Durante o programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, Aldo Rebelo foi enfático em afirmar que o país só irá se desenvolver se a Amazônia foi “desinterditada”. A fala do pré-candidato a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) vem diante de críticas ao modelo do Governo Federal sobre como os recursos naturais são tratados.
Segundo Aldo Rebelo, a região recebe intervenção direta de governos do exterior através de Organizações Não Governamentais (ONG’s) e o país precisa “desinterditar” o espaço para o desenvolvimento do país.
“Portanto, o que eu posso dizer, é que meu diagnóstico sobre Amazônia é que é uma região rica e interditada. E o meu diagnóstico já traz a solução. Precisamos desinterditar a Amazônia e fazer com que a população da Amazônia possa usufruir das riquezas, com responsabilidade ambiental, social. Mas essa Amazônia rica, no solo e no subsolo, mas pobre na sua população, foi uma escolha lamentável que o Estado, que a política no Brasil, terminaram por fazer”, destacou. Assista:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
Balsa com carretas navegando na travessia Belém-Manaus, 21 de novembro de 2009. Foto: Reprodução/Revista Carga Pesada
A Fundação Memória do Transporte (FuMTran) realizará, no dia 27 de maio, durante a 3ª edição da TranspoAmazônia, o pré-lançamento do livro “A História do Transporte da Amazônia”. A obra escrita por Etelvina Garcia, reúne um amplo levantamento histórico sobre a evolução dos transportes na região amazônica, destacando o papel estratégico dos diferentes modais na integração territorial, na circulação de mercadorias e no desenvolvimento econômico da região Norte ao longo das últimas décadas.
A publicação apresenta um estudo aprofundado sobre o processo de desenvolvimento amazônico desde o período colonial português. Compreendida como uma região de dinâmica logística própria, a Amazônia é retratada como um território marcado por desafios operacionais, longas distâncias e condições geográficas que exigiram soluções específicas de mobilidade e abastecimento ao longo do tempo.
Nesse contexto, o transporte surge como um dos principais vetores de estruturação regional, influenciando a formação de rotas comerciais, a conexão entre comunidades e a expansão das atividades econômicas. O modal fluvial ganha protagonismo na obra, com os rios assumindo função central na organização da circulação e no funcionamento logístico da região amazônica.
O livro também aborda a evolução da aviação regional, das conexões rodoviárias e da integração logística construída ao longo das décadas para aproximar comunidades muitas vezes isoladas e viabilizar atividades econômicas em uma das regiões mais complexas do planeta do ponto de vista operacional.
Outro ponto central da obra é o reconhecimento das populações amazônicas, trabalhadores, empresários, operadores logísticos e pioneiros que contribuíram para a construção dos sistemas de transporte e abastecimento da região. Ao longo do conteúdo, a publicação reforça que compreender a história da logística amazônica também significa compreender parte importante da formação econômica e territorial brasileira.
Livro será lançado durante a TranspoAmazônia. Imagem: Divulgação
Livro preserva memórias
Para o presidente da FuMTran, Antonio Luiz Leite, “o livro contribui para preservar não apenas a trajetória dos meios de transporte na região, mas também uma parte essencial da própria formação histórica, econômica e social do Brasil. Registrar essa memória permite compreender como o transporte influenciou a ocupação do território, o desenvolvimento do comércio, os ciclos econômicos e a integração nacional”.
Segundo o dirigente, o livro também busca ampliar a reflexão sobre os desafios logísticos atuais da Amazônia a partir de experiências históricas desenvolvidas na própria região.
“A Amazônia sempre exigiu soluções adaptadas às suas características geográficas, ambientais e sociais. O resgate dessas memórias mostra que muitos desafios atuais já demandaram respostas criativas no passado e que essas experiências continuam relevantes para pensar sistemas logísticos mais eficientes, integrados e adequados à realidade amazônica”, afirma.
A publicação ainda contextualiza a importância histórica da Amazônia para o Brasil desde os primeiros registros de exploração territorial, destacando a presença de povos originários altamente organizados, com amplo conhecimento sobre agricultura, produção têxtil e utilização de ervas medicinais. A obra evidencia como esses saberes e a própria dinâmica de circulação regional influenciaram a construção das rotas logísticas amazônicas ao longo dos séculos.
Para Antonio Luiz Leite, preservar essa memória representa também um compromisso com o futuro do transporte brasileiro. “Refletir sobre o transporte na Amazônia é um exercício de responsabilidade histórica. O livro nasce com o propósito de registrar, analisar e projetar os caminhos logísticos da região, reconhecendo o papel estratégico que a Amazônia ocupa no Brasil e no mundo”, ressalta.
A escolha da TranspoAmazônia para o pré-lançamento da obra também possui significado simbólico. O evento permitirá que a população da região Norte tenha acesso ao conteúdo antes do restante do país, valorizando o protagonismo amazônico na construção da logística nacional. Ao longo dos próximos meses, a entidade também realizará um lançamento oficial em São Paulo.
“Realizar esse pré-lançamento na TranspoAmazônia possui um significado muito importante para a FuMTran, porque estamos apresentando essa obra justamente na região onde essa história foi construída. É uma forma de reconhecer o protagonismo da Amazônia na formação logística do país e valorizar as pessoas que contribuíram para integrar esse território ao desenvolvimento nacional. Nos próximos meses, também teremos um lançamento oficial em São Paulo, acompanhado de um seminário para aprofundar os debates trazidos pelo livro e ampliar a discussão sobre os desafios e a importância estratégica do transporte amazônico para o Brasil”, conclui Antonio Luiz Leite.
Corante alcança diferentes tons de vermelho e garante mais estabilidade. Foto: Igor Alisson/Inova Unicamp
Para melhorar a aparência dos alimentos, que influencia diretamente na decisão de compra do consumidor, a indústria alimentícia recorre frequentemente aos corantes, que ajudam a tornar seus produtos mais atraentes. No entanto, diante do recente interesse da população pela composição dos alimentos e pela procedência dos ingredientes daquilo que consome, a preferência por insumos de origem natural se tornou uma tendência.
Nesse contexto, pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp desenvolveram um corante alimentício obtido a partir do crajiru, planta arbustiva comumente encontrada na floresta amazônica, em combinação com o açaí e a beterraba.
A investigação para a produção do corante teve início em uma conversa entre a equipe coordenada pelo pesquisador Rodney Ferreira Rodrigues, do CPQBA, e o inventor independente Marcos Félix, que trabalhava em parceria com pesquisadores da Unicamp no desenvolvimento complementar de uma tecnologia voltada para a obtenção de extrato clarificado de jambu.
Daquele encontro inicial surgiu o desafio de desenvolver corantes naturais estáveis de coloração vermelha, laranja, rosa ou arroxeada, com potencial de rápida adoção pelo mercado. O crajiru, já conhecido pelos pesquisadores a partir de trabalhos anteriores, foi uma das espécies levantadas.
“A pesquisa teve início com a sugestão de uso da Fridericia chica [nome científico do crajiru], espécie já conhecida pela equipe, apoiada pela divisão de Agrotecnologia, que forneceu material vegetal de qualidade. A ideia foi desenvolvida de forma colaborativa, com a incorporação de outros extratos e a atuação conjunta dos pesquisadores nas etapas de controle analítico e microbiológico, por exemplo, garantindo a qualidade da tecnologia para aplicações alimentícias, cosméticas e têxteis”, diz Rodrigues.
Félix contribuiu com seu conhecimento sobre extratos e corantes obtidos a partir de outras fontes. “Eu já possuía experiência com extratos para outras finalidades e corantes de beterraba e açaí, ambos caracterizados pela coloração vermelha. No entanto, esses extratos isolados não apresentavam o desempenho necessário e demandavam sinergia com outros componentes para se transformarem em corantes viáveis e estáveis”, explica o inventor.
Surgiu, então, a oportunidade de unir esses três extratos em uma composição única, para alcançar um corante com maior desempenho e estabilidade.
Inventor independente Marcos Félix. Foto: Reprodução/Jornal da Unicamp
Atualmente, o mercado conta com dois tipos de corante vermelho: derivados do inseto cochonilha e óxidos (como óxido de ferro), que podem apresentar toxicidade. A partir dessa limitação, o grupo passou a investigar uma alternativa baseada exclusivamente em extratos vegetais.
O estudo adotou a copigmentação como estratégia de estabilização. Como os três extratos – obtidos nos estudos com o crajiru, o açaí e a beterraba – apresentam colorações distintas, sua combinação permite obter diferentes tonalidades de corante, dentro das possibilidades que cada opção oferece.
“Quando alteramos a proporção de beterraba, por exemplo, modificamos o tom final, de forma semelhante a um sistema Pantone [padrão universal de cores utilizado pela indústria]”, esclarece Félix. Na prática, isso permite alcançar tonalidades mais alaranjadas ou avermelhadas, por exemplo.
No processo, os pesquisadores analisaram os compostos orgânicos responsáveis pela coloração para verificar se, ao serem combinados, apresentariam um comportamento diferente quanto à degradação de antocianinas (substâncias que dão a cor). Os resultados indicaram que, quando associados, os compostos mantêm a coloração por mais tempo do que quando utilizados de forma isolada.
O efeito da copigmentação funciona como uma proteção mútua entre as moléculas. “É como uma armadura invisível para o pigmento. Geralmente sem cor, o copigmento se dobra ao redor das moléculas que dão cor, dificultando o acesso dos agentes degradadores e preservando a coloração original”, compara José Cláudio Monteiro Filho, ex-aluno da Unicamp que concluiu o doutorado no CPQBA e participou da invenção da tecnologia.
“Trata-se de um produto natural e disruptivo. Não há atualmente no mercado outro corante totalmente natural com esse espectro de coloração”, afirma.
A concentração necessária para alcançar o efeito desejado é outro aspecto relevante da invenção. Em geral, são exigidas de 100 a 200 vezes mais extratos naturais para se obter a mesma intensidade de um corante sintético. No caso da tecnologia desenvolvida, o poder corante corresponde a cerca de um quarto do sintético. Embora estes sejam mais potentes, a Fridericia chica apresenta alta capacidade de coloração, permitindo resultados expressivos com quantidades relativamente pequenas de extrato.
Os inventores destacam ainda que o crajiru é uma planta brasileira com uso medicinal consolidado. O CPQBA mantém uma coleção de variedades oriundas de diferentes regiões do país, a Coleção de Plantas Medicinais e Aromáticas (CPMA), o que possibilita a seleção de genótipos mais adequados ao cultivo e à produção. A coleta do material vegetal ocorre de forma não destrutiva, sem eliminar ou danificar significativamente o espécime, e segue princípios de sustentabilidade ambiental, contribuindo para a valorização da biodiversidade nacional.
Aplicações diversas do corante
Com potencial de aplicação tanto na indústria alimentícia quanto nos setores cosmético e têxtil, a tecnologia se destaca pela versatilidade do corante natural, cuja tonalidade pode ser ajustada sem comprometer suas propriedades funcionais. Na indústria cosmética, além da preocupação com tonalidade e aparência, cresce o debate sobre o uso de matérias-primas naturais e a adoção de práticas que dispensem testes em animais.
Um dos principais desafios é a obtenção de corantes com boa estabilidade frente a variações de pH, temperatura e incidência de luz, obstáculos que a tecnologia desenvolvida busca superar. Outro diferencial é a atividade antimicrobiana dos extratos, que permite seu uso como conservante natural, em substituição a compostos sintéticos.
Rodney Igor, pesquisador do CPQBA e coordenador do projeto
Além de auxiliar no controle de microrganismos, o ingrediente contribui para a conservação dos produtos, ampliando sua segurança e estabilidade para aplicações industriais.
“Isso é relevante diante do uso indiscriminado de conservantes sintéticos pelas indústrias, prática que pode levar à resistência microbiana. Portanto, a tecnologia também tem esse apelo de saúde pública e sustentabilidade ambiental”, explica Maria Cristina Teixeira Duarte, pesquisadora do CPQBA que participou do desenvolvimento da invenção.
Para chegar ao mercado, a tecnologia precisa ser licenciada por empresas ou instituições interessadas em aplicar processos ambientalmente sustentáveis em suas operações. Quem viabiliza a conexão entre pesquisa e mercado na Universidade é a Agência de Inovação Inova Unicamp, que operacionaliza o processo de transferência de tecnologia.
Reportagem produzida pela equipe de comunicação da Agência de Inovação Inova Unicamp no âmbito de parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da Unicamp, escrito por Isabele Scavassa
Galo-da-serra-andino, uma das espécies consideradas no estudo. Foto: Divulgação/Agência Andina
O Peru possui o território com a maior concentração de corredores naturais que poderiam permitir que milhares de espécies amazônicas se adaptassem aos efeitos das mudanças climáticas, deslocando-se em direção aos Andes, revela um estudo científico. O trabalho foi publicado na revista científica Global Ecology and Conservation e conclui que o território peruano é fundamental para a resiliência climática de várias espécies amazônicas, tendo se tornado um dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta.
Nesse sentido – de acordo com o estudo desenvolvido por cientistas da Amazon Conservation (ACCA), Andes Amazon Fund, Osa Conservation, Climate Corridors, Wake Forest University e Icesi University – a Cordilheira dos Andes se torna o espaço ideal para a subsistência de espécies migratórias da Amazônia.
“O Peru representa a maior oportunidade para conservar os corredores climáticos que são fundamentais para o futuro da Amazônia”, explicou Corine Vriesendorp, diretora da ACCA.
Foto: Reprodução/Agência Andina
O documento alerta que muitas dessas paisagens amazônicas enfrentam ameaças como o desmatamento e a mineração ilegal, entre outras. Apesar disso, ainda existe a oportunidade de protegê-las, expandi-las e restaurá-las antes que percam sua capacidade de conectar ecossistemas e permitir que as espécies se adaptem às mudanças climáticas.
Detalhes do estudo
Esta pesquisa é considerada a primeira análise regional sobre conectividade ecológica e adaptação climática realizada em toda a Bacia Amazônica.
Mais de 6,7 milhões de quilômetros quadrados da floresta amazônica foram analisados para identificar as rotas que permitiriam às espécies se deslocarem para refúgios climáticos nas terras altas, diante da crescente crise climática.
Foto: Reprodução/Agência Andina
Os resultados mostram que a Amazônia ocidental (que inclui o leste do Peru) concentra as rotas mais importantes para a adaptação dessas espécies devido à sua proximidade com a Cordilheira dos Andes e aos seus acentuados gradientes altitudinais.
Nesse contexto, os pesquisadores identificaram mais de 2.200 rotas potenciais de conectividade ecológica entre áreas protegidas da Amazônia e refúgios de altitude, além de 10 corredores prioritários ainda não protegidos, a maioria deles localizados no Peru.
Corine Vriesendorp observou que a ACCA administra as estações biológicas de Wayqecha, Manu e Los Amigos, localizadas ao longo de um gradiente altitudinal dentro de um dos corredores climáticos do sudeste do Peru.
“No sudeste do Peru, temos um laboratório extraordinário para estudos. A montanha nevada mais próxima fica a apenas 100 quilômetros de distância, e temos todo um gradiente altitudinal para entender o que realmente está acontecendo e como as espécies estão se deslocando”, explicou Vriesendorp sobre a estação biológica Los Amigos, em Madre de Dios.
Em resposta aos questionamento do jornalista Welliton Lopes no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, sobre quais são as propostas do pré-candidato Aldo Rebelo a presidência da República, pelo Democracia Cristã (DC), em relação a Amazônia Legal, o político afirmou que há uma lacuna entre riqueza e pobreza quando se trata do potencial da região para a economia do Brasil.
Para Aldo Rebelo, a solução para acabar com a pobreza das pessoas da região está justamente na atitude de permitir que a própria população explore algumas riquezas que existem em seu território.
“Se você for examinar onde está a riqueza do Brasil, ela está principalmente na Amazônia. Quando o mundo precisa de segurança alimentar, a Amazônia tem a maior fronteira para a agropecuária do mundo. Quando o mundo precisa de segurança mineral, minério estratégico e terras raras, a Amazônia é a maior fronteira mineral do mundo. Se você perguntar onde está o Potássio do Brasil, está na Amazônia. Onde está o cobre? Na Amazônia. […] O ouro? O ferro brasileiro? Ou seja, como essa região tão rica tem os maiores índices de pobreza?”, questionou Aldo Rebelo.
“Não se pode aceitar uma situação dessa na região”, diz Aldo Rebelo
Para o pré-candidato à presidência, não se pode aceitar a situação em que, afirma ele, a Amazônia se encontra atualmente.
“Os piores indicadores sociais de mortalidade infantil estão na Amazônia. Onde estão os maiores índices de analfabetismo? Na Amazônia. Maiores índices de doenças infecciosas? Na Amazônia. De saneamento básico, de falta de luz elétrica, de água tratada por domicílio, onde está? Na Amazônia. Então não se pode aceitar uma situação dessa na região que é a mais rica do país, que tem a maior fronteira de biodiversidade do mundo”, alega. Confira:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
A terceira edição do Amazon On será realizada nos dias 5 e 6 de agosto no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM). O evento reunirá autoridades federais, órgãos reguladores, especialistas internacionais e representantes dos setores elétrico e de tecnologia para discutir infraestrutura, inclusão digital e soluções sustentáveis para a região.
A programação técnica deste ano terá como foco quatro painéis principais:
“O binômio energia e conectividade é a chave para o desenvolvimento da Amazônia” debaterá sobre a expansão integrada da infraestrutura energética e digital como vetor de oportunidades econômicas.
“Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações” terá como foco a construção de mecanismos de incentivo e políticas públicas para reduzir a desigualdade digital em áreas remotas.
“Estratégia para expansão da conectividade digital na Amazônia Legal Brasileira” terá discussões voltadas para a ampliação da infraestrutura de rede e o fortalecimento da cooperação internacional com outros países amazônicos.
“Transição energética na Amazônia: descarbonização, projeto Energias da Floresta e outros cases”, haverá a apresentação de projetos voltados à modernização da matriz energética regional e à redução de emissões de carbono.
O evento contará com espaço voltado para o relacionamento entre empresas e investidores. As inscrições para o fórum estão abertas, são gratuitas e podem ser realizadas por meio do site oficial do evento: amazonon.com.br.
O pré-candidato a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, criticou a forma como o Governo Federal trata os recursos naturais presentes na Amazônia Legal. A crítica foi durante conversa no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, quando Rebelo foi questionado pelo jornalista Welliton Lopes sobre como poderia gerenciar esses recursos, caso eleito.
Aldo Rebelo também destacou que a Amazônia precisar ter sua soberania garantida pelo Governo Federal, já que, na sua opinião, a região é intocável por influências e interesses de países exteriores.
“A Amazônica é uma região rica e interditada. Rica e bloqueada de se desenvolver. Nós fizemos a independência do Brasil e, portanto, da Amazônia, em 1822, mas o Brasil, e principalmente a Amazônia, permanece como uma área ocupada por interesses internacionais, representado por organizações não governamentais”, opinou o político.
Foto: Reprodução/Amazon Sat
Amazônia precisa ser desinterditada, segundo Aldo Rebelo
Para Aldo Rebelo, o Governo Federal precisar agir contra essas interdições e fazer com que a própria população da Amazônia possa gerar riquezas com os recursos naturais.
“Precisamos desinterditar a Amazônia, fazer com que a população da Amazônia possa usufruir das riquezas”, defendeu Aldo Rebelo. Assista:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
O pré-candidato a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, nas Eleições 2026, falou em entrevista ao jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, que dividir o país entre ideologias de esquerda e direita “desorienta” o país.
Aldo Rebelo, que se diz um pré-candidato nacionalista, falou que os problemas do Brasil são iguais para todos e propôs que a solução tenha um olhar de igualdade.
“Eu acho que dividir o país entre esquerda e direita só desorienta o Brasil. Os problemas quando se apresentam não trazem uma ideologia. Problemas da segurança pública, os desafios da Amazônia, os desafios do Brasil não tem cores ideológicas. Os problemas são iguais para todo mundo. E eu defendo que a solução também tenha esse traço de igualdade para todos”, afirmou o entrevistado.
Aldo Rebelo também fez questões de afirmar que se distanciou do governo do PT, do qual já participou como ministro, em função de sua concepção como nacionalista. Confira:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
Projeto ‘Ciência do Clima Lá em Casa’ é uma iniciativa do INPE, da Itaipu Parquetec e da Itaipu Binacional. Foto: Kiko Sierich
Em meio aos debates globais sobre mudanças climáticas, um projeto brasileiro tem aproximado ciência, educação e comunidade de forma prática e acessível. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pela Itaipu Parquetec e pela Itaipu Binacional, o projeto ‘Ciência do Clima Lá em Casa‘ conectou estudantes, professores e famílias de Foz do Iguaçu (PR) e Belém (PA) em atividades voltadas à educação climática e à conscientização ambiental.
A iniciativa integra o Convênio Educação Ambiental, Ciência e Sustentabilidade III e aposta na divulgação científica como ferramenta para aproximar temas complexos, como clima, biodiversidade e monitoramento ambiental, da realidade das comunidades escolares.
Ao longo do projeto, cerca de 300 estudantes e 10 professores bolsistas participaram de atividades práticas e formativas envolvendo monitoramento climático, produção audiovisual, gamificação e intercâmbio científico entre as duas cidades.
Entre as entregas da iniciativa está a implantação de estações meteorológicas digitais em 10 escolas públicas, além do desenvolvimento de um site e de um aplicativo para acompanhamento de dados climáticos em tempo real. As ações também incluíram formações conduzidas por pesquisadores do INPE e da Universidade de São Paulo (USP), fortalecendo a conexão entre ciência, educação pública e tecnologia.
Projeto une educação ambiental e social. Foto: Reprodução/’Minidoc: Ciência do Clima Lá em Casa’
Educação inovadora
Outro destaque foi a criação de uma rede colaborativa de observação climática, com pluviômetros instalados nas residências dos estudantes. A proposta levou o monitoramento das chuvas para dentro das casas e incentivou a participação das famílias nas atividades do projeto.
Com foco em metodologias inovadoras de ensino, os estudantes também participaram da trilha gamificada “A Jornada do Agente do Clima”, que propôs desafios relacionados à sustentabilidade e à ciência do clima. Entre as atividades estavam a construção de pluviômetros com materiais recicláveis, a produção de boletins meteorológicos em vídeo, a criação de podcasts e o registro diário de dados ambientais.
Além do impacto educacional, o projeto promoveu a troca de experiências entre diferentes territórios brasileiros, aproximando a Amazônia e a região trinacional de Foz do Iguaçu em torno de um debate comum sobre sustentabilidade e mudanças climáticas. Os estudantes com melhor desempenho participarão de um intercâmbio científico entre as duas cidades.
O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente aos relacionados à educação de qualidade, ação climática, água potável e saneamento, vida terrestre e fortalecimento de parcerias.
Minidocumentário reúne relatos de estudantes e pesquisadores
O minidocumentário ‘Ciência do Clima Lá em Casa’ foi lançado no dia 18 de maio como parte das ações do projeto. A produção reúne relatos de estudantes, professores e pesquisadores envolvidos na iniciativa e apresenta experiências vividas ao longo das atividades desenvolvidas em Foz do Iguaçu e Belém.
A proposta do documentário é mostrar como a divulgação científica pode contribuir para ampliar o entendimento da população sobre os impactos das mudanças climáticas e incentivar mudanças de comportamento a partir da educação e da participação comunitária. Assista:
Salto de paraquedas em Manaus registrado em 2020. Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip
Por Gildo Júnior, com a colaboração de Raissa Farah
O Amazonas é um estado muito rico e coberto quase na sua totalidade pela Floresta Amazônica. Nós temos a noção de que estamos na floresta, porém quando viajamos de avião indo ou voltando de Manaus, é comum observar pela janela e ainda assim se surpreender com a imensidão da floresta e também dos rios.
E como seria observar esta região das alturas, porém com um pouquinho de adrenalina? Gildo Júnior convidou Raissa Farah ‘Aventureira’ para contar como foi começar 2020 nas alturas, antes da pandemia de Covid-19, saltando de paraquedas em Manaus. Confira o relato:
Da esquerda para direita: Gustavo, Willan, Marcell, Caio, Jaime, Alisson, Samilas, Tasselo e Raissa. Foto: Raissa Farah
A vontade
Saltar de paraquedas sempre foi um sonho, porém confesso que sempre arranjei desculpas para não o fazer, na verdade, acho que era medo mesmo. Em 2017 eu tive a oportunidade de saltar em Boituva (SP), porém precisava fazer isso na minha terra, contemplando as belezas da minha região.
No aeroclube do Amazonas é possível saltar de paraquedas. Foto: Skydive Amazonas
Então, veio a ideia de fazer deste ano, um ano diferente, cheio de aventuras e mais quebras de medos. Pensando nisso, lancei no meu ig @raissaventureira o desafio #VaiRaissa e convidei/desafiei a todos que tinham esse sonho de saltar, mas que sempre arranjavam desculpas, a embarcarem nessa comigo.
A preparação
Preparando para o salto de paraquedas. Foto: Raissa Farah
No dia 5 de Janeiro de 2020 às 8h eu já estava no Aeroclube do Amazonas – Setor de Paraquedismo, no box da Skydive Amazonas. Um pouco de nervosismo, mas a empolgação de realizar um sonho era maior.
Então chega aquele momento em que você coloca o macacão paraquedista, fica se sentindo uma profissional das alturas e começa a receber algumas orientações do seu instrutor.
Vista Panorâmica da Região. Foto: Raissa Farah
Avião pronto. Hora de entrar nele e começar de verdade essa aventura!
Dentro do avião. Foto: bora de trip
O salto
A surpresa desse passeio é que, além de você saltar de paraquedas, também ganha um passeio panorâmico incrível sobre a cidade de Manaus.
Vamos nos aproximando para a porta do avião e ficamos lá até o instrutor conferir se a altitude está ideal e também aguardando a autorização do piloto. Tudo conferido, hora de se jogar!
Estar ali, prestes a se jogar na imensidão do universo, me trouxe uma incrível sensação de liberdade e vitalidade. Você olha pra baixo e observa a cidade toda pequeninha, e então percebe o quanto o mundo é grande e que ainda tem muita coisa para conhecer.
A sensação
Saltar de Paraquedas aparentemente parece ser assustador, mas não é. Pergunte a 100 pessoas que saltaram qual a sensação e se elas fariam de novo. Tenho a certeza de que pelo menos 99 delas irão dizer que é incrível e que voltariam a saltar um milhão de vezes. Espero que este texto tenha te encorajado a buscar enfrentar seus medos e correr atrás dos seus sonhos.
Apreciando a maravilhosa vista. Foto: Skydive Amazonas
Para finalizar, deixo para vocês a seguinte frase, da série Gossip Girl: “As vezes é preciso se aventurar fora do seu mundo para se encontrar”.
Mais informações
Fiz essa salto no início deste ano (2020) com a empresa Skydive Amazonas (@skydiveamazonas) e custou R$ 600,00 incluso instrutor (valor referente à época), equipamento, foto e vídeo não editados.
Quer saber mais sobre essa experiência? Entra no meu perfil no Instagram @raissaventureira. Lá tem o vídeo incrível do salto!
Sobre o autor
Gildo Júnior é fotógrafo, videomaker, aventureiro e colecionador de roteiros no Bora de Trip e colunista no Portal Amazônia. Para o servidor público federal, “o mundo é imenso, repleto de lugares para conhecer, de coisas para fazer, de culturas para admirar, comidas para provar e pessoas para conhecer”.