Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará
O Festival Internacional do Chocolate e Cacau, evento que segue até este domingo (26) no Hangar em Belém (PA), apresenta as tendências para o mundo do Chocolate, em painéis temáticos com produtores, chocolatiers, empreendedoras indígenas, entre outros especialistas que trataram da cadeia, desde o plantio até a exportação.
Entre os desafios, está a importância de posicionar cada vez mais o chocolate brasileiro, especialmente o produzido no Pará, como referência mundial. O chef e chocolatier Fábio Sicília, painelista do evento, abordou o tema.
“O Brasil movimenta bilhões de reais em chocolates, todos os anos. Aqui no Chocoday, a gente aborda essa questão de se posicionar, de definir a marca, parar de cair na armadilha da commodity e nos colocar para o mercado. Então, o Brasil tem que achar esse ponto de equilíbrio para se posicionar como produtor de cacau e chocolate de referência, por isso, a marca Brasil-Pará importa”, destaca Sicília.
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Coordenador do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Funcacau/Sedap), Ivaldo Santana assinala que o Festival do Chocolate é importante para dar visibilidade ao cacau produzido no Pará.
“Um evento dessa natureza integra várias regiões, os produtores trocam informações entre si, nós temos o Fórum do Cacau, onde vários especialistas do Brasil e do mundo vêm falar sobre cacau, painéis com chocolatiers ensinando vários formas de produzir chocolate, então isso aqui é uma escola para o produtor e isso leva o nome do Pará para o Brasil e mundo”, reforça.
Tendências nos chocolates
Entre as iniciativas que se apresentam como tendência no setor, está a experiência da Chocolatier Sarah Brogni, da Ascurra Chocolate, que contou em sua palestra sobre como o investimento em turismo em sua fazenda contribuiu para expandir o seu negócio.
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“A gente lançou o que chamamos de rota turística, com experiência de café da manhã, almoço e imersão na fazenda. Foi algo que precisávamos implementar para investir na juventude e hoje a gente recebe turismo internacional”, revela.

Outra iniciativa de sucesso é a da fundadora da Sidjä Wahiü, Katyana Xipaya, palestrante do painel, que tratou sobre o protagonismo indígena na bioeconomia amazônica.
“O chocolate abriu portas para nós e para outras comunidades indígenas e ribeirinhas. A nossa comunidade foi conquistando reconhecimento internacional pela forma com que a gente trabalha, com sustentabilidade, gerando renda e valorizando a cultura, os saberes ancestrais e a floresta”, destaca.
O Festival, coordenado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e financiado pelo Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau), ocorre no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, das 14h às 22h, com programação diversificada, como Feira de Flores, Cozinha Kids, Escultura de chocolate e muito mais.
O Hangar está localizado na Avenida Dr. Freitas, s/n, bairro do Marco. A entrada é gratuita, sendo opcional a doação de um quilo de alimentos não perecíveis. Mais informações em: www.sedap.pa.gov.br.
*Com informações da Agência Pará
