Foto: Jorel Carter/Portal Amazônia
Na continuação da série Isso é Patrimônio Mundial, que lista os bens culturais e naturais localizados na Amazônia, a Venezuela, país da América do Sul e que compõe a Amazônia Internacional, possui três patrimônios mundiais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No entanto, apenas um fica localizado na região amazônica: o Parque Nacional de Canaima.
Reconhecido como bem natural em 1994, o local recebeu o aval da Unesco por seu Valor Universal Excepcional e sua importância para o planeta. Tal reconhecimento reforça o papel da Amazônia como um território inestimável, cuja conservação é fundamental não apenas para o Brasil, mas para todo o planeta.
Adotada pela Unesco em 1972, a convenção do Patrimônio Mundial e Natural classifica os patrimônios culturais e naturais através de monumentos, grupos de edifícios, sítios, formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico, de conservação ou estético excepcional e universal.
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Patrimônios mundiais na Amazônia
Parque Nacional Canaima

Localizado no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela quase na fronteira com o Brasil e a Guiana, o Parque Nacional Canaima é um dos maiores parques naturais do mundo, com mais de 30 mil quilômetros quadrados e uma rica biodiversidade que coloca o local como um dos mais importantes do planeta. É ali que se encontra a mais conhecida queda de água natura, o Salto Ángel (Angel Falls), com 979 metros de altura e vista como a cachoeira mais alta do mundo.

O parque abriga os famosos tepuis, que são um tipo de ‘montanhas tipo mesa ou meseta’ com paredes verticais e cume geralmente plano. Mais de 65% da área do Parque Nacional Canaima são ocupadas pelos tepuis, responsáveis por construir uma entidade biogeológica única. O local também outras áreas renomadas como o La Gran Sabana, formada por grandes planícies, rios, cachoeiras e diversos elementos da natureza.
Além de proteger ecossistemas únicos, o Parque Nacional Canaima é território ancestral do povo indígena Pémon, povo que habita a região da Gran Sabana, na Venezuela.
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Outros patrimônios mundiais na Venezuela
Coro e Seu Porto
Uma das primeiras cidades construídas durante a colonização espanhola da América do Sul, em 1527, Coro preserva um importante conjunto de arquitetura colonial construídas com técnicas tradicionais de terra, adobe e taipa, historicamente usadas por espanhóis e holandeses. Seu porto, o ‘La Vera de Coro’ chegou a desempenhar um papel estratégico nas rotas comerciais do Caribe.
Reconhecida como bem cultural pela Unesco em 1993, Coro foi a primeira capital da Capitania Geral da Venezuela e chegou a abrigar o primeiro bispado da América Continental estabelecido em 1531. Desde 2005, o Parque Nacional Canaima integra a Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, devido à deteriorização causada por chuvas intensas, problemas de conservação e expansão urbana.
Cidade Universitária de Caracas
Localizada em Caracas, capital da Venezuela, América do Sul, o campus principal da Universidad Central de Venezuela foi estabelecido no período colonial por Simón Bolívar. Com uma área de 164 mil hectares, o local inclui obras-primas da arquitetura e da arte moderna construídas segundo o projeto do arquiteto Carlos Raúl Villanueva, entre 1940 e 1960.
A Universidade integra um grande número de edifícios, arte e natureza em um conjunto claramente articulado, onde as formas de arte se tornam parte essencial do local habitado. Tais estruturas expressam o espírito e o desenvolvimento tecnológico de sua época no uso do concreto armado como, por exemplo, a Aula Magna com as ‘Nuvens’ de Alexander Calder, o Estádio Olímpico e a Praça Coberta. O complexo constitui uma interpretação moderna dos conceitos e tradições urbanas e arquitetônicas, incorporando pátios e janelas em treliça como uma solução adequada para seu ambiente tropical.
Reconhecida em 2000, a Ciudad Universitária de Caracas é um exemplo notável do Movimento Moderno na arquitetura e é até hoje considerada uma das maiores obras do século XX.
