Acordo foca na preservação e saúde de comunidade indígena em Madre de Dios. Foto: Divulgação/IIAP
O Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente no Peru, e a comunidade indígena Bélgica assinaram um acordo-quadro de cooperação para a execução de projetos conjuntos de pesquisa científica, inovação e transferência de tecnologia em Madre de Dios.
A cerimônia de ativação do acordo ocorreu no auditório do IIAP, sede em Madre de Dios, com a presença do engenheiro Ronald Corvera Gomringer, diretor regional da instituição, e do Sr. Ilzon López Añez, presidente da comunidade Bélgica.
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Para Corvera, este acordo representa um marco na colaboração com as comunidades indígenas.
“O nosso objetivo é abordar os aspetos técnicos e desenvolver novas tecnologias em conjunto com as comunidades, para que tudo isto se traduza em desenvolvimento social, econômico e produtivo real em Madre de Dios”, afirmou.
O acordo, que tem validade de dois anos, prioriza três áreas de trabalho:
- A primeira é o monitoramento participativo da qualidade da água e do crescimento das espécies de peixes.
- A segunda abrange ações de coleta de sementes, propagação e restauração de florestas andino-amazônicas.
- A terceira inclui oficinas, estágios e apoio técnico direto para membros da comunidade.
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Apoio técnico para piscicultores em Madre de Dios
A bióloga Anaí Gonzales Flores , da equipe técnica do IIAP, explicou a importância desse acordo para os habitantes da região:
“Queremos que nossos piscicultores aprimorem suas habilidades e concentrem seus cultivos para melhorar sua qualidade de vida. Este acordo é um passo fundamental para que a comunidade sinta que tem profissionais à sua disposição”.

Um dos aspectos relevantes dessa aliança é o apoio técnico a um projeto que busca validar a produção do peixe piracatinga (Calophysus macropterus) livre de mercúrio, uma iniciativa vital para a saúde dos habitantes da Amazônia.
Especificamente, a área de Tahuamanu – onde se localiza a comunidade indígena de Bélgica – é uma das mais afetadas pela contaminação por mercúrio resultante da mineração informal.
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Tecnologia moderna, conhecimento ancestral

Nessa linha, Corvera lembrou que a missão do IIAP é gerar conhecimento que integre a tecnologia moderna com a sabedoria ancestral a serviço das sociedades amazônicas.
Por sua vez, o representante da comunidade expressou o interesse de seu povo em cuidar do território em conjunto e garantir o uso sustentável de seus recursos.
Com este acordo, o IIAP e a comunidade indígena iniciam uma nova fase de trabalho colaborativo, respeitando a cultura local e a livre vontade da comunidade. “Este é um passo concreto rumo a uma Amazônia mais saudável, melhor aproveitada por seus habitantes”, afirmou a instituição.
*Com informações da Agência Andina
