O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a condenação de um pesquisador e de sua empresa por exploração indevida de conhecimentos tradicionais associados ao fruto murumuru (ou murmuru). A decisão acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e reforça a proteção ao patrimônio imaterial do povo Ashaninka, do Rio Amônia, no Acre.
O caso teve origem em uma ação civil pública proposta pelo MPF para apurar o uso comercial de sabonetes e cosméticos sem a devida repartição de benefícios com os indígenas que detêm o saber histórico sobre as propriedades da planta. O MPF defendeu que a conduta do pesquisador, que inicialmente prestava consultoria para auxiliar a comunidade em um projeto de desenvolvimento sustentável, desviou-se para uma exploração clandestina.
Para o órgão, a tentativa de registrar patentes e marcas de forma individual, sem o consentimento prévio e sem a repartição de benefícios, configurou uma violação ética e jurídica que não poderia ser ignorada sob o pretexto de que o conhecimento já era “disseminado”.
O MPF defende que o conhecimento tradicional não perde sua proteção legal apenas por existirem publicações científicas prévias, especialmente quando a exploração econômica deriva diretamente do contato e da pesquisa in loco com os indígenas. Dessa forma, a 11ª Turma do TRF1 entendeu que o réu utilizou-se de sua posição como pesquisador para sistematizar informações e coletar amostras, transformando um saber coletivo em lucro individual de forma ilícita, inclusive estabelecendo relações comerciais com uma empresa.
Como efeitos práticos, o pesquisador e sua empresa foram condenados, solidariamente, ao pagamento de uma indenização por danos materiais correspondente a 20% do faturamento bruto obtido com a comercialização de produtos derivados do murumuru. O pesquisador também foi condenado à reparação por danos morais coletivos fixada em R$ 200 mil. Cabe recurso da decisão.
Foto: Pedro Devani/Secom AC
Entenda o caso de exploração do murumuru
A controvérsia jurídica começou quando a comunidade Ashaninka buscou auxílio técnico para desenvolver projetos de exploração sustentável da floresta. Por meio de um convênio firmado entre a Associação Ashaninka do Rio Amônia (APIWTXA) e o Centro de Pesquisas Indígenas (CPI), foi contratado um pesquisador para catalogar espécies vegetais, destacando-se o murumuru por seu potencial cosmético.
Segundo apontou o MPF, o pesquisador afastou-se da parceria original com os indígenas e passou a tratá-los apenas como fornecedores de matéria-prima, registrando patentes e marcas (como a “Tawaya”, nome que o povo Ashaninka atribui para o Rio Amônia) em benefício próprio, sem compartilhar os lucros obtidos com as indústrias do setor.
Como resultado, empresas passaram a explorar a espécie para fins cosméticos, algumas, inclusive, com vínculo técnico e comercial com o pesquisador.
O Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia (NTSA), vinculado à Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), atua na integração e fortalecimento de iniciativas de saúde digital, ensino, pesquisa, extensão e inovação na região amazônica. Criado pela Resolução CONSAD nº 008/2020, o núcleo coordena ações voltadas à telessaúde, telemedicina e educação em saúde, articulando diferentes setores acadêmicos e administrativos da universidade.
O objetivo é estruturar, integrar e consolidar a transformação digital da saúde na Amazônia por meio de ações articuladas de ensino, pesquisa, extensão e inovação. A atuação ocorre em rede, envolvendo diferentes unidades da universidade e projetos que atendem demandas assistenciais, de formação e de desenvolvimento tecnológico voltadas à realidade amazônica.
Atualmente, o núcleo é composto por cinco programas e projetos: o Telessaúde Ufam, o TelePNAR, Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (Una-SUS Ufam), o Programa Pet Saúde Digital e o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane Ufam).
Em conjunto, essas iniciativas articulam assistência especializada, educação permanente, monitoramento em saúde e formação acadêmica.
Telessaúde Ufam: ampliação do acesso a especialistas no Amazonas
O Telessaúde HUGV/Ufam promove assistência especializada à distância para a população do Amazonas, com prioridade para comunidades indígenas e ribeirinhas. O atendimento ocorre por meio do encaminhamento de pacientes pelos municípios e unidades de saúde para o Núcleo de Telessaúde, onde os casos passam por triagem e são direcionados para acompanhamento remoto realizado por especialistas no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).
Atualmente, a iniciativa reúne 19 especialidades médicas integradas. O modelo busca ampliar o acesso à assistência especializada, reduzir deslocamentos e fortalecer o atendimento em regiões de difícil acesso.
Entre os serviços ofertados estão teleinterconsultas, teleconsultorias, telediagnóstico e segunda opinião formativa. O telediagnóstico permite o acesso remoto a métodos diagnósticos especializados, utilizando tecnologias para emissão e análise de exames à distância.
Em 2025, a Telessaúde Ufam registrou economia estimada em aproximadamente R$ 45 milhões. O resultado está relacionado principalmente à redução de custos do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), diminuindo a necessidade de deslocamentos para centros urbanos.
TelePNAR: monitoramento de gestantes de alto risco em áreas remotas
O Projeto de Telemonitoramento do Pré-Natal de Alto Risco (TelePNAR) realiza acompanhamento remoto contínuo de gestantes em municípios e localidades remotas do Amazonas. As pacientes são cadastradas em plataforma digital, passam por estratificação de risco e recebem monitoramento realizado por equipes especializadas.
A proposta busca reduzir a mortalidade materna, fetal e neonatal, utilizando recursos digitais para ampliar o acesso ao cuidado especializado. Além do acompanhamento das gestantes, o programa também atua na integração com equipes da atenção primária e na capacitação dos profissionais responsáveis pela assistência local.
Após a expansão do TelePNAR para os 61 municípios do Amazonas, com exceção de Manaus, e diante dos resultados alcançados pelo programa, foi estruturada uma proposta de ampliação da iniciativa para além do estado. Em 2025, o projeto iniciou sua expansão para outros territórios da Amazônia Legal, com implantação no Acre e em Roraima, ampliando a estratégia de telemonitoramento para novos contextos regionais.
O TelePNAR também compartilha protocolos e estratégias de acompanhamento com as equipes municipais, fortalecendo a assistência a casos classificados como risco intermediário e alto risco.
A projeção financeira do programa para 2025 estimou economia de aproximadamente R$ 60 milhões, atribuída principalmente à redução dos custos com Tratamento Fora de Domicílio.
Una-SUS Ufam: qualificação permanente de profissionais
A Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (Una-SUS Ufam) é responsável pela formação, capacitação e qualificação profissional em saúde. A iniciativa desenvolve cursos, treinamentos e especializações voltados às demandas do SUS.
Entre as ações desenvolvidas está a formação em Medicina de Família e Comunidade vinculada ao Programa Mais Médicos. Médicos participantes do programa, que atuam em 23 estados brasileiros, incluindo áreas rurais e localidades de difícil acesso do Amazonas, estão vinculados ao curso de Especialização em Medicina de Família e Comunidade da Una-SUS Ufam. A iniciativa contribui para a formação contínua de profissionais preparados para atuar na Atenção Primária à Saúde, considerando as especificidades sociais, culturais e territoriais das populações atendidas.
Esse dado amplia a percepção de alcance da iniciativa: ela deixa de aparecer apenas como ação de qualificação e passa a evidenciar também o papel da Ufam na formação de profissionais em escala nacional.
PET Saúde Digital: integração entre universidade e serviços de saúde
O Programa PET Saúde Digital atua na formação interprofissional e na integração entre ensino e serviço por meio de grupos de aprendizagem tutorial. A iniciativa aproxima estudantes, docentes e profissionais dos serviços de saúde em atividades práticas voltadas ao desenvolvimento de competências em saúde digital.
O programa também estimula o desenvolvimento de projetos, experiências práticas e estratégias voltadas à inovação em saúde. A proposta busca fortalecer a formação acadêmica alinhada às necessidades dos serviços do SUS e às transformações digitais na área da saúde.
Cecane Ufam: fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar em municípios amazônicos
O Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane Ufam) atua em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Desde 2015, desenvolve ações de acompanhamento, assessoramento técnico, monitoramento e formação junto aos municípios.
As atividades incluem assessorias técnicas, oficinas regionais, monitoramento da execução do programa e apoio a ações relacionadas à alimentação escolar, incluindo iniciativas voltadas à alimentação escolar indígena.
Ao longo de sua atuação, o Cecane Ufam ampliou seu alcance para dezenas de municípios do Amazonas e também para o estado de Roraima. O centro também desenvolve projetos de extensão, pesquisa científica e produção de materiais técnicos por meio de equipes multiprofissionais integradas às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade.
Ao integrar assistência, formação, pesquisa e inovação, o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia (NTSA) consolida uma estratégia voltada às particularidades da região amazônica. A atuação do núcleo amplia o acesso a serviços especializados, fortalece a qualificação de profissionais e reduz barreiras geográficas históricas, contribuindo para aproximar o cuidado em saúde de populações que vivem em áreas remotas do Amazonas.
*Com informações da Universidade Federal do Amazonas
O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou sobre o programa Bolsa Família durante conversa com jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat.
Ao falar sobre o tema, Aldo Rebelo afirmou que o Bolsa Família deve ser um programa somente para situações específicas e depois serem encerradas, o que ele considerou ser para “situações de emergência”.
Aldo Rebelo é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Aldo defende outras alternativas
Para o político, o país precisa criar condições para que a população tenha acesso a emprego, renda e oportunidades, defendendo que programas sociais não podem ser a única alternativa para milhões de brasileiros. Segundo ele, o desenvolvimento econômico deve caminhar junto com políticas de assistência social.
“Bolsa Família é uma medida de emergência. Você não pode condenar a juventude brasileira a viver de Bolsa Família. Você tem que dar uma alternativa. Não se pode olhar para um menino que está na escola técnica, numa universidade, ou dois jovens que vão casar e dizer: ‘Se formem, que você vão viver de Bolsa Família’. O Bolsa Família é uma emergência. A saída para o Brasil é retomar o desenvolvimento. Oferecer emprego de qualidade e capacidade para empreender para essa população de jovens, que é aí que está a esperança”.
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
Manaus (AM) se prepara para assumir, de forma definitiva, o protagonismo no debate sobre o futuro do transporte e da logística no Brasil e nas Américas. Entre os dias 27 e 29 de maio de 2026, a capital amazonense sediará a TranspoAmazônia 2026 – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, um dos maiores eventos do setor no País, com previsão de movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios e reunir mais de 15 mil visitantes.
O encontro acontecerá no Centro de Convenções Vasco Vasques, que será totalmente ocupado pelo evento, reunindo lideranças empresariais, autoridades públicas, especialistas, investidores e representantes de organismos nacionais e internacionais para discutir os rumos da logística brasileira, com atenção estratégica à região Norte e à integração nacional e internacional.
Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a edição de 2026 consolida a feira como um hub de debates, negócios e inovação, reforçando o papel da Amazônia como eixo logístico fundamental para o desenvolvimento do país. A região, marcada por desafios históricos de infraestrutura, concentra também grandes oportunidades, especialmente na integração dos modais rodoviário, aquaviário, aéreo e ferroviário.
Congresso, negócios e articulação internacional
A programação da TranspoAmazônia 2026 será abrangente e estratégica. O evento contará com palestras magnas, painéis temáticos, workshops, rodadas de negócios e debates institucionais, reunindo especialistas e executivos que estão na linha de frente das transformações do setor.
Estão previstas reuniões estratégicas com importantes players nacionais e internacionais, como a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística), ampliando o diálogo entre o mercado brasileiro e as cadeias logísticas globais.
Foto: Divulgação/TranspoAmazônia
Além disso, o Congresso Internacional de Transporte e Logística, realizado paralelamente à feira, será um dos principais espaços de formulação de propostas e articulação entre setor produtivo e poder público.
Com mais de 350 expositores nacionais e internacionais, a TranspoAmazônia 2026 se posiciona como uma verdadeira vitrine de tecnologias, soluções e inovações para o transporte e a logística. Empresas apresentarão equipamentos, sistemas, plataformas digitais, serviços e projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e sustentabilidade.
Os dois pavilhões climatizados do Vasco Vasques serão ocupados integralmente, além de uma área externa dedicada à exposição de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos de grande porte. A estrutura do evento seguirá o padrão das grandes feiras internacionais, com espaços instagramáveis, praça de alimentação completa, salas de reuniões, estúdio para podcasts ao vivo e uma plenária com capacidade para 300 pessoas.
Amazônia como eixo estratégico do desenvolvimento
Para o idealizador da TranspoAmazônia, presidente da Fetramaz e CEO do Grupo Bertolini, Irani Bertolini, o evento nasce com a missão de preencher uma lacuna histórica no setor.
“A TranspoAmazônia representa a oportunidade que faltava para quem vende, para quem compra e para todos que querem evoluir com conhecimento, networking e negócios em um único ambiente. Nossa missão é entregar a maior feira de transporte e logística da Amazônia. Teremos representantes de 43 países, trazendo para Manaus as principais lideranças do Brasil e das Américas”, destaca.
O principal objetivo do evento é impulsionar o desenvolvimento logístico da região Norte, ampliando oportunidades de investimento, fortalecendo a integração multimodal e aproximando empresas que já atuam — ou desejam atuar — no mercado amazônico.
Entre os temas centrais em debate estão modernização da infraestrutura logística brasileira, com foco na região Norte, assim como fortalecimento do transporte multimodal e da navegação fluvial; investimentos públicos e privados em rodovias, portos, hidrovias e aeroportos; inovação, digitalização e uso de tecnologias aplicadas à logística; sustentabilidade, eficiência operacional e redução de custos e papel estratégico da Amazônia na integração logística nacional e internacional.
Segundo Bertolini, o estímulo ao diálogo entre setor produtivo e poder público será um dos grandes legados do evento. “A TranspoAmazônia é uma oportunidade ímpar para promover a geração de negócios, incentivar investimentos estruturantes e contribuir para soluções que tornem o sistema logístico brasileiro mais competitivo, seguro e sustentável”, afirma.
A TranspoAmazônia 2026 conta com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, de entidades representativas do setor de transporte e da indústria, além da iniciativa privada.
Fundador e presidente da Transportes Bertolini (TBL), o empresário Irani Bertolini é um dos convidados do programa Gente do Norte – Empresas, do canal Amazon Sat. Sua trajetória é marcada pela perseverança desde os primeiros trabalhos, ainda na juventude, até a criação de um dos maiores grupos logísticos da Amazônia.
Natural de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, Bertolini destacou sua relação com a região amazônica e afirmou ter sido acolhido pelo povo da região ao longo das últimas décadas.
“Eu adoro a Amazônia. É um lugar bom para se viver, um povo acolhedor, e eu adoro fazer preservação ambiental também. Vamos preservar isso aqui. É a maior riqueza do mundo, que nós temos no Brasil”, afirmou.
Saga de Bertolini o levou à Amazônia
Irani Bertolini nasceu em 14 de setembro de 1946 e contou que começou a trabalhar ainda jovem em diferentes funções antes de realizar o sonho de dirigir caminhão.
“Comecei minha vida como engraxate de sapatos, servente de pedreiro, trabalhei em cantina de vinho e depois meu sonho era aprender a dirigir caminhão. Aprendi, viajei pelo Brasil inteiro e depois consegui comprar meu primeiro caminhão”, relembrou.
Segundo o empresário, a chegada em Manaus (AM) aconteceu após uma viagem transportando móveis do Sul do país para a capital amazonense. O serviço chamou a atenção dos clientes locais e acabou abrindo caminho para a criação da empresa.
“Quando cheguei aqui, os clientes ficaram impressionados porque os móveis vinham de navio e muitas vezes chegavam danificados. Eles pediram para eu voltar trazendo carga novamente. Foi aí que percebi a necessidade que existia de transporte para Manaus”, contou.
A partir dessa oportunidade, Irani Bertolini decidiu investir na criação da Transportes Bertolini, empresa que acompanhou o crescimento da capital amazonense e do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Manaus tinha cerca de 200 mil habitantes. Hoje tem mais de 2 milhões. Manaus cresceu e eu cresci junto”, destacou.
Foto: Reprodução/Amazon Sat
Preservação ambiental
O empresário também falou sobre os projetos ambientais mantidos pelo grupo empresarial. Segundo ele, áreas de preservação são monitoradas constantemente para evitar crimes ambientais, além de iniciativas voltadas à reciclagem de resíduos produzidos pelas empresas.
“Temos áreas preservadas e mantemos vigilância permanente para evitar caça, pesca ilegal e derrubada de árvores. Também fazemos reciclagem de praticamente todo o lixo gerado nas empresas”, afirmou.
Irani Bertolini defendeu ainda que a preservação ambiental deve ser uma responsabilidade coletiva e destacou a importância da Amazônia para o futuro do país: “Eu aconselho crianças, jovens e adultos: vamos preservar isso aqui. Essa floresta é uma das maiores riquezas do mundo e será fundamental para o futuro do Brasil”.
O empresário é um dos convidados do programa Gente do Norte – Empresas, transmitido pelo canal Amazon Sat. Assista:
Plantio de soja deve crescer 9,4% em Roraima em 2026. Foto: Divulgação/Seadi RR
Uma estimativa da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima (Seadi), divulgada no dia 18 de maio, aponta que o estado deve crescer em 9,42% a área plantada de soja em 2026, passando de 132.421 hectares para 144.893 hectares plantados neste ano.
O levantamento faz parte do programa ‘Rota dos Grãos’, voltado ao fortalecimento da produção agrícola e planejamento do setor de forma sustentável. A ação faz visitas técnicas a propriedades rurais nos municípios para coletar informações sobre plantações de soja, milho, arroz e algodão.
Produção de soja em Roraima vive momento de expansão. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR
Soja segue com potencial
Entre os dados analisados estão área plantada, produtividade e potencial de expansão das lavouras.
Segundo o coordenador da iniciativa, Frankarlos Lopes, a expectativa é atender mais de 250 propriedades rurais. Para ele, o avanço da produção de grãos fortalece a posição de Roraima como nova fronteira agrícola da Amazônia Legal.
“Durante as visitas, são coletadas informações estratégicas que permitem atualizar o mapa agrícola de Roraima, identificar polos produtivos e gerar dados técnicos que auxiliem no planejamento de políticas públicas e investimentos para o setor”, explicou.
Levantamento faz parte do programa Rota dos Grãos, voltado ao fortalecimento da produção agrícola de Roraima. Foto: Divulgação/Secom Roraima
A iniciativa faz parte do Plano Roraima 2030, que prevê ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, geração de emprego e inovação no campo. O programa também conta com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria para fortalecer a coleta de dados e a cooperação técnica entre os governos estadual e federal.
Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) decidiu protocolar pedido de ingresso como amicus curiae, atuação regulamentada pelo Artigo 138 do Código de Processo Civil (CPC), sobre a Ação Civil Pública nº 1049079-37.2026.4.01.3400, movida pela FIESP contra dispositivos da Lei Complementar nº 214/2025, que asseguram a manutenção do diferencial competitivo da Zona Franca de Manaus (ZFM) no contexto da Reforma Tributária. Idêntica iniciativa foi adotada pela Associação Comercial do Amazonas. Segundo o presidente da entidade, Bruno Loureiro, “a ACA defenderá a constitucionalidade dos créditos presumidos da ZFM e a preservação da competitividade do modelo econômico que sustenta o setor produtivo e a economia do Amazonas”.
A “guerra” de S. Paulo contra a ZFM e o Polo Industrial de Manaus (PIM), particularmente, vem de longe. Não se trata da primeira, segunda ou décima estocada da representação empresarial paulista contestando a validade da política de incentivos estabelecida pelo DL 288/67. Sem embargo da relevância da política de incentivos para a economia da capital amazonense, o volume de desinformação generalizada em relação ao paradigma econômico, nesses quase 60 anos, tem origem bem definida: enquanto as prerrogativas estruturais mantêm-se preservadas em sua essência, o modelo (com exceção de algumas empresas) não evoluiu no sentido de se ajustar ao mundo globalizado evoluído nesse período, particularmente no que toca à revolução industrial 4.0.
Desta forma, desde o seu nascedouro aos tempos difíceis dos anos 1980/90 e décadas 2000 a Zona Franca defronta-se com circunstâncias semelhantes, os “inimigos” se revezam e recarregam suas baterias. Acuado, o Amazonas e as entidades representativas de classe se defendem, mas o processo manufatureiro aqui instalado não se legitima conjunturalmente, não consegue ter seus fundamentos reconhecidos pelo complexo industrial brasileiro.
Como escreveu o empresário Marx Gabriel, numa de suas competentes e pragmáticas notas publicadas nas redes sociais durante nova rodada de negócios que empreende no Japão e China, “o Brasil tem um problema sério de janela de oportunidade. Enquanto ainda discutimos se devemos ou não adotar inteligência artificial, a China já opera em escala industrial. Shanghai está construindo cinco novos data centers dedicados à IA.
ZFM. Foto: Divulgação/Suframa
Hangzhou, sede do Alibaba, gera 30% do seu PIB a partir de negócios digitais. Suzhou tem PIB per capita superior ao de todas as economias emergentes, com apenas 13 milhões de habitantes. O executivo brasileiro que visita esses ecossistemas volta transformado. Não porque aprendeu teoria, mas porque viu com os próprios olhos o que é possível”. Referindo-se à Amazônia, afirma: “a região carrega um desafio histórico de isolamento estratégico. Manaus é um polo industrial relevante, mas ainda opera com uma mentalidade de periferia em relação aos centros de decisão globais. Nossa visão é que o Brasil precisa parar de aparecer nessas conversas como objeto de proteção e começar a assumir-se como protagonista de soluções”, salienta.
Para Antonio Azevedo, presidente do grupo TV LAR, é fundamental reafirmar o direito legítimo da população amazônida de usufruir, de forma responsável e sustentável, o potencial econômico de sua biodiversidade. A Amazônia, observa, “ao mesmo tempo em que patrimônio ambiental estratégico e espaço de produção, trabalho e inovação, o uso regulado e inteligente dos ativos naturais, apoiado pela ciência, tecnologia e bioeconomia, é condição essencial para gerar renda, emprego e inclusão social, fortalecendo também a conservação”.
A construção de um novo modelo econômico para o Amazonas, salienta Azevedo, exige “integração entre a ZFM, o Polo Industrial, a bioeconomia e as cadeias produtivas regionais, com segurança jurídica, estímulo à inovação e agregação de valor local”. As entidades de classe, ressalta, “têm papel estratégico nesse processo, contribuindo para a articulação institucional e a formulação de propostas capazes de conciliar competitividade econômica, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional”. Nesse sentido, estabelecer um espaço comum para o debate desta questão, alinhando a visão das entidades representativas do setor produtivo e podermos protagonizar políticas públicas de longo prazo, afirma.
Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).
O curso de Geologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realiza nesta segunda-feira (25), às 9h30, em Santarém (PA), o lançamento oficial do documentário ‘Geologia de Campo: Experiência de Mapeamento Geológico na Amazônia’. Aberta ao público, a exibição ocorrerá no Auditório da Unidade Tapajós, situada no bairro do Salé, e integra a programação comemorativa dos 15 anos do curso de Geologia da instituição.
Aula prática do curso de Geologia da Ufopa. Foto: Reprodução/Ufopa
Com cerca de 35 minutos de duração, o documentário apresenta, de forma didática e acessível, a experiência do mapeamento geológico na Amazônia, acompanhando etapas fundamentais da formação acadêmica em Geologia, desde o pré-campo até o pós-campo.
A produção busca aproximar a ciência da sociedade, valorizar a universidade pública e despertar o interesse de estudantes e da comunidade em geral pelas geociências e pela compreensão do território amazônico.
Produzido pelo professor Luciano Ribeiro da Silva e pelo discente Eduardo Afonso Silva de Sousa, ambos do curso de Geologia, o material audiovisual também evidencia o cotidiano das atividades de campo desenvolvidas pelo curso, destacando aspectos técnicos, acadêmicos e logísticos envolvidos na formação dos futuros geólogos. A proposta é ampliar o acesso ao conhecimento científico por meio de uma linguagem acessível e visual.
De acordo com a organização, a exibição representa uma oportunidade de diálogo sobre divulgação científica, formação acadêmica e extensão universitária, demonstrando como o conhecimento produzido na universidade pode retornar à sociedade de maneira educativa, inspiradora e socialmente relevante.
O documentário foi desenvolvido no âmbito do projeto “Extensão Universitária e Divulgação do Curso de Geologia no Oeste do Pará: Imersão Audiovisual no Cotidiano do Mapeamento Geológico”, contemplado pelo Edital Procce n.º 004/2025 – Pró-Extensão.
A programação é aberta à comunidade acadêmica e a estudantes do ensino básico interessados em conhecer as atividades de campo realizadas pelo curso de Geologia da Ufopa.
*Com informações da Universidade Federal do Oeste do Pará
O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou sobre o debate em torno do Marco Temporal durante entrevista ao jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat.
Ao abordar o tema, Aldo Rebelo afirmou que é a favor do Marco Temporal para terras indígenas e criticou a condução das discussões relacionadas às terras indígenas após decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional trecho de lei que instituía marco temporal para terras indígenas. Para Aldo Rebelo a decisão do STF no fim de 2025, gerou “instabilidade jurídica” sobre o tema.
“O Marco Temporal está na Constituição. O Supremo cometeu um grave erro ao revogar o conceito de marco temporal. Criou uma intabilidade jurídica e institucional no país. E eu defendo a proteção dessa referência jurídica que é o marco temporal”.
“Sem marco temporal, tudo é possível”, afirma Aldo Rebelo
Aldo Rebelo afirmou que o debate precisa considerar, além da preservação, questões ligadas à como as terras se encontram atualmente. Segundo ele, toda terra no Brasil é indígena, mas é preciso considerar a situação como esta se encontra local a partir de um tempo específico, para que assim seja tomada a melhor decisão.
“Sem marco temporal, tudo é possível. Se você não tiver uma referência no tempo, como diz a Constituição em seu artigo 231, as terras ocupadas pelos indígenas, naquele momento deveriam ser demarcadas. Se você olhar para o passado, você vai demarcar até a cidade de São Paulo, que também era terra indígena, lá pelos anos de 1500”. Assista:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).
O pré-candidato a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, afirmou que a Zona Franca de Manaus (ZFM), na sua opinião, foi criada por conta do que ele chamou de “abandono da Amazônia”.
Sua fala veio a partir de um questionamento elaborado pelo jornalista Welliton Lopes durante o programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat. Lopes deu um minuto ao entrevistado para que ele discorresse sobre o tema Zona Franca de acordo com sua visão.
“A Zona Franca de Manaus foi criada a partir da situação do abandono da Amazônia. Como você daria a possibilidade de desenvolvimento na área industrial, criou-se a Zona Franca que vem sendo mantida”, afirmou Aldo Rebelo.
Segundo Aldo Rebelo, apesar de ter sido deputado federal por São Paulo, quando exerceu seu mandato, ele afirmou ter sempre votado a favor da manutenção da Zona Franca de Manaus.
“Eu fui deputado por São Paulo, mas sempre votava para defender a Zona Franca, como uma necessidade não só da Amazônia, mas do Brasil”, alegou o pré-candidato. Assista:
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.
Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:
quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30.
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