Orquestra Sinfônica da Amazônia promove concerto dedicado a pai e filho Bach nesta sexta-feira

Espetáculo apoiado pela Fundação Rede Amazônica reúne obras de dois dos maiores nomes da música erudita

Foto: Divulgação/OSA

A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA), com apoio da Fundação Rede Amazônica (FRAM), realiza nesta sexta-feira (31) mais uma apresentação da Temporada 2026. O concerto acontece às 20h, no Teatro ICBEU, em Manaus, com entrada gratuita.

Sob a regência do maestro Rubens Souza, o espetáculo será dedicado a dois dos maiores nomes da música erudita: Johann Sebastian Bach e seu filho, Carl Philipp Emanuel Bach. A apresentação contará ainda com a participação especial do flautista Arley Raiol como solista.

A programação foi planejada para destacar o legado musical da família Bach e apresentar ao público obras que marcaram a história da música ocidental, evidenciando a transição entre os períodos barroco e clássico.

A abertura do concerto será com a Sinfonia da Cantata BWV 42, de Johann Sebastian Bach. A obra faz parte de uma cantata de Páscoa composta originalmente para coro, solistas e orquestra. Nesta apresentação, a OSA executará apenas a sinfonia introdutória, valorizando a riqueza orquestral e a importância da composição dentro da produção sacra do compositor alemão.

Na sequência, o público acompanhará o Concerto para Flauta em Ré menor, Wq. 22, H.425, de Carl Philipp Emanuel Bach, considerado um dos principais nomes da transição entre o barroco e o classicismo.

Encerrando a programação, a orquestra apresentará a Suíte Orquestral nº 3 em Ré Maior, BWV 1068, uma das obras mais conhecidas de Johann Sebastian Bach e que se tornou referência no repertório da música clássica.

Segundo o maestro Rubens Souza, o repertório escolhido permite ao público conhecer diferentes momentos da evolução da música erudita e compreender a influência da família Bach na história musical.

Johann Sebastian Bach escreveu quatro suítes orquestrais, sendo a segunda e a terceira as mais conhecidas. A terceira ganhou destaque mundial por incluir a melodia posteriormente conhecida como “Ária da Corda Sol”, que surgiu a partir de um arranjo criado anos depois da composição original.

Além da famosa ária, a suíte reúne movimentos inspirados em danças tradicionais da época, como bourrée, minueto e gigue, características marcantes da música barroca. Já o concerto de Carl Philipp Emanuel Bach representa as transformações que marcaram a linguagem musical do século XVIII.

“O filho de Johann Sebastian Bach foi uma figura essencial na passagem entre o estilo barroco e o clássico, mantendo elementos tradicionais, como o baixo contínuo executado pelo cravo, mas incorporando uma escrita mais moderna. O público vai conferir o legado da boa música de pai para o filho”, afirma Rubens Souza.

Flautista Arley Raiol será o solista da apresentação

O concerto terá como destaque a participação do flautista Arley Raiol, responsável pela interpretação da obra de Carl Philipp Emanuel Bach. A composição é considerada altamente virtuosa e foi escrita para o rei Frederico II da Prússia, conhecido por dominar a flauta e incentivar a produção musical em sua corte.

Para o maestro Rubens Souza, a escolha do solista reforça o nível artístico da apresentação.

“Esse é um concerto para flauta e contará com o solista Arley Raiol, um dos grandes músicos que eu conheço. O concerto exige que o solista seja um virtuoso.”

Arley Raiol destaca que interpretar uma obra desse repertório representa uma oportunidade de compartilhar com o público composições que atravessaram séculos e continuam atuais.

“Para mim, enquanto solista da orquestra, é sempre um privilégio apresentar uma obra, compartilhar o meu trabalho junto a um coletivo orquestral e levar essas obras para apreciação do público.”

Segundo o músico, acompanhar uma apresentação de música orquestral também é uma forma de viajar pela história e se aproximar do período em que essas obras foram criadas.

“A música orquestral é uma possibilidade factual de estar viajando no tempo. Sempre que apareceu para mim essa possibilidade de assistir obras que foram compostas no século XVIII, por exemplo, que é o caso desse repertório do próximo programa, é uma possibilidade de nos transportarmos para aquele período.”

História da OSA

A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) foi fundada em janeiro de 2024 pelo maestro Rubens Cláudio. A estreia oficial do grupo aconteceu em 5 de maio de 2024, no palco histórico do Teatro Amazonas, em Manaus.

Atualmente, a OSA conta com 60 músicos e desenvolve uma programação voltada à valorização da música de concerto e da produção artística na região amazônica.

A Temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da Amazônia conta com patrocínio Amazônia da Manaus Airport, patrocínio Rio Solimões da Bemol e patrocínio Rio Negro da Samel. A iniciativa também recebe apoio cultural do Sistema Encontro das Águas, Fundação Rede Amazônica e Caua, reforçando o compromisso de instituições públicas e privadas com o fortalecimento da cultura e da música de concerto na Amazônia.

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