Rio Negro durante a seca de 2023 em Manaus (AM). Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou da elaboração do primeiro Boletim de Monitoramento do El Niño 2026, divulgado no dia 29 de junho. No documento, são apresentadas previsões climáticas e hidrológicas para subsidiar a gestão de riscos e apoiar a tomada de decisão pelos órgãos públicos diante dos impactos previstos do fenômeno.
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A iniciativa é uma parceria entre o SGB, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).

Com a divulgação do primeiro boletim conjunto, os órgãos alertam que o fenômeno já apresenta mais de 90% de probabilidade de persistir até o início de 2027, com chances elevadas de atingir uma intensidade muito forte entre a primavera e o verão de 2026.
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Cenário hidrológico do El Niño 2026
De acordo com os dados do SGB apresentados no boletim, na Amazônia, o rio Negro, em Manaus (AM), permanece dentro da faixa de normalidade, embora a provável intensificação do El Niño possa agravar a estiagem durante o segundo semestre.
No Nordeste, o rio São Francisco, em Bom Jesus da Lapa (BA), apresenta níveis na faixa inferior da normalidade, e a previsão de chuvas abaixo da média associadas ao fenômeno pode dificultar a recuperação das vazões.

Já na Região Sul, o rio Uruguai, em Uruguaiana (RS), mantém níveis dentro da normalidade histórica, mas próximos do limite inferior, o que exige monitoramento contínuo diante da possibilidade de mudanças rápidas nas condições climáticas.
O SGB atua de forma estratégica no monitoramento das bacias hidrográficas e dos níveis dos rios em todo o território nacional. Essa análise técnica é fundamental para mitigar os impactos hidrológicos previstos, como o risco de chuvas acima da média e inundações na Região Sul, além dos cenários de estiagem e baixas vazões no Centro-Norte do país.
O objetivo dessa força-tarefa interinstitucional é fornecer dados precisos e integrados para subsidiar a Defesa Civil e os gestores públicos, garantindo ações rápidas de prevenção, mitigação de desastres e proteção da população.
*Com informações do SGB
