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Boa Vista monitora saúde e desenvolvimento de alunos da rede municipal

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Alunos passam por avaliação de peso, altura e IMC para acompanhar crescimento e nutrição. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

    Cuidar da saúde desde cedo também faz parte do processo de aprendizagem. Com esse objetivo, a Prefeitura de Boa Vista promove nas escolas da rede municipal a Avaliação Antropométrica com alunos matriculados nas unidades urbanas, rurais e indígenas. Nesta terça-feira, 24, a atividade ocorreu na Escola Municipal Hilda Franco.

    Os estudantes participaram da aferição de peso, altura e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), indicadores que ajudam a acompanhar o crescimento e o estado nutricional das crianças.

    A avaliação antropométrica é um conjunto de medidas físicas utilizadas para analisar a composição corporal. O método é simples, não invasivo e contribui para o monitoramento da saúde, além de auxiliar na prevenção de doenças e no acompanhamento das atividades físicas desenvolvidas nas escolas.

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    Monitoramento da saúde dos alunos

    Nas unidades de ensino, as medições são conduzidas pelos professores de Educação Física. Após a conclusão das aferições, os dados coletados são encaminhados à Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), que consolida os resultados em toda a rede.

    De acordo com o gerente municipal de Educação Física, Admilson Nascimento, o levantamento é uma ferramenta importante para acompanhar o desenvolvimento dos alunos e fortalecer ações de promoção da saúde no ambiente escolar.

    “Esse trabalho permite que a rede municipal acompanhe de perto o crescimento e o desenvolvimento das crianças. A partir desses dados, conseguimos incentivar hábitos saudáveis e orientar tanto os alunos quanto as famílias sobre a importância da alimentação equilibrada e da prática regular de atividades físicas”, destacou.

    Boa Vista monitora saúde e desenvolvimento de alunos da rede municipal
    As atividades incluem caminhadas, corridas e jogos, estimulando a prática de exercícios de forma lúdica. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

    Educação e conscientização

    Durante a coleta de dados, os professores também promovem atividades educativas que ajudam os alunos a compreender a importância de cuidar da saúde. Entre as ações estão a criação de murais com informações sobre alimentação saudável e atividade física, além de gincanas e dinâmicas voltadas ao bem-estar.

    As atividades incluem caminhadas, corridas e jogos, estimulando a prática de exercícios de forma lúdica. As escolas também incentivam o diálogo com os pais, reforçando a importância do acompanhamento familiar na construção de hábitos saudáveis entre as crianças.

    Segundo o professor de Educação Física Francisco Uberlanio, o processo ocorre em duas etapas, sendo uma nos primeiros meses do ano e, a outra, em novembro, permitindo comparar a evolução dos estudantes.

    “No início do ano, a gente recebe a planilha, faz a coleta dos dados das crianças e registra as informações. No final do ano, repetimos esse processo e conseguimos comparar a evolução delas durante todo o período, tanto na parte física quanto cognitiva e nutricional”, explicou.

    Leia também: Novos alunos iniciam curso de Robótica Educacional em Boa Vista

    Alimentação escolar reforça nutrição dos alunos

    O cuidado com a saúde dos estudantes também passa pela alimentação oferecida nas unidades de ensino. Em 2026, a merenda escolar da rede municipal ganhou um cardápio mais diversificado, elaborado por nutricionistas e alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Entre as novas preparações estão pratos como feijoadinha com arroz brasileirinho, arroz de horta, salpicão de frango, cuscuz nordestino e feijão tropeiro. As receitas foram planejadas para unir valor nutricional, identidade cultural e aceitação entre os alunos.

    Além disso, mais da metade dos alimentos distribuídos nas escolas são hortifrútis frescos, adquiridos de cooperativas locais, o que fortalece a economia da zona rural e garante refeições mais nutritivas para os estudantes.

    O professor Francisco destacou que o trabalho também envolve diálogo direto com a equipe de nutrição da rede municipal, fortalecendo as ações voltadas à saúde dos estudantes.

    “A gente passa esses dados para o pessoal da nutrição e eles utilizam essas informações no planejamento da merenda escolar. Esse diálogo entre o professor de educação física e a equipe de nutrição é muito importante para acompanhar a saúde das crianças”, ressaltou.

    Resultados orientam atividades físicas conforme a necessidade de cada aluno. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

    Atenção individual aos alunos

    A partir dos resultados obtidos, os professores também conseguem adaptar as atividades físicas de acordo com a necessidade de cada estudante.

    “Quando a gente identifica alguma situação, chama a família e ajusta as atividades. Se a criança precisa de mais intensidade nas atividades, a gente aumenta; se tem baixo peso, a gente reduz a carga. Tudo é feito pensando no desenvolvimento e na saúde do aluno”, explicou o professor Francisco.

    O profissional ainda ressalta que manter o peso adequado durante a infância influencia diretamente no aprendizado e na convivência escolar. “Quando a criança está no peso ideal, ela consegue estudar melhor, aprende mais e interage com os colegas sem constrangimento. Por isso é importante esse diálogo com a família para garantir que todos acompanhem esse processo”, completou.

    Ytallo Brilhante, de 9 anos, aluno do 4° ano, foi um dos estudantes atendidos. “Eu gosto muito de educação física, principalmente de futebol. A merenda da escola também é muito boa. O que eu mais gosto é arroz, feijão e carne”, contou.

    Quem também compartilha desse amor pelo esporte é a colega de turma, Fernanda Costa, de 9 anos. “Sem dúvida futebol é o que eu mais gosto. Aprendi aqui na escola. Sobre a merenda, minha preferida é o mingau de aveia e também o feijão preto, com arroz e carne”, revelou.

    Direito à Memória: exposição de artista amazonense estreia no Maranhão

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    Foto: Alonso Júnior

    Recontar as histórias de pessoas pretas e indígenas registradas de forma violenta, desrespeitosa e brutal, do período referente à expedição fotográfica de cunho racista denominada ‘Thayer’, realizada na Amazônia, no século XIX. Este é o foco central da exposição ‘Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA’, integrante do projeto artístico ‘Direito à Memória’, diretamente de Manaus (AM), que começou nesta quarta-feira (25), no Chão SLZ, em São Luís (MA).

    Contemplada na ‘PNAB 2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Artes’ e realizada com o apoio do Governo do Estado do Amazonas/Conselho Estadual de Cultura/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Governo Federal, a exposição, idealizada e com direção artística assinada pela artista manauara Keila-Sankofa, surge de um incômodo legítimo de modificação da imagem pública das pessoas pretas e indígenas, apresentando um passado remodelado.

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    Com a mostra, o objetivo central é criar possibilidades para uma edição da memória pública e imagética destas pessoas fotografadas nesta expedição. Para Keila-Sankofa, as teorias racistas científicas criadas para justificar uma suposta superioridade racial nesse período, se perpetuam no imaginário até os tempos de agora.

    “Nosso trabalho é plantar e cultivar, recriar essas imagens e intervir na paisagem da cidade retratando esses indivíduos sociais por nome, cultura, origem, desejos e constituição familiar, tudo aquilo que o processo da história colonial propositalmente apagou”, destaca a artista.

    Exposição propõe revisitação histórica

    Na exposição ‘Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA’, a transmutação da imagem é utilizada para contar uma parte da história de pessoas pretas e indígenas, possibilitando através da poética, uma identidade para essas pessoas, utilizando da revisitação histórica para construir imaginários como uma ferramenta para transversão da história oficial.

    Assim, a mostra atua na ressignificação dos cativos presos nas fotografias em seres livres e com sua humanidade escrita, transformando-os em obras bandeiras que provam a existência desses indivíduos sociais e suas importâncias.

    A iniciativa já foi realizada em outros três lugares – todos em Manaus, como: Largo de São Sebastião, Trilha do Musa no Angelim de 500 anos e no Salão do Museu da Amazônia – MUSA. Keila-Sankofa destaca que a estreia no Maranhão é o primeiro lugar fora do estado do Amazonas em que a exposição circula.

    “Essa é uma satisfação enorme poder estar em terras maranhenses. Queremos ocupar a Amazônia inteira com a voz dessas pessoas contando suas próprias histórias”, celebra a artista.

    Leia também: Saiba quantos e quais municípios do Maranhão compõem a Amazônia Legal

    Exposição Costura de Cores Ancestrais - A RETOMADA
    Além de exposição, o projeto também conta com outras ações. Foto: Alonso Júnior

    Programação

    Além da mostra, a programação tem, também, outras duas ações culturais previstas no mesmo local, como minicurso e mesa de debate – sendo esta intitulada “Chão e Direito à Memória”, que contará com os artistas Keila-Sankofa e Dinho Araújo, e será nesta quinta-feira (26), às 19h, totalmente gratuita e aberta a todos os públicos.

    Já o minicurso, com o título “Memória interrompida: arquivos coloniais e reparação histórica”, ocorrerá nos dias 2 e 3 de abril, das 15h às 18h, ministrada por Patrícia Melo – responsável pela assessoria histórica da exposição. A ação, também gratuita, terá acesso livre nos dois dias de atividade.

    Para mais informações sobre a mostra, acesse as redes sociais do Chão SLZ, da artista Keila-Sankofa ou e do Projeto “Direito à Memória”.

    Direito à Memória

    Direito à Memória é um projeto artístico que, desde 2019, realiza um enfrentamento contra as combinações e projetos de apagamento que se perpetuam sistematicamente, além de propor através da arte, em parceria com a história, um olhar ampliado que narra e retifica referências negativas impostas às populações negras e indígenas no território Amazônico.

    O Direito à Memória é uma escrita poética de humanização da memória de vidas pretas e indígenas – um cavamento histórico, que além de uma pesquisa artística, é uma ação contracolonial.

    Mudo e em movimento: Rondônia pelas lentes de Thomaz Reis

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    Rondon e Major Reis. Foto: Benjamin Rondon

    Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com

    O cinema ainda engatinhava no mundo quando as imagens da Amazônia começaram a falar de forma poderosa para o mundo. Sob o comando do Major Luiz Thomaz Reis (1878-1940), a imensidão dos sertões brasileiros deixou de ser apenas um relato de viajantes para se tornar um documento vivo. Reis, baiano de nascimento e genro do artista plástico italiano Giuseppe Boscagli — que também imortalizou os Nambiquaras de Vilhena em suas telas —, foi o olhar que transformou a marcha de Rondon em narrativa visual.

    Em 1912, foi de Reis a sugestão visionária de criar a Seção de Cinematografia e Fotografia da Comissão Rondon. Enquanto Charles Chaplin estreava nas telas americanas em 1914, o Major já cruzava os rios e matas da nossa região com equipamentos adquiridos na Europa, iniciando registros que se tornariam os primeiros filmes etnográficos do planeta.

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    A saga do rio da dúvida e o nacionalismo

    A contribuição de Reis não foi apenas técnica, mas cultural e política. Ele foi peça-chave na produção de “The River of Doubt”, documentando a célebre expedição Roosevelt-Rondon. Ao levar para os cinemas da elite urbana do Rio de Janeiro obras como “Ao Redor do Brasil” (1932) — que hoje podemos revisitar no YouTube —, ele apresentou o cotidiano de Porto Velho, o pulsar da Madeira-Mamoré e o majestoso Real Forte Príncipe da Beira, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

    Essas projeções não eram mero entretenimento. Elas fomentavam um sentimento de nacionalismo, transformando a figura do sertanista e a cultura indígena em símbolos de uma identidade brasileira em construção. As imagens serviam como prova do progresso e, simultaneamente, como uma defesa humanista dos povos originários, alinhada à filosofia de Rondon.

    Mudo e em movimento: Rondônia pelas lentes de Thomaz Reis
    Foto: Benjamin Rondon

    O patrimônio e o silêncio

    Apesar da importância monumental, o acervo desse período sofreu com o abandono ao longo das décadas. Pouco restou além dos registros salvos pela própria Comissão Rondon e por nomes como o cineasta italiano Mário Civelli e seus descendentes.

    A trajetória de Luiz Thomaz Reis nos lembra que Rondônia nasceu sob o signo do cinema. Mais do que registrar a instalação do telégrafo ou a demarcação de fronteiras, ele filmou o encontro do Brasil com suas próprias raízes, deixando um legado antropológico que ainda hoje pulsa em cada fotograma sobrevivente daquela Amazônia.

    Leia também: UNIR promove inclusão social na fronteira com curso de português para bolivianos

    Sobre o autor

    Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.

    *O conteúdo é de responsabilidade do colunista

    Xingu, Tapajós ou Solimões? Filhote de onça mobiliza público no Pará com escolha de nome inspirado na Amazônia

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    A onça que nasceu no BioParque Vale Amazônia, resultado de um programa de reprodução voltado à preservação da espécie. Foto: Divulgação/ BioParque Vale Amazônia

    Um novo símbolo da biodiversidade amazônica acaba de chegar ao mundo e já conquistou a atenção do público. Um filhote de onça-pintada nascido em março deste ano, no Pará, tornou-se protagonista de uma mobilização que une conservação ambiental e participação popular: a escolha do seu nome.

    O animal nasceu no BioParque Vale Amazônia, resultado de um programa de reprodução voltado à preservação da espécie, considerada ameaçada de extinção. A iniciativa é vista como um avanço importante para a conservação da fauna brasileira, especialmente de um dos maiores predadores das Américas.

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    Macho e ainda sob cuidados especiais, o filhote é descendente do casal Marília e Zezé, ambos com origem genética do Cerrado, e simboliza mais um avanço nas ações de preservação da espécie, considerada ameaçada de extinção.

    O filhote permanece em uma área reservada do parque, onde recebe atenção constante da equipe técnica. A expectativa é que, nos próximos meses, ele possa ser apresentado ao público, após superar as primeiras fases de desenvolvimento.

    Leia também: Distribuição geográfica: você sabe onde é possível encontrar onça-pintada no Brasil?

    Votação do nome da onça

    A escolha do nome está sendo organizada pelo próprio BioParque Vale Amazônia, que abriu uma votação online para envolver a população nesse momento simbólico.

    Os interessados podem participar acessando o link oficial da votação AQUI.

    Três opções foram disponibilizadas: Xingu, Tapajós e Solimões — todas referências a importantes rios da Amazônia e carregadas de significado ambiental e cultural.

    Segundo o veterinário da área, Nereston Camargo, a escolha dos nomes não é aleatória. Além de homenagear a geografia amazônica, eles reforçam a conexão entre a espécie e os ecossistemas que garantem sua sobrevivência. A onça-pintada é considerada um indicador da saúde ambiental: onde ela vive, há equilíbrio ecológico.

    “Cada nascimento em ambiente controlado é um marco importante para a preservação da espécie e evidencia a importância de projetos de conservação da biodiversidade”, destaca o veterinário.

    Leia também: Onça-pintada resgatada no Rio Negro é devolvida à natureza no Amazonas

    Filhote de onça-pintada permanece em área interna sob cuidados especiais e deve ser apresentado ao público no primeiro semestre deste ano, segundo Nereston de Camargo. Foto: DivulgaçãoBioParque Vale Amazônia

    O nome escolhido será anunciado durante a programação de aniversário do parque, no domingo (29), que contará com oficinas, atividades culturais e atrações recreativas para todas as idades.

    De acordo com o veterinário, o filhote segue em uma área interna, sob cuidados especiais por ser recém-nascido. A previsão é que ele seja apresentado ao público ainda no primeiro semestre de 2026.

    Além disso, a participação popular na escolha do nome aproxima a sociedade dessas ações ambientais, criando um vínculo simbólico com o animal e com a causa da conservação.

    Extinção ameaça quase totalidade de peixes migratórios de água doce no mundo, aponta relatório global

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    Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum), peixe de água doce que vive principalmente nas bacias dos rios Amazonas, Orinoco, Tocantins e Araguaia. Foto: Zeb Hogan/CMS

    A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce, lançada nesta terça-feira (24) em evento paralelo da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP da CMS, na sigla em inglês), a COP15, aponta que 97% dos peixes de água doce listados pela CMS estão ameaçados de extinção. Realizado em conjunto pela CMS, WWF e Universidade de Nevada (EUA), o estudo contou com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e é o mais abrangente sobre peixes migratórios de água doce. Veja o relatório global aqui

    “Os peixes migratórios de água doce não são apenas maravilhas ecológicas, mas também essenciais para a segurança alimentar, economias locais e patrimônio cultural de muitas populações ao redor do mundo”, ressaltou a secretária executiva da CMS, Amy Fraenkel.

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    Trata-se dos vertebrados mais ameaçados por fatores como alteração de fluxos, degradação do habitat, exploração, poluição, entre outros, que já levam a uma perda estimada de aproximadamente 90% da população das espécies listadas pela CMS desde os anos 1970.

    “Esses resultados são fruto de um esforço global. Temos todos os motivos para estarmos muito, mas muito preocupados. Nossas espécies de peixes, que são a base de tantas comunidades, essenciais para a segurança alimentar de tantas pessoas e para o funcionamento dos nossos sistemas econômicos, além de espécies que possuem características únicas, estão mais do que nunca nos enviando sinais claros do seu nível de ameaça, vulnerabilidade e da urgência de nossa atenção”, destacou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita.

    Atualmente, apenas 24 espécies estão listadas pela CMS, mas o relatório identifica um total de 349 dentro dos critérios da convenção. Isso significa que 325 espécies de peixes migratórios de água doce que ainda não foram formalmente listados nos anexos da CMS podem estar sob algum nível de ameaça de conservação ou extinção. Na Ásia, concentra-se o maior número de peixes migratórios ameaçadps (205), seguida por América do Sul (55), Europa (50), África (42), América do Norte (32) e Oceania (6).

    O estudo também destaca as bacias hidrográficas em que a cooperação internacional pode fazer grande diferença: Amazônia, Prata-Paraguai-Paraná, Danúbio, Mekong, Nilo e Ganges-Brahmaputra.

    “É encorajador observar o alinhamento entre a agenda da CMS e os desafios relacionados à água doce. Essa convergência mostra como iniciativas globais podem reforçar prioridades nacionais. A liderança ambiental do Brasil se fortalece tanto na conservação dos peixes migratórios, quanto na manutenção da conectividade dos habitats. Ao integrar essa agenda, o país reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos processos ecológicos essenciais”, destacou o presidente da COP15 da CMS e secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

    Peixes migratórios na bacia amazônica

    Somente na bacia Amazônica foram confirmadas 21 espécies de peixes migratórios em estado de conservação desfavorável, conforme estudo de caso divulgado na Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce.

    O conjunto de espécies candidatas inclui bagres pimelodídeos de longa distância (como os grandes peixes-gato dos gêneros Brachyplatystoma e Pseudoplatystoma), caraciformes migratórios (como os dos gêneros Brycon, Leporinus, Prochilodus e Semaprochilodus) e serrasalmídeos amplamente explorados.

    A bacia Amazônica se destaca pelos peixes migratórios de longa distância. O bagre dourado ou dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) é reconhecido por realizar o maior ciclo migratório em água doce. São mais de 11 mil quilômetros, saindo dos Andes até o oceano Atlântico e depois retornando.

    Ainda conforme o estudo, esses grandes peixes migratórios representam 93% das capturas pesqueiras e movimentam cerca de 436 milhões de dólares estadounidenses (aproximadamente R$ 2,28 bilhões) por ano.

    Leia também: Barragens no rio Madeira alteram rotas migratórias do peixe dourada, aponta artigo

    Plano de Ação Regional

    Está sob análise da COP15 o Plano de Ação Regional para os Bagres Migratórios da Amazônia. O documento foi apresentado pelo Governo do Brasil e elaborado com a participação de autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

    Grandes bagres migratórios da Amazônia, como a dourada e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii) foram incluídas no Anexo II da CMS durante a COP14, reconhecendo a necessidade de cooperação internacional para sua conservação.

    peixe - dourada - amazônia
    Dourada. Foto: Reprodução

    O Plano tem como objetivos estratégicos a conservação de habitats críticos e a conectividade fluvial, o fortalecimento da base de conhecimento científico e local, o impulsionamento das cadeias de valor sustentáveis, a concordância entre políticas e marcos normativos e o apoio à cooperação internacional.

    “O Brasil tem feito esforços enormes no sentido de estabelecer planos de ação de recuperação de espécies ameaçadas. Trabalhamos na revisão e atualização de listas de espécies ameaçadas de extinção e de espécies exóticas invasoras. Temos colocado na pauta uma questão clara de que é preciso discutir esses espaços”, explicou Rita.

    No âmbito da COP15, o Brasil propôs a inclusão do surubim (Pseudoplatystoma corruscans) no Anexo II da CMS.

    *Com informações do MMA

    Estudantes rondonienses vencem maratona de games e criam jogo inspirado na cultura do Norte em 48 horas

    Foto: Divulgação

    Desenvolver um jogo completo em apenas 48 horas pode parecer impossível, mas foi exatamente esse o desafio proposto pela Game Jam do Tecnogame 2026. O evento realizado em Porto Velho (RO) no último final de semana reuniu talentos de Rondônia em uma maratona criativa que colocou à prova habilidades técnicas, trabalho em equipe e inovação.

    Com o tema “Norte”, os participantes precisaram criar jogos originais que dialogassem com a identidade regional. O destaque da edição ficou com a equipe Matutinos, formada por alunos do curso de Ciência da Computação da Afya São Lucas, que conquistou o 1º lugar com o jogo “AVOA! Norte”. A equipe garantiu premiação de R$ 2mil, além de bolsas de estudo e reconhecimento no cenário local.

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    Premissa do jogo

    O jogo apresenta a jornada de um aviador que explora a região Norte em busca da lendária cidade perdida de Ratanabá, mas acaba descobrindo, ao longo do percurso, a riqueza cultural e simbólica da região.

    Segundo Pedro Lopes, integrante da equipe e responsável pela parte artística, a proposta foi valorizar elementos visuais e narrativos diante do tempo limitado.

    “Interpretamos o tema ‘Norte’ a partir da cultura e da realidade da região. Optamos por focar mais na apresentação visual do que nas mecânicas, por conta do tempo reduzido. A ideia é um aviador que explora o Norte e, no fim, conhece mais da região do que o próprio objetivo inicial”, explica.

    Leia também: Ratanabá, a cidade perdida da Amazônia que esconde ‘a capital do mundo’

    jogo avoa norte vence tecnogame rondônia 2026
    Foto Divulgação

    Apesar de o desafio prever 48 horas, o tempo efetivo de desenvolvimento foi ainda menor, o que exigiu organização e dedicação extrema dos participantes.

    A equipe foi formada por Pedro Lopes (artista principal), Gustavo Duque (programador backend) e Judson Gabriel (programador frontend), que trabalharam intensamente para entregar o projeto dentro do prazo.

    O coordenador do curso de Ciência da Computação da Afya São Lucas, Liluyoud Cury de Lacerda, destacou o esforço dos estudantes durante a competição. “Eles tiveram que criar um jogo do zero, com código, roteiro, jogabilidade e identidade, tudo em um curto espaço de tempo e sem uso de inteligência artificial. Nas últimas horas, ficaram praticamente 24 horas sem dormir para conseguir finalizar o projeto”, relata.

    De acordo com o coordenador, competições como a Game Jam têm papel fundamental na formação de novos profissionais e podem abrir portas no mercado nacional e internacional. “A Game Jam é uma das maiores competições de desenvolvimento de jogos. Muitos participantes acabam se tornando referência e conquistando oportunidades em empresas, inclusive fora do Brasil. É uma experiência que pode mudar trajetórias”, afirma.

    Leia também: A verdade sobre os supostos túneis subterrâneos de Ratanabá

    Reconhecimento e crescimento do curso

    A conquista reforça o desempenho do curso de Ciência da Computação da Afya São Lucas, que, mesmo com pouco mais de um ano de existência, já acumula resultados expressivos no estado.

    “Apesar de ser um curso novo, já conquistamos dois dos principais títulos na área de tecnologia em Rondônia. No ano passado, fomos campeões do desafio Liga Jovem do Sebrae, e agora vencemos a Game Jam. Isso mostra o potencial dos nossos alunos e a qualidade da formação”, destaca Liluyoud.

    O jogo “AVOA! Norte” está disponível gratuitamente para o público e pode ser acessado AQUI.

    Tabuleiro ou Taboleiro (para conservação de tartarugas)

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    Desova de tartarugas. Foto: Reprodução/Ideflor-Bio

    Tabuleiro, ou Taboleiro, é o termo local designado às áreas de desova de tartarugas-da-amazônia. É caracterizado por ser uma área localizada num banco de areia (praia), às margens de terra firme ou de ilhas, onde ocorre a desova gregária (seres, animais ou plantas que vivem em bandos, grupos, comunidades ou colônias) da tartaruga-da-amazônia, de acordo com a biológa e doutora em ecologia, Daniely Félix-Silva.

    No entanto, no mesmo tipo de ambiente também podem ser encontradas desovas de tracajá e pitiú, embora estas não desovem de forma gregária.

    Um dos mais conhecidos na Amazônia é o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Tabuleiro do Embaubal, uma unidade de conservação estadual de proteção integral situada no município de Senador José Porfírio, no estado do Pará. 

    Fertilização do solo com ‘terra preta da Amazônia’ aumenta diâmetro de árvore em até 88%

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    Acácias com 33 meses de vida, em Manaus: as TPAs ou “terras pretas de índio” (TPI), como também são conhecidas, resultam da decomposição de matéria orgânica e do uso de fogo por populações pré-colombianas e continuam sendo criadas por povos atuais. Foto: Tsai Siu Mui/Cena-USP

    Um estudo realizado no Amazonas com apoio da FAPESP demonstrou que pequenas quantidades da chamada “terra preta da Amazônia” (TPA), solo antropogênico criado por antigas populações amazônicas, são capazes de aumentar o crescimento em até 55% na altura e 88% em diâmetro do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), árvore que ocorre também na Mata Atlântica.

    Pesquisadores coletam amostras de solo e medem tronco de árvores durante experimento com TPA. Foto: Anderson Santos de Freitas/Cena-US

    Em uma espécie amazônica, o paricá (Schizolobium amazonicum), o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco. Os resultados são referentes aos primeiros 180 dias de vida das plantas, em comparação com outras das mesmas espécies que não receberam a terra preta.

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    A pesquisa, publicada na revista BMC Ecology and Evolution, foi conduzida por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba, da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ambos em Manaus.

    “O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos. Nas plantas tratadas com terra preta há uma reorganização da microbiota em torno das raízes, com um recrutamento mais eficiente de microrganismos benéficos e uma redução de patógenos”, explica Anderson Santos de Freitas, primeiro autor do estudo, realizado durante doutorado no Cena-USP com bolsa da FAPESP.

    Além de ajudar a reflorestar áreas degradadas e prover serviços ecossistêmicos, as duas árvores analisadas podem ser usadas na exploração sustentável de madeira, principalmente o ipê-roxo.

    O trabalho integra o projeto “Feedbacks planta-solo na floresta amazônica e em sistemas agrícolas no Estado do Amazonas”, apoiado pela FAPESP e coordenado por Tsai Siu Mui, professora do Cena-USP.

    Terra ancestral

    As terras pretas da Amazônia ou terras pretas de índio (TPI), como também são conhecidas, resultam da decomposição de matéria orgânica e do uso de fogo por populações pré-colombianas e continuam sendo criadas por povos atuais. Leia mais AQUI.

    O estudo mostra que as TPAs abrigam um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que ajudam as plantas a absorverem os nutrientes e ainda eliminam outros microrganismos oportunistas e patogênicos, tornando o ambiente muito mais favorável para seu crescimento.

    “Estudamos as terras pretas há mais de 20 anos e testamos diversas formas de uso. A ideia é entender o que elas têm de melhor para as árvores crescerem mais rápido e mais fortes em áreas degradadas”, conta Tsai.

    “Quando se desmata, principalmente para pastagem, a tendência é que o solo seja mal manejado, o que leva a uma perda muito rápida de microrganismos e nutrientes. O objetivo é recuperar a floresta e os serviços ecossistêmicos nessas áreas”, completa.

    Protegidas por lei, as terras pretas são reguladas pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), órgão colegiado presidido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

    “Usamos pequenas quantidades nos experimentos, após obter autorização do CGen. A ideia não é que as pessoas a utilizem diretamente, o que é proibido, mas entender como ela é formada, qual seu conteúdo e quais microrganismos e processos a tornam tão especial. Com isso, poderíamos reproduzi-la ou isolar seus componentes que possam ser úteis”, diz Freitas.

    Experimento

    Em um estudo anterior, o grupo comparou o crescimento em estufa, com e sem a adição de terra preta, de mudas de outras espécies arbóreas e do capim braquiária (leia mais em: agencia.fapesp.br/41651).

    No trabalho atual, foi medido o crescimento das mudas no campo. Para isso, sementes das duas espécies foram cultivadas no viveiro da Embrapa Amazônia Ocidental, em Itacoatiara (AM), em dois tratamentos: terra preta ou fibra de coco.

    Após 15 dias, as sementes haviam germinado e se tornado mudas, que foram então transferidas para o campo experimental da mesma instituição, em Manaus. Foram plantadas no solo e não receberam nenhuma adubação ou herbicida, recebendo apenas água da chuva e tendo controle manual de plantas daninhas.

    terra preta
    TPA com fragmentos de carvão, indicados pela setas brancas. FotoHolger Casselmann/Wikimedia Commons

    Após seis meses, todas as plantas estavam vivas. Porém, as diferenças das tratadas com TPA foram significativas. No caso dos paricás, embora tenham apresentado um crescimento proporcionalmente menor do que o que ocorreu entre os ipês-roxos, as árvores tinham cerca de 1,5 metro de altura 180 dias depois de as mudas serem transferidas para o campo.

    Os pesquisadores observaram no solo das plantas tratadas com terra preta um aumento, principalmente, da diversidade de fungos, mais acentuado no ipê-roxo. A explicação pode ser a grande adaptação do paricá a solos degradados, que faz com que a espécie não demande tantos nutrientes e microrganismos.

    “Os fungos respondem mais rápido, por serem microrganismos mais complexos. Com a adição de terra preta, imediatamente há um aumento de matéria orgânica e, portanto, de fungos decompositores, que fazem uma ciclagem mais eficiente dos nutrientes, tornando-os mais disponíveis para as plantas”, detalha Freitas.

    Os resultados publicados agora se referem aos primeiros 180 dias de vida das plantas. No total, o experimento durou três anos. Atualmente, os pesquisadores analisam os dados do período completo, que vão resultar em novos trabalhos.

    Nos mais de 20 anos estudando as terras pretas, o laboratório liderado por Tsai no Cena-USP tem mais de 200 microrganismos isolados dessas formações, que agora estão sendo analisados quanto às suas funções. A ideia é desenvolver soluções que possam ser aplicadas na recuperação de solos degradados para o reflorestamento.

    O trabalho teve apoio da FAPESP ainda por meio de Bolsa de Doutorado no Cena-USP para outro coautor do estudo, Guilherme Lucio Martins.

    O artigo ‘Boosting tree growth in the Amazon rainforest using Amazonian Dark Earths‘ pode ser lido AQUI.

    *O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp, escrito por André Julião

    Equipe de cientistas descobre nove espécies de besouros na Amazônia peruana

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    Uma nova espécie de besouro foi descoberta no sul da Amazônia peruana por uma equipe internacional de cientistas. Foto: Reprodução/Agência Andina

    Uma equipe internacional de cientistas descobriu um total de nove novas espécies de besouros na parte sul da Amazônia peruana, informou a organização ambiental Amazon Conservation (ACCA). Uma das nove espécies descobertas recebeu o nome de Anisopodus forsythi, em homenagem ao naturalista e entomologista Adrian Forsyth, fundador da ACCA.

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    A descoberta de Anisopodus forsythi faz parte de uma investigação que descreve um novo gênero e nove novas espécies de besouros de chifres longos, “representando um avanço significativo no conhecimento científico sobre esses insetos no sul da Amazônia peruana”, destacou a ACCA.

    Adrian Forsyth. Foto: Divulgação/ACCA

    A pesquisa foi realizada pelos cientistas latino-americanos Ángelo Ávila-Jiménez, Juan Pablo Botero, Antonio Santos-Silva e Alejandro Lopera-Toro, que combinaram coleta de amostras em campo, revisão de coleções científicas e análises taxonômicas especializadas para identificar e descrever as espécies.

    Leia também: Planta pré-histórica é descoberta no Peru, adaptada a áreas alagadas

    A organização ambiental afirmou que o nome Forsyth reconhece as décadas de trabalho de Adrian Forsyth na promoção da pesquisa científica e da conservação da biodiversidade nos trópicos, bem como sua visão de fomentar espaços onde novas gerações de cientistas possam estudar a natureza em primeira mão.

    Papel fundamental dos besouros nas florestas tropicais

    Em outra ocasião, a ACCA descreveu que os besouros de antenas longas, pertencentes à família Cerambycidae, desempenham um papel ecológico fundamental nas florestas tropicais.

    A organização explicou que suas larvas se desenvolvem na madeira e contribuem para a decomposição de troncos e galhos, um processo essencial para a reciclagem de nutrientes e a manutenção da saúde do ecossistema.

    Algumas espécies chegam a carregar outros invertebrados sob suas asas, que precisam delas para percorrer longas distâncias entre diferentes pedaços de madeira, demonstrando a complexidade das interações dentro da floresta.

    besouro Anisopodus forsythi, na amazonia peruana
    Foto: Divulgação/ACCA

    A ACCA argumentou que, além da descoberta de novas espécies, a pesquisa fornece informações essenciais sobre a diversidade desses insetos no sul do Peru e o posiciona como o quarto país com a maior diversidade de besouros da família Cerambycidae na América do Sul.

    Este trabalho também representa a primeira lista abrangente de 137 espécies de besouros dessa família para a região de Cusco. A maioria dos espécimes analisados ​​foi coletada durante pesquisas realizadas na Estação Biológica de Conservação da Amazônia (ACCA) de Manu, localizada no Vale de Kosñipata, em Cusco.

    Por fim, mencionou que a pesquisa foi possível graças ao apoio da Biome Conservation, por meio de seu programa de bolsas para jovens cientistas, cujo financiamento permitiu o trabalho que levou à descoberta e documentação dessas espécies.

    *Com informações da Agência Andina

    Novos alunos iniciam curso de Robótica Educacional em Boa Vista

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    As aulas despertam o interesse pela tecnologia e inovação desde cedo. Foto: Divulgação/PMBV

    Nesta terça-feira, 24, teve início mais uma edição do curso de Robótica Educacional promovido pela Prefeitura de Boa Vista, por meio da Agência Municipal de Empreendedorismo (AME). As aulas ocorrem às terças e quintas-feiras no Centro Municipal de Inovação (CMI), bairro Mecejana, onde as manhãs e tardes se enchem de criatividade e descobertas.

    Ao todo, cerca de 120 crianças, entre 9 e 14 anos, mergulham em um universo onde aprender envolve construir, testar, errar e tentar de novo. A proposta é despertar desde cedo o interesse pela tecnologia e inovação. De início, os olhos atentos já revelam o impacto.

    “Esse é o meu primeiro contato com a robótica. Está sendo uma experiência legal e diferente”, contou Isabela Souza Costa, de 9 anos.

    Novos alunos iniciam curso de Robótica Educacional em Boa Vista
    Em meio à turma, Isabela se destaca. É a única menina. O que torna a experiência ainda mais especial. Foto: Divulgação/PMBV

    Leia também: Boa Vista recebe comitiva de MG para conhecer políticas de Primeira infância

    Para Isaac Alves Barbosa da Silva, de 12 anos, cada peça montada é uma conquista. “Eu estou conhecendo um monte de coisa que antes eu não sabia. Quero aprender a montar robôs e fazer sistemas”, disse.

    Ao longo de 40 horas, os alunos aprendem lógica, programação e, principalmente, a trabalhar em equipe. Comunicação, cooperação e criatividade são tão importantes quanto qualquer circuito montado.

    O projeto já soma uma década de transformação. “Desde 2016, a robótica educacional vem moldando jovens talentos em Boa Vista, com dois editais por ano e a missão de fazer com que cada criança saia melhor de como entrou”, resume o coordenador Pedro Ribeiro.

    Cerca de 120 crianças estão matriculadas na primeira turma de robótica educacional de 2026. Foto: Divulgação/PMBV

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    Os alunos mais dedicados têm a chance de integrar equipes de competição, como a elite I’Robot e representar a capital em desafios nacionais. Este mês, a equipe participou da etapa nacional da FIRST LEGO League Challenge, o maior torneio de robótica do país.

    A competição ocorreu durante o Festival Sesi de Robótica, na Fundação Bienal, localizada no Parque do Ibirapuera (SP). A programação contou com torneio, desafios e diversas atrações interativas voltadas à tecnologia e inovação.