Slam transforma encerramento do Amazônia das Palavras em celebração da poesia e do protagonismo juvenil em Manaus

Foto: Divulgação

A cidade de Manaus recebeu, nesta semana, a programação de encerramento da quarta edição do Amazônia das Palavras. Com o slam como uma das principais expressões culturais da programação, as atividades realizadas no Centro Educacional de Tempo Integral (CETI) Gilberto Mestrinho reuniram oficinas, plantio simbólico de mudas, apresentações culturais e um campeonato de poesia falada com artistas da capital amazonense, fortalecendo a participação coletiva e o protagonismo juvenil por meio da arte e da literatura.

O destaque da programação foi a oficina “SLAM – A Poesia Falada”, conduzida pelo poeta, escritor e arte-educador Emerson Alcalde, um dos principais nomes do slam no Brasil. Vice-campeão da Copa do Mundo de Slam de Paris e vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Fomento à Leitura, Emerson trabalhou com os estudantes elementos da oralidade, performance, escrita criativa e construção poética a partir das próprias vivências dos alunos.

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Durante a noite, a programação de encerramento contou ainda com a batalha Slam da Floresta, envolvendo artistas de Manaus e tendo a plateia como jurada das apresentações. A dinâmica aproximou o público da poesia oral contemporânea e reforçou o caráter popular e participativo do slam, linguagem que vem ganhando espaço em escolas, periferias e espaços culturais de todo o país.

Para Emerson Alcalde, o slam possui justamente essa capacidade de aproximar a literatura das pessoas por meio da participação e da escuta coletiva.

“Os slams já nascem com a ideia de ser mais popular, de se aproximar do público. O slam é uma grande ferramenta pedagógica que os alunos podem utilizar porque é divertido, eles gostam de coisas desafiadoras, gostam do jogo, do desafio. A proposta foi trazer isso para cá, para mostrar que a literatura não é essa coisa tão fechada e distante. Ela pode ser mais próxima das pessoas”, destacou.

Ao longo da expedição, Emerson percorreu os sete municípios atendidos pelo projeto, desenvolvendo oficinas e atividades ligadas à poesia falada. Segundo ele, a experiência no interior amazônico também provocou transformações pessoais e profissionais. “Foi uma experiência muito transformadora. Cada cidade tinha sua característica, e eu fui entendendo como adaptar as oficinas, como dialogar melhor com os alunos. Saio dessa viagem como uma outra pessoa, tanto como ser humano quanto como arte-educador”, afirmou.

Leia também: Amazônia das Palavras encerra quarta edição com programação cultural em Manaus

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Além do Slam

Além das oficinas, a programação em Manaus também contou com o tradicional plantio simbólico de mudas, ação realizada em todas as cidades da expedição como representação do legado formativo e cultural do projeto nas comunidades participantes.

O diretor do CETI Gilberto Mestrinho, Levy Monteiro Abreu, destacou o impacto das atividades no ambiente escolar e no olhar dos estudantes sobre a própria identidade cultural.

“A escola é uma unidade viva. Um projeto como esse articula vida dentro da escola. Hoje, as oficinas mostraram isso claramente. Os alunos participaram, interagiram e começaram a perceber que seus sonhos podem se tornar realidade. O Amazônia das Palavras também traz uma liberdade cultural, em que o aluno se reconhece dentro do seu próprio povo”, afirmou.

A programação de encerramento contou ainda com a presença do diretor-presidente da Cigás, Heraldo Câmara, e do gerente de Conteúdos Especiais da Fundação Rede Amazônica, Anderson José Mendes dos Santos, representantes das instituições apoiadoras e promotoras do projeto.

Ao longo de sua quarta edição, o Amazônia das Palavras percorreu municípios do interior amazonense promovendo oficinas gratuitas de literatura, música, cinema, moda, poesia, animação e narrativas amazônicas, aproximando estudantes e comunidades de diferentes linguagens artísticas e culturais.

O Amazônia das Palavras – Quarta Edição é patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; apoio da Cigás; promoção da Fundação Rede Amazônica. Realização da Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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