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Onça-pintada e peixe-boi têm genomas mapeados em alta qualidade, anuncia GBB

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Onça-pintada. Foto: Adriano Gambarini

A onça-pintada e o peixe-boi-da-amazônia estão entre 23 espécies brasileiras que tiveram os genomas totalmente mapeados e com alta qualidade. O anúncio dos primeiros resultados de dois anos do Consórcio Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), foi feito nesta terça-feira (27). O projeto é fruto de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Tecnológico Vale (ITV).

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O genoma é como se fosse a imagem na caixa de um quebra-cabeça. E os genes fossem as peças. Sem a imagem de referência, é muito mais difícil de fazer montagem. Com o genoma referencial é a mesma ideia, ele facilita o sequenciamento de indivíduos da mesma espécie ou de similares. No total, o Consórcio sequenciou 743 genomas de 413 espécies.

O projeto aplica ferramentas modernas para desvendar a genética de espécies ameaçadas, exóticas e aquelas com potencial bioeconômico.

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A coordenadora do GBB, Amely Martins, afirma que conhecer o genoma ajuda a entender como as espécies lidam com desafios como perda de área natural e mudanças climáticas.

“Quanto maior a diversidade genética de uma espécie, potencialmente ela tem um arcabouço melhor pra lidar com seleção natural, que tá aí batendo na porta e que vai pressionar as espécies. Então, quanto maior a diversidade genética,  mais facilidade, talvez, ela tenha de lidar e se adaptar a essas mudanças no meio ambiente”.

O diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino, disse que a iniciativa vai reforçar as ações de proteção das espécies do país.

“Por exemplo, para avaliar o risco de extinção da espécie, a gente usa muito a perda de habitat, a fragmentação, o isolamento de populações. São uns dos critérios principais, os mais usados, que a maior parte das espécies cabem nesses critérios e a gente vai ter muito mais acurácia pra poder afirmar que a população está isolada e uma espécie está ameaçada”.

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O Consórcio Genômica da Biodiversidade Brasileira tem 114 projetos em andamento. A meta é produzir genomas de referência para 80 espécies.

Os resultados inéditos desses primeiros anos do projeto, iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV DS), estão sendo apresentados até o dia 28 de maio, na sede do ICMBio, em Brasília (DF). O encontro conta com representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV DS). 

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*Com informações da Rádio Agência Nacional e ICMBio

Nova espécie de peixe-elétrico é registrada no Amazonas: Microsternarchus javieri

Nova espécie de peixe-elétrico: Microsternarchus javieri n. sp. Foto: Reprodução/Acta Amazonica

Uma nova espécie de hipopomídeo, Microsternarchus javieri n. sp. , foi encontrada em riachos de savana inundados do Rio Branco e em riachos de terra firme nas porções média e baixa da bacia do Rio Negro, no Amazonas. Um hipopomídeo faz parte família de peixes da ordem Gymnotiformes, popularmente conhecidos como peixes-faca, tuviras, sarapós, ituís e poraquês (os peixes-elétricos).

Os dados foram publicados no Volume 55 da revista científica Acta Amazonica, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

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A família de peixes elétricos Hypopomidae (hipopomídeo) é um grupo monofilético com seis gêneros: Akawaio, Brachyhypopomus, Hypopomus, Procerusternarchus, Racenisia e Microsternarchus.

De acordo com o resumo do estudo ‘Microsternarchus javieri, nova espécie de peixe elétrico (Gymnotiformes: Hypopomidae, Microsternarchini) da bacia do Rio Negro, Amazonas, Brasil‘, foi realizada uma comparação da nova espécie com Microsternarchus bilineatus do Rio San Bartolo, Venezuela, e Microsternarchus brevis da porção superior do Rio Negro.

“Descrevemos uma das linhagens indicadas por Maia e Alves Gomes (2012) – linhagem C, das serras média e baixa do Rio Negro – como uma nova espécie, comparando suas características morfométricas, caracteres anatômicos, sequências genéticas e parâmetros de descarga de órgãos elétricos (EOD) com aqueles de seus congêneres M. bilineatus e M. brevis”, informam os pesquisadores.

Distribuição geográfica de espécimes de Microsternarchus javieri n. sp. em 47 pontos de coleta (círculos e triângulos) ao longo de riachos de terra firme da bacia do rio Branco, estado de Roraima, e da bacia do rio Negro, estado do Amazonas, no Brasil. Localidade-tipo indicada em vermelho. Os círculos brancos referem-se aos 15 pontos de localização dos espécimes incluídos na análise morfológica. O detalhe (retângulo vermelho) mostra uma vista mais próxima do Arquipélago de Anavilhanas. Imagem: Reprodução/Acta Amazonica

Para isso, foram examinados: morfometria, caracteres anatômicos, distâncias de código de barras de DNA para o gene COI (subunidade I da citocromo C oxidase) e parâmetros de descarga elétrica de órgãos (EOD).

Desta forma, afirmam os pesquisadores na publicação, “a descrição de M. javieri n. sp. aumenta para cinco o número de espécies no gênero”. “Diagnosticamos M. javieri n. sp. com base na variação da altura máxima do corpo, diâmetro do olho, número de vértebras caudais, número de raios da nadadeira anal e formato da maxila”, detalham.

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De acordo com o estudo, M. javieri n. sp. foi coletado em riachos de terra firme na bacia do rio Negro até o município de Santa Isabel (AM) e em savanas de escudo inundado na bacia do rio Branco (RR): “esses peixes habitam riachos bem oxigenados com correntes lentas e, portanto, não estão presentes no canal principal do rio. Durante o dia, quando em repouso, eles têm uma preferência de microhabitat por áreas rasas na estação seca, com grande abundância de folhas mortas, raízes abundantes, serapilheira, cobertura vegetal e raízes emaranhadas”.

Detalhamento do peixe-elétrico. Foto: Reprodução/Acta Amazonica

O nome ‘javieri‘ foi dado em homenagem ao pesquisador Javier Maldonado Ocampo, “cuja pesquisa sobre gimnotiformes, sistemática e conservação contribuiu significativamente para a nossa compreensão da ictiofauna neotropical”, explicam os autores do estudo.

Com nossa descrição aqui, o gênero Microsternarchus passa a compreender cinco espécies:

  • M. bilineatus (Fernández-Yépez, 1968),
  • M. brevis (Cox Fernandes, Nogueira, Williston, Alves-Gomes, 2015)
  • M. longicaudatus (Sousa, Wosiacki, Muriel-Cunha, Prudente, Sousa, Peixoto, 2024),
  • M. schonmanni (Cox Fernandes, Keeffe, Escamilla Pinilla, 2024),
  • M. javieri (Cox Fernandes, Escamilla Pinilla, Alves-Gomes, 2025).

Confira o artigo completo (em inglês):

Prefeitura de Boa Vista libera 400 toneladas de insumos para produtores da agricultura familiar

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Sulamita Moreira retirou fósforo, NPK, ureia e cloreto de potássio liberados pela prefeitura. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Calcário, fósforo, NPK, ureia, cloreto de potássio e sementes estão entre os insumos liberados pela Prefeitura de Boa Vista a produtores rurais inscritos no Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA), para a safra de inverno 2025. A retirada de 400 toneladas de produtos tem ocorrido no Centro de Difusão Tecnológica (CDT), localizado na região do Bom Intento, zona rural do município.

Saiba mais: Conheça o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio

Com o planejamento da gestão municipal, a agricultura familiar recebe os insumos no período correto para execução do plantio dentro do calendário agrícola, respeitando as condições climáticas da região. De acordo com o prefeito Arthur Henrique, as ações fortalecem a economia local e gera empregos, ao mesmo tempo em que contribui para a redução de desigualdades no campo.

“Incentivamos práticas agrícolas modernas e produtivas, ampliando a capacidade de produção e abastecimento às famílias produtoras. Nosso compromisso é fortalecer a agricultura familiar, oferecendo incentivos como disponibilização de insumos, máquinas, implementos e assistências técnica especializada, garantindo o desenvolvimento sustentável e valorizando o trabalho no campo”, disse.

Apoio a agricultura familiar

Hoje, o PMDA atende 1.615 famílias agricultoras na capital. Ao longo dos anos, a Prefeitura de Boa Vista trabalha para humanizar o trabalho no campo e garantir segurança alimentar à população. A produtora Sulamita Moreira está há 7 anos na região do Projeto de Assentamento Nova Amazônia, zona rural da capital. Ela retirou fósforo, NPK, ureia e cloreto de potássio para seguir com o cultivo.

Prefeitura de Boa Vista
A retirada de 400 toneladas de produtos tem ocorrido no Centro de Difusão Tecnológica, localizado na região do Bom Intento. Foto: Diane Sampaio/PMBV

“Produzo batata-doce, macaxeira, feijão, milho e melancia na minha propriedade. Sem o PMDA, eu não conseguiria produzir todas as culturas que trabalho. A Prefeitura de Boa Vista está sempre com a gente, seja na correção do solo, no plantio ou na colheita, com máquinas para agilizar todo o processo de produção”, contou.

Prefeitura de Boa Vista
Os insumos são liberados pela Prefeitura de Boa Vista a produtores rurais inscritos no Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA). Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Leia também: Boa Vista Junina 2025 – Arquibancadas montadas na praça Fábio Paracat terão capacidade para receber mais de 5 mil pessoas

Incentivos agrícolas

Agricultores fazem a retirada de insumos com subsídio de 50% do valor total. Ao longo do processo, tudo que o produtor paga até a data de vencimento é disponibilizado um desconto de 50% do montante. Os beneficiários dispõem ainda de prazo de carência com tempo para plantar, colher e vender. Assim, com o resultado da produção, as famílias pagam os insumos recebidos.

Atuando em seis frentes de trabalho ao mesmo tempo, as equipes da Secretaria Municipal de Agricultura estarão finalizando na próxima semana o plantio de aproximadamente 1.200 hectares de soja e milho, atendendo 280 famílias e distribuição de 510 toneladas de insumos para a agricultura familiar e indígena.

Lauro Sodré, o ex-governador paraense que entrou para o livro dos heróis e heroínas da pátria

Lauro Sodré (1916). Foto: Reprodução/Arquivo Nacional

Nascido em Belém (PA), no dia 17 de outubro de 1858, Lauro Nina Sodré e Silva iniciou sua trajetória nos bancos do Liceu Paraense, seguindo depois para a Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Foi nesse ambiente que abraçou as ideias republicanas e positivistas, influenciado por correntes intelectuais que se opunham à monarquia, o que o levou a entrar no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria em 2024.

Em 1878, ainda jovem, fundou um clube republicano secreto, tornando-se uma das vozes mais ativas na campanha pela República no Pará. Dois anos antes da Proclamação, redigiu um manifesto que defendia abertamente o fim da monarquia.

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Com a queda do regime imperial em 1889, Lauro Sodré foi nomeado oficial de gabinete de Benjamin Constant, um dos líderes do movimento republicano. Logo depois, foi eleito deputado constituinte em 1890 e, no ano seguinte, se tornou o primeiro governador constitucional do Pará, um cargo que exerceu com firmeza, especialmente durante o conturbado episódio do golpe de Deodoro da Fonseca, que posicionou contra.

Governante

Lauro Sodré governou o Pará de 1891 a 1897, período em que promoveu reformas administrativas e defendeu os princípios da República. Após sua gestão, foi eleito senador e, em 1898, disputou a presidência da República, sendo derrotado por Campos Sales em uma eleição marcada pela influência das oligarquias.

Figura polêmica e combativa, participou da Revolta da Vacina, em 1904, quando foi preso por se posicionar contra medidas autoritárias do governo federal. Anistiado, voltou à cena política, retornando ao Senado em 1912 e governando novamente o Pará de 1917 a 1921.

Além da política, Lauro Sodré teve forte atuação na maçonaria, ocupando o posto de grão-mestre do Grande Oriente do Brasil em diversos mandatos.

Com o advento da Revolução de 1930, que encerrou a chamada Primeira República, Lauro Sodré se retirou da vida pública, vindo a falecer no Rio de Janeiro, em 16 de junho de 1944.

Palácio Lauro Sodré, que abriga o Museu do Estado do Pará, é uma relíquia do patrimônio arquitetônico. Foto: Reprodução/Agência Pará

Legado

Em Belém, sua memória está eternizada no monumento localizado na Praça Floriano Peixoto, no bairro de São Brás. A obra foi inaugurada em 10 de junho de 1959, por iniciativa do então governador Magalhães Barata, para celebrar o centenário de nascimento de Lauro Sodré.

Outro icônico local que leva o nome dele é o Palácio Lauro Sodré, que abriga o Museu do Estado do Pará, é uma relíquia do patrimônio arquitetônico. Concebido com características neoclássicas, a estrutura teve sua edificação concluída em 1772, assinada pelo arquiteto régio Antonio José Landi, para abrigar a residência oficial do governador/presidente da Província.

Leia também: 3 curiosidades sobre a Praça da República, em Belém

Em meados do século XIX, a partir de ampla reforma, passou por mudanças internas significativas. Entre 1971 e 1973, uma restauração recuperou algumas das características modificadas em períodos anteriores, como a capela, de onde saiu o primeiro Círio de Nazaré, em 1793.

No Amazonas, existe ainda a Terra Indígena Lauro Sodré, habitada pela etnia Ticuna. De acordo com dados do Instituto Socioambiental, são cerca de 1150 habitantes na área, localizada na faixa de fronteira entre o Brasil (pelo Amazonas) e o Peru.

Por fim, Sodré também recebeu uma das maiores honrarias do país. No dia 12 de janeiro de 2024, foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 14.805, que inscreveu seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. A sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu oficialmente o legado do político, militar e líder republicano para a construção da República e da democracia no Brasil.

*Com informações da Agência Senado, Agência Pará e Planalto

Indígenas de Roraima mantêm tradição na produção artesanal de farinha e vendem até para a Guiana

Produção artesanal de farinha na comunidade Cumaru, Terra Indígena Manoá Pium, na região Serra da Lua, em Bonfim, em Roraima. Foto: Carlos Barroco/Rede Amazônica RR

Na Terra Indígena Manoá Pium, na região Serra da Lua, em Bonfim, ao Norte de Roraima, a produção artesanal de farinha movimenta a economia local e preserva a tradição da comunidade indígena Cumaru. Com cerca de 360 moradores, a maioria do povo Macuxi, a atividade faz parte da rotina de praticamente todas as famílias.

A farinha produzida em Cumaru é a farinha amarela, que tem uma textura mais grossa, crocante e granulada, diferente da farinha fina usada, por exemplo, no Sul e Sudeste do país. Geralmente, é consumida como acompanhamento de pratos à base de peixe e carnes. Também serve de base para preparos tradicionais, como a paçoca de carne seca.

Leia também: Farinha d’água ou Farinha ovinha? Conheça as diferenças das farinhas de mandioca

Além disso, a produção na comunidade não é apenas para consumo próprio das famílias. Parte da produção é vendida na sede de Bonfim e também exportada para a Guiana, país que faz fronteira com o Brasil na mesma região, segundo o primeiro tuxaua de Cumaru, Valdiney Souza.

Semanalmente, a comunidade comercializa, em média, 10 sacas de farinha para a Guiana. Cada saca tem o equivalente a quatro latas de 20 litros. Cada lata é vendida por R$ 200, o que representa um faturamento de R$ 800 por saca. No total, a venda gera aproximadamente R$ 8 mil por semana para a comunidade.

“Alguns vem de lá [Guiana] para cá fazer a compra. O pessoal vem de lá comprar e muitas vezes encomenda e o pessoal daqui leva para vender lá [na Guiana]. Nem todos tem roça, tem a mandioca para fazer farinha. Mas, assim mesmo fazemos, vendemos e ajudamos, damos colaboração para algumas famílias também internamente”, explicou.

A farinha produzida artesanalmente em Cumaru alcança também outros municípios de Roraima. O objetivo dos indígenas é criar uma marca e profissionalizar a venda, mas sem perder a essência e tradição.

“Temos este pensamento de ver essas marcas, de buscar parcerias com outras organizações, na parte da nossa agricultura familiar. É dessa forma que vivemos na nossa comunidade indígena aqui”, reforçou Valdiney.

Leia também: Descubra como é feita a farinha d’água, típica da Amazônia

Trabalho coletivo no dia a dia

Em Cumaru, o trabalho na roça começa cedo, ainda nas primeiras horas do dia. É lá que o segundo tuxaua da comunidade, Valdemar Laurentino, segue diariamente, acompanhado de outros moradores, para colher a matéria-prima da farinha amarela: a mandioca.

“É o dia a dia das pessoas: trabalhar na roça, arrancando, cultivando a mandioca pra fazer a farinha”, resume a liderança.

No cultivo, a tradição é cortar o caule da mandioca, chamada de maniva pelos indígenas, para que possa ser aproveitada no plantio de roças na própria comunidade. O trabalho é manual e segue os ensinamentos acestrais passados de geração em geração.

O adolescente Rivanderson Aniceto, de 13 anos, filho mais velho do tuxaua Valdemar, acompanha o pai na colheita desde pequeno.

“Ele pede para cortar, limpar a mandioca, colocar dentro do saco, carregar. Minha família… todos ajudam. É uma tradição. Meu pai me explica que o pai dele também explicou a ele. É tradição”, disse o garoto.

Colheita de mandioca para fazer farinha na Terra Indígena Manoá Pium, em Roraima. Foto: Carlos Barroco/Rede Amazônica RR

Valdemar explica que além de ser fonte de renda, o trabalho de plantio e colheita da mandioca para fazer farinha é também uma forma de ensinar os mais jovens sobre a importância do trabalho indígena no campo e de se manter a tradição do povo Macuxi.

“Eu, como tuxaua, dou o exemplo para o meu filho. Sempre a gente vai para roça arrancar mandioca. Às vezes vai roçar, às vezes, capinar. Quando o manival tá limpo, temos o ensinamento dos nossos jovens. É nossa cultura. Vai passando de pai pra filho. Nós, como povos indígenas, vamos passando para o filho”, explicou.

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Barracão da farinha tradicional

Depois de colher as raízes de mandioca, os moradores levam até o barracão da comunidade, onde a farinha é produzida. O espaço tem uma estrutura tradicional: telhado de palha, panelões para a torra e equipamentos feitos de madeira, montados pelos próprios indígenas.

Nessa etapa, toda a comunidade se envolve. As mandiocas são descascadas, raspadas, prensadas e, depois, a massa seca vai para a torra, onde se transforma na farinha.

Plantio de mandioca para produção de farinha. Foto: Carlos Barroco/Rede Amazônica RR

Dona Luzia Trindade, de 80 anos, trabalha na raspagem. Ela aprendeu a técnica com o pais quando ainda era criança. “Desde os 7 anos trabalho com mandioca”, conta. Ela já não faz mais os trabalhos mais pesados, mas conhece todos os segredos de como deixar a mandioca no ponto certo.

“É muito trabalho a gente tirar essa mandioca”, explicou. Durante o processo para fazer a farinha, também é extraído o tucupi, um líquido amarelo usado tanto na culinária como na medicina tradicional.

“Tanto serve para remédio, como para alimento. Tem pessoas que usam no frango, temperam o frango para assar, na carne, também”, explica Isaac Aniceto, morador da comunidade.

O processo de produção da farinha ultrapassou gerações na comunidade. Desde a raspagem, a peneira, a prensa até a torra, tudo é feito de forma artesanal. Além de manter a tradição, a atividade é atualmente a principal fonte de renda das famílias da região.

Leia também: Portal Amazônia: qual a validade da farinha?

Apoio técnico do Sebrae

O trabalho dos indígenas da comunidade Cumaru recebe apoio técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio do projeto de agricultura familiar, que oferece consultoria e orientação de mercado para pequenos produtores, como os indígenas da região.

“O acompanhamento é para que eles tenham uma maior produtividade e que os produtos deles tenham uma qualidade melhor. Então, com um profissional acompanhando eles através dos projetos, faz com que tenham maior sucesso”, avalia o gestor do projeto da agricultura familiar do Sebrae, Helmes Dias.

O projeto de agricultura familiar do Sebrae oferece consultoria técnica para ajudar na profissionalização e formalização dos produtores rurais. Atualmente, atende cerca de 120 produtores em diferentes municípios de Roraima.

*Por Carlos Barroco e Rânia Barros, da Rede Amazônica RR

Projeto promove protagonismo de comunidades quilombolas do Amapá em debates climáticos

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Projeto chega até comunidades afetadas pela mudança climática. Foto: Divulgação/Utopia Negra

O projeto ‘Quilombo Vivo’, lançado em março deste ano pelo coletivo Utopia Negra, segue levando atividades que incentivam o protagonismo de moradores de comunidades quilombolas. Entre os debates estão discussões ambientais sobre impactos de mudança climática.

A ação busca incentivar o posicionamento ativo dessa população vulnerável e a incidência política no Plano de Adaptação Climática de Macapá. O projeto iniciou na escola a Escola Estadual Quilombola Raimundo Pereira da Silvana, na comunidade do Carmo do Maruanum, Zona Rural da capital amapaense.

Leia também: Seis em cada dez quilombolas vivem em área rural, revela Censo do IBGE

A ação forma oficinas que levantam a temática sobre o racismo ambiental, que destaca que populações tradicionais vivem em localidades que estão mais vulneráveis aos impactos da mudança climática.

“Não se trata apenas de ausência de políticas, mas da forma como se decide onde o lixo será despejado, onde faltará água ou luz, onde não chegará saneamento. E esses lugares têm cor, têm nome, têm história”, disse Alicia Miranda, estudante de história social e de gênero da Unifap.

Alicia é quem conduz o projeto e dá continuidade ao anterior: ‘Vida sobre águas’. Em conversas durante as oficinas implementadas, os moradores relataram as problemáticas enfrentadas no cotidiano, com infraestrutura precária e acesso limitado a serviços básicos.

“A gente tem a intenção de instigar a discussão sobre a adaptação climática. Por entender que as mudanças climáticas estão acirrando uma realidade que se afunila muito fácil para populações já minoritárias, como quilombolas, ribeirinhas. E infelizmente essas zonas são populadas por negros, então não tem como a gente negar os impactos de raça e classe na questão das mudanças climáticas”, disse.

Foto: Divulgação/Utopia Negra

A oficina funciona como uma denúncia para que os moradores contem sobre as suas lutas diárias e deve seguir para outras comunidades. A população também relata como são organizadas soluções para os problemas cotidianos enfrentados apenas com o conhecimento tradicional.

“As falas mostram que há uma riqueza de estratégias locais de cuidado ambiental e de convivência com o clima, que muitas vezes são ignoradas”, disse Alicia.

Tecnologia sustentável e saneamento básico

Paulo Cardoso, que é engenheiro florestal e gestor de projetos socioambientais e coordenador do ‘Quilombo Vivo”, disse que o projeto é uma iniciativa inédita na capital. Com os dados recolhidos pelos encontros através dos projetos, é possível consolidar recomendações técnicas aos órgãos competentes, conforme necessidade e de acordo com a vivência.

“Acreditamos que podemos ampliar o debate climático para outras áreas de Macapá, transformando esses espaços em centros de escuta para a criar um arcabouço técnico de recomendações para a elaboração do Plano de Adaptação Climática Municipal”, disse Cardoso.

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Na próxima etapa do projeto os debates e reuniões devem acontecer nos espaços públicos da capital, para que mais pessoas atingidas por essa problemática possam contribuir para a garantia de uma infraestrutura que gere qualidade de vida.

“Disseminar essa experiência para outras regiões é um passo essencial para a construção de políticas públicas mais inclusivas e conectadas com a realidade dos territórios, garantindo justiça climática e social”, finalizou Paulo.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Autoridades e artistas lamentam morte do sambista Paulo Onça em Manaus

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Foto: Divulgação

Autoridades, entidades culturais e artistas do Amazonas lamentaram, nesta segunda-feira (26), a morte do compositor e sambista Paulo Onça, aos 63 anos. Reconhecido por sua contribuição à cultura popular, especialmente no samba e no carnaval amazonense, Paulo Onça não resistiu às complicações de uma agressão sofrida após um acidente de trânsito, ocorrido em dezembro de 2024, na zona centro-sul de Manaus.

Leia também: Paulo Onça: o sambista amazonense de sucesso nacional

De acordo com familiares, o sambista estava internado há pouco mais de três meses, lutando contra as sequelas da violência sofrida após uma discussão no local do acidente. A causa da morte foi confirmada como parada cardiorrespiratória.

A esposa de Onça lamentou a morte dele nesta segunda-feira (26), em Manaus. “Não merecia esse fim”, disse Simone Andrade. Simone também relembrou o episódio de violência e destacou a luta de Paulo Onça durante os quase seis meses em que esteve internado, tentando se recuperar das agressões que sofreu.

“Foi um guerreiro. O Paulo se tornou um paciente neurológico gravíssimo. No impacto, ele sofreu traumatismo craniano grau 3, e a agressão foi o que causou sua queda”, contou Andrade.

A esposa do sambista destacou que a internação de Paulo Onça foi marcada por muitas idas ao centro cirúrgico e à UTI. “Ele lutou por quase seis meses. Foi muitas vezes para a UTI, muitas vezes para o centro cirúrgico. Ele foi um guerreiro, mas, infelizmente, a maldade levou o Paulo. A agressão levou o Paulo”.

Simone encerrou o desabafo agradecendo o apoio e pedindo visibilidade para a história do marido.

“Quando a gente ama, a gente diz isso. Mas tudo acontece no tempo de Deus, no tempo da espiritualidade. Eu só tenho a agradecer e pedir que divulguem bastante a história dele, que coloquem na mídia, porque ele é nossa referência no samba”. concluiu.

Família de Paulo Onça. Foto: Reprodução/Facebook

O Governador do Amazonas, Wilson Lima, lamentou a perda do sambista:

“É com pesar que recebo a notícia da morte do artista amazonense Paulo Onça, compositor de músicas que ficaram para a história do samba e do carnaval. Minha solidariedade aos familiares e amigos. Que Deus o receba com glórias”.

O prefeito de Manaus, David Almeida, também manifestou, por meio de nota oficial, profundo pesar pelo falecimento do compositor amazonense:

“Paulo Onça foi mais do que um sambista: foi a alma do samba de Manaus. Sua partida nos entristece profundamente, mas seu legado será eterno. A cultura manauara hoje está de luto”.

Figura central na história da música popular do Amazonas, Paulo Onça dedicou mais de 45 anos de sua vida à arte e à valorização do samba como expressão da alma manauara.

Com mais de 130 composições, teve suas obras interpretadas por ícones nacionais como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Leci Brandão e Exaltasamba, levando o nome de Manaus para todo o Brasil.

A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), acompanhará todos os trâmites relacionados ao velório e à homenagem póstuma ao artista.

“Com profunda tristeza recebemos a notícia do falecimento do artista Paulo Onça, um nome que marcou a cultura brasileira com seu talento, irreverência e compromisso com a arte popular. Paulo foi uma figura essencial na cena cultural de Manaus, deixando um legado que permanecerá vivo em nossa memória”, afirmou o diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato.

Além de sua genialidade artística, Paulo Onça foi um defensor incansável da cultura popular, contribuindo com escolas de samba locais e do Rio de Janeiro, como a Grande Rio, e inspirando gerações de músicos e compositores.

A equipe do Couro Velho, referência do samba em Manaus, também se pronunciou:

“Com profundo pesar recebemos a notícia do falecimento do eterno compositor Paulo Juvêncio de Melo Israel, popularmente conhecido como Paulo Onça. Lamentamos a perda irreparável ao samba e à cultura amazonense, e nos solidarizamos com os familiares neste momento de dor e saudade”, dizia a mensagem.

Através das redes sociais, o senador Eduardo Braga afirmou que Paulo Onça marcou o samba, a música e a cultura amazonense: “Seu legado permanecerá vivo na memória e no coração do nosso povo. Descanse em paz, Paulo. Meus sinceros sentimentos à família”.

Amigo de longa data do sambista amazonense, Zeca Pagodinho também se manifestou em suas redes sociais sobre a perda do companheiro de composições:

“Descanse em paz, Paulo Onça! Nossos sinceros sentimentos para os familiares, fãs e amigos desse sambista tão querido”.

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Manaus destacou a contribuição de Paulo Onça de forma significativa para a cultura do carnaval e para o engrandecimento da música popular. “A CMM se solidariza com seus familiares e amigos, desejando força para enfrentar essa irreparável perda”, diz um trecho da publicação.

O canal temático Amazon Sat, que produziu um documentário com o cantor sobre sua trajetória, e o Portal Amazônia, que produziu um especial em 2015, também se solidarizam com a família, amigos e fãs do sambista, em reconhecimento ao seu legado para o Amazonas.

Saiba onde estão os bares temáticos dos bumbás Caprichoso e Garantido em Manaus

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Fotos: Arthur Castro/Secom AM

O 58º Festival Folclórico de Parintins só acontece nos dias 27, 28 e 29 de junho, mas bares e restaurantes de Manaus (AM) já sentem o impacto da proximidade da festa dos bumbás. Desde o dia 29 de março, os torcedores amazonenses dos bois Caprichoso e Garantido contam com o Ensaio dos Bumbás, que integra a programação da 58º edição.

Leia também: 58º Festival Folclórico de Parintins é lançado no Amazonas

O evento, realizado sempre aos sábados no Sambódromo, movimenta não só a agenda cultural da cidade, mas também bares e restaurantes, que aproveitam o período para aumentar as vendas com a crescente demanda de clientes. Confira alguns:

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Caprichoso

Bar do Lourinho

Na zona centro-sul da capital, um dos redutos da galera azul e branca é em um bar e restaurante que existe desde 1998. Segundo o dono do local, Alcides José, de 60 anos, mais conhecido como ‘Lourinho’, o número de clientes aumentou nos últimos anos em uma mistura que ele define como antigos e novos torcedores do bumbá Caprichoso que foram chegando ao espaço.

Instagram: @bardolourinhogdl

Leia também: 3 coisas que você só encontra em Parintins, a “ilha da magia”

Bar do Lourinho. Foto: Arthur Castro/Secom AM

Garantido

Da Baixa Bar

O bar e restaurante da galera vermelha e branca Da Baixa Bar é um dos mais conhecidos na capital amazonese. Para uma das proprietárias do espaço, Karine Andrade, de 43 anos, o crescimento da festa fez com que o local abrisse as portas cada vez mais cedo. Está localizado na Rua Francisco Couto Vale, n° 166, Petropólis.

Instagram: @dabaixabar

Perreche Bar Beer

Já entre os mais recentes está o Perreche Bar Beer, desde 2020. Está localizado na Rua Acre, n° 205, Vieiralves.

Instagram: @perrechebarbeer

Da Baixa Bar. Foto: Arthur Castro/Secom AM

Os dois bois 💙🐮❤️

Para quem quer conhecer um pouco do universo dos dois bois, ouvir as toadas famosas e conhecer a cultura do boi-bumbá, também tem opção: o Boteco do Boi, localizado na Avenida Epaminondas, n°570, Centro.

Instagram: @botecodoboi

Lei que reconhece a Rede Amazônica como patrimônio histórico é sancionada em Macapá

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Phelippe Daou durante inauguração da primeira sede da TV Amapá, em 1975. Foto: Arquivo Museu da Rede Amazônica

O prefeito de Macapá, Dr Furlan (MDB-AP), sancionou nesta segunda-feira (26) a Lei nº 2.911/2025 que reconhece a Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, como patrimônio histórico, cultural, social e jornalístico de Macapá. A cerimônia foi realizada no Palácio Laurindo Banha, no Centro da cidade.

Leia também: Rede Amazônica é reconhecida por lei como patrimônio histórico e cultural no Macapá

A medida reconhece a importância da emissora presente há 50 anos no estado. Chamada de ‘Lei Jornalista Phelippe Daou’, o texto homenageia o fundador da emissora e certifica a contribuição para a história e memória do povo amapaense.

“Vemos o resultado de uma boa comunicação por meio da TV aberta, que leva informação de qualidade e bem apurada. Nosso objetivo é servir à população com informação”, disse Phelippe Daou Neto, diretor de Relações Institucionais da Rede Amazônica.

A ‘Lei Jornalista Phelippe Daou’ foi sancionada nesta segunda-feira (26) no Palácio Laurindo Banha, no Centro da capital. Foto: Jesiel Braga/PMM

A Rede Amazônica está presente nos 16 municípios do estado, tanto na TV, rádio e web. O projeto de lei foi de autoria do presidente da Câmara, o vereador Pedro DaLua.

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“O papel da televisão é ser didática e social. A matéria deve chegar à casa das pessoas com apuração e responsabilidade, esse é o papel da Rede Amazônica”, disse o prefeito de Macapá.

Desde 1975, quando ainda se chamava TV Amapá, a emissora se tornou a protagonista na cobertura de eventos históricos, sociais, culturais e políticos, que marcaram a capital como um todo, levando estes acontecimentos aos lares de milhares de famílias.

*Com informações da Rede Amazônica AP

Paulo Onça: o sambista amazonense de sucesso nacional

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Foto: Reprodução/ YouTube – Amazon Sat

Paulo Juvêncio de Melo Israel, ou ‘Paulo Onça‘ como é conhecido no mundo artístico, desde criança já tinha fascínio pelo mundo do samba. Quando menino já dava sinais do grande dom que o tornou reconhecido entre os grandes nomes do samba brasileiro. Tornou-se um compositor renomado e, desde os seus 16 anos, produzia músicas, a maioria valorizando o seu estado de origem: o Amazonas. 

O sambista morreu nesta segunda-feira (26), aos 63 anos, em Manaus (AM). Ele estava internado há mais de cinco meses depois de ter sido vítima de agressão após um acidente de trânsito em dezembro de 2024.

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Foto: Reprodução/ YouTube – Amazon Sat

Sucessos de Paulo Onça 

O primeiro sucesso de Paulo Onça na capital amazonense foi com o enredo ‘Nem Verde e Nem Rosa’, para a Escola de Samba Vitória Régia, que levou o título de campeã no Carnaval em 1990.

Outro feito de grande reconhecimento nacional é a canção ‘Ivete do Rio ao Rio’, escrita por ele e seu parceiro Alan, em 2017. O sucesso foi tanto que Paulo foi convidado pela Escola de Samba Grande Rio, do Rio de Janeiro, para compor em outros anos.

Foto: Reprodução/ You Tube – Amazon Sat

Assim, agora com o reconhecimento nacional, criações exclusivas de Paulo Onça foram interpretadas por grandes vozes brasileiras, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Exalta Samba, com quem Paulo construiu grande amizade.

Ele é autor ainda de sambas de sucesso como:

Foto: Reprodução/ You Tube – Amazon Sat
  • ‘Parintins, A Ilha do Boi-Bumbá – Garantido e Caprichoso, do Salgueiro, de 1998’ 
  • ‘Promessas’
  • ‘Boulevard 20 Anos, Mais um Século de Amor’
  • ‘Boi Valente’, do Boi Garantido
  • ‘Meu reino vem ai é bom se segurar’, do Reino Unido da Liberdade 

Curiosidades 

Em relato ao documentário ‘Paulo Onça: a composição da minha vida’, do canal Amazon Sat, o compositor contou um fato curioso: o pedido de um dos “donos da favela” na Baixada Fluminense (RJ) para que o artista compusesse uma música para ele valorizando a sua história de vida, nome, e o amor por sua mãe. Pedido atendido pelo compositor.

Paulo, por várias vezes, declarou em suas apresentações e entrevistas, o orgulho em ser caboclo e perreché. O artista, por anos, levava através da sua arte e talento os costumes e cultura do povo amazonense. 

Confira essas e outras curiosidades no documentário: