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Exemplar de percevejo raro é descoberto na Amazônia e se torna 1° registro do gênero na América do Sul

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O inseto pertence à mesma família dos barbeiros, denominada Reduviidae. Foto: Jader de Oliveira/Acervo pessoal

Com um único exemplar conhecido no mundo, o inseto do gênero Bagriella ficou por mais de 100 anos esquecido pela ciência. Coletado na América Central, em 1923, e depositado no Museu Nacional de História Natural, em Washington, nos EUA, o pequeno percevejo voltou a aparecer nos registros científicos graças ao trabalho de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp, em Araraquara. Imersos em uma das regiões mais remotas da Amazônia, os cientistas capturaram não apenas o primeiro registro do gênero na América do Sul, mas identificaram uma espécie inteiramente nova para a ciência. 

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Batizada de Bagriella meneguettii, a descoberta representa um avanço significativo para a taxonomia dos Reduviidae, família dos percevejos predadores, e reforça o quanto a biodiversidade amazônica ainda é pouco conhecida.

“O troféu do taxonomista é quando encontra algo novo. E esse bicho ficou 103 anos esperando por alguém que o reconhecesse”, afirma Jader de Oliveira, pós-doutorando da FCF e co-autor do estudo. 

Como a descoberta aconteceu

O achado, publicado em abril de 2026 no Journal of the International Heteropterists’ Society (JHIS), foi resultado da iniciativa Amazonia+10, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que reúne especialistas de diferentes estados.

Originalmente, os cientistas buscavam avaliar a presença e o comportamento dos triatomíneos, popularmente chamados “barbeiros”, vetores da doença de Chagas,  focando na biodiversidade dos estados do Acre e Rondônia. Mas a instalação de dez armadilhas luminosas espalhadas em pontos estratégicos na floresta da Serra do Divisor, no Acre, acabou por capturar mais de dez mil insetos de grupos variados.  “Dentro dessa miscelânea de insetos, havia uma espécie que me chamou atenção. Desconfiei que poderia ser um Bagriella”, conta Jader.

Saiba mais: Doença de chagas: especialista responde principais dúvidas

O pesquisador da FCF recorreu então ao professor Hélcio Reinaldo Gil Santana, um dos dois únicos especialistas brasileiros na família Reduviidae, que reconheceu a raridade do achado. Juntos, os especialistas procuraram o curador do Museu em Washington, que fotografou o material de 1923 e enviou para confirmação. “Nós olhamos o bicho e eu falei: “O que a gente tem em mãos é uma espécie nova, ele não bate com a descrição da Bagriella ornata”, lembra Jader.

Assim como a ornata, a meneguettii tem um corpo delgado e repleto de espinhos. A diferença morfológica, entretanto, ocorre nas pernas, descritas como raptoriais, e também nas asas. “As características das asas foram fundamentais, porque não “batiam” com a descrição da Bagriella ornata, permitindo a confirmação de que se tratava de uma espécie inédita”, revela Jader.

A escolha do nome

Na taxonomia, é tradição nomear novas espécies em homenagem a pesquisadores que contribuíram para o estudo do grupo ou que exercem papel relevante no campo de pesquisa. Neste caso, a escolha foi um consenso imediato entre os autores. Para eles, o professor Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti, da Universidade Federal do Acre (UFAC), foi peça central na viabilização da pesquisa na região.

Especialista com atuação consolidada no estado, ele foi responsável por criar as pontes que permitiram a equipe de São Paulo trabalhar em uma das áreas mais remotas da Amazônia.

“Sem ele, dificilmente chegaríamos até lá. Ele abriu as portas, conhecia a região, tinha alunos daquela área. Isso facilita tudo, desde o contato com as comunidades locais até o conhecimento do território”, ressalta Jader.

De acordo com os autores, o interesse em realizar a expedição no Parque Nacional da Serra do Divisor ocorreu justamente pela sua localização, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia. “A gente queria entender o que circula nessas áreas de fronteira. Os insetos vetores não reconhecem barreiras geográficas”, explica o pós-doc.

Leia também: Como reconhecer a picada de insetos e animais peçonhentos na Amazônia? 

Armadilhas luminosas utilizadas na floresta atraíram milhares de insetos durante as expedições na Serra do Divisor. Foto: Jader de Oliveira/Acervo pessoal

O achado revela ainda que a biodiversidade da Amazônia precisa ser melhor explorada, ainda mais levando em conta que este bioma vem sofrendo maior pressão econômica, que resulta em sua rápida degradação. 

“O ambiente vem sendo tão destruído, que a gente não vai conseguir mensurar o que existia ali de fato. Alguns tipos de fauna, principalmente esses grupos bem pequenos, são endêmicos, ou seja, são encontrados somente naquela região”, reflete o pesquisador da FCF.

Depois da publicação do achado, os cientistas agora planejam utilizar técnicas de DNA no estômago da Bagriella meneguettii para descobrir do que esses percevejos se alimentam, ajudando a montar o “quebra-cabeça” de sua ecologia.

Além disso, eles reforçam a necessidade de realizar amostragens em outros biomas e áreas de transição da Amazônia para confirmar se a espécie é endêmica da Serra do Divisor ou se possui uma distribuição mais ampla. O grupo também espera encontrar um macho da Bagriella, pois tanto a espécie encontrada no Brasil quanto a identificada na América Central são fêmeas. “Isso nos ajudaria a entender melhor a biologia completa desse inseto”, diz Jader.

A nova espécie foi encontrada durante expedição no Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre
A nova espécie foi encontrada durante expedição no Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Uma expedição no limite do mapa

Para chegar à Serra do Divisor, a equipe liderada pelo  professor João Aristeu, coordenador da pesquisa “Amazônia+10 no contexto das doenças negligenciadas: caracterização entomoepidemiológica da doença de Chagas em regiões amazônicas de fronteira (Brasil-Bolívia e Brasil-Peru)”, vinculada ao projeto da Amazônia+10, precisou de muita disposição.

Saindo de São Paulo, pegaram um voo que durou 5 horas até Rio Branco. De lá, enfrentaram mais dez horas de carro até a cidade de Mâncio Lima, para então se aventurarem por mais de seis horas de barco subindo pelo Rio Moa. 

A base de operações foi estabelecida em cabanas construídas por um ribeirinho local especificamente para receber grupos de pesquisa. À noite, a equipe embarcou novamente e percorria mais 40 minutos de rio para instalar e monitorar as armadilhas luminosas. A região abriga onças, jacarés, serpentes peçonhentas e, como a equipe descobriu ao cruzar com agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) durante o trajeto, populações indígenas ainda em processo de primeiro contato com o mundo exterior.

“Foi uma experiência muito gratificante, que nos permitiu sair da bolha acadêmica e conhecer um outro Brasil”, afirma. 

Mas o que mais marcou, segundo Jader, foi a oportunidade de estar em campo ao lado do professor João Aristeu, seu mentor e coordenador do projeto. “A gente aprende muito na bancada do laboratório, mas o campo é outro universo. Poder viver essa experiência com o professor Aristeu, dentro da Amazônia, foi o mais gratificante de tudo”, conclui. 

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Unesp, escrito por Gabriele Maciel

TRF1 mantém condenação de pesquisador por exploração do murumuru em comunidade Ashaninka no Acre

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Foto: Pedro Devani/Secom Acre

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a condenação de um pesquisador e de sua empresa por exploração indevida de conhecimentos tradicionais associados ao fruto murumuru (ou murmuru). A decisão acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e reforça a proteção ao patrimônio imaterial do povo Ashaninka, do Rio Amônia, no Acre.

O caso teve origem em uma ação civil pública proposta pelo MPF para apurar o uso comercial de sabonetes e cosméticos sem a devida repartição de benefícios com os indígenas que detêm o saber histórico sobre as propriedades da planta. O MPF defendeu que a conduta do pesquisador, que inicialmente prestava consultoria para auxiliar a comunidade em um projeto de desenvolvimento sustentável, desviou-se para uma exploração clandestina.

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Para o órgão, a tentativa de registrar patentes e marcas de forma individual, sem o consentimento prévio e sem a repartição de benefícios, configurou uma violação ética e jurídica que não poderia ser ignorada sob o pretexto de que o conhecimento já era “disseminado”.

O MPF defende que o conhecimento tradicional não perde sua proteção legal apenas por existirem publicações científicas prévias, especialmente quando a exploração econômica deriva diretamente do contato e da pesquisa in loco com os indígenas. Dessa forma, a 11ª Turma do TRF1 entendeu que o réu utilizou-se de sua posição como pesquisador para sistematizar informações e coletar amostras, transformando um saber coletivo em lucro individual de forma ilícita, inclusive estabelecendo relações comerciais com uma empresa.

Leia também: Estudo mostra que óleos de açaí e murumuru são potencialmente eficazes na preservação de madeiras amazônicas

Como efeitos práticos, o pesquisador e sua empresa foram condenados, solidariamente, ao pagamento de uma indenização por danos materiais correspondente a 20% do faturamento bruto obtido com a comercialização de produtos derivados do murumuru. O pesquisador também foi condenado à reparação por danos morais coletivos fixada em R$ 200 mil. Cabe recurso da decisão.

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Foto: Pedro Devani/Secom AC

Entenda o caso de exploração do murumuru

A  controvérsia jurídica começou quando a comunidade Ashaninka buscou auxílio técnico para desenvolver projetos de exploração sustentável da floresta. Por meio de um convênio firmado entre a Associação Ashaninka do Rio Amônia (APIWTXA) e o Centro de Pesquisas Indígenas (CPI), foi contratado um pesquisador para catalogar espécies vegetais, destacando-se o murumuru por seu potencial cosmético.

Segundo apontou o MPF, o pesquisador afastou-se da parceria original com os indígenas e passou a tratá-los apenas como fornecedores de matéria-prima, registrando patentes e marcas (como a “Tawaya”, nome que o povo Ashaninka atribui para o Rio Amônia) em benefício próprio, sem compartilhar os lucros obtidos com as indústrias do setor.

Como resultado, empresas passaram a explorar a espécie para fins cosméticos, algumas, inclusive, com vínculo técnico e comercial com o pesquisador.

Consulta processual.

*Com informações do Ministério Público Federal

Núcleo de Telessaúde da Ufam amplia acesso e fortalece transformação digital em áreas remotas da Amazônia

Foto: Reprodução/Rede AmazônicaAM

O Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia (NTSA), vinculado à Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), atua na integração e fortalecimento de iniciativas de saúde digital, ensino, pesquisa, extensão e inovação na região amazônica. Criado pela Resolução CONSAD nº 008/2020, o núcleo coordena ações voltadas à telessaúde, telemedicina e educação em saúde, articulando diferentes setores acadêmicos e administrativos da universidade.

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O objetivo é estruturar, integrar e consolidar a transformação digital da saúde na Amazônia por meio de ações articuladas de ensino, pesquisa, extensão e inovação. A atuação ocorre em rede, envolvendo diferentes unidades da universidade e projetos que atendem demandas assistenciais, de formação e de desenvolvimento tecnológico voltadas à realidade amazônica.

Atualmente, o núcleo é composto por cinco programas e projetos: o Telessaúde Ufam, o TelePNAR, Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (Una-SUS Ufam), o Programa Pet Saúde Digital e o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane Ufam).

Em conjunto, essas iniciativas articulam assistência especializada, educação permanente, monitoramento em saúde e formação acadêmica.

Leia também: SUS na Amazônia: ponto de atendimento à saúde é inaugurado onde uma consulta podia exigir até 3 dias de viagem de barco

Telessaúde Ufam: ampliação do acesso a especialistas no Amazonas

O Telessaúde HUGV/Ufam promove assistência especializada à distância para a população do Amazonas, com prioridade para comunidades indígenas e ribeirinhas. O atendimento ocorre por meio do encaminhamento de pacientes pelos municípios e unidades de saúde para o Núcleo de Telessaúde, onde os casos passam por triagem e são direcionados para acompanhamento remoto realizado por especialistas no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

Atualmente, a iniciativa reúne 19 especialidades médicas integradas. O modelo busca ampliar o acesso à assistência especializada, reduzir deslocamentos e fortalecer o atendimento em regiões de difícil acesso.

Entre os serviços ofertados estão teleinterconsultas, teleconsultorias, telediagnóstico e segunda opinião formativa. O telediagnóstico permite o acesso remoto a métodos diagnósticos especializados, utilizando tecnologias para emissão e análise de exames à distância.

Em 2025, a Telessaúde Ufam registrou economia estimada em aproximadamente R$ 45 milhões. O resultado está relacionado principalmente à redução de custos do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), diminuindo a necessidade de deslocamentos para centros urbanos.

Leia também: Confira cursos voltados à Amazônia ofertados por instituições de ensino superior do Amazonas

TelePNAR: monitoramento de gestantes de alto risco em áreas remotas

O Projeto de Telemonitoramento do Pré-Natal de Alto Risco (TelePNAR) realiza acompanhamento remoto contínuo de gestantes em municípios e localidades remotas do Amazonas. As pacientes são cadastradas em plataforma digital, passam por estratificação de risco e recebem monitoramento realizado por equipes especializadas.

A proposta busca reduzir a mortalidade materna, fetal e neonatal, utilizando recursos digitais para ampliar o acesso ao cuidado especializado. Além do acompanhamento das gestantes, o programa também atua na integração com equipes da atenção primária e na capacitação dos profissionais responsáveis pela assistência local. 

Após a expansão do TelePNAR para os 61 municípios do Amazonas, com exceção de Manaus, e diante dos resultados alcançados pelo programa, foi estruturada uma proposta de ampliação da iniciativa para além do estado. Em 2025, o projeto iniciou sua expansão para outros territórios da Amazônia Legal, com implantação no Acre e em Roraima, ampliando a estratégia de telemonitoramento para novos contextos regionais. 

O TelePNAR também compartilha protocolos e estratégias de acompanhamento com as equipes municipais, fortalecendo a assistência a casos classificados como risco intermediário e alto risco.

A projeção financeira do programa para 2025 estimou economia de aproximadamente R$ 60 milhões, atribuída principalmente à redução dos custos com Tratamento Fora de Domicílio. 

Una-SUS Ufam: qualificação permanente de profissionais

A Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (Una-SUS Ufam) é responsável pela formação, capacitação e qualificação profissional em saúde. A iniciativa desenvolve cursos, treinamentos e especializações voltados às demandas do SUS.

Entre as ações desenvolvidas está a formação em Medicina de Família e Comunidade vinculada ao Programa Mais Médicos. Médicos participantes do programa, que atuam em 23 estados brasileiros, incluindo áreas rurais e localidades de difícil acesso do Amazonas, estão vinculados ao curso de Especialização em Medicina de Família e Comunidade da Una-SUS Ufam. A iniciativa contribui para a formação contínua de profissionais preparados para atuar na Atenção Primária à Saúde, considerando as especificidades sociais, culturais e territoriais das populações atendidas.

Esse dado amplia a percepção de alcance da iniciativa: ela deixa de aparecer apenas como ação de qualificação e passa a evidenciar também o papel da Ufam na formação de profissionais em escala nacional.

PET Saúde Digital: integração entre universidade e serviços de saúde

O Programa PET Saúde Digital atua na formação interprofissional e na integração entre ensino e serviço por meio de grupos de aprendizagem tutorial. A iniciativa aproxima estudantes, docentes e profissionais dos serviços de saúde em atividades práticas voltadas ao desenvolvimento de competências em saúde digital.

O programa também estimula o desenvolvimento de projetos, experiências práticas e estratégias voltadas à inovação em saúde. A proposta busca fortalecer a formação acadêmica alinhada às necessidades dos serviços do SUS e às transformações digitais na área da saúde.

Cecane Ufam: fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar em municípios amazônicos

O Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane Ufam) atua em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Desde 2015, desenvolve ações de acompanhamento, assessoramento técnico, monitoramento e formação junto aos municípios.

As atividades incluem assessorias técnicas, oficinas regionais, monitoramento da execução do programa e apoio a ações relacionadas à alimentação escolar, incluindo iniciativas voltadas à alimentação escolar indígena.

Ao longo de sua atuação, o Cecane Ufam ampliou seu alcance para dezenas de municípios do Amazonas e também para o estado de Roraima. O centro também desenvolve projetos de extensão, pesquisa científica e produção de materiais técnicos por meio de equipes multiprofissionais integradas às atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade.

Ao integrar assistência, formação, pesquisa e inovação, o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia (NTSA) consolida uma estratégia voltada às particularidades da região amazônica. A atuação do núcleo amplia o acesso a serviços especializados, fortalece a qualificação de profissionais e reduz barreiras geográficas históricas, contribuindo para aproximar o cuidado em saúde de populações que vivem em áreas remotas do Amazonas. 

*Com informações da Universidade Federal do Amazonas

“Bolsa Família é medida de emergência”, diz pré-candidato à presidência Aldo Rebelo

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou sobre o programa Bolsa Família durante conversa com jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat.

Ao falar sobre o tema, Aldo Rebelo afirmou que o Bolsa Família deve ser um programa somente para situações específicas e depois serem encerradas, o que ele considerou ser para “situações de emergência”.

Leia também: Amazônia é uma região rica que precisa ser “desinterditada”, segundo Aldo Rebelo

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Aldo Rebelo é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Aldo defende outras alternativas

Para o político, o país precisa criar condições para que a população tenha acesso a emprego, renda e oportunidades, defendendo que programas sociais não podem ser a única alternativa para milhões de brasileiros. Segundo ele, o desenvolvimento econômico deve caminhar junto com políticas de assistência social.

“Bolsa Família é uma medida de emergência. Você não pode condenar a juventude brasileira a viver de Bolsa Família. Você tem que dar uma alternativa. Não se pode olhar para um menino que está na escola técnica, numa universidade, ou dois jovens que vão casar e dizer: ‘Se formem, que você vão viver de Bolsa Família’. O Bolsa Família é uma emergência. A saída para o Brasil é retomar o desenvolvimento. Oferecer emprego de qualidade e capacidade para empreender para essa população de jovens, que é aí que está a esperança”.

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

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Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

TranspoAmazônia 2026 projeta R$ 900 milhões em negócios e Manaus vira centro do mapa logístico das Américas

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Foto: Divulgação/TranspoAmazônia

Manaus (AM) se prepara para assumir, de forma definitiva, o protagonismo no debate sobre o futuro do transporte e da logística no Brasil e nas Américas. Entre os dias 27 e 29 de maio de 2026, a capital amazonense sediará a TranspoAmazônia 2026 – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, um dos maiores eventos do setor no País, com previsão de movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios e reunir mais de 15 mil visitantes.

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O encontro acontecerá no Centro de Convenções Vasco Vasques, que será totalmente ocupado pelo evento, reunindo lideranças empresariais, autoridades públicas, especialistas, investidores e representantes de organismos nacionais e internacionais para discutir os rumos da logística brasileira, com atenção estratégica à região Norte e à integração nacional e internacional.

Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a edição de 2026 consolida a feira como um hub de debates, negócios e inovação, reforçando o papel da Amazônia como eixo logístico fundamental para o desenvolvimento do país. A região, marcada por desafios históricos de infraestrutura, concentra também grandes oportunidades, especialmente na integração dos modais rodoviário, aquaviário, aéreo e ferroviário.

Congresso, negócios e articulação internacional

A programação da TranspoAmazônia 2026 será abrangente e estratégica. O evento contará com palestras magnas, painéis temáticos, workshops, rodadas de negócios e debates institucionais, reunindo especialistas e executivos que estão na linha de frente das transformações do setor.

Estão previstas reuniões estratégicas com importantes players nacionais e internacionais, como a Câmara Interamericana de Transportes (CIT), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Associação Nacional de Transporte e Logística (NTC&Logística), ampliando o diálogo entre o mercado brasileiro e as cadeias logísticas globais.

lançamento da TranspoAmazônia 2026 em manaus amazonas
Foto: Divulgação/TranspoAmazônia

Além disso, o Congresso Internacional de Transporte e Logística, realizado paralelamente à feira, será um dos principais espaços de formulação de propostas e articulação entre setor produtivo e poder público.

Leia também: Livro que resgata a formação logística da Amazônia será lançado na TranspoAmazônia

Exposição de grande porte e vitrine de inovação

Com mais de 350 expositores nacionais e internacionais, a TranspoAmazônia 2026 se posiciona como uma verdadeira vitrine de tecnologias, soluções e inovações para o transporte e a logística. Empresas apresentarão equipamentos, sistemas, plataformas digitais, serviços e projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e sustentabilidade.

Os dois pavilhões climatizados do Vasco Vasques serão ocupados integralmente, além de uma área externa dedicada à exposição de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos de grande porte. A estrutura do evento seguirá o padrão das grandes feiras internacionais, com espaços instagramáveis, praça de alimentação completa, salas de reuniões, estúdio para podcasts ao vivo e uma plenária com capacidade para 300 pessoas.

Amazônia como eixo estratégico do desenvolvimento

Para o idealizador da TranspoAmazônia, presidente da Fetramaz e CEO do Grupo Bertolini, Irani Bertolini, o evento nasce com a missão de preencher uma lacuna histórica no setor.

“A TranspoAmazônia representa a oportunidade que faltava para quem vende, para quem compra e para todos que querem evoluir com conhecimento, networking e negócios em um único ambiente. Nossa missão é entregar a maior feira de transporte e logística da Amazônia. Teremos representantes de 43 países, trazendo para Manaus as principais lideranças do Brasil e das Américas”, destaca.

O principal objetivo do evento é impulsionar o desenvolvimento logístico da região Norte, ampliando oportunidades de investimento, fortalecendo a integração multimodal e aproximando empresas que já atuam — ou desejam atuar — no mercado amazônico.

Leia também: Sistema Transporte leva agenda inédita à TranspoAmazônia 2026 em Manaus

Entre os temas centrais em debate estão modernização da infraestrutura logística brasileira, com foco na região Norte, assim como fortalecimento do transporte multimodal e da navegação fluvial; investimentos públicos e privados em rodovias, portos, hidrovias e aeroportos; inovação, digitalização e uso de tecnologias aplicadas à logística; sustentabilidade, eficiência operacional e redução de custos e papel estratégico da Amazônia na integração logística nacional e internacional.

Segundo Bertolini, o estímulo ao diálogo entre setor produtivo e poder público será um dos grandes legados do evento. “A TranspoAmazônia é uma oportunidade ímpar para promover a geração de negócios, incentivar investimentos estruturantes e contribuir para soluções que tornem o sistema logístico brasileiro mais competitivo, seguro e sustentável”, afirma.

A TranspoAmazônia 2026 conta com o apoio do Governo do Estado do Amazonas, de entidades representativas do setor de transporte e da indústria, além da iniciativa privada.

*Com informações da assessoria

Gente do Norte Empresas: saiba quem é Irani Bertolini

Foto: Reprodução/Amazon Sat

Fundador e presidente da Transportes Bertolini (TBL), o empresário Irani Bertolini é um dos convidados do programa Gente do Norte – Empresas, do canal Amazon Sat. Sua trajetória é marcada pela perseverança desde os primeiros trabalhos, ainda na juventude, até a criação de um dos maiores grupos logísticos da Amazônia.

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Natural de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, Bertolini destacou sua relação com a região amazônica e afirmou ter sido acolhido pelo povo da região ao longo das últimas décadas.

“Eu adoro a Amazônia. É um lugar bom para se viver, um povo acolhedor, e eu adoro fazer preservação ambiental também. Vamos preservar isso aqui. É a maior riqueza do mundo, que nós temos no Brasil”, afirmou.

Saga de Bertolini o levou à Amazônia

Irani Bertolini nasceu em 14 de setembro de 1946 e contou que começou a trabalhar ainda jovem em diferentes funções antes de realizar o sonho de dirigir caminhão.

“Comecei minha vida como engraxate de sapatos, servente de pedreiro, trabalhei em cantina de vinho e depois meu sonho era aprender a dirigir caminhão. Aprendi, viajei pelo Brasil inteiro e depois consegui comprar meu primeiro caminhão”, relembrou.

Segundo o empresário, a chegada em Manaus (AM) aconteceu após uma viagem transportando móveis do Sul do país para a capital amazonense. O serviço chamou a atenção dos clientes locais e acabou abrindo caminho para a criação da empresa.

“Quando cheguei aqui, os clientes ficaram impressionados porque os móveis vinham de navio e muitas vezes chegavam danificados. Eles pediram para eu voltar trazendo carga novamente. Foi aí que percebi a necessidade que existia de transporte para Manaus”, contou.

Leia também: Gente do Norte Empresas: Egreen Baranda revela nova estrutura do Kwati Club

A partir dessa oportunidade, Irani Bertolini decidiu investir na criação da Transportes Bertolini, empresa que acompanhou o crescimento da capital amazonense e do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Manaus tinha cerca de 200 mil habitantes. Hoje tem mais de 2 milhões. Manaus cresceu e eu cresci junto”, destacou.

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Foto: Reprodução/Amazon Sat

Preservação ambiental

O empresário também falou sobre os projetos ambientais mantidos pelo grupo empresarial. Segundo ele, áreas de preservação são monitoradas constantemente para evitar crimes ambientais, além de iniciativas voltadas à reciclagem de resíduos produzidos pelas empresas.

“Temos áreas preservadas e mantemos vigilância permanente para evitar caça, pesca ilegal e derrubada de árvores. Também fazemos reciclagem de praticamente todo o lixo gerado nas empresas”, afirmou.

Irani Bertolini defendeu ainda que a preservação ambiental deve ser uma responsabilidade coletiva e destacou a importância da Amazônia para o futuro do país: “Eu aconselho crianças, jovens e adultos: vamos preservar isso aqui. Essa floresta é uma das maiores riquezas do mundo e será fundamental para o futuro do Brasil”.

O empresário é um dos convidados do programa Gente do Norte – Empresas, transmitido pelo canal Amazon Sat. Assista:

Roraima prevê alta de 9,4% no plantio de soja em 2026, aponta levantamento

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Plantio de soja deve crescer 9,4% em Roraima em 2026. Foto: Divulgação/Seadi RR

Uma estimativa da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima (Seadi), divulgada no dia 18 de maio, aponta que o estado deve crescer em 9,42% a área plantada de soja em 2026, passando de 132.421 hectares para 144.893 hectares plantados neste ano.

O levantamento faz parte do programa ‘Rota dos Grãos’, voltado ao fortalecimento da produção agrícola e planejamento do setor de forma sustentável. A ação faz visitas técnicas a propriedades rurais nos municípios para coletar informações sobre plantações de soja, milho, arroz e algodão.

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Levantamento prevê expansão de soja em roraima
Produção de soja em Roraima vive momento de expansão. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Soja segue com potencial

Entre os dados analisados estão área plantada, produtividade e potencial de expansão das lavouras.

Segundo o coordenador da iniciativa, Frankarlos Lopes, a expectativa é atender mais de 250 propriedades rurais. Para ele, o avanço da produção de grãos fortalece a posição de Roraima como nova fronteira agrícola da Amazônia Legal.

“Durante as visitas, são coletadas informações estratégicas que permitem atualizar o mapa agrícola de Roraima, identificar polos produtivos e gerar dados técnicos que auxiliem no planejamento de políticas públicas e investimentos para o setor”, explicou.

Levantamento faz parte do programa Rota dos Grãos, voltado ao fortalecimento da produção agrícola de Roraima. Foto: Divulgação/Secom Roraima

Leia também: Com safra recorde, Roraima é destaque do agronegócio brasileiro em 2025

A iniciativa faz parte do Plano Roraima 2030, que prevê ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, geração de emprego e inovação no campo. O programa também conta com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria para fortalecer a coleta de dados e a cooperação técnica entre os governos estadual e federal.

*Com informações da Seadi RR

ZFM: não basta enfrentar a “guerra” com São Paulo, mas avançar o modelo econômico inserido no mundo 4.0

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ZFM. Foto: Divulgação/Suframa

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) decidiu protocolar pedido de ingresso como amicus curiae, atuação regulamentada pelo Artigo 138 do Código de Processo Civil (CPC), sobre a Ação Civil Pública nº 1049079-37.2026.4.01.3400, movida pela FIESP contra dispositivos da Lei Complementar nº 214/2025, que asseguram a manutenção do diferencial competitivo da Zona Franca de Manaus (ZFM) no contexto da Reforma Tributária. Idêntica iniciativa foi adotada pela Associação Comercial do Amazonas. Segundo o presidente da entidade, Bruno Loureiro, “a ACA defenderá a constitucionalidade dos créditos presumidos da ZFM e a preservação da competitividade do modelo econômico que sustenta o setor produtivo e a economia do Amazonas”.

A “guerra” de S. Paulo contra a ZFM e o Polo Industrial de Manaus (PIM), particularmente, vem de longe. Não se trata da primeira, segunda ou décima estocada da representação empresarial paulista contestando a validade da política de incentivos estabelecida pelo DL 288/67. Sem embargo da relevância da política de incentivos para a economia da capital amazonense, o volume de desinformação generalizada em relação ao paradigma econômico, nesses quase 60 anos, tem origem bem definida: enquanto as prerrogativas estruturais mantêm-se preservadas em sua essência, o modelo (com exceção de algumas empresas) não evoluiu no sentido de se ajustar ao mundo globalizado evoluído nesse período, particularmente no que toca à revolução industrial 4.0.

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Desta forma, desde o seu nascedouro aos tempos difíceis dos anos 1980/90 e décadas 2000 a Zona Franca defronta-se com circunstâncias semelhantes, os “inimigos” se revezam e recarregam suas baterias. Acuado, o Amazonas e as entidades representativas de classe se defendem, mas o processo manufatureiro aqui instalado não se legitima conjunturalmente, não consegue ter seus fundamentos reconhecidos pelo complexo industrial brasileiro.

Como escreveu o empresário Marx Gabriel, numa de suas competentes e pragmáticas notas publicadas nas redes sociais durante nova rodada de negócios que empreende no Japão e China, “o Brasil tem um problema sério de janela de oportunidade. Enquanto ainda discutimos se devemos ou não adotar inteligência artificial, a China já opera em escala industrial. Shanghai está construindo cinco novos data centers dedicados à IA.

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ZFM. Foto: Divulgação/Suframa

Hangzhou, sede do Alibaba, gera 30% do seu PIB a partir de negócios digitais. Suzhou tem PIB per capita superior ao de todas as economias emergentes, com apenas 13 milhões de habitantes. O executivo brasileiro que visita esses ecossistemas volta transformado. Não porque aprendeu teoria, mas porque viu com os próprios olhos o que é possível”. Referindo-se à Amazônia, afirma: “a região carrega um desafio histórico de isolamento estratégico. Manaus é um polo industrial relevante, mas ainda opera com uma mentalidade de periferia em relação aos centros de decisão globais. Nossa visão é que o Brasil precisa parar de aparecer nessas conversas como objeto de proteção e começar a assumir-se como protagonista de soluções”, salienta.

Para Antonio Azevedo, presidente do grupo TV LAR, é fundamental reafirmar o direito legítimo da população amazônida de usufruir, de forma responsável e sustentável, o potencial econômico de sua biodiversidade. A Amazônia, observa, “ao mesmo tempo em que patrimônio ambiental estratégico e espaço de produção, trabalho e inovação, o uso regulado e inteligente dos ativos naturais, apoiado pela ciência, tecnologia e bioeconomia, é condição essencial para gerar renda, emprego e inclusão social, fortalecendo também a conservação”.

A construção de um novo modelo econômico para o Amazonas, salienta Azevedo, exige “integração entre a ZFM, o Polo Industrial, a bioeconomia e as cadeias produtivas regionais, com segurança jurídica, estímulo à inovação e agregação de valor local”. As entidades de classe, ressalta, “têm papel estratégico nesse processo, contribuindo para a articulação institucional e a formulação de propostas capazes de conciliar competitividade econômica, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional”. Nesse sentido, estabelecer um espaço comum para o debate desta questão, alinhando a visão das entidades representativas do setor produtivo e podermos protagonizar políticas públicas de longo prazo, afirma.

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Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Documentário paraense apresenta experiências no mapeamento geológico na Amazônia

Foto: Divulgação/SGB

O curso de Geologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realiza nesta segunda-feira (25), às 9h30, em Santarém (PA), o lançamento oficial do documentário ‘Geologia de Campo: Experiência de Mapeamento Geológico na Amazônia’. Aberta ao público, a exibição ocorrerá no Auditório da Unidade Tapajós, situada no bairro do Salé, e integra a programação comemorativa dos 15 anos do curso de Geologia da instituição.

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Documentário paraense apresenta experiências no mapeamento geológico na Amazônia
Aula prática do curso de Geologia da Ufopa. Foto: Reprodução/Ufopa

Com cerca de 35 minutos de duração, o documentário apresenta, de forma didática e acessível, a experiência do mapeamento geológico na Amazônia, acompanhando etapas fundamentais da formação acadêmica em Geologia, desde o pré-campo até o pós-campo.

A produção busca aproximar a ciência da sociedade, valorizar a universidade pública e despertar o interesse de estudantes e da comunidade em geral pelas geociências e pela compreensão do território amazônico.

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Documentário mostra cotidiano da pesquisa

Produzido pelo professor Luciano Ribeiro da Silva e pelo discente Eduardo Afonso Silva de Sousa, ambos do curso de Geologia, o material audiovisual também evidencia o cotidiano das atividades de campo desenvolvidas pelo curso, destacando aspectos técnicos, acadêmicos e logísticos envolvidos na formação dos futuros geólogos. A proposta é ampliar o acesso ao conhecimento científico por meio de uma linguagem acessível e visual.

De acordo com a organização, a exibição representa uma oportunidade de diálogo sobre divulgação científica, formação acadêmica e extensão universitária, demonstrando como o conhecimento produzido na universidade pode retornar à sociedade de maneira educativa, inspiradora e socialmente relevante.

O documentário foi desenvolvido no âmbito do projeto “Extensão Universitária e Divulgação do Curso de Geologia no Oeste do Pará: Imersão Audiovisual no Cotidiano do Mapeamento Geológico”, contemplado pelo Edital Procce n.º 004/2025 – Pró-Extensão.

A programação é aberta à comunidade acadêmica e a estudantes do ensino básico interessados em conhecer as atividades de campo realizadas pelo curso de Geologia da Ufopa.

*Com informações da Universidade Federal do Oeste do Pará

Marco Temporal: Aldo Rebelo afirma que há instabilidade jurídica

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou sobre o debate em torno do Marco Temporal durante entrevista ao jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat.

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Ao abordar o tema, Aldo Rebelo afirmou que é a favor do Marco Temporal para terras indígenas e criticou a condução das discussões relacionadas às terras indígenas após decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional trecho de lei que instituía marco temporal para terras indígenas. Para Aldo Rebelo a decisão do STF no fim de 2025, gerou “instabilidade jurídica” sobre o tema.

“O Marco Temporal está na Constituição. O Supremo cometeu um grave erro ao revogar o conceito de marco temporal. Criou uma intabilidade jurídica e institucional no país. E eu defendo a proteção dessa referência jurídica que é o marco temporal”.

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A Amazônia precisa ser explicada para o mundo, afirma Aldo Rebelo
Foto: Reprodução/Amazon Sat

“Sem marco temporal, tudo é possível”, afirma Aldo Rebelo

Aldo Rebelo afirmou que o debate precisa considerar, além da preservação, questões ligadas à como as terras se encontram atualmente. Segundo ele, toda terra no Brasil é indígena, mas é preciso considerar a situação como esta se encontra local a partir de um tempo específico, para que assim seja tomada a melhor decisão.

“Sem marco temporal, tudo é possível. Se você não tiver uma referência no tempo, como diz a Constituição em seu artigo 231, as terras ocupadas pelos indígenas, naquele momento deveriam ser demarcadas. Se você olhar para o passado, você vai demarcar até a cidade de São Paulo, que também era terra indígena, lá pelos anos de 1500”. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).