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Governo apresenta números que apontam queda no desmatamento na Amazônia: “estamos trabalhando para termos o menor”

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Números apresentados pelo presidente Lula são do Deter, o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dados divulgados pelo Governo Federal no dia 11 de junho apontam queda de 60% no desmatamento na Amazônia e de 12% no Cerrado em maio de 2026, na comparação com maio de 2025. Os números são do Deter, o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real.

Na apresentação dos dados, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a transparência e o trabalho do governo no combate à devastação dos biomas. Lula também criticou o ‘tarifaço’ dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que utiliza o desmatamento no Brasil como um dos argumentos para a medida.

Presidente Lula
Presidente Lula, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Nós vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxação maior, e vamos comparar o que acontece no Brasil com o que acontece nos Estados Unidos. Eles mentiram a primeira vez que taxaram o Brasil em 50% dizendo que tinha déficit comercial e agora com esse negócio que eles falaram da questão do desmatamento. Eles não sabem o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a desmatamento zero até 2030”, explicou o presidente.

Lula, no entanto, voltou a criticar o presidente Donald Trump sobre a maneira que o chefe da Casa Branca negocia questões diplomáticas.

“Quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, com alguém que não se comporta de forma civilizada para negociar, a gente vai ter que fazer comparação. Já falei para o presidente Trump três vezes, não adianta falar para mim que você tem o navio maior do mundo, que você tem os aviões mais rápidos do mundo, eu não quero guerra com você, a minha guerra é narrativa”, ponderou o presidente, que completou:

“A minha guerra é provar que nós estamos certos e que vocês estão errados. A minha tese é provar que você foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos e eu respeito o voto do povo americano, mas que você não foi eleito para ser imperador do mundo, onde você pode dizer tudo o que você quer e as pessoas ficarem inquietas. Com o Brasil não é assim”, afirmou o presidente.

As críticas públicas aos Estados Unidos pela alegação de desmatamento se tornaram praxe desde o anúncio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) da penalidade ao Brasil, no início de junho. A investigação aponta deficiências crônicas na fiscalização, como fraudes nos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) sem auditoria adequada por satélite, extração ilegal de madeira, conversão da terra para pastagem de gado e degradação do pasto.

A investigação também aponta que madeireiros e pecuaristas supostamente subornam agentes públicos para lavar a produção (esquentamento de notas), apontando que, entre 2023 e 2024, que 91% do desmatamento na Amazônia e 51% no Cerrado ocorreram na ilegalidade.

Leia também: Desmatamento no Amazonas cai 56% em janeiro de 2026, aponta Inpe

Números do desmatamento

áreas degradadas pelo Desmatamento na Amazônia foto Greenpeace
Em comparação ao ano passado, desmatamento aponta redução de 60% na devastação do bioma. Foto: Reprodução/Greenpeace

Na Amazônia, entre agosto de 2025 e maio de 2026, houve queda de 37,5% no desmatamento em relação ao período de agosto de 2024 a maio de 2025. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou como injusta a acusação norte-americana de que o Brasil não combate o problema.

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Capobianco afirma que a redução registrada é histórica. “61,4 % que é desmatamento em relação a maio do ano passado é algo realmente histórico. Esse número é o menor número da história e nós estamos trabalhando para termos o menor número final quando fecharmos os dados no dia 31 de julho da série dos 12 meses. O menor número da história da Amazônia”, afirmou.

Já no Cerrado, no acumulado de agosto de 2025 a maio de 2026, houve queda de 8,2% em relação ao mesmo período anterior. O índice chega a quase 30% quando comparado a 2024.

*Com informações da Agência Brasil

‘Ruas da Copa’ mantêm viva a tradição do mundial de futebol no Norte do Brasil

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Rua Santa Isabel, no bairro Praça 14, zona Sul de Manaus (AM), é conhecida como uma das “Ruas da Copa”. Foto: Divulgação/ Prefeitura de Manaus

Quando uma Copa do Mundo de Futebol se aproxima, algumas ruas da região Norte do Brasil ganham novas cores. Bandeiras, murais, luzes e desenhos tomam conta de ruas e deixam bairros inteiros no clima de esperança pela conquista do título de Hexa para a Seleção brasileira. Mais do que uma decoração, as chamadas “Ruas da Copa” representam o espírito de comunidade e a paixão pelo futebol, mobilizando moradores de diferentes gerações.

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Em Manaus (AM), por exemplo, a tradição das ruas enfeitadas foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do município e já ganhou destaque nacional e internacional, chegando a ser citada pela própria Federação Internacional de Futebol (Fifa) e pela imprensa estrangeira. Em outras capitais amazônicas, moradores também mantêm o costume de pintar ruas e criar espaços para assistir aos jogos da Seleção. A tradição segue viva e ajuda a fortalecer o sentimento de pertencimento nos bairros.

Confira algumas das ruas que entraram no clima da Copa 2026 na Região Norte:

Manaus (Amazonas)

Rua 3 da Copa, no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste

Conhecida em todo o país, a rua possui mais de 200 metros de extensão decorados com bandeirinhas e pinturas temáticas. É um dos principais símbolos das “Ruas da Copa” em Manaus e já recebeu destaque da Fifa e de veículos internacionais.

Imagem aérea mostra bandeiras formadas a partir de fitas coloridas de enfeites. Foto: Carlos Oliveira/Secom – Governo do Amazonas

Rua Santa Isabel, no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul

Tradicional ponto de encontro durante os Mundiais em Manaus, mistura a paixão pelo futebol com referências à cultura amazonense, incluindo o samba já que o bairro tem uma das mais tradicionais escolas de samba de Manaus: Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia.

Rua Santa Isabel, na Praça 14. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Belém (Pará)

Travessa 3 de Maio, no bairro Cremação, na Zona Sul

No bairro Cremação, zona Sul de Belém, moradores tradicionalmente se unem para amarrar bandeiras verdes e amarelas e realizar as pinturas no chão. Até o comum “Cachorro Caramelo”, como é apelidado os cachorros vira-latas no Brasil, recebeu uma “homenagem”.

Cachorro “Caramelo” como são conhecidos os cachorros vira-latas de pelo amarelo, muito comuns no Brasil, recebeu uma pintura com óculos de sol. Foto: Reprodução/TikTok – Curte com Dani

Passagem Stelio Maroja, no Centro

Localizada no bairro do Barreiro, um dos mais populosos e mais tradicionais espaços da capital paraense, no Centro, a via que é repleta de comércios e moradias já está no clima de Copa, com destaque também para as pinturas no asfalto. O espaço inclusive já está ficando conhecido como “Vila do Hexa”.

Foto: Reprodução/ Tik Tok – Estradas e Memórias

Macapá (Amapá)

Avenida Ana Nery, no Laguinho, no Centro

Em Macapá a tradição das ruas decoradas para a Copa do Mundo é mantida desde 1994 pelos próprios moradores da Avenida Ana Nery, localizada no tradicional bairro do Laguinho. Com trabalho voluntário e esforço coletivo, a comunidade transforma o local com enfeites e esculturas produzidas pelos residentes, tornando a via um dos principais símbolos do clima de Mundial na cidade.

A Avenida Ana Nery, inclusive, ganhou um concurso local recente como a melhor “Rua da Copa” de Macapá. Os moradores fizeram atpe campanha pedindo votos. Confira:

Avenida dos Tupis, na Vila dos Oliveiras, na Zona Sul

Inaugurada em 2024, a Vila dos Oliveiras na zona Sul de Macapá se produziu para a sua primeira Copa. A energia contagiante do espaço onde foram instaladas moradias populares para pessoas que não tinham casa própria em Macapá mostrou união, festa e muita fé no Hexa durante o primeiro jogo do Brasil na competição. As bandeirinhas e pinturas no chão foram feitas pelos próprios moradores.

Crianças assistindo jogo do Brasil x Marrocos na Vila dos Oliveiras, na zona Sul de Macapá. Foto: Aog Rocha/Governo do Amapá

Rio Branco (Acre)

Rua Valdemar Maciel, no bairro Calafate, na Zona Oeste

Na Rua Waldemar Maciel, no bairro Calafate, as bandeiras da Copa chamam a atenção de quem passa pelo local. Moradores se mobilizaram este ano para decorar a via e demonstrar apoio ao Brasil, mantendo uma tradição de anos.

Foto: Reprodução/ Instagram – ruadacopa.riobranco.ac

Rua João Edimar, no bairro João Eduardo II, na Zona Oeste

A rua João Edimar, também conhecida como Rua do Fuxico, no bairro João Eduardo II, zona Oeste de Rio Branco, recebeu o apoio dos moradores para pinturas ao longo da via. Entre as pinturas, destaque para o brasão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com as cinco estrelas que simbolizam os cinco títulos mundiais da seleção brasileira masculina de futebol.

Rua João Edimar sendo pintada em maio de 2026 por moradores. Foto: Cedida pelos moradores para a Rede Amazônica

Boa Vista (Roraima)

Rua Juvêncio Jaricuna de Albuquerque, no bairro Asa Branca, na Zona Oeste

O “arraiá do hexa” da Rua Juvêncio Jaricuna de Albuquerque, no bairro Asa Branca, foi enfeitada para a Copa do Mundo e também para as festas juninas. A rua inclusive venceu um concurso de decoração feito por uma empresa local. A decoração conta com figuras de papelão dos jogadores da Seleção Brasileira e bolas penduradas e enfeitadas com os característicos chapéus de palha.

Rua Juvêncio Jaricuna de Albuquerque, no bairro Asa Branca, teve figuras de jogadores como o Neymar de chapéu de palha. Foto: Reprodução/Parima

Rua Professor Macedo, bairro Buritis, na Zona Oeste

Com cerca de 32 mil bandeirinhas, a Rua Professor Macedo, no bairro Buritis, em Boa Vista, resgatou a tradição das decorações de Copa do Mundo e renovou a esperança pelo tão sonhado hexacampeonato brasileiro. Para transformar a via em um cenário verde e amarelo, mais de 20 moradores da região se revezaram em um trabalho coletivo, unindo esforços para celebrar a paixão pelo futebol e pela Seleção Brasileira.

Foto: Reprodução/ Instagram – Aline Silva Fotos

Porto Velho (Rondônia)

Rua Tenreiro Aranha, bairro Olaria, no Centro

Em Porto Velho, a tradicional rua Tenreiro Aranha, no Centro, está entre os endereços que mais se destacam quando o assunto é Copa do Mundo. Em edições anteriores do Mundial, moradores se uniram para cobrir a via com bandeirinhas em verde e amarelo e criar uma ornamentação que chamou a atenção de visitantes e esse ano não foi diferente. Em 2026 o trabalho da comunidade transformou a rua em ponto de fotografias e encontros entre torcedores.

Pinturas na rua Tenreiro Aranha mostra o “canarinho pistola”, mascote da CBF ao lado de mascotes do três países da Copa de 2026. Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Velho

“Rua do Hexa”, Cruzamento das avenidas 7 de Setembro e Farquhar – no Centro

Este ano a Prefeitura de Porto Velho também decidiu investir em um projeto pensado pra Copa, intitulado “Rua do Hexa”, para criar um ponto em comum para os moradores acompanharem os jogos da Seleção. O espaço contou com decoração inspirada nas cores da Seleção Brasileira, áreas para fotos e um telão para quem quiser acompanhar os jogos da canarinho.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Velho

Palmas (Tocantins)

Rua Aureny III, no bairro Taquaralto, na Zona Sul

Uma rua com várias pinturas no asfalto e bom humor. Rumo ao “Equiça”, escrita equivocada da palavra Hexa, está viralizando nas redes sociais. A ornamentação contou com a ajuda de vários moradores do bairro Taquaralto, chamando a atenção dos olhares daqueles que passam pelo local.

Foto: Reprodução/ Tik Tok – drone.fiscal

“Existe um lobby pesado das empresas de aviação aérea para não abrir concorrência”, afirma Sérgio Petecão sobre oferta de voos na Amazônia

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O senador da República pelo estado do Acre, Sérgio Petecão (PSD), em conversa com o jornalista Welliton Lopes no programa Entrevistas, do canal Amazon Sat, criticou o alto valor de passagens aéreas nos voos entre cidades da Amazônia. A comentário do parlamentar foi relacionado à discussão sobre uma série de projetos de lei com o intuito de diminuir os preços das passagens aéreas na região e democratizar o acesso aos voos para a população que vive na região.

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Petecão classificou o preço praticado por empresas de transporte aéreo como uma “situação gravíssima”. Para o parlamentar, não se justifica um valor alto em passagens aéreas entre cidades no mesmo estado.

“Estamos diante de uma situação gravíssima lá na Amazônia e eu posso falar pelo Acre. Pagamos hoje uma passagem de Rio Branco para Cruzeiro do Sul, que dura quarenta minutos de voo, mais de três mil reais. E nós estamos aqui do lado de cidades importantes, uma das cidades mais visitadas do mundo, que é Cusco, no Peru, que está ali a cerca de 30 minutos de voo. Porque que esse avião não poderia sair de Cusco, fazer uma escala ali pra Rio Branco e ir pra Brasília”, questiononou o parlamentar.

Leia também: ‘Entrevistas’ debate custos do transporte aéreo na Amazônia; assista

Sérgio Petecão critica oferta de voos na Amazônia
Sérgio Petecão é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Sérgio Petecão critica empresas

Sérgio Petecão afirmou ainda durante entrevista que as empresas que fornecem passagens aéreas na Amazônia estão fazendo um trabalho de “lobby” (termo em inglês utilizado para influenciar a opinião pública e assim influenciar decisões do poder público, como leis e políticas públicas, em favor de interesses específicos). O parlamentar reclamou ainda sobre a quantidade pequena de voos oferecidas pelas empresas aéreas .

“O problema é que existe um lobby pesado das empresas de aviação aérea, porque não tem interesse de abrir concorrência e nós vamos continuar na luta. Isso aí para nós que estamos no Acre virou uma questão de honra. Isso é uma afronta, ter um voo para poder viajar e de madrugada. Os caras que dizem o horário que a gente tem que viajar?”, criticou Petecão. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Com 12 videoaulas sobre ESG, Fundação Rede Amazônica e CIEAM avaliam resultados do Rede Educa e projetam novas ações

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Foto: Divulgação

Representantes da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) se reuniram nessa segunda-feira (15) para avaliar os resultados do projeto Rede Educa e alinhar as próximas etapas da iniciativa, que promove conteúdos educativos sobre ESG (Ambiental, Social e Governança) voltados à realidade do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Durante o encontro, as instituições fizeram um balanço das ações desenvolvidas ao longo do projeto e discutiram estratégias para ampliar o alcance dos conteúdos produzidos. A reunião também reforçou o compromisso conjunto com a disseminação de conhecimento relacionado à sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa.

Criado pela Fundação Rede Amazônica em parceria com o CIEAM, o Rede Educa tem como objetivo aproximar conceitos e práticas de ESG da realidade das empresas amazonenses. Por meio de uma série de videoaulas, a iniciativa busca contribuir para a formação de profissionais e organizações cada vez mais preparados para os desafios e oportunidades relacionados à sustentabilidade.

“O tema ESG é muito falado, mas ainda existe pouco conhecimento sobre sua aplicação prática. Por isso, iniciativas como o Rede Educa são importantes para aproximar esses conceitos da realidade das empresas e estimular mudanças positivas por meio da informação e da educação”, destacou Cláudia Daou, diretora-presidente da Fundação Rede Amazônica.

O projeto prevê a produção de 12 videoaulas sobre ESG, exibidas mensalmente no Amazon Sat e disponibilizadas gratuitamente nas plataformas digitais da Fundação Rede Amazônica. Até o momento, 11 aulas já foram produzidas e veiculadas, abordando temas relacionados à inovação industrial, sustentabilidade estratégica, indicadores ESG, gestão de resíduos, responsabilidade social, compliance, segurança jurídica e governança corporativa.

Para a diretora da IMPRAM, conselheira do CIEAM e coordenadora da Comissão ESG da entidade, Régia Moreira Leite, a iniciativa contribui para aproximar o setor produtivo das discussões sobre sustentabilidade e boas práticas corporativas.

“O Rede Educa tem um papel importante na construção de conhecimento sobre ESG. Estamos falando de temas que impactam diretamente a competitividade das empresas e que envolvem questões ambientais, sociais e de governança cada vez mais presentes no ambiente corporativo”, afirmou Régia Moreira Leite, diretora da IMPRAM, conselheira do CIEAM e coordenadora da Comissão ESG do CIEAM.

As videoaulas contam com a participação de especialistas convidados e foram desenvolvidas para dialogar diretamente com os desafios e oportunidades do ambiente industrial amazônico, traduzindo conceitos técnicos em conteúdos acessíveis e aplicáveis à realidade das organizações.

Durante a reunião, Fundação Rede Amazônica e CIEAM também discutiram formas de ampliar a divulgação dos conteúdos e fortalecer a cultura da sustentabilidade entre empresas, profissionais e estudantes da região. Entre as novidades anunciadas está a ampliação dos canais de distribuição das videoaulas, que passarão a ficar disponíveis também no G1 Amazonas, ampliando o alcance da iniciativa e o acesso do público aos conteúdos sobre ESG.

Para o presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, o projeto representa uma importante ferramenta de qualificação e disseminação de conhecimento para o setor produtivo.

“A agenda ESG faz parte da realidade do setor produtivo e representa um importante diferencial para a competitividade das empresas. Projetos como o Rede Educa ajudam a ampliar esse debate e a aproximar conhecimento qualificado dos profissionais e organizações da nossa região”, afirmou Lúcio Flávio Morais de Oliveira, presidente executivo do CIEAM.

Além da qualificação profissional, a iniciativa busca estimular a adoção de práticas que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia, fortalecendo uma visão estratégica de crescimento sustentável.

“A ideia é que, de fato, possamos ampliar o acesso ao conhecimento e contribuir para a construção de uma cultura mais sustentável. Quando promovemos debates sobre ESG e reunimos especialistas para discutir esses temas, estamos ajudando a construir soluções e oportunidades para a nossa região”, ressaltou Mariane Cavalcante, diretora-executiva da Fundação Rede Amazônica.

Ao longo de sua execução, o Rede Educa ampliou o acesso ao conhecimento sobre ESG e fortaleceu o debate sobre sustentabilidade, responsabilidade social e governança entre empresas, profissionais e estudantes da região.

A 12ª videoaula da série será exibida em julho no Amazon Sat. Após a transmissão, os conteúdos continuarão disponíveis gratuitamente nas plataformas digitais da Fundação Rede Amazônica e também passarão a ser disponibilizados no G1 Amazonas, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa e o acesso do público aos conteúdos sobre sustentabilidade, responsabilidade social e governança.

Trilha da Amazônia passa a fazer parte da rede de políticas públicas permanente do Governo Federal

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Expansão da Trilha Amazônia Atlântica para o Maranhão. Foto: Divulgação/UFMA

Durante a Semana do Meio Ambiente, celebrada na primeira semana de junho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto nº 15.180/2025, que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas), transformando tais áreas de visitação em política pública permanente.

Com a medida, que entrou em vigor no dia 10 de junho, a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) agora terá diretrizes, instrumentos de gestão e mecanismos de governança para integrar conservação ambiental, uso público e turismo sustentável nas Unidades de Conservação (UCs).

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Resultado da articulação entre o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério do Turismo (MTur), a iniciativa responde à crescente demanda por visitação nas áreas protegidas federais, que receberam 28,5 milhões de visitas em 2025. O objetivo é estruturar e fortalecer a rede de trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e robustece o Brasil como destino internacional de turismo de natureza.

Atualmente, o país conta com cerca de 205 trilhas planejadas, somando mais de 41 mil quilômetros, dos quais mais de 16 mil já estão implementados. Dessas, 22 são oficialmente reconhecidas pelo MMA, conectando centenas de municípios, áreas protegidas e comunidades locais em todos os biomas brasileiros.

Entre as trilhas reconhecidas que atravessam UCs federais destacam-se a Trilha Caminhos da Ibiapaba (Ceará e Piauí), a Caminho dos Veadeiros (Goiás), a Trilha Transcarioca (Rio de Janeiro) e a Trilha Amazônia Atlântica, que conecta áreas protegidas de seis estados brasileiros — Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Saiba mais: Trilha Amazônia Atlântica passa a integrar Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso 

Diversas trilhas oficialmente reconhecidas atravessam unidades de conservação federais – Foto: Diego Herculano/MMA

“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui”, afirmou Lula.

O ministro do MMA, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.

Para a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais (CGEUP/DIMAN) do ICMBio, Carla Guaitanele, a criação do Sintrilhas representa um marco para o país.

“Transformamos o esforço voluntário em política nacional, garantindo conectividade ecológica, turismo sustentável e cidadania ativa. Este decreto é um marco para a conservação e para o bem-estar da sociedade”, afirmou.

Oportunidades para os territórios

Benefícios das trilhas
Experiência conecta população com a natureza. Foto: Divulgação/Agência Pará

Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, o Sintrilhas fortalece economias locais e amplia oportunidades para atividades ligadas à hospedagem, alimentação, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.

A política também estimula a circulação de visitantes por regiões que costumam ficar fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor entre diferentes municípios brasileiros.

Leia também: Caminhos do Rio Negro: trilhas turísticas unem quatro municípios no Amazonas

Experiências internacionais demonstram que grandes redes de trilhas figuram entre os principais ativos turísticos de diversos países. No Brasil, o potencial é ainda mais expressivo diante da diversidade de biomas, paisagens e culturas existentes.

Criada em 2018, a RedeTrilhas passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.

O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional, o Cadastro Nacional e o Comitê Nacional. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.

A Estratégia Nacional deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação do comitê responsável por definir as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.

Uma política construída junto a sociedade

Construída ao longo de mais de sete anos por voluntários, montanhistas, ciclistas, gestores públicos, comunidades locais, empreendedores e organizações da sociedade civil, a Rede consolidou-se como um dos maiores movimentos de mobilização socioambiental do país.

O novo decreto, coordenado pelo MMA, MTur e ICMBio, ao transformar essa construção coletiva em política pública nacional, confere maior segurança jurídica, capacidade de planejamento e integração entre iniciativas distribuídas por todo o território nacional. O processo contou ainda com a participação do Fórum de Gestores do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo.

Pegadas amarelas e pretas

Trilha Sucupira
A trilha Sucupira é a maior trilha entre as quatro da Floresta Nacional de Brasília. Foto: Divulgação/MMA

Um dos elementos mais reconhecidos da Rede Brasileira de Trilhas — agora incorporado ao Sintrilhas — é o sistema de sinalização baseado nas pegadas amarelas e pretas. Além de orientar os usuários, o símbolo identifica percursos integrados à rede nacional e reforça a identidade visual do sistema.

A padronização da sinalização contribui para ampliar a segurança dos visitantes, facilitar a navegação em campo e fortalecer a imagem do Brasil como destino de excelência para o turismo de natureza e aventura.

Benefícios das trilhas

Além dos benefícios ambientais e econômicos, o Sintrilhas reconhece o papel das trilhas como infraestrutura pública de bem-estar.

Em um contexto de crescente urbanização e aumento dos desafios relacionados à saúde física e mental, o acesso a ambientes naturais tem sido cada vez mais valorizado como instrumento de promoção da saúde, recreação, educação ambiental e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Caminhar, pedalar ou remar por trilhas de longo curso permite que milhões de brasileiros tenham acesso a formas de lazer, atividade física e contato com a natureza. Esses espaços também contribuem para ampliar a conscientização sobre a conservação ambiental e estimular o engajamento da sociedade na proteção do patrimônio natural.

Leia também: Amazônia tem mais de mil quilômetros de trilhas cadastradas; saiba quais são

Trilhas no Parque Nacional de Brasília de 5km a 28km. Foto Luciano Malanski

Reconhecimento internacional e protagonismo brasileiro

Em 2025, durante o Congresso Mundial da Natureza da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), foi aprovada a Moção 4, que reconhece formalmente as trilhas como instrumentos de conservação da biodiversidade, conectividade ecológica e engajamento social. Assim, o Sintrilhas posiciona o Brasil na vanguarda de uma agenda global.

Em sintonia com esse movimento, a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) reforçou, em sua mais recente resolução, a importância de iniciativas como as trilhas, capazes de reduzir a fragmentação de habitats e promover a integração de paisagens em larga escala.

Entre as diversas assinaturas durante a cerimônia, o decreto que regulamenta a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), consolidando o pagamento como instrumento permanente da política ambiental brasileira, poderá beneficiar povos e comunidades tradicionais que vivem em UCs federais e em seus territórios de influência, contribuindo para a valorização de práticas associadas à conservação dos ecossistemas.

Também foi instituído o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PDPCT), instrumento que busca fortalecer direitos, promover inclusão social e ampliar a participação de segmentos tradicionais, muitos deles historicamente vinculados às áreas protegidas e geridas pelo ICMBio.

Por fim, foram anunciados novos avanços para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e para as políticas voltadas aos povos e comunidades tradicionais. O Governo Federal confirmou a captação de R$ 370 milhões em doações internacionais para o programa ARPA Comunidades, iniciativa que prevê ações em 60 Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia e contribuirá para a proteção de cerca de 23 milhões de hectares de floresta.

O anúncio ocorre em um momento de resultados expressivos para o programa, cuja execução pelo ICMBio alcançou mais de 90% do Plano Operativo Anual (POA) 2024/2025, com investimentos de R$ 81,5 milhões em 74 UCs.

*Com informações do ICMBio

Sest Senat destaca ações na TranspoAmazônia 2026

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Foto: Divulgação

O Sest Senat participou da TranspoAmazônia 2026, um dos principais eventos do setor de mobilidade da região, que reuniu especialistas, empresários, lideranças e profissionais para discutir temas fundamentais para o futuro do transporte, como inovação, sustentabilidade, logística e qualificação de mão de obra.

A participação do Sest Senat destacou a importância da gestão responsável, da transformação energética e do fortalecimento institucional para um transporte mais eficiente, competitivo e socialmente comprometido. A instituição também levou ao evento debates estratégicos, compartilhamento de conhecimento e soluções voltadas ao fortalecimento de um setor essencial para conectar pessoas, cidades e oportunidades em toda a Amazônia.

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Entre as iniciativas apresentadas esteve a CNT Data, plataforma que reúne estudos, pesquisas e indicadores estratégicos sobre o setor de transporte. A ferramenta se consolidou como uma importante fonte de informação para empresários, gestores públicos, pesquisadores, jornalistas, profissionais da área e para todos os interessados em acompanhar a evolução do segmento.

Outro destaque foi o trabalho realizado pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL), braço de educação executiva do Sistema Transporte. As inscrições para os cursos de especialização e capacitação oferecidos pela instituição já estão abertas e contribuem para preparar profissionais para os desafios de um mercado em constante transformação, com formações voltadas para temas como inteligência artificial, governança, ESG, compliance e gestão de negócios.

Leia também: TranspoAmazônia 2026 projeta R$ 900 milhões em negócios e Manaus vira centro do mapa logístico das Américas

Ao participar da TranspoAmazônia 2026, o Sest Senat reforçou seu compromisso com a inovação, a qualificação profissional e o desenvolvimento regional, demonstrando que investir em conhecimento, capacitação e soluções estratégicas é fundamental para impulsionar o crescimento sustentável da Amazônia e preparar o setor de transporte para os desafios do futuro.

Amazônia recupera superfície de água após dois anos de seca severa

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Foto: Reprodução/Agência Brasil

Após dois anos consecutivos de seca severa, a Amazônia recuperou a superfície de água em 2025, ano em que esteve abaixo da média histórica durante apenas dois meses. O bioma, que concentra 61,4% de toda a superfície de água do Brasil, tem como destaque os estados do Pará (+142 mil hectares) e Amazonas (+87 mil hectares) que tiveram os maiores ganhos em relação à média histórica entre 1985 e 2025. Os dados são do MapBiomas, iniciativa multi-institucional que monitora transformações na cobertura e uso da terra no Brasil.

“A recuperação da superfície de água na Amazônia em 2025 é um sinal positivo após dois anos de seca severa. Em 2025, a superfície de água ficou acima da média histórica, associada ao aumento da precipitação em relação ao ano anterior. No entanto, mesmo com essa recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo, já que na região eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes, além de sinais de instabilidade no regime hídrico, influenciados tanto pelas mudanças climáticas quanto pelas transformações no uso da terra”, diz Bruno Ferreira, pesquisador da equipe da Amazônia do MapBiomas e do Imazon. 

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Em 2025, a superfície de água na Amazônia ficou 2,6% acima da média histórica. No entanto, essa melhora não foi uniforme: 20 sub-bacias (37% do total) no bioma ainda apresentam superfície abaixo da média histórica. Esses eventos afetam especialmente as comunidades ribeirinhas, das quais pelo menos 50% estão localizadas até 50 km dos 12 principais rios da Amazônia. 

Em 2025, a superfície de água no Pantanal ficou 56% abaixo da média histórica (média histórica de 1,56 milhões de hectares de 1985 a 2025), sendo o único bioma brasileiro em que todos os meses do ano ficaram abaixo da média. Em 2025 o bioma apresentou uma superfície de água anual de 679 mil hectares, 34% acima do registrado em 2024, com 506 mil hectares, quando o bioma registrou uma seca histórica.

Superfície de água por década vem caindo desde 1985

Em 2025, o Brasil apresentou uma superfície de água de 18,2 milhões de hectares — número 5,3% superior aos 17,2 milhões de hectares registrados em 2024, ambos abaixo da média histórica (de 18,5 milhões de hectares). Atualmente, a superfície representa 2% do território nacional em 2025.

 A análise por década revela tendência de redução contínua no Brasil:

  • 1985-1994: média de 19,86 milhões de hectares
  • 1995-2004: média de 18,71 milhões de hectares
  • 2005-2014: média de 18,16 milhões de hectares
  • 2015-2024: média de 17,28 milhões de hectares

A última década (2015-2024) apresentou uma redução de 887 mil hectares em relação à década anterior. Entre a primeira década (1985-1994) e a última (2015-2024), a média reduziu em 2,6 milhões de hectares.

“Mesmo com sinais pontuais de recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo. Ao longo das últimas quatro décadas, observa-se uma tendência de redução da superfície de água no Brasil. Como se trata de um parâmetro naturalmente dinâmico, não podemos olhar apenas para o dado de 2025 de forma isolada”, comenta Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água.

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Rio Negro. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

Os estados que mais ganharam ou perderam

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso lideram o ranking dos estados que em 2025 estiveram com a superfície de água abaixo da média histórica (1985 a 2025), com reduções de 527 mil hectares e 336 mil hectares, respectivamente. Os dois estados englobam a Região Hidrográfica do Paraguai, que perdeu mais da metade (53,8%, que correspondem a 877 mil hectares) em 2025 em relação à média histórica. 

O Pará apresentou o maior ganho de superfície de água no país: 142 mil hectares em 2025 acima da média histórica (1985-2025). Goiás foi o segundo estado com maior ganho de superfície de água em 2025. A região teve um aumento de 91 mil hectares. Amazonas aparece em terceiro lugar, com ganho de 87 mil hectares em 2025 em relação à média histórica.

Quase metade dos municípios perderam superfície de água

Em 2025, quase metade (45%, ou 2.511) dos municípios brasileiros esteve com superfície de água abaixo da média histórica.

Os municípios com maior retração em relação à média histórica estão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que são influenciados pelas variações que ocorrem no bioma Pantanal. Corumbá (MS) registrou perda de 474 mil hectares e Cáceres (MT) perdeu 189 mil hectares em relação à média histórica.

“A dinâmica das águas no Pantanal mudou; a década de 80 foi marcada por grandes inundações, mas desde 2019 a região enfrenta secas prolongadas. Os períodos secos e úmidos são essenciais na manutenção da biodiversidade no bioma. A Bacia do Alto Paraguai e os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul refletem essa dinâmica registrada pela variação da água no bioma”, explica Mariana Dias, pesquisadora da equipe do Pantanal do MapBiomas.

Cerrado é o bioma com a maior proporção de superfície de água em hidrelétricas

No Brasil, 76,7% da superfície de água dos corpos hídricos mapeados é natural, enquanto 23,3% são antrópicos. Entre 1985 e 2025, os corpos hídricos antrópicos ganharam 1,7 milhão de hectares, crescimento de 69%. No mesmo período, os corpos hídricos naturais perderam 3,2 milhões de hectares, redução de 19%.

A Amazônia concentra a maior área de superfície de água natural do país: 10 milhões de hectares, superior à área do estado de Pernambuco. Nesse bioma, 92,7% da superfície de água mapeada é natural. O Pantanal apresenta configuração semelhante, com mais de 99% da superfície de água classificada como natural.

Na Mata Atlântica, os corpos hídricos antrópicos somam 1,3 milhão de hectares, o que representa 61,5% da superfície de água mapeada no bioma. Em termos proporcionais, porém, a Caatinga registra a maior participação de corpos hídricos antrópicos: 78% do total.

O Cerrado se destaca por concentrar a maior proporção de superfície de água em hidrelétricas: 55,1% em 2025. Apenas 34,4% da superfície de água no bioma é natural.
Já o Pampa, segundo menor bioma do Brasil, apresentou a segunda maior área de superfície de água em reservatórios, com cerca de 181 mil hectares, embora a água natural ainda responda por 88,1% do total mapeado no bioma.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo MapBiomas

Passado agrícola da Amazônia revela segredos sobre a resiliência da floresta

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“Ao cortar a floresta sem pensar nas consequências, é preciso lembrar que qualquer ação tomada em dois dias com uma escavadeira levará séculos para ser reparada pela natureza”, advertiu Moreno-Mateos sobre a Amazônia durante a Fapesp Week London. Foto: Laura Redondo/Agência FAPESP

O que a Floresta Amazônica e a Groenlândia têm em comum? Na avaliação de Davi Moreno-Mateos, professor da Universidade de Oxford, a resposta está em uma oportunidade científica rara: a chance de observar ecossistemas que se regeneram sem a interferência do homem, após séculos de ocupação. Por essa razão, o pesquisador escolheu a Amazônia como objeto de um estudo que busca compreender o que acontece quando populações locais abandonam áreas cultivadas, permitindo que a floresta se recupere de forma espontânea.

“A Amazônia é o lugar perfeito para obter essa resposta porque há tantas áreas na floresta que foram abandonadas há muito tempo e nunca foram repovoadas, algo difícil de encontrar em um mundo em que a população cresce dramaticamente. Após muitos anos de pesquisa, o único lugar que encontrei um pouco parecido, nesse sentido, foi a Groenlândia”, contou o pesquisador durante a FAPESP Week Londres, realizada entre os dias 2 e 4 de junho na capital britânica.

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Passado agrícola da Amazônia revela segredos sobre a resiliência da floresta
Para verificar se o genoma da castanheiras-do-pará mudou após passar por seleção, cientistas estão utilizando métodos de sequenciamento completo para comparar o DNA de árvores jovens, com cerca de 200 anos, e mais antigas, de 500 anos ou mais. FotoLeonardo Bergamini/iNaturalist

Enquanto a Groenlândia apresenta vestígios de assentamentos nórdicos abandonados há um período que varia de 650 a 1.050 anos, a Amazônia oferece registros em uma escala muito mais vasta. Escondidas sob a densa vegetação secundária, áreas que aparentam ser florestas primárias são, na verdade, testemunhas silenciosas de uma agricultura pré-colombiana que moldou a paisagem por milênios, explicou Moreno-Mateos.

O solo, frequentemente caracterizado pela “terra preta” – indicativo da fertilidade deixada por assentamentos humanos antigos –, serve como um registro histórico que permite datar quando a região foi ocupada e quando, finalmente, foi abandonada.

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Nesses solos, algumas populações de castanheiras-do-pará (Bertholletia excelsa) vêm se recuperando há longos períodos sem intervenção humana, após as sementes terem sido selecionadas e dispersadas por povos indígenas durante milhares de anos, afirmou o pesquisador.

“A castanheira-do-pará é uma espécie que sofreu seleção há pelo menos 11 mil anos, mas que, uma vez abandonada, continua existindo, ainda que com pouquíssima dispersão natural”, disse.

O custo da seleção

A hipótese central do projeto é que a domesticação pelos povos indígenas, ao priorizar características como o tamanho do fruto, pode ter reduzido a resiliência natural dessas plantas.

“Ao selecionar uma espécie para produzir frutos maiores, sua capacidade de adaptação diminui, o que é um risco para enfrentar secas causadas pelas mudanças climáticas, por exemplo”, explicou.

Para verificar se o genoma da espécie mudou após passar por esse tipo de seleção, a equipe vem utilizando métodos de sequenciamento completo para comparar o DNA de árvores jovens (com cerca de 200 anos) e mais antigas (de 500 anos ou mais), que podem atingir 50 metros de altura.

Resultados preliminares indicam que, ao serem “libertadas” da domesticação após o desaparecimento das populações humanas locais, as árvores começaram a apresentar mudanças genéticas que sugerem um retorno a funções mais ligadas à sobrevivência do que à produção massiva de sementes – um fenômeno que o grupo agora mapeia detalhadamente.

“Encontramos mudanças nas assinaturas de seleção entre árvores jovens e antigas. Ao relacionar a idade do local com a diferença em seus genomas, observamos que havia várias populações claramente distintas”, afirmou o pesquisador.

Ocupação em ondas na Amazônia

A integração entre arqueologia e ecologia tem revelado que a ocupação amazônica ocorreu em “ondas”, deixando nas espécies da floresta um legado genético que persiste até hoje. Contudo, a mensagem final de Moreno-Mateos é um alerta sobre a fragilidade do tempo biológico.

Embora a Amazônia seja frequentemente descrita como um sistema resiliente, a pesquisa indica que a recuperação de um ecossistema após o abandono agrícola não ocorre em décadas, mas em escalas de centenas a milhares de anos.

“Ao cortar a floresta sem pensar nas consequências, é preciso lembrar que qualquer ação tomada em dois dias com uma escavadeira levará séculos para ser reparada pela natureza”, advertiu.

O estudo não busca apenas entender o passado da Amazônia, mas identificar populações de castanheiras que, por meio de seu componente genético, demonstram maior resiliência. “O objetivo é que esses indivíduos possam, no futuro, fornecer propágulos [estruturas que se desprendem da planta para dar origem a um novo indivíduo, como sementes ou gemas] essenciais para as estratégias de restauração florestal em um planeta em aquecimento, onde a capacidade de adaptação será o diferencial entre a sobrevivência e o colapso dos biomas”, concluiu Moreno-Mateos.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp, escrito por Helton Alisson

Cartilha une histórias em quadrinhos para abordar a relação dos povos indígenas com as mudanças climáticas

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A publicação busca atingir o público jovem das terras indígenas, na medida em que eles mesmos ajudaram a compor a cartilha. Imagem: Reprodução

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lançou, na última semana, uma ferramenta pedagógica em história em quadrinhos que pode ser utilizada como um manifesto e um compêndio de saberes tradicionais: a cartilha ‘Os Povos Indígenas e o Futuro’. Desenvolvida com financiamento da Kindermissionswerk (obra missionária alemã), a publicação foi concebida a partir de oficinas de formação com crianças, jovens e adolescentes indígenas de terras indígenas localizadas no Nordeste brasileiro. Seu objetivo é servir como material de apoio para futuras atividades educativas nos territórios, mas seu alcance é mais amplo.

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A cartilha mescla textos, ilustrações e sequências em quadrinhos protagonizadas por personagens como Manu e Dentinho. A narrativa gráfica é usada para mostrar, de forma didática e emocional, como as mudanças climáticas afetam os povos indígenas, incluindo aqueles que vivem em periferias urbanas ao lado das populações mais pobres.

Em uma das cenas, Dentinho perde sua casa em uma enchente. Manu explica que o que antes era “algo natural” agora se tornou extremo por causa da queima de combustíveis fósseis, do acúmulo de gases-estufa e de um estilo de vida consumista concentrado nas mãos de poucos. “O 1% mais rico do planeta emite a mesma quantidade de gases que os 66% mais pobres”, explica.

Colonialismo, capitalismo e colonialidade do poder

Cartilha “Os Povos Indígenas e o Futuro” une quadrinhos, fuga do capitalismo e a retomada da Terra pela terra
Manu e Dentinho: personagens refletem sobre a vida nas periferias urbanas sob os impactos das mudanças climáticas. Imagem: Reprodução

Em capítulos como “A invasão da Abya Yala” (expressão usada por povos originários para se referir à América Latina) e “Consequências atuais do colonialismo-capitalismo”, os autores, Otto Cabral Mendes Filho e Gerson de Souza Arrais Neto, conectam a violência da colonização europeia às estruturas atuais de poder.

O conceito de colonialidade do poder é apresentado: mesmo após as independências, as elites locais mantiveram a concentração de terras, a exploração do trabalho e o racismo como pilares de dominação. Favelas, presídios, jornadas exaustivas e baixos salários são retratados como heranças desse sistema, agora potencializadas pelo neoliberalismo.

Longe de um discurso vitimista, a publicação destaca a resistência ativa dos povos indígenas por mais de 500 anos. São mencionados nomes como Túpac Katari e Dolores Cacuango, além de conquistas recentes;os artigos 231 e 232 da Constituição de 1988 e a derrubada parcial da tese do marco temporal pelo STF em 2025.

A cartilha também mostra a diversidade das lutas atuais: Acampamento Terra Livre (ATL), educação escolar indígena, mobilização de jovens e mulheres indígenas, e a dura realidade dos indígenas em contexto urbano, frequentemente acusados de “não serem mais indígenas”.

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Cartilha alerta que natureza é mãe, não mercadoria

Um dos eixos centrais da publicação é a cosmovisão indígena de relação com a natureza, onde cultura e natureza não se separam, ou seja, o que o capitalismo encara como mero recurso, os povos indígenas encaram como ser vivo, sagrado e habitado por seres materiais e não materiais. O povo Xukuru de Ororubá (PE) é citado como exemplo: seus rituais (Toré) acontecem em locais onde ancestrais e seres encantados estão espiritualmente presentes no bioma.

Ilustração da cartilha. Foto: Reprodução/Cimi

A cartilha critica soluções falsamente verdes, como o crédito de carbono, que só servem para manter a lógica do lucro intacta. E não poupa a COP 30 (realizada em Belém, em 2025): para os autores, o evento priorizou planos globais que ignoram saberes locais e não enfrentam o capitalismo.

Para quem busca uma abordagem conciliadora, em que é possível imaginar saídas (sobretudo dos povos indígenas) associadas ao capitalismo ou em uma versão mais moderada deste sistema, o tom será desconfortável

No capítulo final, “Comer é um ato político”, a cartilha defende que a produção de alimentos deve estar sob controle popular, não empresarial. Agricultores indígenas, assentados, pequenos agricultores, quilombolas, quebradeiras de coco e pescadores tradicionais são apresentados como guardiões de ciências práticas, com alta capacidade de produção de alimentos e bens em ritmo cadenciado ao da natureza.

Mas como superar os entraves que ainda não colocam esses povos como protagonistas? Mais do que uma obra educativa, a cartilha é um chamado à ação, e um lembrete de que, como diz a própria publicação: “sem um país livre do capitalismo e da opressão, os povos indígenas nunca terão paz”.

Para quem busca uma abordagem conciliadora, em que é possível imaginar saídas (sobretudo dos povos indígenas) associadas ao capitalismo ou em uma versão mais moderada deste sistema, o tom será desconfortável. A publicação busca tratar das causas da terra. Por outro lado, sua linguagem simples e ilustrada a torna acessível mesmo para adolescentes e jovens com pouca familiaridade com teoria social.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Cimi

CUFA Amazonas e TV Globo levam antenas gratuitas para famílias de comunidades periféricas de Manaus

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Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

A Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas, em parceria com a TV Globo, iniciou a distribuição gratuita de antenas digitais para famílias residentes em comunidades periféricas de Manaus. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação, ao entretenimento e aos conteúdos de utilidade pública por meio da televisão aberta com sinal digital.

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A ação beneficia famílias em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a inclusão digital e garantindo que mais pessoas tenham acesso à programação televisiva com melhor qualidade de imagem e som.

As antenas distribuídas são compatíveis com televisores que possuam receptor digital integrado ou conversor digital instalado. Durante as entregas, as equipes orientam os beneficiários sobre os requisitos necessários para o funcionamento adequado do equipamento.

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CUFA Amazonas e TV Globo levam antenas gratuitas para famílias de comunidades periféricas de Manaus
Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

Avaliação do projeto no Amazonas

Além da distribuição dos equipamentos, os beneficiários participam de um processo de acompanhamento da ação, por meio do preenchimento de um formulário de registro que auxiliará na prestação de contas e na avaliação dos impactos do projeto.

“Nosso compromisso é conectar oportunidades às comunidades. O acesso à informação é um direito fundamental e ações como esta fortalecem a cidadania e a inclusão social das famílias atendidas”, destaca Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.

A distribuição das antenas acontece de forma planejada e direcionada às comunidades previamente selecionadas para esta etapa do projeto.

*Com informações da assessoria