Pesquisador afirma que “fungos são uma das maiores riquezas da biodiversidade da região amazônica”

Para Souza, os microorganismos - fungos - são uma das maiores riquezas da região amazônica que precisam ser melhor aproveitadas e também são um grande desafio.

Os fungos são os organismos com a maior diversidade na região amazônica e são apontados como uma potencial fonte de promoção do desenvolvimento socioeconômico. É o que aponta o pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), João Vicente de Souza, que palestrou nos ‘Seminários da Amazônia’ com o tema ‘Prioridades de Pesquisa com Fungos para valorização, desenvolvimento humano e preservação da Amazônia’, em que abordou a potencialidade de estudo dos fungos amazônicos.

Para Souza, os microorganismos – fungos – são uma das maiores riquezas da região amazônica que precisam ser melhor aproveitadas e também são um grande desafio. A pressão pelo desmatamento da floresta para a agropecuária e a abertura de estradas, como a Rodovia Álvaro Maia (BR-319), são algumas das ameaças ao conhecimento desses seres vivos e que são pouco conhecidos em relação à sua distribuição na Amazônia.

Os microorganismos são fontes potenciais de desenvolvimento por estarem envolvidos em diversas cadeias de transformação e na criação de novos produtos como combustíveis. O pesquisador apresentou algumas áreas de pesquisas prioritárias na Amazônia e as possibilidades de pesquisas com fungos que beneficiam o ser humano, como a descoberta de novos antibióticos. Souza destaca, ainda, que pesquisas com fungos trazem soluções para doenças que desafiam a sociedade como a esporotricose.

Seminários da Amazônia

Os Seminários acontecem duas vezes no mês, às 16h, no Centro de Convivência, campus 1 do Inpa, em Manaus (AM). A depender da ocasião, sessões extras podem ocorrer, inclusive com mudança de local. O evento é presencial (sem transmissão), aberto ao público e gratuito.

O próximo ‘Seminários da Amazônia’ será no dia 29 de agosto com a pesquisadora Camila Ribas, com o tema ‘Amazônia em movimento: biogeografia, evolução e conservação’.

*Com informações do INPA

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