Roteiro histórico: seis locais que ajudam a entender o passado do Amapá

A história do Amapá é marcada por mudanças políticas, sociais e econômicas. Parte dessa memória está preservada em museus que mostram desde a colonização até os saberes dos povos tradicionais.

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Os espaços têm entrada gratuita e oferecem uma imersão no passado, com exposições que ajudam a compreender a trajetória do Estado e de seus habitantes.

O Grupo Rede Amazônica preparou um roteiro que inclui temas como cultura indígena, vida ribeirinha, presença colonial, memória negra e até vestígios da Segunda Guerra Mundial:

Museu sobre a colonização portuguesa no Amapá

Dentro da Fortaleza de São José, no Centro de Macapá, o museu mostra como a coroa portuguesa participou do povoamento do Amapá. O espaço também destaca o uso de mão de obra escravizada na construção da fortificação.

O acervo inclui mapas e maquetes que retratam a influência portuguesa na região. A fortaleza é um dos principais símbolos da presença colonial no estado.

Funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 17h.

Leia também:Maior fortificação do Brasil: 10 curiosidades sobre a Fortaleza de São José de Macapá

Foto: Divulgação/GEA

Museu Kuahi

O Museu Kuahí, em Oiapoque, foi reaberto em julho após 12 anos fechado. O espaço abriga acervos das etnias Karipuna, Galibi Marworno, Galibi Kali’na e Palikur.

O museu tem cerca de 500 peças etnográficas, biblioteca, salas de exposição, espaço pedagógico, loja de artesanato, redário, refeitório e área voltada à produção artística indígena.

Funcionamento: terça-feira a domingo
Horário: 9h às 17h
Endereço: Avenida Barão do Rio Branco, n. 160, Centro, Oiapoque

Leia também: Museu Kuahí é reinaugurado no Amapá e pajé mais antigo do povo Karipuna celebra: ‘renascimento’

Museu Kuahi faz parte de roteiro turístico histórico do amapá
Foto: Aog Rocha/GEA

Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras

Inaugurado em junho, o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras funciona em Macapá e é coordenado pelo Instituto Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Improir).

O acervo valoriza os costumes da população negra do Amapá, com esculturas africanas, fotografias, objetos do dia a dia, cerâmicas quilombolas, arte contemporânea e livros.

Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amapá tem 12.524 pessoas quilombolas.

Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h
Endereço: Rua Eliezer Levy, esquina com Avenida Mendonça Furtado

Foto: Emanuelle Gomes/Prefeitura de Macapá

Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva

Fundado em 1895, o Museu Joaquim Caetano da Silva é o terceiro prédio mais antigo do Estado e funciona como museu há 75 anos, sendo reaberto ao público em 2022.

O prédio já foi sede da Intendência, prefeitura e delegacia. Hoje, abriga uma biblioteca com itens raros de arqueologia, incluindo urnas do período pré-colonial.

Funcionamento: terça a domingo, das 8h às 18h
Endereço: esquina da Avenida Mário Cruz com Rua Binga Uchôa, Centro de Macapá

Leia também: Museu Joaquim Caetano, um dos patrimônios históricos mais antigos do Amapá

Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

Museu Sacaca

Inaugurado em 1997, o Museu Sacaca é coordenado pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA). O espaço homenageia Raimundo dos Santos Souza, curandeiro que popularizou o uso de plantas medicinais no estado.

O museu tem réplicas de casas ribeirinhas, malocas indígenas, casa de farinha, barco regatão, planetário e exposições sobre medicina natural e cultura amazônica.

O Museu Sacaca oferece uma imersão na cultura amazônica a poucos minutos do Centro de Macapá.

Funcionamento: terça a domingo, das 8h30 às 17h30. Fecha às segundas.
Endereço: Avenida Feliciano Coelho, nº 1509, bairro Trem

Leia também: Mestre Sacaca, do Amapá, vai ser enredo da Mangueira no Carnaval de 2026

Foto: Divulgação/GEA

Museu à Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial

No município de Amapá, a antiga Base Aeronaval construída em 1941 virou o Museu a Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial. O local abrigou militares dos Estados Unidos e serviu como ponto de reabastecimento de aeronaves durante o conflito.

Com 623 hectares de área, a base foi usada como apoio estratégico para voos rumo aos Estados Unidos e à África.

Um projeto da Universidade Federal do Amapá (Unifap) quer transformar o museu em um parque histórico, incluindo áreas externas que também foram usadas durante a guerra.

Leia também: Projeto quer transformar Museu à Céu Aberto da Segunda Guerra Mundial em parque no Amapá

Estudantes conhecendo a Base Aeronaval do Amapá. Foto: Reprodução

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

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