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Para Aldo Rebelo, “aborto provocado é inaceitável”

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, também comentou sobre questões de saúde e o aborto durante conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat. O tema é considerado um dos mais polêmicos do debate político nacional.

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Durante a entrevista, Aldo Rebelo afirmou ser contrário ao aborto e defendeu que a discussão deve envolver princípios éticos, sociais e de proteção à vida.

“Aborto, por favor. Eu sou filho de uma mãe que teve oito filhos. Ficou viúva aos 27 anos. Ainda assim criou mais uma irmã que nós temos e provavelmente o aborto naquele tempo teria tirado da minha mãe a possiblidade de ter os filhos que ela tem. Então, o aborto, a não ser claro o acidente, a não ser um problema de saúde, mas o aborto provocado é inaceitável”, afirmou.

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Para Aldo Rebelo, aborto provocado é inaceitável
Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Aldo afirma que casos devem ser analisados

Para Aldo Rebelo, o aborto é um assunto que não deve ser tratado pelo estado de forma alguma e casos específicos devem ser analisados com cautela.

“Isso é uma forma de controle de natalidade que criaram pelo meio do mundo. Controle da natalidade dos pobres, principalmente. Nós não podemos aceitar uma situação dessa. Claro que, você tem que oferecer condições de vida para a população mais pobre, escola, proteção, etc. Mas ninguém tem o direito de ceifar uma vida em nome de nada. Então é um tributo muito alto, um peso muito elevado, que alguém seja condenado por passar nove meses na barriga de outra pessoa. Eu sou contra, completamente, o aborto”. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares e une leitura e educação ambiental durante expedição pelo Amazonas

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Ao longo da quarta edição do projeto Amazônia das Palavras, escolas públicas dos municípios de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Manacapuru, Iranduba e Manaus, no Amazonas, receberam doações de livros destinados às bibliotecas escolares e participaram do plantio simbólico de mudas de pau-brasil. As duas ações integraram o projeto pedagógico da expedição e buscaram deixar, nas escolas, marcas permanentes da passagem do projeto pelos territórios amazônicos.

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Além da entrega dos livros, as instituições também receberam o certificado ‘Escola Amiga da Leitura’, reconhecimento concedido às escolas parceiras que acolheram a programação do projeto e participaram das atividades voltadas à literatura, arte, música, cinema, moda, animação e formação humana.

A proposta uniu incentivo à leitura, pertencimento cultural e educação ambiental. Enquanto os livros passam a integrar os espaços de aprendizagem e convivência das escolas, o plantio do pau-brasil simboliza a permanência da experiência vivida pelos estudantes ao longo das oficinas e atividades culturais.

O trabalho pedagógico da expedição foi conduzido pelas coordenadoras pedagógicas Carmela Tacaná e Antônia Costa, responsáveis pela articulação das oficinas junto às escolas, acompanhamento das atividades e construção do diálogo entre os estudantes, educadores e oficineiros.

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Doação de livros do projeto Amazônia das palavras
Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

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Especialista em Linguística Aplicada à Produção de Texto e mestre em Estudos Literários, a professora Carmela Tacaná destaca que as ações desenvolvidas pelo projeto buscam ampliar o olhar dos estudantes sobre o próprio território e sobre as possibilidades da leitura.

“Quando entregamos livros e realizamos o plantio de uma árvore dentro da escola, deixamos mais do que objetos ou ações simbólicas. Deixamos possibilidades de continuidade. O livro e a árvore carregam essa ideia de permanência, crescimento e cuidado. O estudante percebe que aquele espaço também pertence a ele e que a leitura pode transformar a forma como ele enxerga o mundo e a própria realidade”, afirma.

A professora Antônia Costa, mestre em Ciências da Educação e especialista em Gestão Escolar e História Regional, ressalta que o projeto constrói vínculos que ultrapassam os dias de programação.

“O Amazônia das Palavras trabalha a formação humana de maneira muito ampla. As oficinas despertam criatividade, autoestima, identidade cultural e pertencimento. Já as doações e o plantio ajudam a fortalecer esse sentimento de continuidade, mostrando para os estudantes que aquilo que foi vivido durante a expedição pode permanecer na escola e na memória deles”, destaca.

O acervo entregue às bibliotecas reúne obras de diferentes linguagens e áreas do conhecimento, com títulos voltados à literatura amazônica, literatura indígena, poesia, fotografia, estudos culturais, animação, sustentabilidade, moda e memória. Entre os livros doados estão:

  • Mulher entre linhas, de Fernanda Kopanakis;
  • Mapinguari, o dono dos ossos, de Yaguarê Yamã;
  • Originárias: uma antologia feminina da literatura indígena;
  • Desencontro das Águas, de Dori Carvalho;

além de obras como O cérebro e a moda; Animação brasileira: 100 filmes essenciais; Úrsula, de Maria Firmina dos Reis; e Amazônia: histórias de beira de rio, de Léo Ribeiro.

Leia também: Literatura amazônica: conheça livros que ajudam a desbravar a região sem sair de casa

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Também integram o conjunto de doações livros fotográficos e publicações produzidas por instituições culturais parceiras, como Amazônia das Palavras, da Associação Mapinguari; e Guaporé – Itenez.

Para a coordenadora geral do projeto, Fernanda Kopanakis, a entrega dos acervos e o plantio das mudas sintetizam a proposta construída ao longo da expedição.

“Quando a gente entrega um livro para uma escola ou planta uma árvore junto aos estudantes, estamos deixando sementes. Cada obra pode despertar um novo leitor, estimular a criatividade e fortalecer o sentimento de pertencimento desses jovens com a própria Amazônia. E o plantio representa justamente isso: algo que continua crescendo mesmo depois que a expedição segue viagem”, destaca.

Durante a programação, os estudantes participaram de oficinas de produção textual, música, literatura, moda, cinema de animação e narrativas amazônicas, conduzidas por artistas, escritores, pesquisadores e educadores de diferentes regiões do país. A entrega dos livros e o plantio das mudas buscaram ampliar esse contato, permitindo que as bibliotecas e os espaços escolares se tornem ambientes de continuidade dessas experiências.

A quarta edição do Amazônia das Palavras percorreu municípios do interior amazonense promovendo atividades gratuitas em escolas públicas e espaços culturais, aproximando estudantes de diferentes linguagens artísticas e incentivando o acesso à leitura como instrumento de formação crítica, criatividade e pertencimento cultural.

Escolas estaduais que receberam a doação de livros:

  • Coari: Escola Estadual Prefeito Alexandre Montoril – GM3
  • Codajás: Escola Estadual Indígena Professor Luiz Gonzaga de Souza Filho
  • Anori: Escola Estadual Presidente Costa e Silva
  • Anamã: Escola Estadual Tancredo Neves
  • Manacapuru: Escola Estadual José Seffair
  • Iranduba: Escola Estadual Isaías Vasconcelos
  • Manaus: Centro Educacional de Tempo Integral Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo – CETI Gilberto Mestrinho

Amazônia das Palavras

Quarta Edição é patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; apoio da Cigás; promoção da Fundação Rede Amazônica. Realização da Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo Federal.

*Com informações da assessoria

Novas espécies de plantas são achadas na Floresta de Proteção Pui Pui, na Amazônia peruana

Foto: Luis Valenzuela

Duas novas espécies de plantas endêmicas foram descobertas na Floresta de Proteção de Pui Pui, na Amazônia peruana. A Floresta de Proteção Pui Pui é uma área natural protegida localizada em Junín e administrada pelo Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp).

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Novas espécies de plantas são achadas na Floresta de Proteção Pui Pui, na Amazônia peruana
Vista de parte da floresta Pui Pui. Foto: Divulgação/Agência Andina

As espécies descobertas são Columnea puipuense e Columnea valenzuelai, pertencentes à família Gesneriaceae, cuja descoberta foi publicada recentemente na revista científica PhytoKeys.

O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Rocío del Pilar Rojas Gonzáles, Rodolfo Vásquez Martínez e Elmes Pinche Shareva, do Herbário Central Oxapampa Jungle do Jardim Botânico de Missouri, Estados Unidos.

Foto: Rocío Rojas

Leia também: Por que o Peru é considerado um paraíso dos anfíbios?

Expedições científicas no Peru rendem descobertas

Essas espécies foram identificadas durante explorações científicas em florestas montanhosas e nubladas, ecossistemas considerados entre os mais biodiversos e menos estudados do país.

“Cada nova espécie identificada amplia nossa compreensão do patrimônio natural do país e destaca o enorme valor da proteção de ecossistemas que ainda abrigam uma riqueza biológica por descobrir”, disse José Carlos Nieto, presidente executivo da Sernanp.

O presidente executivo da Sernanp, Carlos Nieto. Foto: Divulgação/Agência Andina

Características e habitat

Columnea puipuense distingue-se pelas suas folhas verde-oliva com bordas avermelhadas e flores de cor creme. O seu nome científico faz referência à Floresta de Proteção de Pui Pui, em reconhecimento da área natural protegida onde foi descoberta.

Localizada na floresta tropical central do Peru, esta área é um dos ecossistemas mais importantes para a conservação da biodiversidade andino-amazônica. Ela combina a proteção do ecossistema com o uso sustentável dos recursos pelas comunidades locais.

O nome Columnea valenzuelai é uma homenagem ao botânico e pesquisador peruano Luis Valenzuela Trujillo. Esta espécie possui uma corola tubular amarela e um nectário composto por cinco glândulas livres, características que a distinguem de outras espécies do mesmo gênero.

Após essas descobertas na floresta Pui Pui, o número de espécies do gênero Columnea registradas no Peru sobe para 36, ​​enquanto a família Gesneriaceae chega a 227 espécies documentadas.

*Com informações da Agência Andina

Área degradada pelo garimpo cai, mas atividade muda estratégia e segue na Terra Indígena Yanomami

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Foto: Fabrício Marinho/ Platô Filmes/ ISA

As novas áreas afetadas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami somaram 45,2 hectares em 2025, uma queda de 46% em relação a 2024. Apesar da redução, a atividade garimpeira continua no território três anos após o governo federal decretar emergência em saúde na região, segundo relatório divulgado pelo Instituto Socioambiental (ISA) no dia 22 de maio.

A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970.

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Até dezembro de 2025, o garimpo ilegal destruiu 5.564 hectares da Terra Yanomami, segundo o levantamento. A maior parte da destruição ocorreu antes de 2023, ano em que o governo federal decretou situação de emergência.

Segundo o relatório, o garimpo atingiu o pico de expansão em 2022, quando foram 1.800 hectares destruídos. Entre 2020 e 2025, foram 3.659,15 hectares.

Fonte: Reprodução/ISA

Segundo o estudo, a redução da degradação está ligada às ações do governo federal para retirada de invasores após o reconhecimento da crise humanitária Yanomami. Apesar disso, os garimpeiros têm adotado novas estratégias para driblar a fiscalização e manter a atividade no território

Em nota, a Casa de Governo informou que as operações desenvolvidas desde 2024, quando o órgão foi implementado, vêm atuando de forma permanente no enfrentamento da logística do garimpo, com ações de fiscalização aérea, fluvial e terrestre, desmobilização de estruturas, inutilização de pistas de pouso clandestinas, monitoramento de rotas de abastecimento e repressão ao transporte ilegal de combustível, equipamentos e minério.

Leia também: Conheça os Yanomami: povos indígenas que vivem isolados na Floresta Amazônica

Disse ainda que “as forças envolvidas acompanham de forma contínua as mudanças de estratégia adotadas pelos grupos ligados ao garimpo ilegal, incluindo a descentralização das atividades e a utilização de áreas próximas à faixa de fronteira”. 

Mudança na atuação do garimpo

Em vez de grandes áreas concentradas, a exploração passou a ocorrer em pontos menores. Em 2025, foram identificadas 121 áreas de garimpo. De acordo com o relatório, 90% dessas áreas têm menos de um hectare. As duas maiores tinham cerca de quatro hectares cada.

A exceção é a região do rio Couto Magalhães. No local, o estudo identificou a abertura de novas áreas próximas de regiões já degradadas.

Região da comunidade Waikás, no rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fabrício Marinho/Platô Filmes/ISA

Leia também: Imagens inéditas mostram áreas destruídas pelo garimpo ilegal na Terra Yanomami quase 3 anos após emergência

O relatório também aponta que garimpeiros têm migrado para áreas próximas da fronteira com a Venezuela, como Parafuri-Parima, Hokomawë e Cabeceira do Aracaçá, rota estratégica para escapar de fiscalizações.

Para o geógrafo do ISA, Estêvão Senra, com o valor do ouro atingindo patamares históricos no mercado internacional, a pressão do garimpo é constante.

“Operações de desintrusão são o primeiro passo indispensável, mas sozinhas elas não resolvem o problema estrutural. Sem estratégias de proteção territorial de médio e longo prazo, que envolvam vigilância permanente e melhorias na regulação da cadeia do ouro, há um grande risco de observarmos uma nova onda de invasão num futuro próximo”, disse.

Alertas territoriais

Região da comunidade Palimiu, no rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fabrício Marinho/Platô Filmes/ISA

Em 2025, o sistema de alertas da Terra Yanomami registrou 66 ocorrências territoriais. Desse total, 83% estavam ligados a invasões, com registros de aeronaves clandestinas, barcos e balsas.

Na região de Auaris, foram ao menos cinco ocorrências envolvendo aeronaves clandestinas. Na maioria dos casos, os voos seguiam para pistas ilegais próximas a rios, como a do Gaúcho Animal e a do Gongo.

Também houve registros em Xitei, Alto Catrimani e Apiaú, possivelmente ligados ao avanço do garimpo no rio Couto Magalhães. No Alto Catrimani, o relatório aponta relação entre a movimentação aérea e o garimpo na cabeceira do rio Orinoco, na Venezuela.

“Vale ressaltar que no caso do garimpo do Xitei, os alertas reforçam a preocupação dos moradores em relação à entrada de munição e armas de fogo levadas pelos garimpeiros com o objetivo de aliciar jovens e ameaçar lideranças que se opõem à exploração mineral na região. Desde 2021, o Xitei é marcado por conflitos violentos associados ao garimpo, e, em 2025, não foi diferente. Apenas em 2025, estima-se que pelo menos cinco pessoas morreram devido a esses conflitos”, cita trecho do relatório.

O sistema também registrou invasões pelos rios Uraricoera, Catrimani, Apiaú e Ajarani. De acordo com o estudo, parte da circulação estava ligada ao uso de balsas e dragas, além do transporte de cassiterita e de insumos para abastecer acampamentos de garimpo.

O Baixo Catrimani foi a área com mais registros de invasão fluvial. Entre abril e dezembro de 2025, foram nove alertas envolvendo balsas, dragas e barcos suspeitos.

No rio Apiaú, há denúncias de um “varadouro” usado por quadriciclos para abastecer garimpos rio acima e evitar uma área onde está sendo instalada uma nova base de fiscalzação. A trilha conectaria estradas fora da Terra Yanomami até o Igarapé Ingarana, afluente do rio Apiaú.

O relatório foi desenvolvido pelo ISA, em parceria com o programa Monitoring of the Andes Amazon Program (MAAP), iniciativa da Amazon Conservation Association, além da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Associação Wanasseduume Ye’kwana (Seduume).

*Com informações da Rede Amazônica RR e ISA

Festival de Parintins 2026: campanha ‘Turismo sem Penas’ reforça conscientização ambiental

Foto: Divulgação/AmazonasTur

O Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), intensifica a campanha ‘Turismo sem Penas’ com a proximidade do 59º Festival Folclórico de Parintins. A iniciativa tem como objetivo conscientizar turistas e moradores sobre os riscos e as penalidades relacionadas à compra de acessórios e artesanatos produzidos com partes de animais silvestres.

Entre os produtos comercializados irregularmente estão cocares, brincos, colares, tiaras e peças decorativas produzidas com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. A legislação ambiental brasileira proíbe a utilização e a comercialização desse tipo de material quando proveniente de animais silvestres.

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O presidente da Amazonastur, Frank Dantas, destacou que a campanha reforça o compromisso com a preservação ambiental e o turismo responsável durante o festival. “A campanha orienta os visitantes para que façam escolhas conscientes e contribuam para a preservação das espécies da Amazônia”, afirmou o presidente da Amazonastur.

Leia também: Parintins recebe destaque do Ministério do Turismo por sua cultura e identidade

A ação segue as diretrizes da campanha ‘Não tire as penas da vida’, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e busca prevenir o comércio ilegal de itens confeccionados com penas, dentes, couro, garras e outros materiais retirados de espécies da fauna brasileira.

“A campanha ‘Não Tire as Penas da Vida’ é realizada, desde 2021, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do uso ilegal de produtos confeccionados com partes de animais silvestres. Além do trabalho educativo, a ação também reforça o combate às infrações ambientais relacionadas à comercialização e ao uso desses materiais. A utilização de itens produzidos com subprodutos da fauna silvestre configura crime ambiental e pode ser denunciada por meio dos canais oficiais dos órgãos de fiscalização”, afirmou o superintendente do Ibama, Joel Araújo.

Para auxiliar na identificação dos materiais, a campanha também orienta sobre as diferenças entre penas naturais e artificiais. As penas naturais apresentam haste central e ramificações laterais, além de textura mais maleável e capacidade de retornar ao formato original. E as artificiais costumam ser mais rígidas e são utilizadas como alternativa sustentável na produção artesanal.

Uso de penas é crime ambiental

A legislação brasileira prevê punições para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil. As penalidades podem ser ampliadas em casos que envolvam espécies ameaçadas de extinção ou ocorrências em áreas de conservação.

*Com informações da assessoria

Festival de Ópera do Theatro da Paz firma cooperação com ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

O Festival de Ópera do Theatro da Paz , em Belém (PA), assinou, no dia 26 de maio, o termo de cooperação ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’ com a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul para fortalecer o intercâmbio entre produções operísticas no país.

A cerimônia de assinatura contou com a presença do secretário de estado de cultura, Bruno Chagas; da diretora geral e de produção do XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz, Nandressa Nunez; e do presidente da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul, Flávio Leite.

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Festival de Ópera do Theatro da Paz firma cooperação com Corredor Norte-Sul de Ópera
Nandressa Nunes assina o termo de cooperação. Ela é a diretora geral e de produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, que apresenta as óperas ‘Os Heróis’, ‘La Traviata’, ‘La Serva Padrona’, e a ópera moderna ‘Amazônia Motirô’. Foto: Bruno Cecim/ Agêncial Pará

O secretário de cultura do Pará, Bruno Chagas, destacou que a parceria é motivo de orgulho e oportunidade de circulação de obras operísticas pelo Brasil:

“Eu quero agradecer essa parceria com o Rio Grande do Sul. Para nós, é motivo de orgulho e honra termos essa possibilidade e estender cada vez mais essa prática, que há 25 anos preenche esta casa de espetáculos. O Theatro da Paz, inicialmente, foi feito para ser uma casa de ópera e ao longo do tempo passou a receber todas as manifestações culturais, passando a ser o símbolo da cidade de Belém”.

A cooperação busca ampliar a circulação de óperas entre as diferentes regiões do Brasil por meio da troca de montagens, figurinos, cenários, equipes técnicas e até temporadas completas de espetáculos. O primeiro passo dessa articulação é a circulação da ópera ‘Os Heróis’ para a temporada de ópera do Rio Grande do Sul.

Leia também: Conheça o Theatro Da Paz, patrimônio histórico e artístico paraense

Foto: Bruno Cecim/Agêncial Pará

“É com imensa alegria que celebramos esse termo de cooperação histórico no nosso país e para os nossos dois Estados. É uma honra imensa, para todos nós, assinarmos esse termo, porque a cooperação é quem nos leva ainda mais longe do que estamos hoje em dia. O Pará tem esse festival maravilhoso há 25 anos e nós, no Rio Grande do Sul, apenas há quatro anos, temos a nossa companhia de ópera do Rio Grande do Sul, que está transformando a cena lírica do Rio Grande do Sul”, ressaltou Flávio Leite.

Além do fortalecimento cultural, o ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’ também dialoga com a sustentabilidade das produções operísticas, criando parcerias que ajudam a reduzir custos e fortalecer a economia criativa envolvida na realização de uma ópera, movimentando diferentes profissionais da cadeia cultural.

Leia também: Theatro da Paz é avaliado como candidato a Patrimônio Mundial Cultural

Foto: Bruno Cecim/ Agêncial Pará

Ópera inédita no Festival

Em seguida, o público assistiu a última récita da ópera ‘Os Heróis’, que fez sua estreia mundial nesta edição do Festival. A ópera é ambientada em Milão, em março de 1848, durante a dominação austríaca na Lombardia, e retrata conflitos familiares, amor, lealdade política e ideais revolucionários. A obra é uma composição do maestro paraense Meneleu Campos e a estreia foi no dia 22, no Festival de Ópera do Theatro da Paz.

*Com informações da Secult Pará

Pesquisa no Amazonas descobre novas espécies de sapos e bactéria na BR-319

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Foto: Divulgação/Arquivo pessoal dos pesquisadores André Luiz, Clarissa Rosa e William Magnusson

Pesquisadores do Amazonas descobriram duas novas espécies de sapos (Allobates sp. e Pristimantins sp.) e uma possível nova espécie de bactéria produtora de mucilagem (Mucilaginibacter sp.), que estão associadas às posturas de ovos de sapos ao longo da rodovia BR-319.

A pesquisa, feita no âmbito do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld), conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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O projeto intitulado Peld Sudoeste do Amazonas (PSAM) é desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e buscou compreender os processos ecossistêmicos, as interações biológicas e os impactos das atividades humanas sobre a biodiversidade no sudoeste da Amazônia.

Sapo Pristimantins sp. encontrado pelos pesquisadores. Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal dos pesquisadores André Luiz, Clarissa Rosa e William Magnusson

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Entre os organismos encontrados, desde 2020, estão herbáceas, morcegos, fungos, formigas, borboletas, peixes, anfíbios, répteis, aves e insetos. Alguns grupos estudados encontrados no interflúvio Purus-Madeira estão passando por uma fase de testes inédita para identificação de espécies, por meio de tecnologias de baixo custo. Esse processo inclui o uso do equipamento NIR (Near Infrared Spectroscopy), que permite a identificação autônoma e precisa das espécies, tornando o processo taxonômico mais eficiente e ágil.

Os estudos foram realizados por meio de seis módulos Rapeld (Rapid Assessment of Biodiversity in Long-Term Ecological Research), distribuídos de forma perpendicular à rodovia BR-319, no Amazonas e em Rondônia, o que permitiu avaliar, com precisão, os efeitos da estrada sobre a fauna, a flora e as variáveis ambientais.

A pesquisa é coordenada pelo doutor em Ciências Biológicas William Ernest Magnusson, do Inpa, e amparada via Chamada Pública nº 021/2020, articulada pelo Confap, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), CNPq, e a Fapeam.

Os resultados foram divulgados em 20 artigos publicados em periódicos científicos, 6 livros, 4 livros traduzidos em línguas de etnias indígenas Mura-Pirahã e Tupi-Kagwahiva, e 14 trabalhos apresentados em eventos científicos.

Leia também: Cobras contribuem para equilíbrio ecossistêmico na BR-319

Módulos de Rapeld

Os módulos de Rapeld são revisitados periodicamente por equipes multidisciplinares, que realizam coletas padronizadas e comparáveis a outras regiões da Amazônia e do Brasil. A metodologia garante análises em diferentes escalas espaciais e temporais.

“O intuito da pesquisa é compreender questões relacionadas às mudanças da biodiversidade ao longo do tempo, além de abordar temas mais acessíveis à pesquisa brasileira, como eventos de alteração no uso e cobertura da terra ou a delimitação da distribuição espacial de espécies. Essa capacidade de avaliar as mudanças da biodiversidade no tempo e no espaço é o que torna os Pelds tão importantes para a produção científica brasileira”, destacou William Magnusson.

Experimentos ecológicos

O projeto busca incorporar as comunidades locais das áreas onde é desenvolvido, promovendo o engajamento por meio do envolvimento de ajudantes que conhecem e compreendem a região. Além disso, contribui para a produção científica no interior do Amazonas.

Em 2024, foi conduzido um experimento com formigas para avaliar a atratividade do sódio. Os resultados foram transformados em artigos educativos que explicam o papel ecológico do sódio na nutrição mineral de espécies neotropicais, contribuindo para a popularização da ciência.

*Com informações da Fapeam

Amapá abre edital para doar 44 robôs que colhem açaí; saiba quem pode participar

Foto: Divulgação/ Governo do Amapá

O Governo do Amapá abriu edital para selecionar entidades sem fins lucrativos que atuam na cadeia produtiva do açaí e doar 44 robôs colhedores portáteis, chamados de Açaí-Bot. A iniciativa busca modernizar a produção, aumentar a segurança dos trabalhadores e fortalecer a agricultura familiar no estado.

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As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Macapá, até o dia 5 de junho de 2026. O resultado final está previsto para 26 de junho.

Podem participar associações, cooperativas e organizações da sociedade civil com pelo menos um ano de fundação ativa e atuação voltada ao extrativismo ou produção do fruto.

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Foto: Isadora Pereira/Arquivo/Rede Amazônica AP

Açaí-Bot

O Açaí-Bot é uma tecnologia registrada no Inpi e desenvolvida para a realidade local. O robô se locomove de forma autônoma pelo tronco do açaizeiro e realiza o corte seguro dos cachos, controlado remotamente por um operador em solo.

O kit inclui coletor mecanizado, controle remoto sem fio, carregador bivolt, sistema de energia fotovoltaico, bolsa impermeável e manual do operador.

Saiba mais: Açaí Bot: tecnologia robótica é usada no Amapá para agilizar produção do fruto

Segundo a secretária da SDR, Beatriz Barros, a tecnologia vai além da produtividade:

“Essa inovação protege vidas ao reduzir acidentes por queda, diminui o desperdício do fruto e abre espaço para mulheres no manejo, com capacitação técnica completa para os produtores”.

O projeto integra o programa Amapá Mais Produtivo e é fruto de convênio com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Boa Vista avança com recapeamento da Avenida Nazaré Filgueiras no Pintolândia

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Os investimentos de infraestrutura contemplam a via com 3,6 km de asfalto. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista continua executando obras de infraestrutura urbana na capital, com o recapeamento de ruas e avenidas. As obras beneficiam principalmente as regiões mais afastadas do Centro. Nesta terça-feira, 26, as máquinas chegaram à avenida Nazaré Filgueiras, no bairro Pintolândia, contemplando 3,6 km de asfalto.

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A mudança na via já é perceptível para os moradores da região. Para o aposentado João Souza, que acompanhou muitas transformações ao longo de duas décadas, essa era a melhoria mais aguardada. “Vai ficar muito bom depois desse asfalto, pois valoriza mais os imóveis da gente. E melhora também o acesso ao meu comércio. Agora está mais fácil para o pessoal ‘encostar’ aqui”, disse.

Boa Vista avança com recapeamento da Avenida Nazaré Filgueiras no Pintolândia
“Vai ficar muito bom depois desse asfalto, pois valoriza mais os imóveis da gente”, disse o aposentado João Souza. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

É importante destacar que a vida útil de uma pavimentação asfáltica varia conforme fatores como o volume de tráfego, as condições climáticas e a manutenção ao longo dos anos. Em média, o asfalto pode durar cerca de 15 anos em boas condições de uso.

Infraestrutura urbana e rural

De 2021 a 2026, a Prefeitura de Boa Vista implantou importantes serviços de infraestrutura urbana e rural, contemplando 75,60 km de pavimentação, 106,29 km de recapeamento e 9,89 km de terraplenagem.

Leia também: Patrulha da Chuva mantém limpeza urbana diária em Boa Vista

De 2021 a 2026, a prefeitura implantou 75,60 km de pavimentação, 106,29 km de recapeamento e 9,89 km de terraplenagem. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

As ações também incluíram 60,05 km de obras de drenagem, a construção de 164,50 km de calçadas e a implantação de 229,43 km de meio-fio, contribuindo para a melhoria da mobilidade e da qualidade de vida da população.

Foram executados ainda 290,47 km de recuperação de estradas vicinais e 77,31 km de pavimentação de estradas, fortalecendo a infraestrutura de transporte e o acesso entre áreas urbanas e rurais.

Ufac participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia

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Pesquisa tem foco na zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia. Foto: Reprodução/Universidade Federal do Acre

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

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A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

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Ufac participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia
Pesquisa tem foco na zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia. Foto: Reprodução/Universidade Federal do Acre

Pesquisa reforça necessidade de ações de vigilância em saúde na região

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo sobre zoonose reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

*Com informações da Universidade Federal do Acre