Quanto menos mata menor a diversidade de peixes, revela pesquisa

O biólogo Lucas Pires Oliveira, da UFPA, examinou a relação entre a perda da mata ciliar e a diversidade de peixes em riachos no Acre, entre 2019 e 2024.

O tamboatá vive no fundo de rios de águas lentas ou paradas. Foto: Chucão/Wikimedia Commons

A perda das matas às margens de riachos da Amazônia, ao alterar os ambientes aquáticos, pode promover o desaparecimento de peixes.

Algumas espécies que seriam mais afetadas são:

  • o tamboatá (Callichthys callichthys) e o muçum (Synbranchus marmoratus), ambos capazes de respirar fora d’água por períodos curtos de tempo;
  • duas espécies de peixe-elétrico: o sarapó (Gymnotus coropinae) e o falso-peixe-faca-tigre (G. javari);
  • o jundiá (Rhamdia quelen);
  • e o ituí-transparente (Eigenmannia virescens).

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Menos mata, menor a diversidade de peixes
Muçum (Synbranchus marmoratus). Foto: Germano Woehl Junior

Perda de mata ciliar influencia na diversidade de peixes

O biólogo Lucas Pires Oliveira, da Universidade Federal do Pará (UFPA), examinou a relação entre a perda da mata ciliar e a diversidade de peixes em 23 riachos de duas reservas extrativistas e em outros 12 de uma área não protegida próxima a uma delas, todas no Acre, entre 2019 e 2024.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que são matas ciliares?

As coletas reuniram 4.072 indivíduos de 127 espécies de peixes. Nos riachos das duas reservas viviam 75 e 60 espécies e na área não protegida, com maior perda de vegetação, 58.

A perda da diversidade de espécies refletia a intensidade e a duração do desmatamento às margens dos riachos (Journal of Environmental Management, fevereiro).

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp

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