maior indústria da economia brasileira sem derrubar uma árvore”, explicou o senador.

Leia mais: Potássio, cal, fósforo: minerais para uso agrícola já podem ser encontrados na Amazônia

No entanto, o parlamentar reforça que investimentos serão essenciais para colocar o Amazonas na indústria do agronegócio brasileiro. “Para isso, precisamos de investimentos em logística e energia. Não tem como transformar nitrogênio em ureia e silvinita em potássio sem energia, portanto é preciso ter investimentos em ciência, tecnologia e educação. Se nós tivermos logística e estrutura, eu tenho certeza que o Amazonas terá um futuro próspero e as próximas gerações terão condições melhores que a nossa”, pontuou o senador.

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Zona Franca de Manaus

Criada em 1967, Zona Franca de Manaus é considerado o maior modelo econômico e sustentável do mundo. Foto: Suframa

Defensor da Zona Franca de Manaus no Senado, Eduardo Braga enalteceu o papel ambiental do maior modelo econômico e sustentável do planeta, responsável por preservar 98% da cobertura vegetal da Floresta Amazônica, além da geração de 600 mil empregos diretos e indiretos.

“A Zona Franca é o maior programa de conservação ambiental do mundo. O modelo foi criado inicialmente para a substituição da importação, mas ao longo do tempo se transformou numa política de preservação ambiental, tanto é que temos 98% da nossa floresta intacta, enquanto isso o Pará, Rondônia e Acre tem 50% e pouco preservados. Portanto, nós temos autoridade moral para dizer que temos um comportamento ambientalmente correto e precisamos ser respeitados por isso e não penalizados”, afirmou o parlamentar.

Gerida pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o modelo ZFM é reconhecido nacional e internacionalmente como exemplo bem-sucedido de desenvolvimento e de conservação de sua área de atuação – Estados da Amazônia Ocidental e municípios de Macapá e Santana, no Estado do Amapá – em bases sustentáveis. Somente o Estado do Amazonas, mesmo após mais de quatro décadas de atividades industriais intensas, mantém preservada aproximadamente 98% de sua cobertura vegetal, marca que demonstra que é possível harmonizar alto grau de avanço tecnológico e respeito ao meio ambiente.

Amazonas - floresta vista de cima.
Devido à ZFM, Floresta Amazônica permanece com 97% de sua cobertura vegetal preservada. Foto: Greenpeace

Leia também: Entenda porque a Zona Franca de Manaus é importante para a economia na Região Norte

BR-319

Por fim, Braga aproveitou para reforçar a importância pela pavimentação da BR-319 como parte fundamental para o desenvolvimento do Amazonas.

“Não podemos ser punidos porque moramos na Zona Franca, no epicentro da Amazônia. Não podemos ficar isolados porque moramos no meio da Floresta Amazônica, não podemos morrer por falta de oxigênio (durante a pandemia Covid-19) porque a estrada não permitiu que a ajuda chegasse aqui. Daí a importância da altivez moral para exigirmos que a BR-319 seja pavimentada, nós merecemos que a estrada seja asfaltada”, concluiu.

Foto: Sara Rangel/Assessoria do Senador Eduardo Braga

Portal Amazônia responde: o que é carne de caça?

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Considerada uma carne de caça, a carne de javali é uma das mais consumidas do Brasil. Foto: Blog Central das Lareiras

Um estudo publicado recentemente pela revista científica Nature revelou que o desmatamento reduziu em 75% o acesso à carne de caça pelos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia. Segundo a pesquisa, áreas desmatadas da Amazônia estão contribuindo para a redução do insumo, importante fonte de alimento dos habitantes daquela região.

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Mas, o que é carne de caça? É permitido consumir este tipo de alimento? Quais os riscos? Porque é um item fundamental para os povos tradicionais? Para responder essas perguntas, o Portal Amazônia conversou com o Luiz Antônio Nascimento, sociólogo e doutor em História Social para explicar sobre esse tipo de alimento.

O que é carne de caça?

Também conhecida como carne exótica, a carne de caça é aquela derivada de animais silvestres que vivem habitualmente na natureza e que não são domesticados. Paca, cutia, veado e tatu são alguns dos exemplos de espécies mais consumidas.

Leia também: Desmatamento da Amazônia reduz acesso à carne de caça e afeta nutrição de comunidades tradicionais

A carne de caça é considerada uma prática milenar na alimentação da humanidade, que desde os tempos primórdios utilizou da caça e consumo de animais para sobrevivência, algo que perdurou até os dias de hoje através dos povos originários e comunidades tradicionais.

A carne de caça é o principal item de alimentação das populações ribeirinhas e comunidades tradicionais. Foto: Jesem Orellana/Fiocruz Amazônia

“A humanidade se moldou ao longo de sua existência, em grande parte, devido ao consumo de proteína animal. A necessidade da caça foi fundamental para a sobrevivência das sociedades primitivas, tornando-se também uma tarefa política e social, voltada para abastecer e alimentar a comunidade. “Transformou-se em um ato de sociabilidade”, explicou o professor..

Além da subsistência dos povos e comunidades tradicionais, a carne de caça oferece uma segurança nutricional em proteínas, ferro, vitaminas B e zinco àqueles habitantes. “Existem pesquisas publicadas recentemente que na Amazônia brasileira, tem uma produção média de 370 toneladas de carne de caça, o que dá mais ou menos 25 quilos per capita por ano. Isso demonstra o quanto é fundamental a caça para esses povos”, comentou o sociólogo.

Carne de caça na Amazônia

O consumo da carne de caça é comum e faz parte da cultura alimentar de ribeirinhos, indígenas e populações tradicionais. Na região amazônica, mamíferos como paca, cutia, queixada (porco-do-mato), tatu, capivara e veado são historicamente os mais consumidos.

Jacarés das espécies açú, tinga, iguanas e lagartos também são algumas das caças que se tornam alimentos para as comunidades tradicionais.

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Capivaras são uma das principais carnes de caça consumidas na Amazônia.

Tipos da carne de caça

As carnes de caça podem ser divididas em três tipos principais: aves de caça, caças pequenas e caças grandes.  As aves de caça mais comuns são pato, ganso, faisão e codorna. Avestruz e perdiz também entram nessa categoria.

Já as carnes de caça pequenas, como o próprio nome indica, são compostas por animais selvagens de pequeno porte, como coelho, paca, capivara, queixada e caititu.

As carnes de caça grandes são algumas das mais apreciadas, incluindo animais como veado, javali, bisão e jacaré. Répteis e anfíbios como cobra e rã, respectivamente, também entram na lista das carnes de caça.

Carne de rã é considerada um alimento de alto valor nutritivo. Foto: Site Divino

Legislação

Essencial para o sistema alimentar dos povos e comunidades tradicionais, a carne de caça vem crescendo drasticamente nas cidades, especialmente no mercado informal, por meio da caça e venda ilegal. Isso tem provocado uma série de impactos negativos na saúde pública, na preservação dessas espécies e na alimentação tradicional dos povos originários.

O sabor mais forte e marcante, a textura mais firme da carne e o teor menor da gordura são alguns dos fatores que explicam a alta procura do item. Países da América do Norte como Estados Unidos e Canadá são bem flexíveis quanto à prática da caça dos animais.

No Brasil, a caça de animais silvestres e o comércio da carne de caça é proibida. A Lei 5.197/1967, que dispõe sobre a proteção à fauna, em seu artigo 2º proíbe “o exercício da caça profissional”, enquanto que o artigo 3º veda o “comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha”.

A norma prevê a comercialização da carne em duas exceções: no caso de animais silvestres criados em cativeiros legalizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e nos programas oficiais de manejo sustentável.

Javali, a exceção

O javali é o único animal que pode ser caçado legalmente no Brasil. Isso porque o Ibama, através da Instrução Normativa Nº 03/2013, autoriza a caça e abate da espécie, que é considerada como uma das piores espécies invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza.

Considerado um praga, o javali é o único animal autorizado a ser caçado no Brasil. Foto: Reprodução/ICMBio

Oriundo da Europa e introduzido no país na década de 1960 para o consumo de carne, o animal se espalhou e sua reprodução descontrolada resultou numa série de impactos ambientais e socioeconômicos, se tornando a segunda maior causa dos prejuízos na agricultura e pecuária brasileira. Diante da ameaça constante, o Ibama estabeleceu a IN 03/2013 visando o controle populacional do javali no território brasileiro.

Leia Mais: Javalis são encontrados na Amazônia e ameaçam biodiversidade da região – Portal Amazônia

No entanto, a caça do animal exige uma série de regulamentações como, por exemplo, o registro dos caçadores como CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores), que devem atuar com uma autorização específica.

Riscos

Apesar de ser um importante item na cultura alimentar dos povos tradicionais, o consumo da carne de caça através de animais não criados e abatidos de forma legal está associada à transmissões de doenças aos seres humanos. Raiva, tuberculose, toxoplasmose e hanseníase são alguns exemplos de zoonoses que podem ser transmitidas através da contaminação das carnes de caça.

Hanseníase é uma das doenças que podem ser transmitidas pela ingestão contaminada da carne de caça. Foto: SMS de Mesquisa/RJ

Entre 2019 e 2021, uma pesquisa apontou que 78% das 170 amostras de carne de caça de animais silvestres coletadas em Coari, município distante 363 quilômetros de Manaus, estavam contaminadas com Mycobacterium leprae, bactéria que dá origem a hanseníase. Além da doença de pele, foram detectados outros patógenos que dão origem a outras doenças como a leishmaniose, doença de Chagas e toxoplasmose.

O estudo, intitulado “Carne de Caça e saúde Humana: levantamento e detecção de zoonoses em carnes de caça comercializada na região do médio Rio Solimões”, foi coordenado pela doutora em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva, Waleska Gravena, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Painel “Vozes Pretas” reforça a luta contra o preconceito racial

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O painel ”vozes pretas” foi organizado pelo Instituto Ganga zumba. Foto: Dayson Valente.

O painel “Vozes Pretas”, realizado nesta terça-feira (02), fez parte da programação especial da Rede Amazônica em comemoração ao mês da Consciência Negra. O evento teve como foco a importância da comunicação na luta contra o racismo e na valorização da identidade negra, ressaltando o papel fundamental da mídia na quebra de estereótipos e no fortalecimento da equidade racial.

Saiba mais: De Eduardo Ribeiro à Rua 24 de maio; entenda a construção da consciência negra na história do Amazonas

Organizado pelo Instituto Ganga Zumba, o painel contou com a participação de Luiz Fernando Costa, presidente do instituto, e de Antônio Feijó, que abordaram o impacto das discussões sobre a questão racial nos programas e novelas da televisão. Ambos destacaram como a emissora tem contribuído para a disseminação de uma informação de qualidade, fundamental para a conscientização e para o combate ao preconceito racial, especialmente na região Norte do Brasil.

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Painel Vozes Pretas
Da esquerda para direita, Luiz Fernando Costa e Antônio Feijó, foram os palestrantes do painel vozes pretas. Foto: Rede Amazônica

Comunicação e letramento

”O bate-papo de hoje fortalece dois pontos principais. O primeiro é a abordagem da comunicação sobre a questão racial. A partir do momento que a emissora internaliza esse processo, isso reflete na informação que é repassada ao público. Isso contribui muito para que possamos recontar novas histórias sobre os agentes negros da Amazônia e também ajustar alguns olhares sobre a questão racial”, afirmou Luiz Fernando Costa.

Painel vozes pretas Foto: Reprodução/ Instagram Rede Amazônica

Já Antônio Feijó destacou que a pauta racial atravessa todas as esferas sociais e que, dentro da Amazônia, é fundamental garantir equidade no debate e nas práticas institucionais. Ele contextualizou como o movimento negro se conecta às discussões sobre gênero, sexualidade e classe.

“O mais bonito do painel ‘Vozes Pretas’ é olhar com equidade para a pessoa negra na Amazônia. A questão racial nos atravessa todos os dias. Acho que isso é uma das coisas mais maravilhosas deste painel na Rede Amazônica: a oportunidade de olhar com equidade para a pessoa negra dentro da Amazônia”, pontuou Feijó.

Leia Mais: Consciência Negra: ouça cinco vozes de cantoras negras da Amazônia

A palestra contou com jornalistas, estudantes e apresentadores da Rede Amazônica e Amazon Sat. Para o coordenador de conteúdo Lemmos Ribeiro, a iniciativa reforça a importância da pauta racial no cenário amazônico, através dos conteúdos jornalísticos e de entretenimento do grupo.

“Entender a cultura negra e ter um olhar atento para a região amazônica, com sua história e particularidades, nos ajuda a construir novas narrativas dentro dos nossos conteúdos. A Amazônia também é negra, e isso faz parte da nossa identidade”, destaca Lemmos.

O painel

O painel vozes pretas aconteceu no auditório da Rede Amazônica. Foto: Rede Amazônica

O painel Vozes pretas integrou, ao longo de novembro, uma programação especial que incluiu rodas de conversa, debates, conteúdos especial no Amazon SatPortal Amazônia e Rede Amazônica. A série #VozesNegras também destacou trajetórias de profissionais negros do Grupo Rede Amazônica.

Conheça os 10 principais produtos exportados pela Amazônia Legal e os países compradores

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Estados da Amazônia Legal são responsáveis por 19,3% do volume total das exportações brasileiras. Foto: Divulgação Sedecti

De janeiro a outubro de 2025, a Amazônia Legal foi responsável por 19,3% do volume total das exportações brasileiras, que arrecadou 289,7 bilhões de dólares. Desse montante, a região amazônica registrou 56 bilhões de dólares em insumos exportados para países de outros continentes, o que consolida a sua importância na economia brasileira e atuação no comércio internacional.

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Diante da marca expressiva, o Portal Amazônia procurou saber quais são os principais produtos exportados pelos estados e quais os maiores países compradores de insumos provenientes da região.

Os dados são da Comex Stat, o sistema oficial que detalha as estatísticas do comércio exterior brasileiro, referentes ao período entre janeiro e outubro deste ano. Os valores estão em dólares (US$).

1. Soja

Considerado o produto mais exportado do Brasil, a soja também lidera a lista de insumos enviados pelos estados da Amazônia Legal para fora do país. Mato Grosso, Maranhão e Tocantins são os maiores exportadores, seguido de Rondônia, Roraima e Acre que, juntos, somaram US$ 16,3 bilhões em exportações.

Originária da China, a soja é utilizada como matéria-prima para as indústrias farmacêutica, veterinária, de cosméticos, de alimentos, tintas e plásticos ao redor de todo o globo. Não por acaso, a oleaginosa é o produto mais exportado pelo Brasil, representando 13% do total dos envios do país para o exterior, movimentando US$ 40,2 bilhões.

A soja foi o produto mais exportado do Brasil e também da Amazônia Legal. Foto: Divulgação/AEN

2. Carne bovina

Mesmo com as questões tarifárias impostas pelo governo norte-americano, a carne bovina se manteve como um dos principais produtos da exportação brasileira pelo mundo este ano. Na Amazônia Legal não foi diferente, o item Carne Bovina Fresca, Refrigerada ou Congelada figura entre as principais exportações de Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Acre, que somam juntos US$ 4,8 bilhões em vendas.

Considerado o maior exportador de carne bovina no mundo, o Brasil vem acumulando recordes históricos em volumes de produção e envio para o exterior. No mês de outubro, por exemplo, o país registrou 357 mil toneladas, a maior marca desde o início da série histórica, em 1997.

Na Amazônia Legal, os estados de Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Acre lideraram as exportações de carne bovina. Foto: Divulgação/AEN

3. Minério de ferro

Um dos pilares da mineração mundial, o minério de ferro também representa uma das maiores cifras econômicas da exportação brasileira. O estado do Pará é o primeiro da Amazônia Legal e o segundo no país a exportar na categoria Minério de Ferro e seus concentrados, onde já registrou US$ 9,4 bilhões, equivalente a 42,1% do valor total brasileiro.

O minério de ferro é uma rocha que se extrai o ferro metálico, amplamente utilizado na fabricação do aço, que está presente nas maiores infraestruturas modernas como construções civis, indústrias automobilísticas, naval, de energia e bens de consumo.

Leia também: Pará ocupa o 1º lugar no ranking das exportações minerais do Brasil

O minério de ferro é um dos produtos mais exportadores do Brasil. Foto: Divulgação/Mineração Sustentável

4. Milho

Outro item que figura na lista das principais exportações brasileiras é o milho, o cereal mais cultivado do mundo. Nos dez primeiros meses do ano, o milho aparece como o segundo e terceiro produto que mais foi exportado nos estados do Maranhão e Rondônia, respectivamente, na categoria Milho Não Moído, exceto milho doce. A venda do cereal em sua forma integral movimentou US$ 3,4 bilhões na economia brasileira.

Amplamente utilizado na alimentação humana, o milho é também o principal ingrediente das rações animais. Seus componentes estão presentes na produção de farinhas, óleos, salgadinhos, corantes, adoçantes e estabilizantes.

Derivados da frutose, xilitol e xarope de milho servem como adoçantes de sucos e refrigerantes. A maltose também é empregada na indústria. Além disso, é possível produzir etanol, bioplásticos, tintas, baterias elétricas, fogos de artifício, medicamentos, produtos de limpeza e muitos outros produtos utilizados no cotidiano.

Milho é um dos principais itens exportados do Brasil
Cereal mais cultivado do mundo, o milho figura entre os principais ingredientes do gênero alimentício e demais ramos. Foto: Reprodução/Arquivo/AEN

5. Alumina

Quando o assunto é produção ou exportação de alumínio, o Brasil é reconhecido como uma potência mundial do metal e seus derivados. Um deles é a alumina, ou óxido de alumínio, que é o processo de refinamento da bauxita bruta, matéria-prima de um dos materiais cerâmicos mais resistentes do mercado.

De janeiro a outubro, o país exportou US$ 3 bilhões em alumina, sendo o estado do Pará o maior exportador (US$ 1,6 bilhão), seguido do Maranhão (US$ 1,2 bilhão), responsáveis por 91,2% do total.

A alumina oferece uma combinação de propriedades mecânicas e elétricas, sendo nos segmentos industriais para fabricação de fibras cerâmicas, refratários, peças automotivas, abrasivos para polimentos e polimento de lentes. O material apresenta alta dureza, resistência ao desgaste, baixos níveis de erosão, alta resistência a temperaturas, resistência à corrosão e bioinércia.

O óxido de alumínio, ou alumina, é o processo de refinamento da bauxita bruta, que dá origem ao alumínio. Foto: Dislon/Divulgação

6. Minério de cobre

Terceiro elemento mais utilizado do mundo, o minério de cobre também é um dos insumos que figuram nas principais exportações brasileiras. A exemplo da alumina e do minério de ferro, Pará também lidera entre os estados que mais enviam este tipo de material para o exterior, sendo o primeiro do país e da Amazônia legal, onde registrou US$ 3 bilhões, uma participação de 74,6% no volume total de exportações.

O minério de cobre é uma das principais fontes para a produção de cobre metálico, que é amplamente utilizado na indústria elétrica e eletrônica devido à sua excelente condutividade.

O cobre também é empregado na fabricação de fios, cabos, tubos, componentes eletrônicos e ligas metálicas (como o bronze e o latão), além de ter papel fundamental em sistemas de encanamento e na construção civil.

O cobre metálico, proveniente do minério de cobre, é amplamente utilizado na indústria elétrica e eletrônica. Foto: Reprodução/Brasil Mineral

7. Ouro não monetário

Um dos itens mais exportados pelos estados da Amazônia Legal é o Ouro em outras formas semimanufaturadas para usos não monetários. Tocantins (US$ 153,1 milhões) e Amazonas (US$ 107,1 milhões) são os estados que mais exportam o item.

Pós de ouro, bulhão dourado, ouro em barras, fios e perfis de seção maciça, metais comuns ou prata, folheados ou chapeados de ouro, desperdícios ou resíduos de folheados/chapeados de ouro e platina, cinzas que contenham ouro ou platina (mas que não contenham outros metais preciosos) e outras moedas são alguns dos insumos desta categoria.

Tocantins e Amazonas são os estados da Amazônia Legal que mais exportam ouro não monetário para outros países. Imagem gerada por IA.

8. Celulose

Essencial na produção de itens como papel, roupas, medicamentos e cosméticos, a celulose é um dos produtos mais importantes do cenário mundial. O Brasil é referência mundial nas exportações do produto, que movimentou US$ 8,5 bilhões na economia brasileira, de janeiro a outubro deste ano. Maranhão acumulou US$ 592,5 milhões, equivalente a 7% do volume total.

Extraída principalmente do eucalipto e do pinus, a celulose é a base de uma gama de produtos que vai desde papéis, fraldas, lenços até baterias, filtros automotivos, telhas e drywall, além de ser biodegradável, considerado um fator fundamental para a redução de impactos ambientais.

A exportação da celulose movimenta bilhões de dólares no mercado internacional, e o Brasil é um dos atores principais. Foto: Reprodução/DC Logistics Brasil

9. Outros produtos comestíveis e preparações

Com participação de 21,8% no volume total das exportações brasileiras, o Amazonas é o estado da Amazônia Legal que mais enviou e arrecadou com outros produtos comestíveis e preparações para o exterior, com US$ 172,4 milhões. Roraima, com US$ 22,7 milhões, também aparece como um dos estados exportadores dos itens alimentícios.

Alguns exemplos de produtos comestíveis e outras preparações: preparações para caldos e sopas, preparações homogeneizadas de frutas obtidas por cozimento, outros ketchups e molhos de tomates, farinha de mostarda, mostarda preparada, leite modificado para alimentação de crianças, extrato de malte, doce de leite, massas alimentícias recheadas, cuscuz, molho de soja, produtos hortícolas homogeneizados, concentrados de proteínas, pós para fabricação de pudins, sorvetes, cremes, gelatinas, complementos alimentares, gomas de mascar, entre outros.

Pós para fabricação de sorvetes faz parte do item Outros produtos comestíveis e preparações. Foto: Divulgação/Avante Ingredientes

10. Madeira em estilhas ou partículas

Obtida da fragmentação da madeira e utilizada na produção de painéis, aglomerados e demais produtos derivados, a madeira em estilhas ou partículas é o item mais exportado pelo Amapá, movimentando cerca de US$ 59,9 milhões, numa participação de 74,9% de todo volume total brasileiro. É o maior estado exportador da Amazônia Legal e do país, seguido de longe pelo Rio Grande do Sul (25,1%) e São Paulo (0,1%).

Amapá o maior estado exportador de madeira em estilhas do país, com participação de 74,9% de volume total brasileiro. Imagem gerada por IA.

Principais países importadores de produtos da Amazônia Legal

A China é maior compradora dos produtos exportados pelos estados da Amazônia Legal. O país oriental foi o principal destino da soja brasileira produzida por Mato Grosso, Maranhão e Tocantins; da carne bovina de Rondônia; e do minério de ferro do Pará.

A nação asiática também foi a segunda maior compradora de motocicletas e bikes do Amazonas; e ‘outros comestíveis’ de Roraima. Totalizou mais de US$ 13,4 bilhões em compras.

China foi o principal exportador do País e dos estados da Amazônia Legal.

A segunda nação que mais recebeu insumos da Amazônia Legal foi a Espanha, que somou US$ 1,4 bilhão em compras nos estados do Mato Grosso, Tocantins, Rondônia e Amapá.

Estados Unidos e Egito também gastaram o mesmo valor em insumos comprados do Maranhão, Pará, Mato Grosso e Tocantins, enquanto que Canadá e Malásia completam a lista dos países exportadores com US$ 1,1 bilhão.

No continente europeu, Turquia (US$ 171,4 milhões), Alemanha (US$ 112 milhões) e Portugal (US$ 10,6 mi) figuram entre os principais exportadores do Maranhão, Amazonas e Amapá, respectivamente.

Já na América do Sul, Argentina (US$ 85,2 milhões), Venezuela (US$ 72,7 mi), Guiana Francesa (US$ 37,5 milhões) e Peru (US$ 23,1 milhões) completam a lista de compradores de produtos da Amazônia Legal.

Onças-pintadas participaram de treinamento militar do CIGS? Saiba a verdade

A onça-pintada é símbolo do Guerreiro da Selva, devido às características do animal. Foto: Divulgação/CIGS

O Dia Internacional da onça-pintada, celebrado em 29 de novembro, é um reconhecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que escolheu essa data para exaltar a importância do animal símbolo da Amazônia e o maior felino das Américas.

Leia também: Onça-pintada: dez curiosidades sobre o maior felino das Américas

Nas últimas semanas, um vídeo antigo que mostra onças-pintadas no meio de um treinamento militar do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus (AM), viralizou nas redes sociais e foi motivo de polêmica acerca da presença desses animais.

Diante da data significativa, o Portal Amazônia conversou com o comandante do CIGS, Coronel Flávio Luiz Lopes dos Prazeres, que explicou sobre a presença das onças-pintadas na atividade militar, se os animais ainda são utilizados nos dias de hoje e como funciona atualmente o Curso de Guerra na Selva, considerado um patrimônio do Brasil por especializar os melhores combatentes de selva do mundo.

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Treinamento militar com onças-pintadas?

Vídeo datado dos anos 1990 mostra onças-pintadas no meio do treinamento militar do CIGS. Foto: Reprodução

Um vídeo antigo com imagens de onças-pintadas no meio de um treinamento militar causou bastante repercussão nas redes sociais. O registro mostra os animais circulando entre homens que participam de exercícios físicos, onde alguns deles chegar a ser atacados pelos felinos. O comandante do CIGS confirmou a veracidade do vídeo, mas enfatiza que se trata de uma prática antiga da instituição e que não faz parte das atividades atuais do CIGS.

“A prática registrada no vídeo é antiga e não faz parte das atividades atuais do CIGS. As imagens correspondem a registros da década de 1990 quando as onças-pintadas eram eventualmente utilizadas para este tipo de atividade, que era comum à epoca e fazia parte da rotina de instrução. O vídeo ganhou repercussão, mas trata-se apenas de um material histórico. Atualmente, o CIGS não utiliza onças-pintadas ou qualquer espécie selvagem dentro das atividades de instrução militar”, frisou Prazeres.

Veja o vídeo:

Nos comentários, é possível observar alguns internautas confirmando que o local do treinamento é o CIGS, situado na Estrada da Ponta Negra, bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, no Amazonas.

Um dos comentários é de Mauro Figueiredo que afirmou ter servido no Centro de Instrução de 1990 até 1996 e detalhou que as onças-pintadas “eram o Garrone (a preta) e a pintada clássica chamava-se Xingu”.

Leia também: Onça-pintada: Um animal que dispensa apresentações!

Relação onças x CIGS

Apesar da repercussão, Prazeres reforça que as onças-pintadas não fazem parte de nenhum curso de treinamento militar e que a relação dos animais com o CIGS é estritamente institucional e educativa.

“A relação do CIGS com o animal é institucional e educativa, o militar aprende sobre comportamento, características e hábitos da onça-pintada, que é símbolo do Guerreiro de Selva por sua capacidade de deslocamento, força, discrição e adaptação à selva amazônica. Portanto, é importante reforçar que esses animais não são utilizados em instruções militares”, pontua o comandante do CIGS desde dezembro de 2024.

Segundo o comandante, a presença de animais no CIGS se limita ao zoológico da instituição, que abriga mais de mil espécies da fauna amazônica. Aberto desde 1969, o espaço é uma das atrações mais visitadas da população amazônida.

“Atualmente, a presença dos animais no CIGS são aqueles no zoológico, que promove a educação ambiental, preservação da fauna amazônica e projetos de manejo em conformidade com normas ambientais. Eles recebem supervisão diária de médicos veterinários, acompanhamento nutricional e são mantidos sob autorizações e normas ambientais vigentes, respeitando as exigência dos órgãos competentes”, explicou.

Centro de Instrução de Guerra na Selva fica localizado no bairro de São Jorge, em Manaus. Foto: Divulgação/CIGS

Curso de Operações na Selva

Realizado no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), o Curso de Operações na Selva é destinado para oficiais e sargentos militares das Forças Armadas, Forças Auxiliares e de Nações Amigas. Tem duração aproximada de 12 semanas e é dividido em três fases:

  1. Fase de Vida na Selva – técnicas de sobrevivência em ambiente hostil (alimentação, abrigo, obtenção de água, fogo e deslocamento);
  2. Fase de Técnicas Especiais – orientação terrestre, tiro em ambiente de selva e técnicas de natação;
  3. Fase de Operações – desenvolvimento do senso de comando e planejamento e execução de operações militares na selva.

O Curso de Operações na Selva é reconhecido por:

  • especializar militares no combate em ambiente amazônico, um dos mais complexos do mundo;
  • preparar e adestrar tropas para defesa, vigilância e proteção da região;
  • garantir que o Exército Brasileiro tenha profissionais aptos a atuar em um bioma que representa aproximadamente 49% do território nacional;
  • desenvolver liderança, resiliência, tomada de decisão sob pressão e capacidade de operar em condições extremas.
Curso de Operações na Selva é referência na especialização de militares em ambiente amazônico. Foto: Divulgação/CIGS

Importância do curso

O comandante destacou a importância do Centro de Instrução de Guerra na Selva, criado em 1966 e reconhecido como referência na especialização de militares em ambiente amazônico: mais de 7,5 mil militares concluíram o curso militar desde a sua criação.

“A conclusão do curso representa um marco profissional e pessoal para o militar, reconhecido nacional e internacionalmente. Desde sua criação, 7.531 militares já foram formados. Costumamos dizer que é um “selo de qualidade” que o militar irá ostentar em toda a sua carreira, especialmente pelo alto nível de exigência física e técnica”, afirmou.

Conclusão do Curso de Operações na Selva é considerado um marco profissional e pessoal para o militar. Foto: Divulgação/CIGS

Dia Internacional da Onça-Pintada

O data 29 de novembro foi escolhida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) para celebrar o Dia Internacional da Onça-Pintada. O objetivo da data visa sensibilizar as pessoas, em todo o mundo a respeito da importância de se proteger o maior felino das Américas.

A Onça-pintada é um dos animais que mais representam a Amazônia. Foto: Brandi Jô Petrônio/Instituo Mamirauá