Ideflor-Bio destaca protagonismo comunitário e preservação no Parque de Monte Alegre

Gestão do parque alia proteção de sítios arqueológicos com turismo de base comunitária, fortalecendo a economia local e a valorização dos saberes tradicionais na Calha Norte

Foto: Bruno Cruz/Agência Pará

Localizado no município de Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas, o Parque Estadual Monte Alegre (Pema) desponta como um dos destinos mais fascinantes do Pará para quem busca natureza, história e experiências culturais autênticas.

Administrado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa da Calha Norte I (GRNCI), a unidade de conservação está aberta diariamente e oferece uma ampla diversidade de atrativos aos visitantes.

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Ao todo, nove pontos turísticos estão disponíveis para visitação, reunindo sítios arqueológicos e formações naturais de grande relevância:

  • o Sítio Arqueológico Serra da Lua,
  • a Gruta Itatupaoca,
  • a Pedra do Mirante,
  • a Pedra da Tartaruga,
  • a Caverna Miritiepe,
  • a Pedra do Cogumelo,
  • o Sítio Arqueológico Pedra do Pilão,
  • o Painel de Pinturas do Pilão
  • e a emblemática Caverna da Pedra Pintada – considerada um dos mais importantes registros de arte rupestre da Amazônia.

Os atrativos revelam vestígios de ocupações humanas milenares, com mais de 12 mil anos e proporcionam uma verdadeira imersão no passado pré-colonial da região. As pinturas rupestres, formações rochosas e cavernas despertam o interesse de pesquisadores e turistas, consolidando o parque como um patrimônio histórico e cultural de valor inestimável para o estado do Pará e para o Brasil.

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Foto: Bruno Cruz/Agência Pará

Diversidade de roteiros

Além do patrimônio arqueológico, o Parque Estadual Monte Alegre também se destaca pelas paisagens naturais e pela diversidade de trilhas. Duas rotas oficiais integram a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, ampliando as possibilidades de visitação com diferentes níveis de experiência e contato com a natureza.

A Trilha do Ererê é uma das mais procuradas e proporciona um mergulho na história da vila que leva o mesmo nome, conduzindo os visitantes até o interior do parque pela Pedra do Mirante. O percurso deve ser realizado com acompanhamento de condutores locais, garantindo segurança e enriquecendo a experiência com informações sobre a cultura e o território.

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Já a Trilha Paytuna é voltada para o cicloturismo e possui aproximadamente 30 quilômetros de extensão. O trajeto percorre as comunidades de Santana e Paytuna, adentrando a porção sul do parque, onde está localizada a Pedra do Pilão. A atividade é indicada para visitantes que buscam aventura e integração com as paisagens da região.

Mas atenção, para garantir uma visita segura e confortável, a gestão do parque orienta que os visitantes utilizem botas ou tênis, roupas leves, calças, além de levarem água e protetor solar. Outro ponto importante é que o acesso aos principais atrativos exige veículos com tração, devido às características arenosas do solo, o que pode dificultar a circulação de carros baixos.

Protagonismo local

O turismo de base comunitária também é um diferencial do Pema. As comunidades de Santana, Ererê e Maxirá, situadas no entorno da unidade de conservação, oferecem restaurantes com comidas tradicionais, fortalecendo a economia local e proporcionando aos visitantes uma experiência gastronômica regional.

O agendamento de visitas com condutores credenciados — muitos deles oriundos das comunidades tradicionais — pode ser realizado por meio do perfil oficial do parque nas redes sociais. A iniciativa reforça o protagonismo comunitário e contribui para a valorização dos saberes locais na condução das atividades turísticas.
 
Para o condutor de trilhas Mazinho de Brito, a experiência no parque vai além da contemplação das paisagens.

“Conduzir visitantes no Monte Alegre é compartilhar histórias que atravessam gerações. Cada trilha revela um pouco da nossa identidade, da relação das comunidades com a natureza e da importância de preservar esse patrimônio único”, destacou.

O gerente da Região Administrativa da Calha Norte I, Itajury Kishi, ressalta o papel estratégico da unidade. “O Parque Estadual Monte Alegre é um exemplo de como é possível aliar conservação ambiental, valorização cultural e geração de renda. Nosso trabalho tem sido fortalecer a gestão participativa e ampliar o acesso ordenado aos atrativos, garantindo a proteção desse importante patrimônio para as futuras gerações”, afirmou.

*Com informações do Ideflor-Bio

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