Rio Negro chega a 27,52 metros em Manaus e atinge cota de inundação

Em medição realizada no Porto de Manaus, subida do Rio Negro superou marca estabelecida pelo SGB como risco de inundação, que é de 27,50 metros.

Medição do Rio Negro é feito pelo Serviço Geológico do Brasil no Porto de Manaus. Foto: Matheus Castro/Acervo Rede Amazônica AM

O Rio Negro atingiu a cota de inundação na capital amazonense. Nesta quinta-feira, 21 de maio, a medição realizada pelo Porto de Manaus chegou em 27,52 metros, dados que ultrapassam o estabelecido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), 27,50 metros como de inundação.

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Mesmo assim, de acordo com o SGB, a elevação segue gradualmente, mas em tendência padrão para o período de cheia na região. O serviço também reforça a contribuição das chuvas contínuas para a enchente na bacia do Rio Amazonas de forma sazonal, refletindo subida nos principais rios.

O último boletim do órgão aponta que trechos da calha do Purus e do Rio Negro também continuam a subir. Somente a bacia do Rio Madeira deve apresentar estabilização dentro de alguns dias. Os meses de junho e julho representam o pico da elevação.

Em Manaus, o impacto deve chegar ao centro histórico nas proximidades do mercado municipal Adolpho Lisboa, a Manaus Moderna, onde se localizam tradicionais feiras da cidade, como a da banana.

Leia também: Portal Amazônia responde: como funcionam os processos de enchente e vazante dos rios?

Cheia do rio negro
Cheias severas do Rio Negro afeta as principais avenidas do Centro Histórico de Manaus. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

As 5 maiores cheias do Rio Negro na história

A cheia mais severa registrada na cidade ocorreu em 16 de junho de 2021, quando o Rio Negro atingiu o pico histórico de 30,02 metros. Esse recorde superou a enchente anterior, que havia alcançado 29,97 metros no ano de 2012.

Em 2009, o rio atingiu 29,77 metros, a terceira maior marca, num processo de cheia que durou 244 dias. Já quarta maior cheia da história foi registrada em 2022, quando o rio negro atingiu 29,75 metros. Pulando para o século XIX, em 1953, a cheia do Rio Negro foi de 29,69 metros, a quinta da história, num período de 221 dias.

Leia também: O que leva à cheia do rio Negro e como ela afeta a vida dos manauaras

Mesmo assim, o manauara se prepara para a construção das marombas, as famosas pontes de madeira que permitem a circulação pelas áreas de comércio intenso.

Outro fator interessante é que a cheia severa é registrada após dois intensos períodos de estiagem no Amazonas.

*Com informações da Agência Brasil

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