Paixão de torcedor: cor azul e álbum de toadas inspiraram manauara a torcer pelo boi Caprichoso

A amazonense Andreia Nunes conta como o amor pela cor azul e um CD nostálgico do Caprichoso a ajudou a escolher torcer pelo boi da estrela.

Considerada uma das três cores primárias, o azul está associado à vários significados e é amplamente utilizado em diversas áreas, dependendo do contexto. Na psicologia, por exemplo, o azul representa tranquilidade, serenidade e confiança, enquanto que na saúde a cor indica prevenção e tratamento de doenças e até diagnóstico da situação hospitalar de um determinado paciente.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Quando se fala em cultura, o azul faz parte de uma das maiores celebrações culturais do Brasil: o Festival Folclórico de Parintins. O boi Caprichoso, feito na cor azul e branco, e o boi Garantido, de cor vermelha e branca, ditam as cores da rivalidade bovina que protagoniza a festa na Ilha da Magia.

E foi assim, encantada pela cor azul que Andreia Nunes justifica a escolha de torcer pelo Caprichoso no festival. A manauara de 41 anos desembarcou em Parintins nesta semana para prestigiar as apresentações do boi da estrela na 59º edição do maior espetáculo à céu aberto do planeta.

Leia também: Paixão de torcedor: toada do Caprichoso motivou carioca a gostar de boi e vivenciar Festival de Parintins

Paixão pelo azul do Caprichoso

Apaixonado pelo azul, Andreia conta que sua admiração pela cor começou desde a infância. Na ocasião, ela relembra que isso ajudou a tomar gosto pelo boi Caprichoso, que detém as cores azul, preto e branco. A preferência, somado ao álbum Luz e Mistérios da Floresta, lançado pelo Boi Caprichoso em 1995, que ajudou Andreia e escolher o seu boi.

“Eu sempre achei o azul lindo, desde criança eu gostei da cor, que dali se tornou uma forma natural de expressão dos meus gostos. Aí em 1995, quando foi lançado o álbum do Caprichoso, foram toadas que mexeu com todo mundo, mexeu comigo e com toda a nação azulada. Aos 10 anos, gostando do azul e já entendendo o que era boi bumbá comecei a admirar o boi Caprichoso, começou daí a minha paixão pelo Touro Negro”, recorda Nunes.

Já com o boi escolhido, Andreia relembra que começou a frequentar o tradicional Bar do Boi, evento tradicional do Caprichoso que conta com ensaios técnicos, apresentações dos itens oficiais, show da Marujada de Guerra e performances de dançarinos, além de marcar a contagem regressiva do festival, que acontece anualmente na última semana de junho.

Leia também: Paixão de torcedor: manauara “pé-quente” sonha em ver o bicampeonato do Garantido no Festival de Parintins 2026

Torcedora caprichoso
Paixão pela cor azul e álbum nostálgico motivaram Andreia Nunes a escolher torcer pelo Boi Caprichoso. Foto: Andreia Nunes/Arquivo pessoal

Foi nessa ocasião, inclusive, que Andreia teve a oportunidade de presenciar o Touro Negro pela primeira vez na vida.

torcedora caprichoso
Andreia na galera do Bumbódrom. Foto: Andreia Nunes/Arquivo pessoal

“O Bar do Boi acontecia geralmente no antigo TV Lândia Mall, lá nos anos 1990. Foi lá que eu comecei a frequentar os currais, a minha adolescência toda eu aproveitava indo aos finais de semana para brincar de boi. Foi lá que eu conheci o boi pela primeira vez, as pessoas falam que o boi escolhe a gente, mas eu que escolhi o meu boi Caprichoso”.

Leia também: Paixão de torcedor: “escolhido” pelo Garantido no ventre da mãe, amazonense retorna à Parintins depois de 17 anos

Experiência única em Parintins

Pela décima quinta vez em Parintins, Andreia afirma que todas as vezes que decide vir para a Ilha da Magia representa uma loucura para assistir de perto o seu boi favorito.

“A maior loucura que eu fiz e faço pelo Caprichoso é ter a oportunidade de vir para Parintins e torcer para ele ser campeão. A gente sai de Manaus, larga tudo, emprego, trabalho, família, enfrenta horas de barco, rede, tudo para chegar em Parintins e aproveitar o momento do festival, o que acontece uma vez por ano. Mas viver isso é magnífico, lindo e inesquecível”, pontua a amazonense.

Por fim, a manauara afirma que viajar para a Ilha tupinambarana e aproveitar o festival torcendo pelo seu boi favorito é algo inesquecível.

Vir para Parintins é deixar você se permitir viver uma das maiores experiências da vida. Você conhece a cultura da cidade, a festa de Parintins, conhece pessoas e o melhor, você vai deixar o boi te escolher. Tudo isso vale muito a pena, então se você pretender conhecer mesmo a Ilha da Magia, então venha, você não vai se arrepender”, finalizou.

Parintins para todo mundo ver

O projeto Parintins para Todo Mundo Ver é uma realização do Grupo Rede Amazônica, com oferecimento de Mercado Livre, Neutrogena, Banco da Amazônia (Basa), Âmbar Energia e Sicredi.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

De Parintins para o Rio de Janeiro: projeto leva a arte tupinambarana para referência do artesanato brasileiro

Desenvolvido na "Ilha da Magia", projeto 'Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro' exibe peças artísticas utilizadas no Festival Folclórico em mostra no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro a partir de 23 de julho.

Leia também

Publicidade