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CUFA Amazonas realiza campanha para arrecadar brinquedos para o Dia das Crianças em Manaus

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Foto: Divulgação

A música vai se unir à solidariedade em uma iniciativa da Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas, em parceria com a roda de samba ‘Samba e Amor’. Neste sábado (17), o evento vai arrecadar brinquedos para crianças atendidas pela instituição, em uma tarde de samba, pagode e mobilização social. A entrada será gratuita mediante a doação de um brinquedo.

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“Cada brinquedo doado representa um gesto de carinho e pode fazer a diferença na vida de uma criança. A CUFA acredita na força da coletividade e em iniciativas que aproximam as pessoas e fortalecem nossas comunidades”, destaca Alexey Ribeiro, presidente da CUFA Amazonas.

A programação será realizada na Avenida Constantino Nery, nº 2066, com abertura dos portões às 15h. A DJ Sheila Benjamin será responsável por animar o público, seguida pelo início do samba, às 16h, com Claudia Trindade e banda. Às 19h30, o Pagode dos Amigos assume o palco para dar continuidade à festa.

“Essa parceria com a CUFA Amazonas é muito especial porque une duas coisas que acreditamos: a força do samba e o poder da solidariedade. A roda de samba sempre foi um espaço de encontro, alegria e união, e agora queremos ampliar esse propósito, convidando o público a participar de uma ação que vai beneficiar crianças atendidas pela instituição”, destaca Xandra Moraes, responsável pela roda de samba ‘Samba e Amor’.

CUFA Amazonas realiza campanha para arrecadar brinquedos para o Dia das Crianças em Manaus
Foto: Divulgação

Leia também: “A Amazônia periférica também é Brasil real”, afirma fundador da CUFA no Amazonas

CUFA Amazonas

A Central Única das Favelas (CUFA) é uma organização que atua na promoção de oportunidades, inclusão social e fortalecimento do protagonismo das pessoas que vivem nas favelas e periferias. Por meio de projetos sociais, culturais, esportivos e de empreendedorismo, a instituição busca ampliar o acesso a direitos e contribuir para a transformação das realidades nas comunidades.

No Amazonas, a CUFA está presente em 21 comunidades, distribuídas em diferentes pontos de Manaus, desenvolvendo iniciativas que valorizam os territórios periféricos e aproximam a população de oportunidades de desenvolvimento.

A campanha reforça o compromisso da instituição com a mobilização comunitária e convida o público a participar dessa corrente de solidariedade. Ao doar um brinquedo, cada participante contribui para levar alegria às crianças atendidas pela organização.

Amazônia registra menor nível de desmatamento em 41 anos, segundo dados do MapBiomas

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Amazônia registrou o menor nível de desmatamento em 2025, quando a área devastada somou 693 mil hectares – número mais baixo nos últimos em 41 anos. O dado faz parte da Coleção 11 do MapBiomas, que reúne informações sobre cobertura e uso da terra do Brasil entre 1985 e 2025.

A maior parte do desmatamento, 639 mil hectares, ocorreu em vegetação primária, ou seja, em locais onde a vegetação nativa continuava intocada. Outros 54 mil hectares desmatados foram de vegetação secundária, onde os ecossistemas já haviam sofrido intervenção, mas ainda mantinham capacidade de regeneração natural.

Leia também: Em 41 anos, agropecuária cresceu 561% no entorno das áreas protegidas da Amazônia

Entre os anos de 1985 e 2025, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa, que somados ao território transformado pelo homem anteriormente levou a 74,6 milhões de hectares antropizados na Amazônia.

No período analisado, o tipo de vegetação mais afetado pelo desmatamento foi a formação florestal, que perdeu 49,7 milhões de hectares (menos 14,8%).

desmatamento na Amazônia - operação tamoiotata
Foto: Divulgação/SSP-AM

Agropecuária na Amazônia

De acordo com o levantamento, o avanço da agropecuária sobre o bioma Amazônia foi intenso nos territórios próximos às áreas protegidas como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Quilombolas. Em 2025, a atividade já ocupava 30,5% do total dessas áreas.

A proximidade das estradas às áreas protegidas também representa uma pressão aos locais onde a vegetação nativa responde por 98%. O estudo mostrou que as áreas mais próximas às vias também são as mais ocupadas pela agropecuária.

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De forma geral, a agropecuária fechou 2025 ocupando 15,5% do território da Amazônia, em uma área de 65,3 milhões de hectares. Desse total, 50,8 milhões de hectares, 12% do bioma, são de pastagem da pecuária. Outros 8,6 milhões de hectares são de agricultura, que corresponde a 2% do território da Amazônia.

A mineração ocupa, em 2025, 440 mil hectares no bioma. No início da série histórica eram 32 mil hectares, resultando na ocupação de uma área 14 vezes maior em 41 anos.

Metodologia

O estudo cruzou os dados da coleção 11 do MapBiomas com as vias mapeadas a partir das bases de estradas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as informações adquiridas pelo OpenStreetMap. 

O total de 618 mil km de vias considera também as que não fazem parte da malha rodoviária oficial.

*Com informações da Agência Brasil

Justiça Federal dá dez dias para União, Amazonas e Pará explicarem ações de combate a incêndios na região

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Aeronave atua em combate a incêndio florestal no interior do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica AM

A Justiça Federal deu prazo de dez dias para que a União, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e os governos do Amazonas e do Pará prestem esclarecimentos sobre as medidas adotadas para combater queimadas e incêndios florestais na Amazônia.

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A decisão, assinada no dia 12 de outubro pela juíza federal Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas, ocorre no âmbito de uma ação popular que aponta possíveis falhas na atuação dos órgãos públicos durante a estiagem de 2026, que ocorre entre os meses de julho e novembro.

A ação também cobra informações sobre:

  • A articulação entre os governos;
  • a execução de recursos destinados ao combate aos incêndios;
  • e a eventual recusa de ajuda entre os entes federativos.

A magistrada determinou que os órgãos se manifestem antes de decidir se impõe medidas emergenciais para intensificar a fiscalização e o combate ao fogo.

Na decisão, a magistrada apontou que é preciso conhecer as estruturas, os recursos e as operações já mobilizados para avaliar se houve omissão ou se as medidas em andamento precisam ser reforçadas.

“Se faz necessária a oitiva prévia dos entes públicos e autarquias, com vistas a entender adequadamente quais planos, medidas, providências, recursos orçamentários e estruturas estão sendo empregadas para endereçar o problema relativo aos incêndios florestais, intensa seca, calor extremo, bem como comando e controle de fiscalização e combate a ilícitos ambientais”, diz trecho da decisão.

Andrade também destacou a falta de informações públicas sobre a dimensão dos incêndios, os riscos à população e as providências adotadas pelos governos. Para ela, os órgãos devem prestar esclarecimentos sobre as ações em curso e a existência de articulação entre as diferentes esferas administrativas.

Leia também: Ministro do Meio Ambiente classifica cenário no Amazonas como mais grave do que imaginava

Pedido dos autores

O processo foi apresentado por Laiza Bezerra Maciel, Ruy Marcelo Alencar de Mendonça e Marcelo de Vargas Estrella. Os autores pedem que os governos apresentem planos emergenciais de combate às queimadas, reforcem as equipes de fiscalização e brigadistas e estabeleçam ações coordenadas para enfrentar a poluição provocada pela fumaça no Amazonas e no Oeste do Pará.

A solicitação é para que a Justiça que a União e o Ibama apresentem, em até 48 horas, um plano operacional emergencial para intensificar a fiscalização ambiental e a prevenção e o combate às queimadas. A proposta inclui a mobilização de equipes do Prevfogo, a indicação de estruturas e equipamentos disponíveis e a criação de mecanismos de coordenação entre os governos.

Para o Amazonas e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o pedido prevê um plano estadual com reforço de equipes e brigadistas, operações integradas de fiscalização e medidas de comunicação de risco à população. O governo do Pará também deverá, caso os pedidos sejam acolhidos, apresentar um plano equivalente para as áreas mais afetadas pelos incêndios em seu território.

Na avaliação apresentada ao Judiciário, a insuficiência das medidas de prevenção e fiscalização pode agravar os danos ambientais e os riscos à saúde pública. A ação também menciona impactos sobre comunidades isoladas, como dificuldades de acesso a alimentos e água, mortandade de animais aquáticos e prejuízos à navegação em rios da região.

Incêndio florestal é registrado no interior do Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica AM

Amazonas registrou mais de 1,3 mil focos de incêndio em dez dias

A decisão judicial que cobra esclarecimentos dos órgãos federais e estaduais ocorre no contexto de agravamento da qualidade do ar causada pela fumaça, além do disparo de focos de incêndio no Amazonas em relação ao mesmo período de 2025.

Nos dez primeiros dias de outubro deste ano, o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, um aumento de 271% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 372 registros. Os dados são do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)

Nesta terça-feira (13), Manaus continuou com o ar mais poluído do país, segundo a plataforma internacional IQAir, apesar a melhora na qualidade do ar após chuvas atingirem bairros das zonas Oeste e Centro-Oeste durante a madrugada.

Aeronaves mobilizadas pelo governo federal atuam para combater chamas

Na segunda-feira (12), as aeronaves do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) lançaram mais de 10 mil litros de água sobre focos de incêndio na Região Metropolitana de Manaus. A operação faz parte de uma força-tarefa do governo federal para combater as queimadas no Amazonas.

Segundo a assessoria do Ibama, 11 aeronaves estão no Amazonas para reforçar o combate aos incêndios. O grupo é formado por seis aviões Air Tractor, um cargueiro KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), três helicópteros e um avião Caravan.

A distribuição das aeronaves prevê atuação em diferentes áreas do estado, incluindo Autazes, Manaus, Itacoatiara e Parintins. Os helicópteros também ficam disponíveis para diferentes missões operacionais. Além disso, o planejamento inclui a estruturação de uma base de apoio às operações aéreas em Itacoatiara.

*Por Jadson Lima, da Rede Amazônica AM

XV Encontro de Tenores do Brasil terá participação de artistas internacionais que visitam o país pela 1ª vez

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Fotos: Divulgação

O XV Encontro de Tenores do Brasil, que será realizado nos dias 12 e 14 de novembro, em Manaus (AM), contará com a presença de dois artistas internacionais que se apresentam pela primeira vez no país: David Barrera, da Espanha, e Dario di Vietri, de Roma.

Outra atração do espetáculo é o tenor paulista Miguel Geraldi, que canta pela primeira vez no palco do Teatro Amazonas. A regência ficará a cargo do maestro Luiz Fernando Malheiro, acompanhado da Amazonas Filarmônica. 

Leia também: Quem faz a ópera no Amazonas? Conheça o maestro Luiz Fernando Malheiro

XV Encontro de Tenores do Brasil terá participação de artistas internacionais que visitam o país pela 1ª vez
Maestro Luiz Fernando Malheiro. Foto: Divulgação

A edição atual comemora em grande estilo o 15º ano de realização do Encontro de Tenores do Brasil, um espetáculo já consolidado no calendário cultural do estado. O evento é promovido e produzido pelo tenor amazonense Miqueias William, que também se apresenta no espetáculo.

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O cantor espanhol David Barrera, que faz a sua estreia no Brasil, tem vasta experiência em obras como Hamlet de Shakespeare e Le nozze di Figaro de Mozart. Com forte atuação na Europa, atuou em produções como Turandot (Puccini). O italiano Dario di Vietri estudou na Escola de Ópera do Teatro Comunale de Bolonha, aluno de Luciano Pavarotti, e protagonista em diversas obras clássicas, como Madama Butterfly. 

O tenor paulista Miguel Geraldi, que se apresenta pela primeira vez no Amazonas, é integrante do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo há mais de 20 anos. Ele se destaca como solista em obras de compositores como Bach, Mozart, Beethoven, Händel e Mahler.

De acordo com Miquéias William, o Encontro de Tenores do Brasil consolida sua trajetória na programação cultural do Amazonas e sua contribuição para a democratização da música clássica no estado. 

Miquéias William. Foto: Divulgação

“Ao longo de 15 anos, mais de 40 artistas nacionais e internacionais se apresentaram no palco do Teatro Amazonas e, nesta edição comemorativa, ter a presença inédita de dois tenores europeus só reforça a força e o prestígio do evento. Estou muito feliz, pela realização de um propósito maior, que é promover a música e ampliar o acesso da população à cultura, em um palco como o Teatro Amazonas, que é muito simbólico”, afirmou.

Tenores interpretam obras clássicas

Para essa edição, segundo ele, a expectativa é levar ao público grandes obras clássicas, em duas noites memoráveis. De acordo com Miquéias William, o repertório inclui obras conhecidas do público, como ‘Nessun Dorma’, ‘Granada’, ‘Vesti la giubba’ e ‘Funiculì, Funiculà’.

As apresentações reúnem diferentes estilos da música lírica e popular de tradição italiana e espanhola. “Assim como em todos os anos, estamos trazendo nomes da música erudita, com reconhecimento nacional e internacional, mantendo essa tradição”, comenta.

Miquéias William tem mais de 20 anos de carreira dedicados à música lírica, com forte atuação na região Norte. Ele iniciou os estudos musicais em Manaus e aprimorou sua técnica em São Paulo, com o tenor Benito Maresca. É idealizador e curador artístico do Encontro de Tenores do Brasil, assim como de outros eventos que realiza anualmente, como o In Concert, todos com o propósito de popularizar a música erudita. 

No Encontro de Tenores do Brasil os cantores serão acompanhados pela Orquestra Amazonas Filarmônica. Considerada como uma das mais importantes orquestras brasileiras, é dirigida pelo maestro Luiz Fernando Malheiro. O maestro foi diretor de Ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vencedor de prêmios como Carlos Gomes e Universo da Ópera. Dirigiu, no Festival Amazonas de Ópera, a primeira montagem brasileira de Anel do Nibelungo de Wagner. Regeu diversas vezes no Festival de Ópera de La Coruña, na Espanha, e dirigiu concertos e espetáculos com a Orquestra Sinfônica de Roma, de Miami e de Porto Rico, dentre outras. No Brasil, regeu as Orquestras Sinfônicas de São Paulo e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, além da Sinfônica Brasileira.

O XV Encontro de Tenores do Brasil acontece nos dias 12 e 14 de novembro no Teatro Amazonas, no Centro Histórico de Manaus (AM), às 20h. A classificação é de 12 anos. Ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Amazonas ou AQUI.

*Com informações da assessoria

Prefeitura inicia recapeamento da avenida Mário Homem de Melo

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Recapeamento contribui para melhorar as condições de tráfego, oferecendo mais segurança e conforto a motoristas e moradores da região. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Prefeitura de Boa Vista iniciou o recapeamento de cerca de 2 km da avenida Mário Homem de Melo, entre os bairros Buritis e Liberdade. A obra abrange o trecho entre as avenidas Venezuela e dos Imigrantes e contribui para melhorar as condições de tráfego, oferecendo mais segurança e conforto a motoristas e moradores da região.

Desde 2021, a Prefeitura de Boa Vista tem ampliado os investimentos em infraestrutura urbana, com obras de pavimentação, recapeamento e urbanização , incluindo a construção de calçadas. Segundo a secretária municipal de Obras, Kaynara Carvalho, essas ações contribuem para melhorar a mobilidade e as condições de circulação na capital.

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Prefeitura inicia recapeamento da avenida Mário Homem de Melo
Desde 2021, a prefeitura já executou 135 km de recapeamento, com recuperação do asfalto em 349 trechos. Foto: Diane Sampaio/PMBV

“Somente em pavimentação, foram implantados mais de 79 km em 277 trechos. Também executamos 135 km de recapeamento, com recuperação do asfalto em 349 trechos. Além disso, implantamos 169 km de calçadas em mais de 330 trechos e 240 km de sarjetas e meio-fio em 423 trechos de Boa Vista”, destacou a secretária.

Leia também: Prefeitura investe em melhorias na vicinal BVA-152, zona rural de Boa Vista

As melhorias também chegaram a outros bairros da capital. No bairro Mecejana, a Prefeitura recapeou 8 km de vias em 45 trechos. Já no Pintolândia, foram recapeados 2,4 km em nove vias, acompanhados de sinalização de trânsito.

O montador Jesus Alberto tem acompanho os investimentos de infraestrutura em Boa Vista. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Moradores destacam melhorias

Quem vive na cidade também percebe os resultados das obras. O montador Jesus Alberto, de 20 anos, morador do bairro Pintolândia, destaca a importância dessas melhorias para o dia a dia da população.

“Esse trabalho da Prefeitura é bom demais. Pintaram a rua e agora dá para andar com mais tranquilidade”, comentou.

De estufa de baixo custo a maquete tátil: 7 projetos da região Norte são semifinalistas do 13° Solve for Tomorrow Brasil

Projetos sugerem soluções. Foto: Reprodução/Arquivo Samsung Newsroom Brasil

Quatro alunas da Escola Estadual Belarmino Marreiro, em Manaus (AM), estão entre os 30 semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow, programa de Cidadania Corporativa da Samsung, com coordenação geral do Cenpec no Brasil, que incentiva estudantes e professores da rede pública de ensino a desenvolverem soluções para desafios reais da sociedade a partir da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

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Orientadas pela professora Suzely da Silva Nobre com contribuição da professora parceira Andreza Silveira da Rocha, as estudantes desenvolvem o projeto ‘Estufa Microbiológica de baixo custo: uma abordagem STEM para a análise da água’, um equipamento acessível para apoiar o monitoramento microbiológico da água consumida no ambiente escolar.

A ideia nasceu a partir de um questionamento das alunas em relação à água dos bebedouros da escola. Ao analisar se ela estaria adequada para o consumo, descobriram que, para isso, seria importante manter uma temperatura ideal para o cultivo de microrganismos em placas de Petri. Surgiu, então, a proposta de construir uma estufa própria para avaliar amostras de água de maneira acessível e replicável por outras instituições.

O primeiro protótipo do projeto foi construído com uma caixa de papelão revestida com papel-alumínio, além de sensores, Arduino e uma lâmpada responsável pelo aquecimento. O sistema foi programado para manter a temperatura entre 36°C e 37°C: quando a temperatura se altera, o mecanismo aciona ou desliga a lâmpada automaticamente. Após os primeiros testes, a equipe passou a trabalhar em uma versão mais resistente, utilizando isopor para melhorar o isolamento térmico e planejando uma estrutura definitiva em MDF.

Além de possibilitar a análise da água consumida, a solução poderá ser utilizada para investigação microbiológica de objetos em geral. A equipe também planeja produzir um e-book com orientações para que outras escolas possam construir suas próprias estufas de baixo custo e utilizar o equipamento na análise de diferentes amostras.

“Ao desenvolverem uma estufa de baixo custo e assumirem diferentes etapas, da programação à construção do protótipo, as jovens também demonstram a importância de ampliar o protagonismo feminino em áreas como engenharia, robótica e tecnologia. O Solve for Tomorrow tem, a cada edição, contribuído para despertar nos estudantes a confiança de que eles também podem criar e transformar suas comunidades”, afirma Helvio Kanamaru, Diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina.

“Quando estudantes partem de uma questão presente em seu próprio cotidiano para investigar, formular hipóteses e construir uma solução, a ciência deixa de ser algo distante e passa a fazer parte da vida, da experiência concreta de aprendizagem. O projeto desenvolvido pelas estudantes de Manaus evidencia essa potência da escola pública. Fortalecer esse tipo de experiência é também ampliar as oportunidades para que diferentes estudantes se reconheçam como produtoras e produtores de conhecimento e como capazes de transformar suas realidades”, afirma Beatriz Cortese, diretora executiva do Cenpec.

Leia também: Software criado no Amazonas apoia ecossistema de inovação em processos de propriedade intelectual

Atualmente, a equipe está na etapa de aprimoramento do protótipo e de preparação para iniciar novas análises da água dos bebedouros da escola. A professora Andreza Silveira da Rocha, que já desenvolvia uma iniciativa relacionada ao controle térmico da água, passou a integrar o projeto e tem contribuído principalmente com a etapa de coleta e análise das amostras. Paralelamente, as estudantes seguem trabalhando na programação em C++, na parte elétrica e na montagem dos componentes, dividindo entre si as diferentes etapas da produção da solução.

A participação no Solve for Tomorrow tem contribuído para ampliar a presença das meninas nas áreas de ciências e tecnologia. Segundo Suzely da Silva Nobre, professora e orientadora da equipe, cada estudante assumiu uma frente diferente da construção da estufa, incluindo programação, elétrica, montagem física e planejamento, fortalecendo o trabalho em equipe e a autonomia do grupo.

“É um grupo de quatro meninas desmistificando o estereótipo de que engenharia, robótica e tecnologia são para meninos. Elas assumiram essa liderança, fizeram a parte elétrica, trabalharam com programação e construíram a estufa. Eu vi o trabalho em equipe avançar muito. Elas também passaram a incentivar outros alunos no desenvolvimento de projetos e hoje estão cada vez mais envolvidas com iniciativas científicas”, afirma a educadora.

De estufa de baixo custo a maquete tátil: 7 projetos da região Norte são semifinalistas do 13° Solve for Tomorrow Brasil
Projeto do Amazonas é um dos semifinalistas este ano. Foto: Divulgação

O que é o Solve for Tomorrow Brasil? 

O Solve for Tomorrow Brasil é o programa global de Cidadania Corporativa da Samsung que incentiva estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a desenvolver soluções inovadoras para desafios reais, com base na abordagem STEM. Entre os destaques da iniciativa estão:

  • Educação com impacto real: estudantes desenvolvem soluções para desafios identificados em suas comunidades
  • Abordagem STEM: integração de ciência, tecnologia, engenharia e matemática na prática
  • Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL): foco em protagonismo, criatividade e trabalho em equipe
  • Mentorias e capacitação: apoio de especialistas ao longo de toda a jornada

O Solve for Tomorrow Brasil chega a 13ª edição com crescimento de 7,7% no número de projetos inscritos em comparação ao 2025. Além do aumento no volume de propostas, a edição de 2026 apresentou avanços significativos no que diz respeito à diversidade dos participantes, com aumento de 11% na participação feminina (considerando estudantes mulheres), além da ampliação de 3% no número de escolas quilombolas e instituições localizadas em áreas rurais.

O Solve for Tomorrow já alcançou mais de 442 mil alunos e professores de escolas públicas em 21 países da América Latina, promovendo experiências de aprendizagem prática, colaboração e desenvolvimento de competências essenciais para o futuro. A edição brasileira conta com a coordenação geral do Cenpec e o apoio de parceiros institucionais comprometidos com o fortalecimento da educação pública e da inovação.

Projetos semifinalistas da Região Norte

Projeto: Biofiltro de Torneira com Biochar de Açaí e Piaçava para Comunidades Amazônicas
Professor(a) orientador(a): Francielly Alves Lourenço
Instituição de ensino: EE ANGELINA PALHETA MENDES
Cidade: Barcelos (AM)
Sinopse: Em Barcelos (AM), comunidades ribeirinhas enfrentam dificuldades para tratar a água consumida, que se apresenta turva e com gosto metálico devido à ausência de sistemas de filtração acessíveis. Aproveitando a disponibilidade de recursos regionais, estudantes estão construindo o protótipo de um biofiltro de torneira portátil feito com biochar de caroço de açaí e fibras de piaçava. A equipe organiza camadas filtrantes para reter impurezas e reduzir odores. O projeto busca valorizar a biomassa amazônica enquanto desenvolve uma solução de baixo custo adaptada às necessidades hídricas das famílias locais.

Projeto: BIOGELIM: Bioinseticida de Gergelim Preto para Hortas Sustentáveis
Professor(a) orientador(a): Manoel Reildo Cerdeira dos Santos
Instituição de ensino: EE MAJOR ALCIDES RODRIGUES DOS SANTOS
Cidade: Boa Vista (RR)
Sinopse: Em Boa Vista (RR), para combater pulgões e lagartas nas hortas caseiras, famílias utilizam inseticidas sintéticos, que representam uma ameaça à saúde e aumentam os riscos de contaminação do solo. Como alternativa agroecológica, estudantes estão desenvolvendo o protótipo do BIOGELIM, um bioinseticida natural produzido com extratos da folha e da semente do gergelim preto. O projeto investiga diferentes concentrações experimentais aplicadas de forma controlada em hortaliças para comparar o desenvolvimento das plantas tratadas. A equipe realiza registros de fitotoxicidade e monitoramento da quantidade de pragas, buscando oferecer uma solução sustentável de baixo custo que promova a segurança alimentar e a economia doméstica.

Projeto: Captação, análise e distribuição de águas pluviais com robótica
Professor(a) orientador(a): Eloy Oliveira Barreto
Instituição de ensino: EETI GILBERTO MESTRINHO DE MEDEIROS RAPOSO
Cidade: Manaus (AM)
Sinopse: Comunidades periféricas de Manaus enfrentam escassez hídrica crônica devido a falhas na rede pública, apesar do alto índice de chuvas da região. Para aproveitar esse recurso desperdiçado, os estudantes estão desenvolvendo o protótipo de uma estação automatizada de captação e filtragem preliminar via robótica. O sistema utiliza sensores ultrassônicos e microcontroladores Arduino para gerenciar o volume dos reservatórios e acionar bombas de distribuição de forma inteligente. A equipe realiza a montagem de circuitos e a programação em C/C++, visando oferecer uma alternativa de baixo custo que reduza o estresse hídrico familiar para fins não potáveis na Amazônia.

Projeto: Ciência ao Alcance das Mãos: Maquete Tátil Do Sistema Digestório para Inclusão
Professor(a) orientador(a):
Juliana Girardello Kern
Professor(a) parceiro(a): Tatiara de Aguiar Martins Lustosa
Instituição de ensino: CENTRO DE ENSINO MEDIO TIRADENTES
Cidade: Palmas (TO)
Sinopse: No Centro de Ensino Médio Tiradentes, em Palmas (TO), o ensino de Biologia baseado em modelos visuais limita a aprendizagem de estudantes com deficiência visual. Para tornar o conhecimento mais acessível, a equipe está construindo o protótipo de uma maquete tátil e multissensorial do sistema digestório humano. O recurso utiliza materiais de diferentes texturas, como feltro e massa de biscuit, e integra dispositivos de áudio explicativo via Arduino. A equipe planeja a instalação de sensores que narram as funções dos órgãos ao toque, promovendo autonomia e inclusão pedagógica na educação básica.

Projeto: EDUQUEST: Inteligência Artificial e Gamificação no Estímulo a Hábitos Saudáveis
Professor(a) orientador(a): Eliana Souza Machado Schuber
Professor(a) parceiro(a): Suezilde da Conceição Amaral Ribeiro
Instituição de ensino: IFPA – CAMPUS BELÉM
Cidade: Belém (PA)
Sinopse: Estudantes do Ensino Médio enfrentam esgotamento físico e mental devido à rotina intensa, o que compromete a saúde e o rendimento escolar. Para auxiliar no monitoramento autônomo desses hábitos, a equipe está desenvolvendo o protótipo do EDUQUEST, uma plataforma gamificada com validação por Visão Computacional (IA). O sistema transforma metas de hidratação e estudos em missões que recompensam o usuário com pontos e níveis. Os estudantes realizam a curadoria de bancos de imagens e o treinamento de redes neurais para que a IA valide automaticamente as tarefas enviadas por fotos, transformando o autocuidado em uma ferramenta motivadora e colaborativa.

Projeto: Estufa Microbiológica de baixo custo: uma abordagem STEM para a análise da água
Professor(a) orientador(a): Suzely da Silva Nobre
Professor(a) parceiro(a): Andreza Silveira da Rocha
Instituição de ensino: EE BELARMINO MARREIRO
Cidade: Manaus (AM)
Sinopse: Nas escolas públicas de Manaus (AM), a ausência de monitoramento constante da água consumida nos bebedouros expõe a comunidade a doenças de veiculação hídrica. Para superar o alto custo das análises laboratoriais, as estudantes estão projetando o protótipo de uma estufa microbiológica automatizada de baixo custo, construída com MDF, isopor e Arduino. O equipamento mantém a temperatura adequada para o cultivo de microrganismos em placas de Petri, permitindo a coleta de amostras dos bebedouros e a investigação da potabilidade da água de forma autônoma. As jovens lideram a programação em C++ e a construção da câmara térmica para fortalecer o monitoramento da água no ambiente escolar.

Projeto: Euterpe-Aqua: Da Biomassa do Açaí à Tecnologia de Recuperação Hídrica
Professor(a) orientador(a): Roberto Costa da Silva
Instituição de ensino: EEEM IRMA DULCE
Cidade: Parauapebas (PA)
Sinopse: Em Parauapebas (PA), a mineração gera efluentes carregados de resíduos minerais que ameaçam os rios locais. Concomitante a isso, um grande volume de caroços de açaí é descartado nas vias públicas. Unindo esses desafios, as estudantes estão construindo o protótipo de uma usina piloto automatizada via robótica para extração de taninos do caroço de açaí. O sistema utiliza Arduino para controlar o aquecimento e a agitação da biomassa, obtendo um coagulante natural para a despoluição hídrica. A equipe realiza a programação em malha fechada e testes térmicos, buscando transformar um resíduo urbano em tecnologia de recuperação ambiental para a Amazônia.

Confira o calendário da 13ª edição:

  • 17 de agosto a 2 de outubro: Mentoria para as equipes semifinalistas
  • 16 de outubro: anúncio dos 10 finalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
  • 19 de outubro a 27 de novembro: Mentoria para as equipes finalistas
  • 23 de novembro: abertura da votação pelo Júri Popular
  • 8 de dezembro: anúncio dos vencedores por categoria

Essas e outras informações sobre o Solve for Tomorrow Brasil estão disponíveis AQUI.

*Com informações da assessoria

Roraima registra mais de 2 mil focos de calor até outubro de 2026; número supera total de 2025

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Área de vegetação atingida por incêndio na zona rural de Boa Vista. Foto: Raquel Maia/Rede Amazônica RR

Roraima registrou 2.107 focos de calor de janeiro até o último domingo (11), segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é 36,9% maior que o total registrado durante todo o ano de 2025, quando houve 1.539 focos.

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Focos de calor são zonas onde há ressecamento e elevação de temperatura que podem ocasionar incêndios. Atualmente, Roraima enfrenta o período de seca, que deve durar até o mês de abril, e está em situação de emergência por causa da estiagem.

Entre 1º e 10 de outubro, Roraima registrou 132 focos de calor. Desse total, 72 foram identificados apenas entre sexta-feira (9) e sábado. Até agora, março foi o mês com mais focos de calor em Roraima em 2026, com 602 registros. Em abril, o número caiu para 257 e, em junho, chegou a seis.

À época, o estado enfrentou fortes chuvas. Ao menos nove municípios entraram em situação de emergência, e 49 mil pessoas foram impactadas.

Confira o número de focos de calor mensal em Roraima:

Roraima registra mais de 2 mil focos de calor até outubro de 2026; número supera total de 2025

O Pará foi o estado com mais focos de calor em 2026, com 15.051 registros, segundo os dados do Inpe. Nos últimos dias, incêndios florestais avançaram pelo oeste do estado e mobilizaram equipes de combate ao fogo e moradores. As chamas atingiram áreas de vegetação e propriedades rurais, e se aproximaram de residências.

No Amazonas, foram registrados 3.726 focos de calor em setembro, quase quatro vezes os 942 contabilizados no mesmo mês de 2025. O avanço das queimadas provocou fumaça densa, destruição de áreas de vegetação e poluição do ar em diferentes regiões do estado.

Situação de emergência

O estado está em situação de emergência por causa da estiagem desde 2 de setembro, quando o governo de Roraima também criou um gabinete integrado para coordenar ações de prevenção e combate aos efeitos do El Niño no estado.

Leia também: Estudos mostram que chuvas em Roraima podem ficar abaixo da média e incêndios florestais devem intensificar em 2027

O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Ele pode alterar a circulação da atmosfera e mudar padrões de chuva, temperatura e vento em diferentes partes do mundo.

No Brasil, os efeitos podem afetar a agricultura, os recursos hídricos e aumentar a ocorrência de eventos extremos.

O nível do Rio Branco, principal rio de Roraima, caiu 38 centímetros em um mês e chegou a 60 centímetros nesta segunda-feira (12), em Boa Vista, de acordo com dados do Setor Operacional de Monitoramento da Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer). Em 12 de setembro, o rio estava com 98 centímetros metros.

Em 7 de outubro, a Caer anunciou a perfuração de novos poços artesianos e o uso de caminhões-pipa para manter o abastecimento de água em Boa Vista e conter a falta do serviço em municípios do interior. O objetivo é diminuir os impactos da seca provocada pelo El Niño.

Durante o período, a agricultura em Roraima sofreu uma queda histórica entre 30% e 50% na safra de 2026, segundo dados do setor produtivo reunidos em uma nota técnica sobre os impactos do El Niño na Região Norte.

O prejuízo à safra começou com a falta quase total de chuvas no mês de julho, período em que as lavouras precisavam de água para o crescimento e enchimento dos grãos. A estiagem deve ocorrer até março de 2027.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 165,12 bilhões no ano, 10% a mais que em 2025

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Polo Industrial de Manaus conta com produções como a de motocicletas. Foto: Divulgação/Honda

O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou faturamento de R$ 165,12 bilhões (equivalente a US$ 31.98 bilhões) no acumulado de janeiro a agosto deste ano, o que representa alta de 10,47% na comparação com o mesmo período de 2025 (R$ 149,47 bilhões). Na comparação mensal, agosto de 2026 registrou um crescimento de 14,94% no faturamento frente ao mesmo mês do ano anterior.

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Os indicadores de empregabilidade no PIM também apresentaram volumes maiores ao registrar, no período de janeiro a agosto, uma média mensal de 132.052 postos de trabalho.

Somente no mês de agosto, a mão de obra efetiva, temporária e terceirizada do PIM atingiu o patamar de 135.080 trabalhadores, o que representa um incremento mensal de 1,87% em relação a julho de 2026 e uma alta de 2,56% na comparação com agosto do ano passado.

As exportações do PIM atingiram o montante de US$ 539.99 milhões até agosto, o que indica crescimento de 31,26% em relação a igual período de 2025 (US$ 411.36 milhões).

Leia também: Portal Amazônia responde: Como funciona o modelo Zona Franca de Manaus?

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 165,12 bilhões no ano, 10% a mais que em 2025
Arte: Guilherme de Castro/Suframa

Segmentos

Em termos de participação no faturamento global do PIM até agosto, os maiores percentuais foram concentrados nos subsetores de Bens de Informática (21,82%), Duas Rodas (19,85%), Eletroeletrônico (15,22%), Químico (10,84%), Termoplástico (10,7%), Metalúrgico (8,84%) e Mecânico (6,83%).

Já entre os subsetores que apresentam maior crescimento no acumulado de janeiro a agosto, o segmento de Bebidas liderou com alta de 37,41% em relação a 2025, seguido pelo setor Termoplástico, que cresceu 32,46%, e pelo subsetor de Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico, com alta de 15,11%.

Produtos

Um dos produtos com destaque no acumulado de janeiro a agosto foram as motocicletas, motonetas e ciclomotores, que tiveram 1.579.359 unidades fabricadas e um crescimento de 10,78% na comparação com o mesmo período do ano passado. A produção de telefones celulares chegou a 7.988.490 unidades, alta de 9,22% no período.

A fabricação de microcomputadores desktop, por sua vez, chegou a 8.706 unidades, alta de 57,52%. Já os fornos micro-ondas tiveram 3.694.753 unidades produzidas, com crescimento de 16,79%.

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Avaliação

O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, ressalta que os números alcançados pelo PIM evidenciam a importância estratégica do modelo Zona Franca de Manaus para o desenvolvimento econômico do País.

“Os dados consolidados até agosto demonstram a força e a capacidade de adaptação do nosso parque fabril, evidenciando o empenho da Suframa e do governo federal em promover o crescimento sustentável da Amazônia e em atrair novos investimentos de forma permanente”, afirmou.

*Com informações da Suframa

Mais de 18 toneladas de pirarucu invasor são retiradas de reserva em Rondônia

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A captura faz parte das ações de manejo voltadas ao controle e à erradicação da espécie, considerada invasora na bacia do Rio Cautário. Pescadores extrativistas limpando pirarucu em Rondônia. Foto: Governo de Rondônia/Sedam RO

Mais de 18 toneladas de pirarucu foram capturados na Reserva Extrativista (Resex) Rio Cautário, em Costa Marques (RO). A captura faz parte das ações de manejo voltadas ao controle e à erradicação da espécie, considerada invasora na bacia do Rio Cautário, dentro da unidade de conservação.

A ação rendeu cerca de R$ 180 mil em renda para os extrativistas participam de todas as etapas do manejo, desde a captura dos peixes até a limpeza do pescado. Para os participantes que atuaram nas duas etapas, a renda individual é estimada em aproximadamente R$ 6 mil.

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Durante o manejo, foi capturado um pirarucu de 2,46 metros de comprimento e quase 138 quilos. Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), este é o maior exemplar já registrado em uma Unidade de Conservação (UC) de Rondônia.

Cerca de 40 comunitários extrativistas participaram da captura, representados pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé). O trabalho contou com acompanhamento técnico da Sedam e parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Mais de 18 toneladas de pirarucu invasor são retiradas de reserva em Rondônia
Extrativista medindo pirarucu em Rondônia. Foto: Governo de Rondônia/Sedam RO

Pesca do pirarucu invasor gera renda para comunidade

A primeira etapa da pesca manejada ocorreu entre 10 de agosto e 5 de setembro. Nesses dias, 159 peixes foram pescados, totalizando mais de 11 mil kg. Já a segunda etapa foi realizada entre 14 de setembro e 10 de outubro, quando foram capturados 202 exemplares, somando quase 8 mil kg.

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A iniciativa fortalece a organização comunitária e garante renda para famílias extrativistas, com valorização do trabalho dos moradores na proteção do território onde vivem e desenvolvem suas atividades tradicionais.

Pirarucu adulto pode passar de 2 metros de comprimento. Foto: manimiranda

*Com informações da Rede Amazônica

Estudo do CNI aponta que implementação do Código Florestal pode gerar até 3,1 milhões de empregos

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Área de Proteção Ambiental Jará, no Pará. Foto: Daniel Govino

A implementação do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) superou a barreira do cumprimento legal e passa a ser considerada um ativo estratégico para a inserção do Brasil nos mercados globais e na agenda do clima internacional.  

É o que mostra o estudo “Cadeias Produtivas, Indústria e a Implementação do Código Florestal: Subsídios Estratégicos para Apoiar a Conformidade Ambiental e Competitividade Brasileira”, desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

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A publicação identifica que o país acumula aproximadamente 20 milhões de hectares de passivos ambientais de Reserva Legal (RL) e Áreas de Preservação Permanente (APP) que necessitam de regularização conforme estabelecido pelo Código Florestal.  As estimativas apontam que, a restauração de 20% a 50% dos passivos ambientais indica um potencial de geração de 0,7 a 1,9 milhão de empregos na Amazônia e de 0,5 a 1,2 milhão no Cerrado, totalizando em 3,1 milhão de empregos e ajudando o Brasil a atingir suas metas climáticas globais e planos nacionais de restauração.  

Do lado dos ativos, o estudo mostra que o Brasil possui um estoque de 70 milhões de hectares de vegetação nativa excedente, ou seja, área verde além do exigido por lei. Em termos absolutos, o Cerrado concentra cerca de 25 milhões de hectares excedente desse ativo enquanto a Amazônia abriga aproximadamente 6,2 milhões de hectares. 

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A operacionalização do mercado de Cotas de Reserva Ambiental (CRA), anunciada em outubro de 2025 pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), surge como o mecanismo para remunerar essa conservação. Considerando o valor referencial de R$ 500 por hectare ao ano, esse mercado tem potencial para movimentar cerca de R$ 20,6 bilhões anuais nos dois biomas estudados, sendo R$ 17,3 milhões ao ano no Cerrado, com destaque para os potenciais econômicos de Mato Grosso (R$ 2,8 bilhões/ano), Minas Gerais (R$ 2,7 bilhões/ano) e Piauí (R$ 2,6 bilhões/ano); e R$ 3,3 bilhões ao ano na Amazônia, onde os maiores volumes concentram-se no Pará (R$ 1,19 bilhão/ano) e em Mato Grosso (R$ 832 milhões/ano). 

“Para a indústria, trata-se de uma oportunidade concreta para reduzir custos de compliance, atrair investimentos ESG e monetizar a conservação”, ressaltou o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.  

Estudo mostra que ausência de implementação gera insegurança jurídica e eleva custos 

O estudo mostra que o processo de validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades é lento e marcado por disparidades regionais. Na fronteira da região de expansão agrícola MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), os níveis de análise são inferiores a 1%, indicando gargalos relevantes na implementação do Código Florestal e análise do CAR. No Cerrado, apenas os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul superam os 60% de cadastros analisados. Na Amazônia, o Pará é o estado mais avançado, aproximando-se de 50% de cadastros analisados. 

O superintendente da CNI explica que conflitos cadastrais, registros sobrepostos com áreas protegidas e a morosidade nos processos de titulação formal de terras geram instabilidade jurídica expressiva, elevando os custos de conformidade das empresas e limitando a atração de investimentos privados com foco em sustentabilidade.  

“Os resultados evidenciam a necessidade de avançar na regularização ambiental e fundiária, o que é fundamental para reduzir riscos e ampliar a segurança jurídica. Ao mesmo tempo, apontam oportunidades relevantes associadas aos ativos ambientais do país, ao mercado de Cotas de Reserva Ambiental (CRA), à restauração de passivos e ao avanço da bioindústria”, destacou Bomtempo.  

Leia também: Estudo mapeia áreas prioritárias para efetivação do Código Florestal, divulga IPAM

Foto: Divulgação

Bioeconomia como oportunidade estratégica para a implementação do Código Florestal  

A bioindústria pode atuar como vetor de diversificação econômica, redução de riscos regulatórios e valorização de ativos ambientais, especialmente quando articulada à regularização fundiária e à implementação efetiva do Código Florestal. 

Em relação à distribuição territorial dos empreendimentos vinculados à cadeias da bioindústria, a Amazônia ocupa papel central nesse segmento. Entre os estados amazônicos, o Pará atua como o principal polo do país, concentrando 46% das iniciativas de bioindústria, seguido pelo Amazonas (18%) e Rondônia (7%). Já no Cerrado, estados, como Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, destacam-se com uma quantidade expressiva de empreendimentos verdes ativos, indicando que a bioeconomia também tem avançado em territórios com forte presença do agronegócio convencional. 

Para que esse ecossistema de bioindústrias se consolide e ganhe escala, contudo, a segurança jurídica é mandatória. Por serem majoritariamente compostas por cooperativas e pequenos e médios produtores, as cadeias da bioeconomia possuem dependência de ativos da biodiversidade. 

 Essa estrutura requer garantia de conservação da vegetação nativa para assegurar o fluxo contínuo de matérias-primas e ativos biológicos; regularidade fundiária para eliminar riscos de sobreposições territoriais e conflitos cadastrais; e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como pré-requisito indispensável para obtenção de licenciamentos, certificações sustentáveis de prestígio e acesso a linhas de fomento internacionais. 

Confira a íntegra do estudo.

Sobre o Código Florestal 

O Código Florestal Brasileiro é regido  pela Lei Federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que estabelece as normas gerais de proteção da vegetação nativa em todo o território nacional. Ela regulamenta pilares como as Áreas de Preservação Permanente (APPs), a Reserva Legal, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Em 2026, os principais desafios centram-se na lentidão dos estados para validar os cadastros ambientais e na tramitação de novos projetos de lei que buscam flexibilizar o uso de áreas protegidas para irrigação e anistiar embargos.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência de Notícias da Indústria, escrito por Rafaella Feliciano