Acervo de memórias: colecionador reúne mais de 7 mil chaveiros no Amapá

Com acervo que inclui peças de vários países, itens raros da história local e coleções de celulares e discos, seu Nelson transforma quarto de casa em museu particular no bairro Cabralzinho, em Macapá.

Colecionador de chaveiros em Macapá. Foto: Michele Ferreira/Rede Amazônica

O que começou como um passatempo nos anos 80, transformou o quarto da casa do policial civil Nelson Julião em um verdadeiro museu particular. Aos 68 anos, ele reúne décadas de histórias no bairro do Cabralzinho, na Zona Oeste de Macapá.

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Ao todo, o acervo principal conta com 7.151 chaveiros organizados por temas, que incluem desde times de futebol e miniaturas de veículos até réplicas de armas e símbolos das forças de segurança pública.

‘Museu do vovô’ e apoio da família

A neta de Nelson, Ana Alice Alencar, de 9 anos, é frequentadora assídua do local e chama o espaço de “museu do vovô”. O acervo também presta homenagem à esposa de Nelson, dona Nazaré, falecida recentemente, que sempre apoiou o hábito do marido.

Além dos chaveiros, o espaço abriga coleções de moedas, selos, discos de vinil e aparelhos celulares antigos.

Leia também: Amazonenses revelam o que os faz manter a paixão pelo hobby de colecionar

colecionador reúne mais de 7 mil chaveiros no Amapá
Nelson amplia a coleção com outros itens. Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica

Sem intenção de parar, Nelson continua adquirindo novos itens em feiras, viagens e trocas com outros colecionadores pela internet.

Parte das peças ainda aguarda espaço nos quadros para ser exposta, garantindo a continuidade desse acervo de memórias.

Acervo de memórias tem mais de 7 mil chaveiros em Macapá. Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica

7,1 mil itens e acervo numerado

Para não perder o controle de quantidade, Nelson catalogou todos os objetos manualmente em uma lista numerada.

O cuidado com as peças é rigoroso. O colecionador faz a limpeza de cada quadro e item individualmente com pincéis pequenos e não permite a entrada de pessoas estranhas no cômodo.

“Apenas minhas netas podem entrar aqui. Eu tiro quadro por quadro para limpar”, conta o aposentado.

caderno colecionador de chaveiros. Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica

Lembranças pelo mundo

A paixão mobilizou amigos e familiares, que costumam trazer lembranças de viagens pelo Brasil e pelo exterior.

Entre os itens da coleção estão peças vindas do Paraguai e de países do continente africano, além de miniaturas com elementos regionais, como sacos de farinha e potes de açaí.

Resgate da memória local

Além do valor afetivo, a coleção preserva a história comercial do Amapá. Um dos quadros reúne marcas de antigas empresas de transporte, lojas de departamento e estabelecimentos locais que já encerraram as atividades.

O acervo também inclui representações de pontos turísticos, como a Fortaleza de São José de Macapá.

Fortaleza de São José de Macapá em chaveiro. Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica

O hábito de guardar os objetos começou no início da década de 1980, quando Nelson trabalhava no setor de cobrança de uma empresa local.

“Quando chegava o fim do ano, eu sempre pedia chaveiros aos clientes. Foi assim que a coleção começou a crescer”, lembra.

*Por Isadora Pereira e Michele Ferreira, Rede Amazônica Amapá.

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