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Alunos de Barreirinha criam sabonete com borra de café

Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

Utilizar a borra de café para criação de sabonete esfoliante foi a base de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O estudo foi desenvolvido por estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas, na Escola Estadual Profª. Maria Belém, em Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus).

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A pesquisa intitulada ‘Produção de sabonete esfoliante a partir do reaproveitamento da borra de café, realizada pelos alunos do 3º ano do Ensino Presencial com Mediação Tecnológica’ foi amparada por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital n° 002/2024, e coordenada pela professora de Química Karliany de Souza Lima, da Secretaria de Educação.

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Alunos do Programa Ciência na Escola da Fapeam criam sabonete com borra de café, em Barreirinha
Alunos do Programa Ciência na Escola da Fapeam criam sabonete com borra de café. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

O objetivo principal do projeto foi o reaproveitamento da borra de café na aplicação em cosméticos, devido à grande quantidade de componentes potencialmente valiosos, que trazem benefícios à pele, como os antioxidantes, anti-inflamatórios, antitumorais e capacidade de adsorção.

“Produzimos dois tipos de sabonetes esfoliantes em barra com composições diferentes, a fim de demonstrar que o reaproveitamento da borra pode ser realizado do modo mais simples para uso doméstico e para fins de comercialização”, explicou a coordenadora do projeto.

Produção do sabonete

Para a confecção do sabonete, os alunos realizaram trabalhos escritos e vídeos sobre como é feito a produção do sabonete, além disso realizados diversos experimentos, juntamente com o professor, até chegar na qualidade desejada do item de higiene pessoal.

O tempo de produção final do item de limpeza foi de 24 horas, e foram usados óleo de amêndoas, sabonete glicerinado, base de glicerina, glicerina líquida, álcool de cereais e lauril (sulfato de sódio), além da borra do café. Tantos os alunos quanto a comunidade escolar foram incentivados a investigar soluções para problemas socioambientais, e colocar em prática alternativas sustentáveis para preservação e conservação ambiental.

A avaliação do sabonete esfoliante foi realizada por 20 voluntários da comunidade, os quais observaram aspectos como: cremosidade de espuma, sedosidade durante o uso, cheiro, dureza e durabilidade.

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Alunos do Programa Ciência na Escola da Fapeam criam sabonete com borra de café. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

E, em seguida, responderam a um questionário sobre o produto: muito boa; boa; indiferente e ruim. Sobre o uso do sabonete esfoliante: gostou muito; gostou e não gostou. E também sugestões durante o processo de produção. Ao fim do questionário 12 voluntários disseram que gostaram muito do produto.

Apoio da Fapeam

Para a coordenadora do projeto, o apoio da Fapeam é primordial para a formação dos alunos que desejarem ingressar nas carreiras ligadas às ciências.

“As bolsas fornecidas pela Fundação não só cobrem custos, mas também servem de incentivo aos alunos a participarem de projetos científicos, tornando-os protagonistas”, disse Karliany de Souza Lima.

Programa Ciência na Escola

O PCE é uma ação criada pela Fapeam, com o objetivo de apoiar a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica, a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipais de Manaus, Coari, Manacapuru e Uarini (respectivamente, a 363, 68 e 565 quilômetros de Manaus).

*Com informações da Agência Amazonas.

Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas

Foto: Divulgação/Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) publicou a Instrução Normativa nº 003/2026, que estabelece regras para o cadastro obrigatório de pessoas físicas e jurídicas que exercem atividades com potencial de impacto ambiental no estado e disciplina a cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA/AM).

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Na prática, a norma se aplica a quem desenvolve atividades que possam causar algum tipo de poluição ou utilizar recursos naturais, como produção, transporte, armazenamento ou comercialização de produtos potencialmente poluentes. A regulamentação consta na edição do Diário Oficial do Estado (DOE-AM) do dia 8 de abril.

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a medida fortalece o controle ambiental e facilita a regularização dos empreendimentos ao unificar procedimentos com o sistema federal.

“A medida traz mais clareza sobre as obrigações dos empreendimentos, simplifica procedimentos com a integração ao sistema do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e amplia a capacidade de monitoramento do Estado. Com isso, conseguimos tornar a fiscalização mais eficiente e aumentar a conformidade ambiental no exercício das atividades econômicas”, afirmou o gestor.

Cadastro unificado e obrigatório

O registro passa a ser feito de forma integrada ao sistema do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP). Com isso, as informações são reunidas em um único sistema, válido para os níveis estadual e federal.

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Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas. Foto: Divulgação/Ipaam

A inscrição deve ser realizada por estabelecimento e incluir todas as atividades desenvolvidas, mesmo aquelas que não constam no objeto social. A ausência de cadastro é considerada infração administrativa e pode resultar em multas e outras sanções previstas na legislação ambiental.

O cadastro é feito exclusivamente pela internet, no sistema do Ibama, por meio dos endereços: Serviços para pessoas jurídicas , e Serviços para pessoas físicas. Após o preenchimento, os dados são automaticamente integrados ao Cadastro Técnico Estadual.

Regras da taxa ambiental

A norma também estabelece as regras da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental do Estado do Amazonas. De acordo com a Instrução Normativa nº 003/2026, o valor da TCFA/AM corresponde a 60% da taxa federal cobrada pelo Ibama, sendo calculado conforme o porte do empreendimento e o potencial de impacto ambiental da atividade.

Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas. Foto: Divulgação/Ipaam

Como referência, no âmbito federal, os valores da taxa variam, atualmente, de R$ 128,90 a R$ 5.796,73 por trimestre. No Amazonas, a cobrança segue esse parâmetro, com aplicação do percentual definido na legislação estadual.

O recolhimento é feito por meio da Guia de Recolhimento da União, emitida no sistema do Ibama, reunindo em um único documento a cobrança estadual e federal. A taxa é devida por estabelecimento e cobrada trimestralmente.

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Obrigações e isenções

A norma também determina a obrigatoriedade de envio anual do Relatório de Atividades Potencialmente Poluidoras, conforme regras estabelecidas na legislação ambiental.

Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas
Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas. Foto: Divulgação/Ipaam

Estão isentos do pagamento da taxa órgãos públicos, entidades filantrópicas, agricultores de subsistência e populações tradicionais.

O Ipaam orienta que os responsáveis mantenham os dados atualizados no sistema e acompanhem os prazos estabelecidos para evitar penalidades.

*Com informações da Agência Amazonas.

Pesquisadores lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso

Willian Krause na Unidade Demonstrativa em Lucas de Rio Verde. Foto: Arquivo Pessoal

Após mais de uma década de pesquisas, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Tangará da Serra, colocou no mercado duas novas cultivares de abacaxi desenvolvidas para as condições de cultivo de Mato Grosso: a Unemat Diamantina e a Unemat Rubi. O trabalho, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), priorizou resistência a doenças, desempenho agronômico e estabilidade produtiva para os produtores rurais.

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A iniciativa integra ações do Centro de Pesquisa, Estudos e Desenvolvimento Agroambientais (Cpeda) da Unemat e do programa de extensão MT Horticultura, voltado à difusão de tecnologias para o campo. A cultura do abacaxi tem grande importância no Brasil, tanto no consumo in natura quanto no potencial de exportação, colocando o país entre os quatro maiores produtores mundiais.

O principal gargalo da cadeia, porém, continua sendo a fusariose do abacaxizeiro, causada pelo fungo Fusarium guttiforme. A doença atinge especialmente cultivares tradicionais como Pérola e Jupi, altamente suscetíveis. A enfermidade compromete diferentes fases da planta e pode levar a perdas de até 80% da produção, com redução de crescimento, exsudação e apodrecimento dos tecidos. Nos frutos, o ataque resulta em polpa mole, pegajosa, escurecida, com mau cheiro e alteração de textura e sabor, inviabilizando o consumo.

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Pesquisadores da Unemat lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso
Pesquisadores da Unemat lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso. Foto: Davi Junghans/Embrapa

Frente a esse cenário, o melhoramento genético foi adotado como estratégia para reduzir perdas, diminuir o uso de fungicidas e melhorar o manejo da cultura. Em 2012, pesquisadores da Unemat implantaram um Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de abacaxi, reunindo diferentes materiais genéticos para avaliação. A partir daí, foram conduzidas etapas de análise de incidência de doenças, avaliação de caracterização agronômica, estudos de diversidade genética, cruzamentos controlados, formação de populações e seleção de clones com uso de métodos estatísticos (REML/BLUP), além de testes de campo para resistência à fusariose. O processo culminou na seleção final de materiais promissores e no lançamento, em 2024, das cultivares Unemat Diamantina e Unemat Rubi.

Do ponto de vista agronômico e de qualidade de frutos, as duas cultivares apresentam características bem definidas. A Unemat Rubi se destaca pelo formato cilíndrico, polpa amarela, massa média de 1,4 kg e teor de sólidos solúveis de 14° Brix. Já a outra cultivar atinge massa média de 2,3 kg e 13,5° Brix, indicando maior doçura potencial. Ambas apresentam acidez titulável em torno de 0,4% e relação açúcar/acidez superior a 30, o que garante um bom equilíbrio entre doçura e acidez, atributo valorizado para o consumo in natura.

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Pesquisadores da Unemat lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso. Foto: Luciano Gomes/Seaf-MT

No manejo, a recomendação é o uso de mudas tipo filhote, previamente classificadas por tamanho e submetidas à cura ao sol por cerca de sete dias. O plantio pode ser feito em sulcos ou covas, com organização em mudas para maior uniformidade do estande, em densidade entre 30 mil e 40 mil plantas por hectare. A adubação deve seguir análise de solo, com aplicações anuais e manutenção durante o ciclo. Além disso, recomenda-se o controle de plantas daninhas, que competem por nutrientes e luz, sobretudo nos estágios iniciais. A irrigação recomendada varia entre 60 e 120 mm mensais, de acordo com as condições climáticas e de solo.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor doutor Willian Krause, as duas cultivares apresentam porte ereto e desenvolvimento vegetativo superior a um metro de altura.

“A Unemat Diamantina possui altura média de 1,02 m, enquanto a Rubi atinge cerca de 96,5 cm. Esse porte vertical favorece o fechamento do dossel de folhas e a proteção natural da muda de tipo filhote, o que influencia diretamente na propagação e no manejo da cultura”, explica.

Uma característica que chama a atenção é a ausência de espinhos nas folhas, fator que facilita os tratos culturais, a colheita e o manejo da lavoura, reduzindo o risco de acidentes e aumentando a eficiência operacional. As principais diferenças entre as cultivares estão na coloração das folhas: a Diamantina apresenta folhas verdes, enquanto a Rubi possui folhas com tonalidade arroxeada.

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Foto: Lucas Diego/Seaf-MT

No campo fitossanitário, Diamantina e Rubi se destacam pela resistência à fusariose, o que reduz a necessidade de defensivos químicos e contribui para maior estabilidade produtiva.

“O desenvolvimento das cultivares Diamantina e Rubi representa uma alternativa tecnológica para os produtores alcançarem resistência genética a doenças, melhoria no manejo, maior padronização da produção e redução de custos com insumos. Além disso, evidencia a importância da pesquisa pública na geração e difusão de tecnologia para o fortalecimento da agricultura em Mato Grosso”, ressalta Krause.

*Com informações da Universidade do Estado do Mato Grosso.

Mais de 10 mil tracajás são soltos no Amazonas, em ação do Instituto Claro e UFAM

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Mais de 10 mil filhotes de tracajás foram devolvidos à natureza. Foto: Divulgação Claro

Iniciando as celebrações dos 25 anos do Instituto Claro, ocorreu no último final de semana a segunda etapa das solturas dos filhotes de tracajás nas comunidades ribeirinhas do Amazonas, realizada pelo projeto Pé-de-Pincha. A iniciativa é desenvolvida pelo Programa de Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e patrocinado pelo Instituto Claro desde 2014.

Nas solturas que tiveram início em fevereiro, foram devolvidos à natureza mais de 10 mil filhotes de tracajás nas comunidades Santo Antônio, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São José e Lago Preto. E, durante o mês de março, as solturas foram realizadas nas comunidades Brasil 2, Pirainha, Tracajás e Tucunaré.

Leia também: Projeto realiza soltura de 228 mil filhotes de tartaruga-da-Amazônia em Rondônia

Além desta ação, a parceria com o Instituto Claro envolve a participação e apoio da população ribeirinha destas comunidades por meio da educação ambiental com palestras e treinamentos realizados por especialistas da Universidade Federal do Amazonas, Prefeituras e órgãos parceiros como IBAMA e Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Além do apoio de equipes técnicas da Claro e do Instituto Claro durante todo o processo.

Para a vice-presidente de Projetos do Instituto Claro, Daniely Gomieiro, a ação de soltura representa um momento significativo para a preservação ambiental e sustentabilidade das comunidades.

“Iniciar as comemorações dos 25 anos do Instituto Claro com uma ação como essa, que une Educação e Cidadania, torna esse momento ainda mais significativo. Cada soltura representa um novo passo para a preservação ambiental e a sustentabilidade das comunidades. Por isso, acreditamos tanto nesse projeto. Esse compromisso reflete a atuação contínua do Instituto Claro em apoiar iniciativas alinhadas à nossa missão de conectar pessoas para um futuro melhor”, afirmou Daniely, que também é diretora do DHO – Desenvolvimento Humano Organizacional, Cultura e Sustentabilidade na Claro.

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Soltura de tracajás faz parte de projeto

Criado em 2010, o projeto Pé-de-Pincha visa proteger os tracajás e o seu habitat, por meio da transferência dos ovos da espécie, que são colhidos por voluntários nas secas dos rios e levados para áreas protegidas, onde os filhotes são monitorados enquanto aguardam a época das cheias para a reintegração ao ecossistema local.

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soltura tracajás
Iniciativa é realizada pelo projeto Pé-de-Pincha, desenvolvida pelo Programa de Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e patrocinado pelo Instituto Claro desde 2014.

Sobre o Instituto Claro

A Claro, maior grupo de Telecomunicações da América Latina e uma das maiores operadoras de multisserviços do Brasil, coordena suas ações de responsabilidade social corporativa por meio do Instituto Claro, que alia os serviços prestados pela operadora a investimentos sociais para criar impactos relevantes no país.

Com a missão de “Conectar pessoas para um futuro melhor”, há mais de duas décadas, o Instituto Claro já beneficiou mais de 80 mil alunos em projetos educacionais e contou com mais de 53 mil participações em ações voluntárias. Entre suas principais iniciativas, com foco nos pilares de Educação e Cidadania, apoia e realiza projetos de longo prazo, como Dupla Escola, Campus Mobile, Ação Social pela Música, entre outros.

O Instituto Claro é qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça, e é reconhecido pelo Departamento Global de Comunicação das Nações Unidas (DGC/ONU) como uma organização não governamental corporativa que promove os ideais e princípios sustentados pela Carta das Nações Unidas.

Mais informações sobre outras iniciativas do Instituto Claro podem ser conferidas aqui.

Boa Vista volta a se destacar entre as capitais com maior liberdade para trabalhar

Estudo avalia critérios como burocracia, tempo de abertura de empresas e ambiente regulatório. Crédito: PMBV

Boa Vista ocupa, mais uma vez, posição de destaque no Ranking Nacional de Liberdade para Trabalhar das Capitais, figurando como uma das cidades brasileiras com melhores condições para empreender e exercer atividades econômicas. Elaborado pelo Instituto Liberal, em parceria com o Instituto Millenium, o estudo avalia critérios como burocracia, tempo de abertura de empresas e ambiente regulatório.

A capital roraimense ficou em 3º lugar no ranking, atrás apenas de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). O resultado reforça que Boa Vista vem consolidando políticas públicas voltadas à liberdade econômica e ao fortalecimento da atividade produtiva.

Ambiente favorável ao empreendedorismo

O ranking analisa indicadores que impactam diretamente o dia a dia de quem deseja empreender, como exigências legais, custos e agilidade nos processos. Nesse contexto, Boa Vista apresenta bom desempenho em iniciativas que reduzem entraves e facilitam a formalização de negócios.

A modernização dos serviços públicos, com a ampliação de plataformas digitais e a integração de sistemas, tem contribuído para tornar os processos mais rápidos e acessíveis.

Leia também: Agricultores entregam mais de 60 toneladas de alimentos em Boa Vista

Boa Vista avança com políticas que fortalecem a economia e o trabalho. Crédito: PMBV.

Gestão moderna e menos burocrática

A presença recorrente da capital no ranking é resultado de um trabalho contínuo de melhoria da gestão pública. Medidas voltadas à simplificação de procedimentos e à eficiência administrativa têm sido fundamentais para atrair investimentos e estimular o crescimento econômico local.

Para o secretário municipal de Economia, Planejamento, Orçamento, Finanças e Tecnologia da Informação, Márcio Vinícius, o reconhecimento nacional reflete um conjunto de ações estratégicas adotadas pela gestão municipal.

“Boa Vista tem avançado de forma consistente na desburocratização e na modernização dos serviços públicos. Nosso objetivo é garantir que o cidadão e o empreendedor encontrem um ambiente cada vez mais ágil, com menos barreiras e mais oportunidades para desenvolver seus negócios”, afirmou.

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Boa vista é terceira melhor cidade a empreender
“Estamos trabalhando para tornar os processos cada vez mais digitais e integrados”, disse o secretário Márcio Vinícius. Crédito: PMBV.

Impacto direto na geração de oportunidades

Segundo o secretário, a melhoria do ambiente econômico impacta diretamente a vida da população, especialmente na geração de emprego e renda. “Quando facilitamos o acesso à formalização e reduzimos o tempo de abertura de empresas, estamos estimulando a economia local. Isso gera mais oportunidades, fortalece o comércio e cria um ciclo positivo de desenvolvimento para a cidade”, destacou.

Márcio Vinícius também ressaltou que o município segue investindo em tecnologia e inovação como ferramentas para ampliar esses resultados. “Estamos trabalhando para tornar os processos cada vez mais digitais e integrados. Isso traz mais transparência, eficiência e segurança para quem quer investir e empreender em Boa Vista”, completou.

*Com informações da Prefeitura Municipal de Boa Vista

Conheça o 1º planetário do Amazonas que simula o universo e fenômenos astronômicos

Planetário do Médio Solimões fica no Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/Ufam), em Coari. Foto: Jefferson Santos

Em Coari, no interior do Amazonas, uma grande semiesfera azul abriga a lua, planetas, estrelas e fenômenos astrológicos. Por lá, os mistérios do universo começaram a ser simulados — ou melhor, explorados — em março deste ano, quando o Planetário do Médio Solimões começou a funcionar.

Instalado no Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/Ufam), o local é o primeiro planetário permanente no Amazonas e o terceiro em toda a Região Norte. O espaço conta com uma cúpula de projeção onde são exibidas simulações do céu, do universo e de eventos astronômicos. O objetivo é proporcionar o acesso da população ao conhecimento científico na Amazônia.

Com capacidade para até 30 pessoas por sessão, o Planetário do Médio Solimões recebeu os primeiros visitantes no dia 10 de março, quando uma turma de estudantes do Ensino Fundamental participou das atividades. Desde então, o espaço vem atraindo os moradores do município. As sessões são guiadas e adaptadas para diferentes públicos. Além das visitas, o planetário também será utilizado em atividades de ensino, pesquisa e extensão, além da formação de professores e realização de eventos científicos.

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Planetário simula eventos astronômicos do Universo. Vídeo: Jefferson Santos

A criação do espaço nasceu dentro da própria universidade, a partir da iniciativa do professor Jefferson Ferreira dos Santos, coordenador do planetário. Segundo ele, o projeto enfrentou dificuldades no início, principalmente por causa dos custos e da estrutura necessária.

“Sempre quis criar um espaço para ampliar o ensino e a divulgação científica na região, especialmente em Astronomia, que tem um jeito especial de despertar a curiosidade dos estudantes. Tinha um desejo pessoal de ver isso acontecer, mas o planetário só virou realidade graças a todo mundo que embarcou junto nessa história”, revela Santos.

A inauguração oficial do Planetário do Médio Solimões está prevista para o dia 22 de maio. A expectativa é consolidar o local como um centro permanente de educação, ciência e cultura, aproximando a universidade da comunidade e despertando o interesse pelo estudo do universo. “Gerir um espaço como esse significa garantir que ele esteja sempre acessível, ativo e conectado com o que a sociedade precisa”, diz Santos.

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Planetário impressiona

Mesmo com pouco tempo de funcionamento, o planetário já mostra impacto na região. Mais de 500 pessoas visitaram o espaço nas primeiras semanas, incluindo estudantes de diferentes níveis de ensino e profissionais da educação.

Para o coordenador, o equipamento representa uma mudança importante no acesso à ciência no interior do Amazonas.

“Para a nossa comunidade, é um portal de acesso à ciência que, até então, estava distante da realidade do Médio Solimões. A Região Norte ainda carece profundamente de ações que popularizem o conhecimento científico, e este projeto é uma resposta concreta a essa lacuna”, pontua o coordenador.

Planetário do Médio Solimões
Planetário do Médio Solimões já recebeu mais de 500 visitantes. Foto: ISB/Coari

Ele também destaca que muitos visitantes têm a primeira experiência com esse tipo de atividade no local.

“Muita gente que vai visitar o planetário talvez nunca tivesse essa oportunidade de fazer isso em grandes centros urbanos”, finalizou Jefferson.

Para estruturar o atendimento ao público, a equipe coordenadora adotou uma grade semanal que reserva um dia para receber o público externo em geral e outro exclusivamente para visitas de escolas. O espaço também está aberto ao público interno da UFAM, que pode agendar atividades acadêmicas, de pesquisa ou de extensão.

Em breve, será entregue o site http://www.planetarioisb.com.br, ferramenta em estruturação e que permitirá o agendamento online e a disponibilização de ingressos para o público em geral.

*Material publicado originalmente pelo G1 Amazonas, com informações de Juan Gabriel e Patrick Marques.

Levantamento no Pará revela que apenas 20% das residências de comunidades tradicionais têm energia elétrica pública

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Foto: Vandenilson dos Anjos/ Rede Energia e Comunidades

Um inédito levantamento sobre a energia elétrica em comunidades tradicionais do Pará evidencia que, embora a maioria das moradias tenha algum acesso à eletricidade, a oferta é insuficiente para garantir condições adequadas de vida, produção e acesso a serviços públicos.

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Os dados mostram que 77% das moradias utilizam energia elétrica. Porém, esse número esconde desigualdades importantes: apenas 32% das casas estão conectadas à rede elétrica, e só 20% contam com serviço público formal. Essas informações estão disponíveis no estudo ‘Identificação de demandas para subsidiar políticas de bem viver voltadas às comunidades amazônicas‘, lançado no dia 30 de março, por organizações da sociedade civil. Ele busca contribuir com dados para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à região.

O documento reúne dados de 24 comunidades em 13 municípios do Pará, incluindo territórios indígenas, quilombolas, reservas extrativistas e outras áreas protegidas. A proposta foi mapear, de forma participativa (moradores locais contribuíram na elaboração e na aplicação dos questionários), demandas reais das populações para subsidiar políticas públicas, especialmente no setor elétrico.

A maior parte das comunidades depende de soluções alternativas. A energia solar fotovoltaica está presente em 44% das residências com eletricidade, e o uso de geradores a diesel, os chamados ‘motores de luz’, ainda é comum em 16% dos domicílios. Neste caso, além da maior emissão de gases de efeito estufa (GEE) e da poluição sonora e do ar, o problema é o custo. Para as comunidades, o uso de geradores pode ser até cinco vezes mais caro que a rede elétrica e custar até dez vezes mais que sistemas solares.

Leia também: Comunidades ribeirinhas do Amazonas recebem capacitação sobre energia solar

Levantamento no Pará revela que apenas 20% das residências de comunidades tradicionais têm energia elétrica pública
Foto: Vandenilson dos Anjos/ Rede Energia e Comunidades

O levantamento aponta ainda que 52% das comunidades entrevistadas relatam insatisfação com o fornecimento de energia elétrica, indicando desafios relacionados à qualidade e à continuidade do serviço.

Assim, o estudo mostra que o desafio da universalização da energia elétrica na Amazônia envolve não apenas a ampliação do acesso, mas também a garantia de um fornecimento adequado às necessidades locais. Nesse sentido, o mapeamento socioterritorial contínuo é apontado como ferramenta relevante para qualificar o planejamento público.

A iniciativa parte de uma constatação recorrente entre especialistas e comunidades: ‘onde têm povos da floresta, têm florestas em pé’, destacando o papel dessas populações na conservação ambiental.

Serviços básicos e conectividade

O uso de energia em espaços comunitários está concentrado, sobretudo, em sistemas de abastecimento de água. Mais da metade destes casos dependem de geradores comunitários. Em 66% das situações, os próprios moradores arcam com esse custo.

Nas comunidades analisadas, foram identificadas 34 escolas que atendem cerca de 1.500 alunos, embora cinco localidades não tenham unidades escolares. Apenas 20% das comunidades contam com ensino médio, e nenhuma dispõe de ensino técnico ou profissionalizante. Dessas todas, 72%  têm energia elétrica.

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Foto: Vandenilson dos Anjos/ Rede Energia e Comunidades

Já na área da saúde, 75% das comunidades registraram visitas de agentes de saúde, enquanto sete contam com postos de atendimento. Menos da metade dessas unidades conta com energia elétrica, em alguns casos proveniente de sistemas solares. 

O acesso à internet também aparece de forma significativa: 77% das comunidades estão conectadas, principalmente por meio de tecnologia via satélite. Em muitos casos, a energia solar contribui para viabilizar esse acesso.

Produção e uso da energia

As atividades produtivas mais frequentes nas comunidades são a pesca e a produção de farinha, presentes em 73% dos casos, seguidas por meliponicultura e extrativismo. O estudo indica que a energia elétrica é utilizada nessas atividades, principalmente por meio de geradores e sistemas solares próprios (não de programa público).

A maior parte das comunidades (75%) demanda energia ao longo de todo o ano para sustentar essas atividades. Ainda assim, 67% dos entrevistados avaliam que a oferta atual é insuficiente para atender plenamente às necessidades produtivas.

Leia também: Comunidades quilombolas no Pará contribuem na preservação ambiental e segurança alimentar

Foto: Vandenilson dos Anjos/ Rede Energia e Comunidades

Essas informações produzidas podem subsidiar iniciativas como o Programa Luz para Todos, além de contribuir para o aprimoramento da atuação de instituições como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sobre o estudo

Os dados foram coletados entre agosto e novembro de 2024, a partir de entrevistas com lideranças comunitárias dos municípios de: Abaetetuba, Breves, Cachoeira do Arari, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Oeiras do Pará, Oriximiná, Ponta de Pedras, Prainha, Santarém, São Miguel do Guamá e Viseu.

Foto: Reprodução/Instituto de Energia e Meio Ambiente

A pesquisa reforça o papel das organizações da sociedade civil na produção de dados e no desenvolvimento de metodologias adaptadas a contextos locais. Em regiões onde há menor disponibilidade de informações sistematizadas, iniciativas desse tipo ajudam a ampliar o conhecimento sobre as condições de vida e as demandas das comunidades.

A expectativa é que os resultados possam contribuir para o aperfeiçoamento de políticas públicas e para o fortalecimento de estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Afinal, a universalização do acesso à energia elétrica deve assegurar não apenas a conexão física, mas condições efetivas para o exercício de direitos associados à saúde, educação, saneamento e desenvolvimento produtivo.

Os autores foram a Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu), representada por Maria Helena Cunha dos Santos e Carlene Patrícia Santos Printes Cabral; a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), por Avanilson Ijoraru Dias Aires Karajá; a International Energy Initiative Brasil (IEI Brasil), por Rodolfo Dourado Maia Gomes; o Fundo Mundial para a Natureza – Brasil (WWF-Brasil), por Alessandra Mathyas; o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), por Fabio Galdino dos Santos e Vinícius Oliveira da Silva; o Projeto Saúde e Alegria (PSA), por Jussara Salgado; a Universidade Estadual de Michigan (Michigan State University), por Rafael Lembi; e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), por Alessandra Cardoso.

*Com informações do Instituto de Energia e Meio Ambiente.

Acampamento Terra Livre termina com pedido para acelerar demarcações  

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Acampamento Terra Livre teve participação de 7 mil indígenas de todas as regiões. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Realizado anualmente em Brasília, o Acampamento Terra Livre se consolidou como a maior mobilização dos povos indígenas do país, reunindo milhares de lideranças para discutir direitos, políticas públicas e a proteção dos territórios tradicionais. Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, o evento também funciona como um espaço de pressão política sobre os Três Poderes, diante de pautas consideradas prioritárias para as comunidades originárias.

O coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá, avalia que o Acampamento Terra Livre, que se encerrou no sábado (11), em Brasília, cumpriu o dever de cobrar os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) pela garantia dos direitos aos povos originários no país.

Imagem colorida mostra três jovens indígenas do Amazonas no Acampamento Terra Livre 2026
Acampamento Terra Livre. Foto: Allex Mendonça/ Idesam

“O acampamento é um momento de cobrança para as instituições do Estado brasileiro”, afirmou.

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O evento teve a participação de mais de sete mil indígenas de todas as regiões. Em entrevista à reportagem, ele avalia que o eixo principal de cobranças é a necessidade de acelerar as demarcações de territórios.

Ameaças

“Durante toda a semana, inclusive nas marchas, a mensagem direcionada para o Congresso Nacional é de alerta para as principais ameaças que estão tramitando na Câmara e no Senado”, disse. 

Leia também: Portal Amazônia responde: O que é Acampamento Terra Livre?

Acampamento Terra Livre. Foto: Guilherme Cavalli

Ele voltou a manifestar repúdio à implementação do marco temporal (PEC 48) e que foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

A proposta  já foi aprovada no Senado para ser incluída na Constituição. O tema aguarda análise da Câmara. Outra ameaça é o projeto de lei 6050, que tramita no Senado. “Tem o objetivo único e exclusivo de abrir as terras indígenas para grandes empreendimentos”, afirmou Tuxá.

Frustração

A liderança indígena disse que, ao Poder Executivo, foi reconhecido que nos últimos três anos, foram demarcados 20 territórios, mas que deve haver mais rapidez.

”Esperávamos que o governo atuasse de uma forma mais ambiciosa em termos de números de terras demarcadas, de terras protegidas, e de números de desintrusão das terras indígenas”, afirmou. 

Os indígenas também manifestaram, nesta semana, ao Supremo Tribunal Federal (STF) contrariedade ao projeto de construção da Ferrovia Ferrogrão. A votação foi adiada na Corte. Para viabilizar a ferrovia, seria necessário alterar os limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA).

Para Tuxá, os indígenas voltam aos seus territórios com uma mistura de sentimentos.

“Houve algumas entregas simplórias, como é o caso de grupos de trabalho constituídos. Esperávamos mais e que houvesse demarcações de terra, homologações e portarias declaratórias”, lamentou.

*Por Luiz Cláudio Ferreira – da Agência Brasil

Comodare revoluciona móveis em Manaus com pagamento na entrega

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O mercado de decoração e mobiliário em Manaus acaba de dar um salto em confiança e inovação. A Comodare, marca que já se tornou sinônimo de solidez na capital amazonense, anunciou a expansão de suas operações com a inauguração de seu novo Outlet, agora em um espaço muito maior e mais moderno no bairro Nova Esperança.

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A mudança estratégica da unidade Planalto para a nova sede não é apenas uma troca de endereço, mas um marco na trajetória da empresa que completa quase uma década de atuação. Com três lojas físicas (Nova Cidade, Japiim e Nova Esperança), a Comodare se destaca por um modelo de negócio raramente visto no setor: o pagamento é realizado apenas no ato da entrega e assegurado em contrato.

Segurança jurídica e credibilidade

Em um setor onde o consumidor muitas vezes lida com incertezas sobre prazos e qualidade, a Comodare inverte a lógica do mercado. Ao estabelecer que o cliente só paga quando o móvel chega à sua residência, a empresa atesta, por conta própria, a eficiência de sua logística e a qualidade de seu acabamento.

Essa confiança é amparada por números expressivos: são mais de 200 mil clientes atendidos ao longo de 10 anos. Para garantir a precisão de cada peça, a empresa investe em maquinários de última geração, o que permite entregar desde móveis básicos para pronta-entrega até projetos planejados sofisticados com acabamento industrial.

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Do básico ao planejado: Soluções completas

Seja para quem está recebendo as chaves do primeiro apartamento este ano ou para empresas que buscam renovar seu layout corporativo, o portfólio da Comodare impressiona pela versatilidade. A marca atende demandas de:

Produtos da Comodare
Comodare revoluciona móveis em Manaus. Foto: Divulgação
  • Móveis Planejados: Projetos personalizados para cozinhas, closets e home office com projeto 3D gratuito.
  • Mobiliário Residencial: Mesas de jantar, roupeiros de alto padrão, painés de tv, racks, armário de cozinha, armários para banheiro, kits para escritórioe muito mais.
  • Ambientes Corporativos: Soluções sob medida para otimização de espaços de trabalho.

Inauguração com condições de “Outlet”

A abertura da nova loja no Nova Esperança traz consigo uma agressiva política de preços. Durante este mês de inauguração, todo o estoque — tanto o padrão quanto os pedidos de planejados — poderá ser parcelado em até 18 vezes sem juros.

Além do parcelamento estendido, a empresa preparou uma ação de marketing exclusiva para os leitores: quem comparecer a qualquer uma das três unidades e informar que viu esta matéria, garante automaticamente um desconto de 5% nas compras no cartão ou 10% de desconto para pagamentos via PIX.

Estrutura e Atendimento na Comodare

A nova unidade no Nova Esperança foi projetada para oferecer uma experiência de compra superior, contando com estacionamento próprio e showrooms ambientados que facilitam a visualização dos projetos. A ideia é que o cliente sinta a textura dos materiais e a robustez do mobiliário antes mesmo de fechar o negócio.

Com a consolidação de suas três unidades, a Comodare reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de Manaus, unindo o que há de mais moderno em tecnologia fabril com o respeito absoluto ao bolso e à tranquilidade do consumidor amazonense.

Terra indígena do povo Apiaká, de Mato Grosso, tem plano de gestão territorial validado

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Lideranças Apiaká e parceiros durante a validação do Plano de Gestão – Foto: Marina Arruda/OPAN

O povo indígena Apiaká do Pontal e Isolados, do Mato Grosso, deu um passo concreto em prol do seu reconhecimento. Isso porque o grupo recebeu a validação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena (TI) Apiaká do Pontal e Isolados. A entrega do documento foi feita por representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de lideranças indígenas do território Apiaká.

“Um marco histórico para nós, Apiaká, porque é um projeto que foi pensado por nós e estamos concluindo agora, validando todas as propostas que foram colocadas”, comentou Robertinho Morimã, cacique da aldeia Matrinxã, que faz parte da região tradicional. A TI Apiaká do Pontal e Isolados foi reconhecida pelo Estado brasileiro em setembro de 2024, mas a demarcação ainda não foi realizada. A conclusão do PGTA é um marco histórico e pode contribuir para a garantia de direitos e o avanço de pautas importantes, como a própria regularização fundiária do território tradicional do povo.

Leia também: Terra Indígena Apiaká do Pontal, em Mato Grosso, avança na construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental

Encontro na aldeia Pontal para validação do PGTA da TI Apiaká do Pontal e Isolados – Foto: Marina Arruda-OPAN

“Os Apiaká já tem praticamente 300 anos de contato e essa é a primeira terra indígena exclusivamente Apiaká, então esse PGTA tem uma importância muito grande”, contextualiza  Rinaldo Arruda, antropólogo e indigenista responsável pela facilitação do processo de elaboração do PGTA. 

Validação

Composto por pactuações, acordos internos e instrumentos de gestão (etnomapeamento e etnozoneamento), o PGTA é um documento elaborado pelo povo que pensa a gestão do território em aspectos sociais e ambientais. É um instrumento de luta política e autonomia que reúne as principais diretrizes no que diz respeito à história, organização social e política, cultura, educação, saúde, geração de renda, vigilância, monitoramento e soberania alimentar.

A construção do PGTA se deu a partir de um ciclo de oficinas, iniciado no fim de 2024, para tratar das questões levantadas pelos Apiaká relacionadas aos seguintes eixos temáticos: “Território e Ambiente”; “Organização Social e Governança”; “Economia; Saúde e Segurança Alimentar”; e “Educação e Cultura”. Puxados pelas principais lideranças, os encontros foram realizados em diferentes aldeias para que o debate se estabelecesse em todo o território e até entre os vizinhos, no caso os ribeirinhos da comunidade da Barra de São Manoel e os Munduruku, que estiveram presentes em todas as etapas e assinaram um termo de uso em consenso junto aos Apiaká. 

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“O objetivo de convidar os vizinhos é para que, ao estabelecer as regras de convivência e de vida dentro do território Apiaká, os vizinhos também participassem da elaboração e as incorporassem. Em vez de estabelecer regras proibitivas, trabalharam no sentido de estabelecer um diálogo construtivo, positivo, foi quase uma construção conjunta. Essa capacidade de diálogo propositivo é um aprendizado que vou levar comigo”, comenta Rinaldo, que também foi o responsável por organizar o texto do documento a partir das discussões coletivas.

Povo indígena Apiaká
O PGTA da TI Apiaká do Pontal e Isolados foi elaborado e validado pelos Apiaká – Foto Marina Arruda-OPAN

Agora, após a validação pelos Apiaká, o documento será impresso e publicado ainda este ano. Mas o trabalho não se encerra na publicação, afinal o PGTA é documento vivo, um plano de vida coletivo que serve como bússola para o presente e mapa para um futuro sustentável do território, portanto muitas ações já estão sendo implementadas e outras ainda serão. 

“Não é simplesmente concluir o PGTA, mas dar continuidade ao que está previsto no papel. Temos que montar pontos de vigilância, dar condições para que nossos vigilantes façam esse monitoramento e outras atividades que protegem o território. Temos o desafio e o compromisso de manter o PGTA sempre ativo”, ressalta Raimundo Paigo, liderança Apiaká da aldeia Pontal. 

Projeto Berço das Águas

A elaboração do PGTA da TI Apiaká do Pontal e Isolados é um dos eixos estruturantes do projeto Berço das Águas, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) junto aos povos Rikbaktsa e Apiaká, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Aliás, durante a validação do PGTA, também esteve presente Marcos Costa Monteiro, profissional de comunicação da Petrobras que acompanha a realização de projetos socioambientais apoiados pela estatal.

Esta é a quarta edição do projeto, que tem apoiado, desde 2011, a gestão territorial de povos na bacia do rio Juruena. Além da continuidade das ações em curso, estão previstas atividades de monitoramento e proteção dos territórios, manejo sustentável de recursos naturais, fortalecimento das organizações indígenas e das cadeias de valor da sociobiodiversidade.