A partir da próxima quinta-feira (25/06), o Kwati Club abre suas portas para a temporada 2026 do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. Além dos atrativos que envolvem saúde e bem-estar, o espaço, localizado às margens do Lago Macurany, no bairro Santa Rita, contará com um line-up que vai desde o tradicional boi-bumbá até a música eletrônica, com direito a duas atrações nacionais. Os passaportes podem ser adquiridos no site oficial do evento, a partir de R$ 180, por dia.
Na quinta-feira, a atração musical ficará por conta da banda Cateto da Toada, dando às boas-vindas aos visitantes e também moradores da Ilha da Magia. Na sexta-feira (26/06), Normandinho Jr. e Kboclos sobem ao palco do river club. Já no sábado (27/06), as atrações serão Pontifexx, um dos principais artistas da música eletrônica do Brasil, e Undel Pinheiro.
E encerrando a temporada 2026, no domingo (28/06), será a vez de Cat Dealers, com os irmãos Pedro Henrique Cardoso e Luiz Guilherme Cardoso que já passaram por grandes festivais como Lollapalooza e Rock In Rio, além de terem aberto o show da cantora Lady Gaga, em Copacabana (RJ), e a DJ Aya da Amazônia.
“Optamos por atrações e ritmos que mais tem a ver com essa nova proposta do Kwati Club. Então, chamamos os parceiros do boi-bumbá que estão com a gente desde o início (Cateto e Kboclos), o Undel Pinheiro que já é tradicional do nosso clube, incluímos o Normandinho Jr., que é um fenômeno em Parintins, e também convidamos nomes importantes da música eletrônica como o Cat Dealers, o Pontifexx e a Aya da Amazônia. Uma mistura gostosa e bem a cara da nossa festa”, comenta Egreen Baranda, uma das organizadoras do evento.
Novidades no Kwati Club
Em paralelo, o Kwati Club contará com uma programação voltada ao universo wellness – estilo de vida destinado à saúde e bom-estar. As atividades incluem aulas de yoga, bike, tênis, beach tênis, futevôlei e academia funcional.
As aulas de beach tênis, tênis, futevôlei e academia funcional, serão realizadas entre 8h e 18h. Já as aulas de bike ocorrerão em dois horários: 9h e 11h. E a aula de yoga será realizada às 10h.
O acesso às aulas é possível de diversas formas: adquirindo o ingresso Day Use Premium, ou adquirindo os espaços Lounge (Lago, Deck e Piscina) e Bangalô Privativo, no site oficial do evento: kwaticlub.com. Mais informações podem ser obtidas via Instagram (@kwaticlub) ou no WhatsApp (92) 99331-6007.
No processo de abastecimento de água tratada, podem ocorrer perdas por diferentes motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Foto: Reprodução/Arquivo/Cosama
De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico – SINISA (ano-base 2024), o país desperdiça 39,53% da água tratada antes que ela chegue às torneiras das famílias. Para ter dimensão do que isso representa, o volume de perdas físicas em 2024 equivale a 4,8 mil piscinas olímpicas desperdiçadas por dia, ou a 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano.
Entre os estados, o levantamento evidencia um padrão de maior ineficiência concentrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.
Quadro 1 – Perdas na Distribuição de água tratada por estado, 2024
Estados da Amazônia Legal apresentam grandes perdas
Estados como Alagoas (66,90%), Roraima (65,97%), Pará (57,33%), Maranhão (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%), apresentam níveis de perdas na distribuição superiores a 55% do volume distribuído, significativamente acima da média nacional (39,53%).
Por outro lado, o Piauí se destaca como o único estado que já cumpre a meta estabelecida pela Portaria 788/2024, com índice de perdas de 24,61%. Goiás aparece logo em seguida, com 27,13%, também próximo do patamar exigido.
Reduzir as perdas de água é uma medida com impacto direto na vida da população e na sustentabilidade dos sistemas de abastecimento. A Portaria 788/2024 estabelece a meta de 25% de perdas na distribuição até 2033 e, para atingi-la, o país precisa ampliar investimentos e tornar o controle de perdas uma prioridade na agenda do saneamento básico.
*O texto foi publicado originalmente na página do Instituto Trata Brasil
A edição 2026 do concurso cultural Conta Um Conto chega à reta final consolidando seu papel como uma importante ferramenta de incentivo à leitura, à escrita e à formação cidadã de jovens da Região Norte. Realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Colégio Lato Sensu, o projeto mobilizou estudantes de 11 a 17 anos dos estados da Amazônia Legal em torno do tema “O Conto, a Amazônia e a Agenda 2030”.
Mais do que estimular a produção literária, a iniciativa desafiou os participantes a refletirem sobre questões relacionadas à sustentabilidade, preservação ambiental, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, tendo a Amazônia como cenário e protagonista das narrativas.
Após o encerramento das inscrições, os textos passaram por um processo de avaliação conduzido por uma equipe de educadores e especialistas. A curadoria analisou critérios como adequação ao tema, criatividade, originalidade, estrutura narrativa e alinhamento às diretrizes do regulamento.
Segundo Karoline Cunha, coordenadora de Segmento do Ensino Médio do Colégio Lato Sensu, o processo ocorreu em diversas etapas para garantir a qualidade e a transparência da seleção.
“Inicialmente, realizamos uma triagem para verificar se os textos atendiam aos requisitos do regulamento. Depois, os contos passaram por análises de originalidade, incluindo verificações relacionadas a plágio e uso de inteligência artificial. Somente após essas etapas os textos foram encaminhados para avaliação das professoras curadoras”, explicou.
Durante a leitura dos trabalhos, os avaliadores identificaram um forte engajamento dos participantes com os temas propostos. Questões relacionadas à preservação da floresta, aos desafios ambientais da região e ao papel das novas gerações estiveram presentes em grande parte das narrativas.
Para a professora de Língua Portuguesa Gliceriana Maciel de Morais Araújo, a experiência foi marcada pela sensibilidade e pela criatividade dos estudantes.
“Os textos demonstraram pesquisa, reflexão e muito envolvimento com temas ligados à preservação da Amazônia. Fiquei emocionada com a sensibilidade dos participantes e com a forma como relacionaram a realidade da região aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Projetos como esse ajudam a formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com o futuro”, destacou.
A professora de Redação do Colégio Lato Sensu, Ângela Cláudia Virgolino da Fonseca, que atuou na correção das redações, destacou a maturidade dos estudantes ao abordar temas relevantes para a região.
“O que mais chamou a atenção foi a presença de temas muito atuais em praticamente todas as redações, como sustentabilidade, garimpo ilegal, secas e cheias extremas, bioeconomia e educação ambiental. Isso mostra que os estudantes estão atentos aos desafios da Amazônia e refletem sobre o papel que podem desempenhar na construção de um futuro mais sustentável”, afirmou.
A professora e curadora Mirian Castro também ressaltou a qualidade das produções recebidas.
“Percebemos muita criatividade, textos bem construídos e reflexões bastante relevantes. Projetos como esse ampliam o acesso à literatura, à cultura e à educação, além de estimular o interesse por temas que impactam diretamente o futuro da nossa região”, disse.
A edição deste ano reforçou a proposta de aproximar literatura e sustentabilidade, incentivando os jovens a utilizarem a escrita como ferramenta de reflexão e transformação social. Ao relacionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 com a realidade amazônica, o concurso fortalece o protagonismo juvenil e amplia o debate sobre os desafios e as potencialidades da região.
Os vencedores da edição 2026 serão conhecidos nesta quinta-feira (18). A cerimônia de encerramento e premiação será realizada no dia 1º de julho, às 14h, reunindo estudantes, familiares, educadores e parceiros para celebrar os talentos literários desta edição.
Sobre o projeto Conta um Conto
O Conta Um Conto é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica, com apoio do Colégio Lato Sensu, que busca estimular o hábito da leitura, a produção textual e o pensamento crítico entre estudantes da Amazônia. Em 2026, o projeto reforçou seu compromisso com a educação e a sustentabilidade ao incentivar narrativas inspiradas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e nos desafios contemporâneos da região amazônica.
Prêmio Nobel já prestigiou algumas personalidades da Amazônia Internacional. Fotos: Reprodução
Quando o inventor, empreendedor e homem de negócios Alfred Nobel faleceu, seu testamento determinou que sua fortuna fosse utilizada para premiar “aqueles que, durante o ano anterior, tivessem conferido o maior benefício à humanidade”. Assim, nasceram os Prêmios Nobel, que reconhecem conquistas excepcionais nas áreas de Física, Química, Fisiologia ou Medicina, Literatura e Paz, os campos de maior envolvimento de Nobel em vida.
Os primeiros prêmios foram entregues em 1901 e desde então se tornaram o reconhecimento mais prestigioso do mundo. Em 1969, foi criado um novo prêmio: o Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, como parte da celebração dos 300 anos do banco central da Suécia. Todos os anos, em outubro, o mundo volta seus olhos para Estocolmo e Oslo, onde são anunciados os novos laureados.
Na Amazônia Internacional, região que abrange países como Venezuela, Colômbia, Brasil e Peru, diversas personalidades se destacaram por seus feitos notáveis e chegaram a conquistar o prêmio máximo da academia sueca.
María Corina Machado – Prêmio Nobel da Paz 2025 (Venezuela)
A mais recente representante da Amazônia Internacional a receber um Nobel é María Corina Machado, da Venezuela, laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025.
O Comitê Norueguês destacou Machado como um dos ‘exemplos extraordinários de coragem na América Latina’, por sua luta constante em defesa da democracia e dos direitos humanos em meio a um contexto político conturbado.
Sua atuação foi reconhecida como um símbolo de resistência e esperança para milhões de venezuelanos e latino-americanos.
Foto: Reprodução
Juan Manuel Santos – Prêmio Nobel da Paz 2016 (Colômbia)
O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2016 por seus esforços decisivos para encerrar mais de meio século de guerra civil na Colômbia.
Mesmo após a rejeição inicial do acordo de paz em referendo popular, Santos perseverou, revisou o tratado e garantiu sua implementação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), demonstrando comprometimento com a reconciliação nacional.
O prêmio reconheceu sua dedicação em transformar um dos conflitos mais longos do mundo em um processo de reconstrução social e política.
Foto: Reprodução
Mario Vargas Llosa – Prêmio Nobel de Literatura 2010 (Peru)
O renomado escritor peruano Mario Vargas Llosa, um dos principais nomes do “boom” latino-americano, recebeu o Prêmio de Literatura em 2010.
A Academia Sueca destacou sua “cartografia de estruturas de poder e imagens incisivas da resistência, revolta e derrota do indivíduo”.
Nascido em 1936, em Arequipa (Peru), Vargas Llosa foi o primeiro latino-americano a vencer o Nobel desde Octavio Paz, em 1990. Sua vasta obra, marcada por romances como ‘A Casa Verde’ e ‘Conversa na Catedral’, influenciou gerações e consolidou seu nome entre os maiores escritores do século XX.
O autor faleceu em abril de 2025, deixando um legado literário de relevância mundial.
Foto: Reprodução
Gabriel García Márquez – Prêmio Nobel de Literatura 1982 (Colômbia)
O escritor colombiano Gabriel García Márquez foi laureado com o Prêmio de Literatura em 1982, em reconhecimento à totalidade de sua obra, que mescla o realismo mágico e o retrato social da América Latina.
A Academia destacou sua habilidade única em “combinar o fantástico e o real em um mundo ricamente composto de imaginação e humanidade”.
Seu romance ‘Cem Anos de Solidão’ se tornou um clássico universal e projetou a literatura latino-americana para o cenário global. García Márquez foi o quarto latino-americano a receber o Nobel, consolidando a Colômbia como um dos grandes polos culturais da região amazônica.
Mais uma vez, a tradição, a cultura e a gastronomia roraimense fizeram história no Boa Vista Junina 2026. Nesta terça-feira (16), a Maior Paçoca do Mundo voltou a bater um recorde ao atingir a marca de 1.593,5 kg, durante uma das noites mais aguardadas do Maior Arraial da Amazônia.
Símbolo da identidade cultural de Roraima, a iguaria chegou à Praça Fábio Marques Paracat como uma verdadeira estrela internacional, sobre um tapete vermelho. Quem acompanhou a pesagem foi Milton Cunha, comentarista carnavalesco que promoverá um workshop especial para os grupos juninos.
“Eu já fui recebido no aeroporto com música, dança e, claro, paçoca. E agora estou aqui, diante da Maior Paçoca do Mundo, acompanhando esse momento histórico. O que mais me encanta na Amazônia é essa capacidade de transformar cultura em espetáculo. Existe uma alegria coletiva, uma vontade de celebrar, de criar cenários, figurinos, cores e emoções. Isso está presente em toda a Amazônia e aqui em Roraima não é diferente. É uma manifestação cultural grandiosa, autêntica e cheia de identidade”, disse Milton.
Foto: Diane Sampaio/PMBV
Produzida ao longo de mais de 15 dias de trabalho, a paçoca mobilizou dezenas de profissionais e uma ampla cadeia produtiva, envolvendo fornecedores de diferentes municípios do estado. O resultado foi mais um marco para a gastronomia local, que já possui reconhecimento não apenas municipal e estadual, mas também nacional e internacional.
Após a pesagem oficial, a iguaria foi distribuída gratuitamente para cerca de 10 mil pessoas. O prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, celebrou o novo recorde. “Mais do que bater recordes, essa tradição valoriza a nossa gastronomia, fortalece a identidade cultural de Roraima e movimenta toda uma cadeia produtiva local. Ver a população reunida para celebrar e compartilhar esse momento mostra a força que a paçoca tem dentro da nossa cultura e do Maior Arraial da Amazônia”, afirmou.
Quem também destacou a relevância desse momento foi a diretora de Turismo da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Alda Amorim. “A paçoca começou conquistando os boa-vistenses, depois os roraimenses, os brasileiros e hoje é conhecida mundialmente. Ela movimenta a economia, valoriza nossa cultura e se tornou a grande estrela do Boa Vista Junina”, ressaltou.
A autônoma Joycielle Lemos prestigiou a Maior Paçoca do Mundo pela primeira vez. Acompanhada dos filhos, Olívia e Douglas, ela afirmou que o momento ficará na memória. “Todos os anos venho ao arraial, mas nunca tinha provado a paçoca. Amei a experiência. A festa está linda e, como sempre, se superando em estrutura, segurança e beleza. O prefeito está de parabéns”, comentou.
Quem também vivenciou esse momento simbólico do Maior Arraial da Amazônia pela primeira vez foi Istefanny Santos, que estava acompanhada dos filhos. “Queria muito trazer as crianças para viver esse momento e adorei. A gente ama paçoca! Com certeza será algo que faremos nos próximos anos”, contou.
Foto: Diane Sampaio/PMBVFoto: Diane Sampaio/PMBV
Preparação envolve dezenas de pessoas
A produção da Maior Paçoca do Mundo começou semanas antes do evento, com a seleção dos ingredientes e a organização da logística necessária para garantir a qualidade e a segurança alimentar da iguaria.
Além da carne seca, farinha, cebola e manteiga, a preparação também mobilizou produtores locais, fortalecendo a economia e valorizando ingredientes típicos da região. Todo o processo seguiu os protocolos sanitários exigidos para que a paçoca pudesse ser servida ao público após a pesagem oficial.
Recorde após recorde
Criada em 2015, durante as comemorações dos 15 anos do Boa Vista Junina, a Maior Paçoca do Mundo consolidou-se como uma das atrações mais emblemáticas do evento. Desde então, a receita vem acumulando recordes e ampliando sua notoriedade.
Em 2024, a iguaria entrou oficialmente para o Guinness World Records como a Maior Paçoca de Carne do Planeta, reconhecimento que projetou ainda mais a gastronomia roraimense no cenário internacional.
A bordo da Fragata “Amazonas”, o Almirante Barroso liderou o bloqueio naval no Rio Paraná. Foto: Reprodução/Marinha do Brasil
Surpreendidos em uma emboscada durante uma operação de bloqueio no Rio Paraná, nove navios da Esquadra brasileira, entre eles a Fragata “Amazonas”, não apenas resistiram aos ataques da Marinha paraguaia. Eles protagonizaram um dos principais combates da Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). Vencida naquele 11 de junho de 1865, a Batalha Naval do Riachuelo definiria os rumos do maior conflito armado da história da América do Sul.
Sob o comando do Chefe da Segunda Divisão Naval em Operações de Guerra, Almirante Barroso, a Fragata “Amazonas”, as Corvetas “Parnaíba”, “Beberibe”, “Jequitinhonha” e “Belmonte” e as Canhoneiras “Iguatemi”, “Araguari”, “Mearim” e “Ipiranga” ocupavam o Rio Paraná, próximo à região que pertencia à Argentina. A intenção era impedir o emprego das vias fluviais para abastecer as tropas paraguaias, que tentavam invadir o Brasil pelo estado do Rio Grande do Sul.
A Marinha paraguaia contava com oito navios a vapor e seis chatas – espécie de balsa, equipada com peças de artilharia pesada –, quando empreendeu o ataque. Ela pretendia surpreender a Esquadra brasileira antes do amanhecer, para que não tivesse tempo de reação. Porém, uma avaria em um de seus navios atrasou a investida e permitiu que fossem avistados pelos brasileiros, que tiveram tempo hábil de se defender e inutilizar a força naval inimiga.
Entre a frota que defendia o Brasil, estava o navio-capitânia da Segunda Divisão Naval em Operações de Guerra, chefiada pelo Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva. A Fragata “Amazonas” transportava 163 militares da Armada e 313 do 9º Batalhão de Infantaria da Polícia do Rio de Janeiro, quando subiu o Rio Paraná para comandar o bloqueio naval às forças inimigas. Possuía casco de madeira, era movida a vapor e armada com seis canhões.
A Fragata Amazonas recebeu esse nome em homenagem ao Rio Amazonas e à recém-criada Província do Amazonas (atual estado). O “batismo” oficial ocorreu em 21 de agosto de 1851, mesma data em que a Fragata Amazonas foi incorporada à armada.
O Comandante do navio, Capitão de Fragata Theotonio Raymundo de Brito, descreveu à época o ataque à “Amazonas” e a reação bem-sucedida ordenada por Barroso: “O navio suspendeu imediatamente, e seguimos rio abaixo (…): fomos recebidos, quando passávamos o Riachuelo, por um fogo horrível de baterias colocadas em terra, das chatas, dos vapores e de mais de mil homens colocados sobre o barranco, armados de fuzil (…). Subi o rio acima e fomos abalroando os vapores inimigos, conseguindo inutilizar três e meter a pique uma das chatas.”
Relatos da batalha do Riachuelo
Capa do Jornal do Commercio de 1º de julho de 1865 trazia disposição das esquadras brasileira e paraguaia no teatro de guerra — Imagem: Biblioteca Nacional
Os relatos dos Comandantes de cada navio, escritos nos dias subsequentes à Batalha Naval do Riachuelo, foram extraídos da Revista Marítima Brasileira, publicada em 1883. A experiência mostrou a necessidade de o País dispor de uma Esquadra vultosa e moderna para fazer frente a ameaças externas e resultou em mais investimentos no setor naval. Até o fim da Guerra, a MB já se tornara uma das mais poderosas do mundo, com mais de 80 navios armados.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Marinha de Notícias do Brasil, escrito por Capitão-Tenente (RM2-T) Daniela Meireles. Leia completo AQUI.
O avanço das novas tecnologias, o crescimento do uso da inteligência artificial e os desafios relacionados à desinformação têm ampliado os debates sobre participação cidadã, confiança nas instituições e o futuro da democracia. Em um cenário de rápidas transformações digitais, especialistas destacam a importância de fortalecer os mecanismos democráticos e promover o uso responsável das plataformas digitais.
Esses foram os temas do painel “Democracia na Era Digital e a Consolidação das Instituições Democráticas no Ambiente de Transformação Digital”, realizado pela Fundação Rede Amazônica nesta terça-feira (16), no Auditório do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, como parte da programação do projeto Amazônia Que Eu Quero.
A mediação foi conduzida pela jornalista Ana Paula Galvão. Durante o encontro, especialistas discutiram os impactos das transformações tecnológicas sobre a democracia, a responsabilidade dos cidadãos no ambiente digital, o combate à desinformação e os caminhos para fortalecer as instituições democráticas em um cenário de constantes mudanças.
Cerca de 90 pessoas participaram do painel realizado no Auditório do Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, reforçando o interesse da sociedade pelos debates sobre democracia, tecnologia e combate à desinformação.
O painel reuniu o cientista político e professor João Paulo Viana, o desembargador e presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), Raduan Miguel Filho, e o procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon.
João Paulo Viana destacou a importância de ampliar o debate sobre os impactos das redes sociais no ambiente democrático e na participação política da sociedade.
“A internet tem um papel fundamental na sociedade atual, mas também apresenta desafios importantes. As redes sociais ampliaram a participação cidadã, mas também contribuíram para um cenário de polarização que exige reflexão e diálogo permanente”, afirmou.
O procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon chamou atenção para os riscos da desinformação e para o uso das plataformas digitais na tentativa de influenciar o comportamento dos eleitores.
“Grande parte dos ilícitos eleitorais migrou para o ambiente digital. A desinformação se tornou um dos principais desafios para a democracia e reforça a necessidade de promover informação confiável e fortalecer a consciência crítica da população”, destacou.
Já o desembargador e presidente do TRE-RO, Raduan Miguel Filho, ressaltou a importância de os cidadãos estarem atentos aos mecanismos que podem influenciar decisões e comportamentos no ambiente digital.
“Somos expostos diariamente a informações e estímulos que podem influenciar nossas escolhas. O combate à desinformação e o fortalecimento da participação cidadã são alguns dos principais desafios enfrentados atualmente pela Justiça Eleitoral”, explicou.
Além do debate, os participantes puderam visitar uma exposição sobre o processo eleitoral brasileiro e acompanhar uma apresentação cultural do grupo musical Minhas Raízes.
“A tecnologia amplia o acesso à informação e à participação cidadã, mas também traz desafios como a desinformação. Por isso, debates sobre democracia digital são fundamentais para fortalecer a cidadania e a confiança nas instituições”, destacou Dênis Carvalho, especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica.
O encontro foi gratuito e integra a programação do Amazônia Que Eu Quero, iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que percorre os estados da Amazônia Legal promovendo o diálogo entre especialistas, instituições e sociedade para discutir soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. A próxima edição do painel acontece nesta quinta-feira (18), em Rio Branco, no Acre.
Pesquisador da Fiocruz Felipe Gomes Naveca é virologista. Foto: Reprodução/Arquivo Fiocruz Amazônia
O virologista e pesquisador da Fiocruz, Felipe Gomes Naveca, fez a defesa do aumento da cobertura vacinal no Brasil, sob o risco de estarmos permitindo o retorno da ameaça de surtos e epidemias de doenças causadas por patógenos imunopreviníveis, como sarampo, influenza, febre amarela, poliomielite, entre outras.
O alerta foi feito durante encontro remoto com jornalistas promovido no início de junho pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) – entidade sem fins lucrativos criada com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento de um sistema de vigilância epidemiológica e ajudar o País a se preparar para o enfrentamento de futuros surtos. O encontro teve como tema “Monitoramento global de vírus e as arboviroses no Brasil (dengue, Zika, chikungunya)” e reuniu diversos especialistas da área da Saúde.
Ao ser questionado sobre o impacto da iniciativa do Ministério da Saúde de suspensão das vacinas contra dengue, Naveca destacou a eficácia da medida como forma de garantir a transparência e a segurança da população até que sejam confirmadas as causas das reações e óbitos suspeitos de terem sido decorrentes da vacina contra a dengue do Instituto Butantã.
“Foram 42 casos de eventos supostamente adversos à vacinação num cenário de 500 mil pessoas vacinadas, sendo três casos graves com dois óbitos. Ficamos tristes com o ocorrido, mas não podemos deixar, de modo algum, que isso afete a credibilidade e a confiança da população, nem deixar que percamos pessoas por conta de doenças imunopreveníveis. Isso é muito grave”, salientou.
O virologista ressaltou a importância das redes de monitoramento global e nacional dos vírus de importância na missão de evitar surtos, epidemias e pandemias.
“Temos hoje várias redes em atuação no Mundo e, em especial no Brasil, com um papel fundamental no monitoramento do cenário epidemiológico atual, permitindo verificar como os vírus evoluem, por meio de mutações, bem como a descoberta de novos patógenos, determinante para se desvendar o futuro das epidemias de arbovírus em um mundo mais quente e urbanizado”, afirmou Naveca, citando como exemplo a Rede de Laboratórios de Referência para Vírus Respiratórios, responsável pela identificação de subtipos do vírus Influenza, por meio da análises de amostras de várias partes do Mundo.
Outra importante rede de monitoramento citada pelo pesquisador é a de Laboratórios de Diagnóstico das Arboviroses, criada em 2008 para fortalecer a capacidade de diagnósticos, estabelecer protocolos, definir agendas regionais de pesquisa para determinadas arboviroses, gestão de qualidade e capacitação de profissionais. Ele destaca também a Rede Genômica Fiocruz, criada durante a pandemia de Covid-19, de grande relevância na identificação genômica das diferentes linhagens do SARS-CoV-2, além de fornecer informações importantes no site da instituição.
“Vigilância não é só diagnóstico. Hoje, integra informações laboratoriais e genômicas. É uma ferramenta que adiciona novas camadas de informações para se entender melhor o que está acontecendo”, comentou.
Por fim, Naveca mencionou o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, com abas específicas para cada tipo de vírus. “No Painel, é possível observar os números da dengue, casos prováveis por semana epidemiológica para comparação de dados, além de observar a ocorrência de picos de casos por região do País e o número de óbitos. Além de Dengue, o painel também traz informações sobre os vírus do Oropouche, Zika, Febre Amarela e Chikungunya”, detalhou.
Farofa de camarão especial é uma das receitas ensinadas no programa Sabores da Amazônia. Foto: Reprodução/Amazon Sat
A temporada 2026 do programa Sabores da Amazônia, do canal Amazon Sat, explora muito mais que ingredientes e receitas. Agora, o programa se aprofunda na trajetória dos chefs amazônidas e ensina, com mais detalhes e alguns segredos, as receitas selecionadas.
A chef Fran Santos, de Manaus (AM), é uma das convidadas que mostrou que a gastronomia pode ser muito mais que apenas um sonho. A paixão pela culinária acompanha a chef desde a infância, já que antes mesmo de pensar em transformar a cozinha em profissão, ela já experimentava receitas em casa e descobria, aos poucos, o prazer de criar sabores.
Foi ainda na adolescência que Fran decidiu seguir esse caminho e, aos 14 anos, iniciou a trajetória profissional trabalhando com confeitaria e panificação. No entanto, foi na gastronomia de modo geral que ela encontrou a sua verdadeira vocação.
“A minha trajetória na culinária começou desde bem jovem. Acho que, acredito, nos meus 12 anos eu já tinha vontade, eu já cozinhava em casa, eu criava receitas. Comecei trabalhando, iniciei em confeitaria, panificação, depois eu parti para a gastronomia, que a gastronomia sempre foi a minha paixão”, declarou a chef.
Os primeiros anos foram dedicados ao aprendizado em restaurantes de comida caseira. Com dedicação e obtendo experiência, Fran conquistou espaço em estabelecimentos mais conhecidos e continuou aprimorando suas técnicas.
Chef Fran Santos no programa Sabores da Amazônia, do Amazon Sat. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Fran continuou se aperfeiçoando até decidir fazer uma pausa para se dedicar à criação das filhas. Quando retornou ao mercado, optou por um novo desafio e decidiu empreender.
“Quando eu retornei, já foi para trabalhar por conta própria, foi iniciando mesmo com as minhas próprias pernas. Comecei na minha casa, na cozinha de casa. Eu comecei com bolo, salgado, tortas, fazendo encomenda”.
De acordo com a chef, os clientes gostavam tanto que indicavam para outras pessoas e foi dessa forma que ela começou a fazer buffets, entregas e eventos de datas comemorativas. O crescimento da demanda levou à abertura do primeiro restaurante físico, instalado em uma praça de alimentação, e apesar da experiência positiva, Fran sentia falta do contato direto com os clientes.
‘Ficamos por dois anos nessa praça de alimentação, só que não era o que eu queria, eu não me sentia à vontade, a gente não tinha muito contato direto com o nosso público, com o nosso cliente, que é o nosso carro-chefe”, declarou Fran Santos.
A solução foi voltar às origens, e o restaurante passou a funcionar em um espaço mais acolhedor, montado na própria casa da família. Com o sucesso do empreendimento, surgiu o sonho de ampliar a estrutura e criar um ambiente ainda mais confortável para receber o público.
“E de lá a gente sentiu a necessidade, a sentir uma necessidade não, era um sonho, de ampliar o nosso espaço e hoje nós estamos aqui no nosso novo espaço, graças a Deus”, esclareceu.
Chef Fran Santos no programa Sabores da Amazônia, do Amazon Sat. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Atualmente, a chef celebra a conquista e a consolidação de um cardápio inspirado nos sabores da região Norte. Embora muitos clientes acreditem que ela seja paraense, Fran faz questão de destacar suas raízes amazonenses.
“A primeira pergunta que as pessoas me fazem é: você é paraense de onde? Aí eu sempre respondo que não, eu não sou paraense, eu sou manauense. Eu tenho orgulho como manauara, o meu marido como paraense, a gente tem orgulho de fazer o nosso trabalho com excelência, de dar o nosso melhor”, destacou a chef.
Uma receita que surpreende
A receita do episódio é a farofa de camarão especial. A receita está entre os pratos mais pedidos do restaurante e é uma criação que nasceu a partir dos pedidos dos próprios clientes.
Segundo Fran, a ideia era oferecer uma alternativa às versões mais comuns encontradas na região, geralmente preparadas com camarão salgado ou com casca.
“O nome dela é especial porque ela é feita com camarão fresco, diferente do camarão salgado, camarão regional, camarão com casquinha. Essa farofa aqui, eu criei porque os meus clientes sempre pediam uma farofa diferente, já que em todo canto que as pessoas comem é a farofa de camarão com casca, é a farofa do camarão salgado, e essa aqui não. Ela fica molinha, suculenta, com o sabor do camarão”, explicou.
Farofa de camarão especial. Foto: Reprodução/Amazon Sat
O prato se tornou um dos carros-chefes da casa e já participou de concursos gastronômicos. Além disso, dependendo da preferência do cliente, também pode ser servido acompanhado de banana, combinação bastante apreciada na culinária amazônica.
Confira a receita da farofa:
Ingredientes
200 g de camarão cinza fresco;
100 g de farinha de ovo;
Alho a gosto;
Cebola a gosto;
Pimentão a gosto;
Pimenta-de-cheiro a gosto;
Coentro a gosto;
Azeite, alho ou manteiga;
Sal a gosto.
Modo de preparo
Aqueça uma panela e adicione um fio de óleo. Refogue o alho até começar a dourar.
Em seguida, acrescente o camarão fresco e mexa até que ele comece a mudar de cor. Quando estiver levemente avermelhado, adicione a cebola, o pimentão, a pimenta-de-cheiro e o sal.
Misture bem e deixe que o camarão libere seu caldo natural, responsável por deixar a farofa úmida e saborosa. Acrescente algumas gotas de limão para realçar os sabores e, logo depois, adicione a farinha de ovo aos poucos, mexendo constantemente.
Quando a mistura estiver homogênea, desligue o fogo e finalize com coentro picado. Se desejar, acrescente também cebolinha ou salsa.
Chef Fran Santos e a farofa de camarão especial no programa Sabores da Amazônia, do Amazon Sat. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Para harmonizar o sabor, a chef indica o uso do ajinomoto, mas quem não gosta não precisa pôr.
“É uma receita fácil, rápida, gostosa, 10 minutos e tá pronta. Viu só como é simples? Agora é só servir essa farofa especial e deixar todo mundo com água na boca”, finalizou a chef.
Cerimônia que beneficiou o Pará contou com a presença de Geraldo Alckmin. Foto: Diego Herculano/ Ministério do Turismo
Em cerimônia com a presença do vice-presidente da República Geraldo Alckmin, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinou no dia 11 de junho, no Palácio do Planalto, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a mineradora Vale para viabilizar um investimento de R$ 2,8 milhões, que tem o objetivo de tornar o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, no interior do Pará, em um importante atrativo turístico.
Localizado entre os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, o projeto visa preparar o parque para receber visitantes e transformar sua riqueza ambiental em um instrumento de desenvolvimento econômico sustentável para a região.
O investimento será custeado integralmente pela empresa, que opera na região um dos maiores polos de mineração de ferro e cobre do mundo.
“Esse projeto do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos é fruto de uma boa parceria entre Ministério do Turismo, a Vale e o ICMBIO, fazendo com que o local possa atrair turistas, gerar emprego e renda, promover a educação ambiental e preservar o meio ambiente”, afirmou Alckmin.
A proposta busca conciliar preservação ambiental e geração de oportunidades econômicas, aproveitando o crescente interesse dos brasileiros por destinos ligados à natureza.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o acordo representa um modelo de desenvolvimento capaz de equilibrar conservação e crescimento econômico.
“Vamos transformar o potencial dessa região, estruturando o uso público do parque com inteligência e responsabilidade. A intenção é que o visitante não apenas faça um passeio, mas compreenda e respeite a riqueza da natureza da região”, afirmou.
O projeto está estruturado em três frentes principais. A primeira prevê ações de planejamento e gestão do uso público, incluindo estudos e diretrizes para a recepção de visitantes. A segunda aposta no turismo de aventura, com destaque para o potencial do turismo em cavernas. Já a terceira frente será dedicada à capacitação e qualificação de profissionais e comunidades locais, buscando inserir a população da região na cadeia produtiva do turismo.
O objetivo é criar as condições técnicas e a infraestrutura necessárias para que o parque possa receber turistas de forma organizada e segura, garantindo a proteção dos recursos naturais e culturais presentes na área.
“O turismo é uma das atividades econômicas mais capazes de transformar paisagens preservadas em oportunidades sustentáveis. Ele demonstra que conservar não significa impedir o desenvolvimento, significa promover um desenvolvimento mais inteligente, mais duradouro e mais inclusivo”, acrescentou Gustavo Feliciano.
A aposta ocorre em um momento de forte expansão do turismo de natureza no país. Em 2025, os parques nacionais brasileiros registraram mais de 11,8 milhões de visitantes, o maior número da série histórica e quase um milhão acima do registrado em 2024, quando 10,9 milhões de pessoas visitaram essas áreas protegidas.
Além dos benefícios ambientais e sociais, os números reforçam o potencial econômico das unidades de conservação. Estudo apresentado pelo Programa Natureza com as Pessoas, desenvolvido pelo ICMBio, em parceria com o Ministério do Turismo, aponta que cada R$ 1 investido nas unidades de conservação federais gera um retorno de R$ 15,60 para a economia. Somente em 2025, os visitantes dessas áreas movimentaram R$ 40,7 bilhões em todo o país.
Com paisagens únicas formadas por campos ferruginosos, cavernas e ecossistemas raros da Amazônia, o parque paraense surge como uma nova alternativa para ampliar a oferta de destinos de natureza no Brasil. A expectativa é que a futura estruturação da unidade atraia visitantes, fortaleça a economia local e consolide a região de Carajás como referência em turismo sustentável.
Sobre o parque
O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos apresenta uma paisagem singular, formada, ao longo de milhões de anos, por processos pretéritos, decorrentes de diversos elementos, tais como clima, relevo, rios e cursos d’água e seus desdobramentos, que resultaram na existência de um tipo raro de ecossistema associado a formações rochosas ricos em ferro.
Foto: Reprodução/EntreParques
Esse ambiente abriga amostras de vegetação de canga ou campos rupestres ferruginosos, com ocorrência de espécies da fauna e flora endêmicas e ameaçadas de extinção, além de ambientes aquáticos e cavernas.
O local possui cerca de 377 cavernas catalogadas, que abrigam uma fauna especializada e registros arqueológicos das primeiras ocupações humanas na região amazônica.
No parque, estima-se a ocorrência de cerca de 943 espécies de vertebrados na região envolvente e interior do complexo da Floresta Nacional de Carajás (mosaico ao qual o parque pertence), excluindo a ictiofauna (peixes).
O Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE) identificou 73 espécies sob risco de extinção, com potencial ocorrência ou já registradas na área do Parque (entre mamíferos, aves, anfíbios e invertebrados terrestres).