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Alimentos negligenciados possuem potencial para fortalecer segurança alimentar no Brasil

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Foto: Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá

Você já parou para pensar na diversidade de plantas, animais e fungos que poderiam fazer parte da alimentação da população brasileira? Enquanto nossa alimentação diária se restringe a poucas espécies, como arroz, feijão, frango e alguns legumes, o Brasil abriga uma imensa variedade de alimentos pouco conhecidos pela ciência e pelo mercado.

São as espécies alimentares negligenciadas: algas, cogumelos, insetos comestíveis, peixes, frutos nativos e animais silvestres que fazem parte da cultura alimentar de comunidades tradicionais, mas permanecem sub-representados nos debates sobre nutrição e segurança alimentar.

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Um estudo inédito publicado na revista Scientific Reports, conduzido por uma rede nacional de pesquisadores, com participação do Instituto Mamirauá, compilou um inventário com 369 espécies alimentares nativas ou subutilizadas no Brasil.

O levantamento inclui desde plantas como o baru e o camu-camu, até cogumelos silvestres, insetos como a tanajura, peixes de água doce e carne de caça consumida por populações ribeirinhas e indígenas.

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alimentos amazônicos: camu-camu
Camu-camu. Foto: Walnice Nascimento/Embrapa

Alimentos surpreendentes

Os pesquisadores combinaram o conhecimento de especialistas em nutrição e ciências ambientais com ferramentas de inteligência artificial explicável – um tipo de tecnologia que permite não apenas fazer previsões, mas entender como os modelos chegam a determinadas conclusões. Dessa forma, foi possível identificar os fatores que mais influenciam a priorização de espécies para estudos de composição nutricional e consumo alimentar.

O fator mais determinante para que uma espécie seja priorizada é a quantidade de receitas em que ela aparece, seguido pela sua distribuição geográfica pelo país. Ou seja: quanto mais presente na culinária local e em diferentes regiões, maior a chance de ser estudada. Por outro lado, critérios como risco de extinção ou categoria alimentar tiveram pouca influência na decisão. Isso revela um viés importante: a pesquisa em nutrição ainda é fortemente guiada pelo uso cultural e pela acessibilidade imediata das espécies, deixando em segundo plano questões ecológicas e de conservação.

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Essa abordagem revelou também lacunas de conhecimento. Embora as plantas correspondam a quase 30% das espécies listadas e concentrem a maior parte dos dados nutricionais disponíveis, grupos como algas, insetos e cogumelos permanecem praticamente inexplorados. Nenhuma espécie de alga ou inseto do inventário possui informação nutricional publicada. Entre os cogumelos, apenas 12,6% têm algum dado e, apesar de representarem 24% da lista, os animais silvestres também carecem de análises mais aprofundadas.

Como parte da rede de pesquisa, o Instituto Mamirauá tem atuado justamente para reduzir as lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade alimentar amazônica. Isso envolve tanto análises laboratoriais da composição nutricional de espécies consumidas localmente, como peixes, vertebrados terrestres e frutos nativos, quanto esforços de tradução e disseminação desses dados. A ideia é que a informação gerada na Amazônia retorne para as comunidades locais de forma acessível, fortalecendo a segurança e valorizando o conhecimento tradicional.

“Na Amazônia, onde o aumento do consumo de produtos ultraprocessados no lugar de alimentos tradicionais tem sido acompanhado de um aumento nos índices de anemia, diabetes e hipertensão, a rica biodiversidade local poderia ser uma aliada importante no combate à desnutrição. Este estudo mostra que é preciso aprofundar as pesquisas sobre aquilo que as comunidades tradicionais já sabem há gerações: a floresta é fonte de alimentos nutritivos, e diversificar o prato pode ser também uma estratégia de saúde e de conservação”, comenta Daniel Tregidgo, pesquisador do Instituto Mamirauá e coautor da pesquisa.

Os autores do estudo defendem que é preciso avançar em várias frentes. Primeiro, investir em pesquisas colaborativas e interdisciplinares para preencher as lacunas de dados nutricionais, especialmente dos grupos mais negligenciados. Segundo, ampliar os levantamentos de consumo em comunidades com menor integração ao mercado, onde a diversidade alimentar tende a ser maior.

Além disso, é importante criar e fortalecer bancos de dados nacionais que integrem informações sobre usos culinários e composição de alimentos da sociobiodiversidade. E, por fim, incluir esses alimentos em políticas públicas e na formação de profissionais de nutrição, sempre atentos à necessidade de manejo sustentável e à conservação das espécies.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Mamirauá

Solo do delta do rio Amazonas está afundando 0,5 mm por ano, aponta estudo

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Litoral paraense. Foto: Jader Paes/Agência Pará

A superfície terrestre do delta do rio Amazonas, que se espraia pelo litoral do Pará e do Amapá, está afundando. A taxa de rebaixamento dos terrenos entre os quais correm um emaranhado de rios é maior do que a taxa de elevação do nível do mar.

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Há outros 17 deltas na mesma situação – incluindo os do Nilo, no Egito; do Ganges, na Índia; do Amarelo, na China; e do Vermelho e do Mekong, ambos no Vietnã –, de acordo com um estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos.

Leia também: A foz do rio Amazonas é um delta ou estuário?

Foz do rio Amazonas, vista do satélite da Agência Espacial Americana NASA - delta do rio amazonas
Foto: Reprodução/NASA

Delta do rio Amazonas afunda anualmente

Entre os 40 maiores do mundo entre 2014 e 2023, os mais afetados foram os dos rios Chao Phraya, na Tailândia, Brantas, na Indonésia, e Amarelo, com taxas médias de afundamento de cerca de 8 milímetros (mm) por ano, o dobro da taxa de elevação global do nível do mar. O delta do Amazonas está afundando 0,5 mm por ano.

A exploração intensa dos reservatórios de água subterrânea e o peso das construções urbanas comprimem o solo, somados à erosão e à diminuição da deposição de sedimentos, fazem a superfície afundar lenta e gradualmente, aumentando o risco de inundações mais frequentes e o recuo da linha de costa.

Essas áreas abrigam 10 das 34 megacidades do mundo e uma população de aproximadamente 500 milhões de pessoas. O estudo foi publicado na Nature, em 14 de janeiro.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp

Estúdio Inspiração transforma podcast em estratégia de posicionamento em Manaus

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Estúdio Inspiração – espaço 1. Foto: Divulgação

Luz, câmera e ação. Assim é o movimento nos bastidores do Estúdio Inspiração, no Vieiralves, em Manaus, que tem atraído diversas personalidades interessadas em desenvolver podcasts e se tornarem autoridades em seus nichos.

Com uma conversa mais intimista, no formato “olho no olho”, o podcast tem se consolidado como uma poderosa ferramenta de posicionamento. Em constante crescimento no Brasil, o formato se tornou uma das principais estratégias de autoridade para profissionais liberais e empresários.

Estúdio Inspiração transforma podcast em estratégia de posicionamento em Manaus
Estúdio Inspiração – espaço 2. Foto: Divulgação

A procura por esse tipo de conteúdo também tem se ampliado significativamente em Manaus, transformando o podcast em vitrine de negócios no ambiente digital. Médicos, empresários, advogados, influencers e outros profissionais que desejam fortalecer sua presença no mercado têm investido na estratégia para alcançar um público que se identifica com o formato e com a proposta de conteúdo.

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A empresária Hélida Tavares destaca que a ideia de estruturar um estúdio para gravação de vídeos surgiu a partir de um projeto desenvolvido em uma escola de negócios, onde buscou capacitação e foi desafiada a criar um produto que ampliasse o faturamento de sua empresa, que atua nos segmentos de comunicação, marketing digital e treinamentos comportamentais.

Estúdio Inspiração – podcasts. Foto: Divulgação

“Pessoas que entendem que o posicionamento por meio de vídeos é fundamental para sua imagem no mundo empresarial saem na frente. Hoje somos referência na gravação de vídeos e podcasts. Somos procurados diariamente por pessoas que querem começar a produzir conteúdo ou por empresários que já gravam e desejam profissionalizar ainda mais seu material. Esse posicionamento é essencial dentro do marketing digital”, destacou Tavares.

Estúdio Inspiração HUB transforma podcast em posicionamento. Vídeo: Divulgação

Um dos empreendedores que utiliza o espaço do Estúdio Inspiração há seis meses é o médico Flávio Oliva, CRM/AM 6113, que ressalta a importância de ter seu próprio podcast como ferramenta estratégica de comunicação e expansão do negócio.

“O podcast surgiu com a proposta de ampliar minha presença nas redes sociais, divulgar meu trabalho e levar à população o tema saúde de maneira acessível. Conseguimos promover prevenção de doenças e incentivar hábitos saudáveis. O grande objetivo é conversar de forma simples e levar informação de qualidade a quem consome esse formato”, afirmou.

Hélida Tavares recebe o Dr. Flávio Oliva no estúdio. Foto: Divulgação

Sobre o estúdio

O Estúdio Inspiração conta com equipamentos de alta tecnologia, teleprompter para facilitar as gravações, mais de três ambientes cenográficos, equipe técnica responsável pela captação e edição das imagens e roteiristas que orientam os apresentadores para garantir alta performance.

Mais de dois mil episódios já foram gravados no espaço, atendendo profissionais de diversos nichos e consolidando o estúdio como referência regional na produção de podcasts.

Hélida Tavares – Estúdio Inspiração. Foto: Divulgação

Comissão aprova suspensão de norma sobre identificação de indígenas na navegação de interior

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A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG). Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto que suspende a exigência de documentos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para o embarque de indígenas em barcos da navegação de interior.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 300/22, da ex-deputada Joenia Wapichana, suspende trecho da Resolução 81/22, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

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A resolução estabelece que, em caso de percurso nacional, a identificação do indígena será feita por documento de identidade ou por autorização expedida pela Funai; em percurso internacional, por passaporte ou, dentro do Mercosul, por carteira de identidade.

A relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), recomendou a aprovação do projeto e disse que a norma da Antaq cria um regime jurídico diferenciado que prejudica o direito de ir e vir dos povos originários.

EMBARCAÇÃO - INDÍGENAS - AMAZÔNIA
Foto: Reprodução/Acervo Secom AM

Direito constitucional

Ela argumenta que a Constituição garante a todos os cidadãos a liberdade de locomoção e que não cabe a uma agência reguladora criar requisitos discriminatórios para o acesso ao transporte.

Leia também: Povos indígenas ganham manual de orientação para situações de conflitos fundiários

“Ao condicionar o embarque de pessoas indígenas a documento ‘autorizativo’ da Funai, a Resolução cria requisito discricionário e discriminatório, fora dos limites legais de sua atuação regulatória”, afirmou a relatora Célia Xakriabá em seu parecer.

Para a autora, a norma da Antaq reforça o racismo estrutural ao tratar indígenas de forma segregada em relação aos demais brasileiros.

Próximas etapas

A proposta será ainda analisada pelas comissões de Viação e Transportes, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, para em seguida ser votada pelo Plenário. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

*Com informações da Agência Câmara

Grupo de 40 mulheres transforma pasto em floresta produtiva no Pará

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Foto: Divulgação/Imaflora

No município de São Félix do Xingu, no Pará, um grupo de 43 mulheres está mostrando que é possível garantir fonte de renda na floresta mesmo mantendo ela em pé. É o resultado da marca ‘Delícia do Quintal’, criada por uma associação de mulheres que mudou uma área de capim em floresta produtiva através do beneficiamento de frutas e verduras.

Com suporte técnico do programa Florestas de Valor do Imaflora, apoiado pela Petrobras, a Associação das Mulheres de Polpa de Fruta (AMPPF) implantou Sistemas Agroflorestais que combinam espécies nativas, frutíferas e cultivos da agricultura familiar no município, que é historicamente marcado pelos altos índices de desmatamento associados à pecuária.

Leia também: Estimulando uma transição florestal produtiva na Amazônia

A transformação produtiva, que completa 13 anos em 2026, opera com infraestrutura própria, incluindo usina de processamento e câmaras frias, voltada ao beneficiamento de frutas que antes se perdiam nos quintais das famílias. A produção, inclusive, chega diretamente à mesa de crianças e adolescentes por meio de políticas públicas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Ao gerar demanda estável para produtos da sociobiodiversidade, essas políticas reduzem a pressão por abertura de novas áreas e valorizam a produção local.

“Garantimos que a associação tenha segurança jurídica e técnica para gerir recursos públicos com transparência. O PNAE e o PAA funcionam como ferramentas de conservação ambiental ao criarem um mercado institucional para a agricultura familiar sustentável”, comenta Celma de Oliveira, coordenadora do Florestas de Valor do Imaflora em São Félix do Xingu.

Com apoio do PNAE, a associação movimentou aproximadamente R$ 375 mil em um único ano, consolidando-se como referência local de empreendedorismo feminino.

Formada por mulheres, Associação das Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta (AMPPF) transforma pasto em floresta produtiva no Pará
Associação das Mulheres de Polpa de Fruta (AMPPF), no município de São Félix do Xingu, no Pará. Foto: Divulgação/Imaflora

Saiba mais: Da floresta ao mercado: desafios e oportunidades para os sistemas produtivos locais na Amazônia

Impactos da floresta produtiva

Maria Josefa Machado Neves, presidente da AMPPF. Foto: Divulgação/Imaflora

Além da geração de renda, a transformação produtiva representar algumas mudanças positivas nos aspectos ambiental e social. De acordo com a presidente da AMPPF, Maria Josefa Machado Neves, as mudanças representam um ganho significativo na paisagem natural.

“Hoje a gente olha pela janela e não vê mais o amarelado do capim. Com os novos plantios, passamos a morar no meio da floresta”, relata Maria Josefa.

O modelo baseado nos SAFs demonstra como inclusão produtiva, governança participativa e acesso a mercados institucionais podem reduzir conflitos ambientais e fortalecer a economia local. A autonomia econômica feminina impacta diretamente na qualidade de vida das famílias, ampliando investimentos em saúde, educação e segurança alimentar.

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Em fevereiro deste ano, a AMPPF assinou novo contrato com o PNAE para fornecimento alimentos à rede municipal de ensino. A iniciativa conecta a produção sustentável da Amazônia diretamente à alimentação escolar.

Mais do que um contrato comercial, trata-se do reconhecimento do trabalho dessas mulheres, que transformam saberes tradicionais e manejo responsável da floresta em oportunidades concretas de desenvolvimento local. 

Ao incentivar cadeias produtivas sustentáveis e o acesso ao mercado institucional, o apoio do Florestas de Valor fortalece a agricultura familiar, promove a conservação da floresta e contribui para um modelo de desenvolvimento que alia inclusão social, segurança alimentar e respeito aos modos de vida amazônicos.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imaflora

Pesquisadores criam índice para avaliar saúde do solo em manguezais

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Manguezais na Amazônia. Foto: Reprodução/Observatório da Costa Amazônica

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um índice capaz de medir a saúde do solo de manguezais em diferentes estágios. Aplicado em áreas degradadas, restauradas e preservadas, o índice revelou que manguezais saudáveis, incluindo os recuperados, provêm serviços ecossistêmicos próximos de sua capacidade máxima, enquanto os desmatados mantêm apenas uma pequena parte desse potencial.

O Índice de Saúde do Solo (ISS) varia em uma escala de 0 (pior) a 1 (melhor) e está descrito em artigo publicado na revista Scientific Reports. Ao traduzir processos complexos em uma métrica simples, a ferramenta pode apoiar gestores na definição de prioridades de conservação e restauração.

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O ISS foi construído a partir de um conjunto de variáveis que, de forma integrada, representam os principais processos físicos, químicos e biológicos responsáveis pelo funcionamento do solo no contexto em que ele está inserido.

O índice incorpora atributos ligados à dinâmica do carbono (como textura do solo, teor de carbono orgânico e ferro pseudototal), à fixação de substâncias contaminantes (especialmente diferentes formas de minerais de ferro) e à ciclagem de nutrientes (incluindo indicadores biológicos baseados nas atividades enzimáticas de microrganismos do solo). Em conjunto, essas variáveis viabilizam o estado funcional do solo e sua capacidade de sustentar serviços ecossistêmicos.

Com a busca por soluções baseadas na natureza para enfrentar a crise climática, os manguezais são uma alternativa para gerar ganhos ambientais e sociais. Além de importantes sumidouros e estocadores de carbono, sustentam a pesca e ajudam a conter a erosão costeira, entre outros serviços.

Ainda assim, estimativas indicam que entre 30% e 50% dos manguezais do mundo tenham sido perdidos nos últimos 50 anos, processo que pode ser acelerado pelas mudanças climáticas, com o aumento do nível do mar e maior frequência de eventos extremos, além de desmatamento e expansão urbana.

O Brasil tem a segunda maior área de mangue do planeta – cerca de 1,4 milhão de hectares ao longo da faixa costeira, ficando atrás apenas da Indonésia – e o mais extenso trecho contínuo, localizado entre o Amapá e o Maranhão. Uma ampla biodiversidade, com mais de 770 espécies de fauna e flora, confere a essas áreas destaque para a pesca.

Leia também: Conheça os manguezais da Amazônia, o maior cinturão de manguezais do mundo

Resultados nos manguezais

Ao ser aplicado no estuário do rio Cocó, no Estado do Ceará, o ISS mostrou condições contrastantes do local, com recuperação em áreas restauradas e suas implicações para os serviços ecossistêmicos. De acordo com os resultados, os manguezais maduros apresentaram os maiores valores de ISS (0,99 ± 0,03), enquanto os locais degradados, os menores (0,25 ± 0,01).

As regiões replantadas há nove e 13 anos tiveram valores intermediários (0,37 ± 0,01 e 0,52 ± 0,02, respectivamente), com um melhor desempenho das mais antigas, indicando assim uma recuperação gradual.

“A pesquisa buscou traduzir em números alguns aspectos importantes relacionados à saúde de solos dos manguezais e à provisão de seus serviços ecossistêmicos, tais como sequestro de carbono, imobilização de contaminantes e ciclagem de nutrientes. Montamos a escala de 0 a 1 para acompanhar o restabelecimento ecossistêmico frente ao processo de recuperação”, explica à Agência FAPESP a gestora ambiental Laís Coutinho Zayas Jimenez.

“Meu sonho agora é usar o índice de saúde do solo em uma aplicação prática. Mostrar aos meus pares, os gestores, que é possível analisar se o manguezal que passou por recuperação está produzindo plenamente ou não os serviços ecossistêmicos e em quanto tempo isso acontece.”

O artigo é resultado de sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), desenvolvida sob a orientação de Tiago Osório Ferreira, e com o apoio da FAPESP.

Atualmente, Jimenez é chefe do setor de manguezais na Diretoria de Biodiversidade da Fundação Florestal e lidera um projeto inédito cujo objetivo é medir o estoque de carbono dos manguezais paulistas e detectar a presença de elementos tóxicos, como metais pesados, em seus solos.

O trabalho está sendo desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Esalq-USP.

A Fundação Florestal é um órgão da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil) responsável pelas Unidades de Conservação do Estado. Das mais de cem unidades, pelo menos 16 delas têm manguezal.

“Mesmo que o restabelecimento das funções do manguezal seja rápido, isso não pode ser usado como argumento para não proteger esse ambiente da degradação. Observada a retomada de alguns serviços ecossistêmicos, entre eles sequestro de carbono e ciclagem de nutrientes, outros, como a contenção de erosão costeira, demoram mais”, ressalta Jimenez.

Manguezais na Amazônia.
Manguezais na Amazônia. Foto: Reprodução/Greenpeace

“Carbono azul”

Os mangues são chamados de “florestas de carbono azul” por sua característica de absorver grandes quantidades de CO da atmosfera e armazenar carbono orgânico no solo por décadas, mais eficientes do que florestas tropicais (leia mais em: agencia.fapesp.br/55382). No entanto, as mudanças no uso da terra e a poluição ameaçam cada vez mais os solos de manguezais, comprometendo sua funcionalidade.

Segundo a iniciativa global Mangrove Breakthrough, que tem o objetivo de restaurar e conservar 15 milhões de hectares de manguezais em escala global até 2030, esses ecossistemas armazenam o equivalente a mais de 22 gigatoneladas de CO2. A perda de apenas 1% dos manguezais remanescentes poderia levar ao correspondente a emissões anuais de 50 milhões de automóveis.

Leia também: Pesquisadores usam genética de ponta para reflorestar a maior faixa contínua de manguezal da Amazônia

“Como o estudo foi desenvolvido em uma área de recuperação, os resultados desmistificam a ideia de que o ecossistema é resiliente frente a intervenções antrópicas. Mostramos que pode ser degradado em uma velocidade muito rápida. Mas a boa notícia é que o sistema também se recupera rapidamente, desde que a restauração seja feita de maneira assistida e elaborada, respeitando as condições locais do ambiente em que ele está inserido. Assim é possível obter novamente as funções do ecossistema e sua capacidade de prover serviços”, avalia o professor Hermano Melo Queiroz, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Queiroz é um dos autores correspondentes do artigo, juntamente com Ferreira, que também é diretor de disseminação e pesquisador do CCARBON. Participam ainda do grupo o professor Maurício Roberto Cherubin, diretor de pesquisa do centro e especialista em saúde dos solos, e Francisco Ruiz.

“Nessa pesquisa, um dos objetivos era traduzir a informação de processos biogeoquímicos muito específicos para uso de gestores ambientais. O índice, ao mostrar que os estoques de carbono retornam para áreas de mangue restauradas, traz uma mensagem muito importante no cenário de combate às mudanças climáticas”, diz Ferreira, que pesquisa há mais de 25 anos áreas de manguezais e contribuiu para a criação de um banco de dados com informações de toda a costa brasileira.

Ferreira coordena o projeto “BlueShore – Florestas de Carbono Azul para mitigação de mudanças climáticas offshore”, desenvolvido no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) constituído com apoio da FAPESP, da Shell e participação de outras empresas, com sede na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Aberto e mutável

Os pesquisadores destacam que entre os diferenciais do ISS está a possibilidade de incluir informações específicas de cada ecossistema e do ambiente em que está inserido para diferentes regiões do país. É possível, por exemplo, inserir dados de serviços ecossistêmicos – sequestro de carbono e imobilização de contaminantes – e geoquímicos, como a quantidade de fósforo.

“Quanto maior a quantidade de fósforo, mais benéfico é para o ecossistema. Só que, no caso dos manguezais, dependendo do contexto em que ele está inserido, o excesso de fósforo pode representar um problema de contaminação ou de eutrofização”, afirma Queiroz.

A eutrofização provoca a proliferação exagerada de algas e cianobactérias na área de mangue, que causam o bloqueio da luz solar e o consumo do oxigênio, resultando em mau odor e morte de peixes, com perda da biodiversidade aquática e deterioração da qualidade da água.

Agora, os cientistas dizem que o próximo passo é entender que tipo de carbono está “retornando” para esses solos, se é mais ou menos estável, com maior ou menor duração.

Além disso, o estudo inspirou um novo projeto – “Desvendando a saúde do solo de manguezais brasileiros”, financiado pela FAPESP, que aplicará uma metodologia semelhante em diferentes regiões do país.

Combinando análises de solo, sensoriamento remoto e modelagem espacial, a proposta é mapear a saúde dos solos de manguezais e seu potencial de sequestro de carbono. A iniciativa pretende gerar o primeiro mapa em larga escala da saúde do solo de manguezais no Brasil.

O artigo Tracking mangrove restoration using a biogeochemical soil health index and ecosystem service indicators pode ser lido em: nature.com/articles/s41598-025-30909-2.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por Luciana Constantino

Streaming gratuito dedicado à produção audiovisual amazônica é lançado no Amapá

Plataforma de streaming é gratuira e voltada para produções audiovisuais do Amapá e da Amazônia. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Amazônia Play: a nova plataforma gratuita de streaming voltada para produções audiovisuais do Amapá e da Amazônia foi lançada no dia 7 de março em Santana (AP). O serviço pretende ser vitrine da indústria criativa nortista, levando obras locais para o público da região, do Brasil e também para o exterior.

O catálogo reúne produções gratuitas e abertas para todas as idades, incluindo filmes de ficção, documentários, animações e clipes musicais.

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O idealizador e coordenador do projeto de streaming, Abel Neto, explica que a iniciativa nasceu da necessidade de reunir em um só espaço os trabalhos produzidos na região.

“A plataforma surgiu da necessidade de reunir em um só espaço as produções locais, que antes eram divulgadas de forma dispersa. Agora, com o Amazônia Play, conseguimos valorizar o audiovisual do Amapá e dar visibilidade para outros estados e para o mundo”, afirmou.

Leia também: Produções cinematográficas revelam o potencial dos estados da Amazônia no cinema 

Lançamento do streaming

Amazônia Play
Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

O evento de lançamento do streaming aconteceu no Senac, em Santana, com programação cultural aberta ao público, incluindo homenagens, apresentações musicais. Para o cineasta Rosivan Santos, a novidade chega em um momento importante para o setor.

“Nós não tínhamos um espaço específico para divulgar nossas produções. Geralmente colocávamos no YouTube ou Instagram, mas era difícil alcançar público fora da região. Agora nossos filmes e documentários poderão ser acessados em qualquer lugar do mundo”, destacou.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Caracol africano é pesquisado na grande Ilha de São Luís pela UEMA: “praga urbana”

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Foto: Ferdinan Melo/Acervo pessoal

Uma pesquisa do professor doutor e pesquisador Ferdinan Melo, do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), que tem a participação de estudantes, professores e colaboração de instituições fora do Estado, dá conta de que é necessário fazer um alerta à sociedade sobre os riscos à saúde humana quanto ao consumo do Caracol Africano (Achatina fulica) nos municípios da grande São Luís.

A pesquisa esclarece que este animal é um molusco nativo da África Oriental, introduzido no Brasil com o propósito de ser utilizado na alimentação, como uma alternativa na substituição do Cornu aspersum, conhecido como Escargot. Informa, ainda, que, devido ao rápido crescimento populacional desordenado é considerada uma espécie invasora em vários países.

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Segundo explica o professor Ferdinan, coordenador do estudo, o Caracol Africano, classificado como praga urbana e agrícola, constitui uma ameaça à biodiversidade e à saúde pública, por ser hospedeiro intermediário de nematódeos, como o Angiostrongylus cantonensis, agente da Meningite Eosinofílica.

“A nossa intenção é investigar as ocorrências do Caracol Africano e de nematódeos com relação à saúde da população na Região Metropolitana da Ilha de São Luís. Para isso, realizamos coletas em 12 parcelas fixas nos municípios de Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar e São Luís, em finais de períodos chuvosos e secos nos anos de 2024 e 2025”, disse Ferdinan.

O pesquisador acrescenta que amostras foram avaliadas no Laboratório Central do Maranhão (LACEN-MA) e encaminhadas para o Laboratório de Malacologia (LRNEM-IOC), Fiocruz, Rio de Janeiro, onde foram submetidas ao processo de digestão artificial, com HCl a 0,7%.

Nas unidades, os moluscos foram pesados e mensurados para realizar a relação massa-comprimento e identificar o fator de condição relativa. Foram coletados 473 espécimes em 2024, 348 (73,57%) no período chuvoso e 125 (26,42%) no período seco.

Leia também: Espécies amazônicas invasoras causam prejuízo mundo afora

Caracol africano teve aumento e representa risco

Durante os trabalhos, descobriu-se que nas últimas duas décadas, houve um aumento significativo da presença do molusco em toda Ilha de São Luís,  e o risco potencial de doenças (zoonoses) se tornou uma preocupação. A equipe ouviu, ainda, relatos constantes da população sobre as dificuldades de controle malacológico pelos agentes de endemias, somado a desinformação e cuidados inadequados com os terrenos baldios, quintais e jardins, que podem estar ligadas direta ou indiretamente à presença desses moluscos.

ferdinan melo  uema
Foto: Ferdinan Melo/Acervo pessoal

Observou-se, também, que, esses animais tanto adultos como jovens, mostraram-se ter grande capacidade de adaptação em situações ambientais adversas, possibilitando sua reprodução e, que, as condições antrópicas promovem a manutenção e proliferação desses caracóis, principalmente em locais com saneamento básico precário.  

“Esperamos que os resultados deste estudo forneçam medidas de controle eficazes, contribuindo para a promoção da saúde dentro do contexto de ‘Uma Só Saúde’, alerta o professor Ferdinan.

Leia também: Caracol africano: especialista explica quais riscos o animal oferece à saúde pública

O professor esclarece que o ciclo de vida do nematódeo tem como hospedeiros definitivos os roedores. Mas os humanos, por sua vez, atuam como hospedeiros acidentais, sendo infectados da mesma forma que os ratos, por meio da ingestão desses caracóis, caramujos ou lesmas contaminados no terceiro estágio de desenvolvimento.

Ferdinan conclui ressaltando que, uma vez, esses animais no organismo humano, desenvolvem larvas, que atingem o estágio subadulto, e, a maioria desses vermes, após migrarem pelo tecido cerebral, acabam matando seus portadores. O comprometimento neurológico observado nos indivíduos infectados resulta um processo inflamatório desencadeado pelo sistema imunológico.

caracol africano medidas de segurança
Imagem: Divulgação/UEMA

Equipe de colaboradores na pesquisa:

Prof. Dr. Guilherme Mota da Silva Laboratório de Malacologia-LMALAC IOC- FIOCRUZ; Daniel Soares Saraiva – Doutorando PPGCA UEMA; Nathália Medeiros Guimarães – Doutoranda PPG BIONORTE; Rivaldo Costa Almeida – Doutorando PPGCA UEMA; Anna Maria Fonseca Roma – Bolsista Iniciação Científica UEMA; Sarah Jéssica Morais Brandão – Bolsista de Extensão UEMA; e Thaynara Kênia Garcez Pinheiro – Bolsista de Extensão UEMA.

*Com informações da UEMA

“Vocês conhecem cupuaçu?” Citado no BBB 26, fruto amazônico tem variações que despertam curiosidade

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O cupuaçu é patrimônio cultural na Amazônia. Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

Os frutos amazônicos misturam sabores e culturas em uma mordida só. Existem para todos paladares: dos mais doces aos mais azedos/amargos, mas todos com sabores únicos e inconfundíveis.

Entre eles, o cupuaçu (Theobroma grandiflorum) ganhou destaque em uma conversa entre as participantes do reality show Big Brother Brasil 26, Jordana Reis (da região Centro-Oeste) e a cunhã-poranga do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque.

O cupuaçu é uma fruta que possui polpa cremosa, caroço comestível e uma casca grossa marrom e varia de varia de 15 a 25 cm de tamanho. Cientificamente conhecido como Theobroma grandiflorum, é originário da Amazônia, com grande incidência nos estados do Pará e Maranhão. Ele pode ser encontrado ocasionalmente em países como o Equador, Colômbia, Costa Rica e Gana, na África Ocidental, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

fruta cupuaçu é cultura do amazonas
Foto: Reprodução/Prefeitura de Belém

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Com a polpa, muito rica em proteínas, carboidratos, fibras e enzimas, se preparam sucos, refrescos, cremes, compotas, doces, sorvetes, biscoitos, licores e iogurtes.

E a semente é utilizada na produção do cupulate (chocolate feito do caroço da fruta).

O fruto, desde 2024, através da Assembleia Legislativa do Amazonas, se tornou patrimônio cultural, junto com a pupunha, o açaí e o buriti.

O Portal Amazônia reuniu algumas opções de receitas feitas com o fruto para você conhecer:

Jujuba de cupuaçu

Foto: Arquivo Portal Amazônia

Você é fã de jujuba? Saiba como regionalizar o doce e faça uma versão de uma dos doces mais consumidos: Aprenda uma receita fácil e deliciosa de jujuba de cupuaçu AQUI.

Bombons de cupuaçu com castanha-da-Amazônia

Foto: Divulgação

Essa é uma das lembrancinhas mais populares no Amazonas. As balas de chocolate recheadas com geleia de cupuaçu ou com castanha-da-Amazônia são itens indispensáveis para apresentar um pouco dos sabores amazônicos, mas é quando se une os dois que se cria uma explosão de sabor?

Ingredientes

  • 1 pacote de doce de cupuaçu (massa);
  • 250 g de castanha-do-brasil;
  • 150 g de açúcar refinado;
  • 1 vidro de vinagre branco;
  • 1 lata de leite condensado;
  • 4 colheres de chocolate;
  • 1 vidro pequeno de mel de abelha e 50 g de manteiga.

Modo de fazer

  • Amassar o doce com o garfo e colocar a castanha ralada;
  • misturando bem com as mãos até obter o ponto de enrolar;
  • Abrir a massa, na palma da mão;
  • acrescentar um pedaço de castanha torrada e enrolar.

Mousse de maracujá e cupuaçu

Foto: Arquivo Portal Amazônia

Outra receita que é bastante popular também é uma união de sabores: cupuaçu e maracujá. Geladinho, esse “copo da felicidade” leva mousse de maracujá e cupuaçu e um toque especial com pudim de leite.

Confira a receita completa e o modo de preparo AQUI.

Sorvete de cupuaçu

Mais uma receita para se refrescar no calor amazônico, o sorvete é fácil e prático de produzir em casa.

Imagem gerada por IA

Ingredientes

  • 1 xícara de chá de açúcar demerara
  • 3 colheres de sopa de açúcar demerara
  • 1/2 xícara de chá de água
  • 3 claras
  • 400 gramas de polpa de cupuaçu descongelada
  • 200 gramas de creme de Leite
  • Amazon bites a gosto

Modo de preparo

  • Em uma panela, coloque a xícara de açúcar e a água. Leve ao fogo e deixe formar uma calda em ponto de fio. Reserve.
  • Em outra panela, misture as claras e as colheres de sopa de açúcar.
  • Leve ao fogo baixo e mexa sem parar por 3 minutos. Retire a panela do fogo um pouco a cada minuto, sempre mexendo.
  • Transfira para uma batedeira e, aos poucos, despeje a calda de açúcar. Bata por 5 minutos.
  • Em uma tigela a parte, misture a polpa de cupuaçu e o creme de leite.
  • Junte com a mistura batida na batedeira e leve ao congelador por 12 horas.
  • Pronto, sirva com Amazon bites! Aproveite.

Creme de Cupuaçu

E é claro que não poderia faltar a receita do popular creme de cupuaçu. Confira a prática receita:

Ingredientes

2 latas de leite condensado;
2 latas de creme de leite;
200 g de polpa de cupuaçu;

Modo de preparo

  1. Bata os ingredientes no liquidificador por 5 minutos;
  2. Distribua em tigela ou potes individuais e leve para gelar por 3 horas.
Foto: Divulgação

Cláudia Maria Daou Paixão e Silva: importante responsabilidade social na Amazônia

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Foto: Divulgação/Rede Amazônica

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Toda sociedade sofre modificações. É necessário fixar-lhe a memória por meio de uma escrita que marca com nitidez os contornos de sonhos de uma época. O ano era 1968, marcado pela efervescência do Regime Militar em que o Brasil vivia. Foi diante desse cenário de uma Manaus bucólica que nascia Cláudia Maria Daou Paixão e Silva, no dia 22 de abril de 1968.

Nasceu em um hospital, cuja memória se perdeu no tempo, que era a Santa Casa de Misericórdia. Sua mãe que ali trabalhava, dava a luz e ajudava a minorar as dores de outros pacientes, pura coincidência. Cláudia Maria Daou Paixão e Silva que herdou da enfermeira que lhe trouxe ao mundo a personalidade forte. Toda nova geração constrói novos padrões, valores e atitudes sobre a vida e a sociedade.

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Seu pai, Phelippe Daou, nessa época já despontava como promissor jornalista trabalhando no ‘O Jornal’ e sua mãe Magdalena Arce Daou, era reconhecidamente na época como dedicada enfermeira que, com esforço próprio trabalhava duro para contribuir no sustento da família.

Cláudia Daou criança
Phelippe Daou Júnior e a menina Cláudia Maria Daou. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

O tempo foi passando e a menina Cláudia Maria Daou, hoje Paixão e Silva teve o primeiro contato com as letras no Colégio Christus, já em tenra idade do maternal até a 5ª série do Ensino Fundamental. De família que professa a Religião Católica, logo transferiu-se para o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, tendo concluído o Ensino Médio.

Os anos foram permitindo o amadurecimento de Cláudia Maria Daou, que conhece o jovem Ely Freitas Paixão e Silva, formado em Engenharia Elétrica, com quem casou-se em 1990, trazendo ao mundo três filhos: Lorena Daou Paixão e Silva, que nasceu em 05 de agosto de 1992, Phelippe Daou Neto, no dia 03 de fevereiro de 1996 e Lara Daou Paixão e Silva, no dia 10 de junho de 2002.

Cláudia Maria Daou Paixão e Silva e Ely  Freitas Paixão e Silva.
Cláudia Maria Daou Paixão e Silva e Ely Freitas Paixão e Silva. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Em 1990 cursa Administração de empresas na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde concluiu com pleno êxito. Em seguida, faz uma especialização em Recursos Humanos, pela Fucapi, à época uma instituição de muito prestígio.

Seguindo o exemplo de seus pais, logo começa a trabalhar no Grupo Rede Amazônica. Seu desejo de conhecer todos os meandros da Administração percorreu vários setores da instituição, inclusive na Fundação Rede Amazônica, hoje como Diretora Presidente.

Com o falecimento de seu pai em 2016, assume juntamente com seu irmão o destino e a condução do Grupo Rede Amazônica.

Nos dias atuais participa ativamente e efetivamente a condução do Grupo Rede Amazônica como Presidente do Conselho Consultivo, dividindo as responsabilidades com seu irmão Phelippe Daou Júnior, CEO do Grupo.

Leia também: Comendador Gregório Thaumaturgo de Azevedo: 1851-1921

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista