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Boa Vista: de fazenda amazonense à capital do estado de Roraima

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Foto: Reprodução

Única capital brasileira situada acima da linha do Equador, Boa Vista tem uma história marcada por mudanças políticas e territoriais que refletem o processo de ocupação da região Norte do país.

Fundada em 1830 pelo capitão Inácio Lopes de Magalhães, a cidade nasceu como uma fazenda particular às margens do rio Branco, na então província de São José do Rio Negro, área que mais tarde integraria o estado do Amazonas. O povoado cresceu lentamente até se tornar, em 1858, a freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Rio Branco.

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De acordo com informações da prefeitura de Boa Vista, a consolidação como núcleo urbano ocorreu em 9 de julho de 1890, quando o governador amazonense Augusto Ximeno de Villeroy elevou a freguesia à categoria de município, batizado de Boa Vista do Rio Branco. A cidade, na época, ainda integrava o município amazonense de Moura.

Boa Vista iniciou com uma vila. Foto: Reprodução

Leia também: 8 curiosidades sobre Boa Vista que você precisa conhecer  

Grande mudança

Com a criação do Território Federal do Rio Branco, em 1943, Boa Vista foi emancipada e se tornou capital. A partir daí, experimentou um rápido crescimento impulsionado pelo garimpo, que atraiu migrantes de várias regiões do país. Em 1962, o território passou a se chamar Roraima, e, em 1988, com a promulgação da nova Constituição, foi elevado à condição de estado.

Foto aérea de Boa Vista tirada por Hamilton Rice em 1924. (VERAS, Antonio Tolrino de Rezende. A produção do espaço urbano de Boa Vista – Roraima. Departamento de Geografia da FFLCH da USP, São Paulo-SP, 2009. Tese de doutorado)

Localizada nos chamados ‘Campos de Roraima’, a cidade se destaca pela vegetação típica conhecida como ‘lavrado’, uma cobertura rasteira intercalada por árvores esparsas, como o caimbé, e buritizais que acompanham os igarapés. A capital é cortada pela bacia do rio Branco, que domina quase toda a região e tem no rio Cauamé seu principal afluente pela margem direita.

Atualmente, a capital de Roraima é símbolo de urbanização planejada na Amazônia e carrega, em sua história, a transição de fazenda isolada a capital moderna, que um dia pertenceu ao Amazonas antes de se tornar o centro político e econômico de Roraima.

vista aérea de boa vista
Foto: Reprodução/Prefeitura de Boa Vista

Websérie resgata memória de artistas do Boi Garantido

Foto: Divulgação

O Festival de Parintins é reconhecido mundialmente pela grandiosidade de suas alegorias, coreografias e toadas. Mas por trás desse espetáculo estão os artistas que, com talento e dedicação, moldaram por exemplo a história do Boi Garantido.

É justamente para preservar essa memória que a websérie ‘Mestres e Mestras da Arte do Boi Garantido’ foi criada, premiada pelo edital da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

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Com estreia no canal Amigos Garantidos no YouTube, a série audiovisual apresenta entrevistas inéditas e emocionantes com personagens que marcaram o Festival de Parintins. A websérie registra, em primeira pessoa, a trajetória de mestres e mestras que transformaram o boi vermelho e branco em um dos fenômenos culturais parintinenses.

Leia também: No Curral do Garantido – Alessandro Oliveira conta histórias da Amazônia por meio dos figurinos

  • Entre os protagonistas da primeira temporada estão nomes históricos como:
  • Jair Mendes, responsável por introduzir as alegorias e o coração na testa do boi;
  • Graça Faria, líder das Comadres do Garantido;
  • Amarildo Teixeira, que revolucionou as tribos;
  • e Maria do Carmo Monteverde, filha de Lindolfo, fundador do boi da promessa.

Direção da websérie

A direção da websérie é assinada pelo jornalista Allan Rodrigues, que possui uma trajetória profundamente ligada ao Festival de Parintins.

Cobriu a festa por mais de 15 anos, integrou a Comissão de Artes do Boi Garantido, atuou como comentarista das apresentações e é autor do livro “Boi-bumbá: Evolução”, já na segunda edição.

Doutor em Sociedade e Cultura na Amazônia, é atualmente professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), unindo sua experiência acadêmica e profissional ao compromisso de preservar a memória cultural do Garantido.

“A websérie se propõe a ser não apenas um registro documental, mas também um tributo. É memória viva, é poesia audiovisual, é a celebração daqueles que dedicaram a vida ao boi vermelho e branco”, diz o diretor e produtor da série, Allan Rodrigues.

Todos os episódios estão disponíveis gratuitamente no canal Amigos Garantidos no YouTube, aproximando o público das histórias que ajudaram a construir a maior festa popular da Amazônia.

Ritual Yaokwa, de povo indígena do Mato Grosso, ganha Plano de Salvaguarda

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Foto: Reprodução/Acervo Iphan

Nas águas sagradas do rio Juruena, que banha o estado do Mato Grosso, onde o tempo se move no ritmo das estações e a natureza guarda os segredos ancestrais, o Ritual Yaokwa encontra hoje uma nova proteção. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou o Plano de Salvaguarda desta manifestação sagrada do povo Enawênê Nawê, reconhecida como patrimônio cultural do Brasil desde 2010 pelo Iphan.

O documento traça o mapa de proteção para que o ritual continue acontecendo e mantenham viva a cosmologia de um povo que faz da cerimônia sua própria essência de existir.

Confira o Plano de Salvaguarda do Ritual Yaokwa AQUI.

O Plano de Salvaguarda é resultado do ciclo de reuniões e debates com lideranças do povo indígena e com grupos de professores indígenas e não-indígenas, representantes femininas das aldeias, outros atores da comunidade detentora e representantes de parceiros institucionais locais.

O documento ressalta que o impacto ambiental resultante do avanço dos empreendimentos hidrelétricos e do agronegócio na região da bacia do rio Juruena tem se apresentado como um desafio ao modo de vida indígena dos Enawênê Nawê, que tem o Ritual Yaokwa como a celebração da vida. 

Leia também: Conheça 8 povos tradicionais que vivem em Mato Grosso

Ritual Yaokwa

Ritual Yaokwa
Ritual Yaokwa. Foto: Reprodução/Acervo Iphan

Com duração de sete meses, o Ritual Yaokwa define o princípio do calendário anual Enawênê, quando os homens saem para a realização da maior de suas pescas – a pesca coletiva de barragem. O ritual estende-se durante o período da seca, época marcada pelas interações com os temidos seres naturais do patamar subterrâneo, os Yakairiti.

Na perspectiva nativa, estes seres estão condenados a viver com uma fome insaciável e precisam dos Enawênê Nawê para satisfazer seu desejo voraz por sal vegetal, peixe e outros alimentos derivados do milho e da mandioca. 

O Ritual Yaokwa inicia-se em janeiro, com a colheita da mandioca e a coleta das matérias-primas, casca de árvore e cipó, para a construção do Mafa – corpo central das armadilhas de pesca que deve ser acoplado às barragens a serem construídas nos rios. Neste período, realizam-se as primeiras oferendas de alimentos, cantos e danças aos Yakairiti. 

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O ritual é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2010 e foi revalidado pelo Conselho Consultivo do Iphan em novembro de 2024. A revalidação está relacionada a bens imateriais que já são reconhecidos pelo Iphan e tem o objetivo de avaliar a atual situação desses bens, levantar informações, averiguar a efetividade das ações de salvaguarda, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outras questões.

*Com informações do Iphan

Lula diz que BR-319 será reconstruída com responsabilidade para preservar floresta e evitar invasões

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Presidente Lula reafirma compromisso com a preservação do trecho central da floresta amazônica. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista exclusiva ao Grupo Rede Amazônica em Brasília na segunda-feira (8), que a obra de recuperação da BR-319 vai sair do papel, ressaltando que a rodovia será realizada com responsabilidade ambiental.

“Vamos fazer a BR-319, eu posso te garantir. Mas vamos fazer de comum acordo com os ambientalistas, com aqueles que precisam da estrada e, sobretudo, para atender duas capitais que não podem ficar isoladas como Porto Velho e Manaus”, disse Lula.

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Inaugurada em 1976, a BR-319 tem 885,9 quilômetros de extensão, sendo 821 km no Amazonas e 64,9 km em Rondônia. É a única ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país e dá acesso a cidades como Humaitá, Lábrea e Manicoré.

Há mais de 30 anos, a BR-319 tem trechos não pavimentados que dificultam o tráfego e causam prejuízos a quem depende da estrada. Impasses e exigências ambientais têm impedido a reconstrução completa da rodovia.

Lula ressaltou que a discussão tem sido tratada com seriedade dentro do governo e que o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação será prioridade.

“Não podemos fazer uma rodovia e, dois meses depois, ver o desmatamento, o grileiro criando gado onde não pode criar gado, plantando soja onde não pode plantar soja. Temos que manter a floresta intocável para o bem da humanidade inteira”, pontuou.

Presidente Lula em entrevista a rede amazônica sobre a BR-319
Foto: Ricardo Stucker/PR

O presidente também defendeu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lembrando que ela não se opõe à obra.

“Às vezes jogam a culpa em cima da Marina. Mas a Marina nunca disse que é proibido fazer. O que ela quer discutir é como fazer as coisas. E se for bem feito, é melhor para todo mundo”, disse.

Segundo ele, a realização da obra depende de um pacto conjunto entre União, estados e municípios.

“Temos que ter responsabilidade do governo federal, do governo estadual e das prefeituras para que a gente cuide da Amazônia”, afirmou.

Leia também: BR-319: Conheça 5 curiosidades sobre a rodovia que divide opiniões

Polêmica no Senado sobre a proteção ambiental

No dia 27 de maio, parlamentares ofenderam a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, enquanto discutiam proteção ambiental na Amazônia.

O senador Marcos Rogério, do PL, disse que Marina deveria “se por no seu lugar”, e o senador Plínio Valério afirmou respeitar a mulher, mas não a ministra. Marina reagiu, cobrou pedido de desculpas que não veio e decidiu se retirar da audiência.

Durante a sessão, o senador Omar Aziz falou sobre o asfaltamento da BR-319: “Queremos, sim! Nós temos o direito de passear na BR-319, e não é a senhora que não vai permitir que a gente passeie na BR-319. A senhora passeia na Avenida Paulista hoje, e nós queremos passear na BR-319”.

A ministra respondeu que é necessário realizar antes uma avaliação ambiental estratégica, ressaltando que seu trabalho segue a lei e considera as futuras gerações.

Avaliação ambiental estratégica da BR-319 e decisões da Justiça

Em 15 de julho, Marina Silva anunciou a criação de uma comissão interministerial para conduzir uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) voltada à recuperação da BR-319.

A iniciativa reúne os Ministérios do Meio Ambiente e dos Transportes, com coordenação geral da Casa Civil. A avaliação abordará toda a área de influência da rodovia e prevê a criação de um modelo de governança para uma faixa de 100 km ao redor da estrada, incluindo terras indígenas, unidades de conservação e áreas sem destinação definida.

A Justiça Federal já suspendeu a licença prévia para o trecho central da rodovia em julho, atendendo a recursos do Observatório do Clima que apontam impactos ambientais antecipados, como abertura de ramais ilegais e especulação imobiliária.

A Advocacia-Geral da União defende a manutenção da licença, destacando que 55% da área ao redor da BR-319 já possui unidades de conservação reconhecidas, funcionando como barreira contra o desmatamento.

*Por Daniel Landazuri, da Rede Amazônica AM

Antes e depois: veja como era o posto que deu lugar ao primeiro hospital indígena do Brasil

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Foto: Valéria Oliveira/Rede Amazônica RR e João Risi/MS

O primeiro hospital de saúde indígena do Brasil começou a funcionar na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, dois anos após o governo federal reconhecer a emergência de saúde pública na região.

Localizado em Surucucu, considerada uma região de referência para atendimentos médicos dentro do território, o Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI) Xapori Yanomami é o primeiro hospital em saúde indígena do Brasil.

Leia também: Primeiro hospital de saúde indígena do Brasil começa a funcionar na Terra Yanomami

Construção do 1° hospital indígena do Brasil

O centro começou a ser construído em agosto do ano passado e custou cerca de R$ 29 milhões. Antes da situação de emergência na região ser declarada, em janeiro de 2023, os atendimentos de saúde ocorriam em uma unidade básica de saúde com estrutura precária — a enfermaria, onde os pacientes indígenas ficavam internados, era um barracão de madeira de chão batido.

As imagens a seguir mostram o contraste entre a estrutura da unidade básica de saúde antes e durante o decreto de emergência, e a do hospital, registrado no último sábado (6), quando iniciou os primeiros atendimentos.

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Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica RR
primeiro hospital indígena do Brasil
Foto: Rodrigo Hanna/MS
Foto: Valéria Oliveira/Rede Amazônica RR
Foto: Lucas Wilame/Rede Amazônica RR
Foto: Valéria Oliveira/Rede Amazônica RR
Foto: João Risi/MS
Foto: Valéria Oliveira/Rede Amazônica RR
Foto: João Risi/MS
Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR
Foto: João Risi/MS

Terra Indígena Yanomami

Com 9,6 milhões de hectares, a Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil em extensão territorial. Localizado no Amazonas e em Roraima, o território abriga cerca de 32 mil indígenas, que vivem em 392 comunidades.

O povo Yanomami é considerado de recente contato com a população não indígena e se divide em seis subgrupos de línguas da mesma família, designados como: Yanomam, Yanomamɨ, Sanöma, Ninam, Ỹaroamë e Yãnoma.

Há décadas, o território é alvo do garimpo ilegal, que destrói a floresta, contamina os rios e afeta diretamente o modo de vida dos Yanomami

A região está em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal, a partir da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou a criar ações para atender os indígenas, como o envio de profissionais de saúde e cestas básicas, além da retirada de garimpeiros.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Jogo criado por amapaense mistura rotina e terror: Bob’s Fears

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

O jovem Gabriel Rocha, de 19 anos, apresentou seu jogo no evento Joga Feira, durante a 54ª Expofeira do Amapá, em Macapá. Ele é programador e desenvolvedor de jogos independentes. A mostra é organizada pelo coletivo Game Dev Amapaense, que busca destacar talentos locais da área de tecnologia e criação digital.

A programação da Expofeira continua até domingo (7), com exposições e apresentações de artistas e criadores do Amapá e de outras regiões do país.

O jogo criado por Gabriel, chamado Bob’s Fears (Medos do Bob), surgiu durante uma ‘game jam‘ — competição que desafia desenvolvedores a criar jogos em poucos dias.

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Como é o jogo?

Com o tema ‘looping‘, Gabriel decidiu mostrar a rotina repetitiva de uma pessoa comum — como lavar louça, separar o lixo e correr para o ônibus — mas com uma abordagem criativa e inusitada.

O protagonista do jogo é Bob, que se muda para uma cidade nova por causa do trabalho. Ele imagina que vai viver em uma metrópole enorme, mas descobre que o local é habitado por monstros de verdade.

Leia também: Tradição, cultura e histórias marcantes: 6 curiosidades sobre a Expofeira do Amapá

tela do Jogo amapaense Bob’s Fears
Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

No novo lar, Bob enfrenta tarefas comuns, como limpar a casa ou ir ao mercado, sempre com o receio de encontrar monstros pelo caminho.

“A ideia surgiu da nossa própria rotina. A gente queria transformar coisas simples do dia a dia em algo divertido, mas também meio assustador. Tipo lavar louça e um monstro aparece na sua janela”, explicou.

Apesar de não ter concluído o projeto durante a competição, Gabriel foi convidado pelo coletivo para apresentar o jogo no mês agosto durante a feira.

“A gente queria que o jogo fosse engraçado, mas também causasse uma estranheza. É como se os monstros fossem metáforas das tarefas que a gente evita”, concluiu.

Sobre o coletivo de games

O coletivo Game Dev Amapaense foi criado para fortalecer a produção de jogos independentes no estado. Leonardo Ferreira, um dos cinco diretores do grupo, explica que o objetivo é dar suporte a artistas e desenvolvedores locais, evitando que precisem sair do Amapá por falta de oportunidades.

“O desenvolvimento de jogos aqui ainda é pouco conhecido. Tem gente que faz, mas ninguém sabe. A ideia é criar um sistema que funcione, que dê suporte e mantenha os artistas no estado”, afirma Leonardo.

O Joga Feira é uma das ações do grupo e reúne produções locais para que o público conheça o potencial criativo dos desenvolvedores amapaenses.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Conheça alguns games amapaenses expostos na feira

  • Brew & Desh – É um jogo tipo “infinity runner” em que o jogador controla uma bruxinha aventureira. Ela pilota um carrinho por cavernas geradas aleatoriamente, em busca de ingredientes mágicos.
  • Spirit of Calamity – Neste jogo, o personagem principal é Abelardo, que entra em um hotel abandonado para procurar o irmão desaparecido, Ícaro. A história mistura mistério e exploração.
  • Ghostein – Criado por um desenvolvedor paraense, o jogo é furtivo e conta a história de um pai que morreu em uma câmara de gás. Ele volta como fantasma para tentar salvar o filho do mesmo destino. A narrativa é centrada no amor entre pai e filho.
  • Love Sick Cats – Desenvolvido por um criador amapaense, o jogo é um roguelike frenético. O jogador assume o papel de Sashi, uma gata assassina movida por vingança pessoal.

Indígenas de Roraima criam plano inédito contra crise climática como modelo para outros países

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Plano de enfrentamento foi produzido por pesquisadores indígenas organizados pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR). Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Indígenas de Roraima elaboraram um plano de enfrentamento da crise climática que será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), em Belém, no Pará. O trabalho inédito reúne vivência e ciência indígena, evidencia os impactos da crise climática nas comunidades e propõe estratégias de adaptação, com metodologia que pode ser replicada em outros países.

O Grupo Rede Amazônica mostra como o plano pode orientar estratégias de adaptação e mitigação não só na Amazônia, mas em qualquer lugar do planeta. Marcada para novembro, a COP30 deve reunir 196 países para discutir metas de enfrentamento à crise climática. É neste cenário que o trabalho em Roraima se insere.

Batizado de “Plano de Adaptação Indígena“, o estudo detalha os impactos da crise climática nas plantações, na caça, na pesca e na disponibilidade de frutas ao longo das últimas duas décadas. O material teve como base relatos de moradores de 20 comunidades em oito terras indígenas.

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As informações foram coletadas por pesquisadores indígenas que atuam como agentes territoriais e ambientais (Atais). Todos fazem parte do departamento de Gestão Territorial, Ambiental e Mudanças Climáticas do Conselho Indígena de Roraima (CIR), chefiado pela cientista e referência mundial nas discussões sobre clima, Sineia do Vale.

“No Dia da Amazônia, a importância que a gente traz nesse plano é que as soluções para o clima podem vir a partir dos próprios povos indígenas, principalmente sobre a adaptação [às mudanças do clima]. Questões sobre como eles ajudam na manutenção da biodiversidade da Amazônia, por exemplo, com sua sabedoria no manejo de várias espécies, de caça e de pássaros”, resumiu Sineia.

Entenda: adaptação às mudanças do clima é o conjunto de ações e estratégias para lidar com os efeitos da crise climática, como aumento das temperaturas e eventos extremos. É uma preparação para impactos atuais ou futuros, com objetivo de reduzir danos e proteger vidas, ecossistemas e economias.

No plano, pesquisadores indígenas ouviram as comunidades para registrar percepções sobre os impactos das mudanças climáticas nos modos de vida, com base no conhecimento tradicional e em indicadores naturais.

Parte do processo foi ilustrado com mapas feitos à mão, mostrando os ciclos da natureza e as transformações do ambiente ao longo dos meses. O plano refere-se às comunidades do município de Amajari, mas tornou-se uma referência pelo modo como as questões foram explicadas.

Calendários etnoecolócios

Além dos mapas, os pesquisadores indígenas produziram calendários etnoecológicos, também chamados de calendários culturais. Eles mostram como os povos sabiam o tempo certo de plantar, colher e realizar outras atividades produtivas. Com a crise do clima, essa precisão deixou de existir.

Historicamente, os calendários guiavam não apenas as roças, mas também práticas vitais como a caça e a pesca. Além disso, evidenciam a conexão direta dos modos de vida indígenas com os ciclos do clima – essa percepção pode ser reconhecida como ciência indígena.

“Quando eu trago um pouco dessa questão [da ciência indígena] no plano de enfrentamento das mudanças climáticas, junto com a ciência acadêmica, estou dizendo que precisamos unir as duas ciências [no enfrentamento à crise do clima]”, frisou Sineia.

Os relatos descritos no estudo reforçam que a sabedoria ancestral tem sido desafiada pelas mudanças climáticas. Com o clima cada vez mais imprevisível, as comunidades “não sabem mais quando plantar”, o que afeta diretamente a qualidade e a produção dos alimentos.

“Antigamente, nós tínhamos o tempo de fazer roça, plantação e colheita […]. Hoje, quando chove, é muita chuva e quando faz verão, é muito quente, o que afeta as plantações e faz com que se estraguem. Por causa do tempo incerto, hoje eu não tenho mais roças”, cita trecho de um dos relatos no plano.

Esses calendários, além de registrarem o conhecimento tradicional, passaram a servir como indicadores dos impactos das transformações do clima no cotidiano e na cultura das comunidades indígenas. É nesse ponto que os povos defendem ser modelo para outros países, reforçando que as comunidades tradicionais precisam ser ouvidas nas decisões climáticas.

“Cada povo tem sua percepção diferente. Por mais que o nome seja ‘Plano de adaptação indígena’ [de Roraima], cada povo pode construir com sua percepção, seus indicadores naturais diferentes”, resume Sineia.

Ações para enfrentamento das mudanças climáticas

Plano de enfrentamento foi produzido por pesquisadores indígenas organizados pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR)

O plano sistematiza, a partir do ponto de vista dos indígenas, três ação consideradas cruciais para o enfrentamento da crise climática:

  • As mudanças do tempo;
  • Os impactos nas roças, na fauna e na flora;
  • Quais ações são necessárias para lidar com elas.

As mudanças do tempo identificadas incluem estações imprevisíveis; invernos prolongados (com enchentes); focos de incêndio descontrolados; e calor e chuva fora de época. Esses fatores, segundo o estudo, impactam a produção agrícola, a variedade de sementes e frutas, e reduzem as espécies de animais.

Para mitigar o cenário, o estudo destaca ações práticas adotadas pelas comunidades e outras definidas para lidar com os efeitos do clima. Entre elas estão a manutenção do plantio em roças com planejamento coletivo, a limpeza ao redor das roças para protegê-las contra incêndios e a melhoria dos sistemas de irrigação.

Na pesca, o estudo recomenda respeitar o período da piracema, manter vigilância contra a pesca ilegal e construir açudes para piscicultura.

Para proteger a fauna, indica a preservação de habitats, educação ambiental e prevenção de queimadas. O documento ressalta ainda a necessidade de praticar a caça apenas para subsistência e nos períodos permitidos.

O monitoramento feito pelos agentes territoriais e ambientais indígenas e queimas prescritas conduzidas por brigadas indígenas são citadas como mecanismos de implementação das medidas necessárias.

Pesquisadores indígenas: quem fez o estudo?

O estudo foi feito por cinco pesquisadores indígenas: Nilson Thome (Ouro), Vanderly Peres dos Santos (Urucuri), Laiane da Silva Torreias (Anigal), Francileneny Campino Lima (Araçá) e Josirene Santiago Vanderlei (Guariba).

O grupo foi coordenado por Maria de Fátima da Silva André, professora do curso de Gestão em Saúde Coletiva Indígena da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e membro do CIR, com Sineia do Vale como facilitadora.

Desde 2011, o CIR elabora planos de enfrentamento às mudanças climáticas. Sineia do Vale contou ao g1 que a ideia surgiu há 15 anos, após contato com uma organização das Filipinas.

“Começou justamente porque tivemos um impacto na Serra da Lua em 2010, quando todas as mandiocas ‘cozinharam’ dentro da terra. Contamos o caso à organização das Filipinas, que já trabalhava com a crise climática e nos apoiou para fazer um estudo e entender o que estava acontecendo” explicou.

Segundo ela, os planos são feitos pelos próprios indígenas, com metodologia que identifica alterações climáticas por indicadores naturais, como cantos de pássaros, aquecimento das águas e sumiço de peixes. Essa metodologia é complementada pela ciência acadêmica.

“Olhar 20 anos atrás dá muitas informações sobre o que mudou: na cultura, na plantação, na pesca, na caça; e indica que soluções precisamos. Por exemplo: plantar sementes mais resistentes ao inverno e ao verão”, destacou.

O CIR planeja produzir planos para todas as regiões de Roraima. Ao final, a ideia é concluir o Plano de Adaptação de Roraima e apresentá-lo ao Ministério do Meio Ambiente como maneira apoiar políticas públicas relacionadas ao clima.

*Por João Gabriel Leitão e Valéria Oliveira, da Rede Amazônica RR

Por que dizem que Rondônia fica ‘onde o vento faz a curva’?

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Bandeira de Rondônia balançando com o vento. Foto: Daiane Mendonça/Secom RO

A expressão popular “onde o vento faz a curva” geralmente é usada para se referir a lugares distantes. Porém, em Rondônia essa frase ganha um significado literal: o estado está localizado exatamente no ponto onde os ventos que cruzam a América do Sul mudam de direção.

O Grupo Rede Amazônica conversou com o professor João Gobo, especialista em climatologia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que explica como a posição do estado está diretamente relacionada aos ventos e às chuvas de todo o país e até ao futuro da floresta amazônica.

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Ele explica que esse papel estratégico de Rondônia no clima sul-americano está diretamente ligado aos Jatos de Baixos Níveis (JBN), que são correntes de vento carregadas de umidade que se deslocam próximo à superfície, partindo da Amazônia.

Esses jatos também são conhecidos como “rios voadores” porque levam água na forma de vapor e alimentam chuvas em outras regiões do Brasil. Rondônia está justamente no ponto onde esses ventos mudam de direção, o chamado “ponto de inflexão”.

Leia também: Portal Amazônia responde: O que são os rios voadores?

“Esse vento vem do Leste [Manaus e Belém]. Por conta da Cordilheira dos Andes, eles não conseguem seguir caminho em direção ao Pacífico, então fazem uma curva em direção ao Sul e ao Sudeste do Brasil. Essa curva é exatamente em cima de Rondônia, Acre e da Bolívia”, explica.

Mas por que os ventos não conseguem passar pelas Cordilheiras? 

Os Andes formam a cadeia de montanhas mais extensa do mundo, com relevo elevado e pressão atmosférica reduzida. Essas características criam uma barreira natural que impede o avanço dos ventos vindos da Amazônia. É como se os Andes fossem uma parede, e Rondônia, a esquina onde esses ventos dobram o caminho.

Rondônia como epicentro da umidade continental

De acordo com Gobo, a posição geográfica do estado faz dele uma espécie de “esteira rolante de umidade”. O vapor d’água que evapora da floresta e do oceano é empurrado pelos ventos entre os Andes e o Planalto Brasileiro, ganhando velocidade e seguindo em direção ao centro-sul do continente.

Esse movimento é essencial para formar a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que leva chuvas para regiões como o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil.

A posição geográfica de Rondônia é estratégica:

  • Está a leste dos Andes, o que a coloca diretamente na rota dos JBN.
  • Fica abaixo da faixa equatorial, onde há forte influência da Monção Sul-Americana, que regula os ciclos de chuva e seca.
  • Está entre biomas como a Amazônia e o Cerrado, o que contribui para uma rica interação entre umidade, temperatura e relevo.

Essa combinação faz com que o estado receba grandes volumes de umidade e registre chuvas intensas, especialmente no verão, quando a monção está ativa.

A monção sul-americana é um sistema de ventos que muda com as estações, trazendo chuvas intensas no verão. Ela ocorre pela diferença de temperatura entre o continente e o oceano, que atrai ar úmido para o interior do Brasil.

Um inimigo: o desmatamento

desmatamento em rondônia
Desmatamento na Terra Indígena Igarapé Lage em Rondônia. Foto: Divulgação/PF

A floresta amazônica funciona como uma gigantesca fábrica de vapor d’água. As árvores liberam umidade para a atmosfera por meio da evapotranspiração: um processo natural que mantém o ar úmido e alimenta os ventos que transportam essa umidade pelo continente.

Quando há desmatamento, essa produção de vapor diminui. Isso afeta diretamente os Jatos de Baixos Níveis (JBN), que dependem dessa umidade para levar chuva para outras regiões. Com menos vapor disponível, os ventos perdem força e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) também enfraquece.

Rondônia não é apenas “onde o vento faz a curva”, é onde o clima da América do Sul se desenha. A ciência confirma o que a sabedoria popular já manifestava. Entender essa dinâmica é essencial para proteger a floresta, o clima e o futuro da região.

*Por Beatriz Rodrigues, estagiária sob supervisão de Jaíne Quele Cruz, da Rede Amazônica RO

Tradição e cultura viva: conheça o Mercado das Tulhas do Maranhão

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Foto: Reprodução/TV UFMA

Localizado no coração do Centro Histórico da capital maranhense, o Mercado das Tulhas, também conhecido como Casa das Tulhas ou Feira da Praia Grande, é um dos espaços mais tradicionais de São Luís. Com mais de 200 anos de existência, o mercado faz parte do conjunto arquitetônico declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1997, reforçando sua importância histórica, turística e cultural.

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Construído no início do século XIX, o Mercado das Tulhas mantém sua relevância até os dias atuais, funcionando como ponto de encontro entre moradores, turistas e comerciantes.

De acordo com informações da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o mercado foi “construído no século XIX e o seu nome ‘tulha’ se refere a inicialmente ser um local para venda de grãos, um celeiro público, onde o lavrador guardava e vendia os gêneros que seriam comercializados. Entre 1855 e 1861, a Companhia Confiança Maranhense incorporou a Casa das Tulhas, demolindo o prédio e construindo um edifício regular. Em 1895, o seu controle foi repassado para a Câmara Municipal de São Luís”.

Em seu interior, o visitante encontra uma diversidade de produtos típicos que traduzem a essência da cultura maranhense: desde gêneros alimentícios regionais, como castanhas, doces e temperos, até bebidas artesanais, entre elas a tradicional tiquira, considerada a mais antiga bebida destilada do Brasil.

Leia também: Saiba quantos e quais municípios do Maranhão compõem a Amazônia Legal

O artesanato local também marca presença no Mercado das Tulhas, valorizando o trabalho manual de artistas que preservam técnicas e tradições passadas de geração em geração.

interior do mercado das tulhas, em são luis, no maranhão
Foto: Reprodução/TV UFMA

Com quatro entradas principais, sendo a principal pela Rua da Estrela, além de acessos pela Rua Portugal e laterais voltadas para o Centro de Criatividade Odylo Costa Filho e para a Câmara Municipal de São Luís, o Mercado das Tulhas ocupa uma construção retangular que mescla história e dinamismo. Nas áreas externas, pequenas lojas oferecem roupas e peças artesanais, enquanto, no interior, bancadas e barracas dão cor, aroma e sabor à experiência de quem circula pelo espaço.

Mercado mantém a cultura maranhense viva

Mais do que um centro de comércio, o Mercado das Tulhas é também um retrato vivo da cultura ludovicense. Suas paredes históricas abrigam manifestações folclóricas, expressões gastronômicas e tradições que fazem parte do cotidiano da população. Por isso, o espaço é visto como um importante atrativo turístico, com potencial de maior valorização e promoção para que se torne referência consolidada dentro do roteiro cultural do Centro Histórico de São Luís.

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O Mercado também é popularmente chamado de ‘Feira do Reviver’ e continua desempenhando papel essencial no abastecimento e no fortalecimento da economia local, conectando o passado ao presente e reafirmando a identidade cultural do Maranhão.

Imac investiga derramamento de óleo no Rio Juruá; imagens mostram manchas

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Foto: Reprodução/Governo do Acre

O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) está investigando as causas de um derramamento de óleo no Rio Juruá, próximo à Ponte da União, em Cruzeiro do Sul, após imagens feitas por moradores da região mostrarem manchas na água.

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Em nota, o Imac informou que enviou uma equipe técnica ao local, confirmou a presença do material e relatou que a possível causa seria a manutenção de uma embarcação que estava parada e sem funcionamento.

O órgão descartou que o vazamento tenha vindo de um pontão, embarcação que funciona como posto de combustível flutuante, localizado próximo ao local do ocorrido.

Segundo a representante do Imac no município, Lacione Maia, a denúncia chegou por meio de mensagens e imagens enviadas ao órgão.

“Nós iremos seguir com os procedimentos administrativos, que são autos de infração e multa. Esses valores [para crimes ambientais] variam de R$ 5 mil a R$ 50 milhões”, disse .

O proprietário da embarcação suspeita de ter causado a contaminação foi notificado a prestar esclarecimentos à representação do órgão no Juruá. Caso a responsabilidade seja confirmada, o dono ou a pessoa que fez a manutenção poderão ser responsabilizados.

derramamento de óleo no Rio Juruá é investigado
Foto: Reprodução/Governo do Acre

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Impactos ambientais causados pelo óleo

De acordo com o Imac, a presença de óleo no rio pode causar sérios danos ambientais, comprometer a qualidade da água e afetar diretamente a vida aquática.

“O óleo contamina o lençol freático, provoca a morte de animais aquáticos, atinge os solos e impede a entrada de luz. Ele tem várias consequências, inclusive no abastecimento de água da cidade”, explicou a representante.

O órgão destacou ainda que a contaminação ameaça espécies, pode gerar desequilíbrios no ecossistema e preocupa ribeirinhos que dependem do rio para o sustento e o consumo diário.

Nota do IMAC

O governo do Acre, através do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), esclarece que após uma denúncia de que havia ocorrido um derramamento de óleo no Rio Juruá, em Cruzeiro do sul, enviou uma equipe técnica para analisar a situação de um possível dano ambiental. Chegando ao local, foi detectado que a causa do derramamento não era proveniente de um pontão – embarcação que serve como posto de combustível flutuante – que funciona nas proximidades do ocorrido.

Os técnicos, então, identificaram que a possível causa seria devido à uma manutenção de uma embarcação parada e sem funcionamento que estava no rio. O dono da embarcação foi notificado a comparecer à Representação do Imac no Juruá (Repju) para prestar esclarecimentos. O órgão esclarece que caso seja confirmado que o derramamento de óleo tenha sido devido à manutenção, o proprietário ou a pessoa que realizou a manutenção serão responsabilizados.

André Luiz Pereira Hasem

Presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

*Por Jhenyfer de Souza e Carla Carvalho, da Rede Amazônica AC