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Cidade no Peru apresenta resultado de produção de cacau e café na Semana Santa

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A Feira Nacional da Páscoa permitirá aos produtores da região VRAEM aumentar as suas vendas e consolidar as suas marcas de produtos derivados do cacau e do café. Foto: Divulgação/DEVIDA

Sete organizações promovidas pela Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Vida sem Drogas (Devida) participarão da Feira Nacional da Semana Santa, que acontecerá de 2 a 4 de abril no Centro de Convenções de Canaã, em Ayacucho, cidade peruana. Este espaço permitirá aos produtores mostrarem seus produtos que são feitos a partir de produções de cacau e café.

Este espaço permitirá aos produtores também aumentarem as suas vendas e posicionarem as suas marcas no mercado regional durante uma das épocas comerciais e turísticas mais dinâmicas que é a Semana Santa católica.

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Organizações dos distritos de Chungui, Santa Rosa, Ayna, Anchihuay, Unión Progreso (Ayacucho) e Villa Kintiarina (Cusco) oferecerão produtos de valor agregado, como chocolates, pasta e pó de cacau, café torrado moído, além de bebidas à base de café.

Todos esses produtos foram fabricados no Vraem (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), uma zona geopolítica estratégica no Peru, situada entre os departamentos de Ayacucho, Cusco, Huancavelica e Junín. 

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Essas associações são fortalecidas pela Missão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida), por meio da atividade associativa, da assistência técnica especializada em gestão organizacional e comercial, bem como da implementação de módulos de processamento em anos anteriores. 

A Devida é um organismo público técnico do Peru, vinculado à Presidência do Conselho de Ministros, responsável por projetar e dirigir a Estratégia Nacional de Luta contra as Drogas e que está responsável pela organização.

Cidade no Peru apresenta resultado de produção de cacau e café na Semana Santa
Foto: Divulgação/DEVIDA

Café e cacau = Qualidade de vida

“Essas intervenções contribuem para melhorar a qualidade dos produtos, aumentar sua competitividade e gerar maior renda sustentável para as famílias produtoras”, acrescentou a Devida por meio de sua assessoria.

O órgão também acrescentou que essas ações fazem parte da  Política Nacional de Drogas para 2030, que promove o desenvolvimento alternativo abrangente e sustentável, visando reduzir as disparidades econômicas e consolidar economias legais em territórios vulneráveis ​​ao tráfico de drogas.

*Com informações da Agência Andina

Pela primeira vez no país, pesquisa analisa aceitação de carne de peixe cultivada a partir de células no Tocantins

Carne de peixe cultivada a partir de células é uma tecnologia emergente. Foto: Reprodução/Embrapa

Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) está realizando uma pesquisa junto à população para verificar o grau de aceitação à carne de peixe produzida a partir de células na indústria. É o primeiro estudo do gênero no país.

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Segundo Diego Neves de Sousa, supervisor do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologias (SPAT) da Embrapa Pesca e Aquicultura, levantamentos sobre a chamada “agricultura celular” são incipientes no Brasil e ainda mais escassos no contexto do pescado.

“A pesquisa é importante pelo fato de identificar as preferências do consumidor e suas intenções de compra em relação à carne de peixe cultivada à base de células, se vai ter aceitação ou não no mercado”, explica.

Os interessados em participar da pesquisa devem clicar AQUI. O questionário leva apenas oito minutos para ser respondido e a participação é totalmente anônima, sem coleta de informações pessoais que permitam a sua identificação.

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carne de peixe
Carne de peixe pirarucu. Foto: Marcel Oliveira

Segundo Eduardo Varela, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura e responsável pela pesquisa, a carne de peixe cultivada desta forma é produzida a partir de uma pequena amostra de células retirada de peixes.

“Em seguida, as células são cultivadas e produzidas na indústria para crescer e formar a carne, sem necessidade das etapas de criação e abate de animais”, detalha.

Pesquisa sobre a carne de peixe cultivada

A pesquisa busca identificar quais os fatores que influenciam na aceitação, no interesse em experimentar e quais são as possíveis barreiras ou motivações relacionadas a esse tipo de alimento.

“A carne de peixe cultivada a partir de células é uma tecnologia emergente, já desenvolvida em outros países e pode representar uma nova forma de produzir proteínas. O método contribui para uma produção de alimentos mais limpa, reduzindo a pressão sobre estoques naturais e impactos ambientais”, enumera Varela.

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Embrapa realiza pesquisa sobre aceitação do consumidor à carne de peixe cultivada a partir de células
Filé de tambaqui. Foto: Reprodução/ Instagram-@Lenapescados

O pesquisador destaca que os resultados contribuirão para estudos sobre aceitação de novas tecnologias alimentares, podendo subsidiar políticas públicas e estratégias de comunicação sobre sustentabilidade e inovação no setor de pescados.

“Os investimentos da agenda de P&D da Embrapa são orientados com base nas demandas do mercado e do consumo. Sabemos que o mercado de proteínas alternativas é uma realidade e uma tendência. Não sabemos nada no Brasil sobre a percepção do consumidor brasileiro em relação ao consumo desses novos produtos. A pesquisa é justamente para buscar esses sinais e embasar a empresa para futuros investimentos”, conclui Varela.

*Com informações da Embrapa

Museu Goeldi celebra Festa Anual das Árvores com trilhas guiadas e homenagem ao jacaranda copaia

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Jacaranda copaia é usada para reflorestar áreas degradadas. Foto: Hedayson Rogério

Para celebrar a Festa Anual das Árvores, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) convida o público para participar da trilha “Botânica Social”, na manhã do próximo sábado (28/03), no seu Parque Zoobotânico (PZB). Planejado para pessoas de todas as idades, o passeio terá três saídas: às 9h, às 10h e às 11h. Basta passar pela bilheteria e a equipe de guias do Serviço de Educação do Parque irá recepcionar os interessados em frente a Rocinha.

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No roteiro, 11 paradas. Em cada uma, a história de uma árvore será compartilhada, a partir de sua importância histórica, cultural, ambiental e social. A programação é um convite para aprender, com base na ciência e nos saberes tradicionais, sobre a biodiversidade amazônica e sobre a relação humana com a botânica. A trilha finalizará diante da árvore jacarandá copaia, também chamada de parapará, a espécie homenageada pelo Museu Goeldi este ano. 

Museu Goeldi celebra Festa Anual das Árvores com trilhas guiadas e homenagem ao jacaranda copaia
Floração de jacaranda copaia ocorre entre agosto e setembro. Foto: Hedayson Rogério

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A Festa Anual das Árvores consta no calendário nacional, instituída pelo Decreto n° 55.795, de 24 de fevereiro de 1965. O objetivo é difundir conhecimentos acerca da conservação das florestas e valorizar as práticas de preservação das árvores. A chefe do Serviço de Educação do MPEG, Mayara Larrys, explica que, tradicionalmente, o Museu Goeldi comemora a data com atividades educativas.

“A nossa programação anual expressa o compromisso da instituição em fazer divulgação científica, aproximando os públicos de todas as idades da biodiversidade que temos no ambiente, e também dos aspectos sociais e culturais atrelados a ela. Cada vez que o público participa, aprende as formas de conservação das espécies, mais especificamente das espécies amazônicas; conhece a importância destas espécies para a nossa região; e reflete sobre como a preservação da biodiversidade é a solução para enfrentarmos a crise climática”, descreve.

Jacarandá copaia, a árvore homenageada pelo museu

No Parque Zoobotânico, existem dois exemplares do jacarandá copaia (também conhecido como parapará, caroba e marupaúba), sendo um com 25 e outro com 28 metros. Eles estão localizados perto do viveiro da onça e ao lado do bambuzal. As copas do jacarandá copaia ganham o colorido das flores roxas entre agosto e novembro, quando passam a ser visitadas por abelhas grandes, chamadas de mamangavas, responsáveis pela polinização.

Sua madeira é considerada leve, de cor branco-palha, sendo indicada para fabricação de objetos como brinquedos, caixas e cabos de ferramentas. Devido à beleza da sua floração, é considerada uma boa opção para projetos de arborização urbana e, por causa do seu crescimento rápido, costuma ser uma espécie estratégica para a recuperação de áreas degradadas.

Com mais de 20 metros de altura, copa de jacaranda copaia se destaca no parque. Foto: Hedayson Rogério

O jacarandá copaia, geralmente, é encontrado no norte da América do Sul, em países como Brasil, Bolívia, Belize, Guiana e Guiana Francesa. Em território brasileiro, a espécie possui ampla distribuição nos estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Maranhão. Por suas propriedades anti-inflamatórias, na medicina tradicional, é valorizada em tratamentos para aliviar os sintomas de artrose e reumatismo. A infusão de folhas e cascas em banhos serve para combater infecções na pele, devido à sua ação antisséptica e cicatrizante. Problemas renais, sífilis e relacionados ao colesterol alto também já foram combatidos com a espécie.

Engenheiro agrônomo responsável pelo setor de flora do Parque, Hedayson Rogério explicou que o jacarandá copaia foi escolhido como árvore homenageada este ano por ser uma espécie emblemática da Amazônia devido à beleza da sua floração.

“Outro motivo foi a sua importância ecológica como pioneira na regeneração de florestas degradadas e na captura de carbono, além dos benefícios para a fauna silvestre, sendo um excelente referencial de valor educativo e científico para abordar a importância da conservação do uso sustentável da floresta e da manutenção da biodiversidade”, ressaltou.

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As árvores do Parque Zoobotânico

A copaíba, a seringueira, o açaizeiro, a samaumeira, o cupuaçuzeiro, o mogno, o pau rosa, o cipó alho, a castanheira e o jacarandá copaia formam o “elenco” de árvores que serão visitadas no decorrer da trilha “Botânica Social”, na manhã do próximo sábado. Com duração prevista de 45 minutos, o passeio revelará histórias e curiosidades sobre cada espécie, com a explicação de guias do Serviço de Educação do MPEG. Cada grupo será formado por ordem de chegada, com capacidade de até 30 participantes. Vale lembrar que a concentração estará ocorrendo em frente ao prédio da Rocinha, próximo à bilheteria.

Foto: Adrya Marinho/MPEG

As árvores do roteiro estão entre as 3.034 árvores que vivem no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. Do total de exemplares, 282 possuem mais de 20 metros de altura e 73 são espécies frutíferas.

O chefe do Serviço de Administração do PZB, Pedro Pompei, falou sobre algumas raridades preservadas no lugar. “A gente tem frutas aqui que já foram muito populares, como o cutite, o camitiê e o pajurá de Óbitos. Temos frutíferas que as pessoas nem lembram mais que existem e que as frutas não são mais encontradas nas feiras porque os prédios foram crescendo e as casas e os quintais foram desaparecendo”, frisando que as frutíferas são atraentes, mas as frutas não podem ser colhidas, uma vez que são alimentos para a fauna livre do Parque Zoobotânico.

Atenção para o que é proibido no Parque Zoobotânico

  • Riscar as árvores e subtrair vegetação;
  • Alimentar os animais e retirar os frutos das árvores;
  • Transportar ou carregar animais domésticos ou silvestres;
  • Atirar qualquer objeto dentro dos recintos dos animais;
  • Fumar dentro do Parque;
  • Ultrapassar canteiros, portões e muros de proteção;
  • Jogar lixo no chão.

*Com informações do Museu Goeldi

Doença de Chagas: saiba identificar os sintomas e como se prevenir

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Inseto barbeiro, causador da Doença de Chagas. Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) confirmou seis casos de doença de Chagas em Macapá, no Amapá. Outros quatro casos estão em investigação. Todos estão relacionados ao consumo de açaí contaminado.

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Uma pessoa morreu em decorrência da doença, e outra morte ainda está sob análise das autoridades de saúde. O alerta reacende a preocupação com a doença, que pode ser silenciosa e evoluir para complicações graves. Conheça os sintomas e saiba como se prevenir:

Principais sintomas da fase aguda

  • Febre persistente por mais de 7 dias
  • Mal-estar intenso
  • Inchaço no rosto e no abdômem
  • Cansaço extremo
  • Dificuldade para realizar atividades simples

Sem tratamento, a doença pode evoluir para a fase crônica, que não tem cura, e provocar problemas graves no coração, rins e sistema digestivo. A professora e poeta Carla Nobre, que descobriu a doença em 2008 durante um surto no estado, reforça a importância de atenção aos sinais.

“Eu fiquei 30 dias com febre, rosto e abdômen inchados, sem conseguir sequer segurar um copo de água. Só depois, com a ajuda de uma infectologista, descobri que era Chagas e comecei o tratamento”, disse.

Leia também: Casos de Doença de Chagas mostram importância do manejo de alimentos à base de frutos amazônicos

Professora Carla Nobre contraiu doença de Chagas em 2008. Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Professora Carla Nobre contraiu doença de Chagas em 2008. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

Como ocorre a transmissão?

Na Amazônia, a transmissão costuma ser oral, ligada ao consumo de açaí contaminado pelo inseto barbeiro.

“Os açaizeiros estão em regiões de mata, onde há barbeiros. Quando o fruto é triturado junto com o inseto, há uma carga parasitária muito grande, o que pode levar à infecção”, explicou a superintendente da SVS, Cláudia Pimentel.

A orientação é consumir açaí apenas de locais fiscalizados e com boas práticas de higiene.

Leia também: Doença de chagas: especialista responde principais dúvidas

Insetor vetor da Doença de Chagas. Foto: Reprodução/ Centro de Vigilância em Saúde

“É importante que os empresários sigam protocolos adequados de manejo do fruto, desde a colheita até o momento em que é batido na batedeira”, reforçou Cláudia.

A professora Carla acrescenta que o sistema de saúde precisa estar preparado para identificar rapidamente os casos:

“Não adianta só conscientizar quem produz o açaí. O Amapá precisa estimular exames preventivos para identificar casos antes que evoluam”.

*Por Isadora Pereira e Michele Ferreira, da Rede Amazônica AP

Alter do Chão: praias de areia branca e águas mornas no coração da floresta

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O espetáculo do Rio Tapajós, a cultura ribeirinha e uma gastronomia única transforma Alter do Chão em um destino inesquecível. Foto: Divulgação/ Ministério do Turismo

Quando as águas dos rios da região Norte do país baixam, no início do ano, e revelam cenários paradisíacos, Alter do Chão, um charmoso distrito de Santarém, no Pará, ganha o merecido apelido de Caribe Amazônico. Com dias de sol pleno, o destino oferece uma experiência única que substitui o oceano pela imensidão de águas doces, esverdeadas e mornas do Rio Tapajós.

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Alter do Chão mistura a energia das praias fluviais com o mistério e a riqueza da floresta amazônica. Longe do agito das metrópoles, o turista encontra ali um refúgio com um pôr do sol que é considerado um dos mais belos do país.

Leia também: 9 fatos curiosos sobre o “Caribe amazônico”: Alter do Chão

Praias e Natureza em Alter do Chão

As praias de Alter do Chão aparecem principalmente durante a vazante do rio, com extensas faixas de areia fina e branca cercadas pela floresta:

– Ilha do Amor: O cartão-postal bem em frente à vila. Para chegar, basta uma rápida travessia em pequenas canoas a remo (as catraias). Tem ótima estrutura de barracas onde você pode petiscar com os pés na água.

– Ponta do Cururu: Uma imensa ponta de areia que entra pelo rio, ideal para contemplar o pôr do sol.

– Ponta de Pedras: Mistura areia branca com formações rochosas escuras, criando um contraste belíssimo, além de ser um ótimo ponto para provar os peixes assados da região.

– Canal do Jari: Um passeio de barco pelos igapós (floresta inundada) e vitórias-régias, onde o turista pode observar aves, preguiças, jacarés e macacos em seu habitat natural.

Diversão e Cultura

A imersão cultural e o ecoturismo são tão impressionantes quanto o banho de rio:

– Serra da Piraoca: Uma trilha curta, mas íngreme, leva ao ponto mais alto da região. Lá de cima, a vista de 360 graus permite ver a imensidão do Rio Tapajós, o Lago Verde e a copa das árvores da Amazônia.

– Floresta Nacional do Tapajós (Flona): Passeio obrigatório para quem quer entrar na selva. Com guias locais, caminha-se entre árvores centenárias gigantescas e visita-se comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem de forma sustentável.

– Noites na Vila: O centro de Alter é charmoso e acolhedor. À noite, a praça principal ganha vida com feirinhas de artesanato e rodas de Carimbó.

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Alter do Chão, no Pará
Foto: Reprodução/Arquivo Agência Santarém

Culinária 

A gastronomia paraense é uma das mais ricas e originais do Brasil. Em Alter, o Tambaqui e o Pirarucu assados na brasa são os reis da mesa. É impossível visitar a região sem provar o Tacacá, um caldo quente servido na cuia feito com tucupi, camarão seco e jambu. Outra experiência é o Açaí em sua forma original: consumido puro, servido como acompanhamento para peixe frito e farinha de tapioca.

Como Chegar

A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, em Santarém (STM), que recebe voos diretos de grandes capitais como Belém, Manaus e Brasília.

Do aeroporto de Santarém até a vila de Alter do Chão, são cerca de 34 quilômetros percorridos em rodovia asfaltada (PA-457), um trajeto de aproximadamente 40 minutos que pode ser feito de táxi, transfer ou ônibus.

*Com informações do Ministério do Turismo

Órgãos federais instituem regulamento técnico para produtos do extrativismo sustentável

Foto: Divulgação/Embrapa Acre

Os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o da Pesca e Aquicultura (MPA) instituíram o Regulamento Técnico para a Obtenção de Produtos Oriundos do Extrativismo Sustentável Orgânico. A Portaria Interministerial nº 41, publicada nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial da União, estabelece critérios para identificação, certificação e comercialização de produtos da sociobiodiversidade com reconhecimento orgânico no Brasil.

A regulamentação cria parâmetros técnicos para o manejo sustentável de espécies vegetais, fúngicas, animais e de organismos aquáticos coletados em ecossistemas naturais ou modificados. O objetivo da regulamento é assegurar que a exploração desses recursos ocorra de forma ambientalmente responsável, respeitando a biodiversidade, os ciclos naturais das espécies e os conhecimentos tradicionais das comunidades que dependem do extrativismo para a geração de renda.

Leia também: Atividades extrativistas promovem desenvolvimento sustentável em Resex de Rondônia

Aplicação do Regulamento

De acordo com a norma, o regulamento se aplica a produtos não madeireiros da sociobiodiversidade destinados à comercialização como orgânicos, conforme a legislação brasileira de produção orgânica. Entre esses produtos estão frutos, sementes, fibras, cogumelos, resinas e outros materiais biológicos extraídos da natureza. A portaria não se aplica a produtos provenientes de sistemas agroflorestais.

O regulamento estabelece que as atividades de extrativismo sustentável orgânico devem estar descritas em um Projeto Extrativista Sustentável Orgânico, garantindo medidas mitigadoras dos impactos socioambientais negativos. O documento reúne informações sobre as práticas de manejo, os métodos de coleta, as estimativas de produção, a análise de riscos e as medidas destinadas a reduzir impactos socioambientais.

A avaliação e a aprovação desses projetos serão realizadas por Organismos de Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) ou por Organizações de Controle Social (OCS) vinculadas ao Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. O processo também considera aspectos como o histórico de uso da área, as características das espécies manejadas, a conservação do solo e da água e a prevenção de contaminações.

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Valorização

O regulamento estabelece princípios que orientam a atividade extrativista orgânica, entre eles a conservação da biodiversidade, a manutenção das funções ecológicas dos ecossistemas, o desenvolvimento socioeconômico local e o respeito aos saberes de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

O extrativismo sustentável orgânico poderá ser realizado em diferentes tipos de áreas, como unidades de conservação, territórios tradicionais, assentamentos agroextrativistas e propriedades públicas ou privadas, desde que sejam respeitadas as regras ambientais e os instrumentos de gestão dessas áreas.

A portaria também prevê que órgãos públicos de fomento, pesquisa, assistência técnica e extensão rural apoiem o desenvolvimento dessa atividade, incentivando práticas sustentáveis e a organização de cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade brasileira.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária

Ministério do Meio Ambiente defende debates globais sobre proteção de espécies migratórias

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) liderou na quarta-feira (25) debates sobre a importância de uma governança ambiental multinível. O encontro, realizado no Espaço Brasil durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês) focou na necessidade de maior integração entre as diferentes convenções das Nações Unidas para garantir a sobrevivência das espécies migratórias.

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Rita Mesquita, destacou que a sinergia entre os acordos internacionais é fundamental para a efetividade das políticas públicas.

“Temos trabalhado o conceito da sinergia entre as convenções, que deve ser pautada na ampliação do conhecimento compartilhado. É o investimento na construção de dados científicos e na troca de informações que estabelece a base para que os compromissos globais de clima e biodiversidade protejam, de fato, as espécies migratórias”, afirmou a secretária.

Leia também: COP15: conferência da proteção global das espécies migratórias é realizada no Brasil em 2026

Revoada de espécies Irerês (Dendrocygna viduata) cruza o céu em Bonito (MS). - Foto: Fernando Donasci/MMA
Revoada de Irerês (Dendrocygna viduata) cruza o céu em Bonito (MS). Foto: Fernando Donasci/MMA

Fortalecimento de conexões com foco nas espécies migratórias

O chefe de gabinete e secretário nacional substituto da SBio do MMA, Carlos Eduardo Marinello, disse que o fortalecimento das conexões institucionais é o caminho para a eficiência.

“A sinergia entre as convenções permite que ações estratégicas, como a criação de áreas protegidas e processos de restauração, contribuam simultaneamente para múltiplas metas internacionais. No Novo PAC, por exemplo, buscamos essa integração para que os esforços brasileiros em ações de restauração e criação de áreas protegidas contribuam simultaneamente para as diferentes metas globais”, explicou Marinello.

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O diretor do Departamento de Florestas do MMA, Thiago Belote Silva, reforçou que essa sinergia técnica precisa alcançar a população. “Uma comunicação estratégica que conecte o que é decidido nas convenções com a sociedade é vital. O cidadão precisa entender como essas agendas globais se traduzem na conservação dos biomas e se sentir parte responsável”, disse.

O debate reafirmou que o respeito aos conhecimentos tradicionais e a integração de setores são peças-chave para uma política pública de longo prazo. A programação no Espaço Brasil, coordenada pelo MMA, segue até o dia 29 de março.

*Com informações do MMA

5 mil ribeirinhos do Amazonas vão ser remunerados por manejo sustentável do pirarucu

Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica AM

Cerca de 5 mil ribeirinhos do Amazonas vão receber pagamento pelo manejo sustentável do pirarucu. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26), em Manaus, pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. O objetivo é apoiar comunidades que preservam a espécie e os rios da região.

Um cântico indígena realizado por Assis Siwa, da etnia Mayuruna, que atua no manejo do pirarucu no Vale do Javari, marcou a abertura da solenidade. 

Leia também: Cartilha reúne resultados do manejo sustentável do pirarucu no Amazonas

O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Pirarucu (PSA Pirarucu) vai atender mais de 40 organizações extrativistas em 41 áreas protegidas do Amazonas. Serão investidos cerca de R$ 15 milhões em dois anos, com recursos internacionais e apoio de organismos da Organização das Nações Unidas (ONU). As organizações já estão cadastradas junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela fiscalização.

O manejo sustentável do pirarucu é feito por comunidades que controlam a pesca e respeitam o período de reprodução da espécie, o que ajuda a recuperar estoques e manter o equilíbrio dos rios.

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Certificação orgânica no Amazonas

Além do pagamento direto, o governo também anunciou uma medida que pode aumentar a renda dos pescadores. Uma portaria assinada durante o evento permite a certificação orgânica do pirarucu manejado em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Com isso, o produto pode ser vendido por um valor até 30% maior, inclusive em compras públicas.

“O pagamento pelos serviços ambientais é um reconhecimento da forma como vocês vivem, pescam e cuidam dos lagos. Isso vai significar um acréscimo importante na renda dos manejadores, podendo chegar a 40% de aumento”, afirmou a ministra Marina Silva. Ela também destacou que a medida faz parte de uma estratégia para fortalecer a bioeconomia na Amazônia.

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Pirarucu manejado no Amazonas. Foto: Siglia Souza/Embrapa

Leia também: Ibama classifica pirarucu como invasor em trecho do rio Madeira e libera pesca em Rondônia

A pescadora Elcimar Ribeiro, da zona rural de Fonte Boa, disse que no início quase não havia peixes grandes nos lagos, mas que a realidade mudou com o manejo.

“Depois de cinco anos de manejo, vimos uma fartura enorme”, afirmou. Segundo ela, a certificação orgânica deve ajudar a valorizar o produto e melhorar a renda das famílias.

A secretária de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente, Carina Pimenta, afirmou que os recursos devem ampliar o alcance das ações junto a manejadores e cooperativas.

“Esse pagamento pelos serviços ambientais representa um incremento significativo na renda. É um reconhecimento de que esse tipo de manejo tem as características necessárias para ser valorizado como orgânico e sustentável”, destacou.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Entenda como reparos em redes de abastecimento impactam na rotina da população das grandes cidades

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Foto da capa: Marcelo Seabra/Agência Pará

Realizar reparos em redes de abastecimento nas grandes cidades é uma operação fundamental para a melhoria de serviços essenciais como água e esgoto, mas também envolve vários desafios complexos. Isso porque a execução das obras de manutenção impacta diretamente na rotina da população, além de exigir tempo e paciência dos cidadãos.

Por depender de acesso à, em sua maioria, espaços subterrâneos, os reparos acabam interferindo na mobilidade urbana como o tráfego de veículos, o ir e vir de pedestres e até mesmo o consumo. Para o engenheiro civil Rodrigo Souza, o principal desafio das equipes técnicas é a quantidade de problemas estruturantes encontrados no subsolo urbano.

“Do ponto de vista técnico, o maior desafio que a gente encontra é a alta densidade de interferências. Em cidades antigas como Belém, é comum encontrar rede de água e esgoto misturado com drenagem, fiação de energia, telecomunicações, tudo ocupando o mesmo espaço, muitas vezes com o cadastro técnico não confiável. Isso acaba dificultando bastante na hora da execução dos reparos”, explica Rodrigo, que atua na área de saneamento e infraestrutura em obras.

Obras para reparos no sistema de drenagem no Pará. Foto de 2018/Cosanpa
Obras para reparos no sistema de drenagem da Avenida Almirante Barroso, em Belém (2018). Foto: Divulgação/Acervo Cosanpa

O especialista conta que, na maioria das vezes, o cenário encontrado exige a interrupção no fornecimento dos serviços e a atuação conjunta das empresas prestadores para solucionar os problemas.

“Nem sempre essas interferências estão mapeadas e isso acaba exigindo paralisações pontuais. Por exemplo, quando se atinge uma rede, tem que parar, chamar a concessionária de água ou energia, para avaliar o rompimento e ajudar naquele momento de execução. No rompimento de uma adutora de água, por exemplo, é necessário desligar o abastecimento para solucionar o problema e isso, naturalmente, acaba impactando no prazo de conclusão dos reparos e na rotina dos clientes”, frisou o engenheiro, que é pós-graduado em engenharia ambiental e saneamento.

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Segurança para realizar os reparos

Outro ponto é a segurança dos funcionários que atuam nas obras. Segundo o Rodrigo, é fundamental avaliar primeiro o local para garantir a integridade física dos trabalhadores, para depois iniciar a execução dos trabalhos.

“É preciso garantir a segurança e condições adequadas para aqueles trabalhadores que estão no local, porque qualquer falha durante a etapa pode causar acidentes e a perda de vidas. Voltando ao exemplo da adutora, não tem como realizar o serviço com uma rede pressurizada, não é somente instalar uma tubulação e pronto, por isso, a segurança é fundamental, tanto para quem está trabalhando quanto para a qualidade da execução dos reparos”, reforçou o engenheiro.

Segurança dos trabalhadores é fundamental para a execução correta dos serviços. Foto: Divulgação/Águas do Pará

Soluções

Para minimizar a demora das obras de manutenção, o especialista reforça que as empresas utilizam estratégias para sanar os impactos no dia a dia da população.

“A mitigação desses impactos precisa ser feita com planejamento executivo e um controle rigoroso na execução das obras de reparos, onde precisa ter um engenheiro e um técnico acompanhando em tempo real. Geralmente, essas intervenções são divididas em trechos menores para poder reduzir o tempo de uma vala aberta, já que é um problema que afeta a população em termos de trânsito”, pontuou.

Águas que transformam

A entrevista com Rodrigo Souza faz parte do quadro ‘Águas que transformam’, do programa Estação CBN Belém, da rádio CBN Amazônia, na edição de 25 de março.

Águas que transformam, entrevista com especialista para falar sobre os impactos de obras de saneamento nas cidades
Participação de Rodrigo Souza, por telefone, no quadro Águas que Transformam, no Estação CBN Belém. Foto: Reprodução/CBN Amazônia

O especial visa ampliar o diálogo com a população e a melhoria do serviço do fornecimento de água no estado.

Com apresentação da jornalista Ize Sena, o quadro vai ao ar toda quarta-feira no Estação CBN Belém, na 102.3 FM e no YouTube. Confira a entrevista completa (a partir de 1:16):

Confira mais episódios do especial ‘Águas que transformam’ AQUI.

Vestígios históricos de ocupação humana na Amazônia são encontrados no Amazonas

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Segundo o Instituto Mamirauá, indígenas e ribeirinhos tiveram papel fundamental na expedição realizada na Amazônia, conduzindo os pesquisadores até os sítios e compartilhando relatos sobre a ocupação no Amazonas. Foto: Divulgação/Instituo Mamirauá

Um grupo de pesquisadores encontrou 50 sítios arqueológicos durante uma expedição científica no oeste do Amazonas, ao longo do Rio Japurá, próximo à fronteira com a Colômbia. Os achados revelam vestígios da ocupação humana na Amazônia e, para os arqueólogos, funcionam como uma ‘linha do tempo’ da história amazônica.

Entre 9 de fevereiro e 2 de março, pesquisadores do Instituto Mamirauá percorreram 200 km do Alto Japurá. Eles registraram gravuras rupestres, cerâmicas antigas, terra preta, fontes de matérias-primas e até objetos ligados ao Ciclo da Borracha.

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O Ciclo da Borracha foi um momento econômico na história do Brasil relacionado com a extração e comercialização da borracha. O seu auge ocorre entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945 durante a II Guerra Mundial (1939-1945). Durante este período, cerca de 50% do Produto Interno Bruto do Amazonas era resultado da extração e comercialização da borracha.

O trabalho faz parte de uma ação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A ideia é reunir dados ambientais, arqueológicos e socioculturais para orientar políticas de conservação da floresta e valorização do patrimônio histórico.

“A identificação dos sítios e dessas informações históricas ajuda a pensar políticas públicas e estratégias de proteção para essas áreas de floresta que ainda não têm destinação definida”, afirmou o arqueólogo Márcio Amaral, do Instituto Mamirauá.

Um relatório será entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Os primeiros resultados já foram apresentados em uma oficina em Manaus, nos dias 19 e 20 de março.

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Vestígios históricos de ocupação humana na Amazônia são encontrados no Amazonas
Local onde foi encontrado os vestígios. Foto: Divulgação

Comunidades na Amazônia são protagonistas

Segundo o instituto, indígenas e ribeirinhos tiveram papel fundamental na expedição, conduzindo os pesquisadores até os sítios e compartilhando relatos sobre a ocupação da região.

Segundo Amaral, essas populações são protagonistas na preservação da memória:

“Eles carregam relatos e conhecimentos que contribuem para a pesquisa. Nós somos como pontes, enquanto eles são as principais fontes desses espaços”.

Além do Instituto Mamirauá e do MMA, participam da iniciativa o Field Museum of Natural History (Chicago), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e a Amazon Conservation Team (ACT).

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM