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Conexão Amazonas-Escócia: amazonense explica como o futebol reacende ligação histórica entre o estado e o país do Reino Unido

Nove mil quilômetros. Essa é a distância aproximada em linha reta entre o Brasil e a Escócia, país constituinte do Reino Unido localizado no Norte da Grã-Bretanha. Os dois países, que já tiveram uma relação mais estreita no final do século XIX, durante o ciclo da borracha, também compartilham da mesma paixão nacional: o futebol.

Nesta sexta-feira, 24 de junho, as duas nações protagonizam um novo capítulo de suas histórias, agora tendo o esporte mais popular do mundo como fundo. Brasil e Escócia se enfrentam na Copa do Mundo 2026 e o confronto tem sido visto como algo histórico entre brasileiros e escoceses que vivem nos dois países.

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É o caso da amazonense Ester Moraes, brasileira de 26 anos que mora na cidade escocesa de Glasgow. Natural de Novo Aripuanã, município do Amazonas, a jornalista é a terceira personagem da série especial Amazônia na Copa, que traz a rotina de brasileiros nascidos na Amazônia Legal e que moram nos países que a Seleção Brasileira irá enfrentar no Mundial de 2026.

Há um ano e seis meses na Escócia, ela relata como o futebol faz parte do estilo de vida no país escocês, afirma que sente saudade da gastronomia amazonense e admite que terá o coração dividido durante a partida que vale uma vaga na próxima fase do Mundial.

Do interior do Amazonas para o Reino Unido

Uma história de amor com requintes aventurescos que motivou Ester Moraes a trocar o local de origem pela terra dos castelos. Nascida em Novo Aripuanã, munícipio distante 227 quilômetros de Manaus, capital do Amazonas, ela conta que trocou de continente após conhecer o atual namorado, o escocês Robin McGonigle.

“Conheci meu atual esposo em 2021, numa viagem à Albânia durante um ano sabático pelo mundo. Namoramos à distância por três anos e decidimos que seria a melhor opção residirmos na Escócia, já que ele não seria qualificado para um trabalho na área da ciência no Brasil, por não ser fluente no português. Ele fala o idioma no cotidiano e fluentemente, mas não o acadêmico”, explica Ester McGonigle, como carrega o nome após se casar com Robin.

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Conexão Amazonas-Escócia

Relação com o futebol

Já na Terra dos castelos, Ester relata que a relação entre o futebol e o povo escocês é mais intensa até os brasileiros. Torcedora do Flamengo, ela relata que os escocês tratam o esporte como um estilo de vida.

“O futebol na Escócia é mais amado que no Brasil, é como se fosse um estilo de vida. Algo que fazem toda semana, ir nos estáadios, ter coleções de tudo que é possível: broches, camisas. Os torcedores costumam viajar dias, das formas mais comuns às mais desconfortáveis, tudo para apoiarem seu time. E quando o assunto é torcer pela seleção, o orgulho é ainda maior. Eles são muito apaixonados”, salienta Ester.

Grande parte dessa paixão pelo futebol, segundo Ester, veio do marido que é fã de carteirinha do esporte jogado com os pés. E quando se trata de Copa do Mundo, a empolgação transcende as quatro linhas: isso porque a Escócia, depois de 28 anos, conquistou a classificação para o Mundial, o que para Ester é algo histórico e inédito na vida do marido.

“Sou casada com um escocês amante de futebol, vai em todos os jogos, sabe tudo do esporte, tem uma coleção com todas as camisas da Escócia, todos os álbuns de figurinhas, mascotes de todas as copas. Aqui, vamos torcer pelas duas seleções, o Brasil já é esperado que se saia bem, então oramos para que a Escócia também consiga ir adiante da fase de grupos. Seria algo histórico, já que são 28 anos desde a última classificação. Meu esposo tem 26 anos, então ele nunca viu a Escócia jogar uma Copa do Mundo, por isso, entendo que é bem mais especial para ele do que para mim”.

Saudades da terrinha

Há um ano e meio na Escócia, Ester confessa que a saudade pela região amazônica é grande. E quando se trata de culinária e gastronomia local, a nostalgia aumenta ainda mais.

“Eu sinto saudade de tudo. Tucumã, um x-caboquinho e peixe igual ao nosso não existe no mundo. Já rodei o mundo e países famosos por gastronomia, mas nenhum se compara ao sabor que tem em solo amazonense. Sinto falta de estar mais próxima das minhas raízes, sotaques e costumes. Dar uma depressão ir aí e ter que ir embora, eu chorei muito no avião. E chorava toda vez que comia tucumã e tambaqui, parecia que estava em cativeiro e não comida há anos. Em três dias, matei toda minha saudade”, relembra Ester, que recentemente visitou o estado junto com o marido.

Na ocasião, ela frisa que o amado também ficou encantado pelas belezas naturais e culinária da região amazônica e reiterou o admiração proporcionada pelo estado em outras partes do mundo.

“Foi incrível poder vê-lo se conectar com cada aspecto do ambiente que construiu quem eu sou, me fez ver o mundo, Deus e a natureza com o olhar que tenho hoje. Não há comida mais saborosa, mais real, não há nascer e pôr-do-sol mais lindo, a exuberância das nossas matas e animais são extraordinários. Era impossível não perceber o quão grato ele estava de poder viver algo único, que só a Amazônia e somente o nosso povo pode proporcionar. Acho que nunca o vi tão feliz, me emociona pensar o quanto somos abençoados em poder chamar o Amazonas de casa. Ser amazonense desperta curiosidade e admiração nas pessoas”, recorda a jornalista.

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Brasil ou Escócia?

O confronto entre Brasil e Escócia praticamente define os classificados do grupo C para a próxima fase da Copa do Mundo. Enquanto que a vaga da Seleção Brasileira está praticamente encaminhada com uma vitória e um empate, os escoceses avançam com um empate ou até em caso de derrota, porém, dependeria de uma combinação de resultados.

Ester admite que torce pelo Brasil, mas que confia na classificação do país escocês.

“Eu vou torcer para que o Brasil passe em primeiro e Escócia em segundo, é um país gentil e acolhedor. As pessoas aqui têm um amor genuíno pelo esporte e já que meu marido nasceu aqui, seria incrível ver eles podendo desfrutar das vitórias e também pela classificação. Para mim, será 3 a 1 para o Brasil”, palpita.

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A cada quatro anos, o futebol une nações e bilhões de torcedores para acompanhar a disputa da Copa do Mundo, a competição que promove uma verdadeira integração global dentro e fora das quatro linhas por meio da bola. No entanto, existe uma relação entre dois países em que o esporte popular representa mais que uma modalidade, representa uma forte conexão formada pela paixão, solidariedade e já exerceu até função social: Brasil e Haiti.

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Nas últimas décadas, os dois territórios construíram uma ligação praticamente umbilical nutrida por uma onda de solidariedade, acolhimento e ajuda humanitária, mas é o amor pelo futebol que representa uma parcela significativa da admiração do povo caribenho pelo Brasil. Tal vínculo, inclusive, faz parte da vivência de quem mora entre os dois países, como é o caso do amazonense José Aurélio.

Na segunda reportagem da série especial ‘Amazônia na Copa’, com histórias de brasileiros nascidos na Amazônia Legal que moram nos países adversários do Brasil no Mundial deste ano, o manauara de 41 anos que vive no Haiti relata como o futebol e a cultura brasileira influenciam a rotina de quem vive no país da América Central e detalha a relação de respeito e apreço do povo haitiano pela seleção verde e amarela pentacampeã do mundo.

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José admite que não é fã do futebol, mas que vira torcedor do Brasil durante a disputa da Copa do Mundo. Foto: José Aurélio/Arquivo Pessoal

Torcedor? Só durante a Copa

Apesar de ser o esporte mais popular do mundo, o futebol não está entre as preferências de José Aurélio. Morando há cinco anos em Porto Príncipe, capital do Haiti, o amazonense conta que sua rotina se resume a ir para o trabalho e voltar para casa na capital haitiana, local que escolheu viver após aceitar uma oportunidade para atuar como técnico operacional em máquinas de fabricação de termoplásticos.

Mas quando se trata de Copa de Mundo, o brasileiro admite que muda sua rotina e troca a farda pela camisa da Seleção para torcer a favor do time canarinho no maior torneio do futebol.

“Em relação ao futebol, para ser sincero, confesso que não sou muito fã. Minha família toda torce para o Vasco, se for para sofrer vendo o time carioca jogar, é melhor eu esperar a Copa a cada quatro anos e torcer pelo Brasil (risos). Época de Mundial é o período que eu mais gosto de assistir futebol e de torcer pela nossa seleção”, explica Aurélio.

Preferências à parte, o manauara relembra que o futebol foi o responsável por um dos momentos mais marcantes da sua vida já vivendo em Porto Príncipe, quando sentiu de perto a idolatria dos haitianos pelo povo brasileiro.

“A Copa de 2022 foi a primeira que eu pude acompanhar fora do Brasil e dentro de um país que ama o nosso futebol. Eles idolatram a nossa seleção, a nossa cultura, eu me senti em casa, então, foi marcante e satisfatório ver que uma outra nação gosta tanto do Brasil e do nosso futebol”, recorda.

Paixão haitiana pelo futebol

População do Haiti é fanática pelo Brasil, principalmente pelo futebol canarinho
Uma multidão acompanhou a Seleção Brasileira durante a passeata dos jogadores em Porto Príncipe, para o Jogo da Paz. Foto: Arquivo CBF
Amazonense reforça que relação entre brasileiros e haitianos é de muito respeito. Foto: José Aurélio/Arquivo pessoal

O amor do povo de Haiti pelo futebol, em especial o brasileiro, tem explicação. Em 18 de agosto de 2004, uma partida amistosa entre Brasil e a seleção local realizada em Porto Príncipe marcou a história do país caribenho, que vivia naquela época uma guerra civil instalada por crises políticas e um cenário de violência urbana extrema.

Conhecido como o Jogo da Paz, o duelo contou com craques brasileiros como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos e foi capaz de paralisar os conflitos armados durante noventa minutos na cidade haitiana.

Na ocasião, a seleção canarinha venceu por 6 a 0, mas o cenário de paz, alegria e esperança que pairou naquele dia histórico foi a vitória mais importante comemorada por milhares de haitianos que puderam assistir de perto a única seleção pentacampeã do mundo. Daí a relação de respeito e admiração do povo caribenho em relação ao Brasil.

“No Haiti, a relação entre brasileiros e haitianos é de muito respeito, não temos problemas com eles e eles não têm problemas com a gente. É perceptível ver o carinho especial que eles sentem pela gente, digo que mais de 80% da população haitiana torce para o Brasil, isso mostra o quanto essa nação tem apreço pela nossa”, reforça José.

Classificação para Copa

E como se não bastassem os bons frutos da relação entre Haiti e o futebol, quis o destino que o esporte reservasse mais uma capítulo histórico: a classificação do país para disputar a Copa do Mundo de 2026.

A conquista da vaga, algo que não acontecia desde 1974, ainda teria um ingrediente especial: a seleção caribenha está no mesmo grupo que o Brasil na competição mundial, o que garante o duelo entre os países na maior evento de futebol do planeta.

José conta que a classificação do Haiti para o Mundial foi bastante comemorada pelo povo caribenho com muita festa e celebrações que pararam o país.

“Eu lembro que no dia que o Haiti garantiu a participação na Copa, eu não estava bem de saúde e fui na farmácia comprar um remédio. Quando eu entrei no carro, só vi aquela multidão na avenida principal de Porto Príncipe. Nessa noite, todos os haitianos saíram de casa para comemorar na rua, eu tive que esperar uns cinquenta minutos, deram até ponto facultativo no outro dia porque ninguém foi trabalhar. Então, foi outro momento que me marcou bastante no Haiti com relação à Copa”, relata.

Expectativas para o duelo

Nesta sexta-feira, 19 de junho, Brasil e Haiti entram em campo em partida válida pela segunda rodada do grupo C do Mundial. Aurélio frisa que vai torcer pelo seu país de origem, mas que ficará dividido durante o confronto. O manauara, que assistirá o duelo junto com a família em Manaus, aproveitou para cravar o seu palpite:

“Vou torcer pelo Brasil porque sou brasileiro, é claro, mas meu coração vai ficar bem dividido porque o Haiti foi um país bem acolhedor da mesma forma que nós fomos e somos com eles. Mas a minha torcida será pela seleção brasileira e acredito na vitória por 3 a 1 pra cima do Haiti”.

Matando a saudade da família

Há dois meses, José Aurélio desembarcou em Manaus para aproveitar as férias e rever a família. Ele revela que tem aproveitado o seu retorno para matar a saudade da terrinha, principalmente da culinária e dos pontos turísticos da capital amazonense.

Há dois meses em Manaus, José Aurélio tem aproveitado para ficar com a família e também matar a saudade da culinária amazonense. Foto: José Aurélio/Arquivo pessoal

“A nossa região é vasta e única né, eu sentia muita falta do tambaqui, do nosso açaí, a culinária amazonense, a cultura, tudo isso é muito rico. A minha vida é muito ligada à família, de ir à igreja aos domingos, caminhar na Ponta Negra, visitar pontos turísticos, aproveitar os feriados prolongados, andar de bicicleta e, claro, estar perto das pessoas que a gente ama”, frisa o amazonense, que aproveitou para revelar os próximos planos:

“Até então, eu não tenho nenhum plano para retornar para o Haiti. Primeiro porque eu já estou até trabalhando aqui em Manaus e segundo porque estou analisando uma proposta que surgiu do Paraguai. Então, no momento, não penso em voltar para lá”, finalizou.

Conexão Amazonas-Marrocos: manauara conta como é torcer no país rival do Brasil na Copa do Mundo 2026

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Natural de Manaus (AM), Paula Pereira escolheu a cidade de Marrakech, em Marrocos, para viver profissionalmente na área de turismo há 12 anos. Foto: Paula Pereira/Arquivo pessoal

Os quatro cantos do planeta se concentram, desde 11 de junho, para a maior competição de futebol: a Copa do Mundo de 2026. Quarenta e oito seleções entram em campo para disputa do título mais importante do esporte, mobilizando bilhões de torcedores que se unem para incentivar suas respectivas nações no torneio mundial.

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No meio desse universo, milhares de brasileiros espalhados nos países mundo afora aproveitam o Mundial para se reconectar com suas raízes e fortalecer a torcida verde e amarela pela Seleção Brasileira, que vai em busca do hexacampeonato.

Nesse clima de Copa, o Portal Amazônia preparou a série especial Amazônia na Copa, para falar sobre a torcida de brasileiros nascidos na Amazônia Legal que vivem nos países que serão adversários do Brasil na fase de grupos do Mundial: Marrocos, Haiti e Escócia.

Na primeira reportagem, a amazonense Paula Pereira, natural de Manaus, conta que há mais de 10 anos mora na cidade marroquina de Marrakech e detalha como é torcer pela seleção brasileira no país africano. A empresária de 67 anos aproveitou para contar também o que mais sente falta da terrinha baré e o que faz apaziguar a saudade na Cidade Vermelha.

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Conexão Amazonas-Marrocos

Paula conta que sua relação com Marrocos começou em 2014. Apaixonada por turismo, a amazonense trabalhava como servidora pública e também ajudava a administrar um hostel, tipo de hospedagem voltada para serviços de quartos compartilhados. Apaixonada pelo país africano, a manauara decidiu se aposentar do funcionalismo público para se dedicar a conhecer a cultura marroquina.

“Depois da aposentadoria, criei uma agência com foco no turismo para brasileiros. Por conta disso que essa experiência despertou o desejo de conhecer o país mais profundamente”, explicou Paula ao Portal Amazônia.

Amazônia na copa - Conexão Amazonas-Marrocos: manauara conta como é torcer no país rival do Brasil na Copa do Mundo 2026
Paula é dona de uma agência de turismo especializada em tours e roteiros personalizados em Marrocos exclusivos para o público brasileiro. Foto: Paula Pereira/Acervo pessoal

Encantada com o país considerado ‘porta de entrada’ da África, Paula preparou a mala e enfrentou mais de 7 mil quilômetros – distância em linha reta entre Manaus e Marrocos – para residir em Marrakech, cidade localizada no centro-oeste do país.

Lá, a manauara administra uma agência de turismo especializada em roteiros personalizados e tours voltados exclusivamente para famílias, casais e grupos de pessoas do público brasileiro em Marrocos.

“Trabalhamos com guias marroquinos, inclusive com opção em português, espanhol ou inglês, na produção de roteiros exclusivos de acordo com as necessidades e preferências dos clientes: pessoas 60+, famílias com crianças, casais, grupos de amigos, tudo voltado para o público brasileiro. Já são mais de cinco mil atendimentos em grupo e privativos”, explica a empresária.

Relação com futebol

Amazonense torce pelo Brasil, mas gosta da seleção marroquina. Foto: Paula Pereira/Acervo pessoal

Além do turismo, o futebol também figura na lista dos hobbies de Paula. Torcedora do Botafogo, a empresária conta que acompanha o esporte desde criança e que essa ligação se intensifica ainda mais durante o período de Copa do mundo.

Ao Portal Amazônia, ela contou os detalhes de como é torcer pelo Brasil em pleno território marroquino, país que será o primeiro adversário da seleção canarinha no Mundial deste ano. As equipes se enfrentam neste sábado, 13 de maio, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

“Gosto muito de futebol, desde pequena eu assisto e torço pela Seleção Brasileira nos jogos. Eu só não posso torcer de forma eufórica aqui, né, porque a torcida marroquina é bem inflamada e, apesar dos dois países terem uma relação diplomática muito próxima, quando se trata de futebol é meio complicado brasileiro torcer contra eles”, revela Paula.

A empresária relata que os marroquinos, a exemplo dos brasileiros, também são apaixonados pelo futebol e que esse amor pelo esporte cresceu ainda mais desde a Copa de 2022, no Catar, quando a equipe africana foi a quarta melhor seleção da competição, algo histórico no país.

Além disso, os ‘Leões do Atlas’ irão participar pela terceira vez consecutiva do Mundial, o que vem colocando a seleção marroquina entre os times mais fortes do mundo.

“Em 2022, estava aqui em Marrocos e após a eliminação do Brasil, eu torci a favor deles aqui em Marrakech e foi uma experiência muito eletrizante porque eles são muito fervorosos com o futebol e a seleção de Marrocos está ganhando notoriedade nos últimos anos. Atualmente, eu gosto muito do goleiro Bonno. E eles também admiram e respeitam muito o futebol brasileiro, torciam por nós também”, relembra a empresária.

Expectativa para Copa

Para o Mundial deste ano, Paula afirma que irá torcer pela Seleção Brasileira na busca pelo hexa, mas admite que também dividirá as atenções para apoiar a seleção marroquina. Para o duelo entre brasileiros e marroquinos, jogo que marca a estreia das seleções no Mundial, Paula já cravou o seu palpite:

“Sem sombra de dúvidas, eu vou torcer pelo Brasil! Mas se o Marrocos ganhar, não ficarei triste porque eles têm uma ótima seleção. Creio que será uma partida difícil e eu chutaria o placar de 2 a 1 para o Brasil”, palpita a brasileira.

Morando há 12 anos no país marroquino, Paula também gosta de torcer pela seleção local. Foto: Paula Pereira/Acervo pessoal

Saudades das terras manauaras

Apesar da experiência de conhecer outros lugares e culturas diferentes ao redor do planeta, Paula admite que sente falta do seu lugar de origem.

Há 12 anos em Marrocos, a ex-servidora pública afirma que todos os anos retorna à Manaus para matar a saudade da família e da gastronomia regional. Ao Portal Amazônia, a manauara ‘escalou’ as coisas que pretende “dar fim à nostalgia “reencontrar” e aproveitar bastante na vinda à capital amazonense.

“Sinceramente, depois da família, a primeira coisa que sinto falta é das nossas chuvas, aqui chove pouco. Depois vem o peixe, as cachoeiras, os igarapés, o tucumã, a nossa floresta amazônica, o meu boi Garantido, o termo ‘mana’, os maritacas e, claro, o x-caboquinho”, pontua Pereira.

Paula Pereira com a família. Foto: Paula Pereira/Acervo pessoal

O calor intenso, inclusive, é um dos motivos para Paula visitar a família em Manaus. De junho até setembro, as temperaturas na cidade marroquina chegam a ultrapassar 40ºC, o que levou Paula a decidir viajar para a capital amazonense.

De quebra, Paula vai poder acompanhar a Copa do Mundo no bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul da capital, onde sua família mora .

“Vou passar quatro meses em Manaus, visitar minhas duas filhas e netas. Já aviso que a primeira coisa que irei fazer é tomar um banho de cachoeira e comer uma caldeirada de tambaqui”, comemora Paula.

Perfumaria Phebo: você sabe a história da empresa paraense que revolucionou o setor de cosméticos?

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Foto: Reprodução/Phebo

Há 96 anos, na Amazônia, uma simples oportunidade de negócio se transformou numa das marcas mais famosas do setor de cosméticos no mundo: a Perfumaria Phebo. Fundada em Belém (PA), a empresa nasceu em 1930 pelas mãos de imigrantes portugueses, que enxergaram em uma dívida a chance de mercado que revolucionou o setor de cosméticos brasileiro e a colocou numa das posições mais prestigiadas do país.

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Tudo começou com um sabonete inspirado nos produtos ingleses e que, rapidamente, tornou-se o pontapé de um dos maiores cases de sucesso do setor cosmético do Brasil. De acordo com o artigo ‘Indústria e Desenvolvimento Regional: a trajetória da perfumarias Phebo em Belém’, de Marcílio Alves Chiacchio, a empresa paraense entrou para a história brasileira com fragrâncias da Amazônia.

fachada phebo belém
Foto: Reprodução/Facebook-Nostalgia Belém

Como tudo começou

A origem da Perfumaria Phebo começou no fim do século XVIII e início do século XIX, quando a crise da borracha já afetava a economia brasileira, segundo registros do artigo. A queda drástica na comercialização do produto fez com que diversas empresas instaladas em Belém no período áureo do ciclo da borracha migrassem seus investimentos para outras atividades.

Uma delas foi a Fábrica de Fumos Minerva Ltda, administrada pela família Santiago, composta por imigrantes portugueses que se instalaram em uma cidade paraense. Em plena crise mundial, a empresa procurou novos negócios e, em parceria com A. L. Silva Companhia Limitada, entrou no mercado da fabricação de chapéus.

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Mesmo atuando no ramo chapeleiro e do fumo, o mercado mudou repentinamente e tanto o acessório quanto o item de consumo caíram em desuso, o que motivou novamente a família Santiago a pensar em novas alternativas. A solução foi a produção de produtos de perfumaria e o primeiro teste, sem muito sucesso, foi a produção de uma loção chamada ‘Estrela’.

Rótulos de alguns produtos da perfumaria Lusitana. Foto: Sônia Santiago/Arquivo pessoal

A dívida que mudou os rumos da família

A mudança de chave aconteceu quando a A. L. Silva recebeu como pagamento de uma dívida o gerenciamento da Perfumaria Lusitana. A partir dessa aquisição, a empresa passou a concentrar seus esforços na produção de produtos de higiene pessoal, especialmente sabonetes.

Naquele período, os sabonetes ingleses dominavam o mercado e eram considerados superiores aos nacionais.

A principal inspiração da família Santiago foi o sabonete inglês Pears Soap, de característica translúcida, oval e bastante sofisticada.

Mas, para se diferenciar do produto europeu, Antônio Santiago, um dos integrantes da empresa familiar, teve a ideia de criar um sabonete com a mesma qualidade dos ingleses, mas usando essências da Amazônia. Nascia ali a ideia que revolucionaria a indústria de cosméticos no Brasil.

O primeiro sabonete da Phebo

Para fugir dos tradicionais sabonetes brasileiros, que eram quadrados, feitos de côco e bastante rústicos, a família Santiago criou o London Otto Rosa, bem semelhante ao Pears Soap, mas com um diferencial único: uma fragrância com essência derivada do pau-rosa, árvore nativa da Amazônia.

Leia também: Pau-rosa: o fixador de perfume da floresta amazônica

Empresa lançou o sabonete Phebo, em 1930. Foto: Reprodução/Youtube-Raphael Alves

Com a fórmula e o nome prontos, a empresa familiar lançou o produto no mercado, mas ao registrar a marca, descobriu que já existia uma outra empresa com o mesmo título. Foi de Antônio que surgiu a sugestão de uso do nome ‘Phebo’, em referência ao deus grego do sol.

Ali começava a escolha que foi decisiva para o sucesso do primeiro sabonete: o Phebo Odor de Rosas.

O início das vendas foi bem desafiador, uma vez que o sabonete era caro e considerado artigo de luxo. Só para se ter ideia, o sabonete Phebo custava cinco vezes mais que os populares disponíveis no mercado brasileiro.

Além disso, produtos importados eram vistos como superiores aos nacionais, isso sem falar do custo logístico de transportar, de navio, sabonetes de Belém para cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 1932, a farmácia J.G. de Araújo, de Manaus (AM), encomendou seis dúzias de sabonetes. Apesar de ser considerada pífia na época, a quantidade foi considerada o primeiro grande passo da família, que logo depois pôde comemorar de fato uma grande transação: a Mappin Store, famosa loja de departamentos de São Paulo e uma mais sofisticadas do Brasil, solicitou 25 dúzias do sabonete Phebo Odor de Rosas, tornando-se a principal cliente da empresa.

Foto: Reprodução/Phebo

Aos poucos, a marca foi se consolidando como uma das mais importantes da perfumaria brasileira, conquistando o público da elite urbana. Em 1936, a empresa mudou oficialmente de nome: deixou de ser A. L. Silva Ltda e passou a se chamar Perfumaria Phebo.

Foto: Reprodução/Youtube-Raphael Alves

Pausa para guerra e lançamento de novos produtos

Porém, na década de 1940, quando estava iniciando o auge, a Segunda Guerra Mundial ocasionou uma crise na empresa por falta de matérias-primas que até então eram importadas. Isto fez com que houvesse a paralisação da produção da empresa, que se flexibilizou e atuou no mercado de embalagens, com a fabricação de vasilhames para coleta de látex nos seringais.

Passada a guerra, a empresa voltou ao pleno funcionamento e, de quebra, inovou em mais um produto que definitivamente consolidou a Phebo no mercado da perfumaria: a Seiva de Alfazema.

A ideia do produto foi de Mário Santiago, um dos sócios da Phebo, que aproveitou a volta das atividades comerciais para viajar aos Alpes Suíços, em que, na ocasião, acabou conhecendo o perfume da flor roxa Alfazema (Lavandula angustifolia), também conhecida como lavanda.

O lançamento da ‘Seiva de Alfazema’ foi um sucesso absoluto. Comercializada em garrafas de meio litro, a novidade acabou expandindo o portfólio da Perfumaria Phebo, que já contava com outras linhas como ‘Madeiras da Amazônia’, o ‘Pó do Arroz Phebo’, a ‘Coleção Narcísio’, o sabonete ‘Pará’ e o ‘Oxford’ para os cabelos.

Além dos produtos, a empresa investia em qualidade e apresentação, mantendo o padrão das embalagens luxuosos, com os produtos que era comercializados, por exemplo, em caixas de madeira, vistos como “chiques” à época.

Para dar ainda mais visibilidade à marca, a Phebo apoiou diversos concursos de beleza nos anos 1950 ao redor do país, com direito a ganhar visita da então Miss Brasil Martha Rocha na fábrica em Belém.

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Parte do catálogo de produtos da perfumaria Phebo nos anos 50 e 60. Foto extraída do artigo de Marcílio Alves Chiacchio.

Do auge ao declínio

Na década de 1960, a Phebo estava no auge, era uma das maiores perfumarias do Brasil, mas enquanto a empresa brilhava, os conflitos familiares começaram a estremecer a empresa. Antônio, Mário e Sílvio, os três primos fundadores, tinham visões completamente diferentes de como era gerenciado o negócio, e promoviam discussões sobre o futuro da empresa.

O primeiro que saiu foi Sílvio, pois não concordava com os altos investimentos feitos por Mário. Ele retornou para Portugal. Já a relação entre Mário e Antônio estremeceu quando o primeiro propôs abrir uma filial em São Paulo, sugestão essa que foi reprovada pelo segundo. Mesmo com opiniões divergentes, ambos se mudaram para capital paulista para inaugurar a nova unidade da empresa, em 1961.

Já em São Paulo, mais problemas surgiram. Antônio e Mário não tinham filhos para gerenciar a empresa. Nos anos 1970, mulheres em cargos de chefia não eram bem aceitas. A solução foi empregar os maridos das filhas para as funções de gerentes, diretores e vice-presidentes, porém, a proposta aumentou ainda mais as disputas pelo poder na empresa.

Troca de comando

Além da crise familiar, o congelamento de preços do governo nos anos 80 causou o aumento nos custos de produção da empresa, que ao mesmo tempo não podia reajustar os preços dos produtos. Isso fez com quem os lucros da Phebo despencassem e, diante do cenário crítico, a família decidiu vender a empresa para a multinacional P&G, em 1988.

À época, a aquisição foi considerada como uma mudança de patamar da marca no mercado mundial, que passou a ser distribuída em diversos países. Dez anos depois, a multinacional vendeu a Phebo para a Sara Lee, outra multinacional. Porém, diferente da P&G, a fórmula mudou, os produtos perderam qualidade e os clientes começaram a reclamar bastante da marca.

Tal insatisfação levou a Phebo a passar por outra mudança administrativa: em 2004, a empresa foi comprada pela tradicional marca brasileira Granado, que tinha a especialidade em valorizar produtos naturais e de alta qualidade, além de respeitar fórmulas tradicionais. Com isso, o sabonete Phebo voltou a ser um produto de peso no mercado de cosméticos.

Granado adquiriu a Phebo em 2004 e as duas marcas brasileiras passaram a integrar o mesmo grupo. Foto: Reprodução/Granado

Da retomada ao sucesso global

A presença da Phebo no catálogo de produtos da Granado recolocou a marca paraense na primeira prateleira do setor de cosméticos. Em 2007, um reposicionamento de mercado aproximou a empresa no mundo da moda, criando novas fragrâncias e cores vibrantes que reavivaram a forte conexão com a Amazônia.

Essa estratégia aumentou o portfólio, que além dos sabonetes, criou novas colônias, velas perfumadas, difusores, hidratantes, cremes para mãos, shampoos, condicionadores e até maquiagem.

A partir de 2010, a expansão da marca continuou com a reformulação de toda a sua identidade visual, a inauguração da primeira loja conceito no Rio de Janeiro e a presença das marcas Phebo e Granado na Le Bon Marché, a mais antiga loja de departamentos e uma das mais luxuosas do mundo, localizada em Paris, na França.

Em 2016, o grupo Puig, multinacional espanhola do setor de moda, perfumes e cosméticos de luxo – e dona de marcas famosas como Carolina Herrera, Rabanne e Jean Paul Gaultier – comprou uma fatia de 35% da Granado por R$ 500 milhões, o que validou o potencial da Phebo à nível global. Já no cenário nacional, o crescimento da empresa motivou a inauguração da primeira loja conceito da Phebo no Leblon, Rio de Janeiro.

Desde então, os produtos da Phebo estão presentes nos quatro cantos do mundo, exalando as essências da Amazônia no público de elite. Não é a toa que a marca é reconhecida mundialmente por valorizar a biodiversidade brasileira em suas fragrâncias e manter o elo afetivo com a Amazônia.

produtos phebo
Linha de produtos da Phebo reúne fragrâncias inspiradas em elementos naturais e culturais do Brasil. Foto: Reprodução/Phebo

Novas mudanças

No ano de 2019, o grupo Granado anunciou a desativação da fábrica original da Phebo em Belém, sob justificativa de questões logísticas e demandas de licenciamento, já que o local ficava no centro da cidade. O anúncio pegou muita gente de surpresa, principalmente os moradores de Reduto, bairro localizado na área central belenense, e que acompanharam a indústria que revolucionou a perfumaria nacional.

Recentemente, um shopping local anunciou que o espaço onde ficava a antiga fábrica da Phebo será transformado num espaço de eventos e cultura de Belém, que visa promover a valorização da recente história urbana da cidade, desenvolvimento econômico e promoção cultural.

Já em abril de 2026, os produtos da Phebo deixaram as prateleiras das lojas Granado, em um movimento estratégico que visa fortalecer identidades próprias e crescimento das marcas. A decisão de separar as operações vai na contramão de parte do varejo, que tem apostado cada vez mais na concentração de marcas num mesmo espaço.

Apesar de todas as mudanças ao longo de quase uma década, a Phebo mantém a tradição de carregar a essência da Amazônia para o Brasil e o mundo e de reproduzir uma relação de fidelidade entre os brasileiros passada de geração em geração.

Fundada em Belém, perfumes da Phebo carregam diversas fragrâncias que exalam a Amazônia. Foto: Reprodução/Phebo

Debates sobre desafios da logística e história do transporte marcam a TranspoAmazônia 2026

Cerimônia de abertura da TranspoAmazônia contou com personalidades políticas, empresários e representantes do setor logístico do Brasil. Foto: Divulgação/Teaser Agência

A III TranspoAmazônia — Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística começou nesta quarta-feira (27), em Manaus (AM). O evento reúne debates sobre logística, navegação, indústria naval, comércio eletrônico e reforma tributária. A programação vai até esta sexta-feira (29), no Centro de Convenções Vasco Vasques.

Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia, a feira como objetivo reforçar Manaus como polo de transporte e logística no Brasil e na América Latina.

Entidades como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) e a Câmara Internacional da Indústria de Transporte (CIT), entre outras, estiveram presentes na solenidade de abertura da TranspoAmazônia 2026, no dia 27. O encontro também reúne representantes de mais de 60 países durante os três dias do evento.

Leia também: Desafios e soluções da mobilidade urbana na Amazônia são debatidos na TranspoAmazônia 2026

Iranir Bertolini, presidente da Fetramaz e idealizador da TranspoAmazônia: Foto: Divulgação/Teaser Agência

Durante a abertura, Irani Bertolini destacou a importância da TranspoAmazônia para o cenário logístico da região amazônica.

“Vejo aqui mais que um encontro, e sim o futuro da nossa região sendo construído. A TranspoAmazônia não é apenas uma feira de negócios, é uma grande oportunidade de mostrar para o mundo que desenvolvimento, inovação, sustentabilidade e preservação ambiental podem caminhar lado a lado. Há alguns anos, falar em integrar a Amazônia por meio do transporte e logística parecia um sonho distante, mas quem vive aqui, sabe que o impossível para nós é apenas o ponto de partida. Conectaremos ideias, negócios, investimentos, experiências e decisões que impactarão o presente e o futuro da logística na Amazônia”, afirmou Bertolini.

O presidente da Fetramaz aproveitou para agradecer a presença de empresários, autoridades e especialistas do setor logístico e de transportes tanto da região amazônica quanto do restante do país.

“É uma grande satisfação ver este auditório cheio com tantos amigos e colegas de várias transportadoras dos quatro cantos do Brasil. Vejo mulheres e homens que não temem distâncias, enfrentam estradas de terras, rios imensos e os desafios de uma região única, sem recuar diante das dificuldades impostas pela geografia ou estiagem. Não transportamos apenas cargas, alimentos ou combustíveis e sim a esperança para comunidades isoladas, desenvolvimento para a maior floresta do mundo e riquezas para o Brasil. Sintam orgulho do setor que vocês representam e da força que move a nossa região”, finalizou Irani.

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Programação da TranspoAmazônia 2026

A programação da TranspoAmazônia 2026 conta com palestras, painéis, lançamento de livros, exposições e rodadas de debates sobre logística, navegação, indústria naval, e-commerce e reforma tributária, num espaço estratégico para a promoção e fortalecimento da cadeia logística e ao desenvolvimento do transporte na Amazônia.

Nesta quarta-feira (27), por exemplo, ocorreu o lançamento do livro ‘A História do Transporte na Amazônia’, do presidente da Fundação Memória do Transporte (Fumtran), Antônio Leite.

Logo depois, representantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e setor comercial participaram de um painel sobre ‘Os desafios da logística na Amazônia’.

O evento também contou com a palestra ‘A importância da cabotagem para a região amazônica – números e fatos’, ministrada por Luis Fernando Resano, diretor executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), e finalizou o primeiro dia com o painel ‘Cenários futuros e desafios para construção naval na Amazônia’, realizada por representantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Bertolini e Juruá Estaleiros.

Leia também: TranspoAmazônia 2026: confira a programação e saiba como se inscrever na maior feira de logística do Norte

TranspoAmazônia
Evento conta com mais de 350 expositores de marcas nacionais e internacionais do setor logístico e de transportes. Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

Nesta quinta (28), segundo dia do evento, o painel ‘O e-commerce na região Norte do Brasil’, reuniu representantes da Bemol, TV Lar e Associação Comercial do Amazonas (ACA).

Além disso, palestras como ‘Segurança das operações de transporte aquaviário’, com Cássio Guimarães, gerente geral da Transpetro, e ‘Como usar tecnologia a favor da lucratividade – soluções básicas de empresário para empresário’, com executivos do Urbano Bank e Grupo Braspress, fizeram parte da programação.

O painel ‘A multimodalidade e seus impactos no Polo Industrial de Manaus (PIM)’, encerrou os debates do dia com representantes do Grupo Chibatão, Sindarma, Braspress e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). O evento também disponibiliza uma área de expositores que abrange dois pavilhões do centro de convenções.

Sobre a TranspoAmazônia

A TranspoAmazônia é um espaço estratégico para exposição de produtos e serviços para promover negócios, estabelecer conexões, discutir desafios e apresentar inovações, reunindo a cadeia multimodal do transporte, logística, agenciamento de cargas e construção naval, conectando a região amazônica ao Brasil e ao mundo.

A realização da TranspoAmazônia 2026 é essencial para viabilizar soluções dos desafios logísticos na Amazônia, impulsionar investimentos e gerar negócios para a região Norte do país. Mais informações sobre o evento, podem ser obtidas AQUI.

São esperados mais de 15 mil visitantes durante os três dias da TranspoAmazônia 2026. Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

*Com informações da assessoria

Mineração ilegal ameaça atividades sustentáveis de famílias na região Madre de Dios, na Amazônia peruana

Além do desmatamento e poluição do mercúrio nas águas, prática da mineração ilegal também coloca em risco a produção sustentável das famílias residentes na região Madre de Dios. Foto: Divulgação/Agência Andina

Dona da maior biodiversidade da Amazônia peruana, a região Madre de Dios, localizada no sudeste do Peru, tem sofrido com a mineração ilegal. A atividade irregular, além de causar desmatamento e poluição por mercúrio, tem colocado em risco as atividades econômicas sustentáveis de milhares de famílias que moram no local, afetando diretamente o desenvolvimento e a segurança da região.

A informação é do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp), agência vinculada ao Ministério do Meio Ambiente peruano, que publicou uma nota informativa sobre as ações do órgão contra mineração ilegal implantadas na região de Madre de Dios.

Segundo o Sernanp, até agora, em 2026, o Estado realizou 75 ações de interdição terrestre e fluvial contra mineração ilegal na região, com resultados importantes e avanços no controle territorial e na luta contra organizações criminosas.

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Produtores de castanha-do-brasil da região Madre de Dios, na Amazônia Peruana. Foto: Divulgação/Agência Andina

As medidas incluíram a destruição de 370 acampamentos de mineração ilegal, 16.000 galões de diesel, 211 botes, 202 motores, 130 bombas de sucção, 71 triargueros, 170 motocicletas, 33 geradores elétricos e 40 motores.

Da mesma forma, 30 barcos, 10 motores de popa, 95 funis, 24 bombas motoras e 40 motosserras, além de outros equipamentos e suprimentos usados em atividades relacionadas à mineração ilegal, foram destruídos pela agência.

Essas ações são realizadas no âmbito da ‘Estratégia Nacional para a Redução e Proibição da Mineração Ilegal no Peru até 2030’, aprovada pelo DS nº 003-2025-IN.

A Polícia Nacional, o Exército Peruano, a Diretoria Geral de Capitanias e Guardas Costeiras (Dicapi) e o Procurador Especializado para Assuntos Ambientais atuam de maneira articulada, com o apoio técnico e logístico do Sernanp e do Alto Comissariado para a ‘Luta contra a Mineração Ilegal’.

Leia também: Madre de Dios, a ‘Capital da Biodiversidade’ do Peru

Sernanp contribui com apoio logístico

Como parte da estratégia, o Sernanp fornece suporte logístico permanente nos postos de vigilância e controle (PVC) Otorongo, Azul, Malinoswki e Yarinal, “onde policiais, pessoal da Dicapi e guardas florestais especializados trabalham continuamente”.

Atualmente, mais de 70 guardas florestais e técnicos monitoram e vigiam 10 PVC dentro da Reserva Nacional de Tambopata, gerando informações em tempo real sobre o progresso de atividades ilícitas e permitindo uma rápida capacidade de resposta operacional.

Leia também: Descubra a riqueza natural do Peru em 4 reservas nacionais

Mineração ilegal na região de Madre de Dios, no Peru
Ações do Estado buscam proteger a biodiversidade e segurança ambiental da Amazônia e reduzir as atividades ilegais de garimpo na região Madre de Dios. Foto: Divulgação/Agência Andina

Combate à mineração ilegal

Além disso, o Estado reforçou as ações de intervenção com monitoramento por satélite e sobrevoo por drones, ferramentas que permitem identificar novas fontes de invasão de mineração, antecipar deslocamentos de atividades ilegais e proteger setores vulneráveis dessa área natural protegida. As operações foram realizadas em áreas chave como Correntada, Isla Córdova, Playa Vilma, Rio Malinowski, Filadelfia, Valle Dorado, La Cumbre e Aguas Negras.

Leia também: Madre de Dios: região no Peru busca proteger mais de 500 mil hectares de bosques de castanheiras

“As ações do Estado buscam conter permanentemente a pressão sobre ecossistemas altamente vulneráveis e reafirmar o compromisso com a proteção da Amazônia, a biodiversidade e a segurança ambiental”, cita o Sernanp, em nota.

Entre 2024 e 2026, o Sernanp forneceu apoio logístico para 256 ações de interdição realizadas em coordenação com a PNP, o Exército, Dicapi e o Ministério Público Especializado para Assuntos Ambientais, “consolidando uma resposta articulada à mineração ilegal em Madre de Dios”.

*Com informações da Agência Andina

Tradição vermelha: conheça a história da ‘Alvorada do Boi Garantido’

Foto: Aguilar Abecassis/Cedida

A cidade de Parintins (AM) é o lar dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, que disputam o título de campeão no Festival Folclórico, em junho. Mas a temporada bovina começa muito antes, logo após o Carnaval e é composta por diversos eventos que mostram a força de uma das maiores manifestações culturais e simbólicas da Amazônia. Um exemplo é a Alvorada do Boi Garantido.

Realizada entre o dia 30 de abril e 1º de maio, a tradicional festa avermelhada reúne milhares de torcedores que acompanham o cortejo do boi e uma programação de shows dos itens oficiais num trajeto de 2,5 quilômetros pelas ruas parintinenses.

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O evento inicia no Curral Lindolfo Monteverde, na Cidade Garantido, e se encerra ao amanhecer na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, numa grande passeata que transforma a Ilha da Magia num verdadeiro mar vermelho e branco. A concentração dos torcedores acontece no dia 30, com a marcha iniciando na madrugada do dia 1º e indo até o amanhecer, dando jus ao nome devido a festa ir até ao ‘alvorecer’ do dia.

Alvorada garantido
Foto: Aguilar Abecassis/Cedida

Com base em registros históricos, o Portal Amazônia conversou com historiador parintinense Mencius Melo, que explicou as origens da Alvorada do Boi Garantido e a evolução dessa grande festa avermelhada que se tornou, em 2018, Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Amazonas.

A origem da Alvorada do Boi Garantido

A Alvorada do Garantido foi uma criação de Lindolfo Monteverde, cuja ideia surgiu devido à falta de comunicação na época e Lindolfo, com sua família, saía nas ruas anunciando os primeiros ensaios do boi da baixa.

“O boi de Parintins é uma brincadeira de rua e de quintais. A Alvorada é uma herança das saídas de rua, quando nos anos 1930, 1940, 1950, 1960, 1970, eram comandadas por Lindolfo Monteverde que levava o Garantido da então distante Baixa da Xanda, para as casas dos abastados de Parintins. Essas saídas eram geralmente nas noites de santos: São Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. Lindolfo era devoto de São João Batista. As saídas eram à noite e Lindolfo Monteverde voltava com seu cordão de brincantes para a Baixa antes do sol raiar. Em 1975, por ideia de Paulinho Faria, Zezinho Faria e Jair Mendes, o boi fez o inverso! Saiu de madrugada para amanhecer nas ruas de Parintins, anunciando que os ensaios iam começar no antigo Curral do Garantido, hoje Curralzinho da Baixa de São José”, conta Melo.

Dona Maria Monteverde, filha de Lindolfo, conta que sua avó Alexandrina, conhecida como “Xanda”, era quem produzia a roupa dos brincantes: as meninas com uma saia branca e blusa vermelha e os rapazes com calça branca e camisa vermelha. Todos saiam para anunciar a grande festa cantando toadas, sendo a mais popular ‘Urrou Meu Novilho’.

Alvorada garantido
Foto: Aguilar Abecassis/Cedida

Os caminhos até o alvorecer junto à Nossa Senhora do Carmo

A Alvorada une vários pontos que fazem com que a tradição se mantenha durante o decorrer dos anos, como o dos itens oficiais, a passeata nas ruas e a visita do boi às casas.

“A ideia era festejar o boi e garantir a continuidade da farra dos brincantes. Em 1975 saiu do antigo clube de festas, o Recanto Tropical (popular Retropi) que hoje não existe mais, na atual Av. Nações Unidas. A partir da inauguração do Show Clube Ilha Verde, em 1987, na Av. Amazonas, o Baile Vermelho & Branco passou a ser realizado nas dependências do clube que era e é da Família Faria, a segunda mais importante família na história do Garantido. A partir de então a Alvorada passou a sair do Ilha Verde”, lembra Melo.

Ainda segundo o historiador, “a cultura é algo em movimento”. E foi nesse movimento que, em 1991, o compositor Chico da Silva entregou ao Garantido a toada ‘Boi do Carmo’, que motivou uma mudança na rota.

“Paulinho Faria, então apresentador do Boi do Povão e um gênio acidental do marketing, decidiu guiar a Alvorada até a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Lá, diante de uma multidão ele entoou: ‘Minha santa, paz e amor… Nossa Senhora, proteção de Parintins… Boi Garantido numa forma de oração, pela fé e gratidão, lhe traz rosas e jasmins’. A multidão veio às lágrimas. Estava ali sacramentada uma tradição que unia o profano da festa, com a homenagem à Flor do Carmelo, Nossa Senhora do Carmo. Com a construção da Cidade Garantido em meados dos anos 1990, a Alvorada passou a sair daquele espaço, sempre em direção da Catedral de Parintins”, explica.

Alvorada garantido
Foto: Aguilar Abecassis/Cedida

Como citado, entre os momentos que marcam o trajeto é a passagem do boi pelas casas dos moradores mais antigos da Baixa do São José, para saudá-los como forma de respeito.

O boi segue até a rotatória da igreja de São Benedito, na qual, vai para frente da igreja e tradicionalmente faz sua evolução, logo após segue pela Avenida Amazonas até chegar a catedral de Nossa Senhora do Carmo. Após a chegada, vai em direção à igreja fazendo reverência a pedido de proteção à padroeira.

“A ideia de festejar na madrugada até o sol raiar é o cerne da manifestação e como o amanhecer do dia é um alvorecer, vem daí o nome ‘Alvorada do Garantido'”, completa Mencius Melo.

Fotos: Élcio Farias/Boi Garantido

Com o passar dos anos, a celebração ganhou proporções grandiosas, sem perder o caráter comunitário. Casas são decoradas, moradores recebem o boi, e o percurso se transforma em um espetáculo coletivo, marcado por toadas, fogos, bandeiras e, claro, muita emoção.

“A Alvorada está se tornando e ainda pode se tornar mais ainda, em um produto “extra-arena” do Festival de Parintins. É uma manifestação que leva turistas à Parintins antes mesmo da semana do festival e sua relevância está em mostrar ou apresentar uma Parintins para além da indústria cultural que hoje marca a arena de disputa entre o Garantido e o Contrário. É uma manifestação humanizante, que resgata o boi de rua, o boi romântico dos tempos da lamparina. Um bem imaterial necessário que ajuda a explicar o fenômeno cultural que é Parintins”, conclui o historiador.

*Com informações do artigo Alvorada do Garantido como Fenômeno.

BR-319, AM-010, RR-205… Entenda o significado dos nomes das rodovias brasileiras

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BR-319, AM-010, RR-205… Quem “pega a estrada” seja para curtir as férias ou até mesmo em dias de trabalho, normalmente se depara com essas nomenclaturas estampadas em placas de trânsito. Elas fazem parte da identificação das rodovias do Brasil.

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Composto de duas letras e três números, as nomenclaturas respeitam os critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Viação (PNV), órgão responsável pela infraestrutura e organização de todo o sistema viário do país: rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

Mas o que significa a união dessas letras e números? O Portal Amazônia procurou informações sobre como funciona a lógica por trás desses termos que, além de dar nomes às estradas, representam uma orientação importante sobre a localização dentro do território nacional.

Entenda a nomenclatura

De acordo com o PNV, a nomenclatura das rodovias é definida por duas letras que representam o prefixo da Unidade de Federação (estado) de origem responsável por aquela via. As “BRs”, no caso, são as rodovias federais.

Em seguida, vem uma numeração composta por três algarismos: o primeiro indica o tipo de rodovia, enquanto que o segundo e terceiro dígitos representam a posição geográfica em relação ao território brasileiro, tendo como referência os limites Norte, Sul, Leste e Oeste e a capital de origem de determinada estrada.

Geralmente, as rodovias estaduais e municipais reproduzem o mesmo padrão da nomenclatura federal, no entanto, cada Estado ou Município pode adotar o seu próprio sistema de identificação das estradas.

Leia também: Relembre a história da Transamazônica, a utópica rodovia na Amazônia

Nomenclatura é composta de duas letras e três números, padrão adotado pelo Plano Nacional de Viação. Foto: Caíque Rodrigues/G1-RR

Tipos de rodovias

Existem cinco tipos de rodovias:

  • Radiais,
  • Longitudinais,
  • Transversais,
  • Diagonais
  • e Ligação.

Elas são representadas no primeiro algarismo da nomenclatura padrão da PNV. Por exemplo, BR-0xx, BR-1xx…

Rodovias Radiais: São as que partem da capital de origem da rodovia em direção aos extremos do país. O primeiro algarismo é o 0, enquanto que os demais podem variar de 05 a 95, de acordo com a posição geográfica da rodovia no sentido horário.

Exemplo: BR-020, BR-020, BR-040…

Tipos de rodovias do brasil
Radiais partem da capital Brasília. Foto: Divulgação/Governo Federal

Rodovias Longitudinais: São as que cortam o país na direção Norte a Sul. O primeiro algarismo é 1 e os outro dois podem variar de 00, no extremo leste do país, a 50 na Capital, e entre 50 a 99 no extremo oeste.

Exemplo: BR-174, BR-153, BR-101…

Longitudinais cortam o país na direção Norte-Sul. Foto: Divulgação/Governo Federal

Rodovias Transversais: São as que cortam o país na direção Leste-Oeste. O primeiro algarismo é o 2. Os outros dois números podem variar de 00, no extremo norte, a 50 na Capital Federal, e entre 50 a 99 se estiver no sul.

Leia também: BR-319: A história e a realidade da rodovia que liga o Amazonas ao Brasil

Transversais atravessam o país na direção Leste-Oeste. Foto: Divulgação/Governo Federal

Rodovias Diagonais: Cortam o Brasil em dois sentidos transversais: Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste. O primeiro algarismo dessas rodovias é o 3, e outros dois podem variar de 0 a 99 da seguinte forma:

Nas diagonais orientadas na direção geral NO-SE, a numeração varia, em números pares, de 00, no extremo Nordeste do país, a 50, em Brasília, e de 50 a 98, no extremo Sudoeste. Exemplo: BR-304, BR-324, BR-364.

Já nas Diagonais orientadas na direção geral NE-SO: A numeração varia, segundo números ímpares, de 01, no extremo Noroeste do país, a 51, em Brasília, e de 51 a 99, no extremo Sudeste. Exemplo: BR-319, BR-365, BR-381.

Diagonais cortam o país em duas direções: Noroeste-Sudeste e Nordeste-Sudoeste. Foto: Divulgação/Governo Federal

Rodovias de Ligação: São as que vão em qualquer direção e geralmente ligam rodovias federais ou outras “BRs” com demais cidades, pontos e fronteiras importantes. Seu algarismo é o 4.

Exemplos: BR-401 (Boa Vista/RR – Fronteira BRA/GUI), BR-470 (Navegantes/SC – Camaquã/RS) e BR-488 (BR-116/SP – Santuário Nacional de Aparecida/SP).

BR-401
BR-401, que liga Roraima à fronteira com a Guiana, é um exemplo de rodovia de ligação. Foto: Alan Chaves/G1 RR

Como se conta a quilometragem?

A quilometragem das rodovias não é cumulativa de uma Unidade da Federação para a outra. Logo, toda vez que uma rodovia inicia dentro de uma nova Unidade da Federação, sua quilometragem começa novamente a ser contada a partir de zero.

Nas rodovias radiais, o sentido da quilometragem vai do Anel Rodoviário de Brasília em direção aos extremos do país, tendo o quilometro zero de cada estado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal.

Já nas longitudinais, o sentido vai do norte ao sul, com as únicas exceções da BR-163 e BR-174 que são do sul para o norte.

Nas transversais, o sentido vai do leste para o oeste, e nas diagonais, o ponto se inicia mais ao norte da rodovia indo em direção ao ponto maiis ao sul, com exceções das BR-307, BR-364 e BR-392.

Por fim, as rodovias de ligação geralmente iniciam a contagem da quilometragem do ponto mais ao norte da rodovia para o ponto mais ao sul. No caso de ligação entre duas BRs, a contagem começa na rodovia de maior importância.

Rodovias na Amazônia Legal

Na Amazônia Legal, área que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, seis rodovias federais cortam a região e fazem parte do planejamento de ligação para o restante do país.

São elas:

  • BR-010 – Belém-Brasília
  • BR-364 – Cuiabá-Porto Velho
  • BR-163 – Cuiabá-Santarém
  • BR-230 – Pará-Amazonas
  • BR-319 – Porto Velho-Manaus
  • BR-174 – Manaus-Boa Vista

Veja um infográfico sobre a história dessas estradas AQUI.

Petiscos com ingredientes regionais ganham protagonismo no Comida di Buteco no Pará e Amazonas; veja os destaques

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A maioria dos pratos participantes em Manaus e Belém leva ingredientes amazônicos. Foto: Maike Reis Lima/Divulgação Comida di Buteco

Considerado o maior concurso de butecos do Brasil, o Comida di Buteco chega à sua 26ª edição neste ano com a mesma missão desde sua criação, nos anos 2000: resgatar botecos autênticos, valorizar milhares de estabelecimentos espalhados pelo país e fortalecer a diversidade da culinária brasileira. O tema desta edição é “Verduras”.

As cidades de Manaus, Belém e Ananindeua representam a região Norte na competição, reunindo 38 estabelecimentos participantes, sendo 17 no Amazonas e 21 no Pará. Os dois estados apresentaram no concurso uma diversidade de pratos que utilizam ingredientes nativos da região amazônica. A maioria das receitas traz iguarias como jambu, cupuaçu e molhos de pimenta, combinadas com peixes da Amazônia e outras proteínas.

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Com base nas informações divulgadas pelo concurso, o Portal Amazônia preparou uma lista das entradas que utilizam insumos locais e que concorrem ao título de petisco mais saboroso do Brasil. Dos 17 participantes do Amazonas, dez estabelecimentos apostam em ingredientes regionais. São eles:

Fofoquinha (Alice’s Happy Rock)

Ingredientes: Almôndegas de acelga, cenoura, manjericão e linguiça de frango, envolvidas na massa de harumaki e macarrão cabelo de anjo. Acompanha molho de cupuaçu apimentado e molho de alho da casa.

ingredientes
Rua Abel Botelho, 277 | Flores, Manaus – AM

Empanada à cabocla com molho floresta (Aretê Delícias Regionais)

Ingredientes: Empanada recheada com pirarucu desfiado, banana-pacovã e verduras (salsão, alho-poró).

Rua Síria, 521 | Cidade Nova, Manaus – AM

Camarões ao creme com verduras (Bambu Bar)

Ingredientes: Iscas de camarão ao creme de macaxeira com tucupi, acompanhadas de cheiro-verde, folhas de jambu e couve refogada.

Rua Carlos Lecor, 1015 | Parque 10 de Novembro, Manaus – AM

Banzeiro Amazônico (Bar Calçada Alta)

Ingredientes: Petisco amazônico de pirarucu seco frito com tucupi, camarão, jambu e farinha Uarini crocante.

Leia também: Calçada Alta: o point da gastronomia portuguesa na sociedade amazonense

Rua Costa Azevedo, 96 | Centro, Manaus – AM

Putã [significa petisco na língua Sateré] (BIATÜWI)

Ingredientes: Dadinho de cará com tapioca, assado, redução de buriti, folhas de cariru com tucupi preto e vinagrete de manga, finalizado com melaço de cana, pimenta em pó e chicória.

R. Bernardo Ramos, 97 | Centro, Manaus – AM

Pirarucu caboclo (Espetto Grill & Burguers)

Ingredientes: Espeto de pirarucu à milanesa crocante, acompanha um molho de jambu.

Av. Penetração, 21 | Nova Cidade, Manaus – AM

Não saí da 5ª série, me controlar pra não fazer piada foi difícil (Farrapo Cozinha)

Ingredientes: Grits fritos de salsão e milho, tahine de gergelim preto, kimchi com jambu produzido na casa. Finalizado com pó de camarão, mel de alho fermentado e flores comestíveis da temporada. Acompanha: coalhada seca com funcho produzido na casa.

Rua Costa Azevedo, 147 | Centro, Manaus – AM

Falafel Amazônico (Gringo’s Bar)

Ingredientes: Bolinho de grão-de-bico com jambu, crocante por fora e macio por dentro. Servido com molho taratur (molho clássico de tahine, limão e alho), geleia de abacaxi com hortelã e pão árabe.

Av. Eduardo Ribeiro, 926 – A | Centro, Manaus – AM

Na onda da pororoca (O Porreta Amazônico)

Ingredientes: Rolinho de pirarucu fresco com camarão, recheado com molho cremoso de chicória e empanado na farinha panko. Acompanha creme de chicória e molho de tucupi com pimenta-dedo-de-moça.

Av. Margarita, 1984 | Nova Cidade, Manaus – AM

Petisco quase fitness (Varanda’s Rio Negro)

Ingredientes: Mini-hambúrguer preparado com pão de hambúrguer com couve-flor, queijo coalho, cebola, carne artesanal e maionese de jambu. Acompanha bananinha chips.

Av. Pe. Agostinho Caballero Martin, 955 | São Raimundo, Manaus – AM

Já na cidade paraense, 15 butecos terão ingredientes amazônicos em seus petiscos. São eles:

Bolinho de cupim com tuile de jambu (Armazém Du Chefe)

Ingredientes: Bolinho de cupim com tuile de jambu, acompanha maionese de chicória e mostarda.

Rua Rodolfo Chermont, 1493 – Marambaia, Belém – PA

Farofa Amazônica (Barão Bistro)

Ingredientes: Farofa de pirarucu com cheiro-verde e banana-da-terra frita, acompanhada de molho lambão à paraense, homus de feijão-branco e cebola caramelizada com missô.

Av. Marquês de Herval, 1405 | Pedreira, Belém – PA

Bolinho da Tia Jô (Boteco do Bacú)

Ingredientes: Bolinhos de pirarucu recheados de queijo muçarela, acompanhados de molho de redução de tucupi à moda da casa.

Rua Triunvirato, 303 | Cidade Velha, Belém – PA

Bao-to no tucupi (Cervejaria Uriboca)

Ingredientes: Pão de jambu cozido no vapor com recheio de pato desfiado e maionese de tucupi e chicória do Pará.

R. Bernal do Couto, 579 | Umarizal, Belém – PA

Bendito cupim (Clube do Espeto Grill)

Ingredientes: Bolinhos de cupim com requeijão e alho-poró, servidos com geleia de cupuaçu e pimenta-rosa.

Av. Duque de Caxias, 987 | Marco, Belém – PA

Carimbó, sirimbó, siriá no tucupi do tacacá (Confraria do Fraga)

Ingredientes: Bolinhos de maniçoba de pato e pernil de porco, refogados na cachaça de jambu e tucupi, com recheio de camarão regional, muçarela, cheiro-verde, jambu, alho, cebola, chicória e empanados na farinha bragantina com alfavaca e panko.

R. Veiga Cabral, 439 | Cidade Velha, Belém – PA

Boca de Jambu (Kassahara Boteco)

Ingredientes: Rolinhos de filé-mignon, recheados com queijos condimentados e especiarias regionais, semicobertos com creme de queijo e farofa de castanha-do-pará. Servidos com geleia de bacon, maionese de jambu, molho de pimenta do Kassahara e palitos de macaxeira frita.

WE 9B, 231 | Coqueiro, Ananindeua – PA

O Encontro dos titãs (Manga Pub)

Ingredientes: Três pares de bolinhos com massa original de batata e cenoura, que envolvem recheios de camarão, filhote e charque. Acompanhados de duas opções de geleias: açaí agridoce e manga picante. Além disso, crocantes folhas de jambu crispy e porção de manga à moda do chefe.

Av. Cmte. Brás de Aguiar, 492 | Nazaré, Belém – PA

Croque do Portuga (O Portuga Gastro Bar)

Ingredientes: Croquete de costela bovina bem temperadinha, massa com pimenta-biquinho e uma porção de queijo muçarela, acompanhado da maionese de jambu campeã.

Travessa WE 16, 172 -Cidade Nova, Ananindeua – PA

Empanadas Brasileiras (Paladar Gi)

Ingredientes: Empanadas de chouriço e carne-seca, com um toque de brócolis e a cremosidade do queijo de búfala. Acompanha crocantes chips de banana-da-terra, servidos com nossa exclusiva maionese de tucupi e um suave e tropical cremoso de pupunha.

Travessa WE-51, 221 | Coqueiro, Ananindeua – PA

Rolinho Paidegua de Pirarucu (Pimenta na Cuia)

Ingredientes: Rolinho de repolho recheado com pirarucu ao molho de tucupi reduzido com jambu e banana-da-terra.

Av. Almirante Tamandaré, 123 | Cidade Velha, Belém – PA

Cupim de Miriti (Potoca Breja e Broca)

Ingredientes: Charutos de cupim desfiado, recheados com queijo muçarela, cobertos com crispy de cebola-roxa e sobrepostos em emulsão de alho-poró, finalizados com couve desidratada. Acompanhado de geleia de bacuri picante.

Avenida Marquês de Herval, 954 | Pedreira, Belém – PA

Viagem Amazônica (Skina Queen)

Ingredientes: Bolinhos feitos com massa de macaxeira e jambu, empanados na farinha panko e fritos até dourar. Acompanhados por creme de pirarucu: lascas do pirarucu dessalgado, salteadas no azeite e finalizadas com creme de ervas regionais. Molho Arubé: redução intensa de tucupi e pesto paraense – mistura de jambu, castanha-do-pará, azeitonas verdes e azeite de oliva.

Rua do Arsenal, 289 | Cidade Velha, Belém – PA

Marujada (Terramar Restô)

Ingredientes: Pastel de massa artesanal com recheio de pirarucu com jambu e queijo de búfala do Marajó, acompanhado de maionese de chicória e geleia de açaí.

Tv. WE Vinte e Cinco, 161 | Coqueiro, Ananindeua – PA

E tem mais…

Além dos petiscos com ingredientes amazônicos, outros pratos também estão concorrendo ao concurso gastronômico:

Escarolinho Primavera (Bar Rigudos)

Ingredientes: Porção com harumakis recheados com escarola, ricota, anchovas e queijo meia cura.

R. Abdon Made , 6 – Manaus

Rolete roxo do Aranha (Confraria do Aranha)

Ingredientes: Rolinho de repolho roxo recheado com linguiça toscana e cream cheese, acompanhado de um molho mostarda com tempero do chef.

Av. Visc. de Porto Alegre, 385 | Centro, Manaus – AM

Jardineira de charque (Dom Chiquito Bar e Petiscaria)

Ingredientes: Charque cozida no tempero da casa com macaxeira, repolho, acelga, batata, cenoura, abobrinha, maxixe, couve-flor e um toque de coentro. Servida com farofa.

Rua Professor Ernani Simão, 1242 | Cachoeirinha, Manaus – AM

Canjiquinha com costelinha suína à mineira (Flutuante Bar e Restaurante Solar de Tupã)

Ingredientes: Milho triturado cozido com costelinha suína e couve refogada.

Acesso pela Marina do Davi, Manaus – AM

Trinca de ouro (Goiaba Bar)

Ingredientes: Trio de croquetes: croquete de rabada defumada com gremolata de agrião; croquete de toscana (a de churrasco) com queijo e crispy de couve; e bolinho de feijoada com couve. Servidos com gomos de limão e molho de pimenta feito na casa.

R. René de Nápolis, 488 | Adrianópolis, Manaus – AM

Pernil à Luiz Geraldo (O Irlandês)

Ingredientes: Minissanduíches de pernil com 2 montagens diferentes. O clássico, servido no pão francês, pernil, alface, tomate e maionese caseira; e o outro, servido na ciabatta com rúcula, pernil, queijo prato, tomate confit e maionese de alho confit e especiarias.

R. Barão de Jaceguai, 695, Flores | Manaus-AM

Cestinha de camarão – Point do Acarajé

Ingredientes: camarão com alho-poró.

Égua do Sertão (Caldos & Cia Bar e Restaurante)

Ingredientes: Carne de sol mergulhada num creme de nata temperado com alho, cebola e alho-poró e temperos da casa, acompanhada de uma torrada com manteiga e ervas.

Avenida Marquês de Herval, 1364, Pedreira | Belém – PA

Bolinho de costela bovina no bafo (Espetinho do Fabrício)

Ingredientes: Bolinho com massa de pão recheada com purê de batata e costela bovina, ao molho de vinagrete picante.

Cestinho de marinada (Flor do Grão Pará)

Ingredientes: Marinada de legumes e verduras.

Travessa Nove de Janeiro, 2233, Cremação | Belém – PA

Ragu de poro com purê de mandioquinha (Pileque Boteco)

Ingredientes: Purê de mandioquinha cremoso com um ragu de porco bem temperado.

R. Diogo Móia, 947, Umarizal | Belém – PA

Mar e Terra: Filhote, maracujá e alho-poró (Quintal Meraki)

Ingredientes: Filhote assado na brasa, com chutney de maracujá e farofa crocante de alho-poró.

Tv. Bom Jardim, 67, Cidade Velha | Belém – PA

Um porco frito pra nós (Só Porco Torresmo e Cia)

Ingredientes: Pedaços pequenos de porco bem fritinho com detalhes de molho agridoce e um chucrute bem brasileiro e um picles agridoce para acompanhar.

Avenida Marquês de Herval, 1201, Pedreira | Belém – PA

Comida di Buteco 2026

Diferente de um festival, o Comida di Buteco é uma competição onde bares são avaliados por clientes e jurados, que dão notas de 1 a 10 em quatro critérios: petisco, higiene, atendimento e temperatura da bebida. O peso das notas é dividido igualmente, com 50% para o público e 50% para o júri.

Além disso, os bares com pior desempenho, sendo os 20% últimos colocados, deixam de participar da edição seguinte. A proposta segue um modelo de competição semelhante ao de campeonatos esportivos.

Neste ano, mais de 1.100 bares de todo o país participam do concurso. A competição acontece sempre em abril, conhecido como o “mês dos butecos”, e convida o público a explorar a culinária local enquanto ajuda a eleger os destaques da cidade e do país.

Em maio, serão conhecidos os vencedores de cada cidade. Já em junho, jurados visitam os campeões locais para escolher o melhor do Brasil. O resultado final será divulgado em julho, em uma premiação em São Paulo.

Para participar, basta ir a um dos bares concorrentes, pedir o petisco da competição e preencher a cédula de votação. Os votos são recolhidos e auditados por um instituto de pesquisa independente.

Ministério da Cultura fortalece formação cultural indígena com ações de educação e diversidade

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Formadores culturais, educadores, coletivos indígenas e gestores públicos têm agora novas ações integradas do Ministério da Cultura voltadas à valorização dos saberes originários e à formação artística no Brasil. As iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura, a Sefli, e incluem apoio à produção de conteúdos indígenas, formação em cultura digital e articulação com universidades federais.

A proposta é reconhecer e fortalecer os modos próprios de ensinar e aprender existentes nos territórios. Segundo o secretário Fabiano Piúba, a diversidade é a base dessas políticas.

“Uma das diretrizes, premissa das políticas culturais é justamente o da diversidade, né? A diversidade em sua mais vasta plenitude. A partir disso, o Ministério da Cultura desenvolve as suas políticas e não foi diferente no campo da formação artística e cultural”, pontuou o secretário.

Leia também: Povo indígena de recente contato fortalece educação intercultural no Maranhão

Ações incluem apoio à produção de conteúdos indígenas, formação em cultura digital e articulação com universidades federais. Foto: Ministério da Cultura

Entre as iniciativas está o fortalecimento da revista PIHHY. O nome, em língua originária, significa semente. A publicação reúne conhecimentos, saberes e artes indígenas produzidos pelos próprios povos indígenas. A revista também passa a integrar um acervo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Goiás.

“Ela compreende a criação, a produção, difusão e circulação dos conhecimentos, das ciências, dos saberes e das artes indígenas, realizada pelos próprios povos indígenas do nosso país. E é uma revista que tem sido uma referência importante para produção de conteúdos, mas também da criação de um acervo.”

As ações fazem parte de uma política mais ampla do Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação. A iniciativa dialoga com a Lei 11.645, que trata do ensino das histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras nas escolas. Além disso, o MinC apoia o Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, realizado no Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade Federal Fluminense.

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Ações incluem apoio à produção de conteúdos indígenas, formação cultural e articulação com universidades federais.
Ministério da Cultura tem fortalecido protagonismo da diversidade cultural dos povos indígenas. Foto: Minc

Formação artística e cultural

As iniciativas reforçam a formação artística e cultural como política de Estado. Segundo o Ministério, as ações conectam diversidade, educação e território.

“A comunicação digital também é fundamental para afirmação das ancestralidades, da memória, da identidade, mas também como uma ferramenta de comunicação, e também como um componente ético, estético e político”, reforça o secretário Piúba.

Mais informações sobre as ações integradas podem ser conferidas aqui.