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‘As bodas de Fígaro’: ópera encerra festival amazonense e conquista novo público

Ópera as Bodas de Fígaro. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

A apresentação das ‘Bodas de Fígaro’ marca o fim da programação da 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera. Na sexta-feira (16), a execução da obra de Mozart reuniu diversos tipos de público, dos que nunca tiveram contato com esse tipo de música aos apaixonados por ópera, que se uniram para acompanhar o evento. 

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O músico contrabaixista da Amazonas Filarmônica e Orquestra de Câmara do Amazonas, Roger Vargas, conta que já participou de 10 edições do Festival Amazonas de Ópera, mas a perspectiva de ver amigos e conhecidos da música pelo olhar da plateia é algo especial.

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

As bodas de Fígaro
As bodas de Fígaro encerra festival amazonense. Foto: Divulgação

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“Nós músicos geralmente ficamos no fosso [área abaixo do palco no Teatro Amazonas] e hoje vou acompanhar pela plateia, é uma emoção diferente. Fui aluno do Liceu Cláudio Santoro, me profissionalizei e hoje, como músico profissional, estou ansioso para prestigiar amigos igualmente talentosos”, afirmou. 

O projeto Ópera em Rede, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), visa aproximar a comunidade de novas experiências artísticas. O espetáculo foi transmitido ao vivo pelo canal Amazon Sat, Portal Amazônia e g1 Amazonas.

Um dos objetivos é proporcionar experiências para pessoas que nunca tinham ido para uma ópera. Como é o caso da estudante de 13 anos, Louise Gabriela, que participou do ‘Desafio da Ópera’, promovido pela FRAM, e ficou em segundo lugar, ganhando um par de ingressos para o Festival e um voucher no valor de R$ 300 em uma loja de instrumentos musicais.

Saiba mais: Festival Amazonas de Ópera: conheça o trabalho dos cenógrafos do espetáculo

As bodas de Fígaro
Público aprovou o espetáculo As Bodas de Fígado. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

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Além de ser a primeira vez em um espetáculo de ópera, foi a primeira vez da jovem no Teatro Amazonas. “Eu participei do desafio e conquistei o segundo lugar. Vim com a minha avó, é a primeira vez que eu entro no Teatro Amazonas e também que vejo ópera. Estou muito empolgada para assistir e ver o que as pessoas têm para apresentar para a gente. Acho que vai ser bem emocionante, é uma experiência ver as outras pessoas cantando e realizando sonhos”, pontuou a jovem, emocionada.

A ópera também pode ser um símbolo de conexão e memória afetiva entre mãe e filho. A secretária acadêmica Wilza Cláudia e seu filho, Gabriel, que é assessor de investimentos, foram juntos conhecer a história das bodas de fígaro.

“Desde pequeno, minha mãe me trazia aqui, por ser próximo do trabalho dela. Foram muitas visitações, espetáculos e desde aí despertou meu interesse pela arte, pela cultura e interesse também em vir mais vezes ao teatro”, declarou Gabriel. 

Leia também: Concurso de vídeos “Desafio Ópera em Rede” estimula produção artística com premiação de até R$ 1 mil

As bodas de Fígaro
As bodas de Fígaro encerra festival amazonense. Foto: Divulgação

Wilza diz que espetáculos como esse tem uma importância no desenvolvimento cultural das pessoas:

“Esse festival é um destaque do nosso Amazonas no cenário nacional. A importância desse festival de ópera para o Amazonas, para o Amazonense que tem a oportunidade de vir aqui ao teatro, prestigiar Mozart, por exemplo, é um benefício cultural. Para quem conhece cultura, para quem tem um pouco de conhecimento, estar aqui hoje é um privilégio”.

As bodas de Fígaro
Abertura do espetáculo. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

Ópera em Rede

https://www.amazonas.am.gov.br/O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

‘Golfinhos’ da Amazônia: conheça o boto cor-de-rosa e o tucuxi

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Um boto cor-de-rosa espera para ser alimentado por moradores ribeirinhos na região do Rio Negro em Manaus, no Amazonas — Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Um é exímio caçador e o outro é amigável e solitário. Os botos tucuxi e o cor-de-rosa são conhecidos na Amazônia pela inteligência e por manterem certo nível de interação com os seres humanos. Ao compartilharem hábitos e características, muitos podem pensar que são animais da mesma família, mas você sabia que eles pertencem a grupos diferentes?

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Segundo a bióloga Fábia Luna, que coordena o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para entender quais são as característica que diferenciam os dois mamíferos aquáticos. Ela explica que:

Leia também: Você sabia que os botos da Amazônia não dormem? Saiba por quê:

boto cor-de-rosa e o tucuxi
Boto tucuxi adulto no Parque Nacional da Amazônia, no Peru — Foto: Michael Nolan/Robert Harding Premium/robertharding/AFP/Arquivo
  • O boto-cor-de-rosa [também chamado cor-de-vermelho], faz parte da família Iniidae, formada por golfinhos exclusivamente de rios sul-americanos.
  • Já o tucuxi (Sotalia fluviatilis) é membro da família Delphinidae, que inclui golfinhos marinhos e o boto-cinza (Sotalia guianensis).

Mas como bons golfinhos, os animais também compartilham semelhanças. Por exemplo:

  • território, já que vivem nos rios da Amazônia, principalmente na região Norte do Brasil,
  • utilizam a ecolocalização para se orientar, ou seja, emitem sons para perceber obstáculos ao redor, localizar presas e navegar nos rios turvos da região.
  • Além disso, se alimentam de peixes e outros animais aquáticos.

Leia também: Entenda a diferença de comportamento entre os botos da Amazônia e se eles são mesmo “implicantes”

Parecidos… mas nem tanto

Segundo Fábio Luna, entre as características que distinguem os botos estão tanto a aparência física: cor, tamanho do focinho e até o nado. Além disso, o comportamento dos dois são distintos, já que esses animais evoluíram de forma diferente.

boto cor-de-rosa e o tucuxi
Boto. Foto: Reprodução / WWF
Aparência
  • Boto-cor-de-rosatende a ser mais robusto, com rosto ou focinho mais alongado e pode apresentar uma coloração mais rosada, principalmente machos adultos.
  • Tucuxi: é menor, com corpo mais hidrodinâmico e coloração cinza, semelhante aos golfinhos marinhos.
Comportamento
  • Boto-cor-de-rosa: costuma a ser solitário ou membro de pequenos grupos;
  • Tucuxi: é mais social, podendo ser encontrado em grupos maiores, além de ser comparativamente mais rápido e ágil em relação ao boto-vermelho.
Evolução
  • Boto-cor-de-rosa: pertence a um grupo de animais evolutivamente mais antigos, com características mais primitivas.
  • Tucuxi: é mais recente evolutivamente e diretamente relacionado aos golfinhos marinhos que adentraram nos rios há milhares de anos.

Enquanto os botos tucuxi e cor-de-rosa são abundantes nos rios amazônicos no Brasil, há outras espécies semelhantes em regiões próximas, como explica a bióloga.

Quando nos referimos aos botos-vermelhos estamos abordando as três espécies do gênero:

  • Inia geoffrensis – o boto-vermelho-amazônico, mais conhecido, ocupa grande parte da bacia amazônica (AC, AM, AP, PA e RR);
  • Inia boliviensis – o boto-da-Bolívia, ocorre em rios da Bolívia e marginalmente no Brasil (RO, MT e AM); e
  • Inia araguaiaensis – o boto-do-Araguaia, vive na bacia dos rios Araguaia e Tocantins (GO, MA, MT, PA e TO)”.

Este último foi reconhecido como espécie em 2014, contudo ainda há muitas discussões entre os estudiosos e pesquisadores do grupo quanto ao tema, explica a bióloga.

Mesmo com uma população relevativamente grande, a caça ilegal, a poluição dos rios, além das ruídos provocados pelas embarcações representam ameaças à saúde e à existência das espécies.

Leia também: Cientistas desenvolvem plataforma para mapear e ajudar na conservação de botos da Amazônia

Botos na cultura popular

Boto. Foto: Fernando Trujillo/Fundación Omacho

Figuras importantes no imaginário popular, o tucuxi é visto pelos ribeirinhos como um animal arredio, que costuma fugir do contato humano, enquanto o vermelho é brincalhão e até mesmo agressivo com as pessoas. No entanto, diante da ameaça do vermelho, os tucuxis se unem para proteger a vítima.

A lenda do boto é um dos mitos mais conhecidos da região amazônica e faz parte do folclore brasileiro. Segundo a tradição, o boto-cor-de-rosa se transforma em um homem elegante e, vestido de branco e usando um chapéu (para esconder o furo no topo da cabeça, marca de sua forma animal), ele encanta as mulheres, dança com elas e as seduz.

Diz a lenda que, depois do amanhecer, ele retorna às águas do rio, voltando à forma de boto. Muitas vezes, essa história era usada para explicar gestações inesperadas, dizendo que o pai do bebê era “o boto”.

*Por Agaminon Sales, g1 RO

Governo britânico financiará programa piloto para impulsionar atividades sustentáveis na Amazônia

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Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, esteve reunido no dia 16 de maio com a equipe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A missão esteve no Pará desde o dia 14, quando visitou o arquipélago do Marajó. A visita tem a finalidade de avaliar a implementação de projetos de assistência técnica voltados à cadeia produtiva do açaí.

A iniciativa integra um programa piloto financiado pelo governo britânico para impulsionar atividades de baixo carbono na Amazônia. O valor dos recursos disponibilizados é na ordem de 850 mil dólares, cerca de 4.822.730 reais, segundo informou Giovanni Queiroz.

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A missão serviu como um diagnóstico preliminar para alinhar as ações do BID às necessidades dos extrativistas, garantindo que os recursos sejam direcionados para impulsionar a economia local com foco em sustentabilidade.

A visita técnica no Marajó e posteriormente à sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) foi acompanhada pelo técnico da instituição, Victor Catuxo, que coordena o Programa Territórios Sustentáveis (PTS) pela secretaria.

Leia também: Ilha do Marajó, o maior arquipélago de mar e rios do mundo

Durante a reunião, o BID informou sobre a finalidade dos recursos que serão destinados às ações em duas regiões: no nordeste do Pará será o sistema agroflorestal e no Marajó o açaí.  

O secretário elogiou a iniciativa e disse que o BID propôs a parceria voltada às ações sustentáveis no Pará. “Vamos poder atender no mínimo seis municípios com três técnicos que eles irão ceder, todos qualificados; vamos atender o agricultor familiar e substituir áreas antropizadas por floresta produtiva que venha ao encontro de um anseio mundial, que é sequestrar carbono e fixar o homem no solo”, detalhou o secretário.

Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

Mapeamento

A comitiva do BID contou com a presença do especialista em projetos agrícolas Hernando Hintze e do consultor Fernando Souza. “O objetivo foi mapear as demandas dos extrativistas locais, visando estruturar políticas públicas que fortaleçam o manejo sustentável do açaí”, explicou o técnico Victor Catuxo. 

As agendas incluíram, segundo detalhou, reuniões com cooperativas, produtores e gestores públicos nos municípios de Breves e Melgaço. Em Melgaço, a equipe foi recebida pelo prefeito José Viegas, além de representantes das secretarias municipais de agricultura. Também foram realizadas visitas a áreas de cultivo para identificar desafios e oportunidades na produção.

A missão serviu como um diagnóstico preliminar para alinhar as ações do BID às necessidades dos extrativistas, garantindo que os recursos sejam direcionados para impulsionar a economia local com foco em sustentabilidade, conforme explicou o servidor da Sedap.

“A partir desse projeto piloto a gente vai começar a trabalhar atrelado diretamente às políticas do baixo carbono e necessariamente atrelado ao nosso grupo gestor estadual do ABC (Agricultura de Baixo Carbono do Estado)”, esmiuçou Catuxo. 

*Com informações da Agência Pará

FAO 2025: Como é o processo de criação do figurino em uma ópera?

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Figurino do Festival Amazonas de Ópera. Arte: Portal Amazônia

A música não é o único elemento que integra uma ópera. Na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), componentes como a cenografia, visagismo e o figurino fazem parte da ambientação.

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Os figurinos são elementos que auxiliam na construção dos personagens e do contexto histórico da ópera. Neste ano, o FAO apresenta ‘As bodas de Fígaro’ e a responsável por assinar os figurinos é a amazonense Melissa Maia, que atua há 15 anos como figurinista. 

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí após um caso confirmado; entenda

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Vacinação é para evitar que a doença se prolifere. Foto: Divulgação/Embrapa

A vacinação contra a raiva dos herbívoros tornou-se obrigatória no município de Apuí, no interior do Amazonas, após a confirmação de um caso da doença em um animal de produção da cidade. O alerta é da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e vale para todos os bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equídeos a partir dos três meses de idade.

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Segundo o órgão, o produtor precisa comprovar a imunização, apresentando na unidade da Adaf a nota fiscal da vacina, além de informar a data de aplicação e o número de animais vacinados, por espécie. O não cumprimento da obrigatoriedade deixa o produtor impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), impossibilitando a movimentação dos animais da propriedade irregular.

Leia também: Amapá registra caso de raiva bovina após 12 anos

Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí
Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí após caso ser confirmado em um animal, no AM. — Foto: Divulgação/Adaf

A vacinação contra a raiva dos herbívoros já é obrigatória nos municípios de Autazes, Careiro, Santo Antônio do Içá, Tefé, Urucará e Urucurituba e, agora, passa a ser também em Apuí, após a confirmação da morte de um animal pela doença, o que caracteriza um foco.

De acordo com a fiscal agropecuária médica veterinária Larissa Carvalho, que coordena o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros e Outras Encefalopatias (PNCRH) no Amazonas, medidas emergenciais estão sendo adotadas no município.

“Nós recebemos a notificação de um caso suspeito em Apuí, em abril, e agora, após exames laboratoriais apontarem resultado positivo para raiva, a Adaf publicou a Portaria 223, que torna obrigatória a vacinação no município. Além disso, vamos adotar medidas no foco e perifoco, que incluem captura de morcegos hematófagos e educação sanitária”, explicou.

Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí
Vacinação contra raiva se torna obrigatória em Apuí. Foto: Reprodução/YouTube – Amazon Sat

Leia também: Contato com morcegos e animais doentes ou mortos pode transmitir a raiva, alerta a Idaron

Para essa vacinação emergencial, que já está acontecendo, a Adaf identifica as propriedades que se encontram no raio de até 12 quilômetros do local onde o caso foi confirmado e avisa os produtores dessas áreas que eles têm que imunizar seus rebanhos. “Essas propriedades ficam bloqueadas no sistema para realizar qualquer movimentação e só conseguem o desbloqueio após a comprovação da vacinação”, detalhou Larissa.

Para o restante do município, a portaria estabelece que a obrigatoriedade da vacina passa a valer dentro de 60 dias a contar da publicação.

A Portaria 223 foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 6 de maio, mesmo dia em que foi divulgado o resultado confirmatório da prova biológica para raiva. O animal começou a apresentar sinais clínicos da doença no dia 26 de fevereiro e morreu dois dias depois.

A raiva é uma doença altamente letal e que pode ser transmitida para humanos. Por isso, a Adaf alerta os criadores para, em caso de suspeita, evitarem contato com os animais e notificarem a agência o mais rápido possível.

Os principais sintomas da doença são animal com andar cambaleante, isolando-se do rebanho, deitando lateralmente, com movimento de pedalagem com as patas, salivação excessiva e dificuldade de engolir.

Leia também: Fiocruz Amazônia realiza mapeamento de áreas de risco para surtos de raiva no Amazonas

*Com informações do g1 AM

Galeria: Festival Amazonas de Ópera 2025 conta com transmissão ao vivo pelo Amazon Sat

Foto: Reprodução/Amazon Sat

O espetáculo ‘As bodas de Fígaro’, de Mozart, no 26° Festival Amazonas de Ópera (FAO) contou com uma transmissão especial ao vivo em TV aberta para os estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá. A exibição ocorreu pelo canal Amazon Sat, g1 Amazonas e Portal Amazônia, diretamente do Teatro Amazonas.

A transmissão faz parte do projeto ‘Ópera em Rede’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), que tem como objetivo democratizar o acesso à música lírica e a valorizar a cultura amazônica. Confira os bastidores da transmissão:

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Festival Amazonas de Ópera 2025
Equipe do Amazon Sat nos bastidores da transmissão. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

‘Avião solidário’ transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação

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Avião solidário transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação — Foto: Divulgação

Duas fêmeas jovens de macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha cana), espécie típica da Amazônia, foram transportadas de Manaus (AM) para Guarulhos (SP) no dia 15 de maio, pelo programa Avião Solidário da LATAM, em uma ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, de Sorocaba (SP), e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).

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Tieta e Sofia, como são chamadas as primatas, chegaram ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Manaus no dia 12 de fevereiro, vindas do município de Tefé, no interior do Amazonas.

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'Avião solidário' transporta dois Macacos-barrigudos
Avião solidário transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação — Foto: Divulgação

Segundo o Ibama, a transferência tem como objetivo contribuir para a conservação dos primatas amazônicos, promover o bem-estar dos indivíduos e fortalecer a diversidade genética da população mantida fora do ambiente natural.

“O manejo e o cuidado com esses animais são fundamentais para garantir não só a saúde deles, mas também a continuidade da espécie em ambientes sob nossa responsabilidade”, explicou o Ibama em nota.

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'Avião solidário' transporta dois Macacos-barrigudos
Avião solidário transporta dois Macacos-barrigudos para projeto de conservação — Foto: Divulgação

O transporte aéreo reduziu para cerca de quatro horas um trajeto que, por vias terrestres, levaria mais de dois dias. O tempo de viagem menor garantiu mais segurança e conforto para os animais, que agora passarão a compor um novo grupo social no zoológico de Sorocaba.

Segundo a organização do programa Avião Solidário, desde sua criação, mais de 4,6 mil animais foram transportados gratuitamente no Brasil, além de toneladas de doações e insumos para situações emergenciais.

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Cetas

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) é um órgão do Ibama, gerenciado pelo governo federal, que abriga animais resgatados de, por exemplo, incêndio florestal, ou acidentados em ambiente urbano.

Estes centros também recebem animais silvestres por entrega voluntária ou oriundos de apreensão de fiscalização, recuperam e destinam esses animais por meio de soltura ou encaminhamento para empreendimentos de fauna devidamente autorizados.

Programa Avião Solidário 

Há mais de dez anos o programa Avião Solidário permite, por meio do transporte gratuito de passageiros e carga, apoiar comunidades do Brasil e de toda América do Sul com relação às necessidades de saúde, cuidados com o meio ambiente e catástrofes naturais. A missão com esse programa é abrir as asas para reduzir distâncias quando for mais necessário. 

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*Com informações do g1 AM

Brasil ganha zoneamento climático do abacaxi para todos os municípios

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Brasil ganha zoneamento climático do abacaxi. Foto: Davi Theodoro Junghans

O cultivo de abacaxi em território brasileiro acaba de ganhar um reforço importante: o primeiro Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) da cultura com abrangência nacional. A nova ferramenta, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), orienta produtores de todos os municípios do País sobre as melhores condições de plantio, com base em dados científicos e históricos.

Desenvolvido pela Embrapa, o novo Zarc atualiza e amplia a versão anterior, de 2012, e traz melhorias que prometem aumentar a produtividade e diminuir riscos, especialmente em regiões vulneráveis como o Semiárido.

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A nova versão traz três atualizações importantes. Uma delas é a classificação em três níveis de risco (20%, 30% e 40%) associados às fases de desenvolvimento de frutos, desde a floração, passando pela frutificação, até a colheita, sendo 40% o risco máximo aceitável para o cultivo. Com isso, são gerados calendários de plantio que indicam quando e onde a cultura pode ser mais produtiva e ter mais sucesso.

Brasil ganha zoneamento climático do abacaxi. Foto: Davi Theodoro Junghans

“Os riscos são importantes em diferentes períodos de desenvolvimento da cultura. Por isso, resolvemos usar critérios de riscos para quatro fases de crescimento: a fase 1, inicial, que seria a implantação e o desenvolvimento inicial da planta; a 2, do crescimento vegetativo; a 3, de indução floral e início de frutificação; e a fase 4, de desenvolvimento do fruto até a colheita”, detalha o engenheiro-agrônomo Mauricio Coelho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), responsável técnico e coordenador do Zarc Abacaxi.

Outra novidade é a categorização das classes de água disponível do solo, variando de 1 a 6, e não mais de 1 a 3. “A variação de 34 a 184 milímetros por metro de profundidade, dependendo da textura do solo, representa melhor os tipos de solos existentes no Brasil. Essas classes de solo têm a ver com o armazenamento de água, essa capacidade afeta muito o risco climático”, ressalta o cientista.

“Quanto menor for essa ‘caixa d’água’, mais acentuado vai ser o risco, a depender do solo. Se houver tendência de acúmulo prolongado de água no solo, também será um dos problemas da cultura é justamente o excesso de água. Áreas com encharcamento não são recomendadas para o cultivo do abacaxi”, esclarece Coelho.

Em relação a temperatura do ar, locais com probabilidades de geadas frequentes e plantios localizados em altitude superior a mil metros também foram considerados de risco climático elevado.

Outro avanço importante da nova versão é que, pela primeira vez, o sistema considera as exigências das principais variedades plantadas no Brasil, que foram divididas em dois grupos: ‘Pérola’, ‘Turiaçu’ e ‘Smooth Cayenne’ (grupo 1, mais rústico) e ‘BRS Imperial’, mais sensível aos estresses ambientais e que requer um cuidado maior no cultivo).

A portaria do Zarc Abacaxi obriga que, no estabelecimento de novas áreas com novas variedades devem ser utilizadas mudas produzidas em viveiros credenciados em conformidade com a Legislação Brasileira sobre Sementes e Mudas (Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, e Decreto nº5.153, de 23 de agosto de 2004).

Leia também: INPI reconhece primeira IG do Amapá: abacaxi de Porto Grande

Redução de riscos

Zoneamento do Abacaxi. Mapa: Embrapa

“A atualização do Zarc Abacaxi é de grande relevância para o Ministério da Agricultura, pois integra o esforço contínuo de modernização das ferramentas de gestão de riscos agropecuários. Sua atualização reforça o compromisso do Mapa e da Embrapa com a sustentabilidade e a resiliência da produção agrícola nacional”, afirma o engenheiro-agrônomo Hugo Borges Rodrigues, coordenador-geral de risco agropecuário do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.

“O principal benefício para o produtor que segue as orientações do Zarc é a redução do risco climático no cultivo, já que a ferramenta indica os períodos mais favoráveis ao plantio com base em critérios técnicos e científicos. Além disso, o cumprimento das recomendações do Zarc é condição para o acesso a importantes políticas públicas de gestão de riscos, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR)”, lembra Rodrigues.

Leia também: Plantios de abacaxi em Porto Grande, no Amapá, são patrimônio imaterial

Atualização dos dados meteorológicos

Eduardo Monteiro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e coordenador da Rede Zarc Embrapa, destaca as mudanças no novo zoneamento, em especial as ligadas à base de dados meteorológicos.

“Agora são considerados os dados meteorológicos atualizados até 2022, incluindo, portanto, dados bem mais recentes em relação ao zoneamento antigo”, salienta.

A base de dados meteorológicos é composta por séries históricas obtidas a partir das redes de estações terrestres, meteorológicas e pluviométricas convencionais e automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do sistema HidroWeb, operado pela Agência Nacional de Águas, e aquelas pertencentes ao Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), além de redes estaduais mantidas por instituições ou empresas públicas.

Zoneamento do abacaxi. Foto: Alessandra Vale

O pesquisador Domingo Haroldo Reinhardt, que coordena as pesquisas com abacaxi na região de Itaberaba – principal produtor de abacaxi do estado da Bahia – e faz parte da equipe técnica do Zarc, ratifica as melhorias da ferramenta: “A metodologia foi bastante aprimorada, principalmente quanto aos níveis de capacidade de armazenamento de água, ainda mais para a região semiárida, como é o caso de Itaberaba, onde existem variações grandes dentro do mesmo município. Sem dúvida, o produtor novo deve recorrer ao Zarc, assim como aquele produtor que quer investir em novas áreas de plantio”.

A opinião é compartilhada pelo pesquisador Aristoteles Pires de Matos, líder da Equipe Técnica de Abacaxi da Embrapa Mandioca e Fruticultura com forte atuação na implantação da cultura nos estados do Pará e Tocantins.

“O Zarc é importante para o produtor por uma série de razões. É preciso desmistificar que ele seja apenas uma ferramenta de financiamento, assim como não deve ser encarada como mais uma dificuldade na produção. Por exemplo, sabendo que o ambiente interfere na ocorrência de pragas e doenças, o técnico e o agricultor podem usar a informação do Zarc para dar uma ajustada no seu sistema e ter o monitoramento das pragas e doenças mais bem elaborado”, comenta Matos, também integrante da equipe do Zarc.

Segundo o especialista em geoprocessamento e agrometeorologia da Embrapa Cerrados Balbino Antonio Evangelista, integrante do grupo gestor do Zarc Embrapa, os estudos anteriores referentes ao abacaxi nem sempre utilizavam uma mesma base de dados e conhecimento de solos, clima e do sistema de produção da cultura unificada para todo o País.

“Eles também podiam ser regionalizados e realizados por equipes técnicas de diferentes regiões. Após a liderança da Embrapa, os estudos passaram a melhor representar as características climáticas do País, com continuidade espacial”, conta.

Evangelista participou em 2024, do evento Rota da Fruticultura, realizado pelo Governo do Tocantins — quarto colocado em produção de abacaxi no Brasil — que reuniu produtores, técnicos da Embrapa e de órgãos estaduais ligados à agricultura e demais agentes da cadeia produtiva do estado. “Foi uma excelente oportunidade de compreender o sistema de produção do abacaxi e conhecer as tecnologias empregadas, para assim levantar subsídios para melhor calibrar os nossos modelos de estudos de Zarc e assim, validar e melhor representar a realidade de campo”, ressalta.

Leia também: Estudo aponta que microvespa tem potencial para promover o controle biológico de pragas do abacaxi

Validação dos produtores

Pela primeira vez, o Zarc Abacaxi ganhou uma importante fase: a validação junto a produtores, técnicos e representantes da cadeia produtiva. Duas reuniões foram realizadas via internet com participantes das regiões Norte e Nordeste e da região Centro-Sul, respectivamente.

“Nós trabalhamos em um modelo que vai ser aplicado em todo o País, por isso, ele tem que representar bem as condições do desenvolvimento e dos riscos climáticos em todas as regiões. Precisávamos do feedback dos polos de produção para tentar corrigir alguma falha, se houvesse, antes da publicação das portarias”, explica Coelho.

BRS Imperial – Foto: JUNGHANS, Davi Theodoro

Para Fernando Barreto de Melo, engenheiro-agrônomo e gerente-executivo da Central de Suporte Técnico do Banco do Nordeste, que esteve presente à reunião de validação, o Zarc possui papel muito significativo no desenvolvimento da região.

“Ser produtor rural no Semiárido nordestino requer, além de paixão, muita resiliência, conhecimento técnico e capacidade administrativa, pois os desafios para produzir, principalmente na agricultura de sequeiro, em uma região com histórico de precipitação pluviométrica bastante irregular no espaço e no tempo, são imensos. Para o produtor, o Zarc possibilita menor risco e proporciona maiores possibilidades de sucesso no empreendimento. Para as instituições financeiras, é mais uma ferramenta que se une ao processo de crédito para dar mais segurança”, observa.

Silvia Abreu, engenheira-agrônoma da Gerência de Apoio à Produção Vegetal do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e coordenadora do Projeto Prioritário do Abacaxi em âmbito estadual, participou da validação do Zarc Abacaxi contribuindo com informações técnico-científicas sobre a cultura, especialmente relacionadas ao manejo e às condições edafoclimáticas ideais para o cultivo no estado, bem como das discussões e ajustes dos resultados, com base na realidade local dos produtores e nas observações de campo.

“Considero o Zarc uma ferramenta fundamental para o planejamento agrícola, que fortalece a segurança alimentar e contribui para a sustentabilidade econômica da atividade. Ele será incorporado às ações de planejamento da produção, elaboração de projetos de crédito rural e capacitação das equipes técnicas, garantindo que a assistência prestada esteja alinhada às condições mais favoráveis ao sucesso das lavouras”, informa.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado do Amazonas ocupa o oitavo lugar na produção nacional, com destaque para a variedade Turiaçu Amazonas, produzida em escala comercial.

O Zarc Abacaxi pode ser consultado de duas maneiras. Por meio da plataforma Painel de Indicação de Riscos, no site do Mapa, ou pelo aplicativo Zarc Plantio Certo, para acesso pelos sistemas operacionais Android e iOS, de forma gratuita.

Leia também: Cultivo de Abacaxi de Novo Remanso é declarado Patrimônio Cultural Imaterial do AM

Documentário recria mundo imaginário do artista amazonense Da Silva da Selva

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Foto: Divulgação

Arte, memória e floresta. A união desses três elementos compõem o documentário ‘DASILVA DASELVA’, dirigido por Anderson Mendes, sobre o legado do artista plástico Da Silva da Selva, nome fundamental da arte amazônica, cuja trajetória é resgatada com lirismo, afeto e rigor histórico. O lançamento ocorre no dia 21 de maio, a partir das 18h30 no Teatro Gebes Medeiros, em Manaus (AM), com entrada gratuita.

Realizado ao longo de um ano de intensa pesquisa, o filme mobilizou arquivos raros, materiais de acervo pessoal, registros em vídeo acumulados ao longo de décadas e depoimentos preciosos — incluindo a voz do próprio artista. Ao reconstruir esse percurso, o documentário se torna também um tributo à floresta, à arte e à força da imaginação amazônica.

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“Esse filme nasceu do meu desejo pessoal e afetivo de preservar a memória do meu tio. Mas acima de tudo, de reafirmar a importância de uma arte que brota da terra, que fala com os bichos, com as folhas, com o barro. DASILVA DASELVA é um gesto de amor e reconhecimento”, afirma Anderson Mendes, que além da direção, assina roteiro, montagem e trilha sonora da obra.

A narrativa do documentário ganha corpo com a presença potente do ator Moacy Freitas, que interpreta Da Silva da Selva em cenas dramatizadas inspiradas nos relatos e escritos do próprio artista. “Foi um desafio e uma honra. Da Silva é um ser que não cabe em molduras. Me emocionei muitas vezes no processo, me conectando com sua visão mágica da Amazônia”, diz Moacy.

A construção visual do filme é outro ponto de destaque. A direção de arte de Keylla Gomes foi essencial para recriar o universo do artista, entre pincéis, penas, pigmentos naturais e referências à floresta. A fotografia, assinada por Alexandre Pinheiro e Marcos Feitoza, valoriza texturas, luzes e detalhes que evocam tanto o gesto artesanal quanto o espírito onírico das obras de Da Silva, juntamente com o trabalho de captação de sons da floresta e mixagem que foi capitaneado pelo produtor audiovisual Adailton Santos.

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A produção do documentário ficou a cargo de Francy Jr. e Jorgemar Monteiro, que coordenaram com sensibilidade todas as etapas do projeto, garantindo que a realização respeitasse o ritmo e a profundidade que a memória exige. Ao longo dos meses de pesquisa, a equipe percorreu locais emblemáticos para o artista, ouviu familiares, amigos e especialistas, e traduziu em linguagem cinematográfica um legado que ultrapassa o campo das artes visuais.

Foto: Divulgação

Sobre o homenageado

Sebastião Corrêa da Silva, conhecido como Da Silva da Selva, foi um artista plástico amazonense com mais de 600 obras e 42 exposições realizadas no Brasil e no exterior. Ecologista, escultor e autodidata, desenvolveu diversas técnicas próprias, como o “bico de pena pintado” e o uso de canutilhos.

Apaixonado pela Amazônia, percorreu a floresta em expedições artísticas e dedicou sua obra à representação sensível da fauna, flora e imaginário amazônico. Em vida, doou mais de 500 obras ao acervo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

Sobre o diretor

Anderson Mendes é produtor cultural e cineasta premiado, com trajetória voltada à valorização das memórias e culturas amazônicas. Seus trabalhos, entre a ficção e o documentário, destacam narrativas de identidade, ancestralidade e preservação dos territórios. Em DASILVA DASELVA, além da direção, assina roteiro, montagem e trilha sonora.

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O projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo do Estado do Amazonas, por meio do Conselho Estadual de Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Ministério da Cultura e Governo Federal.

🎥 Confira o trailer:

Galeria: Veja os bastidores da produção de figurino para o FAO 2025

Produção de figurino da FAO. Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

Apesar de essencial, a música não é o único elemento que integra uma ópera. Na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), componentes como a cenografia, visagismo e o figurino fazem parte da ambientação.

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Os figurinos são elementos que auxiliam na construção dos personagens e do contexto histórico da ópera, como por exemplo a época em que se passa a obra ou o status social dos personagens, promovendo uma imersão na narrativa da ópera.

Neste ano, o FAO apresenta ‘As bodas de Fígaro’, ópera em quatro atos composta por Mozart, com estreia em 1º de maio de 1786 e que satiriza hábitos da nobreza. A ópera-bufa (comédia) se inspira em eventos e locais de Sevilha, na Espanha.

A responsável por assinar os figurinos do festival, conhecido internacionalmente e apreciado por fãs e críticos de ópera, é a amazonense Melissa Maia, que atua há 15 anos como figurinista. Confira alguns momentos do processo de organização dos figurinos:

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produção de figurino

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.