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Crânio de baleia cachalote encontrado no Bailique integra coleção científica do Iepa no Amapá

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Crânio de cachalote foi encontrado no Bailique em fevereiro deste ano. Foto: Divulgação/Iepa

Um crânio de cachalote, a maior baleia com dentes do planeta, foi resgatado no arquipélago do Bailique e encaminhado ao Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) para exposição no Museu Sacaca, na Zona Sul de Macapá.

O material, com 2,20 metros de comprimento, será incorporado à coleção científica do instituto e vai contribuir para estudos sobre a vida marinha na foz do Rio Amazonas.

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O achado ocorreu no fim de fevereiro, próximo à Reserva Biológica do Parazinho. A operação de resgate do material ósseo durou cerca de cinco horas e envolveu a equipe de monitoramento de cetáceos, que atua em diferentes pontos da costa do Amapá.

Após o transporte até Macapá, o crânio passou por limpeza e será catalogado no acervo osteológico do Iepa, referência estadual em pesquisas sobre mamíferos aquáticos.

Leia também: Projeto monitora proteção da fauna marinha no litoral de Norte ao Nordeste

crânio de baleia cachalote
Foto: Divulgação/Iepa

O resgate faz parte do Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos (PCMC), responsável por acompanhar encalhes de baleias, botos e golfinhos, além de realizar registros periódicos em praias e ações de educação ambiental em comunidades ribeirinhas.

Leia também: Cientistas encontram vértebras de baleia que teria vivido no Peru há 40 milhões de anos

Registros recentes de encalhes de baleias e outros animais

Registros de cachalote são raros na região, já que a espécie habita águas profundas e dificilmente aparece em áreas costeiras.

Em outubro de 2025 um golfinho-cabeça-de-melão foi encontrado morto e encalhado na Praia do Goiabal, em Calçoene, no litoral do Amapá. O animal era fêmea, media 2,22 metros de comprimento e estava em avançado estado de decomposição. A espécie é considerada rara em coleções científicas.

Em fevereiro do ano passado, um golfinho da espécie Kogia breviceps, conhecido como cachalote-pigmeu, foi encontrado na praia do Goiabalinho, localizada no município de Calçoene, no Nordeste do Amapá. Sendo o primeiro registro do encalhe da espécie na costa amapaense.

*Por Isadora Pereira, do G1 Amapá

Festival Equinócio no Amapá tem shows nacionais, gastronomia e intervenções culturais

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Foto: Aog Rocha/GEA

Festival Equinócio vai marcar a passagem do fenômeno astronômico em que o Sol incide diretamente sobre a Linha do Equador. A programação reúne shows nacionais, festival gastronômico e intervenções culturais em Macapá.

O evento começa nesta sexta-feira (20) e segue até domingo (22) no sambódromo de Macapá, Zona Sul da cidade. A entrada é gratuita.

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O fenômeno astronômico

O equinócio marca o fim do verão no hemisfério Sul e o início do outono, período de temperaturas mais amenas.

No Amapá, mesmo durante o chamado inverno amazônico, período de chuvas intensas, é possível observar o Sol alinhado à Linha do Equador no ponto turístico do Marco Zero.

Segundo o Observatório Nacional, o outono começa às 11h46 (horário de Brasília) desta sexta-feira (20) e termina em 21 de junho de 2026.

O fenômeno ocorre pela posição da Terra em sua órbita e pela inclinação de 23 graus do eixo de rotação em relação ao Sol.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o equinócio?

imagem colorida mostra o marco zero do equador, em macapá
Marco zero do equador, em macapá. Foto: Gabriel Penha/GEA

Em anos anteriores a programação ocorria no monumento do Marco Zero, mas o espaço está passando por um processo de revitalização.

Programação do Festival Equinócio

Sexta-feira (20)

  • 9h: chegada das escolas convidadas
  • 9h30: abertura e apresentações culturais (MC’s)
  • 10h: dinâmica: Violentômetro
  • 10h: apresentação de DJ’s
  • 11h15: divulgação do resultado do concurso de redação realizados em escolas do Amapá, sobre o fenômeno
  • 11h: vídeo de apresentação sobre o equinócio
  • 12h: encerramento

Intervenções simultâneas:

  • Painel coletivo contra a violência de gênero (2m x 3m)
  • Capoeira
  • Observação com telescópios
  • Planetário móvel da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Setec)
  • Pintura coletiva

Noite

  • 18h: dj’s hip Hop
  • 19h: show Tio San e Galera do Grau da Bicicleta
  • 20h: show Hanna Paulino
  • 21h: show nacional Marcelo Falcão
  • 22h30: Dj Melody
  • 23h: show nacional Joelma
  • 1h: Dj Famosinho
  • 3h: Encerramento

Sábado (21)

  • 19h: Papo Reto
  • 21h: show nacional Di Ferrero
  • 23h: show nacional Dilsinho
  • 1h: Jeane Souza
  • 2h: DJ BellaMont

Domingo (22)

  • 18h30: show Nara Lima
  • 21h: show nacional Vanessa da Mata
  • 23h: Banda Casa Nova

Festival gastronômico

O espaço gastronômico reúne empresas que apresentam pratos exclusivos, valorizando a diversidade de sabores e a criatividade da culinária regional. Os preços variam entre R$25 e R$ 35.

Restaurantes participantes:

  1. Tatay confeitaria – prato Fatia do Equador
  2. Max Sorveteria – prato Gelato Speculoos (Biscoff)
  3. Cereja Sorvete – prato Iara
  4. Flor de Samaúma – fermentados de açaí, de cupuaçu e de taperebá
  5. Empório Shekinah – Licores
  6. Chocolate Cassiporé – Chocolates
  7. Tatá Pizzas – prato Camarão Imperial
  8. Palmistes – prato Sol do Equador
  9. Dindom – prato Torresmo Siciliano
  10. Dom Grill – Maminha Tucuju
  11. Delícia de Espeto – prato Churras do Equinócio
  12. Clube da Coxinha – prato Rio Araguari
  13. Monza – prato Equinócio de Victor Emanuel
  14. Tito’s restaurantes e buffet – prato Paixão do Meio do Mundo
  15. Na Beira – prato Poke Nikkei
  16. Maniva – prato Paella Tucuju
  17. Alquimista Gastrobar – prato Poke Alquimista
  18. Japan Oriental Food – Lámen Pai D’Égua
  19. D’otonne Gastronomia – Paella Amazônica
  20. Drink na Calçada – Púrpura
  21. Bar do Vila – Rastro da Onça
  22. Bar do Urso – Iaçá Spritz
  23. Haus Bier – Chopp de Vinho da Haus
  24. Mercado Urbano – Chopp
  25. Tucuju Burguer – Equinócio
  26. Street Burguer – Tarê Street
  27. Maneles – Maneles Tropical
  28. Home Made – Rei do Equador
  29. Rota dos Assados – Brasa do Equador
  30. Black Burguer – Barrasco

Shows nacionais

Entre os destaques musicais estão:

  1. Joelma, com sua energia e ritmos amazônicos;
  2. Dilsinho, representante da nova geração do pagode;
  3. Di Ferrero, ex-vocalista da banda NX Zero;
  4. Marcelo Falcão, ex-O Rappa, com reggae e rock;
  5. Vanessa da Mata, voz marcante da MPB.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Saiba o que é considerado resíduo eletrônico e como prejudica o meio ambiente

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O avanço da tecnologia trouxe inúmeros benefícios para o dia a dia, mas também gerou um problema crescente: os resíduos eletrônicos. Celulares, computadores, televisores, baterias e outros dispositivos fazem parte dessa categoria e, quando descartados de forma incorreta, podem causar sérios impactos ao meio ambiente e à saúde humana. Eles também são conhecidos pela sigla RAEE (Resíduos de Aparelhos Eletroeletrônicos).

Chamado de lixo eletrônico ou ‘e-lixo’, esses resíduos contém substâncias tóxicas, como chumbo, mercúrio e cádmio, que podem contaminar o solo e os recursos hídricos. Com o aumento do consumo e a rápida substituição de aparelhos eletrônicos, a quantidade desse tipo de resíduo cresce a cada ano, tornando o descarte adequado um dos principais desafios ambientais da atualidade.

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Dessa forma, o consumo consciente aliado ao descarte adequado do lixo eletrônico se torna fundamental para a preservação do meio ambiente. A responsabilidade é compartilhada entre consumidores, empresas e poder público, mas começa com escolhas individuais que fazem diferença no futuro do planeta.

Para lidar com esse problema, especialistas reforçam a importância de práticas sustentáveis no uso e no descarte desses equipamentos.

Entenda o que é o lixo eletrônico:

Saiba o que é considerado resíduo eletrônico e como prejudica o meio ambiente

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.

Ciclo de palestras da ExpoPIM 4.0 reúne setor produtivo e gestão pública

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Ciclo de palestras ocorre sempre a partir das 14h. Foto: Divulgação

A programação da ExpoPIM 4.0 – A Nova Indústria do Brasil, que acontece até esta sexta-feira (20) no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM), conta com um ciclo de palestras que reúne representantes do setor produtivo, da gestão pública e da inovação para debater temas relacionados ao Polo Industrial de Manaus (PIM), transformação digital, sustentabilidade e competitividade industrial.

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A feira é realizada pelo Instituto Somar em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O ciclo de palestras ocorre a partir das 14h.

Programação das palestras

Nesta sexta-feira (20), o ciclo de palestras começa com Sandro Breval, que fala sobre ‘Maturidade e prontidão da Indústria 4.0 no Polo Industrial de Manaus’.

Às 15h05, José Reinaldo Silva apresenta ‘Pavimentando o caminho para a Indústria 4.0: uma abordagem baseada em serviços’.

Às 16h, Michelle Guimarães trata do tema ‘Quando a logística deixa de ser custo e passa a ser estratégia’.

Às 17h, Marcelo Pinto apresenta o ‘Case WEG de Indústria 4.0 e sua jornada de melhoria contínua, digitalização e IA’.

Às 18h05, Luis Alberto Nicolau, da Samel, aborda ‘Como a Samel está moldando o futuro da saúde’.

O encerramento oficial ocorre às 20h.

expopim 2026 conta com Ciclo de palestras
Foto: Divulgação/Suframa

Paralelamente ao ciclo de palestras, ocorre a exposição de empresas e instituições, das 13h às 20h. A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas pelo site do evento, na área de credenciamento para visitantes: https://expopim.com.br/credenciamento/.

*Com informações da Suframa

Raro em registros científicos, ninho da vespa Mischocyttarus artifex Ducke é encontrado no Museu Goeldi

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Foto: Woltaire Masaki/MPEG

Um ninho da espécie de vespa Mischocyttarus artifex Ducke, raro em registros científicos, foi encontrado em um fragmento de floresta preservado no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), no bairro Terra Firme, em Belém (PA).

Esse é o 6° ninho da espécie conhecido pelas instituições acadêmicas, a partir de publicações em revistas científicas. Numa folha de cacau, próximo ao estacionamento da coordenação de Botânica, o estudante de doutorado, Melquisedeque Valente Campos, do Programa de Pós-graduação em Zoologia, da Universidade Federal do Pará (UFPA) em parceria com o MPEG, coletou a amostra mais recente. O achado foi publicado pela revista Studies on Neotropical Fauna and Environment.

Raro em registros científicos, ninho da vespa Mischocyttarus artifex Ducke é encontrado no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi
Foto: Melquisedeque Valente

Natural de São Sebastião da Boa Vista, município paraense localizado no arquipélago do Marajó, Melquisedeque cresceu com o olhar atraído pelos detalhes da natureza. No dia 19 de setembro de 2023, ele resolveu seguir o conselho do seu orientador e curador da coleção de entomologia do Museu GoeldiOrlando Tobias Silveira, e foi treinar a visão apurada fora da sala de estudos.

Leia também: Pesquisadores do Inpa descrevem 33 novas espécies de vespas na Amazônia

Sem imaginar o que encontraria a poucos passos, escolheu caminhar ao redor da mata que cerca o Campus de Pesquisa do MPEG. Mesmo com a aparência de uma folha seca e com 8 cm de comprimento, o ninho não passou despercebido pelo marajoara entre os galhos do cacaueiro.

“Suspeitei que fosse a espécie, mas não a coletei de imediato. Fiz a foto e mostrei para o professor. Ele disse: ‘essa espécie é a Mischocyttarus artifex. Onde está?’ Voltei para coletar o material e ele estava com uma pupa, ou seja, um indivíduo que ainda não tinha nascido”, detalhou o estudante que, além do ninho e da pupa, capturou também uma vespa fêmea.

As vespas da espécie Mischocyttarus artifex Ducke são classificadas como vespas sociais, sendo mais fáceis de serem encontradas do que as vespas solitárias, embora estas últimas sejam mais ricas em espécies na natureza. “Nessa família de vespas, que a gente chama de Vespidae, tem umas 6 mil espécies. Dessas, umas 5 mil, aproximadamente, são solitárias e só mil são espécies de vespas sociais”, explicou o professor Orlando Tobias.

Porém, apesar do maior número de espécies solitárias, encontrá-las é mais difícil. “Os indivíduos das espécies sociais são dominantes em termos de abundância, de quantidade. As vespas solitárias, essas sim, em grande maioria são raras, porque são populações mais rarefeitas”, disse o pesquisador, ressaltando que a espécie Mischocyttarus artifex Ducke não pode ser considerada rara na natureza, mas incomum.

“Ela é rara em coleções. O achado do Melqui entra num contexto de redescobertas. Você não encontra essa espécie em jardins, quintais, praças urbanas. Ela é uma espécie de mata e o fato de ter sido encontrada numa borda de mata rarefeita, no entorno do campus do Museu, é uma coisa notável”, salientou.

Ninhos desconhecidos

Até janeiro deste ano, com a publicação do artigo científico assinado por Melquisedeque Valente e por seu orientador Orlando Tobias Silveira, apenas três registros de ninhos de vespa Mischocyttarus artifex Ducke, espécie que ocorre exclusivamente em florestas primárias de terra firme na Amazônia, eram conhecidos pela ciência, tanto no Brasil como no exterior.

Os dois primeiros foram coletados pelo entomólogo austríaco Adolpho Ducke, enquanto trabalhava no Museu Goeldi, ambos no Oeste do Pará: em 1907, na região do rio Mapuera; e em 1909, nos arredores do rio Trombetas, no município de Óbitos. Por ter sido pioneiro, o nome da espécie carrega o seu sobrenome. Os achados, sendo os maiores até agora em tamanho (16,1 cm e 17,5 cm, respectivamente), foram publicados em 1914.

Os exemplares físicos foram perdidos, mas as fotos dos ninhos compõem a coleção do MPEG, iniciada por Ducke ainda no final do século 19. O terceiro ninho conhecido, com 10 cm de comprimento, foi coletado em 1984 por Martin Cooper, na Colômbia, e registrado em uma publicação acadêmica em 1998. O exemplar está no Museu de História Natural de Londres.

Outros dois ninhos, identificados antes do exemplar encontrado no Campus do MPEG, em 2007 e 2008, foram localizados na região de Volta Grande do Rio Xingu e no município de Juruti, respectivamente, sendo o primeiro, coletado pelo pesquisador Orlando Tobias Silveira, com aproximadamente 12 cm de comprimento; e o segundo, coletado pelos entomólogos Suzanna Silva e José Orlando Dias, com 10 cm de comprimento, conforme elencou Melquisedeque no artigo que escreveu.

Ambos também compõem a coleção de entomologia do Museu Goeldi. Esses exemplares ainda não haviam sido citados em revistas científicas, o que impossibilitava outros estudiosos da área saberem de suas existências. Com o estudo publicado pelo doutorando do MPEG, a lista de ninhos de vespa da espécie Mischocyttarus artifex Ducke registrados pela ciência até agora está completa.

Leia também: Estudo aponta que espécies de vespas são maiores à medida que hábitats se aproximam do Equador

Primeiras vespas estão no Museu Goeldi

Além de registrar o ninho que encontrou no Campus do Museu Goeldi e a existência de outros dois ninhos até então desconhecidos pela ciência, o estudo de Melquisedeque coloca luz em outro fato científico relevante, porém, pouco referenciado, segundo constatou o doutorando: as primeiras coletas de vespas e de ninhos da espécie Mischocyttarus artifex Ducke foram realizadas pelo entomólogo Adolpho Ducke, enquanto trabalhava no Museu Goeldi, no início do século 20.

Na época, Ducke coletou um conjunto de indivíduos de vespas, mas não identificou o “holótipo”, que seria, dentre todos, o indivíduo principal, aquele que deveria ser considerado “o modelo” para análises comparativas, uma vez que estaria em melhor condição física para representar as características da espécie descritas por ele.

Também chamado de “material tipo”, o holótipo, de acordo com o professor Orlando Tobias Silveira, “é como um testemunho do conceito que o entomólogo criou. Quando a pessoa descreve uma espécie, o exemplar tipo é a contrapartida física do conceito criado, é o testemunho do conceito da espécie”.

Raro em registros científicos, ninho da vespa Mischocyttarus artifex Ducke é encontrado no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi
Arte: Emerson Ruan/MPEG

Na época de Ducke, conforme acrescentou Orlando, a escolha de um holótipo não era uma exigência. Com isso, ele manteve duas vespas no Museu Goeldi e enviou outras da mesma coleta, chamadas de “síntipos”, para o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) e para o Muséum National d’Histoire Naturelle (MNHN), em Paris, na França. Desta forma, as vespas que ficaram no Museu Goeldi permaneceram desconhecidas da comunidade acadêmica.

“O artigo científico reporta que os síntipos do Ducke estão aqui desde o início do século 20. O trabalho do Melqui está dizendo: ‘Olha, tem mais dois síntipos do Mischocyttarus artifex aqui no Museu Goeldi’”, reforçou o pesquisador.

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Preservação dos fragmentos de floresta

O trabalho de Melquisedeque reforça a importância de preservar os fragmentos de floresta ainda existentes nas cidades, como a mata que cerca o Campus do MPEG. “Estas áreas não podem ser negligenciadas só porque é uma mancha de floresta. Como vimos, é possível encontrar espécies que temos pouco conhecimento”, disse. 

Raro em registros científicos, ninho da vespa Mischocyttarus artifex Ducke é encontrado no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi
Foto: Woltaire Masaki/MPEG

Entre os seis ninhos de vespa da espécie Mischocyttarus artifex Ducke registrados pela ciência, o que ele coletou no estacionamento da coordenação de Botânica foi o único, até agora, localizado numa área urbana.

Segundo os dados apresentados no artigo que assina com o seu orientador, a região metropolitana de Belém, por exemplo, já sofreu a perda de 76% da sua vegetação nativa e é considerada uma das áreas mais degradadas da Amazônia.

“Essa perda de habitat não apenas reduz a biodiversidade, mas também ameaça os ecossistemas de uma região que abriga espécies endêmicas, espécies ameaçadas de extinção e até mesmo vespas sociais raras do gênero Mischocyttarus de Saussure”, publicou ele, no artigo.

*Com informações do Museu Goeldi

MPF aponta risco de contaminação por mercúrio usado no garimpo ilegal em comunidades no Amazonas

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Área de garimpo ilegal no interior do Amazonas. Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) alertou sobre os impactos do garimpo ilegal no Rio Tonantins, no noroeste do Amazonas. Segundo o órgão, há risco de contaminação por mercúrio em comunidades indígenas e ribeirinhas. Mais de três mil pessoas podem estar consumindo água comprometida pela atividade clandestina.

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garimpo ilegal - olho

Um relatório feito após missão institucional no fim de 2025 aponta que dragas e balsas usadas na extração de minérios mudaram a coloração do rio e colocam em risco a saúde da população.

O mercúrio, usado com frequência no garimpo ilegal de ouro, está entre as dez substâncias mais perigosas para o ser humano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A simples presença de embarcações garimpeiras irregulares nos rios amazônicos representa risco elevado ao meio ambiente e à saúde humana, porque o processo de beneficiamento do ouro envolve o uso de mercúrio, substância altamente tóxica e poluidora”, diz um trecho da recomendação do órgão

O MPF enviou recomendações a seis órgãos para reforçar a fiscalização e apresentar um plano emergencial de ação. O documento aponta fragilidade na presença do Estado. 

Entidades que receberam o documento:

  1. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
  2. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
  3. Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam)
  4. Polícia Federal (PF)
  5. Polícia Militar do Amazonas (PMAM)
  6. Marinha do Brasil (Marinha)

Relembre: Como Humaitá se tornou foco do garimpo? Entenda a atuação da Polícia Federal

Medidas propostas contra o garimpo ilegal na região

Entre as medidas recomendadas estão:

  • destruição de dragas, balsas e equipamentos usados na extração ilegal;
  • prisão em flagrante dos responsáveis;
  • proibição de que infratores sejam nomeados como depositários dos bens apreendidos.

Os órgãos têm 30 dias para informar se vão cumprir as orientações. Se não houver resposta, o MPF poderá adotar medidas administrativas e judiciais.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Charão Tributário marca presença na AMASE Big Show e reforça destaque local

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Time no stand do Grupo Charão, na Feira da Amase Big Show Amazônia 2026. Foto: Charão Tributário

A Charão Tributário participou da última edição do Amase Big Show Amazônia 2026, um dos principais eventos do setor supermercadista da região Norte, levando o público empresarial à debater um tema que já impacta diretamente a rotina das empresas: a Reforma Tributária. Com as mudanças já em vigor, o assunto deixa de ser uma pauta pensada para o futuro e passa a exigir adaptação imediata por parte das empresas.

Nesse cenário, a Charão Tributário apresentou, durante a feira, uma Mentoria pensada exclusivamente na orientação dessas empresas e contadores que atuam na Região Norte demonstrando como agir diante da reforma e abordagens estratégicas que podem ser tomadas.

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Com foco na compreensão dos impactos da reforma no negócio, ajuste de processos fiscais e financeiros, antecipação de riscos invisíveis e oportunidades tributárias e preparação de transição até 2033, a Consultoria conseguiu fortalecer relacionamentos, fazer prospecção de novos clientes e orientar novos profissionais para esta nova fase.

O time apresenta soluções contábeis, tributárias e educacionais voltadas especialmente para empresas enquadradas no Lucro Real, com atuação na Zona Franca de Manaus (AM) e na Área de Livre Comércio de Boa Vista (RR).

A participação na Amase Big Show Amazônia 2026 reforça o compromisso do Grupo Charão em oferecer informação qualificada, clareza e soluções práticas aos empresários da região Norte que movimentam a economia local.

Especialista em Lucro Real, Reforma Tributária e educação empresarial, o grupo mantém o propósito de transformar conhecimento em estratégia e resultados e seguem presentes onde as decisões acontecem.

Time no stand do Grupo Charão, na Feira da Amase Big Show Amazônia 2026.
Foto: Charão Tributário

Parceria garante produção paraense da corda que será utilizada no Círio de Nazaré 2026

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Foto: Bruno Carachesti/Arquivo CTC

A corda do Círio de Nazaré, um dos símbolos mais marcantes da festividade, voltará a ser produzida no Pará para utilização nas duas principais procissões da celebração em 2026: a Trasladação e o Círio. A parceria entre a Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) e a Companhia Têxtil de Castanhal (CTC) foi renovada no último dia 6 de março, durante encontro realizado no município de Castanhal.

A DFN esteve representada pelo coordenador do Círio 2026, Antônio Sousa, pelo diretor secretário, Sérgio Reis, e pela diretoria de procissões.

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Produzida com fibras de malva amazônica, a corda será totalmente confeccionada pela CTC, incluindo o entrelaçamento, os nós e as argolas que se conectam às estações.

“Este ano vamos priorizar os nós e argolas, com maior reforço, para evitar qualquer intercorrência durante as procissões”, explica Antônio Sousa, coordenador do Círio 2026.

A corda utilizada nas procissões possui 800 metros de comprimento, divididos em duas partes de 400 metros — uma para cada romaria —, com 60 milímetros de diâmetro e 32 nós e argolas. A entrega ocorre em setembro.

Relembre: Corda do Círio de Nazaré terá matéria prima regional e será totalmente produzida no Pará

Da fibra amazônica à fé: como nasce a corda do Círio de Nazaré

A corda que conduz milhões de fiéis é resultado de um processo que envolve natureza, tradição, técnica e o trabalho de centenas de paraenses. Produzida pela Companhia Têxtil de Castanhal, a corda do Círio tem origem na malva amazônica, uma fibra natural cultivada em diversos municípios do nordeste paraense, como Nova Esperança do Piriá, Capitão Poço, Irituia, São Miguel do Guamá, Paragominas e Castanhal.

Até 2022, a corda utilizada no Círio e na Trasladação era confeccionada em sisal, uma fibra vegetal resistente produzida em Santa Catarina. A partir de 2023, com a proposta apresentada pela CTC, passou a ser fabricada com fibras de malva amazônica, cultivadas na própria região. A mudança trouxe benefícios importantes, como uma corda mais macia ao toque, proporcionando maior conforto aos fiéis durante as procissões, além de valorizar a produção local.

corda do círio de Nazaré 2023
Foto: Divulgação/Acervo Castanhal Companhia Têxtil

Cerca de 300 produtores rurais participam direta ou indiretamente dessa cadeia produtiva, que começa no campo com etapas como preparo da área, plantio, colheita, afogamento, lavagem e secagem da malva. Após esse processo inicial, a fibra é enfardada, transportada e encaminhada para a indústria.

Dentro da fábrica, a produção envolve diversas etapas, como amaciar, cardar, fiar, retorcer e embalar, até a transformação final da fibra na corda. Todo esse processo leva aproximadamente um mês, desde a matéria-prima até o produto final, e conta com a atuação direta de 83 colaboradores.

Para a fabricação da corda do Círio, são necessárias cerca de uma tonelada de malva, transformada em um material resistente e seguro. A corda passa por rigorosos testes de qualidade e resistência, incluindo ensaios realizados pela Universidade Federal do Pará (UFPA), que atestaram uma resistência de 31,11 kN. Em testes práticos, o material demonstrou capacidade de tração de aproximadamente 9,3 toneladas.

Além dos testes laboratoriais, todo o processo produtivo é acompanhado por uma equipe de qualidade, que realiza inspeções contínuas para garantir que a corda atenda aos requisitos técnicos exigidos para as procissões.

Segundo a CTC, para o Círio 2026, também foram reforçados os cuidados com o manuseio e a conservação da corda após a entrega, considerando que a malva é um material natural e biodegradável. Ajustes técnicos nos nós e argolas foram realizados para garantir maior distribuição de carga e robustez, sem alteração da matéria-prima ou do processo produtivo.

“A corda que guia milhões de promesseiros nasce das mãos de trabalhadores paraenses e da riqueza da Amazônia, unindo fé, cultura e identidade em um dos maiores eventos religiosos do Brasil”, destaca Antônio Sousa.

Leia também: #Série – 9 festas religiosas para conhecer no Pará

História

A corda passou a integrar o Círio em 1885, após uma enchente da Baía do Guajará alagar a área da orla entre o Ver-o-Peso e as Mercês durante a procissão. Na ocasião, a berlinda ficou atolada e os cavalos não conseguiram puxá-la.

Os animais foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis ajudassem a conduzir a berlinda. Desde então, o item se tornou parte fundamental da celebração e simboliza o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os devotos.

O Círio 2026

O Círio de Nazaré é realizado pela Arquidiocese de Belém, Basílica Santuário de Nazaré, Diretoria da Festa de Nazaré, Governo do Estado do Pará e Prefeitura de Belém.

Até o momento, a Festa de Nazaré conta como patrocinadores master Águas do Pará e Hydro. Como patrocinadores estão a Alubar, CN Produções, Belém Bioenergia Brasil, Econômico Comércio de Alimentos, Gráfica Miriti, ITA Center Park, Rodrigues Colchões e Unimed Belém. Entre os apoiadores master estão Alucar, Artemyn, Bagliolli Dammski Bulhões e Costa Advogados e Jefferson, além de outros 66 apoiadores.

*Com informações da DFN

Microplásticos são identificados em peixes do Parque do Tumucumaque, no Amapá

Microplásticos como fibras, fragmentos de filme plástico e até glitter foram encontrados nos peixes. Foto: Divulgação

Uma pesquisa realizada por acadêmicos da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e bolsistas do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) identificou a presença de microplásticos em peixes do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque.

As análises revelaram fibras, fragmentos de filme plástico e até glitter nos peixes coletados nos rios do parque.

Leia também: Microplásticos são encontrados na praia do Goiabal, no litoral do Amapá

O estudo publicado em uma revista internacional de meio ambiente, mostra que partículas invisíveis ao olho humano chegaram a uma área remota da Amazônia por influência dos ventos e das nuvens.

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Microplásticos foram detectados em peixes coletados do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque — Foto: Divulgação

A mestranda Thayana Castro, do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade da Unifap, estuda o tema desde a graduação e foi quem identificou pela primeira vez os microplásticos em peixes, em 2022.

“Quando vi pela primeira vez essas partículas nos peixes, fiquei muito impactada. São invisíveis a olho nu, mas no microscópio revelam fibras, glitter, fragmentos de filme plástico. Isso mostra como o problema é silencioso e perigoso. É uma ameaça que precisa ser solucionada, porque afeta diretamente a reprodução e o crescimento dos animais”, disse Thayana.

peixes no amapá são objetos de estudo
A mestranda Thayana Castro, do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade da Unifap. Foto: Divulgação

Hipótese dos pesquisadores sobre os peixes

A equipe acredita que os microplásticos foram transportados pela atmosfera. Ventos e nuvens carregariam essas partículas até regiões isoladas, como o Tumucumaque. Em seguida, a chuva faria a deposição no ambiente.

Jefferson Vilhena, pesquisador do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (Nhmet), explica que o regime de ventos já é conhecido por trazer poeira do Saara para a Amazônia.

“Nós já sabemos que a poeira do Saara chega até aqui, trazendo areia e outros poluentes. O mesmo processo pode estar trazendo microplásticos. A chuva lava a atmosfera e deposita essas partículas no meio ambiente. É um ciclo invisível, mas que tem consequências muito reais”, afirmou Jefferson.

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Jefferson Vilhena, pesquisador do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (Nhmet). Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica AP

Para confirmar a hipótese, os pesquisadores coletaram água da chuva em pontos do parque. Em apenas 225 ml, foram encontradas 194 partículas de microplástico. Amanda Arnaud, graduanda em Ciências Biológicas, participou da coleta.

“Foi muito alarmante perceber que até a chuva carrega essas partículas. Em uma amostra pequena de água encontramos quase 200 fragmentos. Isso mostra que o problema está no ar que respiramos e na água que consumimos. É assustador, mas também gratificante poder contribuir com esse conhecimento e alertar a sociedade”, disse Amanda.

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Amanda Arnaud, graduanda em Ciências Biológicas. Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica AP

Impactos

Segundo os pesquisadores, os microplásticos podem afetar o crescimento e a reprodução dos peixes, deixando-os menores e mais frágeis. O problema não se limita à fauna aquática: estudos já comprovaram a presença dessas partículas em seres humanos, com impactos à saúde.

“O microplástico já foi encontrado em peixes, aves e até em seres humanos. Ele pode comprometer a saúde, causar desequilíbrios e até mortandade de espécies. É um problema global e precisamos agir para reduzir esse impacto”, reforçou Thayana.

*Por Isadora Pereira e Michele Ferreira, da Rede Amazônica AP

Onde encontrar plantas e serviços de jardinagem no Acre?

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Estação Ecológica Rio Acre. Foto: Reprodução/Arquivo ESEC AC

Cuidar do meio ambiente é fundamental para viver bem atualmente. Além de não poluir as ruas e jogar os resíduos corretamente, outra prática sustentável pode ajudar a preservar a natureza: a jardinagem.

Na Amazônia, a cidade de Rio Branco, no estado do Acre, possui arborização de vias públicas de 39,96%, de acordo com o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), gerando iniciativas que possam ajudar a aumentar esse número.

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E o plantio de mudas é uma maneira prática e acessível, sendo possível realizar em locais abertos de área verde e até na própria residência. Conheça três locais que investem na jardinagem para ajudar na manutenção do meio ambiente no Acre:

Varanda Verde

A Varanda Verde é uma opção para quem procura equipamentos de jardinagem, plantas e mudas bem cuidadas, além de orientações sobre este universo. A empresa oferece diversos itens como vasos, insumos para jardinagem e execução de serviços de paisagismo no local desejado.

  • Localização: Tv. Éden, 193 – Jardim de Alah, Rio Branco – AC
  • Contato: (68) 99984-5222
  • Instagram: @varandaverdeacre

Viveiro Primavera

O Viveiro Primavera é uma empresa especializada na produção e comercialização de plantas, flores, sementes e mudas, além de oferecer serviços ligados à jardinagem e paisagismo para áreas residenciais, comerciais e espaços verdes. O empreendimento atende clientes que buscam espécies ornamentais e soluções para criação e manutenção de jardins.

  • Localização: Rodovia AC-40, Km 8, nº 4067, em Rio Branco – AC
  • Contato: (68) 99996-9307
  • Instagram: @viveiroprimavera_ac
jardinagem é uma prática sustentável
Espaço Viveiro Primavera. Foto: Reprodução / Instagram @viveiroprimavera_ac

Chalé das Plantas

O Chalé das Plantas é um viveiro que trabalha com a venda de mudas, plantas ornamentais e espécies ideais para jardinagem e paisagismo. O espaço oferece opções para quem deseja montar ou renovar jardins e áreas verdes em casa.

  • Localização: R. Paraíso, 207 – Calafete, Rio Branco – AC
  • Contato: (68) 99924-1147
  • Instagram: @chaledasplantas

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.