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Focos de queimadas no Acre caem 43% no primeiro semestre de 2026, aponta Inpe

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Feijó liderou as ocorrências no estado com 11 focos registrados. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AC

O Acre registrou 41 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa uma redução de 43% em relação ao mesmo período em 2025, quando foram contabilizados 72 focos.

Contudo, com a chegada do verão amazônico, a tendência é de aumento: Apenas nos 10 primeiros dias de julho, mais 23 focos foram registrados, chegando a 64 no total, até a tarde do dia 10 de junho.

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O monitoramento do Inpe é feito por sensores a bordo de satélites meteorológicos e de recursos terrestres. Os satélites captam a temperatura da superfície e, ao identificarem um forte pico de calor, um algoritmo registra o local como um foco de queimada. 

De acordo com o painel do Inpe neste ano, Feijó foi o município acreano com o maior número de registros no primeiro semestre, com 11 focos, o equivalente a 26,8% do total no estado.

Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul e Tarauacá, com cinco focos cada, correspondendo a 12,2% do total.

Leia também: Amazônia se recupera de queimadas, mas estudo aponta que efeitos perduram

Focos de queimadas no Acre caem 43% no primeiro semestre de 2026, aponta Inpe
Foto: Divulgação/GEA

Além disso, Rodrigues Alves registrou quatro focos de queimadas (9,8%). Já a capital, Rio Branco e Santa Rosa do Purus no Vale do Juruá, tiveram três ocorrências cada, representando 7,3% do total. Contudo, a tendência é de aumento com o início do período de estiagem na região.

Os menores números foram em Epitaciolândia, Mâncio Lima e Porto Walter que contabilizaram dois focos cada, o equivalente a 4,9% dos registros. Acrelândia, Assis Brasil, Jordão e Sena Madureira fecharam a lista com um foco de queimadas cada, correspondendo a 2,4% do total estadual.

Focos de queimada na capital

Apesar do resultado final baixo, os dados da Defesa Civil de Rio Branco mostram que o número de queimadas na capital acreana foi maior do que os registros no balanço do Inpe. Em entrevista, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que até esta sexta, a capital teve 80 focos de queimadas, que corresponde a 7% do estado.

Ainda assim, o numero está 45,5% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 147 focos foram catalogados, o equivalente, conforme a Defesa Civil, a 10,2% do total estadual. Historicamente, o período com mais queimadas ocorre a partir do segundo semestre, durante o verão amazônico, quando há redução das chuvas e aumento de limpeza de áreas com uso do fogo.

Foto: Christian Braga/Greenpeace

Leia também: Focos de calor reduzem 70% em janeiro de 2026 no Amazonas, aponta Inpe

Segundo Falção, o plano de contingência para o período de queimadas já está em execução. Ele explicou que as ações envolvem medidas preventivas, combate aos incêndios e atuação integrada.

“Cada órgão já executa suas ações. A Defesa Civil tem o plano de queimadas, a Secretaria de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros que já atua no controle do fogo. As ações estão sendo colocadas em prática tanto individualmente por cada órgão quanto de forma integrada”, afirmou.

Imagem: Reprodução/Rede Amazônica AC

Conforme a professora da Ufac e especialista em queimadas, incêndios florestais e qualidade do ar na Amazônia, Sonaira Silva, a influência do fenômeno El Ninõ pode aumentar queimadas e incêndios.

“O El Niños acarretam em dias muito quentes, acima de 35 graus, e também nos efeitos de seca. “Temos bastante evidência de que esse ano não será um El Niño comum, mas eles serão mais forte do que nos outros anos”, cita.

Considerando todo o bioma amazônico, que abrange Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá e partes do Mato Grosso e Maranhão, foram registrados 6.955 km² focos até esta sexta-feira.

*Por Walace Gomes, da Rede Amazônica AC

Lenda da pupunha

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Foto: Reprodução/Embrapa

A lenda da pupunha varia entre os povos indígenas da Amazônia. As duas versões mais conhecidas são a lenda popular do Raio de Sol e o mito do povo Desana, do Alto Rio Negro:

A lenda da Pupunha: o presente dourado da deusa da floresta

Uma das lendas mais conhecidas na Amazônia conta que uma deusa da floresta enviou aos indígenas uma menina de pele clara e cabelos dourados, como as flores de um ipê amarelo, conhecida como Raio de Sol. Por ser diferente de todos da aldeia, a criança foi rejeitada e deveria ser sacrificada.

Segundo a lenda, o tuxaua não podia fazer nada, já que a morte de Raio de Sol estava prevista nas estrelas. O cacique então procurou o pajé, que recebeu uma mensagem da deusa da floresta: a menina deveria ser enterrada em um solo fértil, pois seu sacrifício daria origem a uma planta capaz de alimentar seu povo.

No local onde Raio de Sol foi sepultada nasceu uma palmeira de frutos dourados, semelhantes aos seus cabelos. A árvore recebeu o nome de pupunheira, e seus frutos passaram a garantir alimento às comunidades indígenas, principalmente durante os períodos de escassez causados pelas cheias e pelo inverno amazônico. 

Menina indígena deu origem a lenda da pupunha. Imagem criada por IA

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A lenda da Pupunha contada pelo povo Desana

Na tradição do povo indígena Desana, do Alto Rio Negro, no Amazonas, a origem da pupunheira está ligada ao herói mítico Gaín Pañan, um ser metade homem e metade periquito. A história conta que Gaín se envolveu com uma mulher-piranha pertencente ao mundo invisível dos  peixes. Para visitá-la, ele precisou enfrentar a poderosa ‘Cobra Grande’ e chefe do mundo invisível, e durante sua jornada, Gaín superou diversas provas com a ajuda de seres espirituais, como a aranha-pajé.

Ao descobrir que a pupunheira existia apenas no mundo invisível, Gaín decidiu levar seus frutos para a humanidade, ele então escondeu um caroço de pupunha em seu corpo, escapando, mesmo após sofrer a perseguição da Cobra Grande e das piranhas. De volta ao mundo dos homens, plantou a primeira pupunheira, tornando possível que o fruto fosse cultivado e alimentasse as futuras gerações.

Na cosmologia Desana, a pupunheira é considerada uma planta sagrada, conhecida como a ‘palmeira das aves’, e representa a ligação entre os mundos espiritual e terrestre.

Prêmios dedicados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia abrem inscrições para edição 2026

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Iniciativas visam reconhecer pessoas, instituições e projetos dedicados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Foto: Reprodução

As inscrições para a edição 2026 dos Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, iniciativas brasileiras de reconhecimento a pessoas, instituições e projetos dedicados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, estão abertas e seguem até 14 de agosto de 2026, conforme o regulamento disponível no portal oficial dos Prêmios. A cerimônia de outorga está prevista para o dia 25 de novembro, em São Luís, no Maranhão.

Edição 2026 dos prêmios será realizada em São Luís, no Maranhão. Foto: Divulgação/IBICT

Nesta edição, o Prêmio Professor Samuel Benchimol, selecionará três propostas vencedoras, que receberão R$ 20 mil cada para aplicação no desenvolvimento dos projetos. Já a categoria honorífica reconhecerá personalidade que se destacou pela contribuição efetiva ao desenvolvimento da região amazônica, reforçando a importância da inovação, do empreendedorismo e da produção de conhecimento voltados aos desafios e oportunidades da Amazônia.

A avaliação das candidaturas será conduzida por uma Comissão Julgadora composta por especialistas de reconhecida competência, provenientes da comunidade científica, do setor produtivo, da gestão pública e de instituições com atuação destacada na Amazônia.

Leia também: Três projetos de jovens da Amazônia Legal recebem premiação internacional

A Comissão será responsável tanto pela análise das propostas inscritas quanto pela escolha da personalidade homenageada na categoria honorífica, observando os critérios estabelecidos no regulamento.

Prêmios são referências nacionais de valorização

Os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente consolidaram-se, ao longo de mais de duas décadas, como referência nacional na valorização de iniciativas transformadoras voltadas à Amazônia.

Mais do que reconhecer projetos e trajetórias de excelência, a premiação fortalece redes de cooperação, estimula a inovação e contribui para ampliar a visibilidade de soluções capazes de promover desenvolvimento com geração de renda, inclusão social e conservação ambiental. Informações sobre inscrições, regulamento e cronograma estão disponíveis no portal oficial dos Prêmios.

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Ao longo de mais de duas décadas, premiações são reconhecidas como referências nacionais na valorização de iniciativas transformadoras voltadas à Amazônia. Foto: Divulgação/FIETO

Na edição de 2026, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) exerce a Presidência Executiva dos Prêmios, coordenando a realização do evento em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as Federações das Indústrias da Amazônia Legal.

Além de sediar a cerimônia de premiação em São Luís (MA), a FIEMA lidera a articulação institucional e o apoio à organização desta edição, reforçando o compromisso do setor industrial maranhense com a promoção da inovação, do empreendedorismo e do desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Floresta em pé vira fonte de renda para produtores de Rondônia; entenda

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Propriedade de um dos cooperados da RECA, localizada no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho (RO). Foto: Reprodução

Em Rondônia, uma iniciativa desenvolvida junto à cooperativa Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (RECA) tem mostrado que a floresta em pé pode valer mais do que a área desmatada. Isso porque a preservação ambiental se converte em remuneração de produtores rurais no estado, que registrou redução de 86,2% no desmatamento entre 2021 e 2025, segundo dados do governo estadual.

Segundo a experiência, os agricultores da cooperativa passaram a gerar renda de duas formas: com a venda de produtos como cupuaçu e castanha e pela conservação da floresta. O pagamento é feito por meio de créditos de carbono adquiridos pela Natura, parceira da RECA há mais de 25 anos.

Produtores são remunerados pela preservação da floresta. Foto: Reprodução/Portal da Indústria

Para entender a iniciativa, é preciso conhecer o mercado de carbono. Nesse sistema, cada crédito representa uma tonelada de dióxido de carbono (CO₂) equivalente que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera. Esses créditos podem ser comprados por empresas para compensar parte de suas emissões.

No caso da RECA, a Natura remunera os produtores pela preservação da floresta. Segundo a diretora de Sustentabilidade da empresa, Angela Pinhati, o cálculo considera quanto carbono deixaria de ser retido caso a área fosse desmatada. A diferença entre esse cenário e a preservação da floresta gera os créditos, adquiridos pela própria empresa para compensar parte de suas emissões.

“Na prática, remuneramos os produtores pelo carbono não emitido, ou seja, pelo desmatamento que foi evitado. Calculamos quantas emissões seriam liberadas se essas áreas seguissem a tendência de desmatamento da região, localizada em uma área crítica de degradação ambiental”, explica a especialista.

Leia também: Entenda o que é e para que serve o mercado de carbono

Segundo a especialista, a iniciativa evitou o desmatamento de cerca de 1,5 mil hectares e a emissão de aproximadamente 392 mil toneladas de CO₂ equivalente. Até 2030, a empresa pretende que metade dos créditos de carbono adquiridos venha de cadeias da sociobiodiversidade da Amazônia.

Floresta em pé se transformou em remuneração e geração de renda para produtores de cooperativa em Rondônia
Propriedade de um dos cooperados da RECA (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho (RO). Foto: Reprodução

Renda e oportunidades

Além da preservação ambiental, o projeto passou a refletir diretamente na vida das famílias da cooperativa. O aumento da renda permitiu investimentos na propriedade, ampliou o acesso à educação e melhorou a qualidade de vida dos cooperados.

Um estudo realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), em parceria com a Natura, aponta que os participantes do projeto de créditos de carbono apresentam renda média 37% superior à dos produtores que não participam da iniciativa. O levantamento, realizado ao longo de seis meses e concluído em 2025, também identificou que 25% dos filhos das famílias participantes cursam o ensino superior, enquanto, no grupo de comparação, esse percentual é de apenas 4%. Além disso, as famílias apresentaram maior capacidade de poupança e mais acesso a atividades de lazer.

Na prática, os números refletem a realidade vivida pelos cooperados. O produtor e diretor comercial da RECA, Giancarlo Souza de Lima, afirma que o pagamento pelos créditos de carbono trouxe ganhos econômicos, sociais e ambientais para as famílias, além de permitir a geração de renda e investimentos das famílias no futuro de seus filhos.

“É uma valorização muito grande porque o produtor preserva a floresta, ganha assistência técnica e é remunerado por isso. O sentimento é de que o esforço de manter a floresta em pé chegou. A gente sempre comenta que os produtores da Amazônia também querem ter uma casa boa, um veículo para se locomover e colocar os filhos para estudar. Hoje, um produtor tem parte da propriedade preservada, gerando renda com o carbono, e também a área de Sistemas Agroflorestais (SAF), que produz alimentos e matéria-prima. A propriedade inteira passa a gerar renda para a família, o que incentiva a permanência no campo e a preservação da floresta”, conta Giancarlo.

Leia também: Economia da floresta em pé é tema de seminário na Amazônia

Legado

Para os produtores da RECA, o pagamento pelos créditos de carbono representa mais do que uma nova fonte de renda. O projeto reforçou a ideia de que manter a floresta em pé também pode ser um bom negócio, criando condições para que as novas gerações permaneçam no campo sem abrir mão da preservação ambiental.

Para Giancarlo, esse é um dos principais legados da iniciativa. Hoje, os cooperados sabem que conservar a floresta pode gerar mais benefícios econômicos do que substituí-la por atividades de baixo retorno e que o cumprimento da legislação ambiental também fortalece a comercialização dos produtos.

“Hoje sabemos que manter a floresta em pé gera mais renda do que a floresta derrubada. Se o produtor não cumpre as normas ambientais, enfrenta dificuldades para comercializar tanto a produção agropecuária quanto os produtos da floresta. Com o projeto de carbono, ele gera renda e permanece em conformidade com a legislação”, explica.

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Cupuaçu cultivado na propriedade de um dos cooperados da RECA (Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado), no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho (RO). — Foto: Reprodução/Redes sociais

A sucessão familiar também faz parte da estratégia da cooperativa. A RECA é formada por nove grupos de famílias produtoras, cada um com um coordenador, uma liderança feminina e uma liderança jovem. Muitos desses cargos começam a ser ocupados pelos filhos dos cooperados, preparando a próxima geração para administrar a produção e a própria cooperativa.

“O RECA tem mais de 37 anos de história e sabemos que precisamos preparar a sucessão, tanto nas propriedades quanto na gestão da cooperativa. Queremos formar profissionais cada vez mais qualificados para manter esse trabalho por muitos anos”, revela o produtor.
Em uma região historicamente marcada pelo avanço do desmatamento, a experiência da RECA mostra que a floresta pode deixar de ser vista apenas como um patrimônio ambiental. Para as famílias da cooperativa, ela também se tornou uma fonte de renda, de oportunidades e uma herança para as próximas gerações.

*Por Mateus Santos, da Rede Amazônica RO

Taça das Favelas: CUFA Amazonas define equipes classificadas

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Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

A Central Única das Favelas Amazonas (CUFA Amazonas) definiu as 11 equipes para compor a etapa estadual da Taça das Favelas Amazonas 2026, o maior campeonato de futebol entre favelas do mundo. Ao todo, foram mais 300 integrantes das favelas entre jogadores e treinadores.

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Os confrontos eliminatórios reuniram atletas de diversas comunidades de Manaus em uma rodada marcada por talento, competitividade e incentivo ao esporte nas periferias.

As partidas foram disputadas em sistema eliminatório simples, garantindo vaga na competição às equipes vencedoras.

CUFA Amazonas define equipes classificadas para a taça das favelas
Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

Confira os resultados:

  • Zumbi 4 x 1 Zumbi – classificação da equipe comandada pelo técnico Rayan Cristian;
  • Cidade de Deus 3 x 1 Jorge Teixeira
  • Crespo 2 x 1 Centro – Favela
  • Nova Cidade 0 x 3 Dom Pedro
  • Grande Vitória 1 x 3 Armando Mendes
  • Novo Aleixo 2 x 1 Novo Aleixo – vitória da equipe comandada pelo técnico Ederson;
  • Tarumã 0 x 4 Japiim
  • Santa Etelvina 0 x 3 Petrópolis –
  • Cidade Nova 0 x 0 Cidade Nova. Nos pênaltis, a equipe comandada pelo técnico Neto Mady venceu por 4 a 3 e ficou com a vaga;
  • Coroado 4 x 2 Terra Nova
  • Alvorada 3 x 0 Alvorada – a equipe comandada pelo técnico Eberson garantiu a classificação.

“Agora nosso foco é a próxima fase. Vamos intensificar os treinos físicos e táticos e disputar amistosos para fortalecer ainda mais a equipe. Estamos trabalhando com dedicação para evoluir a cada jogo e alcançar nossos objetivos no campeonato”, destaca Rayan Christian, técnico do time Favela Zumbi.

“Estamos intensificando os treinamentos, ajustando os detalhes táticos e físicos e mantendo o grupo focado e unido. Cada atleta está comprometido em dar o seu melhor para representar nossa comunidade e buscar a classificação para a próxima fase”, afirma Alex Jony, técnico da comunidade de Petrópolis.

Leia também: “A Amazônia periférica também é Brasil real”, afirma fundador da CUFA no Amazonas

Taça das Favelas

A Taça das Favelas é realizada pela CUFA e vai além das quatro linhas, consolidando-se como uma ferramenta de inclusão, cidadania e transformação social. A competição revela talentos, fortalece o esporte nas comunidades e amplia oportunidades para jovens atletas.

“Foi uma rodada muito competitiva, com grandes jogos e excelente participação das equipes. Agora seguimos para as próximas etapas com a expectativa de uma competição ainda mais emocionante, valorizando os talentos das favelas do Amazonas”, destaca Lins Menezes, coordenador do Taça das Favelas Amazonas.

As equipes classificadas seguem na disputa pelo título da Taça das Favelas Amazonas 2026. A partir de agosto começa a etapa estadual, com a grande final marcada para o dia 31 de outubro.

*Com informações da assessoria

MPF e Ibram traçam estratégias contra garimpo ilegal e uso de mercúrio na Amazônia

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Garimpo ilegal encerrado pela Operação Brasil Verde. Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma reunião virtual com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para debater soluções e estratégias de enfrentamento à mineração ilegal na região amazônica. O encontro focou no impacto econômico do garimpo clandestino, no avanço dos sistemas de rastreabilidade mineral e em alternativas tecnológicas viáveis para a eliminação do uso de mercúrio na extração do ouro.

O procurador da República André Luiz Porreca reforçou que, embora a mineração legalizada receba amparo jurídico e atue como motor de desenvolvimento econômico, o setor sofre gravemente com a concorrência desleal do mercado ilícito.

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Como a maior parte da produção mineral do país é voltada à exportação, os impactos negativos causados pelo crime organizado impactam negativamente na reputação do setor no mercado internacional.

Monitoramento do garimpo

O presidente do Ibram, Pablo Silva Cesário, destacou que o combate ao garimpo ilegal é prioridade máxima da instituição, chamando a atenção para o cenário atual do ouro onde a produção ilegal do metal atinge quase metade de todo o volume extraído no país.
Para conter o avanço das irregularidades, o instituto detalhou as frentes tecnológicas e institucionais de trabalho.

A primeira delas é uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) no desenvolvimento de um sistema de monitoramento via satélite. A plataforma faz o cruzamento em tempo real de dados de direitos minerários, licenciamentos ambientais e guias de recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), identificando imediatamente invasões e lavras clandestinas em terras indígenas e unidades de conservação.

O Ibram também apresentou ação ao Supremo Tribunal Federal STF) para suspender o princípio da “boa-fé objetiva” na aquisição do ouro, medida que reduziu sensivelmente o escoamento do minério ilegal para o mercado formal. Contudo, o presidente alertou que a alta valorização do ouro no mercado internacional mantém aquecido o incentivo financeiro para as redes criminosas.

Leia também: Relatório aponta que garimpo ilegal não diminui e afeta drasticamente ecossistema amazônico

Substituição do mercúrio

Durante a reunião, o procurador da República André Luiz Porreca questionou sobre a viabilidade de métodos alternativos ao uso do mercúrio para cooperativas em processo de regularização. O diretor de Assuntos Minerários do Ibram, Julio Cesar Nery Ferreira, sugeriu a transição para processos químicos e físicos mais eficientes tais como a cianetação e os métodos físicos, como as centrífugas.

O procurador da República ressaltou, ainda, dois grandes gargalos para essa transformação: a total ausência de linhas de financiamento específicas para a transição tecnológica em bancos públicos e a severa barreira cultural existente entre gerações de garimpeiros que ainda não reconhecem os riscos crônicos gerados pelo manejo do mercúrio.

Imagem colorida mostra processo de garimpagem feito com mercúrio na Amazônia - garimpo ilegal
Processo de garimpagem. Foto: Divulgação/ RVS-RCP

Para combater a falta de apoio, o Ibram informou estar estruturando um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para prestar assistência técnica e jurídica (auxílio em licenciamentos e desenvolvimento técnico) aos mineradores que buscam a legalidade.

Infraestrutura do crime

A infraestrutura logística do crime também esteve em pauta. O MPF informou que monitora de perto, por meio de ações judiciais e em consonância com o programa Ouro Alvo da Polícia Federal, mais de mil pistas de pouso não homologadas espalhadas pela Amazônia. Em apoio, o Ibram disponibilizou sua estrutura técnica para colaborar com investigações privadas destinadas a mapear cadeias societárias e rastrear redes de apoio logístico ao crime.

A maior preocupação mútua no momento recai sobre os riscos do Projeto de Lei nº 3025/2023, aprovado na Câmara dos Deputados, que institui um novo marco legal para o controle e a rastreabilidade do ouro no Brasil. Os participantes alertaram que a proposta pode restabelecer a “boa-fé objetiva” a partir de mera autodeclaração no primeiro ponto de compra, abrindo uma enorme brecha para a lavagem de ouro ilegal e inviabilizando a fiscalização.

O Ibram formou uma coalizão com entidades ambientalistas e indigenistas para sensibilizar o Senado Federal sobre os riscos técnicos e de corrupção no processo legislativo. O procurador informou que a Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (4CCR) do MPF acompanha de perto a tramitação e está elaborando uma nota técnica sobre o o projeto de lei.

*Com informações do MPF

Instituto realiza primeira formatura internacional ao levar inclusão digital da Amazônia para Moçambique

Projeto da Amazônia celebrou a conclusão do curso de informática básica para 22 alunos de Chimoio, em Moçambique, em iniciativa inédita fora do Brasil. Foto: Divulgação/Instituto Descarte Correto

O Instituto Descarte Correto, entidade que transforma vidas por meio da educação e tecnologia, alcançou um marco histórico ao realizar a primeira formatura internacional de um Centro de Inclusão Digital. O projeto celebrou a formação de 22 alunos que concluíram o curso de informática básica em Moçambique, na África, consolidando a expansão da iniciativa que nasceu na Amazônia e agora ultrapassou as fronteiras do Brasil.

A capacitação, realizada em parceria com o Ministério Com Uma Missão Moçambique, teve duração de dois meses e ofereceu para crianças, jovens e adultos de Chimoio, cidade do país africano, os conhecimentos fundamentais em informática e os desafios de um mercado cada vez mais conectado.

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Instituto Descarte Correto
Capacitação teve duração de dois meses e ofereceu os conhecimentos fundamentais em informática para crianças, jovens e adultos de Chimoio, cidade do país africano. Foto: Divulgação/Instituto Descarte Correto

Para Alessandro Dinelli, fundador do Instituto Descarte Correto, a primeira turma formada fora do país simboliza a concretização de um sonho construído ao longo dos últimos anos.

“Ver um projeto que nasceu na Amazônia chegar ao continente africano é motivo de muita emoção e gratidão. Sempre acreditamos que a tecnologia pode ser uma ferramenta de transformação social e que a inclusão digital não tem fronteiras. A formação dessa primeira turma em Moçambique mostra que é possível levar conhecimento, gerar oportunidades e transformar realidades em qualquer lugar do mundo”, afirma o fundador do projeto, que promove inclusão digital em comunidades em situação de vulnerabilidade social por meio da reutilização de equipamentos eletrônicos.

Leia também: Projeto leva capacitação e cidadania a jovens de comunidade do Amazonas

Formação e oportunidade

Capacitação possibilitou que alunos tivessem o primeiro contato com um computador. Foto: Divulgação/Instituto Descarte Correto

Durante os dois meses de capacitação, os alunos desenvolveram confiança, adquiriram conhecimentos em informática básica e, em muitos casos, tiveram o primeiro contato com um computador. Para o missionário e educador do Instituto, Michel Castro, a capacitação ampliou as perspectivas para os estudos, a comunicação e futuras oportunidades profissionais dos participantes.

“Foi uma turma muito dedicada e interessada em aprender. Cada aula representava uma oportunidade de crescimento. Ver esses alunos concluindo essa etapa mostra que investir em educação continua sendo um dos caminhos mais eficientes para transformar vidas”, frisa Michel.

Expansão do Instituto

Projeto já conta com segunda turma com aulas iniciadas e prevê formação de mais alunos em informática básica. Foto: Divulgação/Instituto Descarte Correto

A formatura da primeira turma internacional marca o início da expansão do Instituto Descarte Correto para outros países. A proposta é ampliar a implantação de Centros de Inclusão Digital por meio de novas parcerias, levando educação, inclusão digital e oportunidades para comunidades em situação de vulnerabilidade. Uma segunda turma de 25 alunos já iniciou as aulas no país.

Segundo Camila Dinelli, presidente do Instituto Descarte Correto, a internacionalização do projeto reforça o impacto social desenvolvido pela instituição.

“A formatura em Moçambique representa muito mais do que a conclusão de um curso. É a confirmação de que um projeto social criado na Amazônia pode inspirar e transformar vidas em outros continentes. Essa conquista fortalece nossa missão e amplia nossa responsabilidade de continuar investindo em educação, tecnologia e inclusão”, pontua Dinelli.

*Com informações da assessoria

Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa em Macapá

Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Uma família de Macapá (AP) mantém, há cerca de 6 anos, uma criação com mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa. A prática da meliponicultura, criação de abelhas nativas, começou durante a pandemia da Covid-19 e reúne três espécies diferentes.

No meliponário da família em Macapá, destacam-se espécies locais como a uruçu-cinzenta e a uruçu-amarela, que estão entre as mais cultivadas por criadores da região devido à boa adaptação.

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O projeto concilia a preservação ambiental com a produção de um mel de alto valor comercial e medicinal. O Brasil abriga cerca de 250 espécies de abelhas sem ferrão espalhadas por diferentes ecossistemas. Na Amazônia, o cenário é propício para o mercado regional.

Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Leia também: Portal Amazônia responde: por que o mel é considerado o único alimento do mundo que “não estraga”?

Origem na pandemia

A iniciativa ganhou força com o engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal, que retornou de São Paulo para o Amapá no período de isolamento social. A princípio, o mel era voltado para o consumo da mãe dele na culinária e no tratamento de sequelas respiratórias causadas pelo coronavírus.

Engenheiro eletricista e meliponicultor Takao Meguro Portal. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

O interesse pela criação doméstica surgiu de família, já que o pai de Takao tinha experiência anterior com o manejo de abelhas com ferrão da espécie Apis mellifera.

“Essas abelhas nativas são manejadas desde o tempo do povo maia, que foi um dos primeiros códices de meliponicultura do mundo. Elas já existiam antes das abelhas europeias, que ingressaram aqui na América. O mel desse tipo de abelha era utilizado nas bebidas sagradas dos maias e tem uma propriedade medicinal muito, muito potente”, destaca Portal.

Rotina e cuidados no manejo

Manter um meliponário em casa exige uma rotina rigorosa de vistorias. O produtor alerta que as abelhas são sensíveis e suscetíveis a pragas.

“A gente tem que tomar muito cuidado ao trazer uma colmeia para dentro do meliponário. Respeitem o período de quarentena. O manejo tem que ser feito com muita atenção. Eu sempre aconselho ao meliponicultor que está ingressando na área: faça um curso para não errar em nenhuma manobra, porque é um bicho muito sensível”, recomenda.

O processo de produção exige paciência. A partir da divisão de uma colmeia considerada “matriz”, leva-se cerca de três meses de manejo adequado para que o enxame ganhe força.

Leia também: Meliponicultura: Entenda o universo das abelhas sem ferrão na Amazônia

Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá
Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica AP

Só depois desse período são instaladas as melgueiras — módulos superiores da caixa onde as abelhas começam a depositar o mel.

O sabor e a coloração do produto não dependem apenas da espécie da abelha, mas principalmente da florada da estação. As variações das flores na região determinam se o mel será mais claro, escuro, mais doce ou com notas ácidas a cada colheita.

Regras e limites por lei

Para quem deseja iniciar na atividade dentro de áreas urbanas, o criador faz um alerta importante: embora não possuam ferrão, as abelhas têm mecanismos próprios de defesa e são animais delicados. A recomendação é buscar capacitação técnica antes de adquirir os enxames.

Além disso, Portal reforça que os ninhos nunca devem ser retirados diretamente da natureza, exceto em casos de resgate, como quando uma árvore cai e o enxame corre risco de morrer.

Família cria mais de 20 colmeias de abelhas sem ferrão no quintal de casa, em Macapá. Foto: Carlos Cardozo/Rede Amazônica

A legislação brasileira também impõe limites: criadores amadores podem manter até 49 caixas em casa. Para plantéis que ultrapassem esse número, é obrigatório obter autorizações e licenças junto aos órgãos ambientais.

*Por Isadora Pereira e Mayra Carvalho, da Rede Amazônica AP

Estudos sobre uacaris na Amazônia rende prêmio internacional para pesquisador do Instituto Mamirauá

Conhecedor de uacaris, primatólogo recebeu um dos principais reconhecimentos internacionais destinados à jovens cientistas da área de primatologia. Foto: Marcelo Ismar Santana

O pesquisador do Instituto Mamirauá, Felipe Ennes Silva, recebeu um dos principais reconhecimentos internacionais destinados a jovens cientistas da área de primatologia. A American Society of Primatologists (Sociedade Americana de Primatologia) concedeu ao brasileiro o prêmio Early Career Achievement, homenagem que destaca pesquisadores com contribuições científicas relevantes nos primeiros anos após a conclusão do doutorado.

O prêmio reconhece uma trajetória construída ao longo de mais de uma década de pesquisas dedicadas aos uacaris calvos (Cacajao spp.), primatas endêmicos da Amazônia que possuem características únicas, como a face avermelhada, a cauda curta e adaptações anatômicas relacionadas à alimentação.

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A relação de Felipe com a espécie começou em 2012, quando foi convidado pelo Instituto Mamirauá para desenvolver um projeto de pesquisa na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Antes mesmo do início dos trabalhos de campo, mergulhou na literatura científica sobre os uacaris e conheceu as pesquisas pioneiras desenvolvidas pelo fundador do Instituto Mamirauá, Márcio Ayres.

uacaris
Os uacaris calvos (Cacajao spp.) possuem características únicas como a face avermelhada, a cauda curta e adaptações anatômicas relacionadas à alimentação. Foto: Reprodução/Instituto Mamirauá

“Quando comecei a estudar os uacaris, percebi a enorme contribuição dos trabalhos já realizados, mas também o quanto ainda havia para descobrir. No campo, fui conhecendo características únicas desses primatas e, quanto mais avançava nas pesquisas, mais intrigado eu ficava para compreender diferentes aspectos da biologia da espécie. É assim até hoje”, relembra o pesquisador.

Os primeiros estudos aconteceram nas regiões do Paraná do Aranapú e da Boca do Mamirauá, onde trabalhou na habituação dos animais à presença de pesquisadores, etapa essencial para a realização de observações comportamentais e ecológicas de longo prazo. Foi nesse período que teve o primeiro contato direto com os uacaris.

“Foi um período muito produtivo, tanto pela quantidade de dados coletados quanto pelo conhecimento que adquiri sobre os primatas e sobre a região. Foi ali que vi os uacaris pela primeira vez e comecei a construir essa trajetória de pesquisa”, afirma.

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Ao longo de sua trajetória, Felipe ampliou significativamente o conhecimento científico sobre os uacaris. Entre suas principais contribuições estão pesquisas em genética evolutiva que ajudaram a esclarecer as relações entre diferentes populações do gênero Cacajao. Seus estudos também demonstraram como transformações históricas da paisagem amazônica, incluindo mudanças no curso de grandes rios, influenciaram a diversidade genética, a distribuição e a evolução dessas espécies. Além disso, identificaram variações genéticas associadas a adaptações específicas dos diferentes grupos de uacaris, abrindo novas perspectivas para compreender sua história evolutiva.

O aprofundamento dessas pesquisas o levou ao doutorado em Biologia Evolutiva pela University of Salford, no Reino Unido. Durante o doutorado, sua tese foi reconhecida pela Primate Society of Great Britain (Sociedade Britânica de Primatologia) com a Napier Memorial Medal, tornando Felipe o primeiro latino-americano a receber a honraria. Atualmente, além de pesquisador associado do Instituto Mamirauá, ele é professor da New York University (NYU) e integra redes internacionais dedicadas à conservação de primatas.

Pesquisador acumula décadas de trabalhos e pesquisas em campo na Amazônia voltados para o estudo da primatologia. Foto: Felipe Ennes/Arquivo pessoal

Para o pesquisador, receber o prêmio da American Society of Primatologists representa um importante reconhecimento de sua trajetória.

“Foi muito gratificante receber essa homenagem justamente neste momento em que estou estruturando um laboratório, consolidando um grupo de pesquisa e começando a formar novos alunos. É um reconhecimento de uma caminhada que não foi linear, mas que contou com o apoio de colegas, professores, orientadores e instituições ao longo de toda a minha carreira”, destaca.

Futuras pesquisas sobre uacaris e outras contribuições

Mesmo com o reconhecimento internacional, Felipe afirma que seu trabalho na Amazônia está apenas começando. A proposta agora é consolidar um grupo de pesquisa em Primatologia, integrando atividades de campo, laboratório e análises genéticas. Entre as próximas etapas estão estudos sobre a ecologia alimentar dos uacaris e a composição de seu microbioma intestinal, buscando compreender como esses animais estão respondendo aos eventos de secas extremas que têm se tornado cada vez mais frequentes na Amazônia.

“Não temos a menor ideia de como os uacaris estão se adaptando a esses cenários. Queremos entender como as mudanças na disponibilidade de alimento influenciam a espécie e formar uma base sólida de conhecimento para orientar estratégias de conservação”, explica.

Pesquisador pretende consolidar equipe para futuros estudos na Amazônia. Foto: Marcelo Ismar Santana

Para Felipe, a história do Instituto Mamirauá demonstra que pesquisa e conservação caminham juntas.

“A pesquisa tem um papel fundamental para orientar ações de conservação. Precisamos conhecer profundamente as espécies, entender os desafios da Amazônia e formar novas gerações de pesquisadores. A hora de agir é agora para reduzir as chances de extinção desses primatas nas próximas décadas”, conclui.

Além das pesquisas com uacaris, Felipe participou de diversas expedições científicas em áreas pouco estudadas da Amazônia, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a distribuição, o tamanho das populações e as principais ameaças enfrentadas por diferentes espécies de primatas. Seu trabalho também envolve colaboração em iniciativas nacionais voltadas à conservação, como o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas Amazônicos e processos de avaliação do estado de conservação das espécies brasileiras.

*Com informações do Instituto Mamirauá

Onde comprar artesanato em Parintins: três espaços que preservam a cultura e valorizam artistas locais

Foto: Reprodução/Amazon Sat

Muito além do espetáculo apresentado na arena do Bumbódromo, Parintins mostra sua identidade nos ateliês, feiras e espaços dedicados ao artesanato. É por meio das mãos de artesãos locais que sementes, fibras, madeira, tecidos, penas artificiais e outros elementos inspirados na natureza amazônica se transformam em biojoias, esculturas, miniaturas dos bois-bumbás, quadros e lembranças que carregam a história e a cultura da ilha.

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A produção artesanal ganha ainda mais força durante o Festival Folclórico, quando milhares de turistas circulam pela cidade em busca de lembranças.

No entanto, durante todo o ano é possível encontrar espaços dedicados à comercialização dessas peças, reunindo trabalhos que representam não apenas os bois Caprichoso e Garantido, mas também a biodiversidade amazônica, os povos originários e as tradições ribeirinhas. 

Centro de Artesanato Soarte

Considerado o principal endereço para quem deseja conhecer o artesanato produzido em Parintins, o Centro de Artesanato Soarte concentra o trabalho de mais de 50 artesãos do município. Entre os produtos disponíveis estão biojoias produzidas com sementes e fibras naturais, esculturas em madeira, quadros de artistas locais, miniaturas dos bois, objetos decorativos, acessórios e lembranças inspiradas na fauna, flora e tradições amazônicas.

O Centro de Artesanato Soarte funciona das 8h às 17h, e  está localizado na Rua Boulevard 14 de Maio, esquina com a Rua Gomes de Castro, nº 61, no Centro Histórico de Parintins, próximo ao cais da cidade.

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Onde comprar artesanato em Parintins: três espaços que preservam a cultura e valorizam artistas locais
Central de Artesanato Soarte. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Mercado Municipal Leopoldo Neves 

Localizado às margens do rio Amazonas, na Rua Benjamin da Silva, no Centro da cidade, o mercado foi inaugurado em 1937 e permanece como um dos principais pontos de encontro entre moradores e turistas. Conhecido principalmente pela venda de frutas regionais, verduras, peixes, carnes e produtos típicos da Amazônia, o espaço também oferece uma variedade de artesanatos produzidos por artistas locais.

O espaço funciona diariamente das 5h às 22h, e os visitantes encontram biojoias, peças decorativas, pequenos objetos inspirados nos bois-bumbás, lembranças da cidade e produtos confeccionados com matérias-primas amazônicas. 

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Mercado Municipal Leopoldo Neves. Foto: Uriel Vasconcelos/Amazon Sat

Artes Belas Artesanato 

Outra opção para quem procura presentes e souvenirs é a Artes Belas Artesanato Parintins. Localizada na Rua Clarindo Chaves, nº 650, no Centro, a loja reúne diferentes tipos de artesanatos produzidos por artistas e oferece opções para quem deseja levar uma lembrança da viagem ou presentear familiares e amigos.

A loja,  funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h30, e possui uma diversidade de produtos que permite o visitante encontrar peças para diferentes gostos e faixas de preço, tornando o espaço uma alternativa para quem busca presentes ou recordações produzidas localmente.

Vamos Brincar de Boi

O “Vamos Brincar de Boi” é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e do Governo do Amazonas.

A ação busca fortalecer a valorização da cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o acesso às tradições do Festival Folclórico de Parintins por meio de conteúdos educativos, culturais e informativos exibidos em diferentes plataformas do Grupo Rede Amazônica.