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Materiais pedagógicos conectam processo de aprendizagem com desafios da Amazônia

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Conteúdos visam reforçar aprendizagem escolar com uma educação conectada à realidade amazônica. Foto: Divulgação/FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) desenvolveu um conjunto de materiais pedagógicos para apoiar professores e estudantes na construção de uma educação conectada à realidade amazônica. As publicações abordam temas relacionados à floresta, à pesca, aos negócios sustentáveis, às identidades culturais e aos desafios socioambientais da região, articulando conhecimentos técnico-científicos, currículo escolar e saberes construídos nos territórios.

A iniciativa reúne duas frentes complementares:

  • a série ‘Bases do Aprendizado’, destinada principalmente a professores dos anos iniciais do ensino fundamental que atuam em turmas multisseriadas,
  • e a cartilha ‘Arapoty – Práticas Pedagógicas Inovadoras: Itinerários Formativos e Formação Continuada’, voltada à 1ª série do ensino médio.

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Desenvolvidos no âmbito de diferentes iniciativas apoiadas pelo Movimento Bem Maior (MBM) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os materiais integram as ações do Programa Educação para a Sustentabilidade e do Subprograma Educação Ribeirinha da FAS. A proposta é contribuir para uma educação que reconheça as especificidades dos territórios amazônicos e fortaleça a participação de professores, estudantes e comunidades no processo de ensino e aprendizagem.

“O desenvolvimento das nossas publicações pedagógicas é pautado pela co-construção e pela escuta ativa, com oficinas e encontros de diagnóstico pedagógico junto a coordenadores, equipes técnicas e professores das redes municipais e estaduais. A partir dessa escuta, identificamos as principais lacunas locais e as riquezas territoriais que devem constar nos livros, estruturados em Guias de Atividades que integram embasamento técnico-científico, lendas, poemas e composições locais. Todo o conteúdo é alinhado à BNCC e ao Plano Nacional de Educação e passa por revisões, diagramação e validação técnica antes de seguir para as redes de ensino e aprendizagem”, explica Silvana Souza, supervisora pedagógica do Programa de Educação para a Sustentabilidade da FAS.

Proposta é contribuir para uma educação que reconheça as especificidades dos territórios amazônicos e fortalecer processo de ensino e aprendizagem. Foto: Divulgação/FAS
Proposta é contribuir para uma educação que reconheça as especificidades dos territórios amazônicos e fortalecer processo de ensino e aprendizagem. Foto: Divulgação/FAS

Mteriais relacionam aprendizagem com o cotidiano amazônico

Publicação está disponível para download. Foto: Reprodução/FAS

A série Bases do Aprendizado é composta por três livros: Bases do Aprendizado para Cadeias Florestais, Bases do Aprendizado para Cadeias de Pesca e Bases do Aprendizado para Negócios Sustentáveis. Juntas, as publicações apresentam 57 Guias de Atividades e contribuem para a formação continuada e contextualizada de professores das redes municipais de ensino do Amazonas.

“A elaboração de materiais contextualizados é essencial para promover uma educação mais significativa e conectada aos territórios amazônicos. Ao partir do cotidiano, dos saberes tradicionais, das culturas e da relação dessas comunidades com a natureza, os materiais tornam a aprendizagem mais próxima das vivências dos estudantes. Além disso, ao abordar temas como os rios, as comunidades, a biodiversidade e os desafios socioambientais da Amazônia, esses recursos aproximam a escola da realidade local, fortalecendo o interesse, a participação e o protagonismo dos estudantes no processo educativo”, afirma Fabiana Cunha, gerente do Programa Educação para a Sustentabilidade da FAS.

Os materiais adotam a aprendizagem experiencial como metodologia, estimulando a construção do conhecimento por meio de experiências, vivências e atividades práticas. A proposta envolve professores, estudantes e comunidades de forma ativa, aproximando a aprendizagem e os conteúdos escolares dos saberes, dos valores e das atividades presentes no cotidiano amazônico.

Cada Guia de Atividades reúne objetivos de aprendizagem, informações técnico-científicas, curiosidades e propostas práticas na seção “Conectando Saberes”. As atividades podem ser adaptadas às características das turmas e estabelecem relações com componentes curriculares como Ciências, Matemática, História, Geografia, Língua Portuguesa e Artes.

Leia também: Histórias e saberes regionais: e-book traz conteúdo que valoriza diversidade amazônica

Arapoty amplia a proposta e aprendizagem do ensino médio

A estratégia de educação contextualizada também alcança o ensino médio por meio da cartilha Arapoty, desenvolvida no âmbito do projeto Práticas Pedagógicas Inovadoras para a Amazônia Profunda. Voltado à 1ª série, o material articula itinerários formativos e formação continuada e está alinhado à Base Nacional Comum Curricular e às diretrizes da Política Nacional de Ensino Médio, estabelecidas pela Lei nº 14.945/2024.

No contexto da publicação, o nome Arapoty remete à ideia de florescimento e representa a proposta de promover aprendizagens que nascem dos territórios, valorizam as identidades amazônicas e estimulam os estudantes a reconhecer suas histórias, produzir conhecimento e participar das transformações de suas comunidades.

A cartilha possui versões específicas para professores e estudantes. O Livro do Professor apresenta orientações metodológicas, sugestões de carga horária, possibilidades de avaliação e adaptações para diferentes condições de infraestrutura e conectividade. Já o Livro do Aluno reúne trilhas de aprendizagem, atividades formativas e espaços de registro, incentivando os estudantes a pesquisar suas comunidades, analisar dados, ouvir histórias, produzir textos, construir mapas e debater desafios socioambientais.

*Com informações da FAS

Descoberta histórica no Peru: primeira espécie de árvore Neea encontrada após quase um século

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A primeira nova espécie do gênero Neea descrita no país em mais de 90 anos. Foto: Divulgação/Sernanp

As áreas naturais protegidas do Peru estão mais uma vez na vanguarda da ciência mundial com a descoberta de Neea myrciifolia (Nyctaginaceae), a primeira nova espécie do gênero Neea descrita no país em mais de 90 anos.

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Essa descoberta foi feita nas florestas montanhosas da província de Oxapampa, na região de Pasco, dentro da Floresta de Proteção San Matías-San Carlos, do Parque Nacional Yanachaga-Chemillén e da Reserva Comunal Yanesha, áreas naturais protegidas administradas pelo Ministério do Meio Ambiente (Minam), por meio do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp).

A pesquisa foi liderada por Daniel da Silva Costa e Francisco Farronay, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em conjunto com Elson Felipe Sandoli Rossetto, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Leandro L. Giacomin, da Universidade Federal da Paraíba; e Rocío del Pilar Rojas Gonzáles, do Herbário da Selva Central de Oxapampa-Jardim Botânico do Missouri.

Leia também: Planta pré-histórica é descoberta no Peru, adaptada a áreas alagadas

Primeira espécie de árvore Neea descoberta após quase um século
Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

Descrição da Neea myrciifolia em revista internacional

O estudo, publicado na revista científica Kew Bulletin, descreve a Neea myrciifolia como uma pequena árvore entre 1 e 5 metros de altura, com folhas opostas e verrucosas, inflorescências globosas e flores tubulares. Sua distribuição se restringe à floresta tropical central do Peru, entre 376 e 1500 metros acima do nível do mar, o que a torna uma espécie endêmica de grande valor para a biodiversidade nacional.

Para o Minam, a descoberta confirma que as florestas de Oxapampa e da floresta tropical central ainda abrigam espécies que a ciência não havia identificado. A presença de Neea myrciifolia em áreas naturais protegidas destaca o valor desses territórios para a conservação da biodiversidade, que ainda tem muito a revelar, e reforça a necessidade de manter ecossistemas protegidos onde, mesmo após décadas de pesquisa, novas espécies continuam sendo descobertas.

*Com informações da Agência Andina

Entenda o que é o ‘petróleo chique’ do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal

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O que é o ‘petróleo chique’ do Amapá? Foto: Divulgação/Foresea

A confirmação de que o reservatório no litoral do Amapá tem óleo com características de petróleo leve levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a chamar o produto de “petróleo chique“. Segundo Lula, as características do óleo repetem o padrão de alta qualidade encontrado no Pré-Sal em 2007.

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De acordo com o chefe do Executivo, o achado de óleo leve na Foz do Amazonas promete aumentar a margem de lucro e a eficiência da Petrobras, colocando o estado no centro das atenções do mercado global de energia.

A declaração foi dada durante visita ao navio-sonda da Petrobras em Oiapoque, no extremo norte do estado, na segunda-feira (17). Na ocasião, o presidente acompanhou as pesquisas de campo e comemorou os resultados das amostras coletadas na Margem Equatorial.

“Eu sujei a mão do Pré-sal e sujei a mão desse […] Esse parecia que já tava refinado de tão leve que é. Nós temos a chance de ter um petróleo muito chique. Muito chique e de muita qualidade para abençoar o futuro do filho de vocês”, disse o presidente.

Leia também: ‘Nova fronteira exploratória’, diz presidente do IBP sobre indícios de petróleo na Foz do Amazonas

Lula visita a sonda NS-42, da Petrobras, na Margem Equatorial, onde o ´petróleo chique’ foi encontrado. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Leve, fluido e de alto rendimento

Na indústria petrolífera, a qualidade do produto é medida pela densidade em uma escala chamada Grau API (desenvolvida pelo American Petroleum Institute). Quanto maior o grau API, mais “leve” e fluido é o óleo, e maior é o seu valor comercial.

  • Petróleo Pesado (baixo API): Mais denso e escuro, exige processos industriais complexos e caros nas refinarias para ser transformado em combustível.
  • Petróleo Leve (alto API): Fluido e com menos impurezas, é facilmente processado e gera uma fatia maior de derivados nobres, como gasolina, querosene de aviação (QAV) e diesel de alta qualidade.
Entenda o que é o 'petróleo chique' do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal
Entenda o que é o ‘petróleo chique’ do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal. Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras

O óleo, retirado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, apresenta características similares ao “Brent”, a referência internacional negociada nas principais bolsas do mundo, conforme a Petrobras.

“O Amapá tem uma chance extraordinária […] Na hora que a Petrobras anunciar definitivamente, que o petróleo é de belíssima qualidade. Eu perguntei à Magda ‘é Brent?’, ela disse ‘não, é mais do que Brent, é Brent com louvor’”, falou Lula.

Leia também: Petrobras amplia ofensiva na Foz do Amazonas e pede ao Ibama licença para explorar mais três poços

Economia e próximos passos

A extração de um combustível com essa especificação traz impactos diretos para a economia, segundo o presidente. Por ser mais limpo e fino, o óleo exige menos gasto de energia e insumos nas refinarias da Petrobras, tornando a produção mais eficiente.

Embora a qualidade do ‘petróleo chique’ seja elevada, o desafio de engenharia é complexo. A perfuração ocorre em uma lâmina d’água de cerca de 3 mil metros, somada a mais 3 mil metros de rocha no subsolo marinho.

Entenda o que é o ‘petróleo chique’ do Amapá, óleo leve que Lula comparou ao Pré-Sal. Foto: Reprodução/ Facebook-Ocyan

A Petrobras segue na etapa de avaliação exploratória para dimensionar o volume exato da reserva e confirmar a viabilidade comercial do campo.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica Amapá

Filhos do Boto: projeto cinematográfico investiga relação entre lenda amazônica e violência contra mulheres ribeirinhas

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Foto: Divulgação

‘O Imaginário’ iniciou os estudos de pré-produção de “Filhos do Boto”, novo projeto cinematográfico que será realizado em comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira, entre os estados de Rondônia e Amazonas. O documentário terá como ponto de partida uma das narrativas mais conhecidas da cultura amazônica: a lenda do Boto.

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A produção pretende investigar como essa tradição influencia o imaginário e o modo de vida das comunidades ribeirinhas, estabelecendo um diálogo entre o mundo real e o universo dos encantados. A partir dessa perspectiva, o filme propõe uma reflexão sobre questões sociais presentes na região Norte, especialmente as violências cometidas contra meninas e mulheres.

Com previsão de alcançar mais de 10 comunidades ribeirinhas, no percurso entre Porto Velho (RO) e Humaitá (AM), “Filhos do Boto” pretende ouvir moradores e registrar histórias, memórias e diferentes percepções sobre a permanência da lenda no cotidiano amazônico.

O documentário busca lançar luz sobre uma dimensão pouco discutida da narrativa do Boto: sua possível utilização, ao longo de gerações, como explicação simbólica para situações de abuso e violência sexual envolvendo mulheres e meninas ribeirinhas.

Lenda do boto move relações e cultura

Ao aproximar o universo mítico das experiências concretas vividas nas comunidades, “Filhos do Boto” pretende dar voz a mulheres e meninas cujas histórias foram historicamente atravessadas pelo silêncio, pelo medo e pela naturalização da violência.

Leia também: Você conhece a lenda do boto? Confira os causos que envolvem esse animal amazônico misterioso

Filhos do Boto: novo projeto cinematográfico do O Imaginário investiga a relação entre a lenda amazônica e a violência contra mulheres ribeirinhas
Foto: Divulgação

A produção também propõe uma reflexão sobre os impactos de uma cultura patriarcal na perpetuação dessas violências e sobre os mecanismos sociais que contribuem para seu encobrimento. Nas águas e comunidades do Rio Madeira, o filme pretende confrontar diferentes perspectivas sobre uma tradição que faz parte da identidade cultural amazônica, buscando compreender seus significados e suas relações com questões sociais contemporâneas.

Mais do que registrar uma lenda, “Filhos do Boto” pretende utilizar o cinema como ferramenta de investigação, memória e reflexão sobre as relações entre cultura, território, gênero e violência na Amazônia.

A realização do projeto marca mais uma iniciativa do O Imaginário voltada à valorização das narrativas amazônicas e à utilização do audiovisual como instrumento de registro, reflexão e transformação social.

*Com informações da assessoria

CUFA Amazonas lança Taça das Favelas e Expo Favela Innovation 2026 em Manaus; veja a programação

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Foto: Divulgação/CUFA AM

A Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas realiza, nos dias 21, 22 e 23 de agosto, no Amazonas Shopping, em Manaus, uma programação especial que marca o lançamento de dois dos principais projetos da instituição no estado: a Taça das Favelas Amazonas 2026 e a Expo Favela Innovation Amazonas 2026.

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A agenda começa na sexta-feira (21), com o lançamento da Taça das Favelas, campeonato que utiliza o futebol como ferramenta de inclusão, oportunidade e transformação social. A programação reúne representantes das comunidades, profissionais do esporte, atletas, técnicos e convidados, além de painéis sobre futebol, oportunidades, transformação social e protagonismo feminino.

Durante o evento, serão apresentados o regulamento e o formato da competição, além do sorteio das chaves das equipes participantes. A programação contará ainda com a ativação “Chute Certo”, congresso técnico, lançamento da música oficial, torneio de embaixadinhas e shows.

Leia também: “A Amazônia periférica também é Brasil real”, afirma fundador da CUFA AM

CUFA Amazonas - Expo Favela Innovation
Foto: Divulgação/CUFA AM

“Potência das periferias do Amazonas”

No sábado (22), será realizado o lançamento da Expo Favela Innovation Amazonas 2026, no Amazonas Shopping. O evento reúne cultura, empreendedorismo e inovação, com apresentação do Puxirum, batalha de break, Hip Hop, Ball Room, capoeira e DJ LF, além de painéis sobre a transformação dos territórios e o impacto econômico das favelas.

No domingo (23), a programação continua no centro de compras, a partir das 14h, com atrações voltadas à música, cultura e economia criativa, incluindo dança do ventre, Fashion Revolution, Baile Charme, batalha de rima e painéis sobre identidade, talento e oportunidades nas periferias.

“Os dois eventos mostram, de diferentes formas, a potência das periferias do Amazonas. A Taça das Favelas utiliza o esporte como caminho para inclusão, desenvolvimento e descoberta de talentos, enquanto a Expo Favela evidencia a capacidade empreendedora, criativa e inovadora dos nossos territórios. São iniciativas que valorizam talentos, geram oportunidades e mostram que a periferia é também espaço de transformação e inovação”, afirma Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA AM.

Programação

Lançamento da Taça das Favelas
📅 21 de agosto (sexta-feira)
⏰ A partir das 10h

Lançamento da Expo Favela Innovation Amazonas 2026
📅 22 de agosto (sábado)
⏰ A partir das 10h

📅 23 de agosto (domingo)
⏰ A partir das 14h

*Com informações da assessoria

Calor intenso encobre cúpula do Teatro Amazonas por tons de laranja em Manaus

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Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus. Foto: Alcides Neto

Imagens de drone cedidas por Alcides Neto mostram a cúpula do Teatro Amazonas encoberta por uma névoa em tons de laranja intenso na manhã do dia 19 de agosto, em Manaus (AM). O registro foi feito às 6h52 e evidencia o aspecto do céu durante mais um dia de calor forte na capital amazonense.

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No fim da manhã, por volta das 11h30, os termômetros marcavam 33°C em Manaus, com sensação térmica de 32,4°C. As imagens dos tons de laranja foram registradas em meio a uma sequência de dias quentes na capital.

No último dia 10 de agosto, Manaus registrou o dia mais quente de 2026 pelo segundo dia consecutivo, quando a temperatura máxima chegou a 36,1°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus
Cúpula do Teatro Amazonas aparece encoberta por tons de laranja em manhã de calor intenso em Manaus. Foto: Alcides Neto

Leia também: Céu laranja: meteorologista explica pôr do sol em tons vibrantes em Manaus

O calor deve continuar nos próximos dias. As altas temperaturas também são previstas em outras áreas da região Norte. Em alguns municípios, os termômetros podem ultrapassar os 40°C.

Meteorologista explica calor que gerou os tons de laranja na cúpula

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, as altas temperaturas estão relacionadas às condições climáticas típicas do período e à atuação de uma massa de ar quente e seca.

“Essa situação do tempo quente e seco se deu, principalmente, pelas condições atmosféricas. O estado estava numa condição de estabilidade proporcionada pela massa de ar quente e seca situada principalmente do centro ao sul do estado. O El Niño começou a influenciar o clima desde junho. Junho ele começou numa intensidade fraca e ele vai gradativamente aumentando a intensidade dele até 2027”, explicou.

Chuva no estado

Além do calor intenso, na quarta-feira (19), há previsão de pancadas de chuva e trovoadas no oeste do Amazonas. No norte e centro do estado, também podem ocorrer chuvas isoladas.

Foto: Divulgação/FunBio

Nesta quinta-feira (20), as instabilidades continuam no oeste e noroeste do Amazonas, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas. No norte e centro do estado, há possibilidade de chuva isolada.

*Com informações da Rede Amazônica AM

87 áreas de risco são identificadas em Rio Branco por meio do Plano Municipal de Redução de Riscos

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Foto: Divulgação/SGB

O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco (AC), apresentado em 5 de agosto, A partir do estudo, foram identificadas 87 áreas de risco geológico e hidrológico, onde vivem aproximadamente 44 mil pessoas. O documento foi elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com o Ministério das Cidades, e apoio da Defesa Civil Municipal. A apresentação à população ocorreu durante audiência pública.

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O PMRR reúne o mapeamento das áreas de risco geológico relacionadas a processos como inundações, deslizamentos, rastejos de solo e erosão fluvial, além de apresentar recomendações de intervenções estruturais e não estruturais que podem subsidiar o planejamento urbano e as ações de prevenção de desastres. Os levantamentos em Rio Branco (AC) foram realizados em três etapas de campo, em junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Confira o fact sheet sobre o PMRR de Rio Branco AQUI.

Grau de RiscoNº de áreas mapeadasNúmero aproximado de imóveis em áreas de riscoNúmero aproximado de pessoas em áreas de risco
🔴Muito alto148903.560
🟠Alto518.98135.924
🟡Médio221.1464.584
Total8711.01744.068

De acordo com o estudo, a maior parte das áreas de risco identificadas no município está relacionada às inundações, que representam quase 60% dos processos mapeados. Também foram identificados rastejo de solo, erosão e deslizamentos. As áreas de inundação estão associadas às cheias recorrentes do rio Acre e de seus afluentes. O relatório destaca a ocorrência de eventos extremos em 2012, 2015, 2023 e 2024.

Bairros com áreas de risco

O maior número de pessoas vivendo em áreas de risco está nos bairros Cidade Nova e Quinze, onde mais de 7,4 mil pessoas ocupam setores classificados como de risco alto. Em seguida, destacam-se os bairros Taquari, com cerca de 5,2 mil pessoas em diferentes setores de risco, 6 de Agosto, com 4,5 mil, e Recanto dos Buritis, onde vivem aproximadamente 3,5 mil pessoas em setores mapeados. 

Bairros com risco muito alto: Dom Giocondo, Novo Horizonte, 6 de Agosto, Taquari e a área do Igarapé da Judia (Av. Durval Camilo).

Bairros com risco alto: Mocinha Magalhães, Aeroporto Velho, Palheiral, Volta Seca, Boa Vista, João Paulo II, Sobral, Laélia Alcântara, Calafate, Loteamento Severa Romana (Mutum), Taquari, Panorama, Adalberto Aragão, Jardim Tropical, Oscar Passos, São Francisco, Oscar Plácido, Vitória, Placas, Centro, Canaã, Recanto dos Buritis, Santa Inês, Cidade Nova e Quinze, Comara e Estrada do Porto Acre (localidade).

Bairro com risco médio: Mocinha Magalhães, Aeroporto Velho, Laélia Alcântara, Calafate, Floresta Sul, Taquari, Panorama, Estrada do São Francisco, Placa, Ouricuri, 6 de Agosto, Santa Terezinha e Igarapé da Judia (Av. Durval Camilo). 
Alguns bairros aparecem em mais de uma categoria porque possuem diferentes áreas de risco. Cada setor é classificado individualmente (risco médio, alto ou muito alto), conforme suas características geológicas, hidrológicas e o nível de vulnerabilidade das ocupações.

87 áreas de risco são identificadas em Rio Branco por meio do Plano Municipal de Redução de Riscos
Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco identificou 87 áreas de risco geológico e hidrológico. Foto: Paulo Leite/SGB

Leia também: Quase 3 mil áreas de risco na Amazônia Legal foram identificadas pelo SGB

Classificação dos setores

Risco médio: São áreas sujeitas a inundações em eventos de maior intensidade, ou  onde o terreno apresenta características que podem favorecer a ocorrência de deslizamentos e erosões, mas os sinais de instabilidade ainda são iniciais. Setores de risco médio demandam monitoramento constante e ações para evitar o agravamento dos cenários de risco. Há possibilidade de danos materiais pontuais e baixo risco à vida.

Risco alto: São áreas com inundações frequentes ou com sinais claros de instabilidade, com processos de deslizamento e erosão ainda em desenvolvimento. Há potencial para danos materiais significativos e risco à vida em moradias vulneráveis.

Risco muito alto: Áreas que apresentam recorrência elevada de inundações com alto potencial destrutivo ou áreas com sinais evidentes de instabilidade (cicatrizes de deslizamentos, trincas e rachaduras nos terrenos) representando processos geológicos em estágio avançado. Há risco iminente à vida, demandando ações imediatas.

Entenda a elaboração do Plano

Os mapeamentos de áreas de risco conduzidos pelo SGB para elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Rio Branco (AC) foram realizados em três etapas de campo, em junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026. Participaram desse processo pesquisadores, agentes da Defesa Civil municipal e representantes da comunidade.

O trabalho incluiu a identificação, caracterização e classificação dos setores de risco geológico e hidrológico, com base em metodologias e critérios técnicos reconhecidos nacionalmente.

Na etapa seguinte, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratado pelo SGB, realizou a revisão detalhada dos setores classificados como de risco alto e muito alto para elaborar as propostas de intervenções estruturais voltadas à mitigação dos riscos.

O documento final do Plano foi apresentado, nesta quarta-feira (5/08), durante capacitação técnica aos gestores e servidores municipais e em audiência pública para toda a comunidade. O PMRR constitui um instrumento técnico que gera informações para orientar o planejamento urbano e apoiar o município na captação de recursos e na implementação de ações de prevenção de desastres. A partir desse documento, caberá exclusivamente ao município definir prioridades, planejar e executar as ações necessárias.

O PMRR faz parte de iniciativa coordenada pelo Ministério das Cidades, executada pelo SGB, para apoiar municípios na gestão de áreas de risco.

Fonte: SGB

*Com informações do Serviço Geológico do Brasil

Pesquisa peruana promove uso sustentável do buriti

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O uso sustentável inclui não cortar as palmeiras para obter seus frutos. Foto: Divulgação/IIAP

A seleção de buritizeiros de menor altura, boa produtividade e características favoráveis para a colheita faz parte da pesquisa realizada pelo Instituto Peruano de Pesquisa da Amazônia (IIAP) em Ucayali, para melhorar o uso sustentável do buriti. O trabalho científico possibilita identificar espécimes de elite como fontes de sementes e transmitir suas características desejáveis para novas plantações. Um desses espécimes está localizado nas instalações do IIAP.

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De acordo com o IAPP, o buritizeiro tem cerca de 25 anos e, apesar da idade, não ultrapassa oito metros de altura. Tal característica é especialmente importante porque permite o acesso aos frutos com tesouras telescópicas ou equipamentos de escalada, e assim a colheita sem cortar a planta.

O pesquisador do IIAP Ucayali, Diego García, explicou que o espécime produz em média oito cachos de buriti por ano e que cada um rende até um saco com aproximadamente 50 quilos. A seleção desses exemplares também busca reduzir um dos principais problemas da colheita tradicional do buriti: o abate das palmeiras femininas para obter seus frutos.

Leia também: #Série l Superfrutas da Amazônia: buriti, o fruto da “árvore da vida”

Pesquisa do IIAP incorporou e aprimorou técnicas ancestrais de escalada usadas pelas comunidades nativas. Foto: Divulgação/IIAP

Diante disso, a pesquisa do IIAP incorporou e aprimorou técnicas ancestrais de escalada usadas pelas comunidades nativas. Essas práticas permitem que os frutos sejam colhidos sem derrubar as palmeiras e reduzem os riscos para os colheitores. O interesse científico das palmeiras não é apenas na quantidade de frutos que ela produz, e sim também nas características que permitem manter essa produção por longos períodos.

Os exemplares selecionados podem permanecer produtivos por mais de 50 anos, servindo como fonte de sementes para estabelecer plantações com projeção de longo prazo.

Buriti
Foto: Divulgação/Agência Andina

Leia também: Valor comercial do buriti é pouco explorado, afirma engenheiro florestal

‘Buritis de elite’

A identificação desses ‘buritis de elite’ faz parte de uma estratégia participativa de melhoria genética que busca aproveitar a diversidade das espécies e selecionar material com características de interesse para os produtores.

“Dessa forma, o IIAP, uma entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, utiliza o leito de sementes para formar mudas que são entregues aos agricultores da região de Ucayali”, concluiu a instituição.

*Com informações da Agência Andina

El Niño: irrigação fotovoltaica ajuda produção rural em Boa Vista

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Irrigação fotovoltaica ajuda agricultores a manter a produção durante o El Niño. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

A interrupção antecipada do período chuvoso, devido ao fenômeno El Niño, tem preocupado agricultores na zona rural de Boa Vista. Com menos água disponível no solo e temperaturas elevadas, os sistemas de irrigação fotovoltaica implantados pela prefeitura têm se tornado essenciais para garantir o desenvolvimento das lavouras e evitar prejuízos, permitindo que a produção tenha mais estabilidade. Ao todo, 156 equipamentos já foram instalados.

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O sistema envolve bomba submersa, painéis fotovoltaicos, filtro e mangueiras de gotejamento, que permitem que a água seja aplicada de forma controlada, suprindo a necessidade das culturas e aumentando a eficiência no uso dos recursos hídricos.

“Com a redução das chuvas, esses equipamentos permitem que os agricultores mantenham suas plantações irrigadas, evitando perdas e dando mais segurança para o desenvolvimento das culturas. É uma ação que fortalece a agricultura, melhora a produtividade e contribui diretamente para a renda e a qualidade de vida das famílias que vivem da produção rural”, disse o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva.

El Niño: irrigação fotovoltaica ajuda produção rural em Boa Vista
O sistema envolve bomba submersa, painéis fotovoltaicos, filtro e mangueiras de gotejamento. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Fenômeno climático

Como resultado dos efeitos do El Niño, fenômeno climático de aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, a falta de chuva impacta significativamente a agricultura. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as projeções climáticas indicam a manutenção e a intensificação do período seco ao longo do segundo semestre de 2026, com elevada probabilidade de que o evento atinja intensidade muito forte.

O boletim sobre o El Niño, divulgado mensalmente pelo INPE, aponta que, na região Norte, o predomínio de chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média intensificará a deficiência hídrica, aumentando a demanda por irrigação, além de elevar o risco de incêndios.

Leia também: Prefeitura mapeia casas para instalar armadilhas contra Aedes aegypti em Boa Vista

Os sistemas de irrigação fotovoltaica têm se tornado essenciais para garantir o desenvolvimento das lavouras. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Edilson Gomes, agricultor da região do Murupu, recebeu o sistema há um ano e o equipamento tem ajudado a enfrentar as condições climáticas.

“Com o inverno normal, a gente liga a irrigação no meio de setembro, mas como o período está muito seco, acionamos o sistema em junho porque está muito quente. Antes, a gente tinha uma bomba para molhar a lavoura, mas era muito difícil porque a conta de energia ficava muito alta. Agora, a força da água vem da placa solar que recebemos da prefeitura e não gastamos mais energia elétrica”, contou.

Mesmo com a influência climática, os sistemas têm permitido que as famílias consigam produzir durante todo o ano, garantindo aumento na renda dos agricultores, já que não dependem da chuva para seguir com a produção. Calieu Ribeiro trabalha com o tio Edilson Pereira, no Murupu, e afirma que a escassez de chuva tem sido enfrentada com o sistema de irrigação fotovoltaica.

Irrigação ocorre por energia fotovoltaica. Foto: Will Manauima/PMBV

“Aqui, a gente produz melão, melancia, milho, café, mamão, maracujá, macaxeira e outras culturas. Com a instalação da placa solar, conseguimos ampliar o sistema de irrigação e tudo fica irrigado por um bom período. Hoje, com a seca, a gente liga o sistema às 7h e segue até as 17, com uma interrupção de uma hora, ao meio-dia. Sem irrigação não teria como manter tudo produzindo”, apontou.

Hoje, mais de 4,5 mil famílias vivem na zona rural de Boa Vista, área em que 2.165 são atendidas pelo Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA), que oferece apoio aos agricultores do município. Da preparação da terra à colheita, a prefeitura oferece suporte a quem planta, produz e movimenta a agricultura na capital.

Dicas de Marciele Albuquerque: 5 filmes para conhecer cultura, identidade e resistência dos povos originários na Amazônia

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Trecho do filme ‘Mundurukuyam – A Floresta das Mulheres-Peixe’. Foto: Reprodução/Youtube-VeloxTickets

O cinema também pode ser uma forma de conhecer a história, os costumes e as diferentes formas de enxergar o mundo dos povos indígenas.

Pensando nisso, a cunhã-poranga e influenciadora indígena Marciele Albuquerque compartilhou, em suas redes sociais, uma lista com cinco produções que têm os povos indígenas como protagonistas e abordam temas como ancestralidade, território, identidade e resistência.

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“São obras que mostram a riqueza das culturas originárias e ajudam a entender porque os nossos povos indígenas são tão importantes”, destacou a influenciadora em seu vídeo.

Filme indicado por Marciele Alburquerque
Trecho do filme ‘A Última Floresta. Foto: Reprodução/Youtube-Emersson B. Ferreira

Conheça os filmes indicados:

Mundurukuyam – A Floresta das Mulheres-Peixe

Entre os títulos indicados está ‘Mundurukuyam – A Floresta das Mulheres-Peixe’, que estreou em agosto. A produção se passa na aldeia Sawre Muybu, às margens do rio Tapajós, no Pará, e apresenta a mitologia do povo Munduruku, na qual humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais.

“O filme mostra como a mitologia do meu povo Munduruku se entrelaça à vida cotidiana e à luta pela proteção do território. A obra mostra que a floresta não é apenas um espaço físico, mas um lugar de memória. E uma curiosidade que torna essa obra ainda mais especial é que ela foi dirigida por mulheres do povo Munduruku”, destacou a cunhã.

De acordo com ela, esse filme é uma oportunidade de conhecer a Amazônia pelo olhar de quem vive e protege esse território todos os dias.

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A Última Floresta

Outro filme indicado por Marciele é ‘A Última Floresta’, que acompanha o povo Yanomami e apresenta a relação da comunidade com a floresta, a espiritualidade e os conhecimentos ancestrais. A produção acompanha o xamã Davi Kopenawa Yanomami, que busca manter vivas as tradições e os espíritos da floresta diante das ameaças provocadas pela chegada de garimpeiros ao território.

A narrativa também apresenta os impactos dessas transformações na comunidade e os conflitos entre diferentes formas de compreender e ocupar o território. “Ele nos ajuda a entender que ali também vivem povos, conhecimentos, tradições e formas de enxergar o mundo que fazem parte da riqueza cultural do nosso país”, explicou Albuquerque.

O Território

A luta pela proteção da terra também é tema de ‘O Território’, documentário que acompanha o povo Uru-eu-wau-wau, em Rondônia.

A produção mostra a resistência dos indígenas diante do desmatamento e da ocupação ilegal de suas terras por fazendeiros e posseiros. Ao acompanhar essa luta, o filme evidencia como a defesa do território está diretamente relacionada à preservação das culturas, histórias e conhecimentos dos povos originários.

“É um filme importante porque mostra que quando um território indígena é protegido, as nossas culturas, as nossas histórias e a diversidade também são preservadas”, destacou Marciele.

A Flor do Buriti

Entre as indicações está ainda ‘A Flor do Buriti’, que acompanha diferentes gerações do povo Krahô. A história atravessa diferentes períodos e apresenta episódios de violência enfrentados pelo povo indígena, incluindo um massacre ocorrido na década de 1940 e os impactos da ditadura militar sobre os descendentes dos sobreviventes.

Mesmo diante dessas ameaças, a produção destaca as estratégias de resistência e a continuidade da cultura Krahô ao longo das gerações.

Para’í

Para fechar a lista, Marciele indica ‘Para’í’, filme que acompanha uma menina Guarani chamada Pará. A personagem encontra sementes coloridas de um milho tradicional Guarani e decide cultivá-las. A partir dessa descoberta, começa uma jornada de questionamentos sobre sua identidade, a língua de seu povo, a relação com a cidade, a religião e a luta pela terra.

A produção aborda, a partir do olhar de uma criança, questões relacionadas ao pertencimento e à preservação da cultura indígena.

Cinema como forma de conhecer

As cinco produções indicadas apresentam diferentes realidades indígenas e mostram que não existe uma única forma de vivenciar ou compreender as culturas dos povos originários. Por meio do cinema, temas como território, memória, ancestralidade, identidade e resistência ganham espaço e permitem que o público conheça essas histórias a partir de diferentes perspectivas.