Chontaduro, cachipay ou pijuayo. Foto: Reprodução/História da Planta
Você sabia que a pupunha pode ser encontrada em outros países além do Brasil, mas com outro nome? Rica em fibras, vitaminas e muito presente na alimentação amazônica, a fruta é um dos símbolos da região Norte do Brasil. No entanto, basta atravessar as fronteiras da Amazônia para descobrir que ela muda de nome, embora continue sendo exatamente a mesma espécie.
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Conhecida cientificamente como Bactris gasipaes, a pupunha é uma palmeira nativa das florestas tropicais da América do Sul e da América Central. De acordo com os registros do site História da planta, mantido pela bióloga Glória Pinto e pela jornalista Ana Paula Souza, a pupunha foi domesticada pelos povos indígenas há cerca de quatro mil anos, e está presente em praticamente toda a Amazônia e em outros países da região, como Colômbia, Peru, Equador, Venezuela, Bolívia, Costa Rica, Panamá, Nicarágua, Honduras e Guiana Francesa.
Em cada território, recebeu um nome próprio, resultado da influência das línguas indígenas, da colonização e das tradições culturais de cada povo.
Os vários nomes da ‘pupunha’
No Brasil, ela é conhecida como pupunha e faz parte do cotidiano amazônico. Seu nome remete tanto ao fruto quanto à palmeira, pupunheira, que também é amplamente cultivada para a produção de palmito.
Na Colômbia e no Equador, a fruta recebe principalmente o nome de ‘chontaduro’, embora também seja chamada de ‘cachipay’ em algumas regiões.
O chontaduro colombiano é cultivado e processado pela Associação de Produtores Agrícolas de Cacau e Chontaduro (APACH), e é produzido nas regiões de Cuatro Esquinas, El Tambo e Cauca, conhecida por produzir a variedade mais apreciada da Colômbia.
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No Peru, o fruto é chamado de ‘pijuayo’, nome utilizado tanto para a fruta quanto para a palmeira. Além do consumo in natura, o pijuayo faz parte de receitas tradicionais e da produção do masato de pijuayo, uma bebida fermentada preparada por diferentes comunidades indígenas da Amazônia peruana.
Na Costa Rica, a fruta é conhecida como ‘pejibaye’, e é um dos ingredientes mais tradicionais da culinária local. É comum encontrá-la cozida e servida com maionese, queijo ou manteiga, além de aparecer em sopas, purês e diferentes pratos típicos.

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Já na Venezuela, a pupunha recebe o nome de ‘pijigua’o ou ‘gachipaes’, dependendo da região. Na Bolívia, é chamada de ‘tembé’, enquanto no Panamá é conhecida como ‘pibá’.
Essa diversidade de nomes não representa espécies diferentes, na verdade todos se referem à mesma fruta, pertencente à família Arecaceae.
Rica em nutrientes
A pupunha é considerada um alimento altamente nutritivo, pois é rica em fibras, carotenoides, vitaminas A e C, além de minerais como potássio e ferro, ela também possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Seu consumo exige um cuidado importante, uma vez que o fruto deve sempre ser cozido antes de ser ingerido, visto que cru contém substâncias que podem causar má digestão.

De acordo com um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as vitaminas identificadas no mesocarpo da pupunha, a polpa da fruta, são a niacina, vitaminas C, Bl, B2 e A, responsáveis pela coloração amarelada, laranja ou avermelhada da fruta. Além disso, os tocoferóis, conhecidos como vitamina E, também podem ser encontrados na pupunha.
Em praticamente todos os países onde é cultivada, ela vai muito além do consumo cozido, tendo a sua polpa utilizada na produção de bebidas, farinhas, tortilhas, tamales, bolos, doces, compotas, saladas e conservas.
