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Especial Dia das Crianças: você conhece as versões “crianças” de animais amazônicos? 

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Os filhotes da Amazônia são pequenos animais que enfrentam desafios para crescer e sobreviver em um dos ecossistemas mais complexos do planetas. Assim como toda criança humana, muitos deles precisam de suporte e apoio dos pais e seus ambientes para aprender a sobreviver e crescer.

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O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, faz lembrar o quanto as crianças são fofas, engraçadas e autênticas. E isso tudo também vale para os filhotes de animais da Amazônia.

Pensando nisso, a equipe do Portal Amazônia buscou fotos que revelem como são dez animais amazônicos em sua fase como filhotes. Confira:

As “crianças” da floresta

Sauim de coleira

Sauim de coleira criança
O sauim-de-coleira faz parte da lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo. A espécie é encontrada em Manaus (AM). Foto: Diogo Lagroteria
Sauim de coleira
O primata é chamado de ‘saium-de-coleira’ devido uma faixa branca semelhante a uma coleira, que vai do peito até o pescoço. Foto: Diogo Lagroteria 
Sauim de coleira
A espécie normalmente anda em grupos de 2 à 12 animais, em que apenas uma fêmea reproduz, dando à luz apenas à um ou dois filhotes de cada vez. Foto: Diogo Lagroteria

Onça-pintada

A onça-pintada é um animal de grande porte e, por isso, é considerado o maior felino das Américas e o maior carnívoro da América do Sul. Foto: Chris Brunskill
A pelagem o felino varia de amarelo-claro a castanho e destaca-se pela presença de várias manchas. Foto: Lucas Ninnogcom
A onça fêmea alcança a maturidade sexual aos dois anos e pode ter de um a quatro filhotes, sendo que o bebê pesa em média 1kg. Foto: Reprodução/Instagram-@parqueecologicosaocarlos

Tatu Canastra

O tatu-canastra é a maior de todas as espécies de tatus existentes. Seu tamanho pode chegar a um metro e meio de comprimento (do focinho à cauda) e mais de 50 quilos. Foto: Reprodução/Mundo ecologia
O animal está na lista de espécies ameaçadas de extinção no Brasil. Foto: Reprodução/Projeto Tatu-Canastra Pantanal

Jacaré Açu

Só na região amazônica habitam quatro espécies, sendo a área com maior variedades de jacarés do mundo. Foto: Reprodução/Facebook-@neoselva
O macho pode chegar até seis metros de comprimento e a fêmea até cerca de dois metros e 80 centímetros, podendo chegar até 100 anos de idade.  Foto: Reprodução/Policia Militar do DF
Os jacarés jovens devem ter muito cuidado, pois correm o risco de serem devorados assim que nascem por jiboias ou até mesmo outros jacarés adultos. Foto: Marcos Coutinho/RAN ICMBio

Peixe-boi-da-Amazônia

O Peixe-boi-da-Amazônia é a menor espécie de peixe-boi do mundo, chegando a até 3 metros de comprimento e 450 kg. Foto: Reprodução/Associação Amigos do Peixe-boi
Alimenta-se de grande variedade de plantas aquáticas e semiaquáticas, e consome cerca de 8% de seu peso vivo em alimento por dia. Foto: Reprodução/Agência Pará
A gestação dura 12 meses e normalmente, apenas um pequeno peixe-boi nasce. Foto: Débora Vale/Ascom Inpa

Leia também: Que tal conhecer alguns animais que são a cara da Amazônia?

Ariranha

Filhotes de Ariranha
Filhotes de ariranha são semiaquáticos: vivem tanto em ambientes terrestres quanto com água. Foto: Reprodução/Mundo Ecologia
Filhotes de Ariranha
A espécie têm um papel fundamental no equilíbrio dos ambientes aquáticos pelo controle de populações de outras espécies animais, principalmente peixes, inclusive espécies invasoras e pragas. Foto: Reprodução/Mundo Ecologia

Bicho-Preguiça

A espécie possui papel relevante na manutenção do equilíbrio ecológico. Foto: Laerzio Chierosin Neto
O principal risco enfrentado por essas espécies é o deflorestamento, que elimina árvores essenciais tanto para abrigo quanto para alimentação. Foto: Natália Lima
Sua dieta é composta principalmente por folhas, como da embaúba, e várias outras espécies de árvores. Foto: Reprodução/Instagram-@biologoamaral

Jabuti-piranga

Filhotes de Jabuti. O nome vem por conta da coloração das escamas da cabeça e das patas avermelhadas. Foto: Reprodução/Instagram-@biologoamaral
São animais dóceis e tranquilos, que vivem durante muitos anos, podendo chegar aos 100 anos. Foto: Reprodução/Instagram-@biologoamaral

Macaco-de-cheiro

A gestação dura de 140 a 150 dias, nascendo apenas um filhote que é cuidado somente pela mãe. Foto: Reprodução/Instagram-@biologoamaral
Os macacos de cheiro onívoros, e aproveitam a grande variedade de matéria vegetal como frutos e moluscos terrestres. Foto: Reprodução/Instagram-@biologoamaral
O tamanho médio de grupos é de 50 indivíduos, e pode variar de 5 a mais de 60 indivíduos. Foto: Reprodução/Mundo Ecologia

Gavião-real

Embora a espécie não seja a maior das aves predadoras do planeta, é tida como a mais forte. Foto: Antonio Luiz
O filhote precisa de 4 a 5 anos para alcançar a plumagem adulta. Foto: Reprodução/Instagram-@ZooSaopaulo
A espécie é rápida e forte em suas investidas, sendo capaz de arrancar preguiças agarradas a galhos de árvores. Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

De filhotes a adultos: veja como crescem (e mudam!) quatro animais da Amazônia

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Foto: Zoológico FollyFarm

Por Luciana Frazão

Na natureza, crescer não é só uma questão de tempo. Para muitos animais, a transição da infância para a vida adulta envolve transformações visuais e comportamentais marcantes, muitas vezes tão drásticas que o filhote mal se parece com a forma final.

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Na Amazônia, onde a diversidade é imensa e os desafios de sobrevivência começam cedo, essas mudanças são fundamentais para que cada espécie encontre seu lugar na floresta.

Anta (Tapirus terrestris): do camuflado ao discreto

Os filhotes de anta nascem com o corpo coberto por listras e pintinhas brancas sobre um fundo marrom-escuro, como um “pijama” cheio de estilo. Essa pelagem tem uma função importante: servir de camuflagem entre sombras e folhas, ajudando os pequenos a se esconderem de predadores. Por volta dos seis meses de idade, o padrão juvenil começa a desaparecer e dá lugar à coloração acinzentada e uniforme dos adultos.

Além de mudanças visuais, o comportamento desses animais também evolui — a anta jovem começa a explorar o ambiente sozinha e a se alimentar com mais autonomia. O filhote acompanha a mãe durante 18 meses a dois anos, quando finalmente está pronta para deixar definitivamente a infância para trás e seguir sua vida como adulta discreta e solitária da floresta.

Aos seis meses, esses animais assumem a coloração uniforme dos adultos.
Com pelagem cheia de listras e pintinhas, o filhote de anta usa seu “pijama camuflado” para se proteger. Aos seis meses, assume a coloração uniforme dos adultos. Foto: Zoológico FollyFarm

Rã-paradoxo (Pseudis paradoxa): o filhote gigante que vira um adulto “baixotinho”

Na maioria dos vertebrados, esperamos que os filhotes cresçam até se tornarem adultos maiores. Mas a rã-paradoxo faz exatamente o contrário! Encontrada em áreas alagadas e margens de lagos amazônicos, essa espécie chama a atenção pelo tamanho impressionante de seus girinos, que podem ultrapassar os 25 centímetros de comprimento.

Já os adultos, depois da metamorfose, medem cerca de 6 a 7 centímetros. Essa redução está associada a uma mudança de estilo de vida: os girinos vivem na água e precisam de velocidade e alcance, enquanto os adultos são mais discretos e vivem entre vegetação aquática. Apesar do tamanho reduzido, os animais adultos estão prontos para garantir a próxima geração de “gigantes temporários”.

O girino da rã-paradoxo pode ser três vezes maior que o adulto! Um crescimento invertido que só a natureza amazônica (e a Ciência) explica. Foto: Elson Meneses-Pelayo

Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis): da infância cinzenta ao rosa encantado

Ícone da Amazônia e estrela de muitas lendas, o boto-cor-de-rosa também passa por mudanças visuais curiosas ao longo da vida. Os filhotes nascem com coloração cinza-escura, uniforme e opaca, que serve como uma forma de camuflagem natural nos rios turvos da floresta. Essa tonalidade discreta ajuda os jovens a se protegerem de predadores, enquanto ainda estão sob os cuidados da mãe. À medida que crescem, principalmente os machos, a coloração do corpo começa a se modificar, e o rosa vai se tornando mais evidente.

A tonalidade rosada desses animais pode ter origem em múltiplos fatores: dilatação dos vasos sanguíneos próximos à pele (especialmente durante comportamentos sociais ou esforço físico), espessura da pele, atrito com o fundo dos rios e, claro, predisposição genética. Os botos atingem a maturidade sexual por volta 9 anos de idade e tamanho entre 1,80 e 2m (no caso da fêmeas). As fêmeas geralmente permanecem mais acinzentadas, enquanto os machos mais velhos e dominantes podem exibir um rosa intenso, quase fluorescente.

Os filhotes nascem cinzentos e discretos, mas ao longo da vida, especialmente os machos, vão ganhando tons rosados cada vez mais intensos. Na foto, um filhote de boto-cor-de-rosa resgatado no Rio Paila, Bolívia, por biólogos. Foto: Dado Galdieri_AP

Gavião-real (Harpia harpyja): penas brancas de bebê, garras de adulto

Nascida com penas brancas, expressão dócil e corpo desajeitado, o gavião-real, maior ave de rapina das Américas, esconde sob sua aparência angelical o futuro de um poderoso predador. Durante os primeiros 10 meses de vida, os filhotes são alimentados e protegidos pelos pais, mesmo depois de começarem a voar. Com o passar dos meses, as penas brancas são substituídas por plumagem acinzentada e preta, e o olhar se torna mais penetrante e predador.

As garras, que já nascem afiadas, ganham força e tamanho proporcional à caça. Apesar de começarem a voar cedo, as harpias só se tornam sexualmente maduras entre 4 e 5 anos de idade. Até lá, têm muito a aprender com os pais, e tempo de sobra para desenvolver as habilidades que as colocarão no topo da cadeia alimentar da floresta.

Com penas brancas e bico ainda suave, o filhote de gavião-real parece inofensivo. Mas as garras afiadas denunciam o que está por vir. Foto: Projeto Harpia

Na Amazônia, cada fase da vida revela uma nova versão dos animais que a habitam. Das pintinhas camufladas da anta ao rosa vibrante do boto, passando por metamorfoses surpreendentes e mudanças de comportamento, crescer na floresta é um processo cheio de estratégia, adaptação e beleza.

Observar essas transformações nos lembra que a natureza é dinâmica e criativa em cada detalhe do desenvolvimento animal. E assim, de filhotes a adultos, a biodiversidade amazônica segue nos encantando, sempre cheia de surpresas. Espero que tenham gostado do texto dessa semana!

Abraços de sucuri pra vocês, e até o próximo encontro com mais animais incríveis da nossa Amazônia!

Sobre a autora

Luciana Frazão é pesquisadora na Universidade de Coimbra (Portugal), onde atua em estudos relacionados as Reservas da Biosfera da UNESCO, doutora em Biodiversidade e Conservação (Universidade Federal do Amazonas) e mestre em zoologia (Universidade Federal do Pará).

*O conteúdo é de responsabilidade da colunista

Maria de Nazaré: saiba onde encontrar igrejas de Nossa Senhora Aparecida nos estados da Amazônia Legal

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Na Amazônia Legal, mas de 10 igrejas homenageiam a padroeira do país. Foto: Reprodução/Arquidiocese de Manaus

O dia de Nossa Senhora de Aparecida, uma das maiores representações do catolicismo no Brasil, é celebrado em 12 de outubro.

Considerada a Padroeira dos brasileiros, a santa recebe homenagens e celebrações por todo o país durante o mês de outubro, em comemoração, este ano, aos 308 anos da aparição de sua imagem.

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De Norte a Sul, milhares de fiéis demonstram sua fé nesta data, que é tomada de eventos como missas solenes, procissões e shows em homenagem à santa.

Leia também: Conheça as principais igrejas católicas da Amazônia

Quer prestar sua devoção à Padroeira e não conhece a igreja mais próxima da sua região?

Confira uma lista com algumas das instituições católicas dedicadas à Nossa Senhora Aparecida na Amazônia Legal:

Acre

  • Santuário de Nossa Senhora Aparecida: Rua Nossa Senhora Aparecida, Conjunto Manoel Julião, em Rio Branco.
Maria de Nazaré: saiba onde encontrar igrejas de Nossa Senhora Aparecida nos estados da Amazônia
Foto: Reprodução
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Avenida 25 de agosto, n° 2901, bairro Aeroporto Velho, em Cruzeiro do Sul.
Maria de Nazaré: saiba onde encontrar igrejas de Nossa Senhora Aparecida nos estados da Amazônia Legal
Foto: Reprodução/Diocese Cruzeiro do Sul

Amapá

  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Rua Guanabara, n° 612, bairro Pacoval, em Macapá.
Foto: Reprodução/Instagram-igrejanossasenhoraaparecida

Amazonas

  • Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida: Rua Alexandre Amorim, n° 341, bairro Aparecida, em Manaus.
Foto: Reprodução/Arquidiocese de Manaus
  • Paróquia Santos Mártires e Nossa Senhora Aparecida: Rua Angelim, n° 1913, bairro Centro, em Presidente Figueiredo.
Foto: Reprodução
  • Área Missionária Nossa Senhora Aparecida: Estrada Manoel Urbano, n° 2650, no Cacau Pirêra, em Iranduba
Foto: Reprodução/Arquidiocese de Manaus

Mato Grosso

  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Avenida Sagrada Família, n° 876, bairro Vila Aurora, em Rondonópolis.
Foto: Reprodução/Diocese de Rondonópolis
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Avenida Planalto, n° 550, bairro Centro, em Água Boa.

Leia também: Nossa Senhora da Amazônia, guardiã da Floresta e do povo Amazônico

Pará

  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Avenida Marechal Rondon, n° 2485, bairro Aparecida, em Santarém.
Foto: Reprodução/Arquidiocese de Santarém
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Rua Nossa Senhora Aparecida, n° 79, bairro Centro, em Rondon do Pará.
Foto: Reprodução/Diocese de Bragança

Rondônia

  • Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida: Rua José Amador dos Reis, n° 2810, bairro JK I/JK II, em Porto Velho.
Foto: Reprodução/Arquidiocese de Porto Velho
  • Santuário Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Avenida Daniel Comboni, n° 826, bairro Jardim Tropical, em Ouro Preto do Oeste.
Foto: Reprodução/Santuário Diocesano de Ouro Preto do Oeste

Roraima

  • Santuário Nossa Senhora Aparecida: Rua Roberto Costa, n° 519, bairro Aparecida, em Boa Vista.

Tocantins

  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Praça João XXIII, s/n, bairro Centro, em Colinas do Tocantins.
Foto: Reprodução/Movimento Mães que oram pelos filhos
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Praça José Eurico Costa, s/n, bairro Centro, em Aparecida do Rio Negro.
Foto: Reprodução/Arquidiocese de Palmas

Maranhão

  • Igreja Nossa Senhora Aparecida: Rua da Geografia, n° 1, bairro Cohafuma, em Foz do Rio Anil.
Foto: Reprodução/Arquidiocese de São Luís
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida: Rua Santa Rita de Cássia, n° 246, bairro São José, em São Luís de Montes Belos.
Foto: Reprodução/Diocese de São Luís

Leia também: Devoção: conheça os santos protetores dos Estados da Amazônia

Conheça os livros favoritos dos pequenos leitores da Amazônia

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A leitura abre portas e, muitas vezes, caminhos inteiros. É o que acontece com a pequena Júlia Rodrigues, de Uarini (AM), que utiliza a biblioteca comunitária do município, gerenciada pela Associação Vaga Lume. “Agora eu vou me interessar muito mais pelos livros. Acho que vou passar todo o intervalo da escola na biblioteca”, diz ela, com brilho nos olhos.

A Lei nº 11.899/09, que institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, reforça a importância de cultivar o hábito da leitura desde a infância e de incentivar a convivência da sociedade com a produção literária nacional. Com isso, a Vaga Lume encontrou uma oportunidade para valorizar ainda mais o universo dos livros, divulgando a lista dos títulos mais queridos pelas crianças que frequentam as bibliotecas da rede na Amazônia.

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Em Uarini (AM). Foto: Kleber José Jr/Vaga Lume

Leia também: Milton Hatoum: dez livros essenciais do escritor amazonense que transformou Manaus em literatura universal

O levantamento é fruto de uma pesquisa anual que analisa mais de 45 indicadores — desde a quantidade de leitores atendidos até as histórias por trás de cada empréstimo — além de aspectos como estrutura das bibliotecas, engajamento dos voluntários, mediações de leitura, atividades culturais, encontros virtuais e a satisfação das comunidades com o acervo. 

“O que descobrimos em nossas visitas é um universo leitor vibrante, repleto de crianças e jovens que só precisam de acesso aos livros para se tornarem grandes leitores. Não por acaso, em 2024 nossas bibliotecas registraram 52.727 empréstimos”, afirma Felipe Cincinato, coordenador de Comunicação da Vaga Lume. 

Entre os dez livros favoritos estão: A árvore Generosa, de Shel Silverstein (Companhia das Letrinhas); Bruxa, Bruxa, venha à minha festa, de Arden Druce (Brinque-Book); Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perrault (Companhia das Letrinhas); Diário de um Banana, de Jeff Kinney (VR Editora); Gildo, de Silvana Rando (Brinque-Book);O Grande Rabanete, de Tatiana Belinky (Moderna Literatura);O Grúfalo, de Julia Donaldson (Brinque-Book); O Menino Baleia, de Lulu Lima (Mil Caramiolas); O Sapo Bocarrão, de Keith Faulkner (Companhia das Letrinhas); e Vai embora, Grande Monstro Verde!, de Ed Emberley (Brinque-Book). 

Leia também: Conheça 20 livros de escritores indígenas de diferentes povos originários no Brasil

livros
Crianças conhecendo o acervo durante a implantação das bibliotecas de Novo Airão (AM). Foto: Kleber Jr/Vaga Lume

Leia também: 7 livros para quem quer conhecer o Festival Folclórico de Parintins

Essas obras revelam a diversidade literária que compõe os acervos da Vaga Lume, resultado de uma curadoria anual que privilegia diferentes autorias, formatos, narrativas e experiências de leitura. Cada título traz um encantamento único: O Sapo Bocarrão, por exemplo, surpreende com imagens em 3D que saltam das páginas e despertam risadas; já O Menino Baleia, de Lulu Lima, convida o leitor a mergulhar no universo sensível de Roger, um menino autista que aprende a lidar com o mundo por meio da metáfora de uma baleia que habita dentro de si.

Desde 2001, a Vaga Lume constrói pontes entre livros e crianças na Amazônia Legal. Hoje, está presente em 23 municípios, com 97 bibliotecas comunitárias em funcionamento. Ao longo dessa jornada, já foram doados 195 mil livros e formados mais de 6 mil mediadores de leitura — voluntários que transformam o momento da leitura em encontros de afeto e descobertas. Esse trabalho já impactou a vida de mais de 111 mil crianças e jovens. Em 2025, a rede cresceu ainda mais com a inauguração de três bibliotecas em Uarini (AM) e outras duas em Barreirinhas (MA), ampliando o alcance das histórias que inspiram sonhos e futuros. 

Como conclui Cincinato: “o acesso ao livro e à leitura é também acesso à cidadania e a futuros possíveis. Através da literatura, descobrimos novos mundos, mas também reconhecemos e aprofundamos nossas raízes. Por isso é tão importante incentivar a leitura desde cedo e valorizar as culturas locais do Brasil, ampliando o contato das crianças com a diversidade de temas, narrativas e autores que refletem quem somos como sociedade.”

Leia também: Conheça 6 livros infantis que reúnem lendas e folclore da Amazônia

Mediação de leitura durante a implantação da nova biblioteca em Axipicá, Oriximiná (PA). Foto: Vaga Lume

Sobre a Vaga Lume

Criada em 2001, a Vaga Lume está presente em 23 municípios da Amazônia Legal com 97 bibliotecas comunitárias em funcionamento. Em 2025 foram construídas cinco novas bibliotecas, sendo três em Uarini (AM) e duas em Barreirinhas (MA). Desde de sua fundação, já doou 195 mil livros e formou mais de 6 mil mediadores de leitura, voluntários que leem para as crianças, trabalho esse que já impactou a vida de 111 mil crianças e jovens. O seu propósito é empoderar crianças e jovens de comunidades rurais da Amazônia por meio da leitura e da gestão de bibliotecas comunitárias, promovendo intercâmbios culturais com a leitura, a escrita e a oralidade para ajudar a formar pessoas mais engajadas na transformação de suas realidades.

Selo de Direitos Humanos e Diversidade

Em 2024, a Associação Vaga Lume recebeu, pela terceira vez, o Selo de Direitos Humanos e Diversidade da Prefeitura de São Paulo. Em 2023, foi eleita pela terceira vez, sendo duas consecutivas, como a Melhor ONG de Educação do Brasil pelo Prêmio Melhores ONGs do Instituto Doar. No mesmo ano foi contemplada pelo novo prêmio United Earth Amazônia, na categoria ESG, da sigla em inglês Environmental, Social, and Corporate Governance (Ambiental, Social e Governança) e, também, foi uma das organizações selecionadas em todo o mundo para receber uma doação da filantropa MacKenzie Scott. Em 2022 foi vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura.

*Com informação da Associação Vaga Lume

Amazon Sat, Portal Amazônia e G1 Amapá transmitem a terceira edição do Círio na Rede em Macapá

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Foto: Reprodução/Governo do Amapá

O Círio de Nazaré, uma das maiores celebrações de fé na Amazônia, acontece neste domingo (12), e, em Macapá (AP), os fiéis que não puderem acompanhar presencialmente, poderão vivenciar a fé por meio da transmissão do projeto Círio na Rede, da Fundação Rede Amazônica (FRAM). 

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A procissão, que homenageia Nossa Senhora de Nazaré, será transmitida a partir das 6h (horário de Brasília), em TV aberta pelo canal Amazon Sat para os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima. Além disso, os fiéis também podem acompanhar o evento pelo Portal Amazônia e pelo G1 Amapá.

Segundo o coordenador do Amazon Sat, Lemmos Ribeiro, o projeto com transmissão do Círio de Macapá destaca que a grandiosidade da celebração na Amazônia é de suma importância para a cultura. 

“Transmitir esse evento é uma oportunidade única de preservar e divulgar uma das mais belas expressões de fé e tradição da nossa região. A fé no Círio está profundamente ligada à nossa identidade e à nossa linha editorial. Para muitos, essa transmissão também é uma chance de reviver a tradição, especialmente para aqueles que estão distantes de sua cidade natal”, afirma.

Iniciativas com os fiéis  

Além da transmissão, o Círio na Rede lança uma série de iniciativas para ampliar a participação dos fiéis e garantir acessibilidade e sustentabilidade durante a celebração. 

Entre as principais ações está a campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, realizada com apoio da Diocese de Macapá.

As doações podem ser trocadas por brindes promocionais com a marca do Círio na Rede, como forma de incentivar a solidariedade e beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade.

Leia também: Fundação Rede Amazônica promove terceira edição do Círio na Rede em Macapá

Círio
Foto: Reprodução/Acervo Amazon Sat

O evento contará também com um espaço exclusivo e adaptado para para pessoas com deficiência (PCDs) na missa do evento, realizada na Praça Santuário de Fátima. A estrutura contará com equipe de apoio, garantindo conforto, segurança e participação plena para todos os fiéis.

O projeto também prevê distribuição gratuita de água ao longo do percurso da procissão, ações de coleta seletiva de resíduos e campanhas educativas em diferentes plataformas. 

O Círio de Nazaré em Macapá é considerado um dos maiores eventos religiosos da Amazônia, reunindo cerca de 250 mil fiéis todos os anos.

A celebração ocorre sempre no segundo domingo de outubro, e inclui missas, procissões e apresentações culturais que expressam a devoção e a fé dos devotos de Nazaré. 

Foto: Reprodução/Acervo Amazon Sat

Círio na Rede

O projeto Círio na Rede chega a sua terceira edição e é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) com o apoio de: Prefeitura de Macapá, Geap Saúde, Grupo Equatorial; e apoio institucional de: Diocese de Macapá, Águas da Amazônia, Exército Brasileiro e Tratalyx.

Mãe e filha transformam sabores regionais em espaço inspirado nos povos indígenas

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Mãe e filha se uniram para criar um espaço diferente, mas mantendo a identidade acreana — Foto: Hellen Monteiro/g1 AC

Com a ideia de transformar a experiência de saborear a comida regional, mãe e filha se uniram para criar um espaço diferente, mas mantendo a identidade acreana. Utilizando a temática indígena, desde às louças até à customização do espaço, Beatriz Castro, de 27 anos, e a mãe Anny Castro montaram seu próprio negócio e realizaram o sonho de empreender no ramo alimentício.

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Tudo começou na pandemia, quando a mãe, que trabalhava como gerente de recursos humanos, saiu da empresa onde era empregada. A partir de então, a filha Beatriz e a companheira de Anny começaram a incentivá-la a fazer a rabada para vender. Em resumo, uma entrou com o tempero e a outra com o investimento.

Caldinho no tucupi já era conhecido pelos acreanos que frequentam eventos públicos — Foto: Hellen Monteiro/g1 AC

“A princípio, pensamos em outro ramo, mas com a pandemia ficou inviável. Como eu já conhecia a rabada dela, achava gostosa e eu sou chata para comida, comecei a incentivá-la e falei para ela fazer e vender que ia dar super certo”, contou Beatriz.

Em 2021, a mãe decidiu seguir o conselho da filha e, junto com a companheira, fazer sua famosa rabada para vender através do sistema de delivery. A primeira fase do empreendimento durou dois anos.

“Mas eu tinha muito problema com entregador. Era muito difícil achar funcionário responsável nessa época e, depois de dois anos, a gente teve a ideia de levar o caldo para um carnaval. Vimos que deu super certo e decidi fechar o delivery para começar a levar o carrinho a diversos eventos”, relatou Anny.

Do delivery ao carrinho

Com a empreitada das empreendedoras, elas decidiram fechar o delivery e levar o carrinho com o caldo a diversos eventos, entre Expoacre, festa junina, carnaval, festas privadas e comemorações de final de ano.

Um item do cardápio que é um dos mais vendidos são os bolinhos de macaxeira com rabo bovino e vem acompanhados de maionese criada por mãe e filha — Foto: Hellen Monteiro/g1 AC

“Era só rabada, aquele caldinho, que é nosso carro-chefe e todo mundo gostava. No começo, a gente só tinha um carrinho e agora temos três. Agora, mesmo com o espaço que temos, não vamos parar de levar o caldo para os eventos da cidade”, pontuou a mãe.

A filha, que deu a ideia inicial, preferiu dar apenas apoio moral no início, mas sempre teve a vontade de empreender em algo. Vendo o sucesso da mãe, a advogada conversou com o marido e os dois decidiram investir no negócio e reestruturar o empreendimento.

“As pessoas gostavam e procuravam um ponto, muita gente no pós-pandemia começou a querer sair, porque ficou muito tempo no isolamento, e a minha mãe tinha essa vontade de ter um espaço. Como a gente tinha a curiosidade de empreender, eu convidei ela: ‘vem com seu tempero e seus clientes que eu entro com o espaço’“, contou ela.

Do carrinho ao local próprio, com outras novidades

O caldinho no tucupi por si só já tem fama. Mas, para abrir um local, as duas não queriam que o espaço servisse apenas rabada e tacacá, como já ocorre em outros estabelecimentos locais.

“O caldinho muita gente já conhecia, mas para os outros pratos, nós fomos buscar a inspiração em Manaus, para conhecer um pouco mais da cultura nortista. A gente não queria que o cardápio ficasse simples. Queríamos implantar umas novidades. Algumas nós criamos, e outras nós buscamos a inspiração de outros lugares”, relatou Beatriz.

Mãe e filha se uniram para criar um espaço diferente, mas mantendo a identidade acreana — Foto: Hellen Monteiro/g1 AC

Uma das inovações trazidas pelas duas é um prato que não é comum no estado, mas que faz sucesso na capital amazonense: o açaí com peixe “Tem gente que gosta, tem gente que se assusta, porque o açaí é picante mas continua sendo doce. Então aqui já está no subconsciente que o açaí é um sobremesa e é doce. Tem muita gente que acha massa [sic.], e que também é de Manaus e vem aqui só comer esse prato. Tem dado super certo também”, comemorou ela.

Outro item do cardápio e que é um dos mais vendidos, segundo as empreendedoras, é o bolinho de macaxeira com recheio de rabo, que é uma releitura da rabada e utiliza a macaxeira, que é muito consumida na região.

“Nós quem inventamos e fizemos essa combinação. Os bolinhos são muito pedidos e muita gente não sai daqui sem experimentar. Também criamos uma ‘maionese fake’ para acompanhar. Isto porque ela [a maionese] não vai óleo, achamos que pesava muito. A maionese tradicional vai muito óleo e nessa, nós fizemos com o jambu”, mencionou Beatriz.

Sobre os produtos a base de tucupi, que tem um sabor muito presente nas receitas, Anny contou que, inicialmente, aprendeu a fazer sozinha a rabada que era sucesso entre amigos e família.

“Até hoje eu me pergunto como foi que eu aprendi a fazer essa rabada. Só sei que foi no dia a dia mesmo, fazendo para mim. A gente ia fazer uma festinha, eu ia e fazia a rabada e todo mundo gostava. Diziam: ”Nossa, que gostoso, que delícia essa rabada’. Aí fui experimentando, mudando minha própria forma de fazer e aprimorando até chegar como é servida hoje”, relembrou.

Ambiente mais personalizado

Dentro do restaurante, para ambientar à temática indígena, mãe e filha decidiram decorar e pintar com grafismos próprios utilizados pela cultura dos povos tradicionais e com a imagem de uma indígena e suas araras.

Até mesmo a louça é feita de cabaça e cerâmica, toda produzida por um oleiro local. Na parede, há também um cocar produzido por um artista acreano.

mãe e filha se uniram para criar um espaço mantendo a identidade acreana
Mãe e filha se uniram para criar um espaço mantendo a identidade acreana

As duas decidiram que a temática homenageada seria a indígena por conta dos ingredientes utilizados na rabada e no tacacá, que são, em sua maioria, vindas dos povos originários.

“A gente queria uma coisa mais personalizada, então a nossa escolha foi por algo mais artesanal. Em relação às cuias e esses copinhos, buscamos artistas que fizessem com a cabaça. Encontramos em Manaus e pedimos tudo de lá. Cada grafismo desse tem um significado e escolhemos esses para compor parte da decoração”, pontuou.

Cabaça é um fruto seco da planta da cuieira, muito comum no Brasil, utilizado há séculos como recipiente para água, alimento ou na produção de artesanato.

Futuro

Sobre os próximos passos, as empresárias contam que pretendem ampliar o negócio que, segundo elas, ainda é pequeno, com menos de 10 mesas “Agora os clientes dizem que o local é pequeno e aconchegante, e sentimos isso também, mas o plano é ter um local maior, talvez outros pontos. No futuro, queremos fazer um ambiente com brinquedoteca para os pais levarem suas crianças”, revelou Beatriz.

A advogada pontuou que trabalhar entre mãe e filha é desafiador, porém acredita que o negócio só tende a crescer “A convivência intensa entre família e trabalho gera um pouco de estresse. Mas aos poucos, a gente aprende a estabelecer limites e tem dado certo”, afirmou a advogada.

Por Hellen Monteiro, g1 AC — Rio Branco

Calculadora fornece dados de estoques de carbono presentes na vegetação

A nova versão da CCAL (Calculadora de carbono) consegue fornecer dados. Foto: Sara Leal/IPAM

A nova versão da CCAL (Calculadora de carbono) consegue fornecer dados que apoiam a implementação de programas jurisdicionais de créditos de carbono e na otimização de processos judiciais por dano climático. A plataforma é um mecanismo gratuito que calcula os estoques de carbono presentes na vegetação brasileira.

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O apoio a programas jurisdicionais de carbono é feito por meio da produção de relatórios com dados regionais. Esses programas são realizados por governos federais e estaduais, possibilitando o financiamento da proteção de florestas, ao vender o carbono capturado e armazenado na vegetação por meio do mecanismo de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).

Pesquisa avalia impacto das mudanças climáticas na mortalidade de árvores e emissão de carbono. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

“O CCAL fornece o que o mercado de crédito exige: dados com robustez e integridade climática a partir de uma redução comprovadamente atingida das emissões, promovendo transparência ao dado, uma vez que ele é facilmente acessível pela plataforma. Além de ser alinhado com os dados oficiais do governo federal informados à UNFCCC [Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas]”, indicou Gabriela Savian, diretora de Políticas Públicas do IPAM, em sua participação no painel sobre MRV (Mensuração Relato e Verificação).

Já a contribuição em processos judiciais de responsabilização por crimes ambientais se dá por meio da determinação da indenização de processos decorrentes do desmatamento ilegal. Calcula-se o valor monetário do impacto climático, também chamado de dano climático, que é estabelecido de acordo com a quantidade de carbono perdido na supressão vegetal, medida pela CCAL. O carbono perdido é precificado seguindo o valor da tonelada determinado pelo Fundo da Amazônia.

“A floresta é diferente de um acidente automobilístico em que você paga o reparo e, na semana que vem, seu carro está pronto de novo — talvez ela demore 30 anos para chegar na sua condição de biodiversidade original. Durante todo esse período em que ela não estiver atuando, por exemplo, para a regulação do clima, o desmatamento vai estar contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas”, pontuou Ana Carolina Bragança, procuradora da República, ao defender a ampliação da incorporação do dano climático à reparação de danos ambientais.

Calculadora de Carbono 2.0 é lançada pelo IPAM
Oficina de introdução à plataforma foi realizada durante o evento. Foto: Nikole Cantoara/IPAM

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Lançada há dez anos, a CCAL foi criada para apoiar o monitoramento das políticas climáticas do país, que tem 46% de suas emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo desmatamento, conforme dados do SEEG (Sistema de Estimativa de Gases de Efeito Estufa).

“O interessante da CCAL é que ela reúne, em uma plataforma, todas as informações que os pesquisadores precisam ao monitorar os estoques de carbono. É possível ver o fluxo do elemento, onde aconteceram os eventos de desmatamento e degradação. Tudo isso de forma acessível, gerando estatísticas e relatórios de maneira flexível para o usuário.”

*Com informação do IPAM

Pesquisa propõe biorrefinaria para ampliar o potencial econômico de espécies amazônicas

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Foto: Reprodução/Fapespa

A Amazônia se destaca como a maior reserva mundial de biodiversidade e variabilidade genética de plantas, animais e microrganismos, com mais de 30 mil espécies vegetais ainda pouco exploradas. Apesar de todo esse potencial, a cadeia produtiva dos recursos vegetais da região ainda é limitada. A maior parte da produção está voltada ao fornecimento de ingredientes de alto valor agregado, destinados, principalmente, a grandes indústrias nacionais e internacionais.

Nesse contexto, a iniciativa da biorrefinaria busca estudar a biodiversidade amazônica por meio do aproveitamento total de matéria-prima extraída da floresta, inclusive dos resíduos, visando ao reaproveitamento de todos os recursos naturais, promovendo a melhoria da qualidade de vida das comunidades, a oferta de novos produtos, a diminuição do impacto ambiental e o estímulo à sustentabilidade e à bioeconomia regional.

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A adoção do conceito de biorrefinaria para frutos amazônicos prevê o uso de técnicas ambientalmente inovadoras, como os processos de alta pressão, para extrair diferentes frações dessas matérias-primas. O objetivo, futuramente, é gerar bioprodutos de alto valor agregado, como óleos essenciais, extratos bioativos e funcionais, que poderão ser utilizados em embalagens biodegradáveis, alimentos, cosméticos, medicamentos ou bioinsumos agrícolas.

Biorrefinaria busca sustentabilidade 

Essa proposta inovadora, financiada pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), objetiva agregar valor a todas as etapas da cadeia produtiva dos vegetais, aplicando tecnologias sustentáveis que possam ser utilizadas tanto pelas empresas, quanto pelas comunidades que produzem a matéria-prima, reaproveitando resíduos, e assim permitindo a geração de renda para esses produtores durante todo o ano, e não apenas na entressafra.

A pesquisadora Luiza Helena Meller da Silva, da Universidade Federal do Pará (UFPA), está à frente do estudo BIORE-AMAZÔNIA – Biorrefinaria das cadeias de frutos Amazônicos: uma abordagem para intensificação da recuperação de óleos essenciais, moléculas bioativas e produtos de alto valor para ampliar o retorno econômico e social para os produtores do Pará.

Ela lidera uma equipe de pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), que trabalha em parceria com a empresa 100% Amazônia, localizada no município de Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins, no nordeste paraense.

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Pesquisa propõe biorrefinaria para ampliar o potencial econômico de espécies amazônicas
Foto: Reprodução/Fapespa

A partir dos resultados dos estudos, a pesquisa mostrou que a ucuúba, árvore típica da Amazônia, pode ser usada de forma sustentável para produzir tanto uma manteiga estável e rica em compostos benéficos, quanto extratos antioxidantes de alto valor.

O pracaxi, outra árvore amazônica, de cujas sementes se extrai óleo, também foi estudado pelos pesquisadores, que manipularam o óleo e os resíduos. Esse aproveitamento integral abre caminho para novos produtos nas áreas de cosméticos e saúde, trazendo benefícios econômicos e ambientais para a região.

O projeto da biorrefinaria foi iniciado em 2023, de acordo com a liberação dos recursos do Programa Amazônia +10, uma vez que as FAPs (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa) foram repassando os fomentos gradativamente, conforme o andamento das pesquisas.

Amazônia +10 

O projeto faz parte da primeira chamada da Iniciativa Amazônia +10, Programa que oportunizou os estudos de 500 pesquisadores, em 20 estados. Os investimentos foram viabilizados por meio das FAPs, totalizando R$ 41,9 milhões, distribuídos entre as 39 propostas apresentadas por 18 estados da Federação e pelo Distrito Federal.

Estas Instituições atuam em sinergia no estudo de propostas de biorrefinarias para matérias-primas selecionadas, viabilizando o uso integral dos resíduos do processo. Com os resultados expressivos das pesquisas, houve o desenvolvimento de equipamentos específicos para as matrizes amazônicas, elaboração de material didático para a coleta, armazenamento e transporte dos resíduos gerados no processo de produção em cadeia de frutos amazônicos, e treinamento dos profissionais em boas práticas de fabricação.

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Construção coletiva 

A bioeconomia baseia-se no uso sustentável para gerar produtos e serviços, sendo alternativa para combater o impacto ambiental e gerar renda para comunidades locais. A proposta do estudo parte da construção coletiva das demandas regionais, e está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Organização das Nações Unidas), e aposta na integração entre grupos de pesquisa, gestão pública e setor privado para promover uma bioeconomia mais inclusiva e sustentável na Amazônia.

O destaque na importância do estudo com a proposta da biorrefinaria é “gerar processos e produtos que possam promover a ampliação de renda e a diminuição do impacto ambiental através da agregação de valor, principalmente, dos resíduos que até o momento são descartados como lixo”, reforçou a pesquisadora Luiza Helena Meller da Silva.

Foto: Reprodução/Fapespa

Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, “agregar valor aos produtos da sociobioeconomia é a chave para avançarmos na geração de renda local. Atrelado a isso, teremos mais empregos para nossa população e um fortalecimento de todos os elos das cadeias produtivas”.

O governo do Estado impulsiona projetos sustentáveis, e “a Fapespa, como financiadora, tem papel fundamental na viabilização das etapas experimentais e pagamento de bolsas de pesquisa para os discentes do projeto”, completou a pesquisadora.

*Com informações da Fapespa

Cinema amazonense cruza fronteiras: ‘Dasilva Daselva’ é destaque no Festival Internacional FIFAC 2025

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Foto: Divulgação

Após conquistar três prêmios no Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, o documentário amazonense “Da Silva da Selva”, dirigido por Anderson Mendes, dá mais um passo importante em sua trajetória, pois foi selecionado para a competição internacional de curtas-metragens do Festival International du Film documentaire Amazonie Caraïbes (FIFAC), que acontece de 7 a 11 de outubro de 2025, na cidade de Saint-Laurent-du-Maroni, na Guiana Francesa.

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O filme será exibido na tarde deste sábado, 11 de outubro, no histórico Théâtre Kokolampoe, um dos principais palcos culturais do país e sede das mostras do FIFAC. Em Manaus, “Dasilva Daselva” conquistou os prêmios de Melhor Roteiro, Melhor Atuação (para o ator Moacy Freitas) e Prêmio Especial do Júri na 7ª edição do Festival Olhar do Norte, consolidando-se como uma das produções mais reconhecidas da recente safra do cinema amazonense.

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Um mergulho no universo de Da Silva da Selva

O documentário retrata o universo do artista plástico amazonense Da Silva da Selva, autodidata e visionário, cuja obra revela um mundo amazônico fantástico, onde ciência, espiritualidade e imaginação se entrelaçam. Mesmo diante da perda progressiva da visão, o artista manteve uma produção intensa e simbólica, criando um legado que transcende o tempo e o espaço.

Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, o filme conta com apoio do Governo do Amazonas, do Conselho Estadual de Cultura e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

“Estar no FIFAC 2025 é uma honra imensa para nós”, afirma o diretor Anderson Mendes. “Depois do reconhecimento em Manaus, levar o filme para um festival internacional na Guiana Francesa é um passo simbólico e potente.

documentário Dasilva Daselva
Foto: Divulgação

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O FIFAC é uma vitrine da produção documental da Amazônia e do Caribe, territórios com histórias e culturas únicas. Exibir a obra de Da Silva da Selva no Théâtre Kokolampoe é celebrar sua coragem artística e a força da arte amazônica”.

O ator Moacy Freitas, que também participa do filme, ressalta a importância do reconhecimento: “Ver ‘Dasilva Daselva’ alcançar um festival como o FIFAC me enche de orgulho. É uma oportunidade de mostrar o que se faz aqui na Amazônia com arte e alma. Levar nossas cores e nossa cultura para um público tão diverso fortalece nossa produção e nos inspira a continuar criando”.

Sobre o festival

O FIFAC chega à sétima edição consolidado como o principal festival de documentários da Amazônia e do Caribe francófono. A programação reúne filmes de 18 territórios diferentes, incluindo 32 produções — entre longas, curtas, séries e webdocs — que exploram temas ligados à identidade, meio ambiente, diversidade e cultura amazônica.

As exibições acontecem em espaços históricos do Camp de la Transportation, como o Manguier, o Lavoir e o Théâtre Kokolampoe, com entrada gratuita. Além das sessões competitivas, o festival promove encontros profissionais, debates, mostras temáticas e atividades formativas.

Mais informações e a programação completa estão disponíveis no site oficial: festivalfifac.com.

Sobre Saint Laurent-du-Maroni

Localizada às margens do rio Maroni, na fronteira com o Suriname, Saint-Laurent-du-Maroni é uma cidade marcada pela história e pela diversidade cultural.

Conhecida por abrigar o antigo presídio da Guiana Francesa, hoje transformado em espaço cultural, o município tornou-se um polo de convivência entre tradições amazônicas, caribenhas e europeias — cenário ideal para o FIFAC, que reflete essa pluralidade de vozes e olhares.

Aleam apresenta leis voltadas às mudanças climáticas e desastres naturais no Amazonas

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Foto: Danilo Mello/Aleam

A forte chuva registrada no início da tarde de domingo (5/10) em Manaus, que durou aproximadamente 40 minutos, causou alagamentos em vários pontos do Centro da cidade. Também houve desabamento de casas, queda de árvores e destelhamento de imóveis devido à força dos ventos.

Em sintonia com medidas voltadas a amenizar os impactos das mudanças climáticas e dos desastres naturais, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) apresenta Leis e Projetos de Lei (PLs) para proteger a população amazonense.

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O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que o Parlamento Estadual tem compromisso com a proteção da população e do meio ambiente.

“Nosso papel é criar leis que previnam desastres naturais, garantam respostas rápidas em situações de emergência e assegurem o apoio necessário às comunidades atingidas. Atuamos com responsabilidade e sensibilidade, conscientes de que cuidar das pessoas e do nosso território é uma prioridade permanente”, afirmou.

O deputado destacou que encaminhou reiteradas indicações à Prefeitura de Manaus, por meio do Requerimento nº 3.898/2024, solicitando a criação de um Comitê Municipal Permanente de Crise, com o objetivo de monitorar e atuar de forma antecipada diante de situações emergenciais.

A solicitação teve como base dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que aponta Manaus como a capital brasileira com o maior número de alertas de desastres emitidos em 2024.

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Outra medida defendida pelo parlamentar é a Lei nº 6.528/2023, de sua autoria, originada do PL nº 289/2023, que estabelece diretrizes gerais para a elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas.

“No Amazonas, as cidades localizadas às margens dos rios convivem com a realidade da subida e descida das águas, principalmente aquelas situadas em áreas planas, o que acarreta mudanças bruscas na vida das famílias. O município de Barreirinha, situado no Baixo Amazonas, é exemplo desse processo. Localizada em área de várzea, a cidade é atingida todos os anos pelo fenômeno natural das cheias, sofrendo constantes impactos ambientais, sociais e econômicos”, explicou o deputado.

Foto: Michel Castro/Rede Amazônica AM

A Lei nº 6.186/2023, originada do PL nº 460/2021, também de autoria de Roberto Cidade, isenta o cidadão do pagamento de taxas para emissão da segunda via de documentos danificados ou extraviados em decorrência de desastres naturais.

“A proposta isenta o cidadão que sofreu perdas em virtude de catástrofes naturais, notadamente por inundações ou incêndios, do pagamento de taxas para solicitar a confecção da segunda via de documentos emitidos pelo Estado do Amazonas”, detalhou o parlamentar.

Semana de conscientização

A Aleam também aprovou a Lei nº 7.707, de 16 de julho de 2025, originada do PL nº 917/2024, de autoria do deputado Comandante Dan (Podemos), que institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção contra Desastres Associados a Fenômenos Naturais e à Ocupação Urbana.

O parlamentar destacou que, nos últimos anos, o Amazonas tem sido palco de eventos climáticos extremos que evidenciam a urgência de ações preventivas e de conscientização sobre os desastres associados a fenômenos naturais.

“A cheia histórica de 2022 submergiu cidades inteiras, deslocando milhares de pessoas e destruindo infraestrutura vital. Em seguida, a estiagem severa de 2023 atingiu os 62 municípios do estado, decretando situação de emergência generalizada. Esse fenômeno reduziu os níveis dos rios a patamares alarmantes, isolando comunidades ribeirinhas e agravando a escassez de recursos básicos, como água potável e transporte fluvial”, afirmou.