Parques ambientais são aposta do Pará na conservação da biodiversidade e turismo sustentável

Os municípios de Belém, Afuá, Monte Alegre, São Geraldo do Araguaia e Almeirim contemplam parques ambientais como espaços estratégicos.

Parques ambientais auxiliam na pesquisa e no turismo sustentável. Foto: Divulgação/Ideflor-Bio

As Unidades de Conservação (UC) de proteção integral do Pará têm se consolidado como espaços estratégicos para a preservação ambiental, o incentivo à pesquisa científica e o fortalecimento do turismo sustentável.

Apesar de não permitirem moradias em seu interior, os parques mantêm relação direta com comunidades tradicionais que vivem ao redor, como ribeirinhos, indígenas e quilombolas, que possuem laços históricos e culturais com o território.

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Os municípios de Belém, Afuá, Monte Alegre, São Geraldo do Araguaia e Almeirim contemplam Parques Ambientais, mantidos pelo Governo do Estado.

Confira onde encontrar alguns parques ambientais do Pará:

Belém

Apenas no primeiro semestre de 2025, mais de 320 mil pessoas visitaram o Parque Estadual do Utinga – “Camillo Vianna”, em Belém. A Unidade de Conservação, gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), em parceria com a Organização Social Pará 2000, oferece experiências de lazer, como trilhas ecológicas, esportes radicais, mirantes de contemplação, cafeterias e áreas de convivência.

Em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no mês de novembro, o Ideflor-Bio amplia os investimentos no Parque, com a construção de um novo Centro de Apoio aos Visitantes, com museu, auditório, cafés e áreas administrativas, além da manutenção de trilhas, instalação de nova sinalização e pontos de hidratação e contemplação.

parques ambientais no pará - turismo sustentável
Foto: Divulgação/Ideflor-Bio

Marajó 

O Parque Estadual do Charapucu, no Município de Afuá, é caracterizado por um ecossistema de vegetação de várzeas e igapós, preservados, com áreas nunca exploradas e apresenta características peculiares da Amazônia. A UC busca a preservação dos ecossistemas naturais e da beleza paisagística, a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento do turismo ecológico e da educação ambiental no Arquipélago do Marajó.

Baixo Amazonas

O Parque Estadual de Monte Alegre é reconhecido mundialmente pelo “2022 World Monuments Watch”, um programa internacional que reconhece patrimônios culturais em todo o mundo. O parque possui pinturas rupestres e biodiversidade, que são estudadas há décadas, contribuindo para o entendimento da história pré-colombiana na Amazônia.

Carajás

Situado apenas a 20 km da área urbana de São Geraldo do Araguaia, na região sudeste do Estado, o Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas tem localização privilegiada na zona de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado. Umas das principais características do espaço são as mais de 30 cachoeiras catalogadas.

A Casa de Pedra é um dos mais importantes sítios arqueológicos neste, que é um dos parques que abrigam pinturas rupestres e formações rochosas únicas na região amazônica.

Leia também: Casa de Pedra, o coração do Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Almeirim

O Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia, na Floresta Estadual de Paru, em Almeirim, foi criado para proteger a maior árvore da América Latina e uma das maiores do mundo, um angelim-vermelho (Dinizia excelsa) de 88,5 metros de altura. O anúncio da criação do espaço foi feito em 2024 pelo governador Helder Barbalho. 

“A criação e gestão desses parques refletem nosso compromisso com a preservação ambiental e o respeito às comunidades tradicionais. O Parque das Árvores Gigantes simboliza um novo capítulo na proteção da nossa biodiversidade, que só será possível com a participação efetiva da sociedade e o trabalho integrado entre poder público e moradores locais”, ressalta Nilson Pinto, presidente do Ideflor-Bio.

*Com informações do Ideflor-Bio

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