Embrapa abre floresta urbana em Belém para observação científica da biodiversidade

Ação na Capoeira do Black celebra o Dia Internacional da Biodiversidade e convida o público a fazer uma imersão na floresta e mapear a fauna e a flora locais usando o celular.

A Capoeira do Black é um fragmento de floresta na área urbana de Belém. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Que tal transformar o seu celular em uma ferramenta de pesquisa e ajudar a mapear a biodiversidade sem sair de Belém (PA)? No dia 23 de maio, das 9h às 12h, a Embrapa Amazônia Oriental abre as portas da Capoeira do Black, um fragmento florestal em regeneração, localizado na sede da instituição, para uma trilha guiada na floresta.

O evento faz parte da Semana Nacional da Biodiversidade e propõe uma imersão na natureza para observação e registro colaborativo de fauna, flora e fungos. Para participar, basta se inscrever neste link. A adesão é gratuita, mas as vagas são limitadas.

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A ação é promovida pelo Centro Capoeira, coordenado pela Embrapa e financiado pelo CNPq, e integra um esforço nacional proposto pela Aliança pelo Monitoramento Participativo da Biodiversidade Brasileira (AmpBio), que ocorre de 18 a 24 de maio em todo Brasil. O objetivo é levar o público a trocar a rotina urbana por uma imersão na natureza, onde um celular com câmera se transforma em ferramenta de pesquisa.

A pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa, explica que a dinâmica da visita é fundamentada na “ciência cidadã”, e com o uso do aplicativo gratuito iNaturalist qualquer pessoa pode fotografar espécies de plantas e animais, e a partir de uma curadoria científica, alimentar uma base de dados global.

“Esse processo colaborativo permite que a sociedade produza informações valiosas para auxiliar investigações de cientistas do mundo todo”, afirma.

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Embrapa abre floresta urbana em Belém para observação científica da biodiversidade
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Trilhas guiadas na floresta

No sábado serão realizadas três expedições à Capoeira do Black nos seguintes horários: 9h, 10h, e 11h, com duração de 50 minutos cada. Os participantes devem utilizar roupas confortáveis (calça) e sapatos fechados (tênis), e trazer suas garrafas de água. A pesquisadora destaca que as trilhas são leves e crianças, adultos e idosos podem fazer a caminhada.

Embrapa abre floresta urbana em Belém para observação científica da biodiversidade
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

A Capoeira do Black é um fragmento florestal que está em regeneração há mais de 50 anos. São 8,5 hectares, o equivalente a quase 12 campos de futebol. No local, a pesquisa inventariou mais de 1.000 árvores e arbustos de 260 espécies distribuídas em 54 famílias botânicas, além de insetos, pássaros e pequenos animais. “Aqui temos mais espécies de plantas que em todo o Reino Unido”, exemplifica Joice Ferreira.

A atividade estimula os participantes a se aproximarem da terra, observando detalhes em folhas, troncos, insetos e fungos. Para a pesquisadora Lis Stegmann, do Museu Paraense Emilio Goeldi, “essa observação atenta é essencial para compreender a vasta rede de vida que um fragmento verde no meio da cidade é capaz de sustentar e compreender a importância da conservação e da regeneração das nossas florestas”, finaliza.

Centro Capoeira

Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental – Capoeira – reúne mais de 180 pesquisadores de 33 instituições e é dedicado à recuperação de ecossistemas desmatados e degradados, integrando atividades de pesquisa em rede e ações colaborativas entre cientistas, povos e comunidades tradicionais, agricultores familiares e gestores públicos. O centro Capoeira é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e recebe apoio do Global Centre on Biodiversity for Climate (GCBC), do Reino Unido.  

*Com informações da Embrapa Amazônia Oriental

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