O telejornal ‘Amazônia News’ estreia na programação do canal Amazon Sat, a partir do dia 12 de janeiro. O noticiário passa a ser exibido de segunda a sexta-feira, às 13h (horário de Manaus), sob o comando da jornalista Juliana Fontes.
Produzido na Amazônia e para a Amazônia, o telejornal nasce com a proposta de dar visibilidade a quem pesquisa, produz e transforma a região diariamente. E promete levar pautas voltadas à ciência, educação, tecnologia e indústria, a partir do olhar de quem vive e conhece a realidade amazônica.
Para o supervisor multimídia do Amazon Sat, Victor Costa, a estreia do telejornal representa um passo importante na ampliação do conteúdo oferecido pelo canal.
“Com o passar do tempo, percebemos que apenas nossos programas especiais não são o suficiente para abranger toda a complexidade de temas da Amazônia, daí surge a necessidade de um programa que trate de pautas mais factuais, diárias, e que principalmente aproxime ainda mais a nossa audiência do material que apresentamos. Essa é apenas a primeira de uma série de mudanças que preparamos para o Amazon Sat neste ano com esse objetivo de diversificar a nossa grade de programação”, explicou.
Da esquerda pra direita: a correspondente de Manaus, Jackeline Lima, e Juliana Fontes, apresentadora do Amazônia News. Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat
A apresentadora Juliana Fontes destacou a responsabilidade e o significado de assumir o comando de um telejornal voltado exclusivamente para a região.
“Assumir a apresentação de um programa voltado para a Amazônia significa, para mim, assumir uma grande responsabilidade e também um privilégio. É saber da importância de dar voz às pessoas que vivem a região, valorizar a cultura, a diversidade, os desafios e as riquezas desse bioma”, afirmou.
“Com a estreia do programa eu espero que continuemos fazendo o conteúdo de qualidade pelo qual o Amazon Sat já é conhecido e seguir na nossa missão de integrar e desenvolver a Amazônia”, comentou Victor Costa.
Natalicio Karai apresentando calendários Guarani. Foto: Reprodução/Museu das Culturas Indígenas
Tradições como roupas novas, ceias fartas, simpatias, fogos de artifício e a famosa festa de virada de ano, à meia-noite no dia 31 de dezembro, compõem o imaginário popular de grande parte da população quando se fala em Réveillon, em ano novo.
No entanto, para a maioria dos povos indígenas, essa data não carrega significado simbólico, visto que essas etnias não seguem o calendário gregoriano, adotado mundialmente, mas que se organizam a partir dos ciclos da natureza.
Na Amazônia brasileira, por exemplo, o número de etnias é de 391 (Censo de 2022 do IBGE) e esses povos desenvolvem seus próprios calendários com base em fenômenos naturais como o regime das chuvas, as cheias e as vazantes dos rios, os períodos de plantio, pesca, caça e, sobretudo, o movimento das constelações. Esses calendários são transmitidos de geração em geração e orientam a vida social, econômica e espiritual dessas comunidades.
Embora muitos indígenas já estejam habituados ao calendário gregoriano, utilizado em atividades institucionais, escolares e administrativas, por sua proximidade com os centros urbanos, esses povos mantêm suas próprias formas de medir o tempo.
Divisão do tempo indígena
A divisão do tempo é uma prática ancestral que acontece a partir das mudanças das constelações. Entre os povos indígenas os calendários são representados graficamente por círculos, que organizam os ciclos naturais ao longo do ano, em que são considerados elementos como a agricultura, atividades de subsistência e a mudança das constelações.
Nas comunidades localizadas próximas à linha do Equador, o ano costuma iniciar com a constelação da Jararaca, período que coincide com a época de enchentes, aproximadamente nos meses de novembro e dezembro no calendário gregoriano. Diferente do calendário ocidental, essas datas não são fixas, já que se a cheia do rio atrasa ou adianta, o início do ano também muda.
Enquanto isso, de acordo com a Cooperação e Aliança no Noroeste Amazônico (Canoa), os povos Tukano orientais, Aruaki e Macu, que habitam a região do Alto Rio Negro, no Noroeste Amazônico, utilizam um calendário desenvolvido pelo organização. Dividido em três círculos principais, os calendários reúnem os ritos de passagem, como benzimentos, os períodos agrícolas e os períodos de pesca, como a caça e a coleta de insetos.
O padre Justino Sarmento Rezende explica que, para muitos povos indígenas, a organização do tempo está profundamente ligada aos ciclos da vida e da natureza. Segundo ele, o ritmo do cotidiano não é marcado por datas fixas, mas por acontecimentos fundamentais da existência humana, como a gestação, o nascimento e a morte, que em diversas culturas são acompanhados por rituais e celebrações.
“Geralmente as pessoas seguem o ritmo, o ciclo da vida, a gestação da mulher, o nascimento de uma criança. Quando alguém morre, algumas culturas realizam festas”, afirma o padre.
Além disso, a chegada das frutas comestíveis, por exemplo, também dá origem a festas e momentos de partilha entre as comunidades e parentes, assim como os períodos de caça e pesca. De acordo com Justino, as cerimônias antecedem atividades importantes do cotidiano, como a abertura de roças, a construção de casas e a recepção de visitantes.
Ele explica que não existe um único modelo de organização do tempo entre os povos indígenas, e que as comunidades que passaram por processos de evangelização ou escolarização acabam incorporando outras referências ao seu calendário tradicional.
“Quem já é evangelizado, cristianizado, faz também festas religiosas. Quem tem escola inclui o calendário escolar, as festas cívicas, e assim vai seguindo, depende de como cada povo vai vivendo a sua própria história”, explica.
Diversidade de calendários
A diversidade dos calendários indígenas está diretamente ligada à diversidade cultural desses povos. Não existe apenas ‘um povo indígena’ ou ‘uma única cultura indígena’, são muitos povos diferentes, com histórias, crenças e formas de viver próprias.
Essa diversidade também aparece na relação dos povos indígenas com o calendário ocidental e com as festas de fim de ano. Quanto maior o contato com a população não indígena, maior costuma ser a influência do calendário gregoriano e de datas como o Natal e o Ano Novo.
Calendários indígenas. Foto: Thiayu Suyá
As manifestações socioculturais indígenas são construídas tanto a partir das tradições quanto do contato com a sociedade envolvente. Povos que mantêm uma relação mais próxima com cidades, escolas e instituições acabam incluindo no dia a dia festas cívicas, religiosas e até o calendário escolar.
Apesar disso, o sentido simbólico da passagem do tempo está presente em todas as culturas, já que a ideia de renovação, tão associada ao Ano Novo no calendário, também aparece em diferentes etnias, ainda que em outras datas e contextos. Assim, enquanto o calendário gregoriano marca o tempo de forma fixa e padronizada, os calendários indígenas permanecem flexíveis e profundamente conectados à natureza.
Serpente cascavel, uma das mais venenosas da Amazônia pode ser vista no Musa. Foto: Divulgação
Manaus lidera o número de registros de acidentes com animais peçonhentos no Amazonas em 2025. Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) mostram que a capital contabilizou 491 ocorrências, o maior volume entre os municípios do estado. Veja abaixo quais são as cidades do estado com mais registros.
Os números reforçam um cenário de alerta que já vinha sendo observado ao longo do ano em diferentes regiões do Amazonas.
Serpentes lideram acidentes com animais peçonhentos
Outro levantamento divulgado anteriormente pela FVS-RCP apontou que, até dezembro de 2025, o Amazonas registrou 3.500 acidentes com animais peçonhentos, sendo que 1.846 envolveram serpentes, que continuam liderando esse tipo de ocorrência no estado.
Segundo a fundação, o período de cheia dos rios contribui para o aumento dos casos, já que as chuvas favorecem o deslocamento dos animais em busca de abrigo, elevando o risco de contato com a população.
Perereca-macaco (Pithecopus nordestinus) em processo de tanatose. Foto: Willianilson Pessoa
Você já viu algum bichinho “fingindo de morto” para fugir de uma situação de perigo? Esse comportamento tem nome: tanatose. Trata-se de uma reação utilizada por diversos animais como estratégia de defesa, que quando ameaçados, assumem a postura de um corpo sem vida para enganar predadores.
A estratégia permite com que esses animais, ao serem vistos, encurralados ou tocados, fiquem completamente imóveis, relaxem os músculos e a respiração, “fingindo” que estão mortos.
Pesquisas publicadas nas revistas Behavioral Ecology e Animal Behaviour mostram que essa imobilidade extrema funciona como uma última tentativa de escapar, já que muitos predadores preferem presas vivas e rejeitam o que parece doente ou morto. E muitos animais da Amazônia usam esse recurso de sobrevivência.
“A tanatose é uma resposta comportamental na qual o animal entra em imobilidade extrema, muitas vezes com o corpo relaxado ou membros dobrados, simulando rigorosamente um animal morto. No entanto, permanecer imóvel pode salvar a vida, mas torna a presa vulnerável se o predador insistir”, explicou o biólogo João Pedro Costa Gomes ao Portal Amazônia.
Segundo o pesquisador, essa reação não é aleatória e geralmente ocorre de forma automática quando estratégias como a fuga ou a camuflagem falham. Estudos publicados na Biological Reviews indicam que a tanatose possui uma base evolutiva, em que alguns indivíduos e espécies são mais propensos a usá-la, conforme o equilíbrio entre riscos e benefícios.
A tanatose, também chamada de imobilidade tônica ou mimetismo de morte, é mais comum do que se imagina, sendo realizada por besouros, gafanhotos, aranhas, rãs, lagartos, aves e até mamíferos como o gambá.
“Na Amazônia, há registros em aranhas-caranguejeiras, gorgulhos, pequenos hílideos (família de animais da classe dos anfíbios), cobras terrestres e filhotes de tinamídeos (aves), cada grupo usando a tática à sua maneira. Ainda assim, todos se beneficiam da mesma lógica: enganar o predador para ganhar tempo e escapar”, afirmou Gomes.
De acordo com o biólogo, a estratégia é parte de um jogo evolutivo constante entre os predadores e as presas.
“A corrida de adaptações e contra-adaptações da tanatose parece estranha aos nossos olhos, mas essa estratégia simples continua garantindo a sobrevivência de inúmeras espécies nas florestas, campos e rios do mundo, inclusive no coração da Amazônia”, explicou o pesquisador.
Confira sete animais encontrados na Amazônia que praticam a tanatose:
Aranha-caranguejeira
Foto: João Pedro Gomes
A aranha-caranguejeira (Paratropis sp.) pode praticar a tanatose quando ameaçada por predadores como pássaros, lagartixas, sapos, rãs e até mesmo outras aranhas.
Gambá-comum
Didelphis marsupialis. Foto: Raúl Álvarez Mora
O gambá-comum (Didelphis marsupialis), também conhecido como mucura, quando ameaçada, realiza a prática diante de predadores como aves de rapina e carnívoros de médio porte, felinos como o gato-do-mato e a onça-pintada e também o ser humano.
O inhambu-pixuna (Crypturellus cinereus) pode realizar a tanatose diante de predadores como corujas, gaviões, onças, jaguatiricas, jiboias e pequenos mamíferos como quatis e iraras.
O lagarto de olhos elegantes (Cercosaura argulus) realiza a tanatose diante de predadores como aves, serpentes e pequenos mamíferos insetívoros.
Cobra-de-terra-de-colar
Atractus torquatus. Foto: Marco Aurelio de Sena
A cobra-de-terra-de-colar (Atractus torquatus) pode realizar a prática diante de predadores como aves de rapina, outras serpentes e mamíferos carnívoros.
Perereca Mapinguari
Dendropsophus mapinguari. Foto: Pedro Peloso/Museu Paraense Emílio Goeldi
A perereca mapinguari (Dendropsophus mapinguari) realiza a prática quando se sente ameaçada diante de diversos animais da floresta amazônica, incluindo aves, répteis e mamíferos.
Gorgulho-de-bico-curto
Platyomus marmoratus. Foto: Elendil Cocchi
O gorgulho-de-bico-curto(Platyomus marmoratus) pratica a tanatose, quando ameaçado por animais como aves, pequenos mamíferos, répteis e aranhas.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
De duplas sertanejas consagradas à nomes da música regional, muitos artistas amazônidas adotam nomes artísticos para expressar melhor sua identidade e se conectar com o público. Dessa forma nem sempre o nome que faz sucesso é o mesmo que está na certidão de nascimento.
Nesta série, o Portal Amazônia procurou artistas dos estados na Amazônia Legal que adotaram esses nomes diferentes dos próprios para seguir carreira. Conheça alguns dos mais populares em Tocantins:
Henrique e Juliano
A dupla sertaneja Henrique e Juliano acumula dezenas de sucessos e repertórios de milhões de streams nas plataformas digitais, com faixas como ‘Arranhão’, ‘A maior Saudade’, ‘Acordo’, ‘Rasteira’ e ‘Liberdade Provisória’. Os artistas ganharam popularidade nacional com o sucesso da música ‘Vem Novinha’ e do lançamento do primeiro DVD, ‘Ao Vivo em Palmas’, em 2013
Os irmãos nasceram em Palmeirópolis, uma cidade no interior do Tocantins. Apesar do sucesso alcançado em nível nacional, eles mantiveram suas raízes e vivem atualmente em Palmas sem abrir mão da vida na fazenda.
Henrique, batizado como Ricelly Henrique Tavares Reis, nasceu no dia 23 de maio de 1989, e começou a cantar com o irmão aos 17 anos, influenciados pelo pai.
Ricelly Henrique Tavares Reis, conhecido como Henrique. Foto: Reprodução/ site oficial Henrique e Juliano
Antes da fama, o cantor cursava direito e trabalhava em Palmas, onde teve a oportunidade de cantar na ‘Balada Sertaneja’ ao lado de nomes renomados. Depois disso, ele se dedicou à carreira musical ao lado do irmão, e atualmente administra a carreira, os negócios da família e vive uma vida reservada na fazenda com a esposa e os filhos.
Juliano, batizado como Edson Alves dos Reis Júnior, é o irmão caçula e nasceu no dia 27 de novembro de 1990. O cantor teve as mesmas influências que o irmão e sempre foi muito inspirado pelo pai.
Edson Alves dos Reis Júnior, conhecido como Juliano. Foto: Reprodução/ site oficial Henrique e Juliano
Longe dos palcos o artista costuma gostar de adrenalina, e tem como hobbies o drift e a pilotagem de avião, tendo permissão para pilotar desde os 18 anos. Atualmente o cantor se dedica além dos palcos, a sua esposa e filhas.
Mariá
A cantora e compositora Maria Luiza Nomellini iniciou a carreira sob o nome artístico Malu Nomellini, mas adotou o nome de Mariá como forma de representar a sua identidade artística.
“Minha jornada na música e nas artes começou com o nome Malu Nomellini, uma combinação natural do meu próprio nome. Com o tempo, senti que precisava de algo que traduzisse com mais profundidade a minha essência, minha poesia e o propósito do que eu crio. Foi então que surgiu Mariá, uma versão mais íntima e fluida de mim mesma, que significa unir, misturar e harmonizar de forma bela e natural”, afirmou a cantora ao Portal Amazônia.
Maria Luiza Nomellini, conhecida como Mariá. Foto: Reprodução/Instagram-@amariacantora
De acordo com Mariá, o nome artístico não é apenas uma escolha estética, mas sim um espaço simbólico de criação e liberdade que possibilitou à artista explorar a sua arte com mais autenticidade e coerência. Além disso, Mariá acredita que adotar o nome artístico proporcionou a criação de uma conexão mais forte com o público.
“É como se, ao adotar esse nome, eu também tivesse assumido meu lugar no mundo artístico e o propósito que quero transmitir por meio do meu trabalho”, concluiu a cantora.
Dorivã Passarim do Jalapão
O cantor e compositor Dorivã Passarim do Jalapão, batizado como Dorivan Borges da Silva, nasceu na cidade Cristalândia, mas passou a infância e adolescência na cidade de Gurupi, no Tocantins. O artista iniciou sua carreira musical em 1979, aos 18 anos, quando se tornou músico profissional.
Apesar de ter iniciado a carreira em em 1979, o cantor só teve o seu primeiro disco lançado no ano de 2000. Sua música mescla elementos da cultura popular tocantinense e da música popular brasileira, refletindo identidade e o pertencimento regional, daí seu nome artístico.
Dorivan Borges da Silva, conhecido como Dorivã Passarim do Jalapão. Foto: Elton Abreu
Suas composições, como ‘Forró Traquino’ e ‘Romeiro do Bonfim’, se tornaram sucessos regionais. Reconhecido nacionalmente, representou o Tocantins na França em 2002, no projeto ‘Ano do Brasil na França’, promovido pelo Ministério da Cultura.
Entre seus principais trabalhos estão os álbuns ‘Passarim do Jalapão’, ‘Passarim num pé de serra’, ‘Taquarulu’ (2007) e ‘Folia Dourada’ (2015). Dorivã também é gestor cultural, e coordena o projeto Meninos do São João Luzis, que incentiva o ensino musical em escolas rurais.
Braguinha Barroso
Sebastião Barroso Sampaio, conhecido como Braguinha Barroso, é um cantor e compositor nascido na cidade de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, no dia 22 de janeiro de 1954. O artista começou na carreira musical ainda na infância quando foi escolhido para participar do coral da escola.
Sebastião Barroso Sampaio, conhecido como Braguinha Barroso. Foto: Reprodução/Facebook-@Braguinhabarroso
Com uma carreira marcada por festivais e composições autorais, Braguinha é autor da ‘Canção de Amor e Palmas’, hino oficial da capital do Tocantins. Braguinha é reconhecido em festivais como o Musicanto Latino-Americano e o Festival da Rede Globo, onde foi premiado em 1995 com a canção ‘Catirandê’.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
No Pará, artistas têm ganhado reconhecimento nacional levando os sons do Norte para o Brasil inteiro, com músicas que refletem a diversidade e a região amazônica. Vários deles adotaram nomes artísticos que diferem de seus nomes reais, escolhidos como símbolo de transformação pessoal e identificação até mesmo com o público.
Nesta série, o Portal Amazônia procurou artistas dos estados na Amazônia Legal que adotaram esses nomes diferentes dos próprios para seguir carreira. Conheça alguns dos mais populares no Pará:
Fafá de Belém
Maria de Fátima Palha de Figueiredo, conhecida nacionalmente como Fafá de Belém, é uma das maiores cantoras da música popular brasileira. Natural de Belém, no Pará, começou a cantar em festas familiares e encontros sociais quando ainda era criança.
Foto: Pedro Vitorino
Sua estreia na música aconteceu em 1976, com o lançamento do álbum ‘Tamba Tajá’. Seu segundo álbum, ‘Água’ de 1997, vendeu mais de 95 mil cópias, deixando a artista nas paradas de sucesso.
Durante sua carreira, Fafá passeou por diversos gêneros musicais como o bolero, o romance, o samba-canção, o carimbó, o sertanejo e até o rock. Apesar disso, a cantora jamais abandonou suas raízes paraenses.
Jade de Souza Melo é conhecida nacionalmente como Jaloo. A cantora de música brasileira contemporânea nasceu em Castanhal, no Pará, e iniciou sua trajetória produzindo remixes e divulgando seus trabalhos na internet.
Foto: Caia Ramalho
Artista trans, começou a carreira ainda usando o nome Jaime, o que deu origem ao nome artístico: a união entre ‘Ja’, de Jaime, e ‘lo’, de Melo, com um ‘o’ a mais para garantir exclusividade no buscador do Google. A escolha do nome Jade a ajudou a manter a identidade artística e a cantora ganhou repercussão nacional misturando pop eletrônico, tecnobrega, indie e outros sons.
Seu álbum de estreia, #1, lançado em 2015, apresentou uma estética futurista totalmente enraizada na cultura amazônica, e foi aclamado pela crítica. A cantora também é conhecida por sua performance visual e seu engajamento com a diversidade de gênero e sexualidade.
Pinduca
Aurino Quirino Gonçalves, conhecido como Pinduca, nasceu em Igarapé-Miri, em 1937. Considerado o ‘Rei do Carimbó’, ele foi responsável por popularizar ritmos típicos como o carimbó, o siriá e o lundum em todo o país, com mais de 30 álbuns gravados desde os anos 1970.
“Eu fui dançar numa quadrilha junina, lá na casa da dona Cabocla Valois. E eu fui colocar nomes, apelidos engraçados, nas abas dos chapéus, para os componentes da quadrilha e cada dançarino da quadrilha tinha um nome engraçado, que eu mesmo escrevi na aba do chapéu. Aí, na aba do meu chapéu, eu escrevi Pinduca. Quando coloquei o chapéu na cabeça, todo mundo começou a me chamar assim. Não me chamavam mais de Aurino, não. Ficou Pinduca”, afirmou o cantor ao Portal Amazônia.
O artista gostou tanto do apelido que entrou na justiça para mudar seu nome de registro, e a mais de 20 anos seu nome passou a ser Aurino Pinduca Quirino Gonçalves, o Pinduca.
“Depois disso foi só prosseguimento… Pinduca pra cá, Pinduca pra lá, veio o Rei do Carimbó, e ficou Pinduca para a eternidade”, concluiu.
Gaby Amarantos
Nascida Gabriela Amaral dos Santos, a cantora Gaby Amarantos ganhou destaque em 2012 com a música ‘Ex Mai Love’, que foi trilha sonora de novela e sucesso nas rádios de todo o país.
A artista se tornou uma referência do tecnobrega, gênero que mistura música eletrônica com elementos do brega tradicional paraense.
Ao longo dos anos, a artista participou de programas de televisão, atuou como jurada de reality shows, apresentou programas e seguiu lançando músicas que exploram não apenas o tecnobrega, mas também o afropop, o carimbó e o samba.
Seu nome artístico ‘Amarantos’, é uma junção de seus sobrenomes ‘Amaral’ e ‘Santos’.
Dona Onete
Ionete da Silveira Gama, a eterna Dona Onete, nasceu em 1938, em Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó. A cantora, que só gravou seu primeiro disco aos 73 anos, é professora de história e estudos paraenses, e se dedicou durante a vida à educação e à cultura.
Quando se aposentou, Onete passou a se apresentar em bares de Belém, até ser descoberta por músicos do Coletivo Rádio Cipó e ser convidada a participar de shows.
Seu álbum de lançamento, Feitiço Caboclo, trouxe composições com letras sensuais e com expressões da cultura marajoara. Seu segundo disco, Banzeiro, lançado em 2016, ganhou projeção nacional e a faixa-título foi regravada por Daniela Mercury virando sucesso no carnaval.
Ainda na ativa aos 80 anos, Dona Onete fala em suas canções sobre amor, prazer, sedução e resistência.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
Os nomes artísticos muitas vezes escondem histórias curiosas e com significados pessoais. Por trás desses nomes consagrados nos palcos, existem histórias de identidade cultural que revelam um pouco mais sobre suas trajetórias.
Nesta série, o Portal Amazônia procurou artistas dos estados na Amazônia Legal que adotaram esses nomes diferentes dos próprios para seguir carreira. Conheça alguns dos mais populares no Amapá:
Tani Sereia
Tânia Fátima, conhecida como Tani Sereia, é uma cantora e compositora amapaense considerada uma voz promissora na região. Tânia carrega em seu nome de batismo um significado especial, já que o ‘Fátima’ foi uma promessa feita por sua mãe a Nossa Senhora de Fátima antes do seu nascimento.
Na infância, a artista era chamada de ‘Taninha’, porém, durante a adolescência, uma amiga resolveu encurtar ainda mais o apelido, chamando-a de ‘Tani’. O novo nome pegou e acabou se tornando a forma como passou a ser conhecida, tanto na vida pessoal quanto na artística.
‘Tani’, segundo ela, é um nome que transmite suavidade, algo que a artista considera positivo, principalmente quando entra em contraste com a potência da sua voz nos palcos.
“Acho que o nome curto e diferente ajuda a ser lembrado e a estabelecer identidade, além do elemento surpresa, ‘Tani’ transmite uma doçura, o que causa catarse quando a voz também marcante ecoa pelos palcos”, explica a cantora.
O ‘Sereia’, por sua vez, nasceu de uma ligação afetiva com as águas. Desde pequena, Tani sempre sentiu uma conexão especial com rios e mares, e a figura mitológica da sereia sempre exerceu fascínio sobre ela.
“A sereia sempre foi a figura mitológica que eu mais me identifiquei desde criança, além de ter toda a magia envolvendo a voz das sereias, que têm o poder de encantar pelo canto e até de levar os pescadores para fundo consigo”, conta a artista.
Natural de Macapá, Hernani Vitor Carrera Guedes, conhecido como Nivito Guedes, é um cantor, compositor, violinista e um dos grandes nomes amapaenses.
O nome artístico adotado pelo cantor une partes do próprio nome: ‘Ni’ de Hernani e ‘vito’ de Vitor, formando Nivito, acompanhado do sobrenome Guedes.
Foto: Paulo Rafael
Conhecido pelo estilo único de tocar violão, Nivito construiu uma carreira sólida baseada na valorização da cultura amazônica. Com influências que vão do Marabaixo e Batuque, folclores tradicionais do Amapá, ao Carimbó paraense, passando pelo Merengue caribenho e pelo swing romântico, o artista desenvolveu uma sonoridade que mistura ritmos indígenas, caribenhos e brasileiros.
O artista possui três álbuns autorais, Todas as Luas, Tô em Macapá e uma coletânea com músicas apresentadas em festivais no Amapá e em outros estados. Em suas obras o artista reflete não apenas a sua identidade artística, como também a diversidade cultural da região.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
O Acre, fonte de talentos que ultrapassam fronteiras locais, é berço de diversas personalidades conhecidas. Grande parte desses artistas adotaram nomes artísticos que diferem de seus nomes reais, escolhidos como forma de representar a sua personalidade.
Nesta série, o Portal Amazônia procurou artistas dos estados na Amazônia Legal que adotaram esses nomes diferentes dos próprios para seguir carreira. Conheça alguns dos mais populares no Acre:
Diko Lobo
Cledson Castanho, conhecido como Diko Lobo e apelidado de ‘Diquinho’, foi um cantor e compositor de rock regional.
Natural de Cruzeiro do Sul, Diko desenvolveu interesse pela música em 1993, quando ouviu no rádio a música ‘Knockin’ on Heaven’s Door’, do Bob Dylan, interpretada pela banda Guns N’ Roses.
Foto: Arquivo pessoal-Diko Lobo
Ao longo da carreira, Diko tinha como referências internacionais bandas como Pink Floyd, Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin, Bon Jovi, Guns N’ Roses e Metallica, além de ícones do rock brasileiro como Raul Seixas, Legião Urbana, Barão Vermelho e Engenheiros do Hawaii. Em suas músicas Diko abordava temas políticos, poéticos, românticos e satíricos.
O cantor faleceu aos 41 anos em Cruzeiro do Sul, deixando um legado no rock regional. Em seu velório familiares, amigos, fãs e autoridades prestaram homenagens ao artista.
Abismar Gurgel Valente, conhecido artisticamente como Mestre Bima, nasceu em Tefé, no Amazonas. No entanto, foi levado ainda bebê com a mãe para os seringais do Alto Rio Envira, no Acre, onde fez muito sucesso.
Seu Bima, começou a tocar violão aos 10 anos de idade, acompanhando seu pai, José Pedro, mestre em sanfona harmônica. Ainda jovem, tornou-se um dos principais representantes da música popular do Acre.
Foto: Arison Jardim
O artista foi fundamental na preservação e difusão de ritmos tradicionais com influências indígenas, nordestinas e amazônicas.
Suas composições são marcadas por batuques e uma mistura de batidas rítmicas das comunidades indígenas, com sons nordestinos e outras influências da região norte, o tornando uma referência para músicos e pesquisadores da cultura popular.
Glória Perez
Fugindo do núcleo musical, outra artista acreana usou da criatividade para conquistar o público brasileiro de outra forma: com as novelas. Glória Maria Rebelo Ferrante, conhecida nacionalmente como Glória Perez, nasceu em Rio Branco, no Acre, no dia 25 de setembro de 1948.
O nome artístico adotado, na verdade era o nome de casada. Em 1969, após um ano vivendo juntos, casou-se com o engenheiro Luiz Carlos Saupiquet Perez, com quem teve três filhos (Daniella, Rodrigo e Rafael). Eles se separaram em 1984.
Autora de novelas e minisséries que marcaram a teledramaturgia nacional, Glória viveu em sua cidade natal até os 16 anos, quando se mudou com a família para Brasília, depois para São Paulo, até chegar no Rio de Janeiro, onde consolidou sua carreira.
Formada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Glória Perez iniciou a carreira como escritora na televisão em 1979, ao escrever uma sinopse para um episódio do seriado ‘Malu Mulher’. Embora o episódio não tenha sido produzido, o texto chamou a atenção de Janete Clair, uma das maiores autoras de novelas do Brasil, que a convidou para ser assistente na novela ‘Eu Prometo’ (1983).
Desde então, acumulou sucessos como ‘Partido Alto’ (1984), ‘Barriga de Aluguel’ (1990), ‘Explode Coração’ (1995), ‘O Clone’ (2001), ‘América’ (2005), ‘Caminho das Índias’ (2009), vencedora do Emmy Internacional, além da minissérie ‘Amazônia – de Galvez a Chico Mendes’ (2007), que homenageia sua terra natal e narra episódios marcantes da história acreana.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
Em Roraima, alguns artistas adotam nomes que diferem de seus nomes reais, para carregar ao longo da carreira. Esses nomes artísticos, em geral, são símbolos da trajetória, do pertencimento ou da transformação pessoal do artista.
Nesta série, o Portal Amazônia procurou artistas dos estados na Amazônia Legal que adotaram esses nomes diferentes dos próprios para seguir carreira. Conheça alguns dos mais populares em Roraima:
Euterpe
A cantora e compositora Andressa Nascimento adotou ‘Euterpe’ como nome artístico em 2009, no lançamento de seu primeiro álbum, ‘Batida Brasileira’.
O nome tem dupla referência, já que é científico – da palmeira do açaí (Euterpe oleracea) – e também mitológico, fazendo referência à musa da música na mitologia grega.
Foto: Euterpe/Arquivo Pessoal
Eurterpe nasceu em 1985, em Boa Vista (RR), e começou sua trajetória musical influenciada pelo pai, que era tecladista amador. A artista começou a cantar aos sete anos e participou de vários corais ao longo da carreira.
O álbum ‘Batida Brasileira’ foi produzido com apoio do prêmio do Festival de Canto Forte da Funarte e gravado em Belém do Pará, trazendo parcerias importantes com artistas como Eliakin Rufino e Jorge Farias.
Com uma forte ligação com a cultura amazônica e roraimense, ela valoriza suas raízes locais nas músicas, possuindo um repertório voltado para a poesia, a ancestralidade e os ritmos da floresta.
Ana Lu
A cantora Ana Luiza de Oliveira Pinto, conhecida nacionalmente como Ana Lu, optou por um nome curto, leve e de fácil memorização. Segundo ela, ‘Ana’ é comum, geralmente associado, e em busca de algo mais marcante e com energia positiva, Ana se inspirou em artistas como Chorão para adotar um nome artístico direto e descontraído.
“As combinações que eu fazia, ou achava grande, comum ou sério para o meu artístico. Queria um nome curto e de fácil fixação, Ana Lu ficou descontraído e com uma boa energia”, afirma a cantora.
Foto: Reprodução/ Instagram Ana Lu
Apesar do nome artístico, familiares e amigos mais antigos ainda a chamam por apelidos carinhosos ou pelo nome de registro. Para a cantora, a escolha do nome artístico contribuiu muito para a construção de sua imagem e identidade musical.
“Acredito que o nome Ana Lu traz essa vibe leve, de alegria. Acho um nome doce, e tem tudo a ver com a energia que gosto de levar através do meu som”, concluiu a cantora.
Leka Denz
A história do nome ‘Leka Denz’ surgiu ainda nos primórdios da internet, na época do MIRC, quando a cantora Alessandra Almeida Denz escolheu o apelido ‘Leleca’ como nickname (apelido) em salas de bate-papo em Boa Vista. Com o tempo, o apelido foi sendo abreviado pelas pessoas para ‘Leca’.
“Quando começamos a acessar a internet, na época do MIRC, as pessoas escolhiam nicknames para entrar na sala de bate papo aqui da cidade de Boa Vista e por algum motivo que não lembro, escolhi Leleca. Em um determinado momento, alguém resolveu abreviar e me chamar de Leca e isso pegou, eu apenas incluí a letra K, porque achei que trazia mais força e personalidade à palavra escrita”, afirmou a cantora.
Foto: Reprodução/ Facebook Leka Denz
De acordo com Leka, o nome artístico vem fortalecendo a sua carreira. Ela costuma refletir sobre o impacto que um nome pode ter em uma carreira artística e considera, inclusive, a possibilidade de mudanças futuras, como a retirada do sobrenome ou a adição de letras que tragam mais equilíbrio.
No entanto, ela acredita que qualquer alteração precisa vir de maneira natural, guiada por intuição ou pelos sinais do mundo ao redor. Para ela, não se trata de forçar um novo nome, mas de estar atenta aos sinais que a própria jornada pode indicar.
“Cheguei à conclusão que energeticamente é um nome que tem fortalecido a minha trajetória, e se for necessária alguma mudança desse tipo, vou sentir e isso vai acontecer naturalmente. Não precisa ser algo forçado, às vezes é o próprio mundo e as pessoas que nos dão esse direcionamento, só precisamos estar atentas aos sinais”, concluiu a artista.
Zeca Preto
Nascido José Maria de Souza Garcia, o cantor, compositor e poeta é conhecido nacionalmente como Zeca Preto. Ele nasceu em Belém do Pará, em 1950, e iniciou sua trajetória musical aos 23 anos, ao participar de um festival em Marabá, ainda no Pará.
No entanto, foi em Boa Vista que Zeca alcançou o sucesso e encontrou grandes nomes da música.
Foto: Reprodução/Facebook-Zeca Preto Page
Foi em Roraima que Zeca construiu uma identidade cultural e um sentimento de amor e pertencimento. Em 1984, foi um dos fundadores do Movimento Roraimeira, ao lado de Neuber Uchoa e Eliakin Rufino, com o objetivo de fortalecer a identidade cultural local, utilizando elementos indígenas e ritmos do norte do Brasil, como carimbó, siriá, merengue e salsa.
Zeca já se apresentou em vários estados do Brasil, além de países como Venezuela e Suíça, e em 2018, o Roraimeira foi reconhecido com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
Em Rondônia, artistas de destaque na música e no entretenimento digital adotam nomes artísticos que diferem de seus nomes reais. Por trás desses nomes cuidadosamente escolhidos, existem histórias de pertencimento, de resistência, inovação e de transformação pessoal.
Nesta série, o Portal Amazônia procurou artistas dos estados na Amazônia Legal que adotaram esses nomes diferentes dos próprios para seguir carreira. Conheça alguns dos mais populares em Rondônia:
Bado
Bado, nome artístico de Erivaldo de Melo Trindade, nasceu em 1964 em Porto Velho. Sua trajetória começou nos anos 1980, quando ele escrevia para espetáculos teatrais que integravam o movimento cultural da cidade.
Ele então passou a se apresentar com voz e violão em bares e eventos, sendo considerado um dos expoentes do movimento Grito de Cantadores, um movimento importante na consolidação da identidade musical de Porto Velho.
Foto: Reprodução/Facebook Bado
Seu primeiro trabalho surgiu nos anos 1990, em coletâneas como Porto das Esperanças (1992) e Amazônia em Canto (1995). No entanto, seu disco solo de estreia, Aldeia de Sons, só foi lançado em 2007, reunindo faixas que fundem a MPB a elementos regionais da Amazônia.
Com mais de quatro décadas de carreira, Bado é referência da música amazônica e já foi reconhecido nacionalmente, como ao receber o Prêmio Grão de Música em 2021 pela canção Mundos.
Ella (ex Jotta A)
Ella Viana de Holanda, mais conhecida como Jotta A, nasceu como José Antônio Viana de Holanda, no dia 8 de outubro de 1997, em Guajrá-Mirim.
A artista iniciou sua carreira musical aos seis anos, cantando música gospel, e seu talento a levou à fama após participar do programa de calouros do apresentador Raul Gil, na infância.
Foto: Reprodução/Instagram Ella Viana
Ella lançou diversos álbuns pela gravadora Central Gospel, como Essência e Geração de Jesus, este último indicado ao Grammy Latino.
Em 2020, Jotta A rompeu com a carreira gospel para se dedicar à música pop e, em 2022, anunciou publicamente que é uma mulher trans, iniciando o processo de transição de nome e gênero.
Desde então, tem usado seu nome feminino Ella Viana de Holanda, enquanto mantém o nome artístico Jotta A como símbolo de sua trajetória artística.
Gabriê
A artista Gabrielle Custódio Junqueira, natural de Rondônia, ganhou destaque nacional depois sua participação no programa The Voice Brasil. Atualmente, Gabrielle atende pelo nome artístico Gabriê, resultado de uma decisão estética e simbólica que marcou uma nova fase de sua carreira.
“Em meados de 2017 eu estava querendo lançar uma estética diferente da que eu vinha trazendo. Achava que meu nome completo já não cabia dentro do que eu queria propor”, explica a artista.
O nome Gabriê surgiu como uma sugestão de sua empresária, já que na época os nomes sem gênero e com terminações em ‘e’ estavam surgindo e ganhando mais evidência.
A mudança também refletiu em como ela passou a se perceber e se relacionar com o público:
Foto: Reprodução/Instagram Gabriê
“Só minha família, meu namorado e os amigos mais próximos me chamam de Gabrielle. Já não me sinto à vontade quando alguém que não tem um vínculo mais forte comigo me chama assim. Gosto muito de Gabriê”.
Ela acredita que seu nome artístico faz total diferença na carreira e que não existia ninguém com esse nome antes dela.
“Depois da minha aparição no The Voice recebi várias mensagens de mães que colocaram os nomes de suas filhas de Gabriê. Ou seja, foi algo que marcou as pessoas. Tudo que é diferente, marca mais”, afirma.
Willou e Watson
Saindo da música, os irmãos gêmeos Willou e Watson, embora tenham nascido em São Félix do Araguaia (MT), construíram suas carreiras em Rondônia, onde passaram boa parte da infância e juventude.
Com uma trajetória marcada por dificuldades financeiras e tragédias familiares, os dois criaram um canal no YouTube ainda em 2009.
Foto: Divulgação
O sucesso veio com o retorno do canal, em 2015, após terem perdido o conteúdo original depois de um ataque hacker, mas foi em 2016 que aconteceu a virada de chave, e os irmãos atingiram 100 mil inscritos. Atualmente, acumulam milhões de seguidores e fazem parte da nova geração de influenciadores digitais.
A história dos nomes dos irmãos é inusitada. Apesar de parecerem nomes artísticos criados, os nomes dos gêmeos são os verdadeiros. A mãe, dona Geni, acreditava estar grávida de apenas um bebê e só havia escolhido o nome de Willou, nome foi inspirado no filme ‘Willow – Na Terra da Magia’, de 1988.
Com Watson, a história foi diferente, como sua mãe não sabia de sua existência até a hora do parto, ele não tinha um nome para chamar de seu, e por conta de seus familiares o chamarem de amassadinho, já que ele nasceu com o rosto amassado, sua mãe resolveu então dar um nome ao bebê.
Foi quando, como uma forma de homenagear o pai das crianças, dona Geni escolheu Watson, já que juntando a primeira sílaba do nome de Willou e a última sílaba do nome de Watson, forma-se o nome do pai, Wilson.
Clementte
Juan Clementte, natural de Alvorada D’Oeste, é um dos novos nomes da cena pop e funk do estado. Com mais de 130 mil seguidores nas redes sociais, o cantor e compositor tem se destacado por unir batidas dançantes a mensagens de conscientização.
Foto: Reprodução/ Instagram Clementte
O cantor decidiu usar o sobrenome na carreira e acredita que um fator decisivo foi se mudar para a cidade de Ji-Paraná, onde começou a gravar vídeos e a ganhar maior visibilidade nas plataformas digitais.
Seu estilo, descreve, é uma mescla entre o emocional de artistas como Jão e a energia de nomes como Pedro Sampaio. A música ‘Mente Pra Mim’, que fala sobre o fim de um relacionamento foi sua primeira autoral a viralizar.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar