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Maior astroblema da América do Sul: saiba onde fica o Domo de Araguainha

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Foto: Joana Sanchez/UFG

Você sabia que o maior astroblema — termo científico para cratera de impacto causada por meteorito — da América do Sul fica no Brasil? Localizado entre os estados de Mato Grosso e Goiás, o Domo de Araguainha é uma impressionante estrutura geológica de cerca de 40 quilômetros de diâmetro, formada há aproximadamente 250 milhões de anos.

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A colisão que o originou foi provocada por um corpo celeste que atingiu a Terra com uma força inimaginável. O impacto ocorreu numa época em que a região era coberta por uma plataforma marinha rasa. O resultado foi uma deformação massiva da crosta terrestre, cujas marcas ainda podem ser observadas nos afloramentos rochosos da região.

Rochas dobradas pelo impacto no Domo de Araguainha. Foto: Joana Sanchez/UFG

Leia também: VÍDEO: Você sabia que a queda de um meteoro foi registrada em 2011, na cidade de Tabatinga?

Sua área total é de aproximadamente 1,3 mil km². Isso torna a cratera maior até mesmo que algumas grandes cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro. No total, 60% da cratera é dividida entre três cidades mato-grossenses: Ponte Branca, Araguainha, Alto Araguaia. Os demais são divididos entre Doverlândia, Mineiros e Santa Rita do Araguaia, em Goiás.

Os indícios de que essa estrutura foi causada por um impacto cósmico são claros para os geólogos: cones de estilhaçamento (shatter cones), brechas de impacto, feições planares em minerais como quartzo, feldspato e mica, e até bombas de impacto de hematita. Essas características são típicas de áreas que sofreram metamorfismo por impacto, fenômeno raro e poderoso.

A cratera de Araguainha vista por satélite. Imagem: Reprodução do Satélite Landsat/ETM+

Pesquisa

Todas essas informações fazem parte de estudos que buscam entender o que ocorreu na região. Um dos maiores especialistas no assunto é o geólogo brasileiro Álvaro Penteado Crósta, professor e pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Referência em sensoriamento remoto e geologia planetária, Crósta estudou o Domo de Araguainha e publicou artigos científicos que ajudaram a comprovar a origem da estrutura como uma cratera de impacto.

Além de sua relevância científica, o Domo de Araguainha é uma peça-chave para entender a história do planeta. Há hipóteses de que o impacto tenha contribuído para eventos ambientais extremos da época, possivelmente até influenciando a extinção em massa do Permiano-Triássico, a maior já registrada na Terra.

Um patrimônio científico e natural

Hoje, o Domo de Araguainha é reconhecido internacionalmente pela Union of Geological Sciences (IUGS), ligada à Unesco, e desperta o interesse de geólogos, astrônomos e curiosos de todo o mundo por ser um dos 100 principais sítios geológicos do mundo.

A cratera tem ainda o potencial de se tornar o 4° Geoparque do Brasil (território com um patrimônio geológico, associado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável). No início de 2025, o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou que o Serviço Geológico do Brasil (SGB) faria um projeto para transformar o local em parque geológico.

Potencial turístico internacional do Festival de Parintins é destaque em sessão solene na Câmara dos Deputados

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Foto: Renato Vaz/Embratur

Autoridades, parlamentares e representantes dos bois-bumbás celebraram, em sessão solene na Câmara dos Deputados no dia 7 de maio, a força cultural e simbólica do Festival Folclórico de Parintins. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, participou da homenagem em reconhecimento a uma das manifestações populares mais emblemáticas do Brasil.

Leia também: Festival de Parintins: a ilha divida em azul e vermelho

Durante a solenidade idealizada pelo deputado federal licenciado Saullo Vianna (União-AM) e apresentada por Pauderney Avelino (União-AM), Marcelo Freixo destacou a importância do festival e reafirmou o compromisso da Embratur em ampliar a visibilidade internacional do evento.

“O Festival de Parintins é uma das coisas mais extraordinárias que eu já assisti: grandioso, potente, profundo, amazônico e brasileiro em sua essência. A paixão que ele desperta emociona. Vamos trabalhar para que o mundo conheça essa manifestação única da cultura brasileira”, afirmou.

O presidente ressaltou ainda que a Agência está investindo fortemente na visibilidade do evento: “A Embratur está sempre presente, divulgando Parintins para o mundo. O Brasil também é o Bumbódromo da Amazônia. Este ano, inclusive, vamos levar jornalistas britânicos para conhecerem de perto esse espetáculo”.

A press trip integra uma série de ações da Embratur para consolidar a Amazônia como destino turístico global. Entre elas, está a ampliação das conexões aéreas internacionais para Manaus. “Conseguimos avançar na conectividade aérea. Com voos diretos da Europa e da América do Sul, criamos as condições necessárias para apresentar Parintins ao mundo”, completou Freixo.

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De 26 de junho a 2 de julho, a Embratur realizará uma press trip com jornalistas do Reino Unido durante o festival. A ação busca posicionar a Amazônia como destino prioritário para o turismo internacional, integrando-se a outras iniciativas da Agência, como a presença na WTM Londres 2024 e em feiras globais de turismo.

Cultura e economia

Natural do Amazonas, o deputado federal licenciado Saullo Vianna celebrou as conquistas recentes do festival, como as parcerias com o Governo Federal e empresas privadas.

“Teremos um patrocínio recorde nesta edição do Festival de Parintins. Isso vai fortalecer as cadeias produtivas ligadas à festa, movimentar a economia local e gerar mais renda para o povo do Amazonas”, destacou.

Já o prefeito de Parintins, Mateus Assayag, evidenciou sua satisfação em representar a comunidade parintinense. “Representar a população neste evento é uma grande honra. O Festival ultrapassou as fronteiras do Amazonas e hoje está no Brasil e no mundo inteiro. Não é só cultura, é geração de renda, de empregos e de dignidade”, disse. 

Assayag também anunciou que o município foi o primeiro do estado a ter plano e inscrição aprovados no Programa Nacional Aldir Blanc (PNAB), em 2025. “Isso mostra que levamos a cultura a sério, não só nos grandes espetáculos, mas com políticas públicas contínuas.”

Boi-bumbá

Fred Góes, representante do Boi Garantido, destacou o papel do festival na projeção internacional da Amazônia: “O Festival de Parintins tira a Amazônia da invisibilidade. Ele é farol de ideias sobre preservação, cultura e pertencimento”.

Já Róssy Amoedo, representante do Boi Caprichoso, celebrou o esforço coletivo dos envolvidos: “Estamos trabalhando para deixar uma grande marca. Que seja o maior festival de todos os tempos”.

Festival

Com data marcada para os dias 27, 28 e 29 de junho, o Festival de Parintins atrairá milhares de visitantes à ilha amazônica. O evento movimenta a economia local, fortalece o turismo e valoriza a rica diversidade cultural do estado.

Além do festival, Parintins oferece uma agenda turística variada, que inclui o Carnailha, festas religiosas como a de Nossa Senhora do Carmo, eventos evangélicos como a Marcha pra Jesus, além de atividades de turismo ecológico, rural e fluvial, consolidando a cidade como um dos principais destinos da Amazônia brasileira.

Artista de Rondônia expõe obras sobre a Amazônia em Nova York

Foto: Edina Costa/Acervo pessoal

A artista plástica Edina Costa, de Nova Mamoré (RO), foi a única brasileira convidada a expor na Galeria Perseus, em Nova York, nos Estados Unidos. Suas obras ficarão disponíveis de 9 a 12 de maio, no salão principal da galeria, localizada no World Trade Center, onde ficavam as Torres Gêmeas.

O convite veio em março, após curadores internacionais se encantarem com as “pinturas amazônicas em cores vibrantes”, como conta a artista. Ao Grupo Rede Amazônica, Edina contou que dividirá o espaço com nomes consagrados das artes visuais e vê a oportunidade como uma realização pessoal.

“Uma oportunidade única […] algo que jamais imaginei que minha arte me proporcionaria. E, para minha alegria, serei a única brasileira! É uma honra imensa. Estou sem palavras para expressar a felicidade que sinto!”, comemora.

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Foto: Edina Costa/Acervo pessoal

Para participar da exposição, Edina precisou pintar sete obras inéditas em menos de 45 dias. Ela buscou apoio financeiro, mas, sem conseguir patrocinadores, decidiu arcar com os custos por conta própria.

“Não desanimei, pois não poderia perder uma oportunidade incrível como essa. Consegui levantar fundos próprios para financiar a viagem, que para mim não é um gasto, mas um investimento no meu trabalho. A vida é para quem se atreve e tem coragem, e eu tenho isso de sobra!”, afirma.

Reconhecimento internacional

A trajetória de Edina com a arte começou aos 26 anos, quando, enfrentando dificuldades financeiras, ela passou a produzir artesanatos para complementar a renda. O reconhecimento internacional veio em 2022, quando expôs no Carrousel Du Louvre, em Paris, um dos maiores centros de arte do mundo.

Foto: Edina Costa/Acervo pessoal

Leia também: Museu mais badalado do mundo expõe artista rondoniense

Desde então, a artista vem conquistando espaço fora do Brasil. Em 2023, foi premiada na categoria “Artistas – Destaques Internacionais”, no Top of Mind International, um dos mais prestigiados eventos de premiação da Europa.

Em novembro de 2024, suas obras também foram destaque na exposição “Olhares da Amazônia”, no Espaço Cultural Ivandro Cunha Lima, no Senado Federal, em Brasília (DF) e agora vai expor em Nova York.

“Esse reconhecimento é o resultado da minha paixão e dedicação à arte. Cada passo dado foi uma conquista, e ver minha arte sendo apreciada além das fronteiras é um sonho realizado”, comemora.

Arte com identidade amazônica

Edina segue uma missão clara: levar a Amazônia ao mundo através da arte. Suas pinturas, marcadas por cores vibrantes, retratam o cotidiano, os povos indígenas, a fauna e a flora da região. Mais do que estética, ela vê sua obra como um grito de preservação.

“Cada obra que crio é uma forma de expressar minha conexão com a natureza e de conscientizar as pessoas sobre a beleza e a fragilidade da nossa floresta”, afirma.

Leia também: Papa Francisco já foi presenteado com obra de artista plástica rondoniense

Foto: Edina Costa/Acervo pessoal

Além de representar Rondônia, Edina acredita que sua arte simboliza o Brasil em sua essência natural e cultural.

“Quero explorar novas técnicas, me conectar ainda mais com a essência da Amazônia e transmitir mensagens importantes através da minha arte”, conclui.

*Por Mateus Santos, da Rede Amazônica RO

BNDES ultrapassa R$ 650 milhões em investimentos para restauração de florestas

Foto: Reprodução/Arquivo/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ultrapassou a marca de R$ 650 milhões em investimentos não reembolsáveis para projetos de restauração ecológica desde 2023. Esses recursos estão concentrados em três iniciativas: o Floresta Viva, com verbas do Fundo Socioambiental do BNDES, e o Restaura Amazônia e o Florestas do Bem-Estar, com montantes do Fundo Amazônia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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Na iniciativa Floresta Viva, o BNDES aprovou R$ 231 milhões em oito editais que envolvem a restauração de quase 15 mil hectares em ecossistemas como Manguezal, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. Com o Florestas do Bem-estar, o edital no valor de R$ 23 milhões selecionará até dez projetos para restauração com espécies nativas em uma área de 1,5 mil hectares em toda a Amazônia Legal.

Restaura Amazônia

O BNDES e o MMA lançaram nove editais desde dezembro de 2024, em valores que somam R$ 400 milhões. O programa, de restauração ecológica com geração de emprego e renda na Amazônia Legal, contribui para a contenção do desmatamento e a conservação da biodiversidade em terras indígenas, territórios de povos e comunidades tradicionais, unidades de conservação, áreas públicas não destinadas a APPs e reservas legais de áreas de assentamento e de pequenas propriedades rurais. Foram três editais para Unidades de Conservação, três para assentamentos da reforma agrária e três para terras indígenas.

“A temperatura do planeta aumentou 1,5º nos últimos 20 meses, que era a meta para 2030. Não há nenhum estudo científico ou projeção, até agora, que garanta que essa temperatura volte a cair. E as emissões de gases do efeito estufa continuam a crescer”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Leia também: Temperatura global aumenta 1,6°C e segue subindo: “É como tentar parar um caminhão em alta velocidade”

“Nesse cenário desafiador, plantar árvores e restaurar o meio ambiente é um dos caminhos para enfrentarmos a crise climática. A marca de mais de R$ 650 milhões indica que o BNDES, que é a instituição que mais financiou energia renovável na história, tem avançado no caminho de ser um banco cada vez mais verde e comprometido com a preservação ambiental”, disse Mercadante.

Fundo Amazônia

De acordo com a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, “nos últimos anos, reconstruímos políticas, superamos os desafios de acelerar um setor completamente novo e, ao lado do MMA, investimos mais de R$ 500 milhões em florestas nativas só com o Fundo Amazônia. Essa ação contribui para consolidação de uma cadeia de atividades, como construção de viveiros, coleta de sementes, etc, além de geração de emprego e renda, com pessoas treinadas para o plantio de florestas. E tudo isso com recursos não reembolsáveis.”

O Fundo Amazônia, criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2008, e reativado em 2023, depois de quatro anos paralisado, capta recursos para combater o desmatamento, promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia Legal, sob a coordenação do MMA.

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Fundo Clima

Além de recursos não reembolsáveis, o restauro florestal conta com a linha de crédito do Novo Fundo Clima, que já aprovou R$ 395 milhões. O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e se constitui em um fundo de natureza contábil, vinculado ao MMA, com a finalidade de garantir recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.

*Com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Javaporcos: entenda como Roraima está atuando no controle de espécie invasora

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Javaporcos, espécie invasora: Ascom/Aderr

Nos últimos anos, uma grande quantidade de javaporcos tem se espalhado por Roraima, especialmente na região central do Estado. Esses animais, uma mistura de javalis e porcos domésticos, estão causando muitos problemas para a agricultura, o meio ambiente e a saúde pública. O avanço tanto do javali como do javaporco em novos lugares causa danos a espécies nativas e por isso é considerado uma espécie exótica e invasora.

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A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), vem trabalhando junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos públicos para tentar controlar o crescimento da população desses animais, que hoje é considerada uma praga no Brasil e no mundo.

Lavrado de Alto Alegre, porta de entrada para os javaporcos.
Áreas devastadas por javalis em Roraima. Foto: Rogério Fonseca/Acervo Pessoal

Conforme ressalta o presidente da Aderr, Marcelo Parisi, para tentar resolver essa situação, as autoridades de Roraima estão buscando ações de controle e manejo para diminuir a quantidade de javaporcos no Estado. “A invasão de javaporcos é um problema sério que precisa de atenção para proteger nosso meio ambiente, a saúde de todos e nossa agricultura”, enfatizou Parisi.

Leia também: ‘Fenômeno genético?’: Galinha com características de duas espécies nasce em sítio de Rondônia

Relatos de javaporcos em Roraima datam de 2012

Desde 2012, relatos da presença do javaporco começaram a surgir em Alto Alegre, que acabou se tornando a porta de entrada em Roraima. O município está localizado à centro-oeste do estado, a 80 Km da capital, com uma população de mais de 20 mil habitantes. Atualmente, a situação se agravou, já tendo relatos em outros municípios como Bonfim, Cantá e até Boa Vista.

Lavrado de Alto Alegre, porta de entrada para os javaporcos.
Lavrado de Alto Alegre, porta de entrada para os javaporcos. Foto: Prefeitura de Alto Alegre

Leia também: Javalis são encontrados na Amazônia e ameaçam biodiversidade da região

Segundo dados do Sistema de Informação de Manejo de Fauna do Ibama, as autorizações de caça e os registros de abates aumentaram de forma alarmante: de seis autorizações e 32 abates em 2021, para 67 autorizações e mais de 250 animais abatidos em apenas sete meses de 2023. A cifra é um indício de que a invasão é exponencial. Isso mostra que a presença desses animais está crescendo rapidamente.

De acordo com o médico veterinário e fiscal agropecuário da Aderr e chefe do PNSS (Programa Nacional de Sanidade Suídea) em Roraima, Murilo Dias, a tendência, caso não haja uma ação eficaz contra esse avanço, é aumentar drasticamente.

Ele destacou que os javaporcos destroem plantações de milho, soja, algodão e cana-de-açúcar, causando prejuízos econômicos aos agricultores. Além disso, eles representam um risco à saúde, pois podem transmitir doenças como febre aftosa, peste suína, raiva e outras zoonoses que inclusive podem afetar as pessoas.

Javaporcos
Javaporcos, espécie invasora: Ascom/Aderr

“Outro problema é que muitos desses animais são híbridos, resultado do cruzamento entre javalis e porcos que vivem soltos em fazendas. Esses híbridos são maiores e se reproduzem mais rápido, dificultando o controle da população”, frisou.

Dias também ressaltou que a expansão agrícola na região, impulsionada por novas tecnologias e certificações ambientais, tem contribuído para a proliferação desses animais, que ameaçam a biodiversidade local, incluindo espécies nativas como as queixadas (Tayassu pecari) e os caititus (Dicotyles tajacu).

Leia também: ‘Bizarrices’ no mundo animal: relembre casos de animais geneticamente modificados na Amazônia; o último vai te surpreender (vídeo)

Javaporcos e a transmissão da raiva

Conforme destaca o fiscal agropecuário e médico veterinário responsável pelo PNCRH (Programa Nacional Controle de Raiva dos Herbívoros), Joseney Lima, nos últimos anos os principais responsáveis pela transmissão da raiva aos humanos e animais foram os morcegos-vampiros (Desmodus rotundus), pois eles se alimentam preferencialmente de sangue de mamíferos.

“As populações de javalis e javaporcos aumentam a oferta de alimentos para os morcegos-vampiros, e consequentemente contribuem para o aumento populacional desses morcegos-vampiros, que são considerados praga em zonas rurais, pois é comum os ataques a humanos e animais”, frisou.

Javaporcos
Javaporcos, espécie invasora: Ascom/Aderr

Além dos riscos mencionados, os javalis e javaporcos podem desenvolver a raiva, disseminar a doença entre os animais, assim como transmitir a seres humanos. Lembrando que a raiva é uma doença infecciosa viral aguda e fatal, que afeta mamíferos, incluindo humanos, e é transmitida por mordidas, arranhaduras ou lambidas de animais infectados. Ela não possui cura.

Por meio do PNSS, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) concentra esforços nas doenças da lista da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Essas enfermidades se caracterizam pelo grande poder de difusão, consequências econômicas ou sanitárias graves e repercussão no comércio internacional.

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Controle e manejo da espécie

O controle deve ser feito com legalidade e eficiência. É necessário  obter autorização do Ibama através do Simaf (Sistema Integrado de Manejo de Fauna) e seguir o indicado na Instrução Normativa 12/2019 do órgão, que define o controle do javali como a “perseguição, o abate, a captura seguida de eliminação direta desses animais”.

*Com informações do Governo de Roraima.

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HABEMUS PAPAM: Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, é cidadão do Peru

Foto: Reprodução/Vatican News

‘HABEMUS PAPAM’. “Temos Papa“. Robert Francis Prevost, de Chicago (EUA), foi escolhido como sucessor do papa Francisco nesta quinta-feira (8). Aos 69 anos, é o primeiro papa norte-americano da história.

Após cerca de uma hora da liberação da fumaça branca na chaminé da Capela Sistina, que anuncia a escolha, a Igreja Católica elegeu o novo pontífice, que recebe o nome de Papa Leão XIV. A eleição seguiu a tendência das duas eleições anteriores, em 2005 e 2013, e ocorreu no segundo dia do Conclave (quando cardeais se reúnem para eleger o novo papa).

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Apesar da origem norte-americana, o novo papa tem presença de destaque em sua trajetória religiosa na América Latina. Na vida religiosa desde os 22 anos, Prevost foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru, país que compõe a Amazônia internacional.

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A primeira atuação foi em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por 10 anos. Já em 2014, foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo, cargo em que foi ordenado bispo e permaneceu por nove anos.

Com cidadania peruana desde 2015, em função da sua extensa atuação no país durante os anos 80, Prevost ocupou cargos de destaque na Conferência Episcopal local e foi nomeado para a Congregação do Clero e, depois, para a Congregação para os Bispos. Em 2023, recebeu o título de cardeal.

É visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco, e foi ele o responsável, durante a internação de Francisco, por liderar uma oração pública no Vaticano pela saúde do então pontífice.

Durante o discurso como chefe da Igreja Católica, enviou uma saudação em espanhol dirigida à sua “querida diocese de Chiclayo”.

Atração para corajosos: conheça dois serpentários localizados na Amazônia

Foto: Reprodução/MUSA

A imensidão da Floresta Amazônica guarda segredos que despertam fascínio em cientistas, aventureiros e curiosos do mundo inteiro. Entre os locais criados para aproximar o público dessa biodiversidade única, os serpentários têm se destacado como centros de pesquisa, educação ambiental e turismo ecológico.

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Dois dos mais importantes espaços dedicados a esses animais estão localizados em Manaus (AM) e Benevides (PA), oferecendo experiências inesquecíveis para quem deseja – e tem coragem – conhecer mais sobre a fauna amazônica.

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Serpentário do Museu da Amazônia (MUSA)

O serpentário do Museu da Amazônia (MUSA), em Manaus (AM), oferece ao visitante a oportunidade de observar de perto cobras das mais variadas espécies, como a temida jararaca, a cascavel, a imponente jiboia e a lendária surucucu. O serpentário é parte do museu, um espaço dedicado à divulgação científica, educação ambiental e pesquisa.

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Localizado no Jardim Botânico do Museu da Amazônia, na Reserva Florestal Adolpho Ducke, o serpentário é uma verdadeira imersão na vida selvagem. Além dos animais, o espaço conta com trilhas na floresta, uma torre de observação e exposições educativas. Um passeio ideal para toda a família e para quem deseja aprender mais sobre a biodiversidade da Amazônia de forma segura e educativa.

O MUSA está localizado na Avenida Margarita, n° 6305, no bairro Cidade de Deus. Informações: (92) 99280-4205. Veja o site oficial AQUI.

Foto: Reprodução/Tomaz Nascimento de Melo

Centro Amazônico de Herpetologia

Inaugurado em julho de 2022, o Centro Amazônico de Herpetologia, no distrito de Benfica, município de Benevides (PA), é hoje um dos mais completos serpentários da Região Norte. Com aproximadamente 2.500 animais, o local abriga não apenas serpentes, mas também jacarés, quelônios e outras espécies exóticas e nativas, em um ambiente estruturado para pesquisa e visitação.

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O espaço tem como missão promover a conservação, o conhecimento e a valorização da herpetofauna amazônica. Com visitas guiadas e atividades educativas, o Centro Amazônico de Herpetologia se tornou um importante ponto de visitação científica e turística no Pará.

Está localizado na Rua Madressilva, n° 204, distrito de Benfica. Informações: (91) 99100-3349. Confira o canal oficial AQUI.

Foto: Divulgação

Arcebispo de Manaus é apontado como um dos favoritos para ser papa

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Dom Leonardo Steiner. Foto: Divulgação/Arquidiocese de Manaus

O cardeal da Amazônia e arcebispo de Manaus (AM), Dom Leonardo Steiner, citado pela Reuters como um dos favoritos para ser sucessor do papa, se encontrou com Francisco seis meses antes da morte do pontífice. Na ocasião, o Santo Padre recebeu de Steiner uma imagem da Nossa Senhora da Amazônia e proferiu bençãos para a região.

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O religioso está entre os sete brasileiros que vão participar do conclave, processo para eleger o novo papa que começa nesta quarta-feira (7).

O encontro ocorreu no Vaticano, em outubro do ano passado, durante a assembleia do Sínodo dos Bispos, realizada na sede da Igreja Católica na Itália. Além do cardeal, o padre Adelson Araújo dos Santos, nascido em Manaus e professor da Universidade Gregoriana de Roma, participou como facilitador do encontro.

A imagem de Nossa Senhora da Amazônia, entregue por Steiner, foi enviada por uma comunidade da capital amazonense que tem a Virgem como padroeira.

Na época, o cardeal explicou a Francisco que a imagem retrata os traços caboclos e indígenas do povo da Amazônia e agradeceu, em nome de todos os católicos da região, pelo apoio e carinho do papa.

Em resposta, o papa Francisco enviou uma bênção para a comunidade que enviou a imagem e para todas as comunidades da Igreja na Amazônia.

“A Igreja está na Amazônia, não como aqueles que têm as malas na mão para partir depois de terem explorado tudo o que puderam. Desde o início que a Igreja está presente na Amazônia com missionários, congregações religiosas, sacerdotes, leigos e bispos, e lá continua presente e determinante no futuro daquela área”, disse Francisco.

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Quem é Leonardo Steiner

Natural de Forquilhinha, no interior de Santa Catarina, Leonardo Ulrich Steiner foi nomeado arcebispo metropolitano de Manaus em 2019. Três anos depois, em 2022, recebeu o título de cardeal da Amazônia, nomeado pelo próprio Papa Francisco.

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Nascido em 6 de novembro de 1950, Steiner ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972, ao ser admitido no Noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Foi ordenado padre por Dom Paulo Evaristo Arns em 1978. Cursou pedagogia e se tornou mestre de noviços.

Em 1995, mudou-se para Roma, onde concluiu o mestrado e doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum. Entre 1999 e 2003, atuou como secretário-geral da mesma universidade.

De volta ao Brasil, foi nomeado vigário da Paróquia Bom Jesus, em Curitiba, e passou a lecionar na Faculdade São Boaventura. Em 2005, tornou-se bispo da prelazia de São Félix, no Mato Grosso, e, em 2011, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília, exercendo também o cargo de secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre 2011 e 2019.

Seu lema episcopal é “Verbum caro factum est“, que significa “O verbo se fez carne”.

Como funciona o Conclave

A palavra “conclave” vem do latim cum clavis e significa “fechado à chave”. É por meio dele que a Igreja Católica elege o novo papa.

Durante os dias de eleição, cardeais do mundo todo ficam fechados dentro do Vaticano, em uma área conhecida como “zona de Conclave”. Eles também fazem um juramento de segredo absoluto sobre o processo.

Todos os cardeais que participam da eleição ficam impedidos de utilizar qualquer meio de comunicação com o exterior. Ou seja, eles não podem usar telefones, ler jornais ou conversar com pessoas de fora do Vaticano. Essas medidas foram adotadas para evitar que a votação seja influenciada.

As votações acontecem dentro da famosa Capela Sistina. Para ser eleito, um cardeal precisa receber dois terços dos votos que — são secretos e queimados após a contagem.

Ao todo, até quatro votações podem ser realizadas diariamente, sendo duas pela manhã e duas à tarde. Se, depois do terceiro dia de conclave, a Igreja continuar sem papa, uma pausa de 24 horas é feita para orações. Outra pausa pode ser convocada após mais sete votações sem um eleito.

Caso haja 34 votações sem consenso, os dois mais votados da última rodada disputarão uma espécie de “segundo turno”. Ainda assim, será necessário atingir dois terços dos votos para que um deles seja eleito.

Quando um cardeal é eleito, a Igreja questiona se ele aceita o cargo de papa. Se ele concordar, o religioso também precisa escolher um nome. Em seguida, ele é levado para um ambiente conhecido como “Sala das Lágrimas”, onde veste as vestes papais.

Por fim, o novo papa é anunciado à multidão que aguarda na Praça de São Pedro. O pontífice é apresentado diretamente da sacada da Basílica, onde é proclamada a famosa frase “Habemus Papam” (“Temos um Papa”).

*Com informações da Rede Amazônica AM

A floresta que cura: entre o saber ancestral e a ciência que transforma

Por Olimpio Guarany, jornalista, documentarista e professor universitário

A cada batida do tambor da ciência, a floresta responde com um eco ancestral.

No coração da Amazônia, há séculos, folhas, raízes e resinas curam antes mesmo que existisse a palavra “medicamento”. Hoje, com o avanço das pesquisas, o mundo começa a ouvir essa voz verde — mas ainda não compreende sua profundidade.

No episódio dessa semana do programa Amazônia em Pauta, mergulhamos nesse universo com o professor e cientista José Carlos Tavares, referência internacional na pesquisa de biofármacos amazônicos. O tema foi direto ao ponto: como transformar o imenso patrimônio medicinal da floresta em conhecimento científico, saúde pública e desenvolvimento sustentável — sem repetir os erros da exploração predatória.

A floresta como farmácia viva

Durante a conversa, o professor Tavares nos mostrou que a Amazônia é mais do que paisagem. Ela é laboratório e farmácia ao mesmo tempo. Em sua trajetória como pesquisador e coordenador de redes internacionais de fitoterápicos e nanotecnologia, ele reuniu evidências que comprovam a eficácia de princípios ativos extraídos de espécies nativas.

Mas o desafio vai além da ciência: é também político e social. Como garantir que o conhecimento tradicional dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos seja respeitado e valorizado nesse processo? Como evitar que a bioprospecção se transforme em biopirataria?

Conhecimento tradicional e ciência de ponta

O diálogo entre saberes é a chave. Tavares defende um modelo que una tecnologia, universidades e comunidades locais. A ciência precisa deixar de olhar a floresta apenas como “matéria-prima” e reconhecê-la como inteligência ecológica. Nesse ponto, ele é claro: “A Amazônia não precisa de salvadores, precisa de aliados”.

Projetos que envolvem cooperativas, arranjos produtivos e formação científica local já mostram resultados promissores. Mas é preciso escala, políticas públicas e, sobretudo, vontade política para tirar o debate da retórica e transformá-lo em investimento.

Amazônia, soberania e saúde global

Além da riqueza biológica, a Amazônia representa uma fronteira estratégica para o Brasil: na geopolítica da saúde, no enfrentamento de pandemias e no futuro dos biofármacos. Ao mesmo tempo, a soberania sobre esses recursos está em risco diante de interesses internacionais e da fragilidade regulatória.

José Carlos Tavares faz um alerta: sem uma política séria de repartição de benefícios, sem marcos legais robustos e sem protagonismo amazônida, o potencial medicinal da floresta pode acabar exportado — como tantos outros bens da região.

O futuro é curativo

O episódio deixou claro: proteger a Amazônia não é apenas um gesto ambiental. É um ato de cuidado com o presente e com o futuro da vida no planeta.

Transformar folhas em ciência, raízes em tratamento e saberes em políticas públicas é uma das missões mais nobres que a floresta nos entrega. E, talvez, a mais urgente.

Na Amazônia, curar não é só tratar doenças. É reconhecer a floresta como sujeito — e não como recurso.

Acompanhe o programa “Amazônia em Pauta” todas as terças, às 21h, na TV Amazon Sat e no canal YouTube/
oguarany
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Este texto faz parte da série de artigos que compõem o livro ‘Amazônia em Pauta: Diálogos sobre o Clima e o Futuro da Vida’, em produção.

Sobre o autor

Olimpio Guarany é jornalista, documentarista, economista e professor universitário. Realizou a expedição histórica, navegando o rio Amazonas, desde a foz até o rio Napo (Peru) por onde atingiu o sopé da cordilheira dos Andes e depois subiu a Quito, Equador (2020-2022), refazendo a saga de Pedro Teixeira, o conquistador da Amazônia (1637-1639).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

‘Festival Povos da Floresta’ quer conectar cultura amazônica com o Brasil e o mundo

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Cultura amazônica do município de Maués, Amazonas. Foto: Divulgação

Fortalecer a cena cultural amazônica a partir dos próprios territórios, valorizando seus criadores e conectando suas linguagens com o Brasil e o mundo, essa é a base do Festival Povos da Floresta. A iniciativa serve como ferramenta estratégica de fomento, e também um poderoso instrumento de descentralização cultural, que permite que iniciativas, nascidas na Amazônia e com protagonismo regional, ocupem um lugar de destaque na cena nacional.

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O projeto irá percorrer cinco capitais da Amazônia Legal e do Brasil, iniciando por Porto Velho (RO), entre os dias 29 de maio e 8 de junho de 2025. Também haverá edições em Boa Vista (RR), Macapá (AP), Belém (PA) e Brasília (DF), levando ao público uma programação que inclui artes visuais, audiovisual, música e experiências imersivas.

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Festival Povos da Floresta
O projeto irá percorrer cinco capitais da Amazônia Legal. Foto: Assessoria Festival Povos da Floresta

“Nosso sonho é que o Festival dos Povos da Floresta vá ainda mais longe — que no futuro possa alcançar, além das capitais, os polos culturais do interior da Amazônia, conectando ainda mais profundamente os territórios, suas expressões e seus públicos”, conta a diretora.

O Festival busca fortalecer a cena cultural amazônica a partir dos próprios territórios, valorizando seus criadores e conectando suas linguagens com o Brasil e o mundo.

“Quando falamos em Povos da Floresta, entendemos que este é um lugar de compreensão e de troca, onde todas as pessoas que estão sob esse imenso ‘guarda-chuva verde’ — o pulmão do mundo — integram e devem ter a devida visibilidade e protagonismo de suas próprias histórias e narrativas. Nesse sentido, ao reunir os diferentes povos que compõem esse universo, promovemos o diálogo e fomentamos o intercâmbio entre tecnologias ancestrais e contemporâneas”, destaca.

A programação do evento oferecerá uma experiência ampla, combinando exposições de arte, mostras audiovisuais, apresentações musicais, oficinas, rodas de conversa e performances. O objetivo é valorizar as expressões culturais dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades urbanas da região.

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Exposição Juvia: pluralidade da Amazônia

A exposição leva o nome da semente amazônica da castanheira e marcará a abertura do projeto. “A iniciativa foi pensada como um território de encontro entre diferentes linguagens, territórios e experiências da Amazônia, criando pontes entre artistas, públicos e narrativas que muitas vezes não se cruzam no circuito tradicional das artes”, explica Aline Moraes.

Recentemente, o Festival abriu chamamento público para selecionar artistas visuais, fotógrafos, artesãos e criadores amazônidas que desejem compor o acervo itinerante. As obras expressam as identidades, vivências e visões de mundo dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, urbanos e comunidades tradicionais, com total liberdade estética e poética.

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Festival Povos da Floresta
Cultura amazônica do município de Maués, Amazonas. Foto: divulgação

Segundo a curadora Rosely Nakagawa, a exposição desempenha um papel essencial no intercâmbio cultural entre as diversas regiões da Amazônia e o restante do Brasil.

“Por meio dessas linguagens, artistas da Amazônia podem compartilhar suas vivências, identidades e questões sociais, ambientais e políticas com públicos de outras regiões, gerando empatia, reconhecimento e respeito pela diversidade cultural brasileira. Ao mesmo tempo, essa troca possibilita que influências externas também dialoguem com as tradições amazônicas, enriquecendo o cenário cultural local e fomentando a criação de novas formas de expressão em toda sua plenitude.”

Ao lado dos novos nomes que serão selecionados, a Juvia reúne ainda artistas convidados como Paula Sampaio e Gustavo Caboco, além de obras do acervo da Rioterra e de artistas indígenas que integram o projeto.

De acordo com a organização, o perfil dos participantes chama atenção pela representatividade: 60,71% mulheres, 7,14% pessoas trans e 32,14% homens. Além disso, 85,71% se autodeclaram pretas, pardas, indígenas ou oriundas de comunidades tradicionais, reforçando o caráter plural da exposição.

Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia Rioterra e apresentado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Cultural, o festival foi autorizado a captar R$ 5,83 milhões via Lei Rouanet. Até o momento, já arrecadou R$ 3,47 milhões, o equivalente a 59,5% do valor autorizado.

*Com informações do Ministério da Cultura

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