Indígenas do Estado do Amazonas. Foto: Alexandre Cruz Noronha
O Amazonas teve 116 pessoas incluídas no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) em 2025. O estado está entre os dez com mais casos no Brasil. As ameaças estão ligadas à grilagem de terras, exploração ilegal de madeira, avanço do garimpo e denúncias de crimes ambientais. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (30).
A Região Norte concentra o maior número de pessoas protegidas: 540 casos. No Amazonas, os conflitos se intensificam em áreas de floresta e territórios indígenas, onde lideranças denunciam violações de direitos humanos e ambientais.
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Segundo o PPDDH, as denúncias tornam os defensores alvo de ameaças de grupos econômicos e criminosos que disputam recursos naturais.

Ranking dos estados com mais pessoas protegidas em 2025
- Pará – 186
- Maranhão – 147
- Bahia – 140
- Minas Gerais – 125
- Ceará – 117
- Amazonas – 116
O estudo mostra que os casos refletem a realidade de quem defende territórios e o meio ambiente. As principais ameaças são:
- Grilagem e conflitos fundiários em áreas de floresta.
- Pressões sobre terras indígenas e comunidades tradicionais.
- Denúncias contra garimpo ilegal, pesca predatória e desmatamento.
Esses fatores tornam o Amazonas um dos estados mais críticos na proteção de defensoras e defensores de direitos humanos. O PPDDH atua com medidas proporcionais ao risco, como rondas, escoltas pontuais e fornecimento de equipamentos de segurança, além de apoio psicossocial e jurídico.
Leia também: Facções transformam crimes ambientais em nova fronteira do poder no Amazonas

Perfil das pessoas protegidas
- 58,51% indígenas
- 29,53% quilombolas
- 10,59% extrativistas
- Outras comunidades tradicionais – 1,37%
Do total, 39,96% são mulheres e 60,04% homens.
*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM
