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Macaco com condição rara é registrado pela primeira vez em parque nacional no Peru

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Bugio-ruivo com pigmentação de pele excepcionalmente clara teve aparição registrada no Parque Nacional Manu. Foto: Rivelino Llaqtahuamani

Um bugio-ruivo, espécie de macaco com uma pigmentação incomum de pele clara foi fotografado no Parque Nacional Manu, grande área natural que ocupa os departamentos de Madre de Dios e Cusco, no Peru. O Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp) relatou o primeiro registro fotográfico conhecido de um espécime dessa espécie com leucismo dentro da área natural protegida.

O registro do animal no parque acontece depois de três anos da última aparição. Em junho de 2023, durante patrulha na área natural, os guardas Lucio Menkori, Rafael Metaki e Miguel Sacaro se depararam com cinco macacos da espécie bugio-ruivo, sendo um deles com a coloração diferente.

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Na ocasião, a aparição durou apenas alguns minutos, pois ao notar a presença da equipe do Sernanp, os macacos rapidamente subiram nas árvores, não dando tempo e oportunidade de fotografá-los.

Agora em 2026, uma nova aparição no mesmo parque permitiu a obtenção da imagem. O guarda florestal comunitário Roger Chogotaro e o guia turístico Rivelino Llaqtahuamani relataram a presença de um macaco bugio-ruivo com pele clara às margens do rio Manu, enquanto o grupo deles consumia terra em uma lama de argila. Llaqtahuamani conseguiu fotografá-la.

Macaco tem coloração de pele branca, diferente dos outros macacos. Foto: Rivelino Llaqtahuamani
Macaco tem coloração de pele branca, diferente dos outros macacos. Foto: Rivelino Llaqtahuamani

Devido às suas características e à localização do encontro, presume-se que possa ser o espécime observado em 2023, em Manu. No entanto, essa identificação ainda não foi confirmada.

Leia também: Saiba quantas espécies de primatas existem no Peru e quais estão ameaçadas de extinção

Macaco pode ter leucismo

A coloração diferente do macaco, em tom muito claro, é uma condição relacionada ao leucismo, condição genética rara que causa perda parcial ou total de pigmentação da pelagem ou pele, embora os animais geralmente mantenham a coloração dos olhos. Essa condição, rara na vida selvagem, explica a aparência única do macaco.

Como observado pelo guarda florestal Menkori, o animal permaneceu integrado ao grupo e não havia evidências de comportamento de rejeição por parte dos outros indivíduos. Essas observações ainda não permitem estabelecer como essa condição pode influenciar sua saúde ou sobrevivência.

O registro destaca o trabalho dos guardas florestais, guardas comunitários e guias locais: sua presença contínua no território permite detectar e documentar aspectos pouco conhecidos da biodiversidade do Parque Nacional de Manu, além de fornecer informações para sua conservação.

*Com informações da Agência Andina

Brasil foi o principal fornecedor de cinco commodities agrícolas para China em 2025; confira a lista

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País importou cerca de 73% da soja importada pelos chineses no ano de 2025. Foto: Reprodução/Soja Brasil

O Brasil foi, em 2025, o principal fornecedor da China de cinco commodities agrícolas. Em números, o país respondeu por 73% da soja, 59% do milho, 56% da carne bovina, 43% do frango e 42% do algodão importados pelos chineses. Os dados integram a nota técnica elaborada pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e pelo EEI (Evergreen Environmental Institute), da China, intitulada Relações comerciais China-Brasil: rumo a um novo caminho para a cooperação sustentável.

O documento analisa como as mudanças no comércio bilateral, os riscos climáticos e a governança da sustentabilidade estão moldando a relação entre as nações brasileira e chinesa na produção e no consumo de alimentos. O estudo aborda as dimensões ambientais do comércio de commodities e as oportunidades de cooperação em áreas como cadeias de abastecimento sustentáveis, rastreabilidade, inovação tecnológica, financiamento e produção de baixo carbono.

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A análise aponta uma relação de crescente interdependência: ao mesmo tempo em que a China depende das commodities agrícolas brasileiras para seu abastecimento, a estabilidade dessas cadeias no longo prazo está ligada às condições ambientais e climáticas das regiões produtoras do Brasil, sobretudo na Amazônia e no Cerrado. Segundo o estudo, até 2030, mais da metade das fazendas localizadas na fronteira entre os dois biomas poderá enfrentar risco crescente de quebra de safra sob as condições climáticas atuais. Até 2060, esse percentual pode chegar a 74%.

Na soja, essa relação é ainda mais expressiva. A China importou o recorde de 111,8 milhões de toneladas em 2025, das quais cerca de 82 milhões foram fornecidas pelo Brasil. Esse nível de dependência, aponta a nota técnica, torna setores como os de ração e pecuária chineses mais sensíveis a choques climáticos e às condições de governança do uso da terra no Brasil.

“Brasil e China construíram uma relação comercial de enorme importância para os dois países, mas o desafio agora é garantir que ela seja resiliente em um cenário de mudanças climáticas. Proteger a Amazônia e o Cerrado e investir em uma agricultura de baixo carbono não significa produzir menos. Significa criar condições para que o Brasil continue produzindo e para que a China tenha segurança no abastecimento. Como duas das principais economias do Sul Global, temos a oportunidade de mostrar que produção de alimentos, desenvolvimento e conservação podem avançar juntos”, afirmou André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

Em 2024, Brasil e China completaram 50 anos de relações diplomáticas e elevaram a parceria bilateral ao patamar de uma comunidade de futuro compartilhado por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável. Além de parceiros comerciais, ambos países integram BRICS e G20, além de ocuparem posições de destaque entre as economias do Sul Global.

Conforme a nota técnica, essa posição abre espaço para que a relação avance da comercialização de commodities para uma agenda mais ampla de cooperação em segurança alimentar, adaptação climática, tecnologia e investimentos sustentáveis.

Nesse cenário, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a integrar a discussão sobre segurança alimentar, competitividade e estabilidade das cadeias de abastecimento. O estudo destaca também que critérios como rastreabilidade e desempenho ambiental vêm ganhando espaço no comércio agrícola e na gestão de riscos entre os dois países.

Leia também: Produtos da Amazônia passam a ter rota direta para a China via Porto de Santana, no Amapá

Relação comercial entre Brasil e China é considerada ótima para ambos países
Relação comercial entre Brasil e China completaram 50 anos de relações diplomáticas e parceria comercial. Foto: Beto Barata/O Globo

Relação Brasil-China mantém produção sem desmatamento

Brasil e China já contam com ferramentas e iniciativas que podem apoiar essa transição. No lado brasileiro, sistemas como o CAR (Cadastro Ambiental Rural), SISBOV (Sistema de Identificação e Certificação Bovina e Bubalina) e PRODES (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite) permitem acompanhar o uso da terra, a produção pecuária e o desmatamento. Os dois países também iniciaram cooperação tecnológica para desenvolver sistemas de rastreabilidade transfronteiriços.

O principal obstáculo, segundo o estudo, já não é a ausência de ferramentas tecnológicas, mas a necessidade de ampliar a integração institucional, os incentivos econômicos e o reconhecimento mútuo dos sistemas de rastreabilidade. Entre as barreiras estão diferenças nos padrões e níveis de transparência dos dados, participação desigual do setor privado e fragmentação da governança.

Outro caminho apontado pela nota é aumentar a produção em áreas já abertas. O Brasil conta com pelo menos 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com alto potencial para conversão agrícola. O aproveitamento dessas áreas poderia ampliar em aproximadamente 35% a área plantada com grãos no país, em comparação com a safra 2022/23, sem pressionar adicionalmente os ecossistemas nativos.

A experiência brasileira mostra que produção e conservação podem avançar de forma simultânea. Entre os anos 2000 e a década seguinte, o país dobrou sua produção de alimentos, enquanto reduziu em 83% o desmatamento na Amazônia. Para o estudo, recuperar áreas degradadas e aumentar a produtividade de terras já abertas pode ajudar a atender à demanda por alimentos sem reproduzir um modelo baseado na expansão sobre novas áreas de vegetação nativa.

A cooperação também pode avançar por meio de tecnologia e investimentos. A China está entre os maiores investidores mundiais em agricultura de precisão e maquinário digital, enquanto o Brasil acumulou experiência em monitoramento territorial e por satélite. Um exemplo dessa cooperação é o CBERS, programa espacial sino-brasileiro em funcionamento desde 1999.

Leia também: Mapa dos efeitos do El Niño na agricultura brasileira é redesenhado por especialistas

Em 2025, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o CEXIM (Banco de Exportação e Importação da China) criaram um fundo conjunto com meta de até US$ 1 bilhão, destinado a áreas como transição energética, infraestrutura verde, bioeconomia e agricultura no Brasil. Na agricultura, iniciativas envolvendo mecanização e digitalização da agricultura familiar e experiências de rastreabilidade também apontam possibilidades de integração entre tecnologia, financiamento e produção sustentável.

A nota conclui que a combinação de rastreabilidade, intensificação sustentável e financiamento para a agricultura de baixo carbono pode reduzir riscos de desmatamento, aumentar a resiliência climática e dar maior estabilidade às cadeias globais de abastecimento de alimentos.

A cooperação entre Brasil e China, de acordo com a nota, também pode assumir uma dimensão mais ampla: como duas das principais economias do Sul Global, os países têm condições de desenvolver conjuntamente mecanismos de sustentabilidade adaptados à realidade de países produtores e consumidores de alimentos. A experiência pode contribuir para um modelo de cooperação Sul-Sul no qual comércio, ciência, tecnologia, financiamento e conservação sejam tratados como partes de uma mesma estratégia para a segurança alimentar em um cenário de mudanças climáticas.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM Amazônia, escrito por Mayara Subtil

MPF pede que Marinha rastreie e exija licenças de dragas e balsas utilizadas no garimpo ilegal na Amazônia

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Dragas de garimpo ilegal no rio Tapajós, dentro da Terra indígena Munduruku. Foto: Bruno Kelly/Greenpeace

O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação civil pública para garantir medidas efetivas de controle sobre dragas e balsas utilizadas na extração ilegal de minérios nos rios da Amazônia. Foi pedido à Justiça Federal que obrigue a União, por meio da Marinha do Brasil, a regularizar a fiscalização e exigir o registro e o rastreamento via satélite das embarcações utilizadas no garimpo ilegal. Além disso, a instituição quer que a autoridade marítima responsabilize administrativamente os proprietários em caso de irregularidades.

Na ação, o MPF destaca que o garimpo fluvial nos rios amazônicos não é uma atividade isolada, mas uma manifestação de crime ambiental organizado e de “ecomáfias”. A atuação das dragas está frequentemente associada à logística do narcotráfico, ao transporte clandestino de combustível e mercúrio, à destruição de leitos e margens de rios e ao financiamento de facções criminosas.

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Em inquérito civil que apura a atuação da Marinha no controle e na fiscalização de embarcações utilizadas no garimpo ilegal, o MPF identificou falhas nas normas e na estrutura de fiscalização da autoridade marítima. Atualmente, dragas e balsas voltadas à mineração podem ser inscritas perante as Capitanias dos Portos sem a exigência prévia de título minerário outorgado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) ou de licença ambiental emitida pelos órgãos competentes.

Ação atende a pedido do MPF e busca impedir abandono da fiscalização em área de desova das tartarugas.
Órgão quer maior atuação e responsabilidade por parte da Marinha do Brasil no combate ao garimpo ilegal nos rios da Amazônia. Foto: Divulgação/MPF

Segundo o procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, autor da ação, a emissão do Título de Inscrição de Embarcação (TIE) sem essas verificações acaba conferindo uma “aparência de legalidade” a estruturas destinadas exclusivamente à lavra clandestina. Outro entrave identificado refere-se à recusa da Marinha em instaurar processos administrativos para a responsabilização dos proprietários quando as embarcações são destruídas em operações de fiscalização ambiental, sob a alegação de “perda da materialidade”.

Um dos casos analisados, conhecido como Draga Amazonas, serviu como precedente para a ação do MPF. A embarcação foi apreendida e destruída em maio de 2023, no Igarapé Macueru, afluente do rio Japurá (AM), mas a Marinha inicialmente deixou de autuar o proprietário sob a justificativa de perda da materialidade. Posteriormente, após atuação do MPF, foi reconhecida a possibilidade de utilização de provas indiretas para a apuração da infração.

Leia também: MPF aponta risco de contaminação por mercúrio usado no garimpo ilegal em comunidades no Amazonas

Dados apontam dimensão do garimpo ilegal na Amazônia

Os dados apresentados no processo ilustram a escala do garimpo e o enorme desafio logístico nos rios da região. A jurisdição do Comando do 9º Distrito Naval, sediado em Manaus (AM), engloba mais de 20 mil quilômetros de vias navegáveis na Amazônia Ocidental, por onde trafegam cerca de 35 mil embarcações. Somado a isso, o 4º Distrito Naval responde por outros 11 mil quilômetros de rios nos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.

Em termos de fiscalização, o 9º Distrito Naval informou ter lavrado 392 autos de infração contra embarcações envolvidas em garimpo ilegal, embora não tenha detalhado quantas sanções foram efetivamente aplicadas. Por outro lado, operações policiais e ambientais revelam a destruição contínua de centenas de estruturas. Apesar dessas ações repressivas, a capacidade de recomposição do garimpo permanece alta, com estruturas sendo rapidamente reconstruídas em estaleiros e oficinas clandestinas na região.

Destruição de dragas utilizadas no garimpo ilegal nos rios da Amazônia. Foto: Reprodução/Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Foto: Reprodução/Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Medidas propostas

Diante do esgotamento das tentativas de composição consensual, o MPF requereu à Justiça Federal a determinação de medidas em caráter de urgência:

  • Criação de um fluxo administrativo, em até 30 dias, para recebimento de representações do MPF, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Polícia Federal (PF) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Após o recebimento, a Marinha deve lavrar autos de infração e instaurar os respectivos processos administrativos com base nas provas indiretas (relatórios, dados de sensoriamento remoto, coordenadas e fotos), independentemente da destruição da embarcação;
  • Exigência de vistoria prévia obrigatória, em até 30 dias, com registro fotográfico e georreferenciado antes da concessão ou renovação do TIE para dragas e balsas de sucção, impedindo a homologação de embarcações sem comprovação de título minerário e licença ambiental;
  • Fiscalização preventiva e sistemática de estaleiros, oficinas navais e locais de reparo, com a apresentação do plano e do calendário das fiscalizações em até 60 dias;
  • Apresentação de estudo técnico e minuta de ato normativo, em até 120 dias, sobre inscrição, renovação e autorização de operação das embarcações, contemplando a exigência de título minerário e licença ambiental;
  • Implementação de obrigatoriedade de rastreador via satélite em dragas, em até 120 dias, para monitorar sua localização em tempo real, com integração ao Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (Sistram) e aos sistemas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). No julgamento do mérito da ação, o MPF pede o prazo de 180 dias para a regulamentação da exigência e 12 meses para a implementação total.

A ação tramita na 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Amazonas sob a responsabilidade do 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, especializado no enfrentamento ao garimpo ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.

*Com informações do Ministério Público Federal.

Plano de Turismo 2027-2031 é lançado em Manaus e busca fortalecer setor na capital

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Plano foi construído pela Prefeitura de Manaus em parceria com ManausCult, Sebrae Amazonas e representantes do setor turístico. Foto: Divulgação/ManausCult

Capital do Amazonas, Manaus passa a contar com um plano que define estratégias e metas para o desenvolvimento do turismo entre 2027 e 2031. Lançado no dia 16 de outubro, o Plano de Turismo de Manaus Encontro das Águas reúne diretrizes para fortalecer a capital como destino turístico, valorizar os atrativos locais e ampliar a geração de emprego e renda.

O plano foi construído pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Amazonas) e a participação de representantes do trade turístico, instituições acadêmicas, entidades de classe e órgãos públicos.

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Plano de Turismo de Manaus reúne estratégias para fortalecer setor entre 2027 e 2031
Plano de Turismo Manaus atende a demandas antigas da sociedade e dos profissionais que atuam no setor. Foto: Reprodução

Segundo o diretor-presidente da ManausCult, Márcio Braz, o documento atende a uma demanda antiga da sociedade e dos profissionais que atuam no setor turístico. Ainda segundo o titular da secretaria, as ações são à curto, médio e longo prazo.

“Contratamos um consultor que promoveu uma série de escutas dentro da sociedade, tanto da população, quanto dos agentes. E, através disso foi construído um conjunto de metas e objetivos, de programas, projetos e ações que podem ser desenvolvidos ao longo desse tempo. Então, ao longo desses cinco anos, temos um plano que vai ser coordenado e seguido pelo Conselho Municipal de Turismo. A gente vai conseguir estabelecer um conjunto bem ordenado para aplicação desse plano e o desenvolvimento do turismo aqui na cidade de Manaus”, afirmou Braz.

Leia também: Amazonas registra segundo maior crescimento do país no setor turístico

Plano também fortalecerá turismo comunitário

Por fim, Márcio destacou que a melhoria da sinalização turística e o fortalecimento do turismo de base comunitário, por exemplo, estão entre os principais pontos do plano.

“É um ponto bem importante, que é o turismo sustentável, onde as próprias comunidades fazem sua autogerência e a gerencia do seu produto turístico, ou seja todo mundo quer saber como tal localidade faz a sua farinha, faz o manejo da mandioca ou o preparo do açaí. Os modos de saberes e fazeres, essas ciências são importantes para o turismo na cidade de Manaus, que fortalece essas comunidades, fortalece a sustentabilidade desses espaços”, finalizou.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Votação on-line decide nome de macaco-barrigudo nascido em parque ambiental no Acre; saiba como votar

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Filhote macho de macaco-barrigudo nasceu em 9 de julho no Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco. Foto: Val Fernandes/Secom AC

Um novo morador do Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre, terá o nome definido pelo público. Isso porque a instituição abriu uma votação on-line para decidir o nome de um filhote macho de macaco-barrigudo que nasceu em 9 de julho deste ano, no parque ambiental. Nino, Caju ou Xingu são as opções de nomes que o público pode escolher por meio da enquete disponível até o final de outubro.

As opções foram selecionadas pela prefeitura de Rio Branco e buscam destacar características como a ligação com a natureza e a identidade amazônica. O nome Nino é uma opção curta e fácil de lembrar, enquanto que Caju faz referência à natureza e à identidade brasileira. Já Xingu remete à identidade amazônica.

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A iniciativa marca mais um momento especial para o Parque Ambiental Chico Mendes, que completou 30 anos de inauguração em 31 de julho e registrou, com o nascimento do filhote, a primeira reprodução dessa espécie no local. A escolha do nome, segundo a instituição, é uma forma de aproximar a população do trabalho de conservação desenvolvido no parque.

Macaco-barrigudo
Macaco-barrigudo. Foto: Helen Sacconi/TG

Conheça o macaco-barrigudo

Primata nativo da Amazônia, o macaco-barrigudo (Lagothrix lagothricha) é um animal que possui papel importante na manutenção das florestas, principalmente por contribuírem para a dispersão das sementes. Ao se alimentarem de frutos e circularem pela mata, as espécies ajudam a espalhar sementes por diferentes áreas, favorecendo a regeneração da vegetação.

Com pelagem densa e cauda longa e preênsil, o macaco-barrigudo costuma ter como facilidade a locomoção pelas árvores da Amazônia. São altamente sociais e vivem em grupos grandes, onde a interação social é vital. São onívoros, alimentando-se principalmente de frutas, mas também comem sementes, gomas, flores e algumas presas animais.

Parque Ambiental Chico Mendes recebeu obras de revitalização

A revitalização do parque contou com investimento de cerca de R$ 1,5 milhão. Entre as melhorias, estão a pintura dos recintos do zoológico, dos banheiros e de áreas de convivência, além da recuperação da trilha asfaltada, da reconstrução da passarela de acesso ao zoológico e da renovação dos jardins. O parque também recebeu placas solares e passou a oferecer internet gratuita aos visitantes.

Com 57 hectares de floresta preservada, o local reúne trilhas ecológicas, zoológico com animais da região amazônica, áreas de recreação e academia ao ar livre.

O espaço também abriga o Memorial Chico Mendes, dedicado à história do seringalista e ativista ambiental acreano assassinado em 1988.
Em 2024, o parque recebeu o selo internacional de sustentabilidade Good Travel Seal, concedido pela Fundação Green Destinations, da Holanda. Na época, foi divulgado que o espaço era o primeiro da Região Norte a receber a certificação, que avalia critérios como gestão de resíduos, energia, prevenção da poluição e acessibilidade.

Leia também: Parque Ambiental Chico Mendes: conheça o refúgio de biodiversidade em Rio Branco

Parque Chico Mendes passou por uma revitalização. Foto: Marcos Araújo/Secom AC

*Por Jhenyfer de Souza, da Rede Amazônica AC

MPF pede na Justiça cumprimento de sentença para garantir água potável a indígenas no sudoeste do Pará

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Seca no Rio Marupá em 2024. Foto: Coletivo Audiovisual Wakoborun, via Comissão Pastoral da Terra, em licença CC

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça Federal para obrigar a União a cumprir imediatamente a sentença que garante o fornecimento de água potável a comunidades indígenas da região do Rio Tapajós, no Pará.

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No pedido de cumprimento provisório da decisão, o MPF solicita que o governo federal seja intimado a executar as medidas determinadas no prazo de 15 dias, sob pena de multa diária.

A iniciativa busca assegurar o abastecimento das aldeias atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do Rio Tapajós, diante do descumprimento dos prazos judiciais pela União e do risco de uma nova seca extrema na Amazônia.

MPF pede na Justiça o cumprimento de sentença para garantir água potável a indígenas no sudoeste do Pará
MP pede que Justiça garanta cumprimento de determinação para fornecimento de água potável. Foto: Divulgação/DP

Leia também: O dilema do acesso à água potável na Amazônia

O pedido do procurador da República Rafael Martins da Silva é referente à microrregião que abrange os municípios paraenses de Itaituba, Aveiro, Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão e, em especial, o território indígena Munduruku.

Prazos descumpridos

A sentença que o MPF busca fazer cumprir foi proferida pela Justiça Federal em fevereiro deste ano, ao julgar parcialmente procedentes os pedidos feitos pela instituição em uma ação civil pública. No entanto, os prazos estabelecidos terminaram sem que o poder público adotasse as providências obrigatórias.

O processo principal foi enviado ao tribunal para julgamento de recurso de apelação, mas, como esse tipo de recurso em ações coletivas não suspende automaticamente os efeitos da decisão, o MPF acionou a Justiça para exigir a execução imediata das obrigações.

Urgência pela seca – Na manifestação, o MPF destaca a urgência do caso com base em uma nota técnica recente do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Foto: Reprodução/MPF

O documento alerta para a possibilidade de um novo episódio do fenômeno climático El Niño entre 2026 e 2027, com potencial de forte intensidade. Segundo o alerta, o fenômeno pode provocar secas intensas na Amazônia, semelhantes às registradas em 2015 e 2016 e entre 2023 e 2024.

O MPF ressalta que não houve resposta adequada às necessidades dos indígenas desde a estiagem de 2023 e 2024 — que motivou a ação original — e que um novo período de seca extrema, somado à contaminação dos rios por mercúrio, compromete a sobrevivência dessas comunidades.

Determinações da Justiça

Na ação de cumprimento provisório da sentença, o MPF cobra que a União execute três medidas principais que já haviam sido determinadas pela Justiça Federal em fevereiro:

  • Manutenção da entrega mensal de água potável, com distribuição até o dia 10 de cada mês;
  • Identificação, na microrregião de Itaituba, de todas as aldeias que precisam de construção ou reforma de sistemas de abastecimento de água ou de poços artesianos, definindo uma ordem de prioridades para atendimento de emergência;
  • Apresentação, em seis meses, de um cronograma para implantar, reformar ou ampliar os sistemas de abastecimento, além de um programa para monitorar a quantidade, a qualidade e o tratamento da água de poços e rios. As ações devem garantir, no prazo máximo de dois anos, o fornecimento permanente de água a todos os indígenas atendidos pelo Dsei na microrregião, com atenção especial às aldeias em situação crítica e às especificidades culturais.

Decisão da Corte IDH

Em julho de 2022, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) determinou medidas provisórias obrigatórias para proteger os povos indígenas Munduruku diante de situações de extrema gravidade e urgência, relacionadas ao avanço do garimpo ilegal, à contaminação dos rios por mercúrio.

Entre as medidas exigidas do Estado brasileiro estão a proteção dos territórios e da vida dos indígenas, o combate ao garimpo ilegal, o monitoramento da contaminação por mercúrio, a garantia de acesso à água potável e à saúde.

Entenda o caso

A ação civil pública foi proposta pelo MPF para enfrentar a falha estrutural no fornecimento de água potável às comunidades indígenas no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), gerido pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.

Foto: Reprodução/Greenpeace

O processo reuniu documentos de investigações do MPF que acompanharam a atuação dos órgãos públicos diante da grave seca periódica na Amazônia. As apurações demonstraram que a falta de água potável nas aldeias foi agravada pelos impactos do garimpo ilegal e pela consequente contaminação por mercúrio nas águas do Rio Tapajós e de seus afluentes.

*Com informações da Ministério Público Federal

Fórum de Ciências em Inírida abordou alternativas para a conservação e o uso sustentável da floresta amazônica

Foto: Reprodução/SINCHI-Instituto Amazônico de Pesquisa Científica

O uso de frutos amazônicos como a manaca para gerar renda sem prejudicar a floresta, as oportunidades do ecoturismo e a pesquisa sobre mercúrio no rio Estrela de Inírida, na Colômbia, foram alguns dos temas centrais do Fórum de Ciências, realizado em 6 de outubro pelo Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas (SINCHI).

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O encontro reuniu 168 participantes de comunidades, organizações, instituições e centros educacionais na Instituição Educacional Custodio García Rovira e na sede do Instituto em Inírida, com o objetivo de compartilhar pesquisas e experiências locais diante dos desafios ambientais e produtivos de Guainía.

Jaime Alberto Barrera, vice-diretor científico do Instituto SINCHI, destacou que o Fórum proporcionou uma oportunidade para aprender sobre modelos de desenvolvimento baseados em produtos da biodiversidade, turismo de natureza e comunitário, monitoramento ambiental e as dinâmicas socioambientais e culturais do departamento.

Ele explicou que esses encontros aproximam a ciência da sociedade e “nos ajudam a entender que, por meio da inovação, da transferência de conhecimento e da pesquisa, é possível solucionar os problemas socioambientais que ocorrem em nossos territórios”.

Fórum de Ciências em Inírida abordou alternativas para a conservação e o uso sustentável da floresta amazônica
Fórum de Ciências em Inírida abordou alternativas para a conservação e o uso sustentável da floresta amazônica. Foto: Reprodução/SINCHI-Instituto Amazônico de Pesquisa Científica

Leia também: Caminhos sustentáveis: como a infraestrutura verde impulsiona a bioeconomia na região amazônica

No primeiro fórum temático, representantes de organizações de agricultores, iniciativas agrícolas, instituições e pesquisadores examinaram o potencial das frutas amazônicas para fortalecer as economias locais. A discussão centrou-se nos desafios do processamento e comercialização de produtos como a manaca, aproveitando o conhecimento comunitário e, ao mesmo tempo, conservando os recursos florestais.

O segundo fórum reuniu representantes da Governadoria de Guainía, operadores turísticos, organizações comunitárias e pesquisadores para analisar como fortalecer e diversificar a oferta turística do departamento. Os participantes discutiram a contribuição da pesquisa e do conhecimento local para a identificação de novas atrações e o desenvolvimento de atividades responsáveis ​​para os ecossistemas.

Fórum de Ciências em Inírida abordou alternativas para a conservação e o uso sustentável da floresta amazônica. Foto: Reprodução/SINCHI Instituto Amazônico de Pesquisa Científica

A sessão da manhã encerrou com uma apresentação de María Camila Escobar, pesquisadora do Programa de Ecossistemas e Recursos Naturais do Instituto SINCHI, que abordou a avaliação do mercúrio em matrizes ambientais e bióticas da Estrela do Rio Inírida.

A ciência abriu suas portas para as comunidades

Durante a tarde, a sede do Instituto SINCHI em Inírida sediou apresentações sobre a fauna da estrela-do-rio-Inírida e seu manejo sustentável, sistemas de informação para a compreensão da Amazônia, usos da planta manaca e cidades e comunidades amazônicas. O programa também incluiu uma apresentação sobre o guia intercultural de aves da estrela-do-rio-Inírida.

Simultaneamente, foi realizada uma feira com estandes dos programas de pesquisa do Instituto, onde foram compartilhados trabalhos sobre biodiversidade, peixes ornamentais e o uso sustentável de espécies amazônicas. Os participantes puderam desfrutar de experiências e atividades de realidade virtual da Mochila do Conhecimento Amazônico, incluindo jogos científicos para os participantes mais jovens.

Fórum de Ciências em Inírida abordou alternativas para a conservação e o uso sustentável da floresta amazônica. Foto: Reprodução/SINCHI Instituto Amazônico de Pesquisa Científica

Por meio de fóruns e da feira, o Instituto SINCHI compartilhou conhecimento científico e os resultados de suas pesquisas através do diálogo direto com as comunidades de Guainía.

Esta quinta edição do Fórum Científico segue eventos anteriores realizados em Puerto Asís (Putumayo), Leticia (Amazonas), Mitú (Vaupés) e San José del Guaviare (Guaviare). A próxima edição acontecerá em Florencia (Caquetá).

*Com informações do Instituto SINCHI.

Fumaça de incêndio coloca Manaus novamente no topo da cidade com pior qualidade do ar no mundo

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Fumaça de queimadas encobrindo prédios na Zona Centro-Sul de Manaus. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Manaus, capital do Amazonas, voltou a atingir o pior nível de qualidade do ar entre as cidades monitoradas pelo ranking internacional da IQAir na manhã deste sábado (17). Dados da plataforma internacional registraram 637 pontos no índice de qualidade do ar, pontuação considerada perigosa, em meio à fumaça que encobre a cidade devido à incêndios florestais e queimadas tanto na capital quanto na região metropolitana.

Só para se ter ideia, a pontuação é mais que o dobro da faixa de 300 pontos, que é quando a população começa a sentir os efeitos da poluição como irritação nos olhos, nariz e garganta, além de tosse, falta de ar e agravamento de doenças respiratórias ou cardiovasculares.

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A IQAir também registrou concentração de partículas finas PM2,5 de 394,3 µg/m³. Esse valor corresponde a quase 80 vezes a diretriz anual de 5 µg/m³ estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também identificou condições consideradas péssimas em áreas da capital.

Fumaça colocou Manaus no topo da cidade com pior qualidade do ar no mundo, segundo IQAir. Foto: Naritha Migueis
Fumaça colocou Manaus no topo da cidade com pior qualidade do ar no mundo, segundo IQAir. Foto: Naritha Migueis

Capital já liderava ranking nacional de pior qualidade do ar

A situação se agravou após Manaus registrar, na sexta-feira (16), a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras. Naquele dia, por volta das 6h, a IQAir apontou índice de 167 pontos, classificado como insalubre.

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também identificou concentrações elevadas de partículas na capital. A piora da qualidade do ar, inclusive, levou à suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino e das atividades acadêmicas presenciais da UEA na sexta-feira, como medida preventiva para reduzir a exposição à fumaça.

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Queimadas e incêndios florestais tanto na capital quanto na região metropolitana de Manaus são as principais causas da fumaça que encobre a cidade. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica

Como se proteger

Durante episódios de fumaça intensa, a recomendação é reduzir ao máximo a exposição ao ar contaminado, principalmente quando os indicadores apontam condições perigosas. As principais medidas de proteção são:

  • Evite caminhadas, corridas e exercícios físicos ao ar livre enquanto a poluição estiver elevada.
  • Mantenha portas e janelas fechadas quando houver fumaça intensa do lado de fora, sem permitir que o ambiente fique excessivamente quente.
  • Se precisar sair, utilize respiradores bem ajustados, como PFF2 ou N95, que ajudam a filtrar partículas finas.
  • Se possível, utilize purificadores de ar com filtros adequados para partículas.
  • Evite fontes adicionais de poluição dentro de casa, como fumaça de cigarro e queima de materiais.
  • Procure atendimento médico em caso de falta de ar, dor no peito ou agravamento importante de sintomas respiratórios.

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*Com informações da Rede Amazônica AM

Seca, salinização da água e falta de transporte motivam 24 ações da Justiça no Bailique, no Amapá

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Retorno do Enem e cobrança por água limpa: ações na Justiça atendem moradores do Bailique, no AP. Foto: Crystofher Andrade/Rede Amazônica AP

A realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a cobrança por saneamento e transporte escolar no arquipélago do Bailique, no Amapá, são resultados de 24 ações instauradas pelo Ministério Público Federal (MPF) para atender demandas de moradores da região. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (16).

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O acesso ao Bailique, conjunto de ilhas mais distante da capital, Macapá, exige horas de viagem de barco. Para ouvir os relatos de quem vive isolado e enfrenta dificuldades para acessar serviços públicos, procuradores e servidores visitaram a comunidade no fim de 2024 por meio do projeto “MPF na Comunidade”.

“Nós criamos o projeto para levar o órgão até a população que muitas vezes tem dificuldade de chegar até a gente. Por ser um estado da Amazônia Legal, o Amapá tem comunidades distantes da capital. Invertemos a lógica para ouvir as demandas e explicar nossa atuação”, explica o procurador-chefe do MPF no Amapá, João Pedro Becker.

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Volta do Enem e fiscalização de serviços básicos

Durante a escuta social, a população relatou problemas graves com falta de água potável, falhas na saúde, insegurança, transporte escolar precário e dificuldades na pesca.

Entre as principais conquistas obtidas após a visita está o retorno da aplicação do Enem na própria comunidade. Os estudantes do Bailique não faziam a prova no arquipélago desde 2019 e precisavam se deslocar até a capital.

Seca, salinização da água e falta de transporte motivam 24 ações da Justiça no Bailique. Foto: Jacirene Ramos/Arquivo Pessoal

Como não houve acordo amigável com o Ministério da Educação (MEC) e com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o MPF acionou a Justiça para garantir a prova na localidade.

Outros oito procedimentos continuam em andamento. Entre as prioridades estão:

  • Acompanhamento da dragagem do Rio Gurijuba;
  • Fiscalização e melhoria do transporte escolar de estudantes das ilhas;
  • Garantia de direitos e apoio à pesca tradicional;
  • Soluções para a erosão das margens e para o avanço da salinização da água doce.

Encaminhamentos e atendimento ao público

As queixas referentes à segurança pública e outros serviços que não são de atribuição federal foram repassadas ao Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) e aos órgãos estaduais competentes.

Além do Bailique, o projeto de atendimento itinerante já percorreu os municípios de Laranjal do Jari e Oiapoque. O órgão pretende transformar as expedições em uma ação permanente e planeja atender uma nova comunidade em 2027.

Seca, salinização da água e falta de transporte motivam 24 ações da Justiça no Bailique. Foto: Divulgação MPF

Moradores do Amapá que precisarem fazer denúncias ou solicitações podem utilizar o protocolo eletrônico no site oficial do MPF ou comparecer presencialmente à sede do órgão, localizada no Centro de Macapá.

*Por Isadora Pereira e Michele Ferreira, Rede Amazônica Amapá.

Selênio modifica trajetória do mercúrio no organismo e atenua efeitos tóxicos

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Para os ribeirinhos do Pará, como em toda a Amazônia, a principal via de exposição ao mercúrio é o consumo de pescado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um enigma de longa data sobre a saúde das populações ribeirinhas da Amazônia acaba de ganhar uma explicação científica. Apesar de apresentarem níveis de mercúrio no sangue até 12 vezes superiores aos limites de segurança da Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos tóxicos do metal nessas comunidades são consideravelmente menores do que o esperado. A chave para a resiliência parece estar nos altos índices de selênio presentes no organismo desses indivíduos.

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Um novo estudo revelou que o selênio – ingerido em grande quantidade na região, especialmente por meio da castanha-do-pará – interfere diretamente na forma como o corpo humano processa o contaminante. O nutriente atua reduzindo a transferência de uma das formas mais tóxicas do mercúrio para o plasma sanguíneo e, simultaneamente, aumenta a capacidade do organismo de eliminá-lo por meio da urina.

“Os resultados sugerem que o selênio não atua apenas depois que o mercúrio começa a produzir danos, reforçando as defesas antioxidantes do organismo. Sua ação parece ocorrer antes disso, na própria toxicocinética do contaminante, isto é, nos processos que determinam como ele circula no organismo, se distribui entre os tecidos e passa por transformações até ser finalmente eliminado”, conta o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP) Fernando Barbosa Júnior, que coordenou a pesquisa publicada na revista Environment & Health.

O avanço na compreensão dessa dinâmica protetora é fundamental, dada a gravidade dos danos associados a essa contaminação. A principal ameaça vem do metilmercúrio, a forma orgânica do metal, que atinge diretamente o sistema nervoso central. Sem a mitigação de seus efeitos, a exposição crônica resulta em perda de coordenação motora, problemas de visão, declínio de memória e, durante a gestação, pode comprometer de forma severa o desenvolvimento neurológico da criança.

O trabalho foi realizado com moradores das bacias dos rios Tapajós e Amazonas, no Pará. “Em estudos feitos no passado, já havíamos observado que, quanto mais selênio havia no organismo, menor era o efeito tóxico do mercúrio. Agora mostramos que, além disso, o selênio parece desempenhar um papel importante na distribuição das espécies químicas do mercúrio e na forma como ele é eliminado do organismo”, acrescenta o pesquisador.

Selênio modifica a trajetória do mercúrio no organismo e atenua seus efeitos tóxicos
Atendimento da população pelos agentes do projeto. Foto: Fernando Barbosa Júnior

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O termo “espécies químicas” designa as diferentes formas nas quais um elemento pode se apresentar. O mercúrio pode ser inorgânico (elementar) ou ligado a compostos orgânicos, dando origem ao metilmercúrio. Cada espécie apresenta propriedades distintas que determinam sua mobilidade e toxicidade.

O estudo é o primeiro realizado na Amazônia a determinar simultaneamente essas duas principais espécies no sangue total, no plasma e na urina dos mesmos indivíduos. Essa análise de especiação química permitiu acompanhar o percurso exato do elemento dentro do corpo.

“Na Amazônia, a principal via de exposição ribeirinha é o consumo de pescado. O mercúrio presente nos peixes encontra-se principalmente na forma de metilmercúrio, que atravessa membranas biológicas e pode alcançar o sistema nervoso central. O mercúrio inorgânico, por sua vez, é a forma predominantemente eliminada pelos rins. Distinguir uma espécie da outra é indispensável para compreender os riscos e os mecanismos de desintoxicação”, explica Barbosa Júnior.

Como mais de 80% do mercúrio nos peixes amazônicos é metilmercúrio, o ribeirinho quase só recebe essa espécie química quando consome o pescado. No entanto, as análises de sangue, plasma e urina também revelaram a presença de mercúrio inorgânico.

A explicação mais provável é que parte do metilmercúrio seja desmetilada no organismo (perdendo seu grupo metila). Os resultados levantam a hipótese de que o selênio favoreça esse processo: quanto maiores as concentrações de selênio no sangue e na urina, maior a proporção de mercúrio inorgânico excretada pela via renal.

O papel do selênio e a dinâmica no sangue

Elemento essencial ao organismo, o selênio participa da defesa antioxidante e de vários processos fisiológicos. Ao comparar as concentrações biológicas, os pesquisadores constataram que o aumento do selênio reduzia a passagem do metilmercúrio das células sanguíneas para o plasma (a parte líquida do sangue). Ou seja, o nutriente diminui a fração de contaminante circulante e disponível para intoxicar outros tecidos.

A pesquisa integra um amplo estudo de biomonitoramento realizado em 13 comunidades das bacias dos rios Tapajós e Amazonas. Em outubro e novembro de 2022, foram coletadas amostras de sangue e urina de 1.089 voluntários adultos. Para o trabalho de especiação, os pesquisadores selecionaram 56 participantes que apresentavam grande variação nas concentrações sanguíneas de mercúrio e selênio.

“No sangue total, o metilmercúrio representou, em média, 76% do mercúrio detectado, enquanto os 24% restantes estavam na forma de mercúrio inorgânico. No plasma, essa distribuição foi bastante diferente: do mercúrio presente nesse compartimento, 49% estavam na forma de metilmercúrio e 51% na forma inorgânica, em média”, relata Barbosa Júnior.

Foto: Reprodução/Freepik

Além disso, apenas 7% do metilmercúrio presente no sangue estava associado ao plasma; a maior parte permanecia ligada às células sanguíneas, principalmente às hemácias. Esses achados são muito importantes porque o plasma participa do transporte das substâncias pelo organismo e, portanto, a fração de metilmercúrio que chega a esse compartimento pode estar mais disponível para alcançar outros tecidos.

Em trabalho anterior, publicado pelo grupo em 2013, indivíduos com maior proporção de metilmercúrio no plasma apresentaram efeitos tóxicos mais pronunciados do que aqueles nos quais essa proporção era menor. “O metilmercúrio no plasma estava muito mais associado aos efeitos tóxicos”, afirma o pesquisador.

O novo estudo mostrou ainda que essa passagem do metilmercúrio do sangue para o plasma diminui à medida que aumentam as concentrações sanguíneas de selênio – uma associação que os autores descrevem pela primeira vez em humanos.

“Outra associação importante apareceu na urina. Quanto maiores as concentrações de selênio no sangue e na própria urina, maior a proporção de mercúrio inorgânico excretada pela via renal. O resultado levanta a hipótese de que o selênio possa favorecer, direta ou indiretamente, a desmetilação do metilmercúrio e sua posterior eliminação como mercúrio inorgânico”, sublinha Barbosa Júnior.

Dois mecanismos possíveis

Segundo o pesquisador, há pelo menos dois mecanismos capazes de explicar essa ação protetora. O primeiro decorre da grande afinidade química entre mercúrio e selênio. Ao se ligarem diretamente, os dois elementos podem formar compostos pouco solúveis e menos biodisponíveis – isto é, menos capazes de circular livremente e interagir com estruturas celulares.

“O mercúrio tem uma forte afinidade por grupos contendo enxofre, mas sua interação com o selênio é ainda maior”, informa Barbosa Júnior. “Quando aparece um selênio no contexto, ele logo se liga ao mercúrio. A formação dessa espécie insolúvel leva a uma menor biodisponibilidade do metal”.

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O segundo mecanismo envolve as selenoproteínas – proteínas que contêm selênio em sua estrutura. Algumas delas funcionam como enzimas antioxidantes, neutralizando espécies reativas de oxigênio – moléculas altamente instáveis cuja formação pode ser acentuada pela exposição ao mercúrio. “Essas selenoproteínas modulariam o efeito porque reduzem a formação ou a ação das espécies reativas de oxigênio. Temos, portanto, uma possível interação direta entre selênio e mercúrio e outra mediada pelas defesas antioxidantes”, sintetiza o pesquisador.

Ainda não se sabe quais moléculas participam efetivamente do processo observado nos ribeirinhos. Entre as candidatas estão a selenoproteína P, importante transportadora de selênio no plasma; a glutationa peroxidase, enzima antioxidante; e formas de selênio associadas à albumina. A identificação dessas biomoléculas será uma das próximas etapas da pesquisa.

Para o público, os pesquisadores alertam que os resultados do estudo não justificam o uso indiscriminado de suplementos que contenham selênio. Embora essencial, o elemento pode ser tóxico quando ingerido em excesso. Seus efeitos dependem da dose, da forma química, das moléculas nas quais está incorporado e das condições nutricionais de cada pessoa.

Garimpo não explica tudo

O novo artigo é resultado de uma trajetória iniciada há 21 anos, quando Barbosa Júnior começou a trabalhar com comunidades ribeirinhas do médio Tapajós em parceria com pesquisadores canadenses que atuavam na região desde a década de 1990.

Segundo o pesquisador, embora o garimpo seja uma fonte importante de contaminação por mercúrio na Amazônia, ele não explica a origem de todo o metal presente no ambiente: “Uma parcela expressiva encontra-se naturalmente acumulada nos solos da região ao longo de milhares de anos”. Estudos realizados no Tapajós nos anos 1990 estimaram que o mercúrio diretamente introduzido pelo garimpo representava cerca de 3% do total encontrado na área.

Na região do rio Negro, o trabalho publicado em 2001 pelos pesquisadores Pedro Fadini, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Wilson Jardim, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que concentrações elevadas de mercúrio foram encontradas mesmo em pontos distantes de fontes antropogênicas e concluiu que a lixiviação do mercúrio naturalmente presente no solo – considerado o maior reservatório regional – seria a principal via de contaminação das águas.

Isso não significa que a contribuição danosa da mineração seja irrelevante. No Tapajós, a quantidade de mercúrio metálico (utilizado na amalgamação do ouro) lançada nas águas é estimada em 90 a 110 toneladas por ano. Além disso, o garimpo revolve solos e sedimentos naturalmente ricos no elemento, favorecendo sua mobilização e transporte aos ambientes aquáticos.

Ainda nos primeiros anos das mais de duas décadas de estudo, os pesquisadores começaram a investigar se o estado nutricional poderia explicar por que pessoas submetidas a níveis semelhantes de mercúrio apresentavam respostas tão diferentes. Os primeiros indícios em relação ao papel do selênio surgiram em pesquisas realizadas entre 2009 e 2013.

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TI Sai Cinza, no Pará, tem sido uma das mais desmatadas por garimpo na Amazônia nos últimos anos. Foto: Marcos Amend/Greenpeace

“Antes disso, a relação mercúrio-selênio havia sido observada principalmente em experimentos com animais. Havia pouquíssimos dados obtidos em seres humanos expostos. Mostramos que indivíduos com mais selênio apresentavam efeitos menores ou não apresentavam os efeitos neurotóxicos esperados, o que chamou muito a atenção”, lembra Barbosa Júnior.

A investigação ganhou escala com um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, iniciado depois das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Atualmente, o programa reúne dados de mais de 3 mil participantes e combina biomonitoramento humano, especiação química, genética, metabolômica, transcriptômica e epidemiologia ambiental.

Em vez de medir apenas a quantidade de mercúrio acumulada no cabelo, no sangue ou na urina, os pesquisadores passaram a perguntar como o contaminante se comporta depois de entrar no organismo e por que pessoas aparentemente submetidas à mesma exposição respondem de maneiras tão diferentes.

A resposta envolve vários fatores: genética, idade, sexo, estado nutricional, composição da dieta, microbiota intestinal e condições ambientais. “Nosso objetivo deixou de ser apenas saber quanto mercúrio está presente. Passou a ser entender como ele se distribui, se transforma e é eliminado, e quais fatores modificam sua toxicidade. O programa integra biomonitoramento, toxicocinética, genética e ferramentas ômicas voltadas à identificação de mecanismos e novos biomarcadores”, detalha o pesquisador.

Um dos trabalhos do grupo utilizou metabolômica – análise em larga escala das pequenas moléculas produzidas pelo metabolismo – e identificou alterações em vias relacionadas à produção de energia, ao estresse oxidativo e ao metabolismo de aminoácidos. Indivíduos com alta exposição ao mercúrio, mas também maiores concentrações de selênio, apresentaram perfis metabólicos mais próximos dos observados em participantes muito menos expostos.

Outro estudo, baseado em transcriptômica, detectou alterações na expressão de mais de 14 mil genes, envolvendo inflamação, resposta imune, reparo do DNA, estresse oxidativo e processos neurobiológicos. Este trabalho não enfocou a relação com o selênio, mas mostrou que a exposição crônica ao mercúrio deixa no sangue uma assinatura molecular mensurável.

Trocando um problema por outro

Em comparação com os níveis registrados pelo grupo cerca de 20 anos antes, a exposição ao mercúrio diminuiu nas comunidades do Tapajós. Mas o motivo dessa redução introduz um novo problema. Segundo Barbosa Júnior, os ribeirinhos estão consumindo menos peixe e substituindo parte do pescado por frango congelado e alimentos ultraprocessados, como embutidos, em geral de muito pior qualidade nutricional.

“A população passou a ter mais acesso a alimentos ultraprocessados. A chegada da energia elétrica facilitou o armazenamento e o consumo de produtos como frango congelado e embutidos, como salsichas, contribuindo para mudanças nos hábitos alimentares e para a redução da atividade de pesca. Ao mesmo tempo, alterações climáticas e ambientais têm afetado a disponibilidade de peixes em algumas regiões. Como resultado, o consumo de pescado vem diminuindo, o que pode reduzir a exposição ao mercúrio, mas não representa necessariamente uma melhora na qualidade da alimentação”, aponta o pesquisador.

Ao mesmo tempo em que constitui a principal fonte de metilmercúrio, o peixe é um alimento de grande valor nutricional. Fornece proteínas de alta qualidade, ácidos graxos como ômega-3, vitaminas, selênio e outros micronutrientes importantes para o desenvolvimento neurológico e a saúde cardiovascular. A redução de seu consumo e a substituição por alimentos menos saudáveis estariam agravando a condição de insegurança alimentar das populações ribeirinhas amazônicas.

“Há comunidades com deficiência de ferro e de iodo, além de anemia. Este já é um quadro de insegurança alimentar. Uma atuação para que essa população diminua o consumo de peixe por causa do mercúrio tenderia a piorar a situação. Se a intervenção dos agentes de saúde não considerar tudo isso, poderá trocar um problema por outro ainda maior”, alerta Barbosa Júnior.

O desafio, segundo o pesquisador, é substituir recomendações universais por avaliações de risco-benefício capazes de considerar simultaneamente a espécie de peixe consumida, sua concentração de mercúrio e selênio, a frequência do consumo, a sazonalidade, o estado nutricional e as características biológicas de cada população.

O estudo foi realizado no âmbito de uma colaboração internacional coordenada pela FCFRP-USP, com a participação de pesquisadores do Brasil, França, Espanha, Eslovênia, Rússia e Estados Unidos. Grande parte dos trabalhos realizados pela colaboração integra o projeto “Avaliação da interação mercúrio-selênio em populações ribeirinhas da Amazônia combinando abordagens analíticas e toxicológicas de fronteira”, desenvolvido em colaboração com a Université de Pau et des Pays de l’Adour, na França.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por José Tadeu Arantes