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Reserva no Peru abriga novo gênero de besouro, confirmam pesquisadores

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Descobertas ampliam o conhecimento científico sobre a fauna peruana. Foto:

Uma equipe internacional de pesquisadores confirmou a descoberta de um novo gênero e nove novas espécies de besouros longicórnios na Reserva da Biosfera de Manu, no sudeste do Peru. Essa descoberta demonstra que uma das regiões com maior biodiversidade do planeta continua a abrigar espécies até então desconhecidas pela ciência.

Os resultados foram publicados na revista científica Annales de la Société entomologique de France e constituem o primeiro inventário especializado de besouros longicórnios (Coleoptera: Cerambycidae) para o departamento de Cusco.

Leia também: Equipe de cientistas descobre nove espécies de besouros na Amazônia peruana

Novas espécies de besouros

A pesquisa identificou um novo gênero chamado Ankistron e descreveu nove espécies novas para a ciência. Seis delas foram registradas em áreas ligadas ao Parque Nacional de Manu e sua zona de amortecimento, dentro da Reserva da Biosfera de Manu, reconhecida internacionalmente por sua biodiversidade.

As novas espécies descritas são Anisopodus forsythi, Sternacutus santiagoi, Hyperplatys gorkyi, Colobothea monnei, Estola carmonae e Eranina noei, entre outras registradas durante trabalhos de campo realizados principalmente na Estação Biológica Manu, localizada no setor de Kosñipata, em Cusco.

O estudo também relata 21 espécies registradas pela primeira vez no Peru e 78 novos registros departamentais em Amazonas, Apurímac, Cusco, Huánuco e Madre de Dios. Essas descobertas ampliam significativamente o conhecimento científico sobre a distribuição de besouros longicórnios no país.

A pesquisa foi desenvolvida por Angelo Ávila-Jiménez, do Museu de História Natural da Universidade Pedagógica Nacional da Colômbia; Juan Pablo Botero, da Universidade Nacional da Colômbia; Antonio Santos-Silva, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, Brasil; e Alejandro Lopera-Toro, da Estação Biológica de Manu, Peru.

novos besouros descobertos no peru
Foto: Ângelo Ávila-Jiménez

Leia também: Madre de Dios, a ‘Capital da Biodiversidade’ do Peru

Os besouros-de-chifre-longo são um dos grupos de insetos mais diversos do mundo e desempenham funções ecológicas relacionadas à decomposição da matéria vegetal e à reciclagem de nutrientes em florestas tropicais.

A este respeito, o presidente executivo da Sernanp, José Carlos Nieto Navarrete, afirmou que os resultados confirmam o papel do Parque Nacional Manu, zona central da Reserva da Biosfera de Manu, localizada entre as regiões de Cusco e Madre de Dios, como um dos principais cenários para pesquisa e descoberta biológica na região andino-amazônica. 

Ele acrescentou que essas descobertas ampliam o conhecimento científico sobre a fauna peruana e fornecem informações relevantes para fortalecer futuras pesquisas e estratégias de conservação da biodiversidade.

*Com informações da Agência Andina

Sustentabilidade na prática: debate reúne iniciativas que estão transformando realidades na Amazônia

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Foto: Divulgação

Como transformar sustentabilidade em resultados concretos para a população? A busca por respostas para esse desafio reuniu empresas, instituições e organizações da sociedade civil durante o Talks ODS, realizado nesta sexta-feira (12/06), no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus.

O encontro integrou a programação do Circuito Cultural ODS – 2ª Edição e promoveu um espaço de diálogo sobre os caminhos para transformar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em ações capazes de gerar impacto positivo nos territórios amazônicos.

Representando a Fundação Rede Amazônica (FRAM), a diretora executiva Mariane Cavalcante participou do painel “Do Discurso à Prática: Empresas que Vivem os ODS”, ao lado de representantes da Vibra, Pioneiro e Consulado da Mulher. Durante o debate, ela destacou o papel da comunicação como ferramenta de mobilização social, conexão entre diferentes atores e transformação de realidades.

Segundo Mariane, a Fundação foi criada com o propósito de contribuir para o desenvolvimento e a integração da Amazônia e, ao longo de mais de quatro décadas, consolidou sua atuação por meio de projetos voltados à educação, cidadania, sustentabilidade, empreendedorismo, cultura e desenvolvimento social.

“O Grupo existe há 53 anos e a Fundação há 42. Ela foi criada com um objetivo muito semelhante ao do Grupo Rede Amazônica, que é desenvolver e integrar a Amazônia. Ao longo dessas décadas, construímos um legado baseado na educação, na mobilização social e na valorização da nossa região. Nosso principal diferencial é utilizar a comunicação como uma ferramenta de geração de impacto”, afirmou.

Atualmente, a Fundação Rede Amazônica desenvolve cerca de 22 projetos por ano em toda a Amazônia, impactando diretamente mais de um milhão de pessoas por meio de iniciativas voltadas ao fortalecimento das comunidades e à promoção do desenvolvimento sustentável.

“A gente entende que a comunicação é uma ferramenta extremamente importante na mobilização social e na participação coletiva. E sempre digo que, se conseguirmos mudar a vida de uma pessoa, já estamos cumprindo o nosso propósito”, destacou.

Medir para transformar

Durante o painel, Mariane destacou que um dos maiores desafios das organizações que atuam com impacto social é transformar a sustentabilidade em uma prática permanente e mensurável.

Segundo ela, a implantação de processos, indicadores e mecanismos de monitoramento foi fundamental para ampliar a efetividade dos projetos desenvolvidos pela Fundação.

“Transformar essa sustentabilidade numa prática transversal foi o nosso maior desafio. Para fazer isso, precisávamos implantar processos, criar indicadores e fazer monitoramento contínuo. E monitorar exige investimento, disciplina e compromisso. Mas é somente através desse acompanhamento que conseguimos entender se os projetos realmente estão funcionando e qual impacto estão gerando para a região”, explicou.

A executiva também ressaltou que a cultura do monitoramento fortalece a transparência institucional e amplia a capacidade das organizações de demonstrar resultados para parceiros e para a sociedade.

Conexões que ampliam o impacto

Outro tema abordado durante o debate foi a importância das parcerias para enfrentar os desafios sociais, econômicos e ambientais da Amazônia.

Para Mariane, a diversidade de realidades presentes na região exige uma atuação colaborativa entre empresas, instituições e comunidades.

“O impacto que a gente gera é muito grande, mas ele se torna ainda maior quando construímos conexões. Quanto mais parceria conseguimos estabelecer, mais pessoas conseguimos alcançar. A Amazônia é enorme, diversa e cheia de desafios. Ninguém consegue fazer isso sozinho”, afirmou.

Ela também chamou atenção para a necessidade de fortalecer a cultura da filantropia e do investimento social privado na Região Norte, ampliando o apoio a iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

“Ainda precisamos percorrer muitos caminhos para que mais empresas abracem as causas da Amazônia. São desafios distintos e necessidades diferentes em cada território. Por isso, precisamos cada vez mais de colaboração e compromisso coletivo.”

Inovação e responsabilidade social

Além das discussões sobre impacto social e sustentabilidade, o Talks ODS também apresentou experiências que demonstram como a inovação pode contribuir para uma agenda de desenvolvimento mais sustentável.

Representando a Pioneiro, a gerente de Comunicação e ESG, Monika Tambke, destacou a operação do primeiro caminhão elétrico abastecedor de aeronaves das Américas, em atividade no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

“Temos aqui em Manaus o primeiro caminhão elétrico abastecedor de aeronaves das Américas. É uma iniciativa da Pioneiro junto com a Vibra. E não é só o caminhão que se tornou elétrico. Transformamos também toda a nossa operação no Amazonas para utilizar energia solar. Quando falamos desse projeto, estamos falando de sustentabilidade de ponta a ponta”, explicou.

Monika também apresentou ações desenvolvidas por meio do Movimento Violência Sexual Zero, iniciativa que leva informação e conscientização para comunidades do interior do Amazonas.

“Temos um caminhão adesivado com a campanha Violência Sexual Zero, que percorre municípios do estado levando informação sobre canais de denúncia e ajudando a ampliar a conscientização sobre o enfrentamento à violência sexual”, destacou.

Ao reunir experiências de diferentes setores, o Talks ODS reforçou que sustentabilidade, inovação e desenvolvimento social caminham juntos. Mais do que conceitos, as iniciativas apresentadas mostraram que gerar impacto positivo na Amazônia exige diálogo, colaboração e compromisso permanente com a transformação dos territórios e das pessoas.

O Talks ODS integrou a programação do Circuito Cultural ODS – 2ª Edição, iniciativa que promove educação, cultura e conscientização sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Após o encontro realizado na sexta-feira, a programação segue até domingo (14/06), na Praia da Ponta Negra, com atividades gratuitas, apresentações culturais, exposições, experiências interativas e ações voltadas à sustentabilidade, cidadania e inovação social.

Por João Paulo Oliveira, da FRAM

Ofício da quebradeira de babaçu vira Manifestação da Cultura Nacional

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Quebradeiras de babaçu no Tocantins melhoram produção, mas convivem com ameaças. Foto: Ingrid Barros

Uma tradição secular, o ofício das quebradeiras de coco babaçu nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará foi reconhecido como Manifestação da Cultura Nacional.

Esse reconhecimento garante políticas públicas para manutenção da preservação dos saberes, das práticas e das formas de organização social dessas profissionais que, segundo o Movimento Interestadual, passam de 400 mil.

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A titulação também fortalece iniciativas para proteger os babaçuais, principalmente em relação ao manejo sustentável e às comunidades e povos tradicionais, das quais elas fazem parte.

O trabalho envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu. A atividade também inclui o aproveitamento de subprodutos usados na alimentação, no artesanato e na produção de óleo, sabão, carvão, farinha e outros bens de uso cotidiano.

Leia também: Comissão do Senado aprova ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural

Quebradeiras representam cultura tradicional

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, fala do simbolismo do reconhecimento acontecer no mesmo dia do lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Ofício da quebradeira de babaçu vira Manifestação da Cultura Nacional
Foto: Ingrid Barros

“Um dia histórico para povos e comunidades tradicionais. Pelo reconhecimento do dia das Quebradeiras de Coco Babaçu. Mulheres da luta em defesa do território vivo, das palmeiras vivas, dos territórios vivos e a luta que começa, com as quebradeiras de coco, que vai para além das quebradeiras de coco. É a luta pela diversidade dos povos e comunidades tradicionais do Brasil”.

O Plano Nacional também reconhece outras 27 identidades étnicas brasileiras, como quilombolas, pescadores, geraizeiros, extrativistas, caiçaras e pantaneiros.

A nova lei destaca, ainda, a necessária atenção ao bioma onde estão as palmeiras do babaçu e, por consequência, às comunidades das quebradeiras, frente à pressão fundiária e a expansão de usos econômicos que ameaçam a continuidade desse modo de vida.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Rádio Agência Nacional, escrito por Madson Euler

Avanço das chuvas intensas gera alerta para prevenção de doenças no Amazonas

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Água contaminada, enchentes e deslocamento de animais peçonhentos para áreas urbanas exigem atenção da população durante o período de chuvas. Foto: Reprodução/Prefeitura de Manaus

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça as orientações para prevenção de doenças relacionadas à água contaminada e acidentes com animais peçonhentos durante o período de cheia dos rios no estado.

Com o aumento do volume das chuvas e a elevação do nível dos rios, áreas urbanas e rurais ficam mais suscetíveis a alagações. Esse cenário favorece a dispersão de lixo e esgoto, compromete a qualidade da água utilizada para consumo e amplia a circulação de animais peçonhentos em locais próximos às residências, aumentando os riscos à saúde da população.

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Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a atuação da instituição inclui monitoramento epidemiológico contínuo, apoio técnico aos municípios e fortalecimento das ações de prevenção diante dos impactos provocados pelas cheias.

“Além do acompanhamento epidemiológico, a Fundação atua no fortalecimento da resposta dos municípios, com orientações técnicas e distribuição de insumos, como hipoclorito de sódio a 2,5%, em localidades estratégicas”, destaca Tatyana.

Entre os principais agravos monitorados neste período de chuvas estão as doenças transmitidas pela água contaminada. O diretor da Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, ressalta a importância dos cuidados com a água destinada ao consumo humano.

Chuvas na Amazônia.
Período de chuvas na região acendem alerta. Foto: Divulgação

Leia também: Expedições científicas desvendam mecanismos das chuvas e tempestades na Amazônia

“Durante o período de cheia, é importante adotar medidas simples de prevenção, como filtrar, ferver ou clorar a água destinada ao consumo humano, reduzindo o risco de adoecimento. Também é importante evitar o contato direto com a água das enchentes e utilizar botas e luvas durante a limpeza de áreas alagadas”, afirma Alexsandro.

Outro ponto de atenção é o aumento da ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, explica que a elevação do nível dos rios altera o habitat desses animais.

“Com a subida das águas, serpentes, escorpiões e outros animais buscam áreas mais secas para abrigo e podem se aproximar de residências, comunidades e locais de circulação da população. Por isso, é importante manter os ambientes limpos e redobrar os cuidados em áreas alagadas”, orienta Elder.

Cenário epidemiológico no período de chuvas e cheia dos rios

Os dados do monitoramento epidemiológico da FVS-RCP apontam que a Doença Diarreica Aguda (DDA) permanece entre os principais agravos acompanhados nas unidades sentinelas da capital e do interior. 

Entre janeiro e maio de 2026, foram registrados cerca de 91 mil casos no Amazonas, sendo que aproximadamente 40% das notificações ocorreram em Manaus. No interior do estado, Tefé e Parintins estão entre os municípios com maior número de registros no período, reforçando a necessidade de intensificar as medidas de prevenção e os cuidados com a qualidade da água para consumo humano.

Em relação às doenças associadas ao contato com água contaminada em decorrência das chuvas, o estado registrou 11 casos de leptospirose entre janeiro e maio de 2026, frente a 13 casos no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de 15,4%.

Outro ponto de atenção durante a cheia dos rios é a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. Somente no primeiro trimestre de 2026, o Amazonas contabilizou 1.042 acidentes, reforçando a necessidade de adoção de medidas preventivas em áreas alagadas e locais sujeitos à presença desses animais.

Até o momento, a FVS-RCP distribuiu 2.163.400 frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% para todos os municípios do Amazonas. O insumo é uma importante medida de prevenção para o tratamento da água destinada ao consumo humano, especialmente em situações emergenciais e em áreas rurais mais vulneráveis aos impactos das cheias.

*Com informações da FVS-RCP

Fumaça das queimadas custa R$ 17,6 milhões por ano à saúde pública na Amazônia e Cerrado, aponta estudo

Foto: Divulgação

A poluição atmosférica provocada por queimadas e incêndios florestais na Amazônia Legal e no Cerrado setentrional gera um impacto financeiro médio anual de aproximadamente R$ 17,6 milhões aos cofres do Sistema Único de Saúde (SUS). A revelação consta em um estudo epidemiológico ecológico retrospectivo desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que analisou os custos das internações hospitalares associadas a doenças cardiorrespiratórias entre os anos de 2010 e 2021.

O diagnóstico ganha contornos de urgência diante dos alertas meteorológicos para o segundo semestre de 2026, que preveem o retorno do fenômeno climático El Niño.

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A investigação científica foi liderada por Maria Gabrielle Cerqueira Correa, como parte de sua dissertação no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), no câmpus de Cáceres, sob orientação da professora doutora em Saúde Pública, Eliane Ignotti, da Faculdade de Ciências da Saúde da Unemat.

O trabalho contou ainda com a colaboração de Beatriz Fátima Alves de Oliveira, enfermeira egressa da Unemat, doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da doutora em Saúde Coletiva, Ludmilla da Silva Viana Jacobson, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e do doutor em Economia, Carlos Eduardo Frickmann Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A metodologia empregada baseou-se nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o cálculo de frações atribuíveis (FA). Cruzando microdados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/DataSUS) com dados de exposição ao Material Particulado fino (PM2,5) obtidos pelo Copernicus Atmosphere Monitoring Service (CAMS), os cientistas conseguiram isolar e quantificar a parcela de internações causadas especificamente pela inalação da fumaça oriunda da queima de vegetação.

Custo das queimadas

Imagem colorida mostra prejuízos causados por fumaças de queimadas em gráfico
Arte: Rosivaldo Silva/ Unemat

Os resultados demonstram que os maiores custos financeiros estão concentrados nos municípios situados no chamado Arco do Desmatamento, faixa territorial onde a fronteira agrícola avança sobre a floresta e as queimadas humanas são mais intensas. Na análise histórica da série temporal, o ano de 2010 registrou os índices mais severos: 18,5% dos 1.134 municípios avaliados apresentaram frações atribuíveis acima de 10%.

Entre as cidades com maior impacto proporcional na saúde pública destacam-se as mato-grossenses Vila Rica (35% das internações atribuídas à poluição), Confresa (33,5%), Porto Alegre do Norte (32,9%) e Canabrava do Norte (32%), além de Santana do Araguaia, no Pará, com 34,9%.

Externalidades e a conta oculta do desmatamento

Sob a perspectiva econômica defendida no estudo, os gastos do SUS representam uma “externalidade negativa”. Trata-se de um modelo de exploração de capital natural no qual os agentes promotores do desmatamento e das queimadas ilegais se beneficiam economicamente, enquanto os custos sociais e de saúde são transferidos para o Estado e para as populações marginalizadas.

Leia também: A chuva preta da fumaça está chegando

A poluição por PM2,5 (partículas ultrafinas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório e atingir a corrente sanguínea), está diretamente associada ao agravamento de asma, pneumonia, bronquite e acidentes vasculares. Dados científicos consolidados apontam que um incremento de apenas um desvio-padrão na concentração desse poluente provoca um aumento imediato de 1,5% nas hospitalizações mensais por doenças respiratórias na Amazônia.

Alerta climático: o fator El Niño em 2026

Imagem colorida mostra representação do El Niño vinda do Oceano Pacífico em direção ao continente sul-americano
Foto: Rosivaldo Silva/ Unemat via ChatGPT

A publicação da pesquisa da Unemat coincide com um momento de forte preocupação climática. Uma nota técnica conjunta emitida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) confirma que há uma probabilidade superior a 80% de estabelecimento da fase positiva do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) a partir do segundo semestre de 2026.

O El Niño promove o aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, alterando drasticamente o transporte de umidade e reduzindo as chuvas nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Historicamente, esse bloqueio atmosférico acentua os períodos de estiagem, seca prolongada e favorece a propagação de incêndios florestais de grandes proporções.

Mato Grosso tem um histórico recente dramático sob o efeito de extremos climáticos. Se a última década (2016–2026) teve em 2020 o seu pior ano em volume de fogo (quando o Pantanal teve 30% de sua área consumida), o ano de 2024 registrou a maior seca da história recente do Estado, liderando o ranking nacional com mais de 13,6 mil focos de incêndio em apenas 30 dias durante o mês de agosto.

Embora o ano de 2025 tenha apresentado uma recuperação histórica, com redução drástica de até 77% nos focos devido a condições de chuva favoráveis e ao reforço na fiscalização ambiental, a chegada do El Niño no final de 2026 coloca as autoridades de saúde e de meio ambiente em regime de atenção.

A valoração econômica ambiental apresentada pela Unemat serve, fundamentalmente, como subsídio técnico para a formulação de políticas públicas urgentes. Os pesquisadores concluem que, ao demonstrar em valores monetários o custo da fumaça na saúde, o estudo fornece dados para que gestores planejem ações preventivas integradas, combatendo as causas da degradação ambiental para evitar o colapso financeiro e assistencial das unidades de saúde nos municípios da Amazônia e do Cerrado.

O artigo científico “Custos das hospitalizações como impacto da poluição atmosférica por queimadas e incêndios florestais na Amazônia Legal e Cerrado setentrional no Brasil (2010-2021)” está disponível na íntegra no portal oficial da revista Saúde em Debate.

*Com informações da Unemat

Gato-mourisco: filhotes de felino raro são resgatados e devolvidos à mãe em Roraima

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Filhotes de gatos-mouriscos foram devolvidos à mãe em área de mata por brigadistas em Santa Maria do Boiaçu, Sul de Roraima. Foto: Divulgação/Brigada Boiaçu

Dois filhotes de gato-mourisco, espécie rara e ameaçada de extinção, foram resgatados e devolvidos à mãe na região do Baixo Rio Branco, em Caracaraí, no Sul de Roraima. O resgate aconteceu em uma área de mata próxima à vila de Santa Maria do Boiaçu e ao rio Jauaperi.

O resgate ocorreu no dia 5 de junho e a devolução no 7. A história começou quando um morador encontrou os filhotes sozinhos à beira de uma lagoa. Ele chegou a ver a fêmea, que fugiu assustada. O homem achou que se tratava de uma “onça-pintada muito magra” 

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Sem saber o que fazer, o homem levou os filhotes para casa e pediu ajuda ao brigadista Maciel Moraes, líder da Brigada Boiaçu, que atua na região. A equipe orientou que os animais fossem devolvidos à natureza imediatamente. Antes do retorno à mata, os filhotes foram alimentados com leite em uma mamadeira.

Leia também: Gato-mourisco, felino raro de encontrar na Amazônia

Devolução dos filhotes à mãe

Filhotes de gato-mourisco foram confundidos com onças-pintadas durante resgate. Foto: Divulgação/Brigada Boiaçu

No dia seguinte, a equipe caminhou com o morador até o local exato onde os felinos foram encontrados. Na floresta, os brigadistas montaram uma estrutura de galhos e fizeram uma cama de folhas. O objetivo era proteger os filhotes de possíveis ataques de outros predadores.

Moraes e os brigadistas Elioenai Nascimento e Maria Marciele de Souza montaram um acampamento a uma distância segura. A equipe ficou de vigília no local durante todo o dia.

“Por volta das 21h ou 22h, escutamos os passos mansos no chão molhado. Ela deu um esturro [rugido] e nós ficamos quietos. Logo depois, escutamos os bichinhos, que estavam rosnando, pararem, e tudo calou”, descreveu Moraes.

Leia também: Pesquisa mapeia 14,3 mil observações de felinos para entender suas interações com humanos

Após o silêncio na mata, os profissionais foram até a cama de folhas com lanternas e confirmaram que os filhotes não estavam mais lá, sinal de que a mãe os havia recuperado.

“Eu fiquei até arrepiado, pois uma missão dessa é especial demais. Nós fazemos treinamento para cuidar da fauna e da natureza, mas uma ação inédita como essa traz um sentimento inexplicável. Faltam palavras”, afirmou o líder da equipe.

“Isso foi um troféu para a gente: pegar duas vidas, devolver para a selva amazônica, para a sua mãe e para o seu habitat. É um troféu que vamos carregar para o resto da vida”, finalizou.

Gato-mourisco ou onça-pintada?

A dúvida inicial do morador, que confundiu a mãe dos filhotes com uma onça-pintada, foi esclarecida após análise de imagens pelo biólogo e pesquisador da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Artur Alves.

O especialista avaliou fotos e vídeos do resgate e confirmou que os animais são de fato gatos-mouriscos. Ele as características físicas que diferenciam os filhotes das duas espécies.

“No gato-mourisco, o focinho é menor e mais compacto, com uma leve projeção, e a cauda é mais alongada e robusta. Já a onça-pintada tem o focinho mais largo e a cauda com um tamanho reduzido em proporção ao corpo”, explicou o biólogo.

Alves acrescentou que o relato do morador sobre a fêmea também condiz com o gato-mourisco, que na fase adulta tem um porte físico bem menor que o de uma onça.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Kwati Club contará com programação voltada à saúde e ao bem-estar durante o Festival de Parintins

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Foto: Divulgação

Buscando uma proposta diferenciada para o período do Festival Folclórico de Parintins 2026, o Kwati Club, que funcionará entre os dias 25 e 28 de junho, este ano terá, além da parte tradicional que mistura música, gastronomia e diversão, uma programação voltada ao universo wellness – estilo de vida destinado à saúde e bem-estar. As atividades incluem aulas de yoga, bike, tênis, beach tênis, futevôlei e academia funcional.

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Segundo Egreen Baranda, uma das organizadoras de evento, a inclusão dessa programação se dá ao novo momento pelo qual o mundo está passando.

“O universo wellness está cada vez mais presente na vida das pessoas, e nós, que pensamos o Kwati para as pessoas, não poderíamos ficar de fora dessa tendência. Então, além da nossa programação mais festiva, também contaremos com essa programação de saúde e bem-estar”, explica ela.

As aulas de beach tênis, tênis, futevôlei e academia funcional, serão realizadas entre 8h e 18h. Já as aulas de bike ocorrerão em dois horários: 9h e 11h.

E a aula de yoga será realizada às 10h. O acesso às aulas é possível de diversas formas: adquirindo o ingresso Day Use Premium, ou adquirindo os espaços Lounge (Lago, Deck e Piscina) e Bangalô Privativo, no site oficial do evento: kwaticlub.com.

Leia também: Kwati Club combina descanso com diversão sob medida às margens do Lago Macurany, em Parintins

kwati club em parintins
amazonas
Foto: Divulgação

Programação musical no Kwati Club

E para quem busca o momento mais festivo do Kwati Club, as atrações de 2026 já foram anunciadas, e entre elas estão: Cateto da Toada (dia 25), Normandinho e Kboclos (dia 26), Pontifexx e Uendel Pinheiro (dia 27), e Cat Dealers e Aya da Amazônia (dia 28).

“E para quem chegar antes na Ilha da Magia, o Kwati também terá uma área especial para conferir os jogos da Copa do Mundo que irão acontecer nos dias 13, 19 e 26 de junho”, finaliza Egreen Baranda. Mais informações podem ser obtidas via Instagram (@kwaticlub) ou no WhatsApp (92) 99331-6007.

Mais de 100 mudas de açaí são plantadas em Rio Branco em ação de recuperação ambiental do Consciência Limpa

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Foto: Divulgação

Mais de 100 mudas de açaí foram plantadas na terça-feira (9) no canteiro central do Residencial Bonsucesso, em Rio Branco (AC), durante uma ação do Projeto Consciência Limpa. A iniciativa reuniu estudantes, representantes de instituições parceiras e equipes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) em uma atividade voltada à recuperação ambiental e ao incentivo de práticas sustentáveis.

A ação contempla uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados, distribuída em um espaço de cerca de 400 metros de comprimento por cinco metros de largura. O objetivo é ampliar a arborização urbana, contribuir para a melhoria da paisagem da cidade e estimular o envolvimento da população em ações de preservação ambiental.

Desenvolvido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com a Sema, o Projeto Consciência Limpa atua há mais de duas décadas promovendo educação ambiental em diferentes estados da Amazônia Legal.

Segundo o coordenador do projeto, Matheus Aquino, a iniciativa busca conscientizar a população sobre temas ambientais por meio de ações práticas e educativas.

“Trabalhamos questões como o descarte correto de resíduos, queimadas e recuperação de áreas por meio do plantio de mudas. São ações que ajudam a aproximar a população da pauta ambiental e a fortalecer a consciência sobre a importância da preservação”, afirmou.

Além do plantio, estudantes do 9º ano da Escola Dr. Mário de Oliveira receberam exemplares do livro Guerreiros da Amazônia, de autoria de Ronald Barcelos, reforçando a proposta educativa da atividade.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho, iniciativas voltadas à arborização urbana geram benefícios diretos para a qualidade de vida da população.

“Melhorar a arborização das cidades contribui para reduzir a temperatura, ampliar áreas verdes e tornar os espaços urbanos mais agradáveis. São ações que geram impactos positivos para toda a comunidade”, destacou.

Educação ambiental na prática

A participação dos estudantes foi um dos destaques da ação. Durante o plantio, os alunos tiveram a oportunidade de acompanhar de perto o processo de recuperação ambiental e refletir sobre a importância da conservação da Amazônia.

A estudante Ester Maria, de 14 anos, participou do plantio de uma das mudas e destacou a importância de iniciativas voltadas à preservação ambiental.

“Nossa Amazônia precisa desse cuidado. Participar de uma ação como essa mostra que cada pessoa pode contribuir para o futuro da floresta”, disse.

Projeto promove ações ao longo do ano

O Consciência Limpa desenvolve atividades de educação ambiental, cidadania e mobilização social em diferentes municípios da Amazônia. A iniciativa busca incentivar mudanças de hábitos por meio de informação, ações comunitárias e atividades práticas relacionadas à sustentabilidade.

Em sua segunda edição no Acre, o projeto já realizou mutirões ambientais, ações educativas, painéis de debate sobre recursos hídricos e eventos voltados à conscientização sobre mudanças climáticas e preservação dos ecossistemas amazônicos.

*Por João Paulo Oliveira, da FRAM

Projeto que regulamenta profissão de manipulador de açaí vai à Câmara

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Colheita de açaí. Foto: Wenderson Nunes

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a cadeia produtiva do açaí emprega diretamente 25 mil pessoas no Brasil e está concentrada principalmente no estado do Pará. Em 2024, segundo o (IBGE), o valor da produção ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão, o que equivale a 50,9% do dinheiro movimentado por atividades extrativistas vegetais no país.

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O senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, relator do projeto que regulamenta a profissão de manipulador de açaí, citou esses números para chamar a atenção do Congresso para os trabalhadores envolvidos nessa atividade que é tradicional e sustentável.

“A magnitude desses dados já seria suficiente para justificar a atenção legislativa dispensada aos manipuladores de açaí, mas para além de sua representatividade econômica, devemos atentar sobretudo para o fato de que a exploração do açaí é uma atividade fundamentalmente artesanal e familiar. Essencial para o sustento de muitas famílias da Amazônia, para a fixação da população no campo e para a preservação da cobertura florestal na região Amazônia”, defendeu.

separação do açaí
Foto: Dirce Quintino

O que envolve a manipulação do açaí?

O texto aprovado no Senado diz que a manipulação do fruto amazônico é o processo que envolve colheita, seleção, lavagem, despolpa e preparo do fruto com uso prioritário de técnicas tradicionais.

O exercício da profissão será livre para quem tem pelo menos um ano de experiência ou fez curso de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos.

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

A atividade é reconhecida como essencial, com valor econômico, social e cultural, e deve ser exercida preferencialmente em comunidades tradicionais, cooperativas, associações locais ou no contexto da agricultura familiar.

O projeto que reconhece e regulamenta a profissão de manipulador de açaí é de iniciativa do senador Zequinha Marinho, do Podemos do Pará, e segue para a análise da Câmara dos Deputados.

*Com informações da Agência Senado

‘O Mar Perdido de Pirabas’: mostra fortalece divulgação da história paleontológica do Pará

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Exposição ‘O Mar Perdido de Pirabas’. Foto: Monique Hadad

Contribuir para a valorização e a preservação do patrimônio natural da região, por meio de uma exposição que conduz os visitantes pela história paleontológica do Pará. Esse é um dos objetivos da mostra ‘O Mar Perdido de Pirabas‘, cuja primeira etapa foi inaugurada em maio no Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA) e permanece aberta ao público às quartas-feiras, das 14h30 às 17h30, com entrada gratuita, e aos sábados, das 8h30 às 11h30, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A mostra também pode ser conferida durante as visitas escolares, realizadas de terça a sexta-feira.

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A mostra é resultado de uma parceria entre a Universidade do Estado do Pará (Uepa), por meio do CCPPA, e a Universidade Federal do Pará (UFPA). A exposição foi desenvolvida pelos integrantes do projeto de extensão Paleoexploradores, dedicado ao estudo, à divulgação e à preservação do patrimônio paleontológico, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a paleontologia, por meio de ações acadêmicas, científicas e educativas.

Exposição 'O Mar Perdido de Pirabas'
Foto: Monique Hadad

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Alunos do 1º ano do Ensino Médio da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Juscelino Kubitschek de Oliveira, localizada em Marituba, visitaram o CCPPA e conheceram a mostra. Para a estudante Natacha Cristina Oliveira, de 15 anos, a experiência foi marcante. Ela contou que ainda não conhecia a história do Mar de Pirabas e destacou a importância da mostra.

“Achei muito legal a exposição e, na minha opinião, é muito importante termos iniciativas como essa. Todo mundo está gostando bastante”, afirmou.

O Mar Perdido de Pirabas é baseada no acervo fossilífero da Formação Pirabas, um importante sítio geológico formado há mais de 20 milhões de anos, muito antes do surgimento da espécie humana. Nesse antigo mar, que cobria áreas que hoje correspondem a importantes destinos turísticos do Pará, como Algodoal, São João de Pirabas e Salinópolis, viviam animais como megalodontes, tartarugas marinhas, arraias, peixes-boi, crocodilos e uma grande diversidade de invertebrados gigantes.

Experiência Imersiva

Conforme o professor da UFPA e um dos organizadores da exposição, Joelson Soares, a mostra busca proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva, capaz de transmitir a sensação de um mergulho no oceano. 

“Os visitantes terão contato com a rica biodiversidade que habitava os antigos mares que inundavam as atuais porções continentais do nordeste do Pará, durante o período geológico conhecido como Mioceno. Esse cenário está registrado nos abundantes fósseis de crustáceos, moluscos, mamíferos, peixes e tubarões que viveram em mares quentes, límpidos e rasos”, detalhou.

Foto: Monique Hadad

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A pesquisadora Laura Rojas integra o projeto de extensão Paleoexploradores e afirma que transformar o conhecimento paleontológico em uma experiência imersiva é fundamental para aproximar a sociedade da ciência de forma sensível, visual e interativa.

“Muitas vezes, a paleontologia é percebida como algo distante ou restrito ao meio acadêmico, e a exposição busca justamente romper essa barreira, permitindo que o público ‘entre’ nos ambientes antigos e compreenda como era a vida no Pará há milhões de anos”, explicou.

Segundo Laura, o diferencial de O Mar Perdido de Pirabas é unir ciência, acessibilidade e imersão. “A exposição utiliza fósseis, paleoarte, cenografia e recursos interativos para tornar a paleontologia mais próxima e acessível, valorizando o patrimônio fossilífero amazônico e a ciência produzida na região”.

Foto: Monique Hadad

Para o diretor do Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA), José Roberto Silva, a exposição reforça o compromisso da instituição com a difusão do conhecimento científico e demonstra a importância de parcerias para expandir o acesso da população à ciência.

“O CCPPA vem buscando parcerias para ampliar a sua missão de divulgação do conhecimento científico. Nesse sentido, a parceria com a UFPA para a exposição O Mar Perdido de Pirabas foi recebida com muita satisfação, pois oportuniza ao nosso público uma excelente oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a história paleontológica do Pará. Inaugurada na 24ª Semana Nacional de Museus, ela é mais um atrativo disponível no nosso espaço e que tem encantado o público com seus recursos visuais imersivos”. 

*Com informações da CCPPA/Uepa