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Produtores de Roraima podem voltar a comercializar frutas após nova portaria do Ministério da Agricultura; entenda

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Cristóvão Rodrigues da Silva, 59 anos, um dos produtores de manga de Roraima — Foto: Lucas Willame/Rede Amazônica

Depois de anos de prejuízo por causa da mosca-da-carambola, produtores rurais de Roraima voltam a ter esperança com a flexibilização das regras para comercialização de frutas. A nova portaria do Ministério da Agricultura permite que áreas livres da praga possam exportar, desde que sigam uma série de exigências sanitárias.

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“A esperança que nós temos, agora, chegou. Agora a gente pode exportar nossa produção e de repente abrir [mercado] até pra Guiana Inglesa, vai melhorar muito para os produtores”

O relato acima é do fruticultor, Cristóvão Rodrigues da Silva, de 59 anos, mas o sobrenome dele também poderia ter persistência. Foi o que manteve ele na produção de manga, durante 15 anos de prejuízo por causa das restrições comerciais, provocadas pela praga mosca-da-carambola, em Roraima.

O primeiro “pé de manga” ele cultivou em 2010, no ano em que o inseto foi identificado pela primeira no estado. Era o começo das perdas que o produtor enfrentaria na plantação de 20 hectares, na região do Monte Cristo, zona rural de Boa Vista

A mosca ataca mais de 100 espécies de frutas. Durante a reprodução, a fêmea se alimenta e coloca ovos na polpa, os frutos não conseguem se desenvolver e caem precocemente.

Se há presença da mosca, o Ministério da Agricultura, define regiões de quarentena: locais de onde o transporte e comercialização para outros estados e países fica proibido. Em abril de 2023, Roraima inteiro foi declarado como área sob quarentena.

A determinação afetou todos os produtores. Mesmo aqueles de regiões sem a presença do inseto, ficaram proibidos de comercializar, inclusive Cristóvão. Ele afirma que a praga nunca foi encontrada na plantação, no entanto, somente em 2024, perdeu cerca de 30 toneladas de manga, metade da produção, que já vinha caindo, anos após ano.

Leia também: Roraima é declarada área de quarentena para mosca da carambola

A mosca-da-carambola ataca mais de 30 espécies. Foto: divulgação

“Eu trabalho aqui há 20 anos aqui, nunca tive mosca-da-carambola” afirma Cristóvão Rodrigues da Silva.

Em todo estado, segundo a Agência de Defesa Agropecuária (Aderr), pelo menos 90 produtores foram afetados, entre 2017 e 2025. Somando laranja e limão e por exemplo, as perdas são de mais de R$ 230 mil reais.

Leia também: Adaf reforça ações preventivas contra a mosca-da-carambola

O que muda com a nova portaria?

A esperança agora, de acordo com os produtores, é voltar a ter lucro com a flexibilização das regras, determinadas pela portaria do Mapa. O documento estabelece medidas a serem adotadas pelos órgãos de fiscalização, e também produtores rurais, para vigilância, contenção, supressão e erradicação da praga quarentenária Bactrocera carambolae, conhecida como mosca-da-carambola.

A comercialização dos frutos não foi liberada de forma irrestrita. Os fruticultores de áreas livres da praga, precisam seguir normas de segurança para produzir, transportar e comercializar os frutos.

Leia também: Pará avança rumo à erradicação da mosca-da-carambola

Produtores de Roraima podem voltar a comercializar frutas
Ilson Ferreira, 42, produtor na zona rural de Rorainópolis, sul de Roraima. — Foto: Lucas Willame/Rede Amazônica

As medidas incluem ações como levantamentos fitossanitários de detecção, delimitação e monitoramento dos insetos, coleta e destruição de frutos de hospedeiros, lacre das cargas de produtos enviados para outros estados, também a presença obrigatória de responsável técnico em cada região, para acompanhar processos como pré e pós-colheita.

A liberação para vender os frutos deve impulsionar o crescimento da fruticultura. A projeção da Aderr, com nova portaria, é que o número de produtores registrados aumente 40%, e ultrapasse os 150.

Para Cristóvão é tempo de retomada e otimismo. Ele fala de novos horizontes e que vai voltar a investir pesado em manejo e maquinário para produção de mangas.

Leia também: Aplicativo ajuda produtores rurais a gerenciar propriedades em Roraima

Mas nem todos estão otimistas

Armadilha para mosca-da-carambola — Foto: Lucas Willame/Rede Amazônica

“Por enquanto, a portaria não é boa pra gente que é pequeno produtor”.

A reclamação é de Ilson Ferreira, de 42 anos, produtor na zona Rural de Rorainópolis, sul de Roraima. Ele afirma que não vai conseguir vender a goiaba e o mamão que produz, mesmo com a liberação.

Como a produção é pequena, em média 20 caixas a cada três dias, lacrar a carga para transportar os frutos para Manaus, no Amazonas, sairá muito caro para o produtor. Além disso, há pouca disponibilidade de caminhões para frete de tão pouca carga.

O agricultor acredita que, por enquanto, vai continuar no prejuízo.

Hidroponia: produtor rural usa técnica de plantio sem uso do solo para cultivar alface em Roraima

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Produtor rural cultiva alface com técnica de hidroponia na zona Rural de Boa Vista, em Roraima. — Foto: Naamã Mourão/Rede Amazônica

Coentro, cebolinha e o alface são algumas das hortaliças que podem ser cultivadas com a hidroponia, uma técnica que utiliza apenas água e nutrientes para cultivar plantas, sem o uso do solo. Em Roraima, produtores rurais têm apostado no modelo como estratégia para aumentar a produção de forma econômica, mais sustentável e com maior qualidade ao consumidor. 

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Com uma estrutura que não utiliza terra, a técnica de cultivo substitui o solo pelo cultivo na água, onde é possível controlar melhor os nutrientes necessários ao plantio, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

O engenheiro agrônomo e consultor Victor Bosio é um dos produtores que utilizam o sistema hidropônico em Roraima. Proprietário de uma área de produção voltada ao cultivo de alface no Colina Park, zona rural de Boa Vista, ele cultiva a hortaliça em um espaço de aproximadamente 1.820 metros quadrados. A produção é voltada a atender ao mercado da capital roraimense.

Leia também: Hidroponia contribui com aumento significativo de alface no Amazonas

Hidroponia
Hidroponia no cultivo de alface em Roraima. — Foto: Naamã Mourão/Rede Amazônica

Leia também: Plantio sem o uso de solo: conheça a primeira produção hidropônica de Rondônia

“Despertou o nosso interesse devido a grande procura por hortaliças de alta qualidade aqui no nosso estado. Nós adquirimos de um antigo produtor que resolveu sair da atividade, então nós vimos como uma oportunidade de negócio fazer um investimento numa estrutura que já estava montada, e dar continuidade nesse segmento”, conta o produtor.

Com manejo considerado sustentável, o cultivo prioriza o uso de insumos biológicos, evitando o uso de defensivos agrícolas. O sistema conta com cinco caixas d’água de 5 mil litros cada, que abastecem toda a estrutura.

A água traz os nutrientes e percorre as canaletas de PVC onde as mudas de alface são cultivadas. A irrigação é controlada automaticamente: as bombas são acionadas, de forma aleatória, a cada quinze minutos entre 6h e 18h, garantindo o suprimento ideal para o crescimento das plantas.

“A gente tem tipos [de manejo]. O de águas profundas, a solução nutritiva e a oxigenação. Ela é frequente, então a raiz da planta está 100% em contato com a água, como se fosse um piscinão e essa planta estivesse suspensa em umas placas de isopor, basicamente isopor, e ela está 100% em contato com a água e a solução nutritiva”, explicou o engenheiro agrônomo.

Leia também: Projeto testa aquaponia como alternativa para criar peixe e produzir verduras no Amazonas

Hidroponia
Engenheiro agrônomo e produtor rural Victor Bosio, cultiva alface com técnica de hidroponia em Roraima. — Foto: Naamã Mourão/Rede Amazônica

Leia também: Produção de tambaqui cresce 20% em dois anos em Roraima

A sustentabilidade, segundo o produtor, é o diferencial do modelo de plantação já que a produção hidropônica tem uma irrigação cíclica, o que evita o desperdício de água. Além disso, o investimento com itens, como fertilizantes e defensivos, é menor em relação ao cultivo convencional.

“Nesse caso, de forma suspensa, a água é bombeada do lado da caixa, ela chega até essas canaletas, passa por elas, a planta absorve a água e o nutriente necessário, ela retorna novamente para a caixa”, ressaltou Victor.

Além do controle sobre os nutrientes, a estufa também possui um sistema de nebulização que ajuda a manter a temperatura ideal para o cultivo. Quando o calor aumenta, aspersores são acionados para umedecer o ambiente por três a quatro minutos, e regula a temperatura na estufa.

“A gente tem aqui uma diminuição de mão de obra, nós temos a diminuição de entrada de agroquímicos, e nós temos também a questão da ambientação e da intensificação da produção, no qual a gente consegue adensar e produzir mais em menos espaço”, completou Victor Bosio.

Para este ano, a expectativa do produtor rural é aumentar o alcance dos produtos hidropônicos no mercado roraimense e expandir a área de produção.

Por Naamã Mourão, Amazônia Agro — Boa Vista

Tudo que aconteceu no projeto Ópera em Rede 2025: veja os melhores momentos

Ópera em Rede 2025. Foto: acervo do projeto

Em 2025, o Teatro Amazonas mergulhou no universo da música lírica na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera. E a segunda edição do projeto Ópera em Rede, realizado pela Fundação Rede Amazônica, buscou democratizar o acesso a música e gerar visibilidade para a cultura amazônica.

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Com uma proposta ousada e inclusiva, o projeto levou apresentações e ações educativas a estudantes da rede pública e comunidades de Manaus, aproximando o universo da ópera a um novo público.

Entre as principais ações realizadas nesta edição estão: Desafio Ópera em Rede, Ópera nas escolas, Minha Primeira Ópera e ainda ocorreu a transmissão ao vivo da ópera ‘As bodas de Fígaro’, de Mozart. Veja alguns dos melhores momentos:

Leia também: Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas

Ópera nas escolas

A Escola de Tempo Integral Zilda Arns Neumann, localizada em Manaus (AM), foi palco da primeira ação do projeto. Com pocket shows de trechos de óperas famosas e minipalestras explicativas sobre esse estilo musical, os alunos ficaram encantados, muitos dos quais nunca haviam tido contato com esse tipo de espetáculo.

A quadra poliesportiva da escola foi transformada para receber a programação, enquanto na área externa, os estudantes puderam conhecer figurinos utilizados no Festival Amazonas de Ópera (FAO) e aproveitar espaços interativos e “instagramáveis”.

Saiba mais: ‘Ópera nas Escolas’ leva arte e encantamento a estudantes da rede pública em Manaus

Ópera em Rede
Ópera em Rede 2025. Foto: acervo do projeto

Saiba mais: Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas

Minha primeira ópera

Realizada no dia 12 de maio, a iniciativa ‘Minha Primeira Ópera‘ proporcionou a “estreia” de muitos manauaras no Teatro Amazonas, com a apresentação de dois atos do clássico ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart.

A diretora Lidiane Lozana levou 250 estudantes ao teatro. “Muitos pais e alunos nunca viveram isso. Houve uma grande mobilização para que tudo acontecesse. É um aprendizado que eles vão levar para a vida toda”, disse.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Isabelle Lima e Diego Andreoletti/Portal Amazônia-Amazon Sat

Saiba mais: Veja quem são os vencedores do Desafio da Ópera, promovido pela Fundação Rede Amazônica

Desafio

A iniciativa convida participantes a produzirem vídeos originais interpretando trechos de óperas, com premiações para os melhores colocados.

Os três vídeos mais bem avaliados serão premiados com vouchers e ingressos para o 26º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que será realizado no Teatro Amazonas.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Divulgação/Fundação Rede Amazônica

Saiba mais: Galeria: Veja os bastidores da produção de figurino para o FAO 2025

Bastidores

Apesar de essencial, a música não é o único elemento que integra uma ópera. Na 26ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), componentes como a cenografia, visagismo e o figurino fazem parte da ambientação.

A responsável por assinar os figurinos do festival, conhecido internacionalmente e apreciado por fãs e críticos de ópera, é a amazonense Melissa Maia, que atua há 15 anos como figurinista. Confira alguns momentos do processo de organização dos figurinos.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Diego Andreoletti/Amazon Sat

Saiba mais: ‘As bodas de Fígaro’: ópera encerra festival amazonense e conquista novo público

As bodas de Fígaro

A ópera ‘As bodas de Fígaro’, idealizada por Wolfgang Amadeus Mozart, em 1786, encerra as apresentações do festival este ano, no Teatro Amazonas. Criada com libreto de Lorenzo da Ponte, a obra se baseia na peça de teatro de mesmo nome de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais. Estreou em Viena, na Itália, mas se ambienta em Sevilha, na Espanha.

Ópera em Rede 2025. Fotos: Layanna Coelho/Amazon Sat e Isabelle Lima/Portal Amazônia

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Ifap apresenta projeto para construção de campus fluvial inédito na Amazônia

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Projeto do campus fluvial do Ifap, no Amapá. Foto: Reprodução/Ifap

O Instituto Federal do Amapá (Ifap) apresentou um projeto inédito na Amazônia: um campus fluvial. A ideia é atender comunidades ribeirinhas e levar cursos de qualificação, técnicos e de graduação para quem mora distante dos centros urbanos.

O projeto, que está em fase de captação de recursos para execução, prevê uma embarcação com salas de aula, energia solar como principal fonte de eletricidade e sistema sustentável de coleta e tratamento de dejetos.

Leia também: Conheça os tipos de embarcações mais usados na Amazônia

De acordo com o reitor do instituto, Romaro Silva, a iniciativa reduz a evasão escolar, amplia oportunidades e promove a cidadania, assegurando que mesmo em locais remotos, a educação continue sendo um direito fundamental.

“Aos olhos do governo federal, regiões como a ilha do Marajó e as ilhas do Bailique compõem um espaço necessário para que o Estado consiga chegar com educação pública gratuita e de qualidade por meio da educação profissional. Pensando nessa perspectiva e analisando também os desafios da região amazônica, nós no Ifap, desenhamos uma proposta inovadora que é o campus fluvial”, disse o reitor.

O reitor informou ainda que a unidade vai possuir um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) próprio e vai usar a pedagogia da alternância.

“Nós levaríamos em consideração as vivências que esses alunos têm na comunidade e, ao mesmo tempo, durante algumas semanas do mês nós estaríamos com os profissionais nesses territórios ofertando cursos técnicos e de graduação”, informou.

A proposta prevê 40 professores e 26 técnicos para atuação no campus fluvial. Com a alternância dos atendimentos, a expectativa é que a unidade realize até 800 matrículas ao longo de um ano.

Atualmente o Ifap possui os campi: Macapá, Laranjal do Jari, Porto Grande, Santana, Oiapoque e Pedra Branca do Amapari. Está em construção ainda o campus de Tartarugalzinho.

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Veja a relação de cursos propostos:

Cursos de Formação Inicial e Continuada ou Qualificação Profissional:

Eletricista de Sistemas de Energias Renováveis
Redeiro de Pesca
Agricultor Familiar
Agricultor Orgânico
Açaicultor
Assistente Financeiro
Agente de Desenvolvimento Cooperativista
Condutor de Turismo de Pesca
Agente de Informações Turísticas
Agente de Recepção e Reservas em Meios de Hospedagem

Curso Técnicos – Forma Concomitante:

Técnico em Recursos Pesqueiros
Técnico em Pesca
Técnico em Agricultura
Técnico em Cooperativismo

Curso Técnicos:

Técnico em Sistemas de Energia Renovável
Técnico em Recursos Pesqueiros
Técnico em Pesca
Técnico em Agricultura
Técnico em Fruticultura
Técnico em Cooperativismo
Técnico em Guia de Turismo

Cursos Superiores:

Tecnologia em Produção Pesqueira

Pós-Graduação lato sensu:

Energias Renováveis
Agroextrativismo Pesqueiro e Desenvolvimento Rural
Gestão de Recursos Naturais

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Livro ‘O menino analógico’, que resgata memórias da década de 1980, é lançado em Rondônia

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A capa do livro feita com recortes de revista e aquarela. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

O escritor Júlio Olivar, membro da Academia Rondoniense de Letras, radicado em Vilhena (RO), lança seu oitavo livro — o primeiro infantil — , ‘O Menino Analógico‘, uma obra que resgata a essência da década de 1980, um tempo pré-internet, com ilustrações únicas e um texto saudosista.

Com 50 páginas, a edição do autor é distribuída gratuitamente e traz uma história envolvente que revive a infância em uma cidade chamada Vila Alegria.

A narrativa acompanha Juca, um menino filho de pais analfabetos, que recorda brincadeiras ingênuas e momentos de solidariedade em um universo rural.

Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

O livro também reflete sobre consumo e injustiças sociais, tornando-se, segundo o autor, “uma leitura inspiradora para crianças e adultos”.

As ilustrações são do artista plástico Pablo Mack, feitas em nanquim com uma técnica primitiva (utilizando varetas de bambu no lugar de canetas e pincéis), que garante a autenticidade dos tempos analógicos.

Para obter uma cópia digital gratuita, basta contatar o autor pelo Instagram @julio_olivar.

O ilustrador Pablo Mack com o autor Júlio Olivar. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

Rede Virtual de Museus é lançada no Pará em parceria com o Fórum de Museus da Amazônia

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Com linhas neoclássicas, o Palácio Lauro Sodré, que abriga o Museu do Estado do Pará, é uma relíquia do patrimônio arquitetônico. Foto: Marcelo Seabra/Agência Para

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) do Pará, por meio do Sistema Integrado de Museus e Memorias (SIMM), lançou a Rede Virtual de Museus e Pontos de Memória no dia 15 de maio. O projeto tem como objetivo dar visibilidade aos museus, pontos de memória e demais iniciativas comunitárias.

O lançamento ocorreu no auditório Eneida de Moraes, no Centro Cultural Palacete Faciola, como parte da 23ª Semana Nacional de Museus. 

Leia também: Conheça a Amazônia através de cinco museus da região Norte

A Rede é fruto de uma parceria entre a Secult e o Fórum de Museus de Base Comunitária e Práticas Socioculturais da Amazônia, e busca alinhar as ações desenvolvidas no estado com as diretrizes do Plano Nacional Setorial de Museus 2025-2035 do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

A partir de agora, as organizações interessadas podem ter um espaço de divulgação no site oficial dos museus do Estado (museus.pa.gov.br). Diversas categorias serão incorporadas na Rede, incluindo museus, pontos de memória, iniciativas comunitárias, entre outras. A proposta é agregar os interessados aptos a uma estratégia de legitimação que viabilize a captação de novas parcerias institucionais.

“Eventualmente a gente recebe essas demandas de alguns outros museus, parceiros, que gostariam de estar no nosso site de alguma forma. Então, o estabelecimento dessa rede pode ser uma forma de fortalecimento de todos os espaços museológicos do estado, não somente os do sistema integrado de museus [da Secult]. A gente está iniciando hoje a construção colaborativa dessa rede, das metas que podemos planejar e alcançar juntos”, conta a pesquisadora do SIMM, Cássia da Rosa.  

As instituições interessadas poderão se inscrever para integrar a Rede através de um formulário disponível no site dos museus. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail redevirtual@museus.pa.gov.br.

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*Com informações da Secult Pará

MP-RO pede suspensão de lei que ‘perdoa’ crimes ambientais e legaliza ocupações em unidade de conservação no estado

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MP-RO pede suspensão de lei que ‘perdoa’ crimes ambientais. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) entrou na Justiça, no dia 12 de maio, para tentar suspender uma lei que “perdoa” multas por crimes ambientais e regulariza a situação de pessoas que vivem ou trabalham irregularmente na Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná.

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“A atuação do MP é em defesa da coletividade e da proteção do meio ambiente, principalmente daquela unidade de preservação ambiental, que é patrimônio público. Logo, ela não pode ser utilizada para favorecer determinados grupos, principalmente invasores, que já vêm registrando muitos danos ambientais da RESEX ao longo dos anos”, aponta a promotora Dra Edna Capeli.

A norma foi criada pelo deputado Dr. Luis do Hospital (MDB), chegou a ser vetada pelo governador Coronel Marcos Rocha, mas a Assembleia Legislativa derrubou o veto e aprovou a medida por conta própria. Ela está em validade desde o fim de abril.

Leia também: Aplicativo para denunciar crimes ambientais criado no Amapá é finalista em premiação nacional

MP-RO pede suspensão de lei
Área da Resex Jaci-Paraná, em Porto Velho — Foto: Marcio Isensee e Sá/Oeco

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O Ministério Público argumenta que a lei é inconstitucional, fere princípios da Constituição e enfraquece a proteção ambiental no país. Segundo o MP, a norma também vai contra a Lei Federal nº 9.985/2000, que diz que reservas extrativistas devem ser usadas apenas por populações tradicionais, proibindo ocupações irregulares e atividades econômicas com fins comerciais.

Ainda segundo a ADI, a lei aprovada cria um cenário de impunidade ao permitir, na prática, o perdão de multas por crimes ambientais e o cancelamento de processos judiciais relacionados à ocupação irregular da reserva, o que pode gerar insegurança jurídica.

O pedido de medida cautelar foi encaminhado ao Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), que irá decidir, inicialmente, sobre a suspensão imediata da lei. Em seguida, o mérito da ação será julgado, com possibilidade de declaração definitiva de inconstitucionalidade da norma.

Leia também: Operações resultaram na aplicação de R$ 234 milhões por crimes ambientais no primeiro bimestre em MT

MP-RO pede suspensão de lei
MP-RO pede suspensão de lei que ‘perdoa’ crimes ambientais. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Leia também: Força Nacional combate crimes ambientais no Amazonas e em Mato Grosso

Outro ponto destacado pelo MP-RO é que a nova lei, ao autorizar a regularização das ocupações dentro da reserva, não estabelece critérios claros ou mecanismos para a recuperação das áreas já degradadas.

“A norma ignora a necessidade de restaurar o meio ambiente local, não especificando como ou quando serão implementadas ações para recompor a vegetação nativa ou compensar os danos ambientais causados nas últimas décadas”, afirma o Ministério Público.

Outro problema identificado pelo órgão é a ameaça para as comunidades tradicionais que vivem regularmente dentro da Resex, uma vez que o programa foi criado sem ouvir essas pessoas.

Leia também: Aplicativo permite denúncias de crimes ambientais na Amazônia

MP-RO pede suspensão de lei
Tecnologias utilizadas para combater as novas táticas dos crimes ambientais em Mato Grosso. Foto: REM/MT

O MP ressalta ainda que a ausência de diretrizes para resolver disputas de uso da terra, somada à fragilização dos instrumentos de fiscalização e punição, cria cenário de insegurança jurídica, capaz de estimular novas invasões e de dificultar a convivência pacífica na unidade de conservação.

Com base nos argumentos, o órgão pede que a norma seja declarada inconstitucional.

Leia também: Estado e União alinham ações de combate aos crimes ambientais na Amazônia

O que é RESEX Jaci-Paraná

Criada em 1996, com cerca de 200 mil hectares, localizada entre os municípios de Porto Velho e Nova Mamoré, a Resex Jaci-Paraná é classificada como unidade de uso sustentável, ou seja, permite a presença humana, mas com regras voltadas à conservação.

Foi pensada para proteger comunidades tradicionais e o modo de vida baseado na extração de produtos da floresta, como látex, castanha e açaí.

Dados de monitoramento ambiental citados pelo MP apontam que, entre 2012 e 2022, a extensão de áreas ocupadas por atividades agropecuárias na reserva aumentou 239%, enquanto a área de floresta foi reduzida em mais de dois terços.

Por Agaminon SalesJaíne Quele Cruz, g1 RO

Mestre Sacaca, do Amapá, vai ser enredo da Mangueira no Carnaval de 2026

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Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, completaria 100 anos em 2026. Foto: Blog Porta Retrato-AP

O amapaense Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, será homenageado no enredo da Estação Primeira de Mangueira no carnaval de 2026, no Rio de Janeiro. A escola de samba carioca apresentou no dia 16 o novo enredo: ‘Mestre Sacaca do encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra’.

Sacaca morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. A escola de samba destacou que o amapaense utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e no cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias.

Leia também: Linha do tempo: Museu Sacaca reúne acervo sobre modo de vida dos povos indígenas e ribeirinhos no Amapá

Por conta do trabalho realizado ele ficou conhecido como “doutor da floresta” em diferentes cidades.

“Ele dedicou a vida à defesa da floresta e das tradições, práticas e culturas afro-indígenas. Por essa razão, a Mangueira, contadora de diferentes histórias brasileiras, celebra essa figura que é uma das caras do nosso país diverso e de dimensões continentais”, disse a escola de samba.

A Mangueira descreveu que Sacaca representa os encantos da região e é uma titulação xamânica. O tema, por sua vez, mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país.

“Estamos falando de algo inédito na historiografia da Mangueira: tratar de costumes afro-indígenas. Mesmo no Brasil, muitas vezes ainda predomina uma visão monolítica sobre a Amazônia, com muitas narrativas e personagens ainda inexplorados ou sem ter a devida atenção”, descreveu Sidnei França, carnavalesco da Mangueira.

Museu Sacaca, em Macapá. Foto: Divulgação/GEA

Raimundo Souza participou do carnaval amapaense por mais de 20 anos seguidos como o Rei Momo e tinha a Boêmios do Laguinho, como escola de samba do coração. Foi enredo das agremiações Solidariedade, Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Império da Zona Norte, além de vários blocos carnavalescos.

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No esporte, Sacaca destacou-se como técnico que revelou craques amapaenses e também como massagista. Atuou no Esporte Clube Macapá, quando o time foi campeão do primeiro Copão da Amazônia, em 1975.

Após a morte, recebeu a mais alta condecoração da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture. A homenagem póstuma foi concedida em 2018 à família em uma cerimônia no Rio de Janeiro.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Acre sedia 15ª Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e as Florestas; veja programação

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Acre vai sediar reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores. Foto: Diego Gurgel/Secom AC

O Acre é sede da 15ª Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e as Florestas (GCF Task Force) entre os dias 19 e 23 de maio. A capital Rio Branco vai receber líderes de 11 países e mais de 43 estados e províncias. Este ano, o evento tem como tema: “Nova Economia Florestal: Conectando Governos, Povos e Oportunidades”.

O estado acreano foi escolhido para sediar o evento em 2023, durante a 13ª edição que ocorreu em Mérida, no México.

Nessa sexta-feira (16), na Biblioteca Pública, no Centro da capital, o governador Gladson Camelí falou que o evento vai colocar o Acre no centro das atenções globais com o protagonismo no desenvolvimento sustentável.

“É uma oportunidade única de mostrarmos ao mundo as potencialidades do nosso Acre, cumprindo com os acordos ambientais já firmados, debater novos métodos para, ao mesmo tempo, preservar e também criar emprego e renda com um agronegócio sustentável”, enfatizou.

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O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, em entrevista à Rede Amazônica Acre, destacou o estado acreano está preocupado com as questões ambientais e mudanças climáticas extremas que são vividas atualmente. 

“Estamos passando por secas severas e depois cheias. Então, esse é um momento que a gente recebe essas pessoas para fazer um debate de alto nível para criar consensos com relação ao que a gente vai levar de proposta também para a COP30”, afirmou.

Carvalho afirmou que o evento, além de oportunizar troca de experiências, será um espaço de onde irão sair importantes deliberações a serem discutidas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em Belém (PA).

“A gente vai receber um bom número de autoridades. Estão chegando 500 pessoas envolvidas, parceiros, setor privado, representantes de embaixada. Todo mundo está empenhado em discutir esse tema tão importante para a gente, como encontrar soluções para essa nova economia de base florestal que também responda a essas questões de enfrentamento às mudanças climáticas”, disse.

Estratégias de combate

É a segunda vez que o estado está sediando o evento, pois já foi palco dos debates em 2014. O secretário Leonardo Carvalho frisou que os líderes debaterão estratégias de combate ao desmatamento e economia de baixo carbono.

“A gente sabe que o Acre é pioneiro em vários debates climáticos. A gente, na Secretaria de Meio Ambiente, está coordenando o eixo técnico e nesse momento a gente vai ter alguns dias de sessões de trabalho técnico, discutindo bioeconomia, infraestrutura natural e programas de rede jurisdicional, que é o nosso crédito de carbono”, explicou.

Leia também: Estudo aponta caminhos para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia

Ainda segundo o secretário, o estado acreano tem experiência de mais de 12 anos de implantação de créditos de carbono. Outro tema que deve ser discutido durante as reuniões, será a intensificação produtiva.

“A gente quer um agro sustentável, um desenvolvimento também para as pessoas, mas a gente tem que estar de acordo com as conformidades ambientais e discutir também essa participação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais nessa repartição de benefícios. Vão ter muitas discussões”, garantiu.

“Vai ter a reunião de alto nível dos governadores, quando vão poder falar também desses grandes anúncios, acordos e parcerias que estão sendo feitos em prol dessas políticas públicas de mudanças climáticas e de meio ambiente”, afirmou.

O secretário de Meio Ambiente do Acre acrescentou também que o evento irá ajudar a economia acreana. “É importante porque movimenta e mostra que o Acre e a cidade de Rio Branco podem receber eventos de grande porte”, evidenciou Leonardo Carvalho.

Força-Tarefa GCF

A Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF Task Force) é uma rede global de governadores e autoridades subnacionais com a participação de mais de 43 estados e províncias de 11 países, que atuam em conjunto, com o intuito de proteger florestas tropicais, reduzir emissões de carbono e promover o desenvolvimento sustentável.

A reunião da GCF ocorre anualmente em um local escolhido por meio de votação pelos seus participantes. Em 2023, o Acre foi escolhido para sediar a reunião anual, durante a GCF Task Force que ocorreu na cidade de Mérida, no México.

Sua principal função é a implementação de políticas e ações regionais locais e globais para alcançar os objetivos propostos. Dentre eles está o combate ao desmatamento, a proteção das florestas e a promoção do desenvolvimento sustentável, impulsionando soluções que beneficiem os seres humanos e o planeta.

As iniciativas da GCF abrangem a construção de programas para REDD+ e desenvolvimento de baixas emissões, além de promover a conexão desses programas com financiamento público e privado.

Confira a agenda completa

Segunda-feira, 19 de maio

  • Reunião Técnica Matinal – Comitê Global de Povos Indígenas e Comunidades Locais (Fechada, somente para convidados).
  • Reunião da Comissão Executiva da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCFTF) à tarde (Fechada, somente para convidados).

Terça-feira, 20 de maio

  • 9h às 16h – Reunião de Negócios/Assembleia Geral (Fechada, somente para convidados).
  • 20h – Jantar dos Delegados do GCFTF (Fechado, somente para convidados).

Quarta-feira, 21 de maio

  • Visitas técnicas de 6h às 7h30 e das 17h30 às 19h30

Quinta-feira, 22 de maio

  • Abertura do segmento das sessões de trabalhos técnicos
  • Local: Universidade Federal do Acre (Ufac), Teatro e Centro de Convenções. (Entrada mediante credenciamento prévio).

Sexta-feira, 23 de maio

  • Evento de abertura do segmento de alto nível da GCF
  • Local: Universidade Federal do Acre, Teatro e Centro de Convenções. (Entrada mediante credenciamento prévio).

*Por Hellen Monteiro e Júnior Andrade, da Rede Amazônica AC

Portal Amazônia responde: o que é etnoturismo? 

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Etnoturismo em aldeia indígena. Foto: Reprodução/Setur Rondônia

O etnoturismo é uma forma de turismo voltada para a valorização da diversidade cultural de povos e comunidades locais. Por meio dela, turistas têm a oportunidade de imergir em costumes, história, gastronomia, rituais e estilo de vida desses grupos, como indígenas e quilombolas.

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De acordo com o doutor em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Deivison Molinari, essa prática está em expansão em diversas regiões do mundo, principalmente na Amazônia.

“Essa forma de turismo é muito presente na Amazônia e em vários lugares do mundo, pois permite um contato e uma imersão na cultura de povos originários indígenas e quilombolas”, declarou Molinari.

Além de fortalecer a identidade cultural dessas comunidades, o etnoturismo também é uma importante ferramenta para o desenvolvimento sustentável, contribuindo com a geração de renda e o incentivo à preservação local.

Leia também: Etnoturismo: fortalecimento das tradições, cultura e economia indígena na Amazônia

6 lugares para visitar na Amazônia

A Amazônia brasileira abriga uma imensa variedade de povos indígenas, cada um com suas próprias expressões artísticas. Conheça alguns lugares que oferecem experiências de etnoturismo na Amazônia:

Comunidades Cipiá, Tatuyo, Diakuru e Tuyuka (Amazonas)

Localizadas as margens do rio negro, a menos de 40 km da area urbana de Manaus, essas comunidades oferecem roteiros turísticos que englobam contação de histórias e lendas, apresentação de danças e rituais, pinturas corporais e confecção de artesanatos que representam crenças e etnias. 

Comunidade Indígena Diakuru
(92) 99162 9276

Comunidade Indígena Tuyuka
(92) 9476-2232
Instagram: @aldeiatuyuka

Comunidade Indígena Cipiá
(92) 99118 4736
Instagram: @aldeia_cipia
E-mail: aldeiacipia.am@gmail.com

Comunidade Indígena Tatuyo
(92) 98439 5341
Instagram: @tatuyos_oficial

Foto: Janailton Falcão/Amazonastur

Parque Nacional do Xingu (Mato Grosso)

Região habitada por diversos povos indígenas, com suas próprias tradições, línguas e costumes, os viajantes têm a oportunidade de compreender a relação que as comunidades têm com a terra, aprender sobre práticas tradicionais de manejo sustentável e a rica mitologia que permeia suas vidas cotidianas.

Foto: Reprodução/Maioba Turismo

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Comunidade Indígena Raposa 1 (Roraima)

Situada no estado de Roraima, essa comunidade indígena oferece experiências imersivas que incluem cerimônias sagradas, gastronomia tradicional e técnicas artesanais passadas de geração em geração. A visita proporciona um olhar mais profundo sobre o modo de vida das etnias locais, como os Macuxi e os Wapichana, valorizando seus saberes e fortalecendo o turismo de base comunitária.

Leia também: Governo Federal assina acordo para promover e desenvolver etnoturismo em territórios indígenas