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Desintrusão da Terra Indígena Arariboia gera R$ 956 mil em infrações

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Terra Indígena Arariboia. Foto: Secom/Divulgação

A operação realizada pelo governo federal para desintrusão da Terra Indígena Arabóia, no Maranhão, gerou R$ 956 mil em autos de infração, a retirada de cercas ilegais e a elaboração de 66 notificações para regularização de criadores de gado que atuam na região.

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Ao todo, foram 382 ações realizadas nesta semana. As medidas são coordenadas pela Casa Civil da Presidência da República e envolvem uma força-tarefa de órgãos federais.

A operação começou em fevereiro deste ano e cumpre uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para retirada de não indígenas do território, que é ocupado pelos povos Guajajara e Awá.

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Além da Casa Civil, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Ministério dos Povos Indígenas participam da operação. 

O plano apresentado pelo governo federal para desocupação da Terra Indígena Arabóia foi aprovado no ano passado pelo STF. 

A discussão chegou ao Supremo por meio de uma ação apresentada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para obrigar a adoção de medidas para desocupação dos territórios durante o governo de Jair Bolsonaro.

*Com informações da Agência Brasil

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Pesquisa sobre qualidade da água em Manacapuru é selecionada para apresentação em congresso nos EUA

O estudante Matheus Nogueira, do 5º período da Afya, Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, teve sua pesquisa acadêmica com o tema: “Qualidade da água e saúde intestinal: avaliação do acesso à água tratada e da prevalência de endoparasitoses em Manacapuru, interior da região amazônica”, selecionada para apresentação na 9ª edição do Congresso Mundial sobre Doenças Infecciosas. O evento acontece em outubro, em Orlando, na Flórida, reunindo especialistas de diversas partes do mundo.

O estudo desenvolvido por Matheus integra o programa de Iniciação Científica da Afya Manacapuru e tem como objetivo investigar a relação entre o acesso e o consumo de água não tratada e a infecção por parasitoses na população do município.

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O estudante Matheus Nogueira realizou a pesquisa. Foto: Divulgação

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A pesquisa teve início em setembro de 2024, no Laboratório Central de Análises Clínicas de Manacapuru (LACEN), onde Matheus realizou entrevistas com pacientes, coletando dados e amostras fecais para análise laboratorial.

A investigação busca não apenas compreender a relação entre o consumo de água não tratada e infecções, mas também contribuir com informações que possam auxiliar em ações de conscientização e políticas de saúde pública. A pesquisa ainda está em andamento e pode ser conferida no link.

Sobre a seleção para um evento tão importante dentro da área científica, Matheus Nogueira afirma que sempre teve interesse por experiências acadêmicas internacionais.

“Movido pela relevância científica do tema, me dediquei à busca por congressos globais na área de doenças infecciosas e encontrei o World Congress on Infectious Diseases como uma oportunidade ideal”, conta.

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O estudante Matheus Nogueira realizou a pesquisa. Foto: Divulgação

Para garantir a participação no evento, o estudante da Afya submeteu um resumo detalhado da pesquisa, que passou por uma avaliação criteriosa de uma banca científica, analisando aspectos como relevância, originalidade, rigor metodológico e contribuição para a área.

Durante o congresso, Matheus apresentará sua pesquisa em uma exposição oral de 20 minutos. Esta será a primeira vez que ele apresentará os resultados do estudo e sua estreia em um congresso internacional.

“É um marco desafiador na minha trajetória acadêmica, que só foi possível graças ao apoio de tantas pessoas queridas. Sou muito grato à minha família, amigos, à Faculdade Afya Manacapuru e à equipe de pesquisa, sob a orientação das professoras Ádrya Souza e Dra. Nadielle Castro”, destacou.

O evento em Orlando reunirá pesquisadores e especialistas de diversas partes do mundo para debater os avanços no estudo das doenças infecciosas. 

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Conheça a história de Valentina Marques: a atriz do interior do Amazonas que virou protagonista de filme da Globo

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Foto: Divulgação

Entre os rios e a imensidão da floresta amazônica, a jovem atriz Valentina Marques percorre a BR-174 desde os seis anos de idade em busca de seu lugar nos palcos e nas telas. Pelo sonho de ser atriz, ela e a família viajam toda semana mais de 100 quilômetros de Presidente Figueiredo a Manaus, no Amazonas, para a menina se aperfeiçoar no teatro. Agora, aos 13 anos, Valentina coleciona premiações e comemora a estreia como protagonista de um filme da TV Globo.

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O rosto dela ainda carrega traços infantis, mas a trajetória já tem a consistência de uma veterana. Natural da Paraíba, Valentina cresceu no Amazonas, terra escolhida pelos pais para viver. Ela começou sua trajetória de estudos na Casa de Artes Trilhares, em Manaus, e rapidamente passou a ser um nome conhecido nos bastidores dos festivais locais.

Participou de montagens como A Paixão de Cristo e Auto de Natal e conquistou prêmios nacionais que deram maior visibilidade ao seu talento. Em 2021, venceu o Festival Nacional de Monólogos. No ano seguinte, levou o Prêmio Jorge Fernando, ambos como melhor atriz. Em 2024, foi homenageada no Festival de Cinema Galo da Serra como Artista Destaque do Ano.

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Atriz Valentina Marques. Foto: Divulgação

No audiovisual, a virada de Valentina Marques veio com a série Cangaço Novo, da Amazon Prime Video, onde interpretou a versão jovem da personagem Dinorah. A crítica elogiou. O público percebeu o talento da jovem amazonense de coração.

A estreia como protagonista de um filme da TV Globo, exibido na Tela Quente e já disponível no Globoplay, é um novo capítulo na trajetória da jovem atriz, que almeja participar de novelas e de outros filmes.

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“Minha paixão pelo teatro, pelas artes, e por interpretar nasceram comigo e, a cada novo personagem, me sinto desafiada e realizada. Continuo me dedicando muito, estudando bastante porque quero estar preparada para desafios ainda maiores, como trabalhar em novelas”, disse.

Fora das câmeras, Valentina também é modelo, apresentadora e repórter mirim. Cita Maísa e Larissa Manoela como suas maiores inspirações. Na escola, a jovem também é das mais dedicadas. Adquiriu fluência no Inglês, com certificado Cambridge, pensando em viajar ainda mais longe.

“A arte é o que me realiza e eu entendi, com a ajuda dos meus pais, que a gente precisa estudar muito para chegar aonde a gente quer. Então, eu me dedico ainda mais, porque é o que eu amo e é também uma forma de estar preparada para agarrar as oportunidades”, disse.

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Dois dias em baixa frequência

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Não saberia dizer exatamente quando começou. Talvez tenha sido em uma reunião em que saí incomodado e com uma sensação ruim. Eu me senti, de certa forma, agredido, embora não diretamente. Respondi, de maneira também indireta, mas não da forma que eu gostaria. Talvez a fala da pessoa não fosse para mim e, aí, uma posição mais contundente não faria sentido. Me questionei se estaria certo, mas não poderia ter certeza. Nutri, porém, um sentimento ruim com a situação, alimentado ainda por outros argumentos que me vinham à mente. Sim, talvez tenha sido este o momento em que algum tipo de gatilho foi disparado. 

Comecei a ficar um tanto irritado e mais sensível a certos incômodos. Não fui bem atendido na padaria, por exemplo. A fila estava longa, o tratamento não foi cortês e, excessivamente lento, me fazendo desperdiçar um precioso tempo. 

No trânsito, cada fila que eu pegava era a que andava mais devagar. Tinha sempre alguém sem pressa, andando como se estivesse passeando, em pleno dia de semana. Alguns mais espertos furavam a fila, passando à frente do carro lento, deixando quem estava na sequência, ainda mais atrás. Inaceitável uma coisa dessas, pensava. 

O noticiário, particularmente, parecia ainda mais duro. Mais um caso de feminicídio, um outro acidente gerado por ingestão de bebida alcoólica, um novo escândalo de corrupção, casos de violência policial e as catastróficas previsões dos efeitos da guerra das tarifas internacionais. Os fatos não eram novos, mas naquele momento, pareciam tornar o mundo ainda mais perigoso.  

Meu smartphone simplesmente, do nada, apagou. Tinha um pouco mais de um ano de uso e não era possível que tivesse acontecido isso. Como ficar sem o celular? Alguns contatos importantes seriam feitos naquele dia. Os bancos, particular e da empresa, cartões, tudo estava lá dentro. Por onde começar? O contato com a assistência técnica revelou que a garantia havia se expirado há 35 dias. Mesmo pagando pelo conserto, seria preciso enviar pelo correio o aparelho, aguardar a avaliação e os procedimentos poderiam durar até 10 dias. Numa assistência local, talvez um pouco menos. Seria preciso comprar um novo aparelho, mesmo que mais simples, para uso imediato. 

O novo aparelho, mais simples nos recursos, para mim era mais complexo no uso, não conversando com o anterior, por ser de outra marca e adotar um outro sistema, com diferentes processos, botões e símbolos, que precisariam ser aprendidos. Fui ficando mais agitado e cada pequena dificuldade com o aparelho parecia um enorme problema.  

Neste estado de ânimo, discuti com a minha mulher, que não estava me ajudando suficientemente a lidar com a situação. Ela que tinha mais jeito do que eu para entender a lógica do novo aparelho, também estava perdendo a paciência com a minha impaciência. 

Notícias da família e de amigos não eram animadoras e até o ritmo do trabalho não parecia o mesmo. As coisas andavam de maneira truncada, exigindo mais esforço e mais tempo. A equipe, custando a responder. Os resultados, aparentemente bons, não geravam a mesma sensação de gratificação. As coisas a fazer pareciam mais volumosas e difíceis de serem conciliadas.  

Foi quando percebi o que estava acontecendo. Pode ter sido na tal reunião acima, ou não, mas, em algum momento, eu caí em uma armadilha e permiti baixar a frequência de minha mente e de meus atos. Nada de relevante havia mudado na minha vida, mas o nível de felicidade sim. 

Não sei se você entende o que quero dizer, mas vivemos todos em uma determinada frequência, que influencia os acontecimentos externos e, mesmo independentemente deles, determina o nosso nível de felicidade normal. A neurociência, a psicologia positiva e pensadores como Platão, Carl Jung e Mokiti Okada, dentre outros, nos ensinam isso.  

Foram dois dias de baixa frequência que me valeram um reforço de aprendizado. Ter percebido o que estava acontecendo me possibilitou adotar um novo posicionamento e retornar a minha frequência normal. Vale para todos nós. Nossos pensamentos e ações conscientes, ou não, podem nos aproximar ou afastar da felicidade. 

E você, como anda a sua frequência nestes dias? O que você pode fazer para elevá-la ainda mais?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Garimpo Legal do Ouro na Amazônia: Recomendações para um Adequado Controle dos Impactos Socioambientais

Garimpo: venda de ouro exigirá nota fiscal eletrônica – Foto: reprodução

Apesar de legalizado, o garimpo de ouro na Amazônia provoca impactos socioambientais semelhantes aos da atividade ilegal, como desmatamento, contaminação por mercúrio, conflitos com povos tradicionais e trabalho escravo. É o que aponta um novo estudo do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) e do Amazônia 2030, que alerta para falhas na regulação e na fiscalização da atividade, hoje cada vez mais dominada por empreendimentos de grande porte.

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De acordo com o estudo dos pesquisadores Gabriel Cozendey, analista legal sênior do CPI/PUC-Rio, e Joana Chiavari, diretora de pesquisa da instituição, mostra que o garimpo legal tem crescido de forma acelerada na Amazônia Legal: entre 2016 e 2023, 82% das áreas com permissão para garimpo de ouro no Brasil foram concedidas na região, totalizando 630 mil hectares, o equivalente a quatro vezes o território da cidade de São Paulo.

O Pará e o Mato Grosso concentram a maior parte dessas permissões. No Pará, o problema se agrava: o licenciamento ambiental da atividade ocorre de forma simplificada e descentralizada para os municípios, com pouca transparência e baixo controle — mesmo sendo o garimpo classificado, por lei, como atividade de alto impacto.

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Garimpo: Ouro extraído da Amazônia. Imagem: reprodução

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Outro achado relevante do estudo é o protagonismo das cooperativas de garimpeiros, que hoje operam áreas 178% maiores do que aquelas exploradas por pessoas físicas e pequenas firmas somadas, e mais que o dobro da média da mineração industrial. Essa mudança de escala transforma o garimpo em um verdadeiro empreendimento empresarial, sem que as regras ambientais e de controle tenham acompanhado essa evolução.

Além de desmatamento e contaminação por mercúrio, o estudo também destaca problemas como trabalho escravo, conflitos com povos tradicionais, evasão de divisas e lavagem de ouro, que continuam presentes mesmo em operações legais.

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Recomendações

Para enfrentar os impactos do garimpo legal na Amazônia, os autores propõem uma série de medidas urgentes. A principal delas é a exigência de pesquisa prévia obrigatória — hoje aplicada apenas à mineração industrial — também para atividades de garimpagem, sobretudo quando operadas por cooperativas. Essa etapa garantiria maior controle ambiental e ajudaria a combater a lavagem de ouro.

O estudo também recomenda o arquivamento de projetos de lei que tramitam no Congresso e que, ao flexibilizar ainda mais o garimpo, podem aprofundar as distorções já existentes. Além disso, destaca a importância de os estados — especialmente o Pará — reforçarem o licenciamento ambiental com mais rigor técnico, transparência e capacidade institucional, para evitar que a atividade siga sendo um dos principais vetores de degradação socioambiental na região.

“Há um descompasso profundo entre a realidade do garimpo hoje e a forma como o Estado o regula. Sem mudanças estruturais, o garimpo legal continuará sendo um vetor de degradação na Amazônia”, afirmam os autores.

Leia o estudo Garimpo Legal do Ouro na Amazônia: Recomendações para um Adequado Controle dos Impactos Socioambientais AQUI.

*O conteúdo foi escrito originalmente por https://amazonia2030.org.br/

Pesquisa mostra potencial biotecnológico da folha de pau-de-balsa como substituto do mercúrio na mineração

Folha de pau-de-balsa como substituto do mercúrio na mineração. Foto: Arquivo pessoal da pesquisadora Marta Regina Silva Pereira

Mostrar o potencial biotecnológico da folha da árvore de pau-de-balsa (Ochroma pyramidale) como substituto do mercúrio na mineração de ouro é objetivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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O estudo aponta a eficácia do extrato aquoso das folhas de Ochroma pyramidale, conhecida popularmente como pau-de-balsa, com eficiência em torno de 80% no processo de separação de ouro de outros minerais em concentrados de sedimentos, tornando-o eficiente para substituir o uso de mercúrio na mineração artesanal e de pequena escala.

A pesquisa demostrou que o uso do extrato é eficiente, simples, mais barato e ecologicamente correto do que os métodos tradicionais. Além disso, o manejo do extrato vegetal em substituição do mercúrio pode contribuir significativamente para a saúde e segurança das comunidades envolvidas na atividade, além de proteger o meio ambiente da contaminação química causada pelo mercúrio. O projeto foi desenvolvido em colaboração com a UEA, com a Universidade Federal de Rondônia (UFRO), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Militar de Engenharia.

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Foto: Arquivo pessoal da pesquisadora MartFolha de pau-de-balsa como substituto do mercúrio na mineração. Foto: Arquivo pessoal da pesquisadora Marta Regina Silva Pereira

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Reflorestamento

O estudo buscou ainda promover reflorestamento e práticas agroecológicas para recuperar áreas degradadas e fortalecer a soberania alimentar das comunidades ribeirinhas do município de Manicoré (distante a 332 km de Manaus). No decorrer da pesquisa foram realizadas ações de educação ambiental e assessoria técnica para 490 famílias das associações agroextrativistas na região do Médio Madeira.  Ao todo, o projeto implantou 14 viveiros florestais, contribuindo para o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas.

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Apoio

Para a coordenadora do projeto, o apoio da Fapeam foi fundamental por incentivar a colaboração científica e crucial para explorar o potencial biotecnológico da espécie.

“Sem o apoio da Fapeam, o alcance social e ambiental da pesquisa seria bem mais limitado. O financiamento permitiu que o projeto impactasse diretamente 490 famílias, com a criação de viveiros comunitários e a conscientização sobre práticas sustentáveis. Com o fomento da Fundação tivemos a integração entre diversas instituições de ensino e pesquisa unindo conhecimento técnico e científico em prol do sucesso do projeto”, explicou Marta Regina .

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Pap-Intec/Mineração

O Pap-Intec/Mineração Sustentável teve como objetivo fomentar projetos de ciência, tecnologia e/ou inovação que apontassem soluções para a redução dos impactos ambientais decorrentes do extrativismo mineral e oferecessem alternativas viáveis em substituição ao uso do mercúrio na cadeia de extração do ouro.

Além disso, o programa visou a programação  de atividades voltadas à temática educação ambiental e inclusão social, para dar continuidade aos processos de formação e capacitação científica e tecnológica, com ênfase na população ligada direta ou indiretamente à cadeia de produção mineral.

A iniciativa é uma parceria entre a Fapeam e a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas, Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero), e buscou estimular a pesquisa colaborativa entre pesquisadores doutores do Amazonas e de Rondônia

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A pesquisa

A pesquisa será realizada no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa de Inovação Tecnológica – Redes de Pesquisa em Mineração Sustentável (PAP-INTEC/Mineração), edital nº 002/2022, coordenada pela Doutora em Botânica e professora da UEA, Marta Regina Silva Pereira, intitulado de ‘Potencial biotecnológico de ochroma pyramidale (cav. Ex lam.) Urb. (malvaceae)’,

*Com informações da FAPEAM

Pesquisa vai analisar influência das abelhas sem ferrão no aumento da produção de açaí na Amazônia

As abelhas têm o papel fundamental na polinização de alimentos — Foto: Jesiel Braga/PMM

Pesquisadores vão mapear, ao longo de três anos, organismos como insetos e fungos importantes nas cadeias produtivas do açaí e de oleoginosas na região da foz do rio Amazonas, em áreas do Amapá, do Pará e parte da Guiana Francesa. No total, 40 pesquisadores de instituições brasileiras e uma alemã vão participar do trabalho, que iniciou este mês.

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Em uma das frentes do estudo, serão trabalhadas a identificação e a criação de abelhas sem ferrão dentro dos açaizais, como forma de aumentar a produção do açaí, além de ter o mel como subproduto. De acordo com outra pesquisa da Embrapa, a meliponicultora pode aumentar a produtividade dos açaizais entre 30% e 70%.

No Brasil, há cerca de 1.500 espécies diferentes, das quais 300 são meliponini, ou seja, naturalmente sem ferrão ou com ferrão atrofiado.

O projeto é coordenado pela Embrapa Amapá e tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Entre as instituições participantes estão o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Universidade de Bonn, na Alemanha.

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Açaí coletado no Arquipélago do Bailique, no Amapá — Foto: Rafael Aleixo/g1

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O trabalho terá ainda a participação das comunidades locais, que participarão das atividades técnicas.

“A importância do projeto está relacionada com o fato de que iremos estudar organismos incógnitos (epífitas, fungos e insetos), pequenos, pouco conhecidos, normalmente ignorados, mas que são importantes nas cadeias produtivas do açaí e das oleaginosas da floresta de várzea e, consequentemente, para as famílias e comunidades ribeirinhas”, descreveu Marcelino Guedes, pesquisador da Embrapa Amapá e coordenador do projeto.

Guedes explicou que um dos insetos que a serem analisados será o barbeiro, que possui mais de 150 espécies diferentes e que podem transmitir a doença de chagas junto com o açaí. Na mira dos cientistas também estão os insetos brocadores de sementes, que prejudicam a produção do óleo de andiroba e pracaxi.

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Sobre a pesquisa

Pesquisadores da Embrapa Amapá durante pesquisa de campo na Amazônia — Foto: Marcelino Guedes/Arquivo Pessoal

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O projeto “Revelando os incógnitos: epífitas, insetos e fungos associados à flora arbórea de várzea na Amazônia Oriental” foi uma das 24 propostas aprovadas de 191 que concorreram na chamada do programa “Expedições Científicas – Iniciativa Amazônia + 10”.

A iniciativa lidera pela Embrapa Amapá tem a participação de instituições como as universidades Estadual (Ueap) e Federal do Amapá (Unifap), além do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), Embrapa Amazônia Oriental (PA) e Embrapa Agrobiologia (RJ).

Por Rafael Aleixo, g1 AP — Macapá

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Momentos de tensão: sogro e genro ficam perdidos na mata por dois dias ao saírem para caçar no interior do Acre

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Sogro e genro(os dois de camisa azul ao centro) foram resgatados por bombeiros, com ajuda de mateiros da região — Foto: Asscom/CBMAC

O senhor Manoel Sebastião Gomes, 50 anos, e o genro Gilvan Moura da Costa, 35 anos, viveram momentos de tensão até serem resgatados pelo Corpo de Bombeiros do Acre, no dia 11 de abril. Isso porque os dois saíram na última no dia 9 para caçar e acabaram se perdendo na mata densa da região da comunidade Havre no Baixo Rio Gregório, no interior do Acre.

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Os dois saíram no período da manhã e ao passar dois dias e não retornarem, os familiares decidiram acionar os bombeiros para procurá-los. Os militares do 7º Batalhão de Educação, Proteção e Combate a Incêndio Florestal (BEPCIF), do Juruá, montaram uma equipe e iniciaram as buscas logo quando souberam do caso.

Os bombeiros receberam ajuda de mateiros [pessoa que, por sua grande vivência em matas fechadas, trabalha como guia para outras pessoas] da região e após horas de navegação no rio e longa caminhada em região de mata densa, os caçadores foram encontrados.

O sargento do CBMAC, José Hangell Farrapo, que participou do resgate, explicou que a localidade era de difícil acesso e foi necessário percorrer uma estrada, depois navegar pelo rio para poder chegar na floresta. “A maior dificuldade foi a caminhada por grandes quantidades de terras altas até local onde foram encontrados”, disse.

Por Hellen Monteiro, g1 AC — Rio Branco

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Agricultora indígena cultiva melancias gigantes debaixo de ‘sombra e água fresca’ em Roraima

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Melancia gigante, ainda em desenvolvimento. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Comprida ou redonda como uma bola, verde por fora, vermelha por dentro, suculenta e “graúda”. Assim são as melancias cultivadas pela agricultora indígena Kátia Maria Pinho da Silva, de 49 anos, no município de Normandia, no interior de Roraima. Cultivados na sombra e com água fresca, em “casinhas” de madeira e palha, os frutos colhidos são gigantes, com pesos de mais de 40 kg — quase três vezes mais pesadas que a maioria deles, que costumam ter 15 kg.

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Os frutos são cultivados no sítio Fonte Formosa, localizado na comunidade indígena de mesmo nome, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima. A lavoura de melancia é uma das principais fonte de renda da família de Kátia, do povo Macuxi, que vive da agricultura e pecuária há 32 anos.

Fruta do verão, que se desenvolve quando o tempo está quente e seco, a melancia é uma das mais consumidas pelos brasileiros: no café da manhã, almoço, lanche da tarde e até no jantar. Composta por 90% de água, a fruta ajuda a manter a hidratação do corpo em dias de calor e tem ação diurética.

O plantio das melancias produzidas pela agricultora indígena começa com a preparação do solo, onde as covas — espaço do plantio — são abertas. Com isso, as sementes são plantadas, adubadas com esterco de carneiro e irrigadas até o dia da colheita, o que acontece diariamente na lavoura dela. Os pés de melancia dividem espaço com outras frutas, como maracujá, macaxeira e açaí.

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Melancias gigantes são cultivados debaixo de ‘casinhas’ no município de Normandia, em Roraima. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Para se desenvolverem bem, as frutas também precisam do sol. No entanto, ao atingirem um tamanho já considerado grande para os padrões da fruta e perto da fase de colheita, as melancias ganham uma casa feita com pedaços de madeira e coberta por telhas e outras plantas. A “cama” delas é uma ripa, que evita que o fruto fique em contato direto com um solo quente.

“As casinhas são para proteger do sol! Eu tenho que proteger com as casinha e deixar as ramas em cima, é uma sombra para elas ficarem mais à vontade e onde elas conseguem se desenvolver mais. No solo, [a madeira usada] é devido ao fungo também porque a gente não usa um remédio para combater, os cuidados tudo vem com adubo natural mesmo”, explicou ela.

Roberto Dantas de Medeiros, engenheiro agrônomo, doutor em Fitotecnia e pesquisador da Embrapa Roraima explica que a proteção com as casinhas são principalmente um fator estético na hora da comercialização, para evitar manchas, já que a fruta precisa de calor para crescer.

Agricultora indígena Kátia Maria Pinho da Silva, de 49 anos, com uma das melancias ainda em desenvolvimento. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR

“O excedente do sol realmente interfere negativamente. No entanto, a melancia precisa de bastante de calor, de um calor em torno de de 30 graus mais ou menos diariamente. Isso realmente ajuda, é favorável a melancia, [para] ter boa qualidade. Ele [calor] favorece a melancia fazendo que tenha um crescimento superior àquelas plantas que realmente são plantadas numa época de menos de insolação”, explicou.

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‘A agricultura familiar é a nossa vida’

A plantação tem melancias da espécie Jubilee, que tem um formato mais alongado e uma casca com listras verde escuras. Além de uma variedade mais redonda, resultado de um cruzamento natural de sementes dentro do próprio plantio por meio da polinização — o processo de transferência de grãos de pólen de uma planta para outra —, de acordo com a agricultora.

O cultivo delas dura cerca de 65 dias e guarda um segredo de plantação que Kátia Maria não revela para ninguém. O fato é: tudo é administrado por ela.

O trabalho é feito por toda a família: o marido Erronias de Jesus da Silva, de 59 anos, os filhos, as noras e os netos, que ainda são crianças mas já ajudam com as atividades. Eles dividem os cuidados com a lavoura de melancia, que envolve o preparo braçal da terra, atenção a temperatura, irrigação diária e a proteção contra as pragas, que eles combatem sem o uso de agrotóxico.

“É tudo manual, tudo é na enxada. No momento que a gente vem para a roça, a gente convoca toda família e aí vem os filhos, vem os netos, vem o esposo, todo mundo vai para a enxada, faz os berços [local de plantação], faz a correção do solo e coloca o material. E daí a gente vai fazer a plantação e eu acredito que está o resultado do nosso trabalho, os frutos na roça”, afirmou a agricultora.

Melancias redondas são cultivadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR

“A agricultura familiar é a nossa vida, é no que nós acreditamos e onde colhemos bom frutos”, completou Kátia Maria.

Para o secretário de agricultura de Normandia, João Menezes da Silva Neto, as melancias cultivadas por Kátia são resultado de um conhecimento prático, passado de geração em geração, combinado com uma área propícia para o cultivo de frutas e um clima favorável para o desenvolvimento delas.

“Nós estamos numa área de lavrado e há muito tempo se tinha como paradigma que no lavrado não se produzia nada, [isso] foi quebrado e é provado que no lavrado se produz de tudo. Então, aqui nada é infértil, todos os solos podem se tornar altamente férteis e é o que acontece com essas áreas. Corrigindo a parte química do solo a gente consegue bons resultados”, disse.

Ainda de acordo com o secretário, o brix da melancia de Normandia – indicador do grau de doçura do fruto é mais alto em comparações a outras regiões. “Aqui nós conseguimos chegar até 14,16 [grau brix]. Está altíssimo”.

Segundo o pesquisador do Embrapa, o caso de Normandia é uma exceção no estado. “O normal é na faixa de entre 10 e 12 graus, no caso da melancia dessa produção aí, que realmente de um modo geral realmente é um pouquinho mais mais maior do que em produções daqui do Sul de Boa Vista, por exemplo”, disse.

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Competição anual

Apesar dos frutos gigantes, nem todas as melancias cultivadas pela família roraimense atingem pesos e tamanhos fora do comum. As grandes e, principalmente, as de tamanho normal são comercializadas pela família.

Anualmente, eles colhem cerca de 30 toneladas do fruto, que são enviados para compradores de outros municípios do estado e de diversos estados do Brasil. As frutas também são enviadas para programas do governo federal e estadual, que compram frutas de agricultores familiares e organizações.

“[Ela] vai para os programas do governo federal, do governo do estado, vai para o PA, vai para Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Com o benefício, a gente já investe em um novo trabalho, na roça”, contou a agricultora.

Melancia redonda, colhida em Roraima. — Foto: Yara Ramalho/g1 RR

Todo o ano, uma parte das gigantes melancias já tem um destino definido: o Festival da Melancia, tradicional evento de Normandia, município conhecido como o maior produtor da fruta em Roraima. Na festa, as frutas são expostas em várias competições, entre elas a de melancia mais pesada e a mais doce.

Kátia participa da competição de fruto mais pesado há cerca de 16 anos e garante que sempre ocupa um lugar do pódio. Em 2025, ela ficou nele sozinha e venceu por WO — do termo “walkover”, que significa “vitória fácil, pois não haviam competidores com melancias grandes o suficiente para disputar com as dela. Uma das frutas pesou mais de 43 kg.

Com o prêmio desse ano, ela planejar investir na plantação das melancias e outros frutos da roça para “garantir a qualidade” das frutas da Fonte Formosa.

Por Yara Ramalho, g1 RR — Normandia

Inteligência artificial reduz ação de fungo causador de toxinas na castanha-da-amazônia

Castanha-da-amazônia sofre ação de fungos em contato com o solo ou no transporte que compromete qualidade do fruto. Foto: Robervaldo Rocha/CBA

Pesquisadores do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), com apoio da Finep, estão utilizando inteligência artificial para combater a contaminação por Aspergillus flavus, fungo causador de aflatoxinas na castanha-da-amazônia. A iniciativa visa tornar o produto mais seguro e competitivo, reduzindo os riscos à saúde e perdas econômicas na cadeia produtiva.

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A tecnologia envolve processos de inativação de microrganismos e validação com luz UV, em parceria com a startup Getter S.A e a agroindústria Abufari. O Amazonas, maior produtor nacional, é referência na qualidade das sementes, e o projeto busca beneficiar as comunidades extrativistas com inovação e rastreabilidade do produto.

O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em parceria com a Finep, está conduzindo um projeto inovador que utiliza inteligência artificial para identificar e combater o fungo Aspergillus flavus, responsável pela produção de aflatoxinas – toxinas com efeitos cancerígenos que afetam a qualidade da castanha-do-brasil. O problema, que compromete diretamente a segurança alimentar, também causa prejuízos econômicos significativos a todos os envolvidos na cadeia produtiva, desde extrativistas até processadores e exportadores.

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A coleta da castanha-da-amazônia. Foto: Maurício de Paiva

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A contaminação ocorre frequentemente logo após a queda do ouriço, quando as amêndoas entram em contato com o solo úmido, favorecendo a proliferação do fungo. Mercados nacionais e internacionais possuem regulamentações rigorosas quanto aos limites de aflatoxinas permitidos nos alimentos, o que inviabiliza a comercialização de lotes contaminados e afeta a renda de pequenos produtores e outros atores da cadeia.

Para enfrentar esse desafio, o CBA está desenvolvendo uma solução tecnológica que vai além da detecção de amêndoas contaminadas. Os estudos buscam não apenas identificar a presença do fungo de forma rápida e precisa, mas também reduzir os níveis de toxinas em sementes contaminadas por meio de métodos de inativação de microrganismos ou de quebra molecular para neutralizar as aflatoxinas. Essa abordagem promete salvar parte da produção que seria descartada, ampliando a segurança alimentar e o potencial de mercado do produto.

A iniciativa conta com o apoio da startup Getter S.A., que atua na aplicação de inteligência artificial para gestão de processos e controle de qualidade. Esta é a primeira experiência da Getter no setor de bioeconomia, marcando sua contribuição para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. A empresa destaca que a tecnologia pode ser uma aliada importante na redução de perdas e na melhoria dos processos logísticos e de armazenamento, áreas críticas para a qualidade final da castanha.

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A iniciativa reflete o propósito do novo CBA de agregar valor e fortalecer a cadeia produtiva das castanha, fomentando a geração de bionegócios e promovendo a bioeconomia na Amazônia Foto: CBA

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Os pesquisadores envolvidos no projeto acreditam que essa solução inovadora poderá transformar a realidade da cadeia produtiva da castanha-do-brasil, beneficiando diretamente as comunidades extrativistas. Ao mesmo tempo, a tecnologia reforça o papel da ciência e da inovação na promoção da sustentabilidade econômica e ambiental da Amazônia, aumentando a competitividade da castanha em mercados globais e garantindo melhores condições de vida para os povos da floresta.

Atualmente, o projeto está na fase 1 em que os pesquisadores estão atuando na caracterização do produto, ajuste das metodologias e na construção do equipamento que vai auxiliar na redução da atuação do fungo.

*Informações extraídas no site da Finep: