Foto: Juan C. Cusi Martinez
Uma equipe internacional de pesquisadores confirmou o primeiro registro no Peru de Caecilia crassisquama, espécie de anfíbio sem pernas, semelhante a uma minhoca ou pequena cobra, encontrada no Santuário Nacional Tabaconas-Namballe, localizado na província de San Ignacio, região de Cajamarca.
A descoberta foi publicada na revista científica Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi – Ciências Naturais, destacou o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas (Sernanp) no Peru.
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O serviço nacional afirmou que essa descoberta representa um avanço significativo para a biodiversidade peruana, elevando para sete o número de espécies do gênero Caecilia registradas no país. Até então, Caecilia crassisquama havia sido relatada apenas no Equador.
O Sernanp indicou que a espécie, também conhecida como cecília-da-Normanda, foi encontrada em uma floresta localizada a uma altitude de 1.990 metros, no setor El Sauce, dentro do Santuário Nacional Tabaconas-Namballe. “Este ecossistema faz parte do páramo andino, um habitat raro no Peru e considerado estratégico para a regulação hídrica”, observaram.
A pesquisa foi desenvolvida por Juan C. Cusi Martínez, Francis I. Vargas, Víctor J. Vargas, Pedro Peloso e Adriano O. Maciel, com a participação de especialistas do Museu de História Natural da Universidade Nacional de San Marcos, do Serviço Nacional de Florestas e Silvicultura, do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado e de entidades acadêmicas do Brasil e dos Estados Unidos.

Cecílias, os anfíbios sem membros
Os especialistas explicaram que as cecílias são anfíbios sem membros, com corpos alongados, adaptados à vida subterrânea, o que dificulta sua observação e estudo na natureza. Portanto, essa descoberta destaca a importância dos inventários biológicos em áreas pouco exploradas.
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A este respeito, o presidente executivo da Sernanp, José Carlos Nieto, destacou a necessidade de reforçar a investigação no Santuário Nacional Tabaconas-Namballe, considerando que este protege espécies com distribuição restrita e ecossistemas essenciais face aos atuais desafios ambientais.
Por fim, ele enfatizou que essa descoberta reafirma o valor das áreas naturais protegidas do Peru como refúgios de biodiversidade única, ainda pouco conhecida pela ciência.
*Com informações da Agência Andina
