Ecoturismo: cinco lugares de Belém para se conectar à natureza

Vários espaços da capital paraense oferecem ao público uma imersão na biodiversidade amazônica.

Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.


Em Belém (PA), vários espaços oferecem ao público uma imersão na natureza da Amazônia. O Portal Amazônia encontrou cinco desses lugares para curtir e ficar mais perto da floresta. Confira:

Mangal das Garças 

Além de oferecer ao visitante um contato direto com o ecossistema da floresta, o Mangal das Garças cumpre um importante papel na preservação ambiental, sobretudo por incentivar a reprodução em cativeiro de guarás, colhereiros, beija-flores e cisnes negros, e também por abrigar animais resgatados de cativeiros clandestinos apreendidos pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Em 40 mil m² de área, o complexo do Mangal reproduz a diversidade da flora paraense – matas de terra firme, matas de várzea e campos. O parque também abriga diversas espécies, principalmente aves nativas.

O Viveiro dos Pássaros conta com cerca de 150 animais, de 35 espécies, com destaque para o beija-flor negro, a primeira reprodução em cativeiro na América Latina. Já o borboletário José Márcio Ayres reúne cerca de mil borboletas, em uma área de 1400m² e já é apontado como o maior do gênero.

Os visitantes também têm a chance de subir a 47 metros de altura na torre-mirante do Mangal, que oferece dois níveis de observação com vista para toda a capital paraense.

No espaço do antigo estaleiro, os visitantes podem comprar joias e artesanato, produzidos no Pólo Joalheiro de Belém, e comer a típica comida da culinária paraense em um restaurante.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Jardim Botânico da Amazônia Bosque Rodrigues Alves 

Considerado um dos pontos turísticos mais visitados de Belém, o Jardim Botânico da Amazônia Bosque Rodrigues Alves foi fundado pelo Barão de Marajó e possui um pedaço da Floresta Amazônica no centro urbano da capital paraense.

Voltado para público de todas as idades, o Jardim Botânico tem uma extensão de 150 mil metros quadrados, possui um viveiro de pássaros e abriga diversos animais em extinção (criando programas de preservação ambiental das espécies ameaçadas). Além disso, há um orquidário, aquário e um lago que proporciona passeios em canoas.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Parque Ambiental de Belém 

O Parque Ambiental de Belém localizado em uma área conhecida como Utinga, é uma área de preservação mantida pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (SECTAM), com o apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental do Exército (BPA), é bastante frequentado para a prática de caminhadas, trilhas, trilhas de aventuras (mata fechada), rapel, acampamentos e etc.

Nele se encontra a Estação de Tratamento de Água do Utinga (COSANPA) que capta água dos Lagos Bolonha (menor) e Água Preta (maior) para abastecer Belém.

É uma área de 1.340 hectares, localizada as margens do rio Guamá, onde estão localizados, entre outros atrativos ecológicos, os mananciais de água que abastecem a Grande Belém. 

O ‘Parque Ambiental de Belém’ foi criado através do decreto estadual nº 1.552 de 3 de maio de 1993, sendo o maior espaço, em área metropolitana na Amazônia, e um dos três maiores do Brasil. Essa unidade de conservação está inserida na categoria de “proteção integral”.

É um patrimônio natural, cultural, histórico e paisagístico do Pará, por ser uma referência a exuberante biodiversidade da floresta amazônica e, principalmente, por conservar e assegurar, a qualidade e quantidade da água dos lagos Água Preta e Bolonha, que funcionam como duas piscinas gigantes, e naturais, no abastecimento de água de Belém.

O objetivo do parque, que compreende os municípios de Belém e Ananindeua, a preservação dos ecossistemas de relevância ambiental e beleza cênica, que possibilitam a realização de pesquisas científicas, atividades de educação, interpretação ambiental, recreação em contato direto com a natureza e de turismo ecológico, de acordo com a lei nº9. 985, de 18 de julho de 2000.

Regras para visitação: o visitante só tem acesso ao parque com autorização (da Sema ou BPA); não é permitida a pesca nos lagos; escrever ou desenhar no tronco das árvores; catar ou molestar os animais; uso de aparelhos de som; filmar ou fotografar o parque para fins publicitários, comerciais, sem autorização da Sema; levar animais domésticos para a área, bem como armas de fogo, explosivos, facas e anzóis.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Parque Ecológico do Município de Belém 

O Parque Ecológico do Município de Belém (PEMB) foi criado pela Lei Municipal 7.539/91 e fica localizado entre os conjuntos habitacionais Presidente Médici e Bela Vista. Com uma área de aproximadamente 44,06 hectares, – o equivalente a 115 campos de futebol – o Parque Ecológico se divide entre os bairros de Val-de-Cães e Marambaia. 

O parque é cortado em toda sua extensão pelo canal de São Joaquim e abriga o igarapé do Burrinho e é um espaço para educação ambiental, visitação, pesquisa e cultura.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Complexo Ecológico Parque dos Iguarapés 

Complexo Ecológico Parque dos Igarapés fica localizado a 12 minutos da área central de Belém. Com 160 mil metros quadrados, o ambiente também é um refúgio para aqueles que buscam a tranquilidade da natureza Amazônica.

O complexo, que atrai cerca de 40 mil pessoas por ano, conta com uma hospedagem em chalés e albergues; piscina de água mineral corrente; trilhas para caminhadas; circuito aventura com arvorismo, tirolesa e rapel; setor gastronômico com churrascaria, peixaria, restaurante e bares; além de campo de futebol e vôlei, canoa e remo em igarapés, tudo próximo ao Porto do Rio Ariri.  

Foto: Divulgação/Site Oficial

E aí? Conhece mais lugares assim na Amazônia? 

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